Testado na UMinho
Uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho...

Os resultados do estudo, agora publicado na prestigiada revista “Biomedicine & Pharmacotherapy”, mostram que o fármaco experimental NLX-101 pode aliviar dois dos sintomas mais graves: a respiração irregular e os défices cognitivos.

A Síndrome de Rett afeta aproximadamente uma em cada 10.000 meninas no mundo. Estas doentes têm, geralmente, um desenvolvimento normal nos primeiros meses de vida, mas acabam por perder gradualmente capacidades já adquiridas como o andar e o falar. Muitas apresentam também episódios de apneia (paragens na respiração), que têm um forte impacto na sua qualidade de vida e podem agravar outros sintomas.

O novo estudo do ICVS demonstrou que uma administração precoce e continuada do fármaco num roedor que replica vários aspetos da doença prevenia os seus défices cognitivos. Além disso, após uma só administração do fármaco, os episódios de apneia foram significativamente reduzidos. Este fármaco foi desenhado para atuar exclusivamente num subtipo de recetores do neurotransmissor serotonina, chamados 5-HT1A, em zonas específicas do cérebro ligadas à cognição e ao controlo da respiração, permitindo obter os efeitos terapêuticos desejados e evitando efeitos adversos.  

 

Estudos prosseguem

“Apesar de a terapia genética ser muito promissora, recuperando os níveis da proteína afetada pela mutação causadora da doença, a sua aprovação e estabelecimento demorarão vários anos”, explica a investigadora Daniela Monteiro-Fernandes. “O NLX-101 poderá contribuir para a melhoria significativa de sintomas debilitantes da doença, como o défice cognitivo ou as apneias, que colocam muitas vezes em risco a vida das doentes”, acrescenta. Além de poder ter um efeito significativo na vida das doentes, indiretamente impactará a qualidade de vida da família e de cuidadores destas meninas, já que esta doença “afeta profundamente toda a estrutura familiar”.

O trabalho no ICVS envolveu ainda as cientistas Sara Guerreiro, Daniela Cunha Garcia, Joana Pereira Sousa, Stéphanie Oliveira, Andreia Teixeira Castro, Sara Duarte Silva e Patrícia Maciel e contou com a parceria de colegas da Universidade de Bristol (Reino Unido) e da farmacêutica Neurolixis (EUA).

São necessários mais estudos para avaliar a segurança e a eficácia do fármaco em humanos. No entanto, este trabalho abre caminho para novas terapias direcionadas, com potencial para transformar os cuidados prestados a quem vive com esta doença rara e complexa.

Dia Mundial da Hipertensão
Quando as doenças são silenciosas, o desafio do tratamento é ainda maior, como mostram os dados do estudo 'Adesão à...

No caso da hipertensão arterial, a ausência de sintomas leva muitos a subestimarem a gravidade da sua condição e a importância do tratamento. É para combater esta realidade que a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) organiza, no âmbito do Dia Mundial da Hipertensão, uma campanha de rastreios gratuitos, com um duplo objetivo: identificar novos casos desta doença silenciosa e sensibilizar para a importância de manter os seus valores tensionais controlados, prevenir complicações cardiovasculares e melhorar a adesão ao tratamento.

No próximo dia 10, a edição deste ano da Feira da Educação e da Saúde, que se realiza no Jardim Vasco da Gama, em Belém, vai ser palco, entre as 10h00 e as 17h00, de rastreios e partilha de informação. Rastreios que vão também decorrer no dia 15, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, abertos a toda a comunidade.

“A questão da hipertensão está longe de estar resolvida”, refere Fernando Gonçalves, presidente da SPH. “Temos problemas de prevenção, problemas de diagnóstico e temos problemas de adesão à terapêutica, assim como dificuldades de acesso dos doentes aos médicos”, pelo que considera iniciativas como estas importantes para sensibilizar e informar, não só a população em geral, mas também os profissionais de saúde.

Ações que ajudam a reforçar a partilha de informação e a literacia em saúde, que é um dos objetivos da Missão 70/26, uma iniciativa pioneira da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), em parceria com a Servier Portugal, que tem como objetivo controlar, até 2026, 70% dos doentes hipertensos com idades entre os 18 e os 64 anos, vigiados nos Cuidados de Saúde Primários*, e que, a menos de um ano de chegar ao fim, mostra uma tendência muito positiva. “Temos notado uma evolução crescente e acreditamos que vamos atingir o nosso objetivo. Começámos com um valor de metade, ou seja, só 52% daquelas pessoas entre os 18-64 anos que eram seguidas nos Cuidados de Saúde Primários tinham os seus valores controlados e podemos dizer que neste momento estamos com uma evolução positiva”, confirma Rosa de Pinho, presidente cessante da SPH para o biénio 2023-2025. Resultados que não deixam dúvidas: a Missão está no caminho certo.

Há ainda muito a fazer, sobretudo no que diz respeito às barreiras que os doentes hipertensos enfrentam no controlo da sua doença. Barreiras que, segundo Rosa de Pinho, se prendem com o facto de “a hipertensão ser uma doença silenciosa, que não dá sintomas, pelo que a pessoa, se não for procurar alguém para lhe medir a pressão arterial, não vai perceber se esta está elevada. Depois, sobretudo para algumas pessoas mais jovens, é ainda um pouco confuso terem de tomar medicação quando não sentem nada”.

Aqui, junta-se o facto de os doentes hipertensos não terem só hipertensão, mas, “muitas vezes, outros problemas de saúde, que fazem com que tenham a pressão arterial mais alta, nomeadamente excesso de peso. Em termos de custos, o nosso Ministério da Saúde comparticipa, em muitos, estes fármacos, mas a comparticipação poderia ser superior, como acontece com outras patologias, assim como podia haver também mais apoio para a aquisição dos aparelhos de medição da pressão arterial, que tornaria mais fácil medir em casa”.

Há ainda, refere a médica, a questão da literacia, ou falta desta. “Apesar das pessoas estarem mais conscientes hoje em dia, penso que ainda temos muito trabalho para fazer, porque ainda não percebem bem o impacto que a hipertensão pode ter, sobretudo em termos de incapacidade”, refere Rosa de Pinho, que defende “uma parceria com o Ministério da Educação, para que se possa começar mais cedo, nas escolas, a falar sobre estes temas”.

12 de maio – Dia Internacional da Enfermagem
Instituído pelo Conselho Internacional dos Enfermeiros, o Dia Internacional da Enfermagem assinala-se anualmente a 12 de maio....

Lucía Méndez González, da SPP, salienta o papel abrangente desta especialidade e que “vai além do cuidado clinico, englobando também a educação para a saúde, a gestão de serviços e a investigação cientifica”. A enfermeira não tem dúvidas de que “com dedicação, conhecimento técnico e uma abordagem humanizada, os enfermeiros e enfermeiras desempenham um papel fundamental na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da saúde”.

