Estudo analisou 12 subcategorias e 299 entidades de saúde do setor público e privado
Má qualidade do atendimento e problemas com a marcação de consultas e exames foram os principais motivos de reclamação...

Dois anos depois do início da pandemia de Covid-19, e às portas do Dia Mundial da Saúde - assinalado a 7 de abril -, o Portal da Queixa faz um raio-X ao setor da Saúde. A análise revela que, no primeiro trimestre de 2022, foram dirigidas às entidades de saúde públicas e privadas, mais de 1.400 reclamações. Má qualidade do atendimento e problemas com a marcação de consultas e exames são os principais motivos de reclamação registados pelos consumidores.

Entre o dia 01 de janeiro e 31 de março de 2022, chegaram ao Portal da Queixa 1.406 reclamações relacionadas com a área da Saúde, um crescimento de 6% face a igual período em 2021. A análise permitiu apurar que 12% do total das queixas do primeiro trimestre deste ano, está relacionado diretamente com a Covid-19. Aqui, os problemas apontados pelos utentes referem-se, sobretudo, à realização de exames, à entrega de resultados e ao acesso aos certificados digitais.

Segundo a análise efetuada ao setor da Saúde, entre janeiro e março deste ano, verificou-se que, entre os principais motivos de reclamação reportados pelos consumidores no Portal da Queixa estão a má qualidade do atendimento (49% das queixas); problemas com consultas e exames, nomeadamente dificuldades na marcação de consultas, na realização de exames e na entrega de resultados de exames (19%); questões contratuais relacionadas com cancelamento, renovações e rescisões de contratos (11%);  questões relacionadas com pagamentos, cobranças e reembolsos (8%); atraso, reembolso e problemas com encomendas de produtos de saúde (3%) e outros problemas, a gerar 10% do total de reclamações. 

No estudo, foram ainda identificadas as subcategorias do setor com maior número de reclamações. Os Grupos de Saúde Privados registaram um crescimento de 59% do número de queixas. Em 2021, no período em análise, totalizavam 14% das reclamações dirigidas ao setor da Saúde e, em 2022, as queixas sobem para 21%.

Por seu turno, as entidades de saúde da Administração Pública registaram, no primeiro trimestre deste ano, uma ligeira descida, de 23% em 2021, para 21% em 2022.

Hospitais e Maternidades também assistem a um aumento do número de reclamações, com uma fatia de 20% das queixas deste ano, face aos 14% em 2021.

Nos Planos de Saúde, verifica-se um decréscimo, a somar 11% das queixas em 2022, número que representava 19% em 2021.

Já na subcategoria Laboratórios e Análises Clínicas, evidencia-se outro aumento significativo da insatisfação dos utentes/consumidores, a gerar 9% das queixas em 2022, número que em 2021 representava apenas 3%.

De referir que, para este estudo, foram analisadas 12 subcategorias e 299 entidades de saúde do setor público e privado.

 

Parceria entre a Fundação “la Caixa”, o BPI, a Nova SBE e o Health Cluster Portugal
A Fundação “la Caixa”, o BPI e a Nova SBE, em parceria com o Health Cluster Portugal, lançaram recentemente o livro “Inovação...

O futuro dos cuidados de saúde está intrinsecamente ligado à inovação que se desenvolve no sector. Os autores do livro “Inovação em Saúde por quem a pratica” consideram que nesta frente há oportunidades que ficam por explorar e, paradoxalmente, muitas descobertas nunca chegam a fazer parte da nossa vida. Algo falha, em Portugal, na passagem da descoberta para a inovação que depois está disponível para a sociedade.

Resultante da parceria entre o Health Cluster Portugal e a academia, o livro a ser agora lançado tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento de uma cultura nacional de inovação nas múltiplas áreas da saúde - uma inovação idealizada e produzida em Portugal em detrimento da importada de outros países, que era apanágio há anos atrás.

Para a concretização desta obra, o Health Cluster Portugal disponibilizou de forma aberta a experiência das organizações que o constituem, enquanto que a equipa de autores entrevistou os protagonistas atuais em organizações, públicas e privadas e de áreas diversas, e analisou cientificamente as narrativas partilhadas com resultados encorajadores para todos os que pretendem inovar em Saúde em Portugal.

Para além de dar a conhecer o que leva ao sucesso na inovação em saúde, permitindo  ter mais inovação acessível para melhorar as nossas vidas, este livro exemplifica, com base no que é a atividade e o pensamento de quem pratica hoje inovação na saúde, em Portugal, como nutrir um espírito inovador e como aplicar e fortalecer novas ideias e transformá-las em ações ou produtos valiosos para a sociedade no mundo real.

Das múltiplas experiências partilhadas identificam-se padrões que permitem compreender não só os sucessos conseguidos, mas também as razões dos insucessos ocorridos, uma vez que conhecer a experiência de outros permitirá a cada leitor preparar melhor as suas próprias iniciativas, agora com uma perspetiva mais global do terreno que pisa.    

O livro “Inovação em Saúde por quem a pratica” poderá ser uma fonte privilegiada para gestores e profissionais de saúde, nas suas múltiplas áreas de intervenção, poderem identificar ideias, desenvolver novos planos de negócio e introduzir inovações no mercado e na sociedade,  assim como para entrarem em novos mercados e perceberem a diferença entre uma boa descoberta e uma real oportunidade de inovação.

O livro “Inovação em Saúde por quem a pratica”, editado pela Almedina, poderá ser adquirido as livrarias Almedina e na FNAC.

 

Candidaturas decorrem entre 07 de abril e 20 de maio
Abril marca a abertura do período de candidaturas ao Prémio MSD | Maria José Nogueira Pinto, que se prolonga até ao dia 20 de...

À semelhança das edições anteriores, os projetos inscritos vão ser analisados de acordo com o seu contributo para diminuir as fragilidades sociais da comunidade onde se inserem. Neste sentido, será atribuído um valor de 10.000€ ao projeto que melhor corresponder a este conceito, estando prevista, ainda, a distinção de três menções honrosas, no valor monetário de 1.000€.

