Na próxima década
A empresa tecnológica pretende assumir o compromisso de combater o cancro nos próximos anos, com recurso à ciência de computação.

A empresa abriu este ano um laboratório com biólogos, programadores e engenheiros, e tem como intenção, a curto prazo, decifrar o código de células tumorais e reprogramá-las, detetando falhas e reiniciando o “sistema” a fim de garantir que as células doentes regressam a um estado saudável.

Na próxima década, segundo o Sapo, a Microsoft pretende avaliar os mapas de funcionamento interno das redes celulares e tratar o cancro como um “bug”.

Em desenvolvimento está já um computador molecular construído a partir de ADN que tem capacidade para viver dentro das células e procurar falhas nas suas redes.

A partir desta semana
Mais de 10 mil novos computadores vão começar a ser distribuídos a partir desta semana no Serviço Nacional de Saúde, sobretudo...

Na comissão parlamentar de Saúde, o ministro Adalberto Campos Fernandes disse que vai ser feito um reforço intensivo de meios informáticos nos cuidados de saúde primários, não apenas com novos equipamentos, mas também ao nível das redes de comunicações.

O reforço de novos computadores começará já esta semana em centros de saúde na área de Lisboa e Vale do Tejo.

Os problemas informáticos são muitas vezes apontados por médicos e doentes como entraves à prestação completa de cuidados, sobretudo num momento em que já 90 por cento das unidades do SNS usam a receita médica sem papel.

O ministro da Saúde lembrou que os últimos anos foram de interrupção de investimento e que é necessário começar a olhar para as necessidades de reposição de investimento, nomeadamente na área tecnológica, calculando que seriam necessários 800 milhões de euros para repor todas as necessidades.

Adalberto Campos Fernandes sublinhou que a prioridade do Ministério para 2016 foi o reforço e a consolidação dos profissionais e dos recursos humanos, mas "num quadro de responsabilidade orçamental".

Ministro da Saúde
Há mais 3.800 profissionais no Serviço Nacional de Saúde no último ano, segundo dados do ministro da Saúde, que considera...

Na comissão parlamentar de saúde, Adalberto Campos Fernandes disse que de setembro do ano passado para setembro deste ano há mais 3.861 pessoas a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Destes profissionais, cerca de mil são médicos e 1.600 são enfermeiros.

Acresce ainda a entrada de mais de dois mil clínicos que concluíram o internato.

"Estamos historicamente perante o maior número de colocação de médicos e de outros profissionais", declarou o ministro da Saúde.

O Ministério da Saúde diz ainda que entraram recentemente cerca de 450 médicos especialistas hospitalares, incluindo vários clínicos há muito fora do SNS. Foi ainda dada autorização para o regresso de cerca de 100 clínicos que se encontravam aposentados.

Quanto ao impacto financeiro da passagem para as 35 horas de trabalho semanais no setor da saúde, Adalberto Campos Fernandes adiantou que as contas de Julho e Agosto mostram variações de 2,8 milhões de euros, quando as "estimativas mais prudentes" apontavam para acréscimos de 19 milhões de euros num semestre.

Administração Central do Sistema de Saúde
O saldo de conta do Serviço Nacional de Saúde agravou-se para 372 milhões de euros, face à estimativa inicial de 112 milhões,...

De acordo com o documento publicado no site da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que apresenta os principais resultados da Conta final do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 2015, “o SNS apresenta em Dezembro de 2015, de acordo com a metodologia das contas nacionais , um saldo de -371,8 ME que compara com um saldo de -248,9 M€ registado em igual período do ano anterior”.

De acordo com a ACSS, a receita até dezembro foi de 8.653,5ME, “com um incremento face ao ano anterior de 30,4 ME (+0,4%), suportado, essencialmente, pelo crescimento das transferências da Administração Central, que constituem 91% do financiamento do Serviço Nacional de Saúde”.

“Destacam-se os aumentos das rubricas de receita própria do SNS relativos a receitas dos jogos sociais e taxas moderadoras, bem como as provenientes do Acordo com a APIFARMA”, refere a ACSS.

A despesa até dezembro totaliza 9.025,3 milhões de euros e regista, face a igual período do ano anterior, um aumento de 153,3 M € (+1,7%), sobretudo por causa da aquisições de produtos farmacêuticos (medicamentos), produtos vendidos em farmácias, meios complementares de diagnóstico e terapêutica, parcerias público-privadas e despesas de capital.

As despesas com Pessoal (que representam 38% da despesa do SNS) registam um ligeiro aumento de 2,4 milhões de euros (+0,1%) face ao período homólogo, apesar da reposição de 20% dos cortes nos salários no ano de 2015.

“No que respeita às aquisições de produtos farmacêuticos e material de consumo clínico (compras de inventários), o crescimento de cerca de 186 M€ (+12,5 %) resulta maioritariamente da introdução de novos medicamentos para Hepatite C, que não estavam previstos inicialmente em sede de orçamento, nem no ano anterior”, explica a ACSS.

Relativamente aos fornecimento e serviços externos, os encargos com os Hospitais em Parceria Público-Privado (PPP) ficaram em dezembro nos 448,7 milhões de euros, um aumento de 19,2 milhões (+4,5%), os produtos vendidos em farmácias (representam 14% da despesa do SNS) registaram um aumento de 14,4 milhões (+1,2%).

Já os meios complementares de diagnóstico e terapêutica e outros subcontratos registaram, face ao período homólogo, um aumento da despesa de 41,6 M€ (+3,7%), “que se deve essencialmente aos Meios de Diagnóstico (análises, radiologia e gastroenterologia), ao SIGIC (programa combate às listas de espera da atividade cirúrgica), aos internamentos (Rede Nacional de Cuidados Continuados) e a outros acordos”, refere ainda ACSS.

10.000 pessoas morrem por ano devido ao tabagismo
No âmbito do Dia Europeu do Ex-Fumador, que ontem se assinalou, e face à evolução positiva dos últimos 10 anos, em que quase 2...

Embora, em Portugal, seja atualmente superior a população não fumadora, ainda existe uma percentagem significativa (quase ¼) de fumadores, registando-se aproximadamente 10.000 mortes por ano devido ao tabagismo.

