Em Portugal
Todos os anos morrem, em média, 600 pessoas em Portugal vítimas de um traumatismo crânio encefálico grave, devido a acidentes,...

“A cada ano o número de novos casos graves é de 6.000, sendo que 600 pessoas morrem em fase de coma”, adianta a associação, informando que nos últimos 20 anos foram registados 275 mil casos.

Para alertar para esta problemática, a associação, que apoia traumatizados crânio encefálicos e as suas famílias, promove na segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, uma mesa redonda que reunirá organizações de saúde e instituições.

O objetivo "é discutir o caminho a percorrer, no apoio diário às vitimas e cuidadores”, avaliar o trabalho desenvolvido e “a eficácia dos serviços prestados e as lacunas existentes, tendo em conta os mais de 200.000 jovens adultos a viver hoje com sequelas graves”, refere a associação que apoia traumatizados crânio encefálicos e as suas famílias.

Existem dois tipos de vítimas: pessoas com idades entre os 25 e os 50 anos, que são sobretudo vítimas de acidentes, e os mais velhos, que são vítimas de quedas. A maioria dos doentes que sobrevive recupera a consciência e apenas um a dois por cento ficam em coma permanente.

“São pessoas que depois de um grande acidente sofrem um traumatismo e ficam com sequelas e definição de deficientes, mas na verdade são pessoas que se sentem com todas as suas capacidades”, disse a diretora executiva da Novamente, Vera Bonvalot.

Vera Bonvalot explicou que as pessoas se lembram de como eram antes do acidente e “pensam bem as coisas". Poderão, no entanto, "não conseguir falá-las e transmiti-las bem” e andar “um bocadinho desequilibradas por o cérebro não comandar bem a marcha”.

“Cada traumatismo de crânio grave é um caso diferente por causa da zona que é afetada e do grau da sequela”, explicou a responsável.

Com a ajuda de parceiros, a Novamente criou alguns serviços para apoiar estas vítimas, mas percebeu que as “entidades com decisão tinham que conhecer números, dados e participar” na procura de soluções com a associação.

“Descobrimos ao longo do processo que as decisões de qualquer entidade, como a Direção-Geral da Saúde, o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) ou o Instituto de Emprego” devem ser tomadas em conjunto, caso contrário “corre-se o risco da decisão não ser correta”, defendeu a responsável.

No encontro, vão estar presentes, entre outros, a subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas, da Direção Geral de Saúde, o presidente do INR, e representantes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e do Instituto da Segurança Social

Criada em 2010, fruto das “enormes dificuldades sentidas por um pai cujo filho sofreu um traumatismo crânio encefálico”, a Novamente representa já mais de 200.000 casos e dá apoio de acompanhamento a mais de 500 famílias.

“Estado da Educação 2015”
A obsessão em ter as crianças mais atentas e sossegadas, com recurso a substâncias químicas, poderá representar um...

No relatório “Estado da Educação 2015”, o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, escreve que se tornou preocupante o consumo de substâncias estimulantes do sistema nervoso central, especialmente as orientadas para a superação de “supostos problemas” de hiperatividade e défice de atenção.

“O recurso cada vez mais generalizado ao metilfenidato (princípio ativo da designação comercial de Ritalina) reflete um problema que não deverá ser menosprezado”, adverte o ex-ministro da Educação na apresentação do documento.

O investigador refere a venda de quase 300.000 embalagens deste medicamento, em 2014 (dados do Infarmed), para defender uma reflexão por parte dos pais, dos professores, dos profissionais de saúde e dos decisores políticos sobre as razões de “tão rápido crescimento do consumo” e sobre os efeitos que o abuso destas substâncias pode ter no desenvolvimento geral das crianças.

O CNE recorreu também a dados da Direção-Geral de Saúde para mostrar que o consumo destes medicamentos passou de 2.937.039 doses diárias em 2009 para 6.515.293 em 2013 (considerando os fármacos comparticipados e dispensados à população em regime de ambulatório).