A missão dos enfermeiros especializados em cuidados respiratórios é igualmente sublinhada, sendo esta uma área crítica para a Saúde Pública com as doenças respiratórias a representarem a terceira causa de morte no nosso país. Assim, para Lucía Méndez González, torna-se essencial “o reconhecimento de que investir na Enfermagem é investir na saúde de todos”.

No entanto, nesta data, importa ainda referir que, apesar da sua extrema relevância, “a Enfermagem enfrenta diariamente desafios significativos, como a sobrecarga de trabalho devido à escassez de profissionais e os riscos ocupacionais, incluindo a exposição a doenças e o burnout”.

Para assinalar o dia, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia divulga um vídeo com a participação de vários enfermeiros e que pretende reforçar a mensagem de que a Enfermagem não só salva vidas, como também transforma realidades - garantindo o acesso equitativo à saúde e fortalecendo as comunidades.

 

A fertilidade começa no prato
A fertilidade é influenciada por uma complexa interação entre fatores genéticos, hormonais, ambienta

Manter um peso corporal saudável é igualmente importante. O excesso de peso pode afetar o equilíbrio hormonal e a ovulação nas mulheres, enquanto nos homens está associado a uma menor qualidade do sémen. Por outro lado, o baixo peso também pode comprometer a fertilidade, sendo essencial encontrar um equilíbrio nutricional. 

Uma nutrição adequada é importante para a maturação folicular, para a ovulação e para a regulação hormonal. A escassez ou o excesso de certos nutrientes pode comprometer a saúde reprodutiva. A exposição a dietas nutricionalmente muito pobres ou com excesso calórico pode levar a ciclos anovulatórios, desregulação hormonal piorando a infertilidade feminina. 

Nos homens, a formação de espermatozoides é igualmente sensível ao estado nutricional. Fatores como baixos níveis de zinco, vitamina D, e antioxidantes estão associados a uma redução dos parâmetros espermáticos. 

Estudos demonstram que um padrão alimentar rico em açúcares refinados, gorduras saturadas e hidrogenadas muito presentes em alimentos ultraprocessados, está associado a uma menor taxa de fertilidade.  

Outro fator a considerar é o stress oxidativo. Este é um dos principais mecanismos com implicação negativa na função ovárica e na deterioração da qualidade dos espermatozoides. Antioxidantes como as vitaminas C e E, selénio, zinco, e compostos fenólicos presentes em frutas e vegetais, têm um papel protetor contra os danos celulares.  

Padrões alimentares como a dieta mediterrânica têm mostrado associações positivas com a fertilidade. Este padrão alimentar, caracterizado por uma elevada densidade nutricional, elevado teor de ácidos gordos monoinsaturados (como o azeite), antioxidantes naturais e fibra alimentar, favorece o equilíbrio hormonal, reduz a inflamação sistémica e promove uma microbiota intestinal saudável, fatores que influenciam diretamente a função reprodutiva. 

A OMS, no seu último relatório sobre fertilidade, incluiu o estilo de vida, a obesidade e consumo excessivo de álcool como fatores que afetam a fertilidade. A evidência científica atual mostra que a nutrição tem um papel central na promoção da fertilidade.  

Assim sendo, uma alimentação variada, rica em nutrientes essenciais e pobre em substâncias inflamatórias ou tóxicas, é um pilar fundamental para quem deseja conceber. Idealmente, estas mudanças devem ser iniciadas alguns meses antes da conceção, permitindo ao organismo criar um ambiente propício para o início da vida. Procurar o acompanhamento de um nutricionista pode ser um passo determinante neste processo. 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
O papel determinante do One Health para o futuro humano
Os desafios da migração para a saúde global são um dos temas centrais do IV congresso internacional 1H-TOXRUN, que se realiza a...

António Vitorino, presidente do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo, fará a conferência de abertura às 9h30 de dia 8. Este congresso é organizado pelo polo 1H-TOXRUN (do Instituto Universitário de Ciências da Saúda da CESPU) da Unidade de Investigação UCIBIO.

“Vamos abordar a necessidade de respostas integradas, intersectoriais para os problemas emergentes na saúde pública. A migração global é um dos maiores desafios deste nosso século com mais pessoas do que nunca a atravessarem fronteiras. Este movimento acarreta dificuldades para a saúde tanto nas populações migrantes, como nas dos países que as acolhem. E se, por exemplo, as doenças infeciosas são muitas vezes associadas a estas deslocações (sobretudo em contextos de crise ou más condições sanitárias), subestima-se o impacto das doenças não comunicáveis e da exposição a problemas ambientais (como a poluição do ar, pesticidas, metais pesados e solventes), que contribuem em larga escala para a morbilidade e mortalidade destas populações. Porém, este impacto é profundo e duradouro, pelo que é preciso abordarmos cientificamente esta questão, encontrarmos soluções e adotarmos respostas integradas de saúde pública para mitigar esses impactos”, afirma Ricardo Dinis-Oliveira, presidente do comité organizador do congresso

É por isso que, durante dois dias, no Hotel Cristal Porto, cerca de 200 investigadores e profissionais de todo o mundo, especialistas nas áreas da toxicologia, biomedicina, medicina, ciências do ambiente, nutrição, saúde pública, educação e farmacêuticos, abordarão o impacto que a inovação, a transformação digital (com papel preponderante para a Inteligência artificial) e a educação podem ter nas próximas gerações, assumindo como grande chapéu o conceito de One Health – Uma só Saúde.

Desde a resistência a antibióticos, a ingestão de substâncias químicas pela água que bebemos, a problemas de segurança alimentar causados por microplásticos ou pela presença de metais pesados nos chás, os riscos da gentrificação (nomeadamente a segregação espacial empurrando os mais pobres para periferias mal servidas por transporte, saúde e educação), e até o papel das ciências forenses na reunificação de famílias em cenários de crise humanitária, são múltiplas as temáticas que serão apresentadas, com o objetivo de “encontrar uma abordagem unificada para otimizar a saúde humana, animal e ambiental”, considera Ricardo Dinis-Oliveira, toxicologista e professor catedrático na CESPU.

 

“A Vitória Contra a Doença Renal Crónica começa na Prevenção”
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) vai realizar, no próximo dia 14 de maio, na Escola Básica da Venda do...

“O que pretendemos com esta iniciativa é promover a literacia em saúde entre os mais jovens, sensibilizando-os para a importância de prevenirem, de forma informada e responsável, fatores de risco associados à doença renal, como o tabagismo, a diabetes, a obesidade e a hipertensão. Acreditamos que, ao dotar os jovens de conhecimento sobre como proteger a saúde renal, estaremos a contribuir decisivamente para a prevenção desta doença”, destaca Paulo Dinis, presidente da ANADIAL.