De acordo com dados comunicados pela Sociedade Portuguesa de Tabacologia, apenas 5% dos fumadores dependentes de nicotina que pensaram abandonar o vício conseguiram, efetivamente, fazê-lo. Por seu turno, Hélder Flor, especialista em Medicina Tradicional Chinesa, apresenta resultados díspares: 90% das pessoas que procuraram nas suas terapias uma resposta a esta adição, conseguiram realmente romper com a mesma. O facto, explica o profissional, deve-se essencialmente à abordagem feita neste tipo de medicina, que aposta num reequilíbrio total do organismo da pessoa, curando-a como um todo, e não resolvendo apenas uma questão de forma isolada, como se não tivesse impacto noutras áreas.

“É muito fácil percebermos como o nosso organismo está todo interligado quando vemos uma pessoa que deixa de fumar a sentir-se mais nervosa e irritada nos dias a seguir, ou a substituir o vício da nicotina por comida. Se estamos apenas a trabalhar a questão do tabaco, estamos a fechar os olhos a todos estes efeitos”, exemplifica Hélder.

Por outro lado, as opções tradicionais, como os adesivos de nicotina ou outros substitutos farmacológicos ou a introdução de psicofármacos do grupo dos antidepressivos neste processo, apresentam efeitos secundários pouco benéficos, como a continuação da dependência, no primeiro caso, muitas vezes até aumentada em termos de consumo, porque os cigarros não são logo abandonados, e/ou as pastilhas ou adesivos de compensação são duplicados; ou riscos para a saúde, na segunda opção, restrita a várias populações clínicas e sujeita a prescrição médica.

Ao contrário das anteriores, a acupuntura tem sucesso em 90% dos casos e sem efeitos nefastos, reequilibrando por completo o organismo do ex-fumador, e trabalhando pontos fulcrais no mesmo, como a ansiedade e sensação de bem-estar geral, que necessariamente irão contribuir para uma inibição da vontade de fumar.

Organização Mundial de Saúde
Três milhões de pessoas morrem todos os anos por causas associadas à poluição do ar exterior, alerta a Organização Mundial de...

Com recurso a um novo modelo de avaliação da qualidade do ar, a organização (OMS) confirma que mais de nove em cada dez humanos vivem em locais onde a qualidade do ar exterior excede os limites definidos.

Conclui também que cerca de três milhões de mortes anuais estão associadas à exposição à poluição do ar exterior e alerta que, se se juntar a poluição do ar interior, a mortalidade sobe para 6,5 milhões anuais (11,6% de todas as mortes).

A poluição do ar é por isso o maior perigo ambiental para a saúde, sublinha a OMS no relatório "Poluição do ar ambiente: Uma avaliação Global da Exposição e do peso da doença".

Os números têm por base medições através de satélite, modelos de transporte aéreo e estações de medição da poluição atmosférica em mais de 3.000 localidades, tanto rurais como urbanas, e o estudo foi desenvolvido pela OMS em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido.

"O novo modelo da OMS mostra aos países onde estão os pontos perigosos da poluição atmosférica e fornece uma base para monitorizar os progressos no combate a este problema", disse a vice-diretora adjunta da organização Flavia Bustreo, citada num comunicado.

O estudo apresenta dados por país e conclui que quase 90% das mortes associadas à poluição atmosférica acontecem nos países de baixo e médio rendimento e quase dois terços estão nas regiões do sudeste asiático e do pacífico ocidental.

É também nos países de baixo e médio rendimento que se verifica uma falha na monitorização e registo dos poluentes atmosféricos, especialmente em África e na Ásia, alerta a OMS, que considera crucial reforçar a capacidade das cidades de verificar a qualidade do seu ar com modelos padronizados, instrumentos de qualidade.

Os autores do relatório sublinham ainda ser necessário mais estudos epidemiológicos sobre os efeitos de longo prazo nos países pobres, onde a poluição atinge "níveis inaceitáveis".

A grande maioria (94%) das causas de morte associadas à poluição do ar são doenças não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, doença pulmonar obstrutiva crónica e cancro do pulmão.

"A poluição do ar continua a afetar a saúde das populações mais vulneráveis - mulheres, crianças e idosos", disse Bustreo, acrescentando: "Para as pessoas serem saudáveis têm de respirar ar puro desde que respiram pela primeira vez até à última".

Entre as maiores fontes de poluição atmosférica estão meios de transporte ineficientes, combustível doméstico, queima de resíduos, centrais a carvão e atividades industriais.

Mas nem toda a poluição atmosférica tem origem humana, alerta a OMS, exemplificando com as tempestades de areia, que também influenciam a qualidade do ar.

Peritos querem registo oncológico
Os efeitos dos tratamentos oncológicos de imunoterapia precisam de ser estudados, desconhecendo-se ainda as consequências a...

A imunoterapia tem sido encarada como um novo paradigma de tratamento do cancro, usando agentes biológicos que estimulam o sistema imunitário e o ajudam a corrigir os mecanismos de defesa alterados.

O estudo “Consenso Estratégico sobre o Valor da Imuno-Oncologia em Portugal”, que hoje é divulgado, sublinha que a imunoterapia contribui para o aumento de anos de vida com qualidade e apresenta maior capacidade de gestão dos efeitos secundários no doente.

Contudo, é ressalvado “o desconhecimento total a médio e longo prazo, dos efeitos sobre a gravidez e fertilidade e sobre as doenças autoimunes associadas aos fármacos” da imunoterapia.

Aliás, na análise ao modelo de financiamento e aos custos totais da imuno-oncologia, o grupo de peritos advoga que “os custos diretos e indiretos poderão ser bem mais elevados na gestão de todos estes efeitos secundários”.

Os peritos sugerem assim a criação de um registo oncológico nacional único precisamente para permitir monitorizar com rigor e a longo prazo a utilização da imunoterapia, percebendo os seus efeitos secundários ao longo do tempo, que são atualmente desconhecidos.

Contudo, salientam que o grande ganho da imunoterapia se centra na forma como conseguiu alterar o curso da doença, prolongando a vida dos doentes com melhor qualidade de vida.

“Tem-se conseguido demonstrar uma regressão sustentada e duradoura nalgumas situações, transformando alguns casos de doença agressiva em doença crónica, pouco sintomática”, indica o estudo a que a agência Lusa teve acesso.

Mas apenas alguns tipos de tumores em determinados estádios de doença oncológica beneficiam destes fármacos de imunoterapia. A imuno-oncologia, que foi considerada pela revista Science como o avanço científico mais significativo de 2013, tem sido usada sobretudo em tumores hematológicos, melanomas ou tumores do rim.