De acordo com o relatório Saúde Mental em Números 2015, as crianças portuguesas até aos 14 anos estão a consumir mais de cinco milhões de doses diárias de metilfenidato.

O investigador nota, por outro lado, uma “assinalável tendência” para a diminuição do consumo de substâncias aditivas: “Há uma clara redução dos que reconhecem ter experimentado o consumo de tabaco e cannabis e uma tendência positiva dos que afirmam não consumir”.

Os resultados apurados por este estudo relativamente às bebidas alcoólicas referem uma situação menos favorável, “ainda que a tendência seja para diminuir”.

No que diz respeito ao ensino superior, o presidente do CNE assinala que há alunos e oportunidades a menos e que um dos problemas que se coloca na internacionalização das instituições é “a escassa especialização”.

“As ofertas generalistas de caráter tradicional tendem a dominar, face ao desejável desenvolvimento de núcleos de ensino e investigação especializados em domínios onde as instituições portuguesas possam ser reconhecidas e com capacidade para competir com as suas congéneres estrangeiras”, observa.

David Justino refere também que os indicadores de produção científica “continuam a ser moderados” quando comparados com os de países de idêntico nível de desenvolvimento económico e social.

“O facto de possuirmos alguns centros de excelência, não consegue esconder que a maioria não ultrapassa a mediania, bem como a irremediável tendência para paroquialização e enquistamento das equipas e das instituições de investigação científica”, critica o presidente do CNE.

O documento, de 300 páginas, é editado anualmente pelo CNE.

A importância do rastreio auditivo
A deficiência auditiva não compensada é um fator importante que contribui para o abandono precoce de

10 da manhã, sala de espera da consulta. Crianças brincam ruidosamente no playground, um adolescente ouve música do iphone, um casal já idoso, ela invisual, chegam acompanhados da netinha de 3 anos. Nada de especial, mais um dia de rotina…

Felizmente, atualmente, este cenário é comum em consultas de Otorrinolaringologia especializadas, então o que torna este digno de relato?

É que as crianças, o adolescente e a idosa são surdos. Não se percebe se não estivermos atentos, comunicam entre si e com o mundo à sua volta através da fala, estão integrados no maravilhoso mundo dos sons, da oralidade e, alguns, da música e hoje é dia mundial dos surdos, para que eles sejam ouvidos.

No nosso país existem meios técnicos e recursos humanos que nos permitem estender o rastreio auditivo a todos os cerca de 80 000 cidadãos recém-nascidos que anualmente vêm enriquecer as nossas famílias e a nossa sociedade. Porque nos preocupamos com o rastreio iniciado na primeira semana de vida? Sabemos que 2 em cada 1000 recém-nascidos vão ter algum grau de deficiência auditiva sem que haja nenhum sinal de alarme reconhecido, que entre 1 a 4 em cada 100 bebés com fatores de risco (família onde há surdez, grande prematuridade, muito baixo peso ou que sobreviveram a infeções graves) vão também precisar de ajuda.

Quanto mais cedo diagnosticarmos e caracterizarmos a surdez e iniciarmos a estimulação auditiva com ajudas técnicas adequadas (próteses auditivas convencionais ou implantes cocleares) e terapia da fala, mais cedo o cérebro é exposto aos complexos sinais da fala, maior será o progresso cognitivo e comunicativo desta criança.

O rastreio de recém-nascidos é apenas o primeiro meio. No entanto, a surdez pode surgir mais tarde durante a infância, ou por motivos genéticos, doenças infeciosas, sobretudo a meningite, ou até por traumatismos cranianos.

Antes de iniciar a escolaridade, há necessidade de rastrear dificuldades auditivas, geralmente menos intensas, que possam ter passado despercebidas e que irão influenciar negativamente a normal progressão académica.

Em alguns jovens e adultos podem manifestar-se quadros de surdez tardia e progressiva que dificultam o dia a dia. 

Por vezes a amplificação com próteses auditivas não é suficiente e terá de se propor uma solução cirúrgica adequada a cada caso e a cada patologia, envolvendo cirurgia do ouvido médio (otosclerose, sequelas de otites crónicas), ou do ouvido interno, com utilização de próteses implantáveis, implantes osteointegrados ou implantes cocleares).

