22 de abril - Dia da Faculdade
A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) celebra, no próximo dia 22 de abril, o Dia da Faculdade com uma...

Realizado anualmente, o Dia da Faculdade simboliza o compromisso da FMUL com a formação médica de qualidade e com a valorização da sua comunidade académica.

Para o diretor da FMUL, João Eurico Cabral da Fonseca, “o Dia da Faculdade é um momento de celebração que honra a excelência académica, o mérito pedagógico e a identidade institucional. Este ano, é ainda mais especial, porque se insere nas comemorações do bicentenário da nossa instituição.”

O programa conta com diversas intervenções de figuras importantes para a instituição, bem como com a entrega de prémios e distinções. Entre os destaques estão os Diplomas de Mérito, os Prémios FMUL/CGD de Excelência e o Prémio de Mérito Pedagógico, relativos ao ano letivo de 2023/2024, o Prémio de Educação Médica da FMUL – Prof. Doutor João Gomes Pedro, e as distinções atribuídas no âmbito do Programa Brilliant TFM. No total, serão distinguidas mais de 60 pessoas.

O Ensino da Medicina em Lisboa teve início no Hospital de Todos-os-Santos, inaugurado em 1504 e prolongou-se por 250 anos de funcionamento regular até ao terramoto de 1755. Em 1774 passou para o Colégio de Santo Antão-o-Novo, mais tarde batizado como Hospital Real de São José, onde viria a nascer, a 24 de junho de 1825, a Real Escola de Cirurgia que em 1835 se transformou na Escola Médico-cirúrgica de Lisboa, e a 22 de abril de 1911 passou a designar-se Faculdade de Medicina de Lisboa.

Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal
A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) aderiu ao “Ligue Antes, Salve Vidas” (LASV), a 17 de outubro de 2024, por...

Volvidos seis meses, destacam-se os resultados positivos já alcançados. Dos mais de 116 mil contactos feitos por utentes da ULSAS com o SNS24:

  • Mais de metade (55%) resultaram em encaminhamento para os cuidados de saúde primários, tendo sido realizadas cerca de 52.600 consultas;
  • 37% foram encaminhados para serviços de urgência da ULSAS;
  • 8% ficaram em autocuidados.

Analisando as admissões nos serviços de urgência da ULSAS (geral, pediátrica e ginecológica e obstétrica) neste período, verifica-se que a grande maioria dos utentes foi referenciado (SNS24, INEM, Cuidados de Saúde Primários, Hospital, entre outros), fixando-se em 23,6% a taxa de utentes que chegaram por meios próprios.

O caminho até aqui percorrido e as etapas alcançadas não seriam possíveis sem o apoio do Ministério da Saúde, e em concreto da Direção Executiva do SNS e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (e da equipa do SNS24), mas devem-se também, sem dúvida, ao empenho, profissionalismo e envolvimento dos profissionais dos serviços de urgência e dos cuidados de saúde primários da ULSAS, particularmente louváveis num contexto difícil como é a época do inverno.

Esta dedicação e compromisso dos profissionais tem reflexo em inúmeras vertentes, das quais destacamos a significativa taxa de encaminhamento de utentes triados com a pulseira “azul” ou “verde” para os cuidados de saúde primários (perto dos 16% no conjunto das três urgências, no acumulado dos seis meses, e que no caso do Serviço de Urgência Geral tem rondado os 30% desde o início deste ano), fruto do trabalho e esforço acrescidos dos profissionais de enfermagem e dos assistentes técnicos das urgências hospitalares.

De destacar, ainda, o facto de as unidades de cuidados de saúde primários, de forma voluntária, estarem a dar resposta em doença aguda, por via do LASV, também a utentes sem equipa de família. A média de utilização diária de consultas abertas nos CSP ronda as 780 em dias úteis e as 100 aos fins de semana e feriados.

Tratando-se de uma mudança cultural e comportamental é de esperar que os resultados venham a ser cada vez melhores, fruto de um processo contínuo que requer avaliações permanentes e introdução de eventuais melhorias.

Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) demonstrou o impacto que certas doenças crónicas associadas ao...

Usando técnicas de inteligência artificial e várias bases de dados a nível local e mundial, foi possível diferenciar a idade biológica da idade cronológica, o que representa uma nova forma de medir o impacto destas doenças crónicas que – de forma direta ou indireta – afetam o cérebro. Nos casos de doença de Alzheimer, o envelhecimento pode chegar a mais de 9 anos do que a idade real do doente.

O estudo – que foi publicado recentemente na revista Brain Communications e tem como primeira autora Maria Fátima Dias, investigadora do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da UC e do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), sob orientação dos docentes e investigadores Miguel Castelo-Branco (Diretor do CIBIT e docente da Faculdade de Medicina da UC) e Paulo de Carvalho (Diretor do Laboratório de Informática Clínica do CIUSC e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC) –  parte do novo conceito de brain age gap estimation, a diferença entre a idade cronológica de uma pessoa e a idade cerebral estimada (determinada através de modelos de inteligência artificial que analisaram imagens de ressonância magnética do cérebro), para mostrar o impacto de determinadas doenças no envelhecimento do cérebro. 

“A idade cerebral estimada é a ‘idade biológica’ do cérebro, prevista por modelos que analisam imagens cerebrais. A sua comparação com a ‘idade cronológica’ (a idade real de uma pessoa, medida em anos) permite indicar se o cérebro envelheceu mais ou menos rapidamente do que o esperado. Um valor positivo de brain age gap significa um envelhecimento cerebral acelerado, enquanto um valor negativo é indicador de um cérebro mais jovem do ponto de vista biológico, com envelhecimento retardado”, explica Miguel Castelo-Branco, autor sénior do artigo. 

No estudo, utilizando vários modelos de inteligência artificial, foram obtidos mapas que permitiram interpretar que regiões do cérebro mais contribuíam para o cálculo da idade biológica. E foram estabelecidas métricas que permitiram concluir o impacto médio de cada uma das doenças estudadas (as três estão associadas ou são factor de risco para o declínio cognitivo) no envelhecimento do cérebro. “No caso da esquizofrenia o envelhecimento cerebral é de cerca de 2 anos, na diabetes tipo 2 é de 5 anos, e na doença de Alzheimer atinge os 9 anos”, descreve o investigador e Diretor do CIBIT.

Estas conclusões podem abrir novos caminhos no diagnóstico do declínio cognitivo associado a estas enfermidades. “Na prática será possível usar esta medida como um biomarcador útil no diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas”, conclui Miguel Castelo-Branco.

Este estudo contou com o envolvimento de investigadores da Faculdade de Medicina da UC, do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional, do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, do Centro de Informática e Sistemas da UC e do Laboratório Associado de Sistemas Inteligentes.

O artigo publicado está disponível no endereço https://academic.oup.com/braincomms/article/7/2/fcaf109/8069058.

 

Em Portugal, menos de 1% têm acesso
A Reabilitação Respiratória tem um papel fundamental na abordagem das doenças respiratórias, uma vez que é uma das estratégias...

“A Reabilitação Respiratória consiste num tratamento não-farmacológico constituído por dois pilares essenciais: educação sobre a doença e treino de exercício físico. O principal objetivo é melhorar as capacidades de auto-gestão da doença por parte dos doentes e dos seus familiares/cuidadores, de melhorar os seus sintomas, a tolerância ao esforço, diminuir a necessidade de recorrer aos cuidados de saúde, melhorar a qualidade de vida e diminuir a mortalidade”, explica Bruno Cabrita, coordenador da Comissão de Trabalho de Reabilitação Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) . 