A campanha “A Vitória Contra a Doença Renal começa na Prevenção” conta com o apoio da Associação de Doentes Renais de Portugal, da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

Desde 2018, a ANADIAL já marcou presença em mais de 200 escolas básicas e secundárias, de norte a sul do país, envolvendo mais de 10 mil alunos na prevenção da doença renal crónica.

A doença renal crónica caracteriza-se pela deterioração lenta e irreversível da função dos rins. Como consequência da perda desta função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Os doentes com diabetes, hipertensão arterial, obesidade e historial familiar de doença renal podem estar em risco de desenvolver esta doença.

ESSATLA
Instituição recebe profissionais, especialistas e estudantes para debater os atuais desafios da área, com foco na era digital,...

A ESSATLA – Escola Superior de Saúde Atlântica volta a organizar, no dia 23 de maio, as Jornadas Internacionais de Enfermagem, um evento que se assume como um espaço privilegiado para a discussão de temas relevantes no setor da saúde. Sob o mote “Enfermagem e Inovação”, a quarta edição promove o desenvolvimento da enfermagem através da partilha de conhecimentos e experiências entre profissionais, especialistas e estudantes. Destaque para a presença, já confirmada, de Luís Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros e de Maria do Rosário Rodrigues de Barros, Chief Nursing Officer em Portugal.

Debates, mesas-redondas e conferências 
Ainda antes da cerimónia de abertura, que terá lugar às 10h00, o programa inicia-se às 9h00 com a apresentação das Comunicações Livres e dos resultados do “Multiplier Event Breath” – um projeto europeu de colaboração e inovação que visa promover a atividade física junto de pessoas com doenças respiratórias crónicas. Após um coffee break, a primeira conferência do dia convida, a partir das 11h00 à reflexão sobre o tema “Healthcare Challenges in the XXI Century”, seguindo-se um debate sobre os “Desafios da Era Digital para a Enfermagem”. 

De tarde, pelas 13h45, retomam-se as atividades com a mesa-redonda “A Era Digital e as Especialidades de Enfermagem”. Já às 15h15, a conferência “Del aula a la realidad: el Hospital Virtual de la Universidad Católica de Valencia como estrategia innovadora en Enfermería” apresenta um caso de sucesso da implementação da tecnologia na formação integrada em saúde, contando com testemunhos internacionais.

Por fim, às 15h45, a segunda mesa-redonda do dia tem como foco a “Inovação na Investigação e Ensino em Enfermagem”. A cerimónia de encerramento e a entrega de prémios está marcada para as 16h30, contando com a atuação da TUNATLA, às 17h00. 

A entrada nas IV Jornadas de Enfermagem é gratuita e as inscrições podem ser efetuadas através do formulário disponível no site da ESSATLA.  

 

Associação Nacional de Centros de Diálise
Durante o “apagão” que deixou Portugal sem eletricidade e comunicações durante várias horas, na segunda-feira, de norte a sul...

“As clínicas privadas de diálise operaram normalmente, tratando todos os doentes programados, em todo o país, em mais de 120 localizações. Todas as clínicas têm geradores e teriam capacidade de fazer tratamento por mais algumas horas”, afirma Paulo Dinis, novo presidente da ANADIAL para o biénio 2024-2026. “No entanto, não nos foi prestado qualquer apoio nem tivemos qualquer tipo de contacto das entidades centrais neste tipo de cenário. Apesar de prestarmos um serviço que garante a vida a milhares de portugueses não temos ainda o apoio da Rede de Emergência Nacional, algo que a par dos hospitais, devemos ter”, continua.

“Aguardamos até hoje pela devolução do contacto feito à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. É urgente sermos olhados como um conjunto de clínicas que devem ter o apoio proativo da Proteção Civil tendo em conta a nossa missão. Esse contacto proativo, ou outro qualquer das autoridades, não só não aconteceu, como fomos ignorados, contando apenas com os nossos associados”, conclui Paulo Dinis.

A ANADIAL teme que uma repetição desta situação ou de outra que possa durar mais tempo faça perigar a capacidade dos seus associados de operarem com normalidade, tratando milhares de pessoas e pondo em  efetivo risco de vida estas pessoas. A Associação apela a que o mais rapidamente possível possa contar com a integração da Rede de Emergência Nacional, que, na prática, se traduziria na obtenção de formas complementares de comunicação, além do acesso a bens de primeira necessidade para o seu funcionamento normal, como combustível para os geradores e transportes, abastecimento de água e apoio na gestão de transportes de doentes. 

A Associação Nacional de Centros de Diálise lembra ainda que também numa situação de crise mais prolongada, como na Pandemia do Covid-19, nunca deixou de prestar a assistência devida a todos os que precisavam de diálise para viver e no que depender de si, todos os portugueses podem contar com os seus associados.

11 de maio
O Banco Alimentar Contra a Fome do Porto promove, este domingo, 11 de maio, uma Caminhada Solidária. A iniciativa – que...

Todos aqueles que quiserem associar-se a esta ação poderão efetuar a sua inscrição através do formulário https://forms.gle/11hRBcqXnUPujdzW9, sendo que, neste caso, a inscrição assume um carácter simbólico, uma vez que os participantes terão apenas de doar um cabaz de alimentos, que deverá conter apenas o que cada um pretender oferecer. Leite, óleo, azeite, massa, arroz ou enlatados são apenas alguns dos alimentos que poderão ser incluídos.

Os alimentos angariados serão posteriormente distribuídos pelas 300 instituições apoiadas pelo Banco Alimentar do Porto, assegurando que chegam rapidamente a quem mais necessita. Acrescente-se que, até ao momento, o BA Porto recebeu cerca de duas centenas de inscrições, mas o objetivo passa por reunir um número ainda maior de pessoas.

Bárbara Barros, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, deixa, por isso, o apelo: “Queremos, no próximo domingo, reunir uma enorme mancha de apoio ao nosso Banco Alimentar do Porto, fechando, assim, em grande, as comemorações dos nossos 30 anos de vida”. E acrescenta: “Serão apenas sete quilómetros de uma caminhada em que se pretende celebrar a partilha, a solidariedade e o apoio. Temos a convicção plena de que contaremos com a força de todos os portugueses e portuenses”.

Depois da caminhada solidária, o Banco Alimentar promove, a nível nacional, a sua primeira Campanha de Recolha de Alimentos do ano, iniciativa que decorrerá de norte a sul do país, nos dias 31 de maio e 1 de junho.