Quanto à forma de pesar ou mediar os efeitos dos tratamentos, o painel de peritos entende que a sobrevivência global não pode ser o único fator a considerar nem o mais importante. A qualidade de vida e a sobrevivência livre de progressão da doença devem ser tidos em conta.

Para a utilização da imunoterapia com sucesso, os especialistas recomendam criar linhas gerais de orientação europeias e internacionais que se apliquem à realidade nacional.

O acesso dos doentes tem ainda de ser melhorado e muitas modificações precisam de ser introduzidas no sistema de saúde, a começar pela formação dos futuros profissionais de saúde.

Aliás, o estudo considera que a discussão sobre a sustentabilidade do sistema de saúde devia estar focada no ensino e formação dos recursos de saúde, na criação de um sistema centrado no doente e na eliminação do desperdício.

O tema 'medicamentos caros' não devia ser prioritário, correndo-se o risco de “perverter o sistema devido a interesses externos”.

Por agora, os peritos recomendam que o uso dos fármacos de imuno-oncologia seja reservado a centros ou unidades com recursos humanos e técnicos adequados, sobretudo tendo em conta a necessidade de avaliar o doente a longo prazo.

Precisamente para esta avaliação a longo prazo, o estudo propõe a criação de um registo oncológico nacional único.

Infarmed
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde gastaram entre janeiro e julho deste ano menos 10 milhões de euros em medicamentos face...

Os dados divulgados pelo Infarmed, a autoridade do medicamento, relativos ao consumo de medicamentos em ambulatório indicam que nos primeiros meses do ano os utentes pouparam 10 milhões de euros com gastos em medicamentos, ainda que o número de embalagens consumidas tenha aumentado.

A redução nos custos para os utentes, de 2,5% face ao mesmo período de 2015, foi acompanhada por um aumento ligeiro do consumo de embalagens, de 0,3%, assim como da despesa do Estado na área, que cresceu 0,5%.

“Esta poupança dos utentes deve-se em grande medida ao maior consumo de medicamentos genéricos”, declarou o Infarmed, numa nota publicada na sua página na Internet, acrescentando que os dados relativos ao mês de julho mostram “a quota de mercado dos genéricos continua em crescimento, fixando-se em 47,4%”.

De acordo com o Infarmed, este ano foram dispensadas 91 milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias comunitárias, “que representaram um encargo de 693,5 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“O preço médio global dos medicamentos caiu 9,2% desde 2012, sendo que o utente paga hoje menos 8,9% por cada embalagem. Já o dos genéricos está estável, apesar de ainda assim ser inferior ao preço médio das marcas em 50%”, refere a mesma nota do Infarmed.

Álcool e drogas
A unidade de tratamento de dependências das Forças Armadas atendeu, em 2015, metade dos doentes a quem, em média, presta...

De acordo com a diretora da Unidade de Tratamento Intensivo de Toxicodependência e Alcoolismo (UTITA), pertencente ao Hospital das Forças Armadas, Maria Halpern Diniz, existe “uma grande carência ao nível de quadro, tanto a nível de pessoal militar como civil”.

O quadro é composto por 29 funcionários, mas faltam 21. As falhas vão sendo colmatadas ao nível das prestações de serviços, algumas das quais com 18 anos.

“Trabalhamos graças à boa vontade dos profissionais que cá estão e acho que nada tem faltado aos utentes”, disse aos jornalistas Maria Halpern Diniz, no final de uma visita do ministro da Saúde e da bastonária da Ordem dos Farmacêuticos a esta unidade.

Em parte, devido a esta carência de meios humanos, a UTITA recebeu em internamento 27 doentes, quando em média são internados por ano 49.

Presente na cerimónia, o Chefe de Estado-Maior general das Forças Armadas, Artur Neves Pina Monteiro, disse que “a prestação de serviços é uma forma de colmatar faltas e vai continuar a ser”.

Questionado sobre a razão para não serem contratados mais profissionais, o CEMGFA respondeu com a falta de recursos que “afetam as Forças Armadas”.

“Não podemos dar resposta a tudo, temos prioridades”, disse, acrescentando que “está em curso um processo concursal que segue os seus trâmites legais”.

O álcool, nas faixas etárias mais elevadas, e as substâncias tóxicas, nos mais novos, são as principais dependências que chegam à UTITA.

Por ter sido criada no âmbito da Marinha, à UTITA continuam a chegar muitos militares deste ramo das Forças Armadas, mas também provenientes das forças de segurança (GNR e PSP) e civis.

Para Maria Halpern Diniz “as consequências de um consumo a nível militar podem ser mais complicadas” do que em outras profissões.

“O ónus está na saúde, mas vai interferir no desempenho das suas funções, coloca em causa a segurança militar e afeta o cumprimento das missões”, adiantou.

Isso mesmo afirmou o Chefe de Estado Maior general das Forças Armadas, para quem “estas situações têm no âmbito militar uma outra dimensão mais critica, porque afeta a segurança militar”.

No final da cerimónia, o ministro da Saúde manifestou-se “bem impressionado com esta boa experiencia da família militar”.

“Iremos fazer tudo para que os utentes civis possam de alguma forma usufruir deste serviço”, disse.

A UTITA e o Laboratório de Análises Fármaco-Toxicológicas da Marinha vão ser hoje distinguidas com a Medalha de Honra da Ordem dos Farmacêuticos durante a sessão solene do Dia do Farmacêutico.

Durante a manhã, a bastonária visitou as instalações da UTITA, acompanhada do ministro da Saúde.

Na origem desta distinção está o facto de estas duas entidades partilharem a mesma visão sobre um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade, a toxicodependência, e que cooperarem na prestação “de um serviço de inestimável valor para toda a sociedade”.

A Ordem dos Farmacêuticos considera mesmo que, embora de natureza militar, “ambas as instituições extravasaram há muito esse domínio”.

Ministro da Saúde
O estatuto da carreira de farmacêutico hospitalar, reivindicado há 20 anos por estes profissionais, não irá avançar este ano...

No Dia do Farmacêutico, o ministro da Saúde anunciou que as carreiras vão começar a ser discutidas no final de 2017/2018.

No final de uma visita à Unidade de Tratamento Intensivo de Toxicodependência e Alcoolismo (UTITA), pertencente ao Hospital das Forças Armadas, Adalberto Campos Fernandes classificou de “mais do que legítima” a reivindicação da criação dos estatutos da carreira de farmacêutico hospitalar.