Praticamente todos os doentes com patologia respiratória podem beneficiar de alguma estratégia de Reabilitação Respiratória, sendo que os doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) são os que reúnem mais evidência científica dos benefícios desta intervenção, uma vez que também são os mais estudados. Contudo, “outras patologias têm sido estudadas nos últimos anos e demonstrado também significativos benefícios, tais como: asma, bronquiectasias, doenças do interstício pulmonar, cancro do pulmão ou patologias da pleura”.

De acordo com o pneumologista, na DPOC, está bem documentada a melhoria dos sintomas, da qualidade de vida, da capacidade de exercício, da redução do internamento hospitalar e também da mortalidade. Na verdade, “nestes doentes a evidência é tão clara que já nem é considerado ético realizar mais estudos com grupos de controlo aos quais não é oferecida Reabilitação Respiratória”.

Outras patologias têm demonstrado benefícios semelhantes nos últimos anos, mas ainda com menos robustez. São necessários mais estudos, com amostras maiores, tal como realizado na DPOC, embora as orientações terapêuticas recomendem oferecer Reabilitação Respiratória noutras patologias. 

A Reabilitação Respiratória tem sido cada vez mais recomendada para o tratamento da DPOC (em doentes sintomáticos ou exacerbadores apesar da terapêutica inalatória otimizada) e de outras patologias respiratórias, embora esteja ainda subutilizada a nível mundial. “Tem sido bastante fomentada e divulgada, nomeadamente pela SPP, junto da população mas também dos profissionais de saúde, pelo que a tendência de referenciação tem sido crescente”, sublinha Bruno Cabrita.

Ainda assim, a nível global, dados de 2021 reportam que menos de 3% dos doentes com patologia respiratória crónica têm acesso a um programa de Reabilitação Respiratória. “Em Portugal, os últimos dados disponíveis apontam para que menos de 1% dos doentes têm acesso a Reabilitação Respiratória”.

Facilitar o acesso de um maior número de doentes a programas de Reabilitação Respiratória implica o desenvolvimento de mais programas, “sobretudo programas menos tradicionais (comunitários, domiciliários, por telemedicina…), com menos recursos e que possam intervir em doentes mesmo à distância ultrapassando, desta forma, imensas barreiras que continuam a existir”. Outra medida, passa por estimular mais profissionais a dedicarem-se a esta área, bem como sensibilizar e atrair mais financiamento para o desenvolvimento e manutenção dos programas. “É também importante atuar junto da população e sensibilizar para a existência deste tratamento e dos benefícios que a mesma traz, ultrapassando mitos e crenças pouco fundamentadas”, defende Bruno Cabrita.

Dificuldades na integração de doentes em programas de Reabilitação Respiratória

É relativamente fácil um doente ser integrado num programa de Reabilitação Respiratória que já esteja estabelecido. No entanto, de acordo com os dois pneumologistas, existem várias barreiras que estão gradualmente a ser ultrapassadas, mas que ainda persistem. São elas: 

  • A escassa referenciação por profissionais de saúde, que ainda não estão suficientemente sensibilizados para os benefícios da Reabilitação Respiratória;
  • A reticência por parte dos doentes em aceitar realizar um tratamento que inclui exercício físico, quando os seus principais sintomas ocorrem durante o esforço;
  • A dificuldade em conseguir meios de transporte que assegurem visitas hospitalares regulares para realizar Reabilitação Respiratória, embora cada vez mais os programas domiciliários estejam a ser desenvolvidos, bem como o recurso a telemedicina;
  • O escasso número de programas de Reabilitação Respiratória tradicionalmente disponíveis e, por vezes, com escassa capacidade de resposta, embora atualmente esta barreira esteja cada vez mais ultrapassável e a rede de programas nacionais disponíveis seja mais ampla nos últimos anos.

 

Projeto Frota Solidária
Uma dezena de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) de todo o país vieram a Lisboa para receber viaturas...

Criada em 2008, a iniciativa Frota Solidária tem por objetivo promover a mobilidade, a inclusão social e o combate ao isolamento e à desertificação, através da atribuição de viaturas adaptadas a instituições que atuam junto dos públicos mais vulneráveis. Ao longo de 17 anos, a Frota Solidária já atribuiu 280 viaturas, concretizando uma devolução de cerca de 4,8 milhões de euros à sociedade civil, que consignou este valor à Fundação Montepio a partir das declarações de IRS. 

Na cerimónia, Virgílio Boavista Lima, presidente da Fundação Montepio, destacou a preocupação da instituição em “combater as desigualdades sociais e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Este projeto tem, por isso, um lugar de destaque na atividade da Fundação Montepio, por apoiar quem, no terreno, dá corpo à solidariedade: as instituições sociais”. 

As instituições beneficiadas nesta edição atuam em 7 capitais de distrito, de Norte a Sul: Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Faro, Lisboa e Viseu. 

  • Centro Social de Santa Cruz (Aveiro
  • Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso (Braga
  • Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa (Bragança
  • CACFF – Centro Assistencial, Cultural e Formativo do Fundão (Castelo Branco
  • NECI – Núcleo Especializado para o Cidadão Incluso (Faro
  • Liga dos Amigos do Hospital de Pulido Valente (Lisboa
  • Santa Casa da Misericórdia de Loures (Lisboa
  • Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A2000 (Vila Real
  • Santa Casa da Misericórdia de Santo António de São Pedro do Sul (Viseu

 

A Frota Solidária é o projeto mais emblemático da Fundação Montepio no domínio da responsabilidade social, refletindo o seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária. 

O projeto é financiado a partir dos valores angariados através da consignação do IRS, permitindo que, sem qualquer custo para os contribuintes, seja possível transformar impostos em impacto social concreto, tal como a entrega de viaturas adaptadas a instituições que apoiam os públicos mais vulneráveis. 

A Fundação Montepio lembra os portugueses que, ao preencherem a declaração de IRS, podem atribuir 1% à Fundação Montepio, com o NIPC 503802808, sem qualquer encargo. Desta forma, o contribuinte poderá contribuir para projetos como o Frota Solidária, que apoia instituições de todo o país. 

Além da Fundação Montepio, que coordena e distribui as viaturas, a iniciativa conta com parceiros fundamentais: a Lusitania Seguros, que oferece a primeira anuidade do seguro automóvel, e a Auto Ribeiro, responsável pela adaptação técnica dos veículos. 

A cerimónia de entrega, realizada no espaço atmosfera m, em Lisboa, contou com a presença de representantes do Conselho de Administração da Fundação Montepio, do Montepio Associação Mutualista, das empresas do Grupo Montepio e dos parceiros do projeto. 

Mais informações sobre o projeto Frota Solidária em https://www.montepio.org/institucional/fundacao-montepio/frota-solidaria/

Perigos da Páscoa
A Páscoa é uma época de celebração e partilha em família. Durante este período, os lares enchem-se de doces e iguarias...

Além dos perigos alimentares, o aumento de visitas, os ruídos intensos e as decorações podem gerar stress e situações de perigo para os animais de companhia. Por isso, é essencial adotar medidas preventivas para evitar acidentes e garantir o conforto dos patudos nesta altura festiva. 

O Dr. João Reis, médico veterinário do AniCura Alma Veterinária Hospital Veterinária, alerta para os principais perigos associados a esta época festiva: 

1. Chocolates e doces

O chocolate contém teobromina, uma substância tóxica para os cães e gatos, podendo provocar sintomas como vómitos, diarreia, aumento da frequência cardíaca e, em casos mais graves, convulsões ou até a morte. Além disso, muitos doces contêm xilitol, um adoçante altamente tóxico para os animais1

2. Ossos e alimentos gordurosos 

Os ossos cozinhados nos pratos tradicionais podem partir-se em lascas e causar obstruções ou perfurações no sistema digestivo. Já os alimentos gordurosos podem levar a problemas gastrointestinais e pancreatite, uma condição grave que requer tratamento veterinário imediato2

3. Plantas tóxicas e decorações

Lírios, narcisos e outras flores típicas da época são tóxicas para os gatos e devem ser mantidas fora do seu alcance3. Da mesma forma, decorações como ovos de plástico, fitas e palha artificial podem ser ingeridas acidentalmente, causando bloqueios intestinais.  