A seleção do grande vencedor é da responsabilidade de um júri presidido pela Dr.ª Maria de Belém Roseira e constituído por mais cinco elementos de reconhecido mérito, idoneidade e reputação, nomeadamente, o Eng.º Miguel Anacoreta Correia, a Dr.ª Clara Carneiro, a Dr.ª Isabel Saraiva, o Prof. Dr. Jaime Nogueira Pinto e a Dr.ª Nídia Afonso, em representação da MSD.

Desde a sua primeira edição, em 2012, o Prémio MSD | Maria José Nogueira Pinto já angariou mais de 800 candidaturas e distinguiu 40 projetos nas mais diversas áreas de intervenção social a nível nacional. O grande prémio da edição anterior foi entregue ao Centro de Apoio à Saúde Oral – C.A.S.O., que visa contribuir para a melhoria da saúde oral e bem-estar das pessoas em condição socioeconómica mais vulnerável, concretizando-se ao nível da intervenção médico-dentária e do acompanhamento psicossocial, com vista à reintegração social e profissional de pessoas que apresentam fragilidades, agravadas com a pandemia.

Ao longo dos últimos 10 anos, a MSD Portugal tem promovido o progresso social ao reconhecer e apoiar projetos de inovação nesta área.

Para consultar o regulamento do Prémio e a ficha de candidatura, visite o site.  

 

“Sonhos, Dor e Tanto pela Frente”, um livro de histórias reais de crianças e adolescentes
Depois de 3 reportagens sobre doenças “não Covid”, durante a pandemia, a jornalista e autora sentiu necessidade de continuar a...

Com pós-prefácio do Cardiologista e Professor João Morais e prefácio do piloto de Motociclismo Miguel Oliveira, o livro “Sonhos, Dor e Tanto pela Frente”, conta a história de sete jovens com diferentes patologias, num testemunho real e sensível de quem passou por intervenções cirúrgicas complexas e internamentos prolongados, enquanto o país tentava combater a Covid-19. Histórias de resiliência de crianças e jovens que lutam sem baixar os braços com o apoio da resposta hospitalar para cada um dos casos. 

Keven de 16 anos sofre de escoliose, Leonor de 13 anos de distúrbios alimentares, Rafael, de 15 anos nasceu com uma deformação no coração que o impede de correr, Lívia de 16 anos nasceu com espinha bífida, Lara, influencer e Tik Toker, aguarda o segundo transplante de coração,  Luiz, o mais pequeno do grupo, nasceu roxo, com falta de oxigénio já foi submetido a várias cirurgias  e Catarina, uma jovem adulta – a mais velha do grupo – enfermeira de profissão foi internada com uma meningite viral.

Para a jornalista e autora, Paula Castanho, estes testemunhos mostram, “A resiliência destes jovens que têm permanentemente a vida suspensa, o amor incondicional dos pais e a força inesgotável dos profissionais de saúde, mostram-nos que há esperança, por muitos que sejam os desafios. Estas compilações de histórias reais em forma de livro mostram que os sonhos sobrepõem-se à dor e que há tanto caminho pela frente. São pequenas, grandes histórias que nos fazem pensar no sentido da vida”.

Já para Paula Pereira da Silva, Product Manager da Jaba Recordati, “Quando nos apresentaram este projeto sentimos que tínhamos de o apoiar. É um projeto que enaltece o papel do médico e dos avanços da medicina que permite sonhar quem sofre de uma doença. Tal como na nossa essência, pretendemos disponibilizar alternativas terapêuticas, nomeadamente na área cardiovascular, que permitam dar ao médico opções para que os seus doentes vivam mais e melhor e, acima de tudo, possam sonhar!”

Com ilustrações de uma das jovens cujo testemunho aparece no livro, Leonor (Nô). A Nô continua a tentar descobrir porque sofre de anorexia, a sua criatividade não tem limites.

O livro, “Sonhos, Dor e Tanto pela Frente”, da Dinalivro, tem evento de pré-lançamento marcado para o próximo dia 22 de abril, às 17h30, no Hotel Memmo Príncipe Real, em Lisboa.

SPPSM volta a distinguir trabalhos jornalísticos
A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) lança a 2ª edição do Prémio de Jornalismo em Psiquiatria e Saúde...

O Prémio de Jornalismo em Psiquiatria e Saúde Mental distinguirá as três melhores peças jornalísticas na área da Saúde Mental que, entre 1 de dezembro de 2020 e 30 de setembro de 2022, tenham sido publicadas nos vários meios de comunicação: imprensa, televisão, rádio ou online.

Podem concorrer todos os jornalistas, com carteira profissional válida, residentes em Portugal continental e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, cuja peça jornalística tenha sido publicada ou disseminada num meio de comunicação.

 “A relevância do tema, aliada à enorme recetividade que tivemos por parte dos jornalistas na 1ª edição encorajou-nos a continuar a distinguir aqueles que não deixam esquecer um tema tão importante para a sociedade. A doença mental ainda sofre de um enorme estigma e discriminação que devem ser combatidos para mais facilmente se intervir junto dos doentes que precisam da nossa ajuda”, disse Maria João Heitor, presidente da SPPSM.

As candidaturas deverão ser apresentadas até 7 de outubro e avaliadas pelo júri nos 60 dias posteriores.

O Prémio de Jornalismo em Psiquiatria e Saúde Mental terá um valor total de 4.500€, prevendo três distinções: 1º Prémio: 2.000€, 2º Prémio: 1.500€ e 3º Prémio: 1.000€.

As candidaturas poderão ser submetidas no site da SPPSM a partir de hoje até 30 de setembro de 2022.

 

Opinião
O dia mundial da saúde, 7 de abril, foi criado pela OMS em 1948 aquando da primeira assembleia.