Quase sempre excluídos desta reabilitação cirúrgica são as pessoas idosas. Erradamente é aceite pela comunidade e pelas famílias que a perda auditiva que surge com a idade é uma fatalidade e que o idoso se terá de conformar. Temos ao nosso dispor opções protéticas que muitas vezes melhoram a audição, permitem a conversação, ouvir música e ver e ouvir televisão e o telefone. Quando estas soluções se tornam manifestamente insuficientes, os séniores deverão ser encaminhados para programas de implante cocleares, a idade não é e não deverá ser uma contraindicação.

O envelhecimento saudável e ativo pressupõe boas capacidades comunicativas, boa visão, boa mobilidade e o controlo de eventuais doenças crónicas.

Numa sociedade em que a esperança de vida aumenta, preocupa-nos a qualidade de vida que os idosos têm.

Sabemos hoje que a deficiência auditiva não compensada é um fator importante que contribui para precoces abandonos de atividades produtivas e mais bem remuneradas, isolamento familiar e social, depressão e demência.

Temos necessidade de estender os cuidados audiológicos a toda a população, rastreio das crianças, vacinação contra a meningite, despiste de doenças infeciosas na gravidez, aconselhamento e acompanhamento (eficaz) dos profissionais sujeitos a ruído traumático e claramente definido na legislação laboral.

Ajudar os jovens e os adolescentes a fazer boas escolhas, moderando a exposição a sons muito intensos e prolongados nas suas atividades recreativas.

Temos de dotar as nossas escolas de meios humanos e técnicos para acolher com sucesso as crianças surdas que todos os anos ingressam na escolaridade obrigatória e progressivamente vão atingindo os graus superiores de ensino. O mundo do trabalho será enriquecido por estes futuros profissionais, integrados, preparados e combativos.

Os cuidados auditivos terão também que ser integrados na abordagem holística do indivíduo sénior, muitos sintomas de isolamento e depressão poderão ser prevenidos e tratados cuidando das suas capacidades comunicativas e de interação familiar e social.

Os locais públicos, serviços da administração pública, empresas com atendimento ao público, escolas, transportes e salas de espetáculos deverão ser providas de ajudas técnicas que permitam à pessoa com dificuldades auditivas comunicar nas melhores condições; a acessibilidade não pode ser apenas física, terá de ser também sensorial.

Alguns destes passos já foram dados, muito trabalho de preparação técnica dos profissionais e divulgação entre a sociedade foi já feito; há necessidade de investimento público em infraestruturas, apoio financeiro na aquisição e manutenção de ajudas técnicas indispensáveis para os portadores de deficiência auditiva, nomeadamente de próteses auditivas e implantes.

Ouvir melhor não é um luxo, as ajudas técnicas à audição não são um acessório de moda; são um investimento inacessível a famílias com menos proventos e ou não são comparticipadas ou o são de uma forma insuficiente, sem este tipo de apoio, os pacientes típicos das nossa salas de espera não teriam o comportamento “banal” e integrado que atualmente apresentam.

A surdez é silenciosa, vamos dar-lhe voz!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Hipercolesterolémia Familiar
Apesar de não ser uma doença rara, a Hipercolesterolémia Familiar (FH) é uma patologia ainda pouco

O Colesterol Hereditário ou Hipercolesterolémia Familiar é, de acordo com Isabel Mendes Gaspar, especialista em Genética Médica e Internista da Associação FH Portugal, “uma doença hereditária que se caracteriza por níveis de colesterol total e LDL-colesterol (LDL-C) elevados no plasma, que se vão depositando nas artérias, nos tendões  (provocando xantomas tendinosos), na pele (xantelasmas) e na irís (arco corneano), e que poderá contribuir para a aterosclerose e doenças cardiovasculares prematuras”.

Estima-se que esta doença afete um em cada 500 indíviduos, sendo a sua prevalência maior no sexo masculino atingindo “1 em cada 4 homens e 1 em cada 5 mulheres com idades inferiores a 50 anos”, refere a especialista.