4. Viagens e presença em multidões

Ao planear viajar com o animal de companhia, o ideal é certificar-se de que o meio de transporte é seguro e confortável, com acesso a água e pausas regulares. Para os animais que não estão habituados a deslocações longas, é aconselhável consultar um veterinário para recomendações específicas. Além disso, eventos festivos e grandes ajuntamentos podem ser stressantes para cães e gatos. Sempre que possível, deve-se proporcionar um ambiente tranquilo e seguro, longe do excesso de ruído e movimentação. 

Com alguns cuidados simples, é possível garantir que os animais de companhia desfrutam desta época de forma segura e tranquila. Evitar oferecer alimentos humanos, proporcionar um espaço confortável e longe de agitação e estar atento a sinais de desconforto são medidas fundamentais. Em caso de emergência, o contato imediato com um veterinário pode fazer toda a diferença na saúde do animal”, afirma o Dr. João Reis.  

Para garantir uma Páscoa segura para todos, aconselha-se que os cuidadores:

  • Mantenham chocolates e doces fora do alcance dos animais;
  • Evitem dar restos da refeição aos seus amigos de quatro patas;
  • Optem por snacks apropriados para animais de companhia;
  • Garantam que as plantas e decorações não representam riscos para os seus animais; 
  • Assegurem um transporte seguro e confortável durante viagens;
  • Protejam os animais de ambientes ruidosos e com muitas pessoas;
  • Em caso de ingestão acidental de alimentos ou objetos perigosos, devem contactar de imediato um médico veterinário. 

 

Referências

1People Foods to Avoid Feeding Your Pets. ASPCA. Disponível em https://www.aspca.org/pet-care/animal-poison-control/people-foods-avoid-feeding-your-pets

2Winter holiday pet safety. AVMA. Disponível em https://www.avma.org/resources-tools/pet-owners/petcare/holiday-pet-safety  

3Cats and poisonous flowers and plants. Cats Protection. Disponível em https://www.cats.org.uk/help-and-advice/home-and-environment/dangerous-plants

19 de abril - Dia Mundial do Fígado
O Dia Mundial do Fígado é uma oportunidade única para sensibilizar a população sobre a importância d

O fígado, o segundo maior órgão do corpo humano, realiza mais de 500 funções essenciais à vida e desempenha um papel crucial a vários níveis, nomeadamente na função digestiva, na produção e excreção de bílis, na metabolização e armazenamento de nutrientes provenientes da absorção intestinal, na síntese de proteínas, enzimas e hormonas, no controlo dos níveis de glicose no sangue, na metabolização e excreção de múltiplos compostos orgânicos endógenos e exógenos, entre muitas outras.

Em 2025, a celebração deste dia assume uma particular relevância face ao aumento global da prevalência de algumas doenças hepáticas crónicas, impulsionado por diversos fatores como sejam o consumo excessivo de álcool, a obesidade e as infeções virais.

Atualmente, estima-se que mais de dois mil milhões de pessoas no mundo sofram de alguma forma de doença hepática. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um milhão de mortes anuais são atribuídas a doenças hepáticas, representando uma das principais causas de morte a nível global. Em Portugal, as doenças hepáticas também têm um impacto significativo. Segundo o último relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais 2024 (fonte INE), a mortalidade por doença hepática em Portugal apresenta uma tendência de crescimento em relação à doença hepática crónica/cirrose e, consequentemente, ao carcinoma hepatocelular, traduzindo uma realidade preocupante que urge alterar.

O World Liver Day é uma campanha conjunta de várias associações internacionais para o estudo do fígado e doenças hepáticas e estabeleceu como mote para 2025 “food is medicine”. Esta analogia, “alimentos são medicamentos” não poderia ter sido mais bem escolhida. A doença hepática esteatósica associada à disfunção metabólica (MASLD), anteriormente conhecida como fígado gordo não alcoólico, tem vindo a crescer exponencialmente, em breve afetará cerca de 30 % da população mundial, devido ao aumento das doenças associadas à perturbação do metabolismo, onde se inclui a diabetes mellitus, a obesidade e a dislipidemia, todas elas associadas a estilos de vida pouco saudáveis. Sem uma intervenção adequada na prevenção, seguimento e tratamento destas doenças iremos assistir a um aumento significativo das formas mais avançadas de doença hepática, como a cirrose, e ao aumento da transplantação hepática por esta causa. Além da MASLD não podemos esquecer as outras formas de doença hepática esteatósica associadas à perturbação do uso do álcool, quer de forma combinada (MetALD – doença hepática esteatósica associada a disfunção metabólica e álcool), quer sob a forma isolada de consumo (ALD – doença hepática esteatósica associada a perturbação do uso do álcool), o que torna este problema de intervenção e resolução mais abrangente.

Dentro das outras causas de doença hepática, não podemos esquecer as hepatites víricas, onde se destacam as Hepatites B e C, que continuam a ter um forte impacto na saúde pública, nomeadamente nas suas formas crónicas, apesar da existência de uma vacina eficaz contra a hepatite B e tratamentos curativos para a hepatite C. Embora menos comuns, as doenças hepáticas autoimunes, onde se incluem a hepatite autoimune, a colangite biliar primária e a colangite esclerosante primária, apresentam também elas um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e podem levar a doença hepática crónica se não forem adequadamente tratadas, podendo evoluir para situações mais complicadas, incluindo o carcinoma hepatocelular. Neste último, o diagnóstico precoce continua a ser um dos maiores desafios, sendo essencial o rastreio em grupos de risco.

E que medidas práticas podemos implementar para alterar ou inverter esta realidade? A aposta na prevenção com a promoção de estilos de vida saudáveis, incentivando uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercício físico e a redução do consumo de álcool e tabaco é sem dúvida a mais importante. Mas não podemos esquecer outras medidas, nomeadamente a melhoria do acesso ao diagnóstico precoce nas hepatites virais, da MASLD (que tem de incluir o diagnóstico e controlo dos fatores de risco cardiovasculares) e do carcinoma hepatocelular, garantindo que as populações de risco sejam avaliadas regularmente. Igualmente importante, no caso das hepatites virais, é o objetivo de rastrear pelo menos uma vez na vida.

Não poderia terminar sem destacar um dos principais flagelos da nossa sociedade, a perturbação do uso do álcool. Em Portugal, o consumo excessivo de álcool constitui ainda uma das principais causas de morte por doença hepática. A aplicação de regulamentação nacional e comunitária, cada vez mais restritiva nos mercados das bebidas alcoólicas, tem produzido resultados, mas é necessário ir mais além. O apoio a programas de saúde mental e alcoologia é também uma prioridade que deve intervir em vários eixos, nomeadamente em serviços de apoio para indivíduos com perturbação do uso do álcool, na promoção e acompanhamento da reabilitação e na prevenção da progressão da doença hepática.

Neste Dia Mundial do Fígado, o apelo é claro: a saúde hepática é um compromisso coletivo. As autoridades de saúde, profissionais e cidadãos devem todos eles ser elos ativos nesta dinâmica e unir esforços para promover a prevenção, o rastreio e o tratamento adequado das doenças hepáticas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Falam os homens abertamente sobre as suas emoções? Metade dos inquiridos no mais recente estudo “O Autocuidado masculino em...