Comunicar para Cuidar
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) anuncia a abertura das inscrições para a conferência 'Comunicar para...

A conferência terá lugar no dia 15 de maio, a partir das 17h40, no Leap Amoreiras - Espaço Amoreiras, em Lisboa. A iniciativa pretende promover a partilha de estratégias e ferramentas de comunicação que contribuam para uma relação mais eficaz entre profissionais de saúde e doentes, reforçando o trabalho em equipa e preparando todos os intervenientes para os desafios diários da hemato-oncologia. 

O evento contará com a participação de especialistas nas áreas da comunicação em saúde, psicologia, enfermagem e medicina, oferecendo uma abordagem prática e multidisciplinar centrada na melhoria da comunicação e da qualidade dos cuidados. Terá ainda sessões interativas dedicadas à identificação de barreiras e desafios reais na comunicação, bem como um painel de debate com especialistas e um doente, com o objetivo de refletir sobre soluções concretas. 

A conferência terá início com uma mensagem de boas-vindas por parte de um representante da direção da APCL, seguindo-se a intervenção da Dra. Patrícia Rodrigues, medical writer e formadora em comunicação em saúde, que apresentará o tema 'Construindo Pontes – Ferramentas e Estratégias para Melhorar a Comunicação'.

Após a sessão de abertura, Andreia Cardoso, psicóloga clínica e diretora clínica do APESSOAR, e Sara Teixeira, psicóloga clínica da ULS Lisboa Ocidental, irão conduzir uma sessão prática dedicada à identificação de barreiras e desafios reais na comunicação. A atividade será seguida por uma partilha coletiva das dificuldades apontadas, igualmente moderada por ambas. 

Um dos momentos centrais do evento será o painel de discussão dedicado à reflexão e debate sobre soluções para os desafios identificados. A sessão será moderada por Isabel Pereira Santos, responsável de políticas públicas da Roche Farmacêutica, e contará com a participação da Dra. Patrícia Rodrigues, da médica hematologista Ana Carolina Freitas, da enfermeira Sandra Ponte (AEOP), das psicólogas clínicas Andreia Cardoso e Sara Teixeira, e de Maria João Taborda, que irá partilhar a sua perspectiva enquanto doente. 

A APCL convida todos os interessados a participar nesta conferência, que se espera que seja um espaço privilegiado de partilha de experiências, aquisição de conhecimentos e reforço das práticas comunicacionais no contexto da hemato-oncologia.  

A inscrição no evento é gratuita, mas obrigatória, e pode ser efetuada através do preenchimento do seguinte formulário online.

Dia Mundial do Lúpus – 10 de maio
O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença inflamatória crónica autoimune caraterizada pela pr

O LES afeta predominantemente o sexo feminino num rácio de cerca de 9:1, e em mais de 80%, ocorre em mulheres em idade fértil. Estima-se que a prevalência em Portugal seja de 100 a 200/100 000 habitantes, superior aos restantes países na Europa do Sul onde varia entre 34 - 91 casos/100 000 habitantes. 

A história natural da doença caracteriza-se por um curso ondulante de episódios de recidivas intercalados com períodos de remissão, com um prognóstico variável e que ocorrem mesmo sob terapêutica. Nas últimas décadas, tem-se verificado uma redução da mortalidade devido à doença e está descrita uma remissão progressiva a longo prazo, sendo os eventos trombóticos a causa de morte mais frequente. Desta forma, a presença de comorbilidades cardiovasculares (hipertensão arterial, tabagismo e dislipidemia) ocupa um papel de relevo na avaliação de doentes com LES.
 
O LES pode ser avaliado em duas dimensões: através da atividade da doença e da lesão órgão-alvo acumulada. No LES não existem biomarcadores que possam prever a progressão da doença. Vários estudos identificaram fatores de mau prognóstico na doença, sendo globalmente reconhecidos: a idade jovem à data do diagnóstico, o género, o estatuto socioeconómico, a etnia e a atividade da doença medida pelo SLEDAI. A idade de início correlaciona-se com a expressão clínica, o padrão de órgãos atingidos e os achados serológicos. Alguns estudos tentaram definir quais os determinantes da morbilidade e mortalidade nos doentes com LES. Foram destacados: atividade da doença (artrite, eritema malar, nefropatia ativa, febre, envolvimento neurológico, fenómeno Raynaud, serosite, trombocitopenia e trombose), infeções, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo, osteoporose, citopenias relacionadas com o uso de imunossupressores e neoplasias.
 
O Sistema Nervoso (SN) é frequentemente afetado e as manifestações neuropsiquiátricas (MNP) são a segunda causa de morbimortalidade na doença. Não obstante serem um achado comum com impacto significativo na qualidade de vida dos doentes, são provavelmente, das menos compreendidas. O principal obstáculo prende-se com a distinção entre LES Neuropsiquiátrico (LESNP), (MNP devidas à atividade da doença) e MNP secundárias a outras condições associadas. 
 
A disfunção cognitiva (DC), também referida como “brain fog”, é uma das 19 síndromes neuropsiquiátricos considerados pelo American College of Rheumatology (ACR) no LES. É uma complicação frequente e das mais impactantes, embora considerada geralmente como uma MNP menor. Os défices cognitivos podem manifestar-se precocemente após o diagnóstico de LES ou como apresentação inaugural, sendo a sintomatologia inespecífica e de difícil deteção. Este facto, aliado à falta de um método de avaliação cognitiva consensual, eficaz e de aplicação universal na prática clínica, contribuem para o subdiagnóstico da disfunção cognitiva no LES. Acresce a inexistência de recomendações relativas à sua prevenção ou tratamento. Este conjunto de circunstâncias e o impacto brutal da disfunção cognitiva na qualidade de vida dos doentes, traduzido por perturbações na autonomia e funcionalidade, alterações nas relações interpessoais, incapacidade para o trabalho e estigma social, tornam especialmente relevante o estudo desta condição. Afigura-se, assim, pertinente uma perspetiva global e atual sobre o tema de forma a possibilitar uma correta abordagem destes doentes.
 
O lúpus é mais do que uma doença física, é um desafio que pode ter um impacto significativo na saúde mental dos pacientes. A incerteza da doença, a luta com a dor e a necessidade de tratamento podem levar a problemas emocionais como depressão e ansiedade. No entanto, com a avaliação e tratamento adequados, com apoio social e uma abordagem multidisciplinar, os doentes com lúpus podem aprender a lidar com esses desafios e viver uma vida plena e gratificante. É imperativo que os médicos estejam atentos à saúde mental dos seus doentes pois esta é um direito e não um privilégio.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade de Coimbra
Ao longo dos próximos três anos, uma investigação liderada pela Universidade de Coimbra (UC) vai tentar desvendar novas...