Não faz sentido falar sobre o médico de família sem antes fazer um breve resumo da história da Medicina Geral e Familiar em Portugal.

A história da Medicina Geral e Familiar em Portugal é recente, embora já com bastantes reformas, sempre com uma perspetiva de melhoria dos cuidados primários de saúde. Toda esta evolução firmou a Medicina Geral e Familiar como um pilar central do Serviço Nacional de Saúde.

Em 1960 dão-se os primeiros passos com a criação dos Serviços Médico Sociais das Caixas de Previdência, que se destinavam apenas a uma pequena percentagem da população.

Em 1971, foi criado um diploma que confere o direito à saúde a todos os cidadãos, surgindo os primeiros Centros de Saúde em quase todos os concelhos do país. Este Centros de Saúde tinham cuidados de saúde materno-infantil, onde trabalhavam ginecologistas, pediatras e médicos indiferenciados.

O Sistema Nacional de Saúde nasce em 1979 e há consenso da importância de formar médicos generalistas com formação específica, fazendo uma rutura com o médico “clínico geral” indiferenciado do passado.

É em 1981 que se inicia o internato da especialidade de Clínica Geral, sendo posteriormente regulamentada a carreira médica de Clínica Geral e surge o colégio da especialidade na Ordem dos Médicos e os institutos de Clínica Geral Em 1990, a especialidade de Medicina Geral e Familiar é reconhecida.

Desde então tem havido uma reestruturação dos Centros de Saúde com equipas multiprofissionais e atualmente a trabalharem em agrupamentos.

Assim, o percurso da MGF em Portugal, tem cerca de 40 anos. Assistimos a uma evolução francamente positiva, com a aceitação e afirmação desta especialidade interpares e também na população.

Mas qual a importância do médico de família? Em que se distingue das demais especialidades?

A Medicina Geral e Familiar é o primeiro e essencial recurso na prestação de cuidados de saúde.

O médico de família deve ser o primeiro contacto do doente com o sistema de saúde, quer seja público quer seja privado. O médico de família deve promover a comunicação com os diferentes níveis de cuidados tendo um papel importante na gestão das várias especialidades médicas que cada doente necessita. O acesso ao médico de família deve ser aberto e ilimitado a barreiras geográficas, culturais, financeiras.

O médico de família é responsável por cuidados globais, continuados, orientados para as necessidades individuais de quem os procura,

O médico de família trata de todos os seres independentemente do sexo, idade, etnia, contexto socioeconómico, desde que nascem até à sua morte, aliás antes do seu nascimento pelos cuidados maternos e para além da sua morte pelos cuidados a quem fica.

O médico de família atua nas várias fases da vida promovendo a saúde, prevenindo a doença, prestando cuidados curativos e paliativos, atua diretamente ou por forma a organizar e rentabilizar todos os recursos existentes para beneficiar o seu doente. Cada vez mais vivemos a promoção da saúde, fortificando estilos de vida saudáveis, e neste pilar o médico de família tem um papel fundamental, no contacto com grande percentagem da população.

Assim, o médico de família é o médico da pessoa, é um gestor da saúde do seu doente. A sua abordagem é centrada na pessoa, integrando-a na sua família e contexto social e na sua comunidade. Neste papel de gestor deve ter uma atitude protetora e crítica para que aos seus doentes sejam aplicados os exames complementares de diagnósticos, os rastreios e os tratamentos que realmente são eficazes e necessários, sem prejuízo maior e sem hipermedicalização ou tratamentos desnecessários.

O médico de família é o médico que mais conhece da saúde de cada doente, com uma visão global desse ser.

A consulta do médico de família é um processo único que se constrói ao longo de uma vida, onde uma história vai sendo acrescentada a cada consulta, sem prazo de validade. Este momento tão próprio é possível através de uma boa comunicação, disponibilidade, tempo e dedicação.

Cada consulta pode ter vários motivos de consulta e com o envelhecimento da população cada vez mais as consultas são caracterizadas por pluripatologias.

As consultas devem ser periódicas, regulares e programadas.

No entanto, em situações agudas ou de urgência, também têm lugar consultas não programadas / do dia/ de urgência.

Relativamente ao universo dos problemas de saúde tratados pelo médico de família, têm uma abrangência nas várias esferas - psicológica, física, social, cultural e existencial. O médico de família começa a estudar e a dar os primeiros passos nas doenças dos seus doentes, pelo que muitas vezes as queixas iniciais são pouco específicas. Assim é frequente encontrar situações clínicas mais graves e complexas a serem acompanhadas em meio hospitalar (após referenciação do médico de família) do que nos centros de saúde, que têm uma incidência mais baixa de doenças mais graves. Perante sinais e sintomas iniciais e inespecíficos o objetivo do médico de família é realizar diagnósticos precoces.

Ser médico continua a ser uma profissão prestigiante, mas hoje os doentes cada vez têm mais literacia e cada vez mais interrogam a ação do médico e não tomam tudo como verdade.

O grande desafio do médico de família é ter a capacidade de partilhar a responsabilidade com o seu doente, pelo cuidado e tomada de decisões proactivas para a sua saúde. É importante dar autonomia aos doentes com informações precisas, corretas, para que possam tomar boas decisões para a sua saúde.

Têm sido realizados vários estudos e inquéritos para perceber aos olhos da população como deve ser um bom médico. Têm-se identificado que os bons médicos além de serem competentes e com sapiência, devem ser bons comunicadores, serem claros nas suas explicações, terem disponibilidade, terem tempo, serem dedicados, serem interessados, serem empáticos, terem compaixão pelos seus doentes, respeitosos e verdadeiros seres humanos.

É interessante que passados mais de 20 anos de me formar em medicina o tema da humanização da medicina não deixa de ser sempre atual. Somos seres humanos a tratar de seres humanos e não podemos fazermo-nos substituir pela tecnologia. O nosso grande foco como médicos de família é e continuará a ser o nosso doente e fazermos sempre o melhor para a sua qualidade de vida e saúde.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo “Integração de Nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde” revela falta de profissionais no SNS
No Dia Mundial da Saúde, que hoje se assinala, a Ordem dos Nutricionistas apresentou o estudo “Integração de Nutricionistas no...