A criação desta carreira irá assegurar “a continuidade do papel do farmacêutico hospitalar para a segurança dos doentes e para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, segundo a Ordem dos Farmacêuticos.

“Acompanhamos esta preocupação, mais do que legítima, que introduz segurança, respeito, por uma profissão que é muito relevante”, disse o ministro, comprometendo-se a iniciar o trabalho com vista à criação desta carreira “logo que seja possível”.

Questionado sobre a razão da criação da carreira não avançar este ano, o ministro disse tratar-se de “uma questão de responsabilidade política” que visa acabar o ano “com boas contas”.

Presente nesta visita, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos disse ver este adiamento “com muita apreensão”.

“Não desconhecemos a situação difícil que o país atravessa, somos sensíveis a isso, mas a carreira farmacêutica está pendente há 20 anos”, disse Ana Paula Martins.

Para a bastonária, estão em causa 1.100 farmacêuticos e um “impacto orçamental nulo”.

“A carreira é um percurso, como é para os médicos e enfermeiros, no SNS. Garante que durante quatro anos os farmacêuticos são treinados para, por exemplo, nos serviços de oncologia, não só na preparação, como na validação do que é prescrito e nas reações adversas detetadas, os farmacêuticos conseguem garantir essa segurança”, sublinhou a Ana Paula Martins.

A bastonária afirmou que, na área do medicamento, “são os farmacêuticos que garantem segurança em todo o circuito”.

“Procura-nos muito não termos a possibilidade de não treinar novos farmacêuticos para estas funções”, pois os profissionais que atualmente estão nos hospitais “estão em fim de carreira ou num grupo etário que não garante a sua continuidade”.

Ordem dos Farmacêuticos
Um estudo que permitiu pela primeira vez caracterizar a doença dos pezinhos em Portugal, concluindo pela existência de 2.013...

Atribuído anualmente pela Ordem dos Farmacêuticos, este prémio de investigação distinguiu este ano o estudo “Farmacoepidemiologia da Paramiloidose em Portugal”, que permitiu, pela primeira vez, fazer a caracterização epidemiológica da paramiloidose, vulgarmente conhecida como doença dos pezinhos, quer a nível do número anual de novos doentes, como do total de doentes.

O trabalho em causa descreveu também a distribuição geográfica e demográfica da doença e caracterizou os medicamentos usados em ambulatório para a gestão sintomática da doença.

No âmbito do estudo foram identificados 2.013 doentes, o que corresponde a cerca de 1 doente por cada 4.000 habitantes.

A doença, que foi pela primeira vez identificada na população portuguesa na área da Póvoa do Varzim, não está atualmente limitada ao norte do país, aparecendo em mais de metade dos concelhos de Portugal Continental (58%) e já também muito distribuída pelos concelhos do centro e sul.

Aliás, adianta o estudo, em 25 concelhos (15%), a paramiloidose já não é uma doença rara e só na área da Póvoa do Varzim/Vila do Conde a sua prevalência mais do que duplicou (aumento de 125%) em menos de 30 anos.

Em média, estima-se a identificação de cerca de 70 novos doentes e cerca de 65 novos casos de portadores assintomáticos, apresentando uma tendência decrescente.

Quanto aos medicamentos utilizados para o tratamento dos sintomas da paramiloidose, abarcam todos os grupos terapêuticos mas principalmente os do sistema nervoso (71% dos doentes), aparelho digestivo e metabolismo (68%), anti-infecciosos gerais para uso sistémico (48%) e aparelho cardiovascular (48%).

Os doentes submetidos a transplante hepático apresentam uma utilização mais intensiva de medicamentos de ambulatório.

A Ordem dos Farmacêuticos considera que, face à escassez de estudos epidemiológicos sobre a paramiloidose, este trabalho representa “um incentivo para estudos futuros”, tanto a nível nacional como mundial.

Segundo os farmacêuticos, os dados obtidos neste estudo, designadamente o padrão de utilização dos medicamentos, constituem um contributo relevante para outros países, em que o pequeno número de doentes constitui uma forte limitação à realização de estudos representativos nesta área.

Os resultados obtidos proporcionam ainda evidência fundamental para os processos de discussão e planeamento em saúde pública, sobre uma doença que tem em Portugal o maior grupo de doentes a nível mundial.

Constituem, além disso, uma importante base de suporte à decisão sobre a alocação de recursos em saúde e permitem antecipar desafios futuros para todos aqueles que de algum modo estão envolvidos com a doença, considera a ordem.

O estudo tem como autora principal a farmacêutica Filipa Duarte-Ramos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e decorre do projeto conducente à tese de doutoramento da investigadora Mónica Inês, do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

A paramiloidose é uma doença hereditária rara que, em Portugal afeta maioritariamente pessoas em idade jovem e ativa, de ambos os sexos, e que se não for tratada tem uma progressão rápida, causando a morte geralmente na primeira década após a manifestação dos sintomas.

Dia Nacional Contra o Cancro Digestivo - 30 de Setembro
Os números atuais do Cancro Digestivo são dramáticos e preocupantes. Morrem 24 Pessoas por dia em Portugal, 11 devido ao Cancro...

A Europacolon Portugal alerta para a premente necessidade de mudança desta realidade, que pode e deve ser alterada essencialmente através do diagnóstico precoce que continua a não existir de base populacional em Portugal (em muitos casos, até pode mesmo evitar a doença), do aumento dos conhecimentos da população em Saúde e da alteração dos hábitos comportamentais de cada um.

A Europacolon Portugal – Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo – vai assinalar o dia nacional do cancro digestivo com uma série de iniciativas, entre as quais se destacam, uma Ação de Rastreio ao Cancro do Cólon e Reto à população, em parceria com os Laboratórios do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, e o lançamento do Peditório Nacional, que irá ajudar a financiar uma nova Unidade de Rastreio e Diagnóstico do Cancro Digestivo.

A Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo centra o seu trabalho diário na população e, neste sentido, irá desenvolver, em parceria com os Laboratórios do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, uma Ação de Rastreio ao Cancro do Cólon e Reto que consiste na Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes. Esta ação irá ocorrer em cerca de 300 postos de colheita daquele Grupo Laboratorial, em todo o território nacional, de 1 de Outubro a 15 de Novembro. Este exame é um teste simples de realizar, não invasivo, que procura a deteção de vestígios de sangue nas fezes e que, em caso de análise positiva, os utentes serão referenciados para o médico, no sentido da realização de uma colonoscopia. As pessoas que manifestarem interesse no rastreio serão selecionadas através de critérios de inclusão, disponíveis nos locais de colheita, e poderão realizar o mesmo em um dos cerca de 300 postos disponíveis (que podem ser consultados em www.germanodesousa.com/postos-de-colheita).