Com os resultados deste estudo, espera-se vir a compreender mais aprofundadamente os fenómenos que podem impactar o cérebro no período neonatal, ou seja, durante os primeiros 28 dias de vida.

O projeto Interação microglia-endotélio na construção do sistema cerebrovascular vai ser financiado com 250 mil euros pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do Programa ERC-PT A-Projects. Este programa de financiamento destina-se a apoiar candidaturas nacionais apresentadas às prestigiadas bolsas do Conselho Europeu de Investigação (European Research Council, com a sigla em inglês ERC) que tenham conquistado uma avaliação de topo e recomendação para financiamento, mas que não obtiveram financiamento por limitações de orçamento.

Na transição do meio intrauterino para o mundo exterior, “o cérebro neonatal enfrenta um período de intensa adaptação, em que está particularmente vulnerável a influências que podem ter impacto duradouro ao longo da vida”, explica a investigadora do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC, Vanessa Coelho-Santos, que lidera o projeto de investigação.

Neste contexto, o entendimento dos primeiros dias de vida, nomeadamente a interação entre os sistemas vascular e imunitário cerebrais, é fundamental para perceber as mudanças que podem impactar o cérebro. No caso concreto da linha de investigação de Vanessa Coelho-Santos, que se tem dedicado ao estudo do desenvolvimento cerebrovascular neonatal, ainda muito pouco se sabe sobre as células endoteliais – a base dos vasos sanguíneos –, nomeadamente “como  se organizam para criar a rede capilar cerebral, e de que forma as células do sistema imunitário do cérebro contribuem para essa formação durante esta fase essencial do desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos”, destaca a investigadora da Universidade de Coimbra.

Ao confirmar-se qual o contributo das microglias – que têm a função de “vigiar e defender” o ambiente cerebral – para a organização da rede de vasos sanguíneos no cérebro “poderemos transformar a nossa compreensão sobre como os vasos do cérebro se formam e como as respostas neuroimunes – nomeadamente após uma infeção ou dano cerebral – moldam a rede capilar cerebral e, consequentemente, influenciam o desenvolvimento do cérebro”, avança Vanessa Coelho-Santos. “Acredito que esta investigação pode ajudar-nos a identificar processos, conhecimento que pode impactar, futuramente, o tratamento de patologias cerebrais em recém-nascidos”, acrescenta.

Esta investigação pré-clínica vai decorrer até março de 2028. Vanessa Coelho-Santos, assim como a equipa que vai ser contratada no âmbito deste financiamento, vai desenvolver a investigação em murganhos, através de imagens do cérebro em tempo real, obtidas a partir de microscopia de multifotão, uma metodologia de imagem avançada que permite captar imagens de alta resolução ao longo do tempo, necessária para estudar estes sistemas do nosso cérebro tão dinâmicos.

Inquérito ‘Autarquias e Saúde Oral’
Os resultados do inquérito ‘Autarquias e Saúde Oral’, promovido pela Ordem dos Médicos Dentistas com o apoio da Associação...

Em ano de legislativas e autárquicas, desafia o bastonário Miguel Pavão, estes números vieram “confirmar que Portugal necessita de um pacto nacional para a Saúde Oral, sem ideologias partidárias, seja qual for o Governo a sair das eleições”. “Os portugueses estão saturados de promessas e exigem respostas, conforme demonstram os estudos da OMD realizados nos últimos anos”, acrescenta.

Das mais de 90 câmaras que responderam ao inquérito, mais de metade (54,3%) confirmaram que não desenvolveram em 2024 qualquer projeto relacionado com Saúde Oral para os respetivos munícipes.

No que diz respeito às câmaras que alocaram verbas a iniciativas de apoio às populações, 58,7% destas dizem que gastaram até 5000 euros ao longo de todo o ano. “A atenção dada pelas autarquias à Saúde Oral é lamentável. Qualquer festa custa mais do que os 5000 euros gastos na saúde oral”, afirma Miguel Pavão, sublinhando que 85% dos municípios gastaram até 20 mil euros e as restantes (15%) acima deste valor.

Outra conclusão a retirar do inquérito reforça o muito que ainda há a fazer na prestação de cuidados de saúde oral aos portugueses: “Apenas 12 autarquias apoiaram na instalação de gabinetes de saúde oral nas unidades de cuidados de saúde primários”.

A par do inquérito, a OMD levou a cabo o Roteiro de Saúde Oral nas Autarquias, com visitas a 12 municípios, de Norte a Sul do país. O bastonário, Miguel Pavão, reuniu-se com autarcas de Évora, Seixal, Almada, Cascais, Oeiras, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Coimbra, Leiria, Valença, Matosinhos e Braga, para conhecer as boas práticas e os principais desafios locais.

Uma das principais conclusões é que a descentralização de competências em matéria de Saúde não foi acompanhada dos recursos financeiros necessários, persistindo a ausência de programas que permitam às autarquias candidatar-se a apoios específicos para projetos de Saúde Oral.

Neste sentido, e procurando uma solução que vá ao encontro das populações, a OMD e a ANMP propõem-se a apresentar medidas concretas que permitam integrar a saúde oral nos orçamentos municipais e no próximo Orçamento do Estado.

Entre as diferentes iniciativas que podem ser concretizadas ao nível local, Miguel Pavão recupera o manifesto entregue aos autarcas durante o roteiro. No documento são propostos desafios aos candidatos às autárquicas que vão da distribuição de kits de higiene oral e rastreios periódicos às populações, à inclusão da Saúde Oral nos Planos Municipais de Saúde, passando pela integração da medicina dentária nos cuidados de saúde primários.

“O papel do poder local na promoção de uma boa saúde oral é ímpar, seja pelo facto de o Governo central lhe delegar competências, seja pela autonomia de criar projetos em área vitais. As autarquias são um parceiro fundamental para cumprirmos o desígnio da OMS para a Saúde Oral”, considera Miguel Pavão, recordando os objetivos que Portugal se comprometeu cumprir até 2030: garantir o acesso a cuidados de saúde oral a 80% da população, reduzir em 10% a prevalência das principais doenças orais e diminuir em 50% o consumo de açúcares livres.