O estudo da autoria do Observatório da Profissão da Ordem dos Nutricionistas, realizado entre 1 de agosto e 25 de março, auferiu que, nos cuidados de saúde hospitalares, em Portugal, há um nutricionista por 89 camas, ao passo que o rácio proposto é de 50 camas para cada nutricionista.

Já nos cuidados de saúde primários, há um nutricionista para cerca de 100 mil utentes, sendo o rácio defendido pela Ordem dos Nutricionistas de 12 mil utentes por cada profissional. Alexandra Bento, bastonária, salienta que “mesmo com a inclusão de mais profissionais no âmbito do concurso iniciado em 2018, estima-se um rácio de cerca de 90 mil utentes por nutricionista, o que é claramente desajustado, não garantindo o acesso dos portugueses aos cuidados de nutrição”.

A bastonária recorda que a OMS estima que mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, se devem a causas evitáveis, como é o caso dos maus hábitos alimentares, pelo que a Ordem dos Nutricionistas reforça que é urgente olhar para a nutrição como uma garantia de prevenção de doença e promoção de saúde.

“Hoje, mais do que nunca, a Ordem dos Nutricionistas relembra que urge olhar para a nutrição como uma garantia de uma população portuguesa mais saudável, consequência de uma estratégia focada na prevenção e no tratamento da doença, ao reforçar a presença de nutricionistas no SNS”, concluiu Alexandra Bento.

O estudo foi apresentado no evento “Our Planet, Our Health”, iniciativa promovida pela Ordem dos Nutricionistas, que foi integrada no tema definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Saúde de 2022, contando com a preleção da Deputada ao Parlamento Europeu, Sara Cerdas, onde foi enfatizado que são necessárias ações urgentes para manter os seres humanos e o planeta saudáveis, promovendo a criação de sociedades focadas no bem-estar.

 

 

 

 

 

 

Médico Gastrenterologista no Centro Hospitalar Universitário de S. João e investigador do CINTESIS
O Professor Doutor Fernando Magro foi eleito para o Governing Board da European Crohn and Colitis Organization (ECCO).

Esta eleição decorreu durante a Reunião Anual que o Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) está a realizar, em Cascais, com a presença de diversos especialistas nacionais e internacionais.

O Professor Fernando Magro é Farmacologista, Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde atualmente é Professor Associado Convidado, é Médico Gastrenterologista no Centro Hospitalar Universitário de S. João e, investigador integrado do CINTESIS, no grupo Charter – Desafios e Estratégia em Investigação em Saúde.

É fundador e membro honorário do Grupo de Estudos em Doença Inflamatória Intestinal (GEDII), membro da Organização Internacional para o Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (IOIBD) e Editor Associado do “United European Gastroenterology Journal” (UEG Journal). Como investigador, o seu foco está na gestão, tratamento e prognóstico da Doença Inflamatória Intestinal.

 

 

Estima-se que 4 400 casos de cancro tenham ficado por identificar
A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, revela que entre 2020 e 2021 foram realizados menos 150 mil rastreios do...

Susana Santos, Coordenadora de Saúde da DECO PROTESTE afirma que “o acesso a cuidados de saúde é um dos direitos fundamentais dos consumidores, pelo que se torna relevante salientar o impacto da pandemia na deteção de patologias que têm uma enorme incidência em território nacional. Estes rastreios têm demonstrado uma redução de mortalidade de aproximadamente 30% no caso do cancro da mama, 20% no do cancro colorretal e 80% no do colo do útero. Daí ser tão importante sensibilizar os utentes para que haja um regresso tão célere quanto possível às rotinas de rastreio, promovendo o diagnóstico precoce.”

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) indica que, para além da redução evidente do número de rastreios de cancro da mama, cancro do colo do útero e cancro do colón e reto, a diminuição da capacidade assistencial dos cuidados primários de saúde, face à necessidade de resposta à pandemia causada pela Covid-19 terá também contribuído para um menor número de diagnósticos.

Entre 2020 e 2021 houve menos 18% de mulheres com mamografia efetuada, no máximo, há dois anos; menos 14% de mulheres com citologia cervical atualizada; e menos 3% de utentes inscritos no Serviço Nacional de Saúde com análises de sangue oculto nas fezes. Estes exames são usados, respetivamente, no rastreio de neoplasias malignas da mama, do colo do útero e do cólon e reto. A diminuição traduz-se em deteções mais tardias, que podem tornar os tratamentos mais difíceis e aumentar a mortalidade. Os serviços estão paulatinamente a caminhar para os números pré-pandemia, mas não se pode ficar por aqui, já que é preciso rastrear todo os utentes que ficaram para trás. É urgente que a atuação e resposta do SNS seja célere e o mais ágil possível.

A título de exemplo, neste período, os rastreios de cancro da mama estiveram suspensos durante três a seis meses. Contudo, em 2021, registaram-se mais 14 mil mamografias do que em 2019 – um pequeno sinal de recuperação que está ainda longe do que seria necessário.

Susana Santos explica que “a participação no rastreio está dependente de uma rede de cuidados de saúde primários. A Liga Portuguesa Contra o Cancro já manifestou a urgência de dotar esta resposta de mais recursos que possibilitem recuperar os atrasos provocados pela pandemia.”

O Cancro da mama, do colo do útero e do cólon e reto são os rastreios previstos no Programa Nacional de Doenças Oncológicas. Feito o exame, todos os casos positivos devem ter acesso à consulta hospitalar, aos exames de diagnóstico e ao tratamento adequado. Reúnem estas condições os três rastreios recomendados em Portugal: cancro da mama, do colo do útero e colorretal. Estão indicados para a população geral, a partir de certa idade. Se, fora dos intervalos aconselhados, houver sintomas ou fatores de risco, como casos de doença na família, o médico dará orientações sobre a vigilância a efetuar.