E a análise explica porquê: os homens ainda têm tendência para resolver os seus problemas sozinhos e sentem-se socialmente pressionados a mostrarem-se fortes. Em consequência, muitos deles apenas se manifestam ou procuram ajuda quando já estão num ponto de ruptura.

“No que respeita às suas fragilidades, os homens são muito mais reservados do que as mulheres. Nós somos capazes de aproveitar um jantar para nos queixarmos dos maridos, dos filhos, do trabalho, abrimo-nos a temas privados. Os homens não. Falam de desporto, política, das notícias, mas é raro falarem de intimidades. Só quando já se encontram numa situação mais extrema é que procuram um amigo para desafabar”, comenta Madalena Lupi, Técnica Qualitativa da Netsonda.

Quase um terço dos homens (31%) procura os amigos para expor os seus problemas, mas é no parceiro/a que a maioria (51%) encontra o principal suporte. Por outro lado, nem 10% recorre a um profissional de saúde e um em cada quatro diz que não fala com ninguém quando se sente emocionalmente em baixo.

Analisando os principais stress triggers que preocupam os homens, o estudo evidencia o sucesso profissional/financeiro e a comparação com os pares, sendo que o receio de falhar, seja no contexto de trabalho ou na vida pessoal, é o que mais contribui para a perda de autoestima nos homens.

Madalena Lupi interpreta estas conclusões: “Por um lado, ainda é difícil para um homem lidar com o facto de não ser a principal fonte de rendimento da sua família. No caso das gerações mais novas, nota-se ainda alguma ansiedade por não terem independência financeira para saírem de casa dos pais. Por outro, notamos que os homens sofrem com a comparação com outros homens, nomeadamente ao nível da carreira, ganhos financeiros e aparência física”.

 

Fazer desporto é essencial para o bem-estar emocional dos homens

Para contrariar estes fatores e reforçar a sua confiança, o sexo masculino pratica exercício físico (42%), adota uma atitude pragmática para encontrar soluções para os seus desafios (30%) e cuida da sua aparência (28%). Para 94% dos inquiridos, o desporto desempenha um papel central e muito positivo no seu bem-estar emocional. Daqueles que praticam atividade física, quase dois em cada três fazem-no com bastante frequência - 2/3 vezes por semana.

“Os homens usam a prática desportiva para se sentirem saudáveis, mas mais como escape mental e uma forma de socialização com os seus pares, do que propriamente para melhorar a sua condição física”, reforça a responsável.

No que respeita ao cuidado com a aparência, o mesmo estudo conclui que os homens dão hoje mais importância à sua imagem do que antes, estando muito mais empenhados no autocuidado. Em concreto, cerca de 80% dos inquiridos afirmam que cuidar da sua aparência aumenta a autoestima e contribui para melhorar o seu bem-estar emocional. Hoje em dia, só 15% dos homens considera negativo cuidar bastante do seu físico.

Um dado que vem comprovar esta evolução de mentalidades é também o aumento do uso de produtos de higiene e beleza pessoal nos últimos cinco anos. Quase metade dos homens (48%) investe mais neste tipo de produtos do que antes, principalmente entre os 25 e 34 anos (68%). O shampoo, desodorizante, gel de banho e perfume são essenciais na rotina de cuidado masculina, mas não só: 52% já usa creme de rosto e 40% loção de corpo ou produtos específicos para a barba.

 

Homens ainda acham que mulheres cuidam melhor dos filhos

Embora se verifique uma evolução na mentalidade do sexo masculino em relação a alguns estereótipos, o estudo revela que há ainda um em cada quatro inquiridos que acredita que os homens não são tão capazes de cuidarem dos filhos como as mulheres ou que não devem mostrar sinais de fraqueza em público.

Sobre a pertinência deste estudo, Bernardo Carvalho, Marketing Lead e Media Manager Unilever-FIMA, comenta: “Dove já soma um legado de 20 anos em prol da beleza real, mundialmente reconhecida pelo seu compromisso de dar às mulheres mais confiança e autoestima. Chegou o momento de também incluirmos os homens no nosso propósito. Este estudo é uma iniciativa da marca em Portugal, um primeiro passo para um longo caminho que ainda existe de quebra de preconceitos no que respeita ao autocuidado masculino”.

E acrescenta: “Esperamos que este estudo seja uma porta aberta para muitos homens iniciarem o diálogo sobre as suas emoções e fragilidades. Acima de tudo, queremos dar a todos os homens portugueses mais coragem para cuidar, em primeiro lugar de si, por dentro e por fora, pois homens mais confiantes cuidarão melhor dos outros à sua volta”.

Nesta Páscoa
Durante a Páscoa, os momentos de celebração são recheados de tradições e sabores irresistíveis, como o cabrito assado, o folar,...

Para ajudar a desfrutar desta celebração com mais leveza e conforto, a Opella., referência em autocuidado, partilha dicas práticas para manter a saúde digestiva em dia:

  1. Moderação é a chave

No almoço de Páscoa, procure evitar exageros. Optar por pequenas porções e provar um pouco de cada prato favorece a digestão e ajuda a evitar aquela sensação de enfartamento. Evite repetir e, se possível, use pratos menores para controlar melhor a quantidade. Esteja atento aos sinais do seu corpo e pare de comer quando se sentir satisfeito.1

  1. Aposte em escolhas mais equilibradas

Pequenas substituições podem fazer toda a diferença para a sua saúde digestiva, sem perder o prazer à mesa. Troque batatas fritas por nozes ou sementes ricas em fibras, opte por chocolate negro em vez do de leite e inclua vegetais e frutas frescas como snacks ou acompanhamentos. Na hora da sobremesa, prefira opções mais leves, como gelatinas com frutas, que ajudam a manter o equilíbrio sem abrir mão do sabor.2

  1. Mantenha-se bem hidratado

A hidratação é fundamental para que o sistema digestivo funcione corretamente, auxiliando tanto na digestão quanto na absorção de nutrientes. Tenha sempre um copo de água por perto e beba ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Infusões de ervas, como hortelã ou camomila, também são boas aliadas para o bem-estar digestivo. Por outro lado, evite refrigerantes e bebidas açucaradas, que podem causar inchaço e desconforto.3

  1. Modere o consumo de álcool

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode irritar o estômago e comprometer o equilíbrio da flora intestinal. Para minimizar esses efeitos, alterne o álcool com água ou sumos naturais e evite beber de estômago vazio. Sempre que possível, acompanhe com alimentos leves e opte por bebidas com menor teor alcoólico, como vinho branco seco ou espumante.4

  1. Mexa-se após as refeições

Manter-se ativo depois de comer faz toda a diferença para a digestão. Uma caminhada leve de 15 a 20 minutos ajuda a estimular o trânsito intestinal e evita o desconforto abdominal. Procure não estar sentado durante longos períodos de tempo, pois isso pode dificultar o processo digestivo e causar sensação de peso.5

  1. Preserve a sua rotina

Mesmo em época de celebração, tentar manter alguma regularidade nos horários é importante para a saúde digestiva. Alterações bruscas nas refeições ou no sono podem afetar negativamente o funcionamento do organismo. Planeie os horários das refeições e dos lanches, não salte o pequeno-almoço — essencial para “acordar” o sistema digestivo — e tente manter um horário de sono consistente para ajudar o corpo a funcionar em equilíbrio.1

  1. Mastigue bem os alimentos

Comer devagar e mastigar bem os alimentos facilita a digestão e ajuda a prevenir gases e desconforto. Evite alimentos que sabe que lhe causam mal-estar, como fritos, laticínios ou comidas muito condimentadas. Prefira opções assadas ou cozidas e modere o consumo de doces e sobremesas muito açucaradas.4

 