Relatórios OMD de 2024:

Saúde Oral em Portugal (Barómetro Saúde Oral)

  • 65,7% (+6.9 pp) da população tem falta de pelo menos um dente
  • 28% (+5.8 pp) da população não tem 6 ou mais dentes
  • 34,3% (-6.8pp) da população tem dentição completa
  • 1 milhão nunca vai ao Médico Dentista (300 mil por falta de dinheiro)

Precaridade/Emigração (Diagnóstico à profissão 2024)

  • 64,6 % dos Médicos Dentistas a trabalhar no estrangeiro emigraram já depois de trabalhar em Portugal
  • 65,4% dos Médicos Dentistas no estrangeiro foram por falta de rendimento satisfatório em Portugal
  • 4,1% dos Médicos Dentistas exerciam no SNS (43,5% a recibos verdes)

Excesso de Médicos Dentistas (Números da Ordem 2024)

  • 1339 médicos dentistas têm inscrição suspensa há mais de 5 anos. É recorde.
  • 2312 médicos dentistas com inscrição suspensa (54,4% para trabalhar no estrangeiro)
  • Rácio recomendado pela OMS: 1MD/2000 habitantes; Portugal tem 1MD/796;

 

6 de maio – Dia Mundial da Asma
Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Grupo de Doenças Respiratórias...

De acordo com o estudo EPI-ASTHMA – Prevalência e caracterização das pessoas com asma, de acordo com a gravidade da doença, em Portugal, cujos resultados foram publicados em 2024, cerca de 600 mil adultos portugueses sofrem de asma. Ou seja, na população adulta, a prevalência é de 7,1%, o que faz da asma uma das doenças crónicas mais comuns na nossa população. Do ponto de vista epidemiológico, não tem havido um aumento exponencial do número de casos desde 2011 (na altura a prevalência era de 6,8%), contudo, tem-se verificado um aumento do número de casos mais graves da doença, sobretudo, entre as populações mais jovens, eventualmente, como consequência da exposição ambiental a alergénios ou agentes desencadeantes ou agravantes dos sintomas (poeiras, gases, fumos), do aquecimento global e do aumento da poluição.

Igualmente relevante é o facto de, também à luz dos resultados do estudo EPI-ASTHMA, 68% dos doentes asmáticos não terem a sua doença controlada. A má adesão à terapêutica e erros comuns na utilização dos dispositivos inalatórios podem justificar parcialmente este indicador, sobre o qual é urgente intervir.

A terapêutica inalatória é o pilar do tratamento da asma e, por esse motivo, este ano, o GINA (Global Initiative for Asthma) propôs como tema de celebração do Dia Mundial da Asma “Tornar os tratamentos inalatórios disponíveis para todos”.

É também sob este mote que a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), o Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (GRESP) e a Associação Nacional de Farmácias (ANF) uniram esforços numa iniciativa de formação dirigida a farmacêuticos. No dia 6 de maio, pelas 20.30, as quatro entidades vão transmitir uma sessão webinar especialmente dirigida aos farmacêuticos sobre terapêutica inalatória e sobre dispositivos inalatórios.

Segundo Tiago Maricoto, “a terapêutica inalatória é essencial para o tratamento da asma, mas a maioria dos pacientes comete alguns erros no manuseio dos dispositivos, o que compromete a sua eficácia terapêutica”. Para melhorar o desempenho na utilização de inaladores, o especialista em Medicina Geral e Familiar sublinha que “é fundamental investir em programas educacionais estruturados e revisões da técnica inalatória frequentes, que podem incluir estratégias como o treino com dispositivos-placebo, vídeos, folhetos, entre outros”.

“O plano de tratamento da asma, em que a terapêutica inalatória assume um papel central, consiste num ciclo contínuo entre a avaliação do controlo da asma, o ajuste do tratamento instituído e a monitorização”, afirma Maria João Mendes. De acordo com a farmacêutica, “os corticosteroides inalados são fundamentais no tratamento da asma, ao reduzirem a inflamação crónica das vias aéreas, prevenindo exacerbações e melhorando o controlo a longo prazo da doença”.

Da mesma forma que a escolha da terapêutica farmacológica deve ser personalizada e ajustada a cada doente asmático, é igualmente importante que cada dispositivo inalatório seja eleito em função da preferência e comodidade de cada doente.

 

A asma fala através dos sintomas

A par da elevada prevalência e da elevada taxa de mau controlo da asma, o subdiagnóstico da doença continua a ser motivo de preocupação. Também de acordo com o estudo EPI-ASTHMA, cerca de 23% dos doentes não estão diagnosticados, ou seja, não sabem que têm a doença e, por isso, não fazem qualquer tratamento para controlo dos sintomas. Segundo Ana Mendes, “a asma "fala" através dos sintomas: o diagnóstico não se vê num exame — ouve-se na história clínica. Os sinais da doença são muito claros e identificá-los é a chave para o diagnóstico”. Dispneia, pieira, tosse, sensação de aperto no peito com variabilidade ao longo do tempo, e cansaço são, segundo a imunoalergologista, alguns dos sintomas cardinais da asma.

Apesar de, ao longo dos anos, a mortalidade por asma ter vindo diminuir, esta doença continua a ser causa de ida recorrente aos serviços de urgência, de internamento e de consumo de recursos de saúde.

“Uma crise de asma pode ser fatal”, sublinha José Coutinho Costa. De acordo com o pneumologista, os episódios de agudização de asma caracterizam-se por “agravamento progressivo dos sintomas respiratórios – tosse, falta de ar, sibilância e aperto no peito. “Se suspeitar que está a ter uma crise de asma, use a sua medicação de alívio conforme prescrito pelo seu médico. Se os sintomas forem graves ou não melhorarem rapidamente com a medicação, procure assistência médica urgente”, recomenda.

Nova direção da ANADIAL toma posse para o biénio 2025-2026
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) acaba de eleger Paulo Dinis para presidente da direção no próximo biénio ...

Licenciado em Gestão pelo Iscte e com um MBA pela AESE Business School, Paulo Dinis tem experiência em setores como a metalurgia e a energia, contando com mais de uma década dedicada à área da saúde. Atualmente, é diretor-geral da DaVita Portugal.

“É com grande sentido de responsabilidade que assumo a liderança da ANADIAL, num ano simbólico em que a associação celebra 40 anos de história. Sabemos que enfrentamos um cenário exigente, com vários desafios no presente e no futuro da diálise em Portugal. Estamos, por isso, empenhados em reforçar o papel da associação como parceira ativa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e em continuar a investir na literacia em saúde, nomeadamente através da dinamização de campanhas de consciencialização para a doença renal crónica”, afirma Paulo Dinis.

A nova Direção da ANADIAL é também constituída por Serafim Guimarães (vice-presidente), Ângelo Cardoso, Sofia Correia de Barros, Pedro Miguel Leite, Ricardo Leão e Manuel Amoedo.

A ANADIAL é responsável, através dos seus associados, por cerca de 90% dos tratamentos de hemodiálise realizados em Portugal, desempenhando um papel central na garantia do acesso, qualidade e sustentabilidade dos cuidados de diálise no país. Desde 2018, aposta na promoção da literacia em saúde renal entre os mais jovens, tendo marcado presença em mais de 200 escolas básicas e secundárias, de norte a sul do país, envolvendo mais de 10 mil alunos na prevenção da doença renal crónica.