Rastreio do cancro do colo do útero

Está indicado para mulheres entre os 25 e os 60 anos. Não entram no rastreio as que já têm cancro do colo do útero diagnosticado ou aquelas a quem já tenha sido removido este órgão. O exame também não é recomendado para quem apresente sintomas de doenças ginecológicas, enquanto os mesmos durarem.

Teste de Papanicolau e determinação do HPV

O rastreio do cancro do colo do útero é feito através de citologia cervical – também conhecida por teste de Papanicolau e teste de HPV-DNA – a cada cinco anos. O teste primário consiste na pesquisa de variantes, os chamados serótipos, do vírus do papiloma humano (VPH ou HPV, na sigla inglesa), associadas a alterações celulares que favorecem o cancro. Se a pesquisa for positiva para os serótipos 16 e 18, a mulher será encaminhada para a consulta especializada (patologia cervical). Se forem detetados outros serótipos, deve ser realizada nova citologia. As utentes com teste negativo, mas que tenham tido um anterior positivo, devem repetir passado um ano. Nos restantes casos, recomenda-se novo exame após cinco anos.

Em 2021, de acordo com o Portal da Transparência do SNS, houve menos 166 398 mulheres com rastreio atualizado do que em 2019, o que significa uma diminuição de 14 por cento. De acordo com o Movimento Mais Saúde, terão ficado por diagnosticar 399 cancros do colo do útero.

Rastreio do cancro do cólon e reto

Destina-se a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos. Estão excluídos do programa de rastreio os utentes a quem foi diagnosticado cancro do cólon e reto, doença inflamatória intestinal ou síndromes hereditárias relacionadas com o cancro do cólon e reto. Também não deverá fazer o exame quem tem queixas gastrointestinais, nomeadamente, alterações significativas do trânsito gastrointestinal nos últimos seis meses, ou hemorragia digestiva. Caso tenha feito uma colonoscopia nos últimos dez anos, ou uma retossigmoidoscopia (semelhante à colonoscopia, mas apenas para a parte final do intestino), nos últimos cinco anos, com resultados normais, também está dispensado do rastreio.

Pesquisa de sangue oculto nas fezes

O rastreio é feito através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, a cada dois anos. Se o resultado for positivo, o utente deve realizar uma colonoscopia − um tubo munido de câmara permite visualizar o intestino e, se necessário, retirar pequenas porções para análise.

A redução dos serviços durante a pandemia teve, obviamente, impacto no rastreio desta neoplasia maligna. No fim de 2020, havia menos 116 276 utentes com rastreio atualizado do cancro colorretal do que em 2019, o que significa uma redução de 7 por cento. Em 2021, o número de rastreios aumentou, mas, ainda assim ficaram 3% aquém

de 2019. De acordo com o Movimento Mais Saúde, terão ficado por diagnosticar 2155 cancros colorretais.

Rastreio do cancro da mama

Destina-se a mulheres entre os 50 e os 69 anos. Ficam de fora as que já tenham um diagnóstico de cancro da mama ou tenham feito uma mastectomia (extração da mama por cirurgia), as que tenham feito uma mamografia nos últimos dois anos com resultado normal e as que tenham próteses mamárias. Se houver uma inflamação na zona da mama, a mulher também não deve ser submetida ao exame.

Mamografia: em que consiste e como é avaliada?

O rastreio é feito através de mamografia realizada a cada dois anos. Os resultados são apresentados de acordo com um protocolo internacional de avaliação de mamografia, o chamado BI-RADS (do inglês Breast Imaging Reporting and Database System Score). Se a mamografia for classificada como BI-RADS 1 e 2, não apresenta qualquer alteração ou as alterações são benignas e apenas terá de fazer novo exame após dois anos. Caso haja algum sinal suspeito (BI-RADS 3), a mulher é encaminhada para uma consulta de aferição dos resultados. Se a mamografia for classificada como BI-RADS 4 e 5, segue-se a consulta especializada (patologia mamária), uma vez que há uma alteração suspeita de ser cancerígena (ou maligna

Os dados do Portal da Transparência do SNS indicam que, em 2021, havia menos 116 276 mulheres com a mamografia em dia, em comparação com 2019. Este valor significa uma redução de 18% de mulheres rastreadas para o cancro da mama. Esta diminuição refletiu-se certamente nos diagnósticos do cancro da mama: neste período, terão ficado 1868 por detetar, de acordo com o Movimento Mais Saúde.

Parceria inovadora promove retoma de rotinas de saúde
A Lusíadas Saúde anuncia uma parceria de mobilidade com a Uber para facilitar o acesso de todos os portugueses à realização de...

No âmbito da parceria, a Lusíadas Saúde e a Uber lançam uma campanha que consiste na atribuição de um voucher de desconto, válido para o dia da consulta, num itinerário que tenha como origem ou destino uma das unidades do Grupo Lusíadas que integram o Cluster Norte. O desconto, que poderá ascender até ao montante máximo de 50% da viagem, é enviado por SMS 48 horas antes da consulta, juntamente com a confirmação do ato clínico.

Além de representar uma aproximação inovadora entre os setores dos transportes e da saúde no mercado nacional, esta parceria é relevante não só por abranger todos os clientes das unidades já identificadas e todas as áreas de especialidade, como também por dar resposta aos interesses e às necessidades da população, a qual retoma, nesta altura, as suas rotinas de saúde após a conjuntura pandémica que obrigou ao adiamento de consultas e exames.

“As nossas unidades de saúde do Norte estão inseridas em grandes polos urbanos e em zonas geográficas de muita afluência, pelo que facilitar o acesso é fundamental para melhorar a experiência de todas as pessoas que procuram a nossa prestação de cuidados. Esta parceria com a Uber oferece uma alternativa de transporte ao carro próprio e mostra o nosso compromisso com a recuperação da retoma da atividade clínica pós-pandemia”, explica Joana Menezes, CEO do Hospital Lusíadas Porto.