A Europacolon Portugal irá realizar também, em todos os distritos do País, nos próximos dias 29 e 30 de Setembro, 1 e 2 de Outubro o Peditório Nacional, iniciativa que irá ajudar a financiar uma nova Unidade de Rastreio e Diagnóstico do Cancro Digestivo. Esta ação pretende, para além da angariação de fundos, sensibilizar e informar milhares de pessoas sobre este tipo de patologias e para a necessidade do diagnóstico precoce. “Todos os interessados em colaborar com a nossa Associação poderão fazê-lo junto dos nossos voluntários que estarão devidamente identificados e com caixas mealheiros, distribuídos, em diversos pontos de interesse, bem como nos, já referidos, Laboratórios do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa. Estarão assim a contribuir para o melhor acesso ao diagnóstico precoce dos cancros rastreáveis do foro digestivo e para a consecução dos nossos projetos, atividades e serviços que são inteiramente gratuitos à população. Contamos com o Vosso importante apoio!” afirma Vítor Neves.

“Descomplicar” a ciência
É já no próximo dia 30 de setembro que a Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa se junta, pela...

Esta iniciativa, que tem como principal objetivo aproximar a ciência da população, dedica esta edição à “Ciência no dia-a-dia” e tem como missão sensibilizar os cidadãos para a importância da Ciência no quotidiano e na sua qualidade de vida, e o impacto que esta tem no desenvolvimento da sociedade.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia vai marcar presença nesta iniciativa, oferecendo aos participantes atividades ligadas à ciência, tecnologia, saúde e ambiente, que decorrem no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC-UL), no Jardim do Príncipe Real e no Miradouro São Pedro de Alcântara.

Com uma programação variada, a Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA) compromete-se a aproximar o público da ciência com atividades como a BioVisualSpeech, uma plataforma que inclui jogos de computador praticados em sessões de terapia da fala para crianças. Nestes jogos, as personagens são controladas pela voz da criança, que recebe recompensas no jogo sempre que executa os exercícios corretamente, motivando-a a praticar e a tentar melhorar o seu desempenho.

O Aroma da Ciência é o exemplo de como esta disciplina gera tecnologia útil para o nosso dia-a-dia. Em pequenos momentos do quotidiano que recorremos ao olfato para, por exemplo, descobrir se a fruta está boa, estes “narizes eletrónicos” desenvolvidos na FCT NOVA podem ajudar a “descortinar” os aromas.

Beber sem derramar? Com os Trick glasses vai ser difícil! Estes copos de vidro, que adquirem formas extraordinárias, são concebidos de forma a ser difícil beber sem derramar o conteúdo. O truque? Usar o conhecimento para descobrir a forma correta de os utilizar.

E nesta noite, até a Matemática vai ser amiga dos mais pequenos. MiMa – Mãos na Matemática é uma atividade dirigida a alunos e professores do 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico que pretende dar a conhecer a relação da matemática com a natureza e com as criações artísticas. Triângulos coloridos e a colmeia da matemática são as atividades que esperam por estes curiosos.

Estas são, apenas, algumas das atividades promovidas pela FCT NOVA, que se compromete a “descomplicar” a ciência com muitas outras iniciativas como Biossenssores de Papel, Criptografia & Criptoanálise, Explorar o Magnetismo, Funcionamento de Mostradores LCD, Fabricação Digital, Design e Inovação, entre outras.

A Noite Europeia dos Investigadores oferece mais de 90 atividades pensadas sobretudo no público jovem que, em Lisboa, se vão estender ao longo do eixo MUHNAC-UL – Praça do Príncipe Real – Miradouro de São Pedro de Alcântara, entre as 18h00 e as 24h00 do dia 30 de setembro. Esta é uma iniciativa promovida pelo MUHNAC-UL (entidade proponente do consórcio SCILIFE Science in Everyday Life – Ciência no Dia-a-Dia) em parceria com a Universidade Nova, a Universidade de Lisboa, o Instituto Universitário de Lisboa e, ainda, a Escola de Ciências da Universidade do Minho e o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. O evento conta, ainda, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, ao envolver o espaço público nesta iniciativa, sendo a centralizadora das atividades que decorrerão durante essa noite em Lisboa.

Para consultar o programa: http://noitedosinvestigadores.org/programa/lisboa/

Para mais informações consultar http://noitedosinvestigadores.org/ ou a página de Facebook do evento (https://www.facebook.com/noitedosinvestigadorespt/).

Dia do Farmacêutico 2016
Desde 1989 que a Ordem dos Farmacêuticos organiza o Dia do Farmacêutico no dia de São Cosme e São

Habitualmente realizam-se vários eventos de caracter nacional ou regional . A Ordem dos Farmacêuticos  organiza as Comemorações, alternadamente, através da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas, do Centro e do Norte.

“No presente ano, coube à Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Farmacêuticos a responsabilidade de organizar um conjunto de atividades e iniciativas em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, entre os dias 12 e 26 de setembro de 2016. As Comemorações do Dia do Farmacêutico incluem, ainda, uma iniciativa da Secção Regional do Centro".

Ao longo destas atividades e iniciativas pretende-se enaltecer a profissão farmacêutica, cuja importância na sociedade sempre justificou a sua existência e que ao longo dos tempos se adaptou às crescentes necessidades dos cidadãos.

De uma profissão centrada no produto, a profissão evoluiu para uma intervenção centrada no cidadão, na prevenção e gestão integrada da doença, e para a prestação de cuidados de saúde diferenciados

No decorrer das Comemorações do Dia do Farmacêutico 2016, a Ordem dos Farmacêuticos promoverá, ainda, uma campanha de consciencialização subordinada ao tema “Um compromisso para a saúde: o valor do farmacêutico”, que pretende destacar o relevante contributo da profissão farmacêutica para os resultados de saúde, designadamente na prevenção e gestão integrada da doença, através da prestação de cuidados de saúde diferenciados e da promoção de um uso responsável do medicamento, ao longo de todo o seu circuito no Sistema de Saúde.”

O programa detalhado pode ser consultado no site  http://www.ordemfarmaceuticos.pt

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial Contra a Raiva - 28 de setembro
A propósito do Dia Mundial Contra a Raiva, que se assinala a 28 de setembro, a Ordem dos Médicos Veterinários vem manifestar a...