Sendo assintomática (“na maioria dos indíviduos”), é reconhecida como uma doença silenciosa que esconde inúmeros perigos. “Como é uma doença assintomática, devemos efetuar análises bioquímicas: colesterol total e LDL-C”.

Caso se verifiquem valores elevados – acima dos 190 mg/dL nos adultos e dos 155 mg/dL em crianças e adolescentes – “deve iniciar-se modificação de estilos de vida”, que inclui uma alimentação cuidada e adaptada à idade e profissão, atividade fisíca diária, redução de peso e suspensão de hábitos tabágicos e dar início a uma terapêutica personalizada com recurso “estatinas, inibidores de absorção de colesterol, nutricêntricos que reduzem eficazmente do CT e os LDL-C e elevam o HDL-C”.

“Nos indíviduos com história pessoal (antecedentes pessoais) de doença coronária, AVC, aneurismas, doença vascular periférica e/ou morte súbita prematuras (menos de 55 anos nos homens e menos de 60 nas mulheres) e xantomas tendinosos e/ou arco corneano antes dos 45 anos, deve-se otimizar a terapêutica e prevenir novos eventos cerebro-cardiovasculares”, refere Isabel Mendes Gaspar reforçando a importância de todos estes casos serem “seguidos, vigiados e tratados” em consultas multidisciplinares, em particular, em consultas “de especialistas de Doenças Hereditárias ou Dislipidémias Hereditárias”.

Tratando-se de uma doença genética de transmissão autossomática dominante, que se transmite verticalmente de pais para filhos, pode ser transmitida por apenas um dos progenitores ou por ambos.

“Se a doença for herdada de um progenitor (pai ou mãe) tem o nome de heterozigótica e se for herdada de ambos os progenitores tem o nome de homozigótica”, pode ler-se na página da Associação FH Portugal.

De acordo com os dados disponíveis, sabe-se que a incidência da Hipercolesterolémia Familiar heterozigótica é maior do que a homozigótica (mais rara e também mais grave), atingindo 1 pessoa em 500 e 1 em 1 milhão, respetivamente. No entanto, em ambos os casos, o risco de desenvolvimento de uma doença cardiovascular precoce é muito superior ao da população em geral.

“Estima-se que existam 35 milhões de pessoas com FH no mundo, dos quais 20 a 25 por cento são crianças e adolescentes”, avança a especialista em Genética Médica.

Em Portugal, são cerca de 20 mil os que podem ter esta doença silenciosa e que desconhecem os seus riscos.

Na realidade, o desconhecimento sobre a doença é um dos principais obstáculos ao diagnóstico e tratamento de uma patologia que pode conduzir à morte precoce, em idade ativa. “A falta de diferenciação entre os critérios de diagnóstico entre a dislipidemia adquirida e  Hipercolesterolémia Familiar contribuem para que, nem a população, nem os profissionais de saúde estejam sensíveis e atentos ao problema”, reafirma a entidade.

Por isso a Associação FH Portugal recomenda que “as famílias com uma história de doença cerebro-vascular precoce ou morte” façam análises ao sangue para determinar os níveis de colesterol, LDL-C, HDL-C e TG.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Coordenador da reforma
O coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados elogiou, em...

A propósito dos Prémios de Boas Práticas na Saúde, atribuídos pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, Manuel Lopes disse que "são essenciais, porque efetivamente são um sinal evidente de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem capacidade de auto-renovação e de inovação, que devem ser valorizados".

"Estamos a assistir a uma transição demográfica-epidemológica, na qual as populações requerem cuidados diferentes daqueles que requeriam há 37 anos e, portanto, obrigatoriamente o SNS tem de se renovar e haver uma entidade como esta que apela a essa renovação e que premeia essa renovação é um mecanismo absolutamente essencial", sublinhou.

Manuel Lopes, que é professor coordenador na Universidade de Évora, falava à margem da conferência "10 anos a premiar boas práticas", que decorreu na manhã de hoje no Hospital Pediátrico de Coimbra.