 

Faculdade de Medicina da Universidade Católica
Especialistas nacionais e internacionais vão estar na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa para discutir a...

“O Dia da Educação Médica pretende ser um espaço de reflexão e construção partilhada sobre o futuro do ensino médico. Queremos contribuir para uma formação médica mais inovadora, humanista e centrada no estudante, alinhada com os desafios emergentes da prática clínica e da sociedade,” afirma António de Almeida, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa.

O programa do evento inclui várias conferências e mesas-redondas, nomeadamente sobre “Tendências fundamentais na Educação Médica: Mudanças, Incerteza e Narrativa” e “O Papel dos Conselhos Pedagógicos e Departamentos de Educação Médica na promoção de uma educação médica humanizada e inovadora", bem como sessões centradas nos desafios contemporâneos da formação médica, promovendo o diálogo entre peritos de diferentes áreas da saúde do ensino superior e alunos de medicina.

Entre os oradores está confirmada a presença de Yoon Soo Park (diretor do Departamento de Educação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Illinois – Chicago),  Ara Tekian (diretor dos Programas Internacionais e diretor Associado para o Gabinete de Educação Internacional na Universidade do Illinois – Chicago),  Maria Amélia Ferreira (professora Catedrática da Faculdade de Medicina, da Universidade do Porto) e Maria José Diógenes (presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Medicina, da Universidade de Lisboa).

"Acreditamos que a transformação da educação médica passa por experiências de aprendizagem significativas e colaborativas, que respondam à complexidade crescente da formação médica", salienta António de Almeida.

Com uma visão centrada na pedagogia baseada em evidência científica e na aquisição de competências, a Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa assume, desde a sua fundação, um compromisso com o rigor e a constante atualização do seu modelo pedagógico. “Este encontro será um momento privilegiado para partilhar práticas pedagógicas, explorar novas metodologias de ensino e aprendizagem, e conhecer experiências nacionais e internacionais no campo da educação médica.”

“Está também alinhado com o novo Mestrado em Educação Médica, que foi planeado para capacitar profissionais de saúde para atividades de ensino, investigação e liderança, na área da educação médica em constante evolução”, refere Pedro Mateus, diretor do Departamento de Educação Médica.

O Dia da Educação Médica é organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP), através do seu Departamento de Educação Médica, e pelo Centro Académico Clínico Católica Luz. Realiza-se no dia 13 de maio de 2025, entre as 9h30 e às 17h00, em Sintra.

9 a 11 de maio no Montebelo Viseu Congress Hotel
– A Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SPORL-CCP) organiza, entre os dias 9 e 11 de...

Este é o maior evento nacional dedicado à otorrinolaringologia e reúne profissionais de renome nacional e internacional para debater os principais desafios e inovações da especialidade. Reconhecida pelo seu compromisso com a inovação e com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com perda auditiva, a Widex estará presente no evento, reforçando, assim, a sua presença no panorama científico nacional, promovendo a partilha de conhecimento e soluções tecnológicas de última geração.

Ao longo dos três dias de congresso, irão decorrer sessões clínicas diárias, com demonstrações práticas centradas no tema do treino auditivo, um complemento fundamental na estimulação e recuperação das capacidades auditivas. No dia 10 de maio, às 15h30, a Widex irá promover um simpósio dedicado ao tema ‘Reabilitação Auditiva – Evolução do Protocolo Audiológico: do Som ao Treino Auditivo’, com o objetivo de aprofundar as mais recentes metodologias e avanços técnicos nesta área.

“A Widex acredita verdadeiramente no valor de uma abordagem clínica e multidisciplinar à reabilitação auditiva e este Congresso é a oportunidade certa para partilharmos com a comunidade médica ORL a inovação dos nossos aparelhos auditivos e a eficácia dos nossos protocolos audiológicos. É na combinação entre conhecimento especializado, abordagem multidisciplinar, compromisso profissional e constante inovação tecnológica que sustentamos a nossa missão de contribuir para uma melhor qualidade de vida de quem vive com perda auditiva e o nosso objetivo é sermos reconhecidos como parceiro de referência para otorrinolaringologistas e doentes” afirma João Ferrão – Diretor de Audiologia da Widex.

A participação neste congresso sublinha a aposta contínua da marca na investigação e desenvolvimento de soluções auditivas cada vez mais eficientes, capazes de oferecer uma experiência sonora natural, personalizada e ajustada às necessidades de cada utilizador. Para mais informações sobre o congresso consulte aqui.

5 de maio – Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar
No Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, que se assinala a 5 de maio, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta para a...

A hipertensão pulmonar “pode ser uma doença grave, pelo que é importante promover um diagnóstico precoce, educando sobre os sintomas e os diferentes tipos de hipertensão pulmonar”, referem Ana Dias e Ana Cláudia Vieira, da SPP. As médicas pneumologistas destacam que, mesmo entre os profissionais de saúde, “existe a necessidade de um maior índice de suspeição para esta doença. Há, atualmente, um atraso médio de dois anos desde o aparecimento dos primeiros sintomas até ao diagnóstico”.

A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara e progressiva que afeta os vasos sanguíneos dos pulmões, causando um aumento anormal da pressão nas artérias pulmonares. Esta sobrecarga faz que o lado direito do coração tenha de se esforçar muito mais para bombear o sangue, o que pode levar, ao longo do tempo, a insuficiência cardíaca. A doença manifesta-se de forma silenciosa inicialmente, mas com o tempo surgem sintomas como falta de ar, fadiga e tonturas. Assim, de acordo com as especialistas, a presença destes sinais deve servir como alerta: falta de ar, mesmo com pequenos esforços, cansaço extremo, inchaço das pernas, dor ou sensação de pressão no peito, tonturas e, por vezes, desmaios.

“A existência de sintomas inespecíficos que são transversais a outras doenças mais comuns, como asma, doença pulmonar obstrutiva crónica ou insuficiência cardíaca; a necessidade de exames específicos, como ecocardiograma, provas de função respiratória, cintigrafia de ventilação-perfusão, entre outros que podem não estar diretamente disponíveis; a necessidade de um elevado índice de suspeição clínica - especialmente em estadios iniciais” são alguns dos desafios no diagnóstico da hipertensão pulmonar referidos por Ana Dias e Ana Cláudia Vieira e que conduzem à média de dois anos entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico da doença.