Referências:

  1. JHoldsworth. (2021, dezembro 3). Understanding your guts at Christmas. Guts UK. Disponível online: https://gutscharity.org.uk/2021/12/understanding-your-guts-at-christmas/. Consultado em abril 2025.
  2. Navigating digestion wellness through the festive season. (2024, dezembro 5). Gastroenterology Associates of the Piedmont (GAP). Disponível online: https://gapgi.com/digestion-wellness-holiday-guide/. Consultado em abril 2025.
  3. Boots.com. Obtido 10 de abril de 2025, disponível online:  https://www.boots.com/healthhub/travel-health-advice/constipation-when-travelling?srsltid=AfmBOorr1po-bIpU-O2ATCulGHzNljF-lFO-iNs1U-WgfEVeT1FUAB2X.
  4. Giaquinto, K. (2023, novembro 15). 7 ways to improve your digestive health this holiday season. National University Of Health Sciences. Disponível online: https://www.nuhs.edu/7-ways-to-improve-your-digestive-health-this-holiday-season/. Consultado em abril 2025.
  5. Lima, C. (2023, dezembro 22). Guia para nutrir a Saúde Digestiva neste Natal. Saude Digestiva; Saúde Digestiva - Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Disponível online: https://saudedigestiva.pt/guia-para-nutrir-a-saude-digestiva-neste-natal/. Consultado em abril 2025.
Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular tem nova direção
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) elegeu a cardiologista Joana Delgado Silva como presidente da...

Joana Delgado Silva é Cardiologista de Intervenção na ULS de Coimbra e fez parte dos órgãos sociais da APIC no biénio 2023-2025  como vogal da mesa da assembleia-geral.

O principal objetivo da nova direção é consolidar os projetos em curso, reforçar o papel da APIC no cenário internacional e investir no futuro, através de iniciativas que promovam a formação contínua, a igualdade, a transparência e a investigação científica de ponta. “Assumir a responsabilidade de liderar a APIC é um compromisso com a nossa comunidade, com a inovação e com o legado desta instituição, sempre com foco no futuro da Cardiologia de Intervenção em Portugal”, defende Joana Delgado Silva.

A nova Direção assume o projeto de continuidade da APIC, reforçando o seu papel ativo na formação e consciencialização da população para melhorar os resultados na saúde cardiovascular em Portugal. A formação contínua dos profissionais de saúde será igualmente uma prioridade, com a realização de cursos e programas especializados que promovam a partilha de conhecimentos e experiências interpares.

“Acreditamos que a APIC deve ser uma voz ativa na definição de políticas de saúde, defendendo os interesses dos profissionais e dos doentes. Pretendemos estabelecer um diálogo regular com o Ministério da Saúde e outras entidades relevantes para assegurar que as especificidades da Cardiologia de Intervenção sejam reconhecidas e integradas nas estratégias de saúde nacionais. Este esforço incluirá a promoção de políticas que valorizem o acesso equitativo a tecnologias e procedimentos inovadores, bem como a criação de condições que beneficiem toda a comunidade cardiovascular”, reforça.

A restante Direção é constituída por João Silva Marques (Secretário-Geral) e João Brito (Tesoureiro). A Assembleia-Geral é composta por Jorge Guardado (Presidente), Catarina Quina (Vogal) e Cláudio Guerreiro (Vogal).

ESH Hypertension Cardio Course
Lisboa foi palco do ESH Hypertension Cardio Course, uma reunião científica internacional que juntou alguns dos maiores...

O ESH Hypertension Cardio Course reuniu mais de 400 médicos de 16 nacionalidades, num evento que se destacou não só pela elevada afluência, como também pela riqueza e atualidade científica dos temas discutidos.

Com uma forte representação portuguesa — 215 profissionais de saúde presentes — o encontro centrou-se na discussão sobre a implementação do MasterPlan da ESH, um plano que tem como objetivo melhorar a gestão da Hipertensão Arterial e, consequentemente, o seu nível de controlo. Ao longo da reunião, foram abordados vários temas relacionados com o tratamento e controlo da Hipertensão, incluindo uma sessão dedicada às iniciativas dos diversos países, onde foi destacado o exemplo português da Missão 70/26, um projeto que tem como objetivo alcançar, até 2026, o controlo de 70% dos doentes hipertensos entre os 18 e os 64 anos vigiados pelos Cuidados de Saúde Primários (Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários, BI-CSP).

A inteligência artificial e a saúde digital marcaram também presença nas discussões, com enfoque no seu papel atual e no seu potencial futuro para apoiar o acompanhamento do doente hipertenso. Foram, ainda, abordadas temáticas centrais como a avaliação de Risco Cardiovascular — considerada um passo essencial para otimizar o tratamento do doente com Risco Cardiovascular aumentado — e as mais recentes guidelines europeias de Hipertensão, das Sociedades Europeias de Hipertensão e de Cardiologia.

O encontro destacou, também, a importância do seguimento do doente hipertenso, tendo por base os cuidados da equipa multidisciplinar – desde os cuidados hospitalares aos cuidados de saúde primários, incluindo o papel essencial da enfermagem e do apoio farmacêutico. Neste âmbito, teve, ainda, lugar uma sessão dedicada às estratégias para fortalecer o compromisso dos doentes com o seu tratamento, que contou com a participação de um representante da Associação Portugal AVC — uma entidade que reúne sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral — trazendo uma perspetiva real sobre os desafios da adesão ao tratamento e a importância do envolvimento ativo do doente na gestão da sua condição.

Além das sessões plenárias, a reunião incluiu workshops interativos, onde os participantes puderam, a partir de casos clínicos reais, explorar, de forma prática, questões como a medição da Pressão Arterial, avaliação de Risco Cardiovascular, escolhas terapêuticas em diferentes perfis de hipertensos e estratégias de comunicação com o doente – das quais a entrevista motivacional é um bom exemplo.

Para Fernando Martos Gonçalves, Presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, “esta reunião internacional reflete o esforço conjunto da comunidade científica em uniformizar e melhorar a resposta ao desafio da Hipertensão Arterial. Foi um privilégio poder receber especialistas de renome em Portugal e mostrar o trabalho que temos vindo a desenvolver, nomeadamente com a Missão 70/26, que pretende colocar o país na linha da frente no controlo desta condição silenciosa, mas potencialmente devastadora”.

Com 17 palestrantes nacionais e uma clara aposta na partilha de boas práticas, esta reunião sublinhou o compromisso da ESH e da Sociedade Portuguesa de Hipertensão com a promoção da saúde cardiovascular. Num momento em que a prevalência da Hipertensão continua elevada e o controlo da doença permanece um desafio, encontros como este demonstram que a colaboração entre especialistas e instituições é essencial para transformar conhecimento em melhores cuidados para os doentes.

Opinião
Apesar de avanços significativos na inclusão de pessoas com deficiências sensoriais, a sociedade por

A legislação em vigor

A habilitação legal para conduzir em Portugal é regulada pelo Decreto-Lei n.º 138/2012, de 5 de julho, que aprova o Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC). Este diploma sofreu várias alterações, nomeadamente pelo Decreto-Lei n.º 40/2016, de 29 de julho, e pelo Decreto-Lei n.º 151/2017, de 7 de dezembro.

O RHLC distingue dois grandes grupos de condutores:

  • Grupo 1: inclui os condutores de veículos ligeiros (categorias AM, A1, A2, A, B1, B e BE);
  • Grupo 2: inclui os condutores profissionais (categorias C, CE, D, DE, e subcategorias).

No que diz respeito às afeições auditivas, o anexo II do regulamento estabelece que:

"Os candidatos ou condutores do Grupo 1 com deficiência auditiva bilateral severa ou profunda podem ser considerados aptos, eventualmente com restrições, desde que comprovado clinicamente que são capazes de conduzir em segurança."