O coordenador nacional do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados salientou que os projetos já desenvolvidos e premiados inovaram nos modelos de cuidados prestados e melhoraram a acessibilidade.

Considerou, no entanto, que têm ainda um "peso ainda reduzido" no SNS porque as experiências "ainda são limitadas".

No primeiro painel da conferência, intitulada "10 anos a premiar as boas práticas, foram apresentados seis projetos desenvolvidos em Portugal - Algarve, Alentejo, Centro, Porto, Lisboa e Vale do Tejo e Ponta Delgada - que "demonstram que o SNS está movimento", frisou Manuel Lopes.

Nesse conjunto, surge o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que criou um serviço de tele-medicina infantil dirigido para os hospitais da região centro, o Hospital Garcia da Horta, de Almada, com a criação de um Centro de Desenvolvimento da Criança, e o Centro Hospitalar do Algarve que implementou uma consulta de nutrição clínica.

O Hospital de Santo António, no Porto, criou um sistema logístico de gestão de 'stocks', enquanto a Administração Regional de Saúde do Alentejo implementou um projeto de saúde precoce que abrange atualmente toda a região.

O Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, criou uma consulta de obesidade infantil.

"Estes são os projetos que queremos replicar para que, tendo sido reconhecidos como boas práticas, possam ser aplicados a nível nacional, no seu contexto", disse Adelaide Brissos, coordenadora do Prémio de Boas Práticas na Saúde, atribuído pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar.

Desde 2006, aquela associação já premiou cerca de 30 projetos.

Parlamento aprova
A Assembleia da República aprovou hoje iniciativas do BE e do CDS-PP para isentar de IVA as prestações de serviços efetuadas no...

A iniciativa do BE foi aprovada com a abstenção do PS e PCP e os votos favoráveis dos restantes grupos parlamentares, enquanto o projeto do CDS-PP foi aprovado com os votos a favor do BE, CDS-PP, PEV e PAN e a abstenção de PSD, PS e PCP.

A Assembleia chumbou o projeto de lei apresentado pelo PAN (Pessoas-Animais-Natureza) que ia no sentido de enquadrar as terapêuticas não convencionais na Lei de Bases da Saúde.

O projeto do PAN teve votos favoráveis do BE, CDS e PAN, votos contra do PSD e PCP e abstenções do PS e PEV.

O acesso às profissões no âmbito das terapêuticas não convencionais, e o seu exercício, no sector público ou privado, foi regulado em 2013, aplicando-se à Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia, Osteopatia e Quiropráxia, expõe a iniciativa do CDS.

Contudo, a isenção do IVA está prevista apenas nas prestações de serviços de assistência efetuadas no exercício das profissões de médico, odontologista, parteiro, enfermeiro e de outras profissões paramédicas, de acordo com o mesmo projeto de lei.

Dispositivos médicos
Divulgação de dados das empresas de dispositivos clínicos permitirá monitorização de relações suspeitas no portal da...

As empresas de dispositivos médicos vão passar a ter que declarar os patrocínios, apoios e subsídios concedidos aos profissionais de saúde e às instituições e entidades do sector, à semelhança do que já acontece com a indústria farmacêutica desde o início de 2013. Aprovada no último Conselho de Ministros dedicado à saúde, a medida vai permitir monitorizar eventuais relações perigosas e conflitos de interesses também nesta área que representa um peso substancial na despesa do Serviço Nacional de Saúde, cerca de 700 milhões de euros por ano.

A área dos dispositivos médicos é muito vasta, incluindo produtos que vão desde simples pensos a seringas e preservativos, pacemakers e próteses, até equipamentos pesados com tomografia axial computorizada (TAC) e ressonância magnética. O atual ministro da Saúde, à semelhança do que já tinha acontecido com o anterior, já avisou que a aquisição de dispositivos médicos é uma das áreas que merecem especial atenção no âmbito da luta contra a fraude e o desperdício.