Um incorreto diagnóstico e tratamento têm impacto na redução da qualidade de vida e da esperança média de vida, além de conduzirem a uma limitação da capacidade de realizar as atividades diárias, alertam as médicas pneumologistas. “Em alguns casos mais graves, os doentes necessitam de medicação contínua e de oxigénio suplementar. É uma doença que, realmente, pode estar relacionada à ansiedade e depressão, dado o impacto emocional e psicológico associado. Em Portugal, destacam, “existem vários centros de referência especializados na área de Hipertensão Pulmonar (como o Hospital de Santa Maria, o Hospital Garcia de Orta e o Hospital de São João). No nosso país, os doentes com hipertensão pulmonar têm acesso aos tratamentos recomendados pelas guidelines internacionais nestes centros de referência”.

Para assinalar este dia, com o objetivo de mostrar que “a hipertensão pulmonar pode ser uma doença desafiante, que muda rotinas e exige resiliência, mas que, com o diagnóstico acertado, acompanhamento médico especializado e acesso aos tratamentos adequados, é possível recuperar qualidade de vida”, a SPP divulga um vídeo com mais informação sobre esta doença e os seus sintomas e que inclui o testemunho de dois doentes com diferentes tipos de hipertensão pulmonar. Para Ana Dias e Ana Cláudia Vieira é importante evidenciar que, perante a existência de hipertensão pulmonar, “há terapia, há esperança e, acima de tudo, há vida depois do diagnóstico”.

5 de maio | Dia Mundial da Hipertensão Arterial Pulmonar
No Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, assinalado a 5 de maio, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lança um alerta: o...

A Hipertensão Pulmonar (HP) consiste num aumento da pressão nos vasos sanguíneos dos pulmões, podendo ser causada por diversas doenças cardíacas, respiratórias ou sistémicas. Estima-se que até 1% da população possa apresentar esta patologia, frequentemente associada a outras comorbilidades.

Dentro do espectro da Hipertensão Pulmonar, destaca-se a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma doença rara, progressiva e potencialmente fatal, resultante de alterações nas paredes das pequenas artérias pulmonares. Afeta pessoas de todas as idades, mas verifica-se uma especial incidência em mulheres jovens, sendo geralmente diagnosticada por volta dos 36 anos, e em Portugal, estima-se que mais de 300 doentes estejam atualmente em tratamento para HAP.

Os sintomas da Hipertensão Pulmonar, incluindo a HAP, são frequentemente inespecíficos, como falta de ar, fadiga, tonturas, desmaios e inchaço nas pernas, o que contribui para o atraso no diagnóstico, estimando-se que o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico possa ser de 2 anos e meio. Este atraso no diagnóstico provoca consequências graves, diminuindo a qualidade de vida e a esperança de vida dos doentes.

É importante salientar que a gravidez é contraindicada em mulheres com HAP, dada a sobrecarga adicional que impõe ao sistema cardiovascular. Adicionalmente, trabalhar com uma condição médica debilitante como a HAP pode ser extremamente desafiador, exigindo adaptações contínuas, estimando-se que cerca de 50% dos doentes com HAP não consigam manter-se empregados devido à gravidade da doença.

Rui Plácido, Médico Cardiologista e vogal do Grupo de Estudos de Hipertensão Pulmonar da SPC, afirma que “o diagnóstico precoce e o acesso a centros especializados são a chave para salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos doentes com Hipertensão Pulmonar. Precisamos de mais consciencialização e de um sistema de saúde que responda às necessidades destes doentes."

Neste Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, a SPC apela aos médicos de família para que estejam mais atentos aos sintomas da HP e encaminhem os doentes suspeitos para centros especializados e para que exista investimento na criação e fortalecimento destes centros, garantindo o acesso equitativo a todos os doentes.

Opinião
A saúde mental e a nutrição andam sempre de mãos dadas.

A explicação é simples: o aumento do cortisol e da grelina associado à diminuição de hormonas como a serotonina, leptina e dopamina, geram maior sensação de fome, menor saciedade, falta de energia, falta de memória e concentração e uma sensação de mau estar generalizada. 

Está nas nossas mãos conseguir ajudar o nosso corpo a aguentar a pressão. Outra boa notícia é que o padrão alimentar mediterrâneo, o nosso, é um excelente aliado que contribui para a manutenção de uma boa saúde mental.

Algumas sugestões práticas:  

  1. Cozinhar de forma simples, privilegiando confecções que conservem os nutrientes (sopas, cozidos, caldeiras, estufados com pouca gordura); 
  2. Aumentar o consumo de produtos de origem vegetal (cereais integrais, legumes, leguminosas, frutos secos, sementes e fruta); 
  3. Preferir alimentos sazonais e locais; 
  4. Utilizar o azeite como principal fonte de gordura; 
  5. Preferir o consumo de lacticínios magros; 
  6. Utilizar ervas aromáticas, em detrimento do sal; 
  7. Privilegiar o consumo de peixe e reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas; 
  8. Consumir de forma moderada o vinho tinto (máx. 1 copo por dia); 
  9. Optar pela água como principal bebida ao longo do dia; 
  10. Conviver à volta da mesa.  

 

Alimentos que cuidam

Alguns nutrientes ajudam a otimizar o bem-estar mental. Falamos das vitaminas do complexo B (vegetais de folha verde-escura, carne, peixe e ovo); os ácidos gordos ómega-3 (frutos secos, sementes de linhaça e peixes gordos); as vitaminas A, C e E (frutas e legumes) e minerais como o zinco, o selénio, o fósforo e o ferro (carnes, vegetais de folha verde-escura, ovo e leguminosas).  

Para estimular a produção de serotonina, a “hormona da felicidade”, procure alimentos ricos em triptofano, como cacau, banana, amendoim, caju, salmão, sardinha, ovo, ervilhas, sementes de linhaça e aveia. 

A cafeína, consumida frequentemente para combater o cansaço e melhorar o estado de espírito, quando consumida em excesso, pode provocar ansiedade, insónia, e aumento da frequência cardíaca. Por isso, faça um consumo moderado.  

Sabemos que o peso corporal e a quantidade de massa gorda são também uma preocupação que afeta o estado emocional, pelo que a gestão do peso é fundamental. Opte por alimentos que tenham uma densidade energética mais baixa e um elevado teor de fibra, já que proporcionam uma maior sensação de saciedade. Não descuide os hidratos de carbono, dietas pobres em hidratos de carbono estão associadas a uma maior irritabilidade e cansaço. 

Faça um check up regular para avaliar a sua saúde e perceber se existem défices nutricionistas específicos. Nesses casos, pode ser benéfico recorrer à suplementação, por indicação do seu médico ou nutricionista. 

Em suma, a alimentação é uma ótima aliada para o seu bem-estar mental, não a descuide. Planeie uma alimentação adequada aos seus objetivos, gostos e características pessoais. Lembre-se, pode sempre contar com a ajuda de um nutricionista, para construir o seu plano alimentar. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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