No caso do Grupo 2, a mesma legislação é mais restritiva:

"A deficiência auditiva severa ou profunda constitui, em geral, causa de inaptidão para o Grupo 2."

Contudo, o regulamento não é taxativo, admitindo avaliação caso a caso, nomeadamente quando há reabilitação auditiva eficaz (por exemplo, através de implante coclear). Essa abertura legal é essencial para garantir a equidade, assegurando que não são as limitações clínicas isoladas que definem a capacidade de uma pessoa para conduzir, mas sim a sua funcionalidade no contexto real.

 

Reabilitação auditiva e avaliação funcional

O conceito-chave para a interpretação destas normas é o de funcionalidade auditiva e não apenas o diagnóstico clínico. Uma pessoa com surdez profunda bilateral, mesmo sem audição funcional plena, pode beneficiar de tecnologias como próteses auditivas ou implantes cocleares, que lhe permitem adquirir percepção sonora suficiente para conduzir de forma segura.

O papel do médico otorrinolaringologista é aqui fundamental. Compete-lhe avaliar se, com ou sem auxílios tecnológicos, o utente consegue responder a estímulos do ambiente de condução, como buzinas, sirenes ou outros sons relevantes. Essa avaliação deve ser complementada com um relatório médico que ateste a aptidão funcional para conduzir.

É igualmente relevante considerar que a percepção sonora é apenas um dos muitos componentes da condução segura. A acuidade visual, os reflexos motores, a atenção ao meio envolvente e a capacidade de antecipação são fatores determinantes que, em muitos casos, estão totalmente preservados em pessoas com deficiência auditiva. Não raras vezes, condutores surdos desenvolvem estratégias compensatórias que lhes conferem elevado nível de segurança ao volante, nomeadamente a leitura labial em espelhos, maior atenção visual ao retrovisor e à sinalização rodoviária.

 

Exemplos práticos

  1. Maria, 42 anos, surdez profunda de nascença, sem implante coclear, usa prótese auditiva de última geração: com acompanhamento otorrinológico e adaptação correta da prótese, é considerada apta para conduzir veículos do Grupo 1, com recomendação de espelho retrovisor adicional.
  2. João, 35 anos, surdez adquirida aos 18, reabilitado com implante coclear bilateral: com audiometria funcional dentro de parâmetros seguros, é considerado apto para conduzir veículos do Grupo 2, após avaliação por equipa médica.
  3. António, 60 anos, sem qualquer tipo de reabilitação auditiva eficaz, com incapacidade de percepção sonora: pode ser considerado inapto para ambos os grupos, por não reunir condições de segurança.

 

Importância da literacia legal e da formação médica

A interpretação destas normas exige não apenas conhecimento jurídico, mas também competências clínicas e éticas. Importa que os profissionais de saúde estejam informados sobre os limites e possibilidades legais, evitando quer o facilitismo, quer a exclusão injustificada.

A existência de estigmas associados à deficiência auditiva pode conduzir a decisões precipitadas, como a exclusão automática de candidatos surdos à carta de condução. Esta prática, além de injusta, é discriminatória e contraria o espírito da legislação portuguesa, que valoriza a avaliação individual e funcional. É fundamental garantir que os médicos estejam atualizados quanto ao quadro legal e que colaborem com entidades como o IMT na definição de critérios justos e rigorosos.

Do mesmo modo, é urgente capacitar os utentes com deficiências auditivas com informação clara sobre os seus direitos, promovendo uma cidadania ativa e informada. A literacia legal é parte essencial da autonomia pessoal e da integração social. Saber que a lei protege a possibilidade de conduzir é um passo determinante para que cada indivíduo possa fazer valer os seus direitos.

 

Reflexão final

O direito à mobilidade não deve ser condicionado por estigmas ou desconhecimento. A legislação portuguesa admite a condução por pessoas com surdez profunda, desde que exista uma avaliação médica positiva da sua capacidade funcional. Cabe-nos, como sociedade, assegurar que essa possibilidade é conhecida, aplicada com critério e promovida como parte integrante da inclusão plena.

A inclusão verdadeira começa com conhecimento. Cabe aos profissionais, à sociedade civil e às instituições públicas garantir que todos os cidadãos, independentemente das suas limitações sensoriais, tenham acesso igualitário aos seus direitos. A possibilidade de conduzir, quando sustentada por avaliação médica especializada e consciente, é apenas uma expressão concreta da autonomia que todos devemos ter direito de exercer.

 

Referências legais e institucionais:

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
16 e 17 de abril
O Serviço de Ortopedia da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira organiza, nos próximos dias 16 e 17 de abril de 2025, a...

Com o tema central “Robótica e Novas Tecnologias”, este evento científico reúne especialistas de renome nacional e internacional, com o objetivo de debater e explorar os avanços mais recentes na área da ortopedia e traumatologia.

O evento contará com a presença do Dr. Rafael Sierra, da prestigiada Clínica Mayo (EUA), que também é responsável pelo programa do Congresso Anual da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), entre outros especialistas de destaque internacional. A iniciativa surge como uma excelente oportunidade para médicos, investigadores e académicos aprofundarem os conhecimentos sobre as inovações tecnológicas aplicadas à cirurgia ortopédica.

As II Jornadas Científicas do Serviço de Ortopedia da ULS da Cova da Beira são organizadas pela Associação de Ortopedia da Beira Interior, em parceria com a ULS da Cova da Beira, o Centro Académico Clínico das Beiras e a Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, contando ainda com o alto patrocínio da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

O evento incluirá conferências, mesas redondas e apresentações científicas, proporcionando aos participantes uma visão abrangente e atualizada sobre os mais recentes desenvolvimentos na área da ortopedia, com especial enfoque no impacto da robótica e das novas tecnologias na prática clínica.

Acordo assinado
Modelo inédito irá permitir definir a comparticipação em função dos custos médios das respostas sociais, que podem variar...

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) promoveu várias sessões de esclarecimento com as Santas Casas, no seguimento do Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio 2025-2026 assinado com o Governo.

O acordo, assinado em março, reflete o maior aumento de sempre nas comparticipações, com um investimento de 220 milhões para 2025, definido com base num estudo inédito realizado aos custos médios das respostas sociais disponibilizadas à população, para a definição de uma fórmula de cálculo que permitirá a atualização anual das comparticipações.

Com este novo modelo, cada Misericórdia Portuguesa, com as suas especificidades, passa a analisar a percentagem da comparticipação em função dos custos médios, que podem variar consoante critérios como a capacidade instalada e a dependência do utente.

As sessões de esclarecimento da UMP sobre o Compromisso de Cooperação realizaram-se em Portel, Fátima e Vila Verde, reunindo cerca de 500 participantes de 156 Misericórdias.

 

ULS da Cova da Beira
No âmbito das comemorações do Mês de Prevenção dos Maus Tratos a Crianças e Jovens - ABRIL, a ULS da Cova da Beira está a...

Uma das principais atividades promovidas consiste no Concurso de Desenho “Acho que felicidade é isto”, dirigido a crianças e jovens até aos 18 anos que, durante abril, recorram aos serviços de Urgência, Consulta ou Internamento da ULSCBEIRA.

Este concurso convida os participantes a expressarem, através do desenho e, opcionalmente, com o apoio de uma frase, a sua visão sobre o que representa a felicidade. A iniciativa visa incentivar a criatividade das crianças e jovens, ao mesmo tempo que promove a reflexão sobre o bem-estar infantil, dando voz às suas experiências e perceções.