“A Uber tem como objetivo oferecer viagens seguras, fiáveis e económicas a quem mais precise para as suas deslocações. Parcerias como esta reforçam o nosso compromisso para ajudar as pessoas a deslocarem-se nas nossas cidades em conforto e com o menor impacto ambiental possível”, afirma Manuel Pina, Diretor Geral da Uber em Portugal.

 

Cuidar da Atrofia Muscular Espinhal (AME) em Sociedade
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) e a Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares (SPEDNM)...

“Cuidar em Sociedade na AME” é o título do evento, onde serão apresentados publicamente pela primeira vez dois estudos sobre a Atrofia Muscular Espinhal em Portugal.

Um dos estudos analisa o impacto social e económico da AME em Portugal, enquanto o outro traça um retrato de como é viver com a doença, através de um acompanhamento feito a vários doentes e famílias.

O caminho da AME em Portugal, o papel do doente nas decisões em saúde e o panorama das acessibilidades são os três grandes temas a abordar na conferência da APN e da SPEDNM, que conta com o apoio da Roche.

A sessão vai ser também transmitida em direto através do Youtube da APN, do site da SPEDNM e também do site e Facebook da Roche Portugal.

 

 

 

8 de abril
Entre os dias 7 e 8 de abril realizam-se as 26as Jornadas Nacionais Patient Care, no Centro de Congressos de Lisboa e online,...

O simpósio promovido pela Bayer sobre a doença arterial coronária e periférica tem a participação de Pedro Monteiro, médico cardiologista, professor e investigador no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Durante a sessão vai ser abordado o facto de os doentes coronários e vasculares sob terapêutica convencional, apresentarem frequentemente um risco residual elevado que leva a numerosos eventos cardiovasculares. No entanto, o estudo Compass demonstrou que nestes doentes uma terapêutica antitrombótica combinada reduz significativamente este risco.

Neste contexto, urge a necessidade de identificar os doentes coronários e vasculares periféricos de risco elevado e otimizar a sua terapêutica, quer em termos de fatores de risco, quer com o uso sistemático de terapêutica antitrombótica combinada de proteção vascular.

“As doenças cardiovasculares continuam a ser das patologias que mais causam impacto para a saúde pública, sendo a doença arterial coronária muitas vezes negligenciada pelo facto de os sintomas que provoca serem confundidos com cansaço ou como resultado de alguma atividade diária que exigiu esforço. Por outro lado, a doença arterial periférica já tem alguns sinais, nomeadamente o cansaço e fadiga extrema nas penas, de que algo pode não estar bem. Neste sentido, é fundamental falarmos e compreendermos estas patologias para que o diagnóstico e por consequência os tratamentos sejam cada vez mais os adequados”, refere Pedro Monteiro.

 

11 de abril
Quando um bebé nasce os primeiros meses são de grande aprendizagem e desafios para todos os pais. Por isso, é normal que...

“Mas o meu bebé está a chorar porquê?”, “Terá cólicas? Fome? Dores?” são algumas das questões mais colocadas pelos pais no pós-parto. A enfermeira Sónia Patrício, mestre e especialista em Saúde Infantil e Pediatria, ajudará a responder a todas as dúvidas das futuras papás. Da fome ao sono, passando pelas cólicas, será a primeira parte desta sessão, onde a oradora irá abordar as várias situações que podem levar o futuro recém-nascido às lágrimas. Ainda neste tópico, vão ser abordadas formas para os pais interpretarem e perceberem o porquê de o bebé estar a chorar.

Na segunda parte, a Masterclass irá focar-se noutro tema importante - "Porquê guardar as células do cordão umbilical?”. Aqui, Marília Brás, especialista da BebéCord, irá esclarecer as futuras mães sobre todas as dúvidas sobre a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical e a importância de as guardar. Assim, serão respondidas algumas questões sobre se “O tratamento com células estaminais do cordão umbilical é eficaz em que doenças?” ou “Em que momento posso fazer a recolha?''.

No final da Masterclass, haverá ainda uma oferta especial para todas as participantes. 

A inscrição é feita através deste link - https://cutt.ly/MC-11-04-I

 

GEDII realiza Reunião Anual em Cascais
Durante o 68.º workshop educacional da European Crohn and Colitis Organization (ECCO), um dos casos clínicos, subordinado ao...

“As manifestações extraintestinais são comuns em doentes com DII e podem ter impacto na qualidade de vida dos doentes. Há necessidade de uma abordagem multidisciplinar que inclua outros especialistas, tais como reumatologistas, dermatologistas, oftalmologistas, entre outras”, explicou.

Além disso, Shaji Sebastian revelou que a presença de manifestações extraintestinais pode ter relevância para a escolha da terapia para a doença inflamatória intestinal.

Shaji Sebastian afirmou que esta reunião anual é muito importante, pois permite interagir com colegas, com vista a promover as orientações e comités da ECCO.

O Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) está a realizar a sua reunião anual até sexta-feira, em formato presencial, no Hotel Miragem, em Cascais, com a presença de diversos especialistas nacionais e internacionais.

 

Cerimónia Comemorativa dos seus 40 anos de existência decorre dia 8 de abril
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), organiza no próximo dia 8 de abril (14h00), na Reitoria da...

Fundada em 1981, no 4.º Cartório Notarial do Porto, por Maria Fernanda Sarmento Afonso Dias Almeida Taborda, Manuel Luís Gomes Ferreira da Silva, Jorge Manuel Trigo de Almeida SimõesRaul de Jesus Moreno RodriguesEduardo Manuel Camelo de Sá Ferreira, Rui António de Sá Ribeiro Pinto, António Manuel Neto Parra, José António de Meneses Correia, Maria Isabel Beltran Geralde e Margarida Brito Teles de Freitas Trindade, a Associação visava “a salvaguarda dos interesses profissionais e a promoção social e deontológica dos seus sócios”.