Essas alterações estão incluídas sobretudo no Aviso nº 7957/2013 de 4 de junho (D.R. 2ª série, nº1 18, de 21 de junho de 2013) que regulamenta a Vacinação Antirrábica e que passa a permitir ao médico veterinário estabelecer a periodicidade da sua administração. É assim eliminada a obrigatoriedade da vacinação anual para todos os canídeos, independentemente da vacina utilizada e do prazo indicado pelo respetivo fabricante. Ou seja, a vacinação deixou de ser uma obrigatoriedade anual e a validade da mesma passa a depender da validade da vacina aplicada, que pode ir até aos três anos.

Segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, “a questão é de tal forma importante que deveria ter sido discutida no seio da classe médico-veterinária antes de ser implementada. Há muitos detentores de canídeos, sobretudo na província, que apenas vão ao médico veterinário aquando da vacinação da raiva com os inconvenientes inerentes, nomeadamente a sensibilização para desparasitação e deteção de outras doenças como as zoonoses. A não obrigação da visita anual para a vacinação antirrábica poderá assim trazer problemas acessórios”.

A vacinação antirrábica é obrigatória em Portugal há várias décadas, tendo sido esta doença considerada erradicada a partir dos anos 60. Ou seja, a extinção da raiva no nosso país deveu-se, sobretudo, à ação dos médicos veterinários e entidades competentes, que ao longo dos anos se têm esforçado por consciencializar a população para os perigos iminentes da raiva na saúde pública alertando para a obrigatoriedade da vacinação.

Apesar de em Portugal não haver registo de casos de raiva desde 1956, a vacinação, que é obrigatória desde 1925, continua a ser uma das ações cruciais na manutenção deste estatuto e em prol da saúde pública. Assim, é essencial continuarem as campanhas veterinárias de sensibilização, uma vez que qualquer pessoa pode contrair a doença no caso de ser mordida por animais infetados em países onde o vírus está ativo. Igualmente continua a ser possível a reintrodução do vírus no nosso país, nomeadamente através da importação de animais infetados.

A raiva continua a ser endémica em muitas zonas do planeta. Só em 2015 foram registadas cerca de 70.000 mortes em todo o mundo, sendo que a população infantil (menores de 15 anos) é a mais afetada. Casos de raiva ocorrem sobretudo nos países africanos onde as condições de vida ainda são muito precárias, não existindo campanhas de vacinação regular nem os meios eficazes para combater qualquer surto.

A raiva é uma doença contagiosa que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos, incluindo dos humanos. É uma doença quase sempre fatal, sendo causada por um micro vírus que entra no organismo através de feridas colocadas em contacto com a saliva de mamíferos infetados. A forma mais comum de contágio de humanos é por mordidelas de cães. A progressão da doença é rápida e quanto mais perto da cabeça for a porta de entrada do vírus mais rápida é a evolução da doença até à morte. É importante reafirmar que a única forma de combater e erradicar a raiva é através da vacinação.

Infarmed
No âmbito do Despacho nº 1571-B/2016 do Secretário de Estado da Saúde, de 29 de Janeiro de 2016, publicado no Diário da...

Nos termos do n.º 2 do referido despacho, as categorias de bens e serviços específicos da área da saúde, de entre os constantes no anexo à Portaria nº 55/2013, de 7 de Fevereiro, com as alterações introduzidas pela Portaria nº 406/2015, de 23 de Novembro, que devem ser objeto de aquisição centralizada são previamente definidas pela Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS, IP), Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (INFARMED, IP) e Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS,EPE) e divulgadas através de circular conjunta.

Na sequência da circular informativa conjunta nº 01/2016/ACSS/INFARMED/SPMS, e nos termos do n.º 2 do Despacho nº 1571-B/2016, a presente circular procede à atualização dos bens e serviços específicos da área da saúde que devem ser objeto de aquisição centralizada:

Assim,

1. São objeto de aquisição centralizada na categoria de bens as substâncias ativas dos medicamentos, designadas pelas respetivas denominações comuns internacionais, e os dispositivos médicos, designados de acordo com a Nomenclatura Portuguesa de Dispositivo Médico, constantes da listagem anexa à presente circular, da qual fazem parte integrante.

2. A lista de medicamentos e dispositivos médicos referidos na presente circular informativa pode ser objeto de atualização ou revisão pela ACSS, IP, o INFARMED, IP e pela SPMS, EPE, sempre que tal se revele necessário.

3. As substâncias ativas dos medicamentos e os dispositivos médicos não incluídos na lista mencionada no nº 1 observam os procedimentos de autorização e aquisição vigentes anteriormente à data da entrada em vigor do Despacho nº 1571-B/2016.

4. As entidades devem registar as suas previsões de consumo para o ano de 2017 no sítio www.catalogo.min-saude.pt até dia 29 de Setembro de 2016.

5. As entidades devem enviar à SPMS, EPE o contrato de mandato a favor desta, a declaração de compromisso de aquisição das quantidades registadas bem como evidência do cumprimento das regras orçamentais sempre que aplicável, para que se proceda à abertura dos respetivos procedimentos pré- contratuais. 6. As instituições e serviços do SNS devem garantir a necessária colaboração, designadamente em matéria de disponibilização de recursos humanos especializados, para apoiar os procedimentos de aquisição, sempre que identificada e fundamentada a respetiva necessidade pela SPMS, EPE.

7. Os procedimentos de aquisição para os medicamentos constantes na Lista Anexa à presente Circular serão efetuados segundo o critério do mais baixo preço unitário nos termos previstos no Despacho nº 13025-B/2013.

8. Neste processo deve ser ouvida a Comissão de Acompanhamento de Compras na Saúde (CACS), assim como o Coordenador Nacional dos Cuidados Hospitalares ou pessoa que este designe para o efeito, de acordo com o nº 10 do Despacho nº 1571-B/2016.

9. Após a adjudicação, o processo logístico referente à entrega, receção e distribuição dos medicamentos e dispositivos médicos é assegurado diretamente entre o fornecedor e as instituições hospitalares, através de nota de encomenda.

10. As entidades devem obrigatoriamente remeter cópia das Notas de Encomenda emitidas no âmbito das aquisições em causa, para o email [email protected], até 5 (cinco) dias úteis após a sua emissão.

11. No âmbito das suas competências, a ACSS, IP poderá efetuar a retenção das verbas referente ao pagamento dos compromissos assumidos pelas instituições no âmbito deste processo de centralização das compras.