Esta iniciativa, promovida pelos Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco: NHACJR (cuidados de saúde hospitalares) e pelo NACJR (cuidados de saúde primários), da ULS da Cova da Beira integra uma estratégia de promoção da saúde emocional, proteção e valorização da infância e juventude.

A ULS da Cova da Beira convida toda a comunidade, famílias e profissionais a apoiarem e divulgarem esta iniciativa, que pretende colocar as crianças no centro da atenção, reforçando a importância de um crescimento feliz, protegido e com voz ativa.

 

Chocolate, folares e fertilidade
A Páscoa chega e, com ela, a tentação dos doces, folares e pratos tradicionais. Mas o que poucos sabem é que os excessos...

“A alimentação tem um papel fundamental na saúde reprodutiva. O que comemos pode influenciar diretamente a qualidade dos óvulos e espermatozoides, impactando diretamente as hipóteses de conceção e de uma gravidez saudável”, explica o Dr. Paulo Vasco, Médico Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e Sub-especialista em Medicina de Reprodução da Ava Clinic.

Segundo o médico, uma dieta equilibrada pode aumentar as probabilidades de gravidez natural e até melhorar os resultados de tratamentos de reprodução medicamente assistida. “A dieta mediterrânica, que privilegia vegetais, frutas, peixes, azeites e laticínios com baixo teor de gordura, está associada a maiores taxas de gravidez e ao nascimento de bebés saudáveis”, afirma. Por outro lado, uma alimentação rica em gorduras saturadas, açúcares e carnes processadas pode dificultar a conceção e aumentar o risco de complicações na gestação.

Os homens também não ficam de fora desta equação. A qualidade do esperma é diretamente influenciada pela dieta. “Alimentos ricos em antioxidantes, ómega-3 e vitaminas como C e E podem melhorar a motilidade e a concentração dos espermatozoides”, destaca o especialista. “Já o consumo excessivo de álcool, açúcares, carnes processadas e alimentos ricos em gorduras está associado a uma pior qualidade seminal e a uma menor taxa de fecundação.”

Mas não é só o que comemos que importa, o peso corporal também tem um impacto direto. "O excesso de peso pode dificultar a ovulação e diminuir a qualidade dos óvulos. Já o baixo peso pode levar a alterações hormonais que afetam o ciclo menstrual", alerta o Dr. Paulo Vasco. Nos homens, a obesidade pode reduzir a testosterona e afetar a produção de espermatozoides saudáveis.

A boa notícia? Pequenos ajustes na alimentação podem fazer uma grande diferença. "Priorizar alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e vegetais, incluir fontes de ómega-3, como salmão e sardinha ou outros peixes com maior teor em gordura, e garantir um bom aporte de grãos integrais, nozes e sementes, como a linhaça ou a chia, são passos simples que favorecem a fertilidade", sugere o especialista. Já os alimentos a evitar incluem carnes processadas, bebidas alcoólicas e açucaradas, gorduras insaturadas e açúcares.

Para casais que recorrem a tratamentos de reprodução medicamente assistida (PMA), a alimentação pode ter um papel fundamental no sucesso do processo. Segundo o Dr. Paulo Vasco, “estudos demonstram que uma alimentação equilibrada pode melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos, aumentando as taxas de gravidez clínica e de nados-vivos.”

A suplementação com ácido fólico, vitamina B12 e vitamina D é altamente recomendada, pois contribui para um ambiente mais favorável à implantação do embrião e ao desenvolvimento saudável da gravidez.

Então, o que fazer nesta Páscoa? Evitar o chocolate e os doces tradicionais? Nada disso! "O segredo está no equilíbrio. Desfrutar das celebrações sem culpa é importante, mas manter um estilo de vida saudável ao longo do ano é essencial para quem quer engravidar. Ocasionalmente, um doce não compromete a fertilidade, mas um padrão alimentar desregulado pode fazer toda a diferença", sublinha o Dr. Paulo Vasco.

Por isso, se constituir família está nos seus planos futuros, aproveite esta Páscoa com moderação, equilíbrio e, acima de tudo, sem o sentimento de culpa. Porque sim, é possível celebrar sem comprometer os sonhos de aumentar a família.

Guia da SPAIC
Com o objetivo de definir os requisitos necessários para a certificação de Unidades de Asma Grave em Portugal, a direção da...

Em Portugal, de acordo com o estudo Epi-Asthma, estima-se que, dos 570.000 adultos com asma, 17% apre­sentem asma de difícil controlo e 5% apresentem asma grave. Apesar da proporção relativamente reduzida de doentes com asma grave, estes são responsáveis por uma parte significativa dos custos em saúde devido à doença. Assim, neste contexto, “conscientes de que estas unidades representam uma mais-valia significativa no cuidado aos doentes com asma grave, decidimos estabelecer um processo de certificação que confira a estas estruturas um reconhecimento como centros especializados e diferenciados na abordagem desta condição”, refere a direção da SPAIC.

Melhorar o atendimento clínico dos doentes com asma grave unificando critérios de boas práticas, estruturar e facilitar o tratamento clínico desses doentes, promover a investigação em asma grave e melhorar a educação dos doentes asmáticos - uma vez que a formação adequada aumenta a adesão terapêutica e o controlo da doença -, são os principais objetivos da elaboração deste Guia.

Para a direção da SPAIC, esta iniciativa reflete “o compromisso com a excelência na prática clínica, com a inovação científica e com o bem-estar dos doentes”. A missão é “fazer das UAG uma realidade transformadora no panorama da Imunoalergologia em Portugal”.

 

Opinião
A endometriose é uma doença ginecológica complexa caracterizada pela presença de tecido semelhante a

Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que, entre 30% a 50%, podem apresentar dificuldades para engravidar. Por ser uma patologia associada ao estrogénio e de natureza inflamatória, a sua progressão pode estar associada à saúde intestinal.

Estudos recentes destacam a disbiose intestinal como um fator relevante no controlo da endometriose. Esta condição, refere-se ao desequilíbrio da microbiota intestinal, caracterizada pela proliferação de bactérias “más” e pela redução de bactérias “boas”. O conjunto de microrganismos que habitam o intestino, desempenham um papel importante no metabolismo de estrogénio. Para além disso, a presença de uma disbiose intestinal, pode levar a uma permeabilidade intestinal e com isso induzir inflamação.

Quando estamos presentes a este quadro de desequilíbrio na metabolização e aumento de inflamação, cria-se um ambiente propício à progressão da endometriose.

Manter a saúde intestinal deve ser uma prioridade, especialmente para mulheres com endometriose. Nesse contexto, a nutrição desempenha um papel fundamental. Intervenções nutricionais que promovam um equilíbrio na microbiota intestinal podem reduzir a inflamação característica da patologia e otimizar a metabolização do estrogénio.

Para otimizar a saúde intestinal, é recomendável adotar uma alimentação com características anti-inflamatórias, incluindo:

- Redução do consumo de: alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e enchidos, açúcares, farinhas refinadas e álcool.

- Priorizando o consumo de:

  • Alimentos ricos em polifenóis, como frutos vermelhos, maçã, cebola, uvas, laranja, gengibre e curcuma.
  • Alimentos ricos em fibras, abundantemente presente nos vegetais e frutas.
  • Fontes de omega-3, como peixes, sementes e frutos oleaginosos.
  • Quantidade adequada de água para hidratação e regulação intestinal.
  • Hábitos saudáveis, incluindo a manutenção da atividade física regular.

O consumo de probióticos e prebióticos também pode contribuir para a restauração do equilíbrio da microbiota e para a redução da permeabilidade intestinal. No entanto, a suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde.