Desde então a APAH “tem assumido um papel relevante na construção e consolidação do Sistema de Saúde, a par com o desenvolvimento e reconhecimento dos administradores hospitalares, contribuindo para a melhoria do seu desempenho, garantindo a qualidade e excelência dos resultados em saúde em Portugal”, in Diploma Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro do Ministério da Saúde (abril 2019).

Ao longo das últimas 4 décadas, são várias as gerações de homens e mulheres que contribuíram para a construção de melhores e mais eficientes serviços de saúde em Portugal, por esse motivo a APAH aproveita esta Cerimónia Comemorativa para distinguir com o título de Sócio de Mérito os seus associados: Ana Escoval, Artur Morais Vaz, Delfim Rodrigues, Francisco Ramos, Maria Helena Reis Marques, Paula de Sousa, Pedro Lopes e Rui Moutinho.

O programa da cerimónia está disponível em www.apah.pt e pode ser assistida presencialmente (mediante inscrição prévia) ou remotamente via Canal APAH no Youtube ou Facebook.

 

Autoridades de saúde vão continuar a monitorizar os dados
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluíram que ainda...

No entanto, ambas as agências concordam que uma quarta dose (ou segundo reforço) pode ser administrada a adultos com 80 ou mais anos, após a avaliação dos dados sobre um maior risco de COVID-19 grave nessa faixa etária, considerando a proteção fornecida por uma quarta dose.

O ECDC e a EMA, observaram também, que atualmente não existem evidências de que na União Europeia (UE) a proteção da vacina contra doenças graves, esteja a diminuir substancialmente em adultos com idades entre 60 e 79 anos e com sistema imunológico normal, logo, não há evidências claras para apoiar o uso imediato de uma quarta dose.

As autoridades de saúde vão continuar a monitorizar os dados, de forma a determinar se existe um risco crescente de doença grave entre os vacinados. Se a situação epidemiológica atual mudar e surgirem novos sinais, pode ser necessário considerar uma quarta dose nesta faixa etária. Neste sentido, as autoridades nacionais também vão avaliar os dados locais, de forma a decidirem pela utilização de uma quarta dose nas pessoas com maior risco.

Por outro lado, sublinham ainda que para os adultos com menos de 60 anos de idade com sistema imunitário normal, atualmente não há evidências conclusivas de que a proteção da vacina contra doenças graves esteja a diminuir, ou que exista necessidade de uma quarta dose.

 

 

Disponível nas redes sociais e site do Centro hospitalar
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) assinala o Dia Mundial da Saúde com o lançamento do “Manual de Apoio para...

Este Manual resulta de um projeto do Grupo “Literacia para a Segurança dos Cuidados de Saúde de Enfermagem” do CHUC que, considerando o contexto migratório atual em toda a Europa, concebeu o projeto “Promoção da Literacia em Saúde dos Migrantes Ucranianos (recém-chegados)”, cujos objectivos consistem em facilitar o acesso destes cidadãos ao sistema de saúde e promover a literacia em saúde, contribuindo, assim, para uma melhor integração no nosso País.

O projeto conta com a colaboração de um conjunto de serviços do CHUC tais como, o Serviço Social, o Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa e o Voluntariado, com especial relevância para um conjunto de profissionais do CHUC, de nacionalidade ucraniana, que imediatamente se voluntariaram para mediar a comunicação entre os profissionais de saúde e os cidadãos ucranianos, sempre que essa necessidade se venha a verificar.

Tendo por base a definição da Organização Mundial da Saúde, a “saúde não se refere apenas à ausência de doença, mas sim a um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Também este projeto pretende ir mais além na sua abrangência e envolver outras áreas da comunidade e estabelecer parcerias com instituições tais como a Segurança Social, os Cuidados de Saúde Primários, o Setor Social e as Autarquias, com o objetivo de, em conjunto, podermos cooperar para uma integração mais inclusiva destes cidadãos.

O “Manual de Apoio para Migrantes _ Acessos a Cuidados de Saúde” encontra-se disponível nas redes sociais do CHUC (https://www.facebook.com/chuc.oficial/)e no site em : https://www.chuc.min-saude.pt/paginas/informacoes/ao-cidadao-utente/apoio-a-migrantes.php.

 

A Medicina Interna Comemora o Dia Mundial Da Saúde 2022
O Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril, foi escolhido em 1948, pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

A emergência climática tem sido lembrada, repetidamente, pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, como fez recentemente, no final de 2021, na Conferência do Clima sobre Alterações Climáticas – COP26. Para além das óbvias implicações que o clima tem na nossa saúde, nos últimos anos têm-se levantado diversas questões sobre o total impacto que as alterações ambientais têm sobre a saúde humana.

Para o sucesso deste mote, e para dar resposta aos desafios que vão surgido, é imprescindível continuar a desenvolver um outro vetor fundamental, a literacia em saúde. Para além da informação, compreende competências cognitivas e sociais e a capacidade dos indivíduos para ganharem acesso a compreenderem e a usarem informação de formas que promovam e mantenham boa saúde (OMS, 1998). Segundo dados da Direção Geral da Saúde, publicados no seu sítio eletrónico em novembro de 2021, Portugal está entre os países com melhor nível de literacia em saúde, onde 65% da população terá um nível suficiente. No entanto, parece-nos, ainda assim, necessário manter um trabalho contínuo dos médicos na promoção da literacia, face à proliferação de acesso a plataformas de divulgação de informação e ao surgimento de tudólogos, tornando-se imperioso que sejam os profissionais mais habilitados a mediar essa passagem de informação, evitando mitos, desinformação e aproveitamento de crenças para obtenção de proveitos económicos. A aposta da medicina moderna, tornando as pessoas mais instruídas, levará a pessoas mais exigentes e mais capacitadas para tomar as melhores decisões em relação a si, aos seus hábitos e ao ambiente, para além da participação ativa na tomada de decisões em questões concretas da saúde e doença (rastreios, exames auxiliares e opções terapêuticas, curativas e paliativas).