Lista Anexa

1. Substâncias ativas (designadas através da respetiva Denominação Comum Internacional)

  • Abacavir+Lamivudina a)
  • Atazanavir a)
  • Darunavir a)
  • Efavirenz+Emtricitabina+Tenofovir a)
  • Emtricitabina+Rilpivirina+Tenofovir a)
  • Lopinavir+Ritonavir a)
  • Raltegravir a)
  • Abatacept a)
  • Abiraterona a)
  • Adalimumab a)
  • Bevacizumab a)
  • Bortezomib a)
  • Cetuximab a)
  • Crizotinib a)
  • Dasatinib a)
  • Doxorrubicina a)
  • Emtricitabina+ Tenofovir a)
  • Eptacog alfa (activado) a)
  • Erlotinib a)
  • Etanercept a)
  • Everolimus a)
  • Fulvestrant a)
  • Golimumab a)
  • Goserrelina a)
  • Imatinib a)
  • Infliximab a)
  • Leuprorrelina a)
  • Moroctocog alfa a)
  • Nilotinib a)
  • Nonacog alfa a)
  • Octocog alfa a)
  • Pazopanib a)
  • Pemetrexedo a)
  • Rituximab a)
  • Ruxolitinib a)
  • Sorafenib a)
  • Sunitinib a)
  • Tocilizumab a)
  • Trastuzumab a)
  • Triptorrelina a)
  • Ustecinumab a)
  • Vinorrelbina a)
  • Acetato de glatirâmero b)
  • Ácido 5-aminolevulínico b)
  • Aflibercept b)
  • Ambrisentano b)
  • Aminolevulinato de metilo b)
  • Anacinra b)
  • Anastrozol b)
  • Axitinib b)
  • Bacilo Calmette-Guérin b)
  • Belimumab b)
  • Bendamustina b)
  • Bexaroteno b)
  • Bicalutamida b)
  • Bleomicina b)
  • Bosentano b)
  • Bosutinib b)
  • Bussulfano b)
  • Cabazitaxel b)
  • Capecitabina b)
  • Carboplatina b)
  • Carmustina b)
  • Certolizumab pegol b)
  • Ciclofosfamida b)
  • Ciproterona b)
  • Cisplatina b)
  • Citarabina b)
  • Cladribina b)
  • Clofarabina b)
  • Crisantaspase b)
  • Decitabina b)
  • Degarrelix b)
  • Denosumab b)
  • Didanosina b)
  • Docetaxel b)
  • Dolutegravir b)
  • Dolutegravir + Abacavir + Lamivudina b)
  • Eltrombopag b)
  • Elvitegravir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir b)
  • Enfuvirtida b)
  • Enoxaparina sódica b)
  • Entecavir b)
  • Epirrubicina b)
  • Estavudina b)
  • Etravirina b)
  • Etoposido b)
  • Exemestano b)
  • Fampridina b)
  • Fingolimod b)
  • Fludarabina b)
  • Fluorouracilo b)
  • Fosamprenavir b)
  • Fumarato de dimetilo b)
  • Gefitinib b)
  • Gemcitabina b)
  • Hidroxicarbamida b)
  • Ibrutinib b)
  • Idarrubicina b)
  • Ifosfamida b)
  • Iloprost b)
  • Imunoglobulina humana normal b)
  • Indinavir b)
  • Interferão alfa b)
  • Interferão beta b)
  • Interferão beta peguilado b)
  • Ipilimumab b)
  • Irinotecano b)
  • Lanreotida b)
  • Lapatinib b)
  • Leflunomida b)
  • Lenalidomida b)
  • Macitentano b)
  • Maraviroc b)
  • Megestrol b)
  • Melfalano b)
  • Mercaptopurina b)
  • Metotrexato b)
  • Mitomicina b)
  • Natalizumab b)
  • Nelarabina b)
  • Nevirapina b)
  • Nilutamida b)
  • Octreotido LAR b)
  • Oxaliplatina b)
  • Panitumumab b)
  • Pegfilgastrim b)
  • Pertuzumab b)
  • Plerixafor b)
  • Ranibizumab b)
  • Rilpivirina b)
  • Romiplostim b)
  • Saquinavir b)
  • Secucinumab b)
  • Sildenafil 20 mg b)
  • Somatropina b)
  • Sugamadex b)
  • Talidomida b)
  • Tamoxifeno b)
  • Temozolamida b)
  • Temsirolímus b)
  • Tenofovir b)
  • Teriflunamida b)
  • Tipranavir b)
  • Trabectedina b)
  • Treprostinilo b)
  • Trióxido de arsénio b)
  • Vemurafenib b)
  • Verteporfina b)
  • Vincristina b)
  • Zidovudina b)

2. Dispositivos Médicos

  • Dispositivos Implantáveis ativos da função cardíaca /Pacemakers a)
  • Dispositivos Implantáveis ativos da função cardíaca /Desfibrilhadores Implantáveis a)
  • Dispositivos Protésicos Implantáveis e Dispositivos de Osteossíntese/ Próteses vasculares e cardíacas/ Stents coronários b)

a) Incluídas na circular conjunta nº 01/2016/ACSS/INFARMED/SPMS

b) Incluídos na circular conjunta nº 03/2016/ACSS/INFARMED/SPMS

Estudo
Uma equipa coordenada pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra descobriu que danos na ...

O estudo publicado na Scientific Reports investigou as células da derme (fibroblastos), localizadas na camada intermédia da pele, em doentes com Doença de Machado-Joseph (DMJ) seguidos no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e de indivíduos saudáveis. A comparação dos dois grupos revelou que o processo de “reciclagem” (autogafia) dos elementos tóxicos das células se encontra afetado nos pacientes com Doença de Machado-Joseph.

Luís Pereira de Almeida, coordenador do estudo, explica que “os resultados sugerem que os fibroblastos constituem formas acessíveis de testar medicamentos para a DMJ, acelerando a transição da investigação para a clínica. A equipa conseguiu ainda ativar laboratorialmente a autofagia como tentativa de solucionar parcialmente os impactos negativos da DMJ a nível celular.”

A DMJ é causada pela repetição desnecessária de “tijolos” na construção genética responsável pelo funcionamento do corpo. A acumulação de “tijolos” tem efeitos tóxicos que conduzem à morte de neurónios através de um modo pouco conhecido. O estudo do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) permitiu verificar que a severidade da doença se encontra ligada ao número crescente de “tijolos” repetidos, algo que já tinha sido provado pela comunidade científica.