A adoção de estratégias nutricionais voltadas para a melhora da microbiota intestinal pode representar uma ferramenta valiosa no tratamento da endometriose, auxiliando na redução da inflamação e na melhora da qualidade de vida das pacientes.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Spark the Night
Na noite do próximo dia 11 de abril, o Cristo Rei, em Almada, será iluminado de azul no âmbito da iniciativa global Spark the...

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que causa sintomas debilitantes como tremores, rigidez muscular e dificuldades motoras. A doença não impacta apenas os doentes, mas também os seus cuidadores, tornando urgente a necessidade de aumentar o conhecimento público sobre a doença.

A iniciativa "Spark the Night" é liderada pelo grupo de defesa global PD Avengers e conta com o apoio da AbbVie, que reforça o seu compromisso com a causa ao promover maior sensibilização sobre os desafios enfrentados pela comunidade de doentes e cuidadores da Doença de Parkinson. Iluminar, com a cor azul, locais emblemáticos e o foco na noite, chama a atenção para as lutas ocultas do Parkinson – quando o isolamento, problemas de sono a ansiedade e a solidão costumam ser mais avassaladores.

Este momento é um convite à solidariedade global, uma oportunidade para desencadear mudanças coletivas. "Spark the Night" representa a missão de iluminar cidades em todo o mundo e o apoio aos 11,8 milhões de pessoas que vivem com Parkinson. Em 11 de abril de 2025, cada luz azul brilhará como símbolo de uma história, uma voz e um compromisso inabalável com um futuro melhor para as pessoas afetadas pela doença.

“Iluminar o Cristo Rei de azul é um símbolo de esperança, união e reconhecimento, e serve para honrar a resiliência da comunidade que lida com a Doença de Parkinson todos os dias. A nossa participação neste evento global sublinha o nosso compromisso de aumentar a consciencialização sobre o impacto que a Doença de Parkinson tem na vida dos doentes e cuidadores, reforçando a importância do avanço do standard of care na Doença de Parkinson para reduzir os sintomas e elevar as abordagens inovadoras de tratamento”, afirma Lucie Perrin, Diretora Geral da AbbVie.

Este evento mundial é um convite à ação para todos os que desejam contribuir para a melhoria da vida das pessoas com Doença de Parkinson. Através da iniciativa Spark the Night, o grupo PD Avengers e a AbbVie procuram fortalecer a união global em torno da causa, incentivando a sociedade a envolver-se ativamente na luta por mais apoio, investigação e visibilidade para a doença.

19 de abril assinala-se o Dia Mundial do Fígado
No dia 19 de abril, assinala-se o Dia Mundial do Fígado, uma data dedicada a aumentar a consciência sobre a importância deste...

Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Hepatologia, estima-se que cerca de 1,3 milhões de portugueses sofrem de uma doença hepática. A hepatite C é uma das principais causas de mortalidade, com aproximadamente 180 mil novas infeções, enquanto a hepatite B regista cerca de 130 mil casos. Para além disso, mais de 1,3 milhões de pessoas abusam do álcool, aumentando significativamente o risco de desenvolver doença hepática alcoólica2.

Embora o consumo excessivo de álcool seja uma das principais causas de doenças hepáticas, como a cirrose, há outras patologias igualmente preocupantes. A esteatose hepática, conhecida como fígado gordo, tem vindo a ganhar relevância crescente e está frequentemente associada a um estilo de vida pouco saudável, incluindo a má alimentação, o sedentarismo, o excesso de peso, a dislipidémia e diabetes mal controlada. É alarmante notar que esta condição pode evoluir para cirrose mesmo na ausência de consumo de álcool. Para além disso, a exposição contínua a toxinas, como o álcool e a determinados medicamentos, pode sobrecarregar o fígado, comprometendo a sua capacidade de desintoxicação e aumentando o risco de doença hepática1. Outras causas importantes de disfunção hepática incluem as hepatites virais (A, B, C, D e E) – com particular destaque para os vírus B e C, devido ao seu impacto na saúde pública –, doenças autoimunes, doenças metabólicas e toxicidade hepática induzida por fármacos e outros químicos.

A prevenção é um fator essencial para a saúde hepática. Adotar um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico e evitar o consumo excessivo de álcool e de substâncias tóxicas para o fígado é essencial para prevenir doenças deste órgão. Além disso, a realização periódica de exames médicos, especialmente em grupos de risco, contribuem para a manutenção da saúde hepática.

Para auxiliar na recuperação dos efeitos de excessos alimentares, alcoólicos ou tabágicos, bem como no alívio da sensação de cansaço físico ou mental, o Guronsan® destaca-se como um aliado eficaz na desintoxicação do organismo. Com mais de 50 anos de existência, este desintoxicante combina três princípios ativos que atuam de forma sinérgica:

  • Vitamina C (Ácido Ascórbico): um antioxidante essencial que protege o organismo, auxilia no combate aos radicais livres e reforça o sistema imunitário. Em situações de "intoxicação"3,4, os níveis de vitamina C diminuem, pelo que a sua reposição pode acelerar a recuperação e reduzir a fadiga.
  • Glucuronamida: após a administração oral, transforma-se em ácido glucurónico, um composto presente naturalmente no fígado e fundamental para a eliminação de toxinas. A sua ação prolongada (até 5 horas)5 favorece a remoção de substâncias nocivas e tóxicas do organismo6.
  • Cafeína: numa dose equivalente a meio café expresso, estimula o sistema nervoso central, promovendo maior energia, concentração e estado de alerta7.

Guronsan® é um medicamento desintoxicante do organismo, não sujeito a receita médica, que se apresenta na forma de comprimidos efervescentes para serem administrados por via oral8. Este medicamento está indicado para o tratamento sintomático de astenias funcionais, intoxicações endógenas e exógenas (como tabagismo e etilismo), intolerâncias medicamentosas e anorexias. É importante notar que a dose diária máxima recomendada (2 comprimidos) contém 1140 mg de sódio, o que corresponde a 57% da ingestão diária máxima recomendada para um adulto. Deve ser tomado com precaução por indivíduos com restrição de sal na dieta. Para evitar possíveis insónias, recomenda-se a administração antes das 16 horas.

Ana Muche, gestora de marcas de Consumer Healthcare da Recordati, reforça a importância do Dia Mundial do Fígado e o compromisso do Guronsan®: "Há mais de 50 anos, Guronsan® tem sido um verdadeiro aliado na recuperação do organismo, ajudando a eliminar toxinas e a restaurar a energia. Sabemos que os excessos fazem parte da vida moderna, e o nosso compromisso é continuar a oferecer uma solução eficaz e acessível para os consumidores. O Dia Mundial do Fígado é um momento oportuno para reforçar a importância da prevenção e do cuidado com este órgão vital."

Neste Dia Mundial do Fígado, reflita sobre os seus hábitos e considere como pode proteger a sua saúde hepática. Muitas doenças hepáticas são evitáveis e a prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável e equilibrada.

Para mais informações sobre Guronsan® e suas indicações terapêuticas, consulte o folheto informativo ou visite os sites oficiais da Jaba Recordati:

Guronsan®: www.jaba-recordati.pt/pt/guronsan/guronsan

Saiba mais sobre a saúde do seu fígado: www.maisolhosnabarriga.pt/figado

1American Liver Foundation.

2Sociedade Portuguesa de Hepatologia

3University of Maryland medical Center (2015) Vitamin C (Ascorbic acid).

4Pehlivan, F. E. (2017) «Vitamin C: An Antioxidant Agent», em Vitamin C. InTech.

5RCM Guronsan®

6Guillemette, C. Pharmacogenomics of humam UDP-glucuronosyltransferase enzymes. The Pharmacogenomics Journal 2003;3;136-158.

7EUFIC (2007) European Food Information Council. Cafeína e Saúde.

8Folheto Informativo Guronsan®

 

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