Quase com a mesma idade da OMS, a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), fundada em 1951, tem vindo a fazer uma abertura à sociedade civil. Os internistas já deixaram há muito o paradigma da obtenção da cura, para o entendimento da pessoa de forma holística, sabendo que deverão integrar todas as suas dimensões no processo de trabalho e nos objetivos a alcançar. Disso exemplo é um texto recentemente publicado por Luís Campos na revista científica da SPMI, o "Compromisso dos Internistas Portugueses" (Campos, L. RPMI 2022), em 35 pontos. Neste dia, que hoje comemoramos, realçaria os pontos 4, 5 e 7, onde se foca a prevenção da doença, a defesa do ambiente e a luta contra as alterações climáticas, como cruciais para evitar a deterioração da saúde e mortes, e a literacia em saúde.

A SPMI começou a organizar a Festa da Saúde, com a primeira edição em 2017 em Lisboa, em 2018 no Porto e em 2019 em Viseu, estando a edição seguinte prevista para Aveiro, nos dias 2 e 3 de julho deste ano, depois de dois adiamentos por conta da Pandemia. É um formato em que existe uma interação com a população, dando a conhecer os vários programas de promoção da saúde, esclarecendo dúvidas e fazendo alguns rastreios, ao mesmo tempo que são promovidas atividades desportivas e culturais, ou a confeção de refeições saudáveis enquanto se conversa sobre temas que foquem a promoção de melhor ambiente e melhor saúde.

É esta conjugação de melhoria da literacia da população com melhores atitudes perante si e a envolvente, que se espera que conduzam à celebração de um planeta melhor, pessoas mais saudáveis e mais felizes, que certamente cuidarão de si e da sua casa, o nosso planeta.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ensinar a identificar sinais e sintomas e atuar eficazmente
O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira promoveu, no dia 1 de abril de 2022, uma sessão de...

Com o propósito de ensinar a identificar sinais e sintomas de reação alérgica e a atuar eficazmente, perante o desencadear de um quadro anafilático, uma equipa de profissionais de saúde, constituída por Carlos Rodrigues (Pediatra), Leonor Cardoso (Interna de Pediatria) e Sofia Lima (Interna de Pediatria), iniciaram a sessão com uma abordagem teórica à temática das alergias alimentares, referenciando eventuais respostas imunitárias que alguns alimentos podem provocar e, ensinando a agir adequada e atempadamente perante as mesmas. A ação contou ainda com uma componente prática/demonstração, no que se refere ao manuseamento da caneta de adrenalina, com os presentes a terem, inclusive, a oportunidade de poder simular a sua utilização.

A presente iniciativa foi promovida, após ter sido diagnosticado um quadro de alergia alimentar severa, a uma das crianças que frequentam o Jardim de Infância desta instituição, e está inserida no plano de ações de promoção da saúde na comunidade, organizadas pelo Serviço de Pediatria do CHUCB, há já vários anos, muitas das quais dedicadas ao ensino da administração de adrenalina e insulina, em ambiente escolar, esta última em caso de crianças e jovens diabéticos.

Recorde-se que uma “reação anafilática se define como uma reação de hipersensibilidade generalizada ou sistémica, grave, com evolução relativamente rápida, após contacto do organismo com o agente responsável, e que acarreta risco de vida, se não for tratada em tempo útil”.

 

Criada sociedade de investimento
A EX Capital é a nova sociedade de investimento lançada hoje pelos fundadores da SWORD Health, Virgílio Bento e Márcio Colunas,...

A equipa de gestão da EX Capital é composta pelos fundadores da SWORD Health, entre os quais o seu CEO, Virgílio Bento, mas também pelo seu co-fundador Márcio Colunas, e por membros da equipa fundadora André Eiras, Fernando Correia e Ivo Gabriel. 

“Muitos dos empreendedores mais dedicados e inovadores do mundo têm origens sem representatividade, mas continuam a receber uma parcela menor do capital de risco global.”  afirma Virgílio Bento, cofundador da EX Capital, "Com a nossa sociedade de investimento, queremos equilibrar essa desigualdade ao apoiar em particular empresas fundadas por empreendedores com menor representatividade, ajudando a elevar as suas ideias e estabelecer um ecossistema mais forte e mais diversificado”.

Globalmente, o financiamento através de capital de risco ultrapassou os 600 mil milhões em 2021, um aumento de quase 100% em relação a 2020. No entanto, a fatia destes investimentos dedicada a grupos sub-representados continua a ficar para trás. Embora os números globais não estejam disponíveis, a realidade de como empreendedores não representados recebem menos recursos é uma realidade nos Estados Unidos. A título de exemplo, os fundadores afro-americanos e latinos levantaram apenas 2,4% do capital de risco total, e mais de 80% do financiamento de capital de risco é alocado a homens brancos. Embora o valor total investido em startups fundadas por afro-americanos tenha tido um aumento de 281% em 2021, o número de startups que receberam financiamento diminuiu. Em 2021, as mulheres empreendedoras receberam menos financiamento do que nos anos anteriores. Mulheres fundadoras apenas angariaram 2% do capital de risco em 2021.

A EX Capital pretende assim não só dar acesso a capital mas também ao conhecimento da equipa de fundadores da SWORD Health, dirigindo-se especialmente a empresas e empreendedores fundadores com menor representatividade no ecossistema, minorias étnicas, raciais, sociais e de género.

O objetivo é maximizar o potencial e as probabilidades de sucesso de startups tecnológicas globalmente promissoras, independentemente do seu local de fundação, género, raça ou etnia dos seus fundadores.

A EX Capital é uma unidade independente e autónoma da SWORD Health tendo apenas uma ligação aos seus fundadores.

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