A DMJ é uma doença incurável, fatal e hereditária de grande prevalência nos Açores, sendo caracterizada pela descoordenação motora, atrofia muscular, rigidez dos membros, dificuldades na deglutição, fala e visão, associadas a um progressivo dano de zonas cerebrais específicas.

A investigação foi financiada por fundos FEDER através do Programa Mais Centro e COMPETE - Programa Operacional Fatores de Competitividade via Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através da European Spinocerebellar Ataxia Type 3/Machado-Joseph Disease Initiative, Model PolyQ e SynSpread através do JPND-Joint Programme on Neurodegenerative Disease, através do Richard Chin andLily Lock Machado Joseph Disease Research Fund e da National Ataxia Foundation. 

Projeto “+ Contigo”
5º Encontro, promovido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e pela ARS do Centro, terá a participação do diretor-geral...

Os comportamentos suicidários, a felicidade, a adolescência, a família e a escola são os cinco temas em discussão e, simultaneamente, os títulos das conferências do 5º Encontro “+ Contigo”, a decorrer, no próximo dia 28 de setembro, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

O psiquiatra Carlos Braz Saraiva (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), a especialista em Genética Humana, Manuela Grazina (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), a psicóloga Margarida Gaspar de Matos (Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa), a especialista em Ciências da Saúde, Maria do Céu Barbiéri (Escola Superior de Enfermagem do Porto) e um grupo de alunos de escolas de todo o país são, respetivamente, os convidados para falarem sobre cada uma destas matérias.

Como é habitual nestes encontros, serão, ainda, apresentaremos os novos parceiros do “+ Contigo”, será abordada a expansão do projeto a nível nacional e enunciadas as expetativas para o futuro, além da partilha dos resultados de prevenção do suicídio em contexto escolar alcançados durante o ano letivo de 2015-2016.

O V Encontro “+ Contigo” (ver programa detalhado online), a ter lugar nas instalações da ESEnfC em S. Martinho do Bispo (Polo B), começa, pelas 9h30, com a “apresentação de resultados 2015-2016”.

Pelas 12h45, decorre a sessão de abertura, com a presença do diretor-geral da Saúde, Francisco George, do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Tereso, do diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho, da delegada regional do Centro da DGEstE - Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, Cristina Oliveira, da Presidente da ESEnfC, Maria da Conceição Bento, e do coordenador do "+ Contigo", José Carlos Santos.

Projeto de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar, iniciado em Coimbra, pela ESEnfC e pela ARS do Centro, e nos últimos anos em alargamento ao território nacional, o “+ Contigo” tem por população-alvo alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário. Trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência e tendo vem vista a prevenção do suicídio neste grupo etário.

No último ano letivo, o “+ Contigo” esteve presente, com ações de formação, em todas as administrações regionais de Saúde do continente, bem como nos Açores (ilha do Pico). Estiveram envolvidos cerca de 5.100 alunos.

O projeto foi enquadrado no conjunto de medidas do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, da Direção-Geral da Saúde (DGS). Além da ESEnfC, da sua Unidade de Investigação (UICISA: E) e da DGS, são parceiros “+ Contigo” a DGEstE - Direção de Serviços da Região Centro, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Baixo Vouga, o Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Núcleo de Estudos do Suicídio (do Hospital de Santa Maria, em Lisboa), o Centro Hospitalar Leiria-Pombal, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu, o Hospital Distrital da Figueira da Foz, o Hospital Beatriz Ângelo, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos, a Unidade Local de Saúde da Guarda, a Universidade do Algarve e os municípios de Alvaiázere, Lourinhã, Mangualde, Mealhada e Oliveira do Bairro. 

Associações defendem
As mulheres imigrantes em Portugal devem ter acesso às consultas de saúde sexual e reprodutiva, "independentemente do seu...

A propósito do Dia Mundial da Contraceção, que se assinala hoje, as duas estruturas recordam, em comunicado, que o acesso à saúde sexual e reprodutiva "é um direito fundamental do indivíduo" e que o acesso a essas consultas deve ser garantido "em igualdade de circunstâncias" às imigrantes que vivem em Portugal.

De acordo com os dados mais recentes, divulgados em 2015, 94 por cento das mulheres portuguesas com vida sexual ativa usam métodos contracetivos para não engravidar, sendo o mais comum a pílula.

No entanto, seis por cento das adolescentes e oito por cento das mulheres com mais de 40 anos, não usam qualquer método contracetivo.

Quarenta por cento das mulheres sexualmente ativas e a usar contraceção não teve qualquer consulta de planeamento familiar ao longo do último ano, e a esmagadora maioria era adolescente.

As duas entidades recordam que em 2009 a educação sexual "foi considerada obrigatória no plano curricular dos jovens", mas em 2015 apenas 67,4 por cento disse ter acesso a informação sobre contraceção e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Por isso apelam ainda para uma revisão "urgente" das condições da educação sexual em Portugal.

Despesas com saúde na UE
Um ano após a entrada em vigor da lei que permite o reembolso das despesas dos portugueses com cuidados de saúde noutros...

Desde setembro do ano passado que os portugueses podem pedir o reembolso das despesas com cuidados de saúde noutros Estados-membros, os quais foram definidos numa portaria que entrou em vigor a 26 de setembro de 2015.

Fonte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) revelou que foram rececionados dois pedidos de reembolso que correspondem a processos que teriam de ser sujeiros a autorização prévia.

Outros sete pedidos de reembolso chegaram à ACSS, embora “enquadrados ao abrigo dos regulamentos comunitários por se tratarem de cuidados de saúde urgentes prestados em situação de estada (férias, por exemplo) e não se tratavam de cuidados de saúde programados”, adiantou a mesma fonte.

De acordo com a lei que estabelece as normas de acesso a cuidados de saúde transfronteiriços, os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm direito ao reembolso das despesas diretamente relacionadas com tratamentos prestados noutro Estado-membro da União Europeia, desde que sejam tidos como cuidados de saúde que caberia ao Estado português garantir, através da sua estrutura de saúde pública.

O diploma estabelece que as prestações de saúde com direito a reembolso são as previstas na tabela de preços do SNS, mas salvaguarda que este direito (ao reembolso) “pressupõe a existência de uma avaliação prévia por um médico de medicina geral e familiar” do SNS ou por serviços regionais de saúde que “determinem a necessidade dos cuidados”.

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