No Conselho de Ministros da semana passada foi também aprovada outra alteração que vai facilitar a vida aos profissionais e entidades do sector da saúde (e são maioritariamente as sociedades científicas e os médicos que divulgam os patrocínios recebidos da indústria farmacêutica para a ida a congressos, ou a realização de conferências e atividades de formação e investigação).

Os profissionais de saúde vão deixar de ter que reportar os valores recebidos no portal que está disponível no site da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) desde Fevereiro de 2013, passando a ter apenas que validar a informação submetida pela indústria farmacêutica.

A plataforma foi criada para divulgar os apoios dos laboratórios farmacêuticos a organizações, entidades e profissionais do sector, de maneira a permitir identificar eventuais relações perigosas. Inclui os valores e as informações declaradas pelos laboratórios, distribuidores e fabricantes de medicamentos, por um lado, e os patrocínios aceites por associações, profissionais de saúde e outras entidades do sector, por outro.

A plataforma da transparência e da publicidade, assim se designa o portal, "será alvo de alguns ajustamentos com as alterações à legislação em vigor", referiu o Infarmed em resposta escrita ao jornal Público. "O objetivo é tornar os procedimentos mais simples e coerentes, explicou o regulador, a quem cabe a monitorização deste portal.

“Para facilitar a intervenção dos profissionais de saúde, o diploma aprovado no Conselho de Ministros de dia 15 de Setembro elimina a existência de um duplo registo de benefícios, cabendo assim aos beneficiários dos mesmos, nomeadamente aos profissionais de saúde, apenas a validação da informação registada pelo patrocinador”, acrescenta.

Na prática, isto significa que, “mesmo que não registem os benefícios recebidos, os profissionais, trabalhadores do SNS ou do Ministério da Saúde, bem como os seus organismos e serviços, terão a possibilidade de validar os valores”. O projeto de diploma ainda vai ter que ser promulgado pelo Presidente da República mas vem responder às críticas dos profissionais, sobretudo os responsáveis da Ordem dos Médicos, que desde o arranque da plataforma puseram em causa a necessidade de declaração dos apoios recebidos da indústria farmacêutica.

Seis milhões de euros por mês
Este ano, em média, os laboratórios declararam cerca de seis milhões de euros de patrocínios por mês. O Infarmed adiantou ao jornal Público que, entre 1 de Janeiro e 9 de Setembro, foram concedidos 47,9 milhões de euros em patrocínios.

No último balanço global da atividade do portal da transparência, o regulador revelou que, desde o início de 2013, a indústria farmacêutica declarou 160 milhões de euros, mas apenas foram reportados 69 milhões de euros pelos beneficiários. As discrepâncias entre os valores justificam-se por vários motivos, mas a subnotificação é evidente. Nessa altura, o Infarmed sublinhou, aliás, que estava a notificar centenas de entidades para que cumprissem a obrigação de reporte.

No início deste ano, estavam registadas na plataforma 9375 entidades, das quais 8257 eram profissionais de saúde: 7324 médicos, 442 farmacêuticos, 294 enfermeiros e 32 médicos dentistas. Da lista fazem ainda parte sociedades médicas, farmácias, associações de doentes, hospitais públicos.

Quando o portal arrancou, em 15 de Fevereiro de 2013, o valor mínimo a partir do qual eram obrigatórias as declarações era de 25 euros, mas em Outubro de 2014 foi alterado para 60 euros.

Médica diz
Quem o garante é Teresa Bombas, médica ginecologista e presidente da Sociedade Portuguesa da Contraceção. A partir desta sexta...

"Em Portugal, o número de gravidezes não planeadas e os números do aborto atestam bem o uso da contraceção uma vez que tem decrescido o número de gravidezes interrompidas por opção da mulher e a prevalência do uso de contraceção tem registado um aumento a par do (ainda tímido) aumento da natalidade", comenta Teresa Bombas destacando que o trabalho dos profissionais de saúde ligados à contraceção deve continuar garantindo "escolhas livres e seguras".

As interrupções voluntárias da gravidez voltaram a diminuir em 2015, que registou o número mais baixo desde 2008, mostram dados oficiais da Direção-geral da Saúde (DGS) revelados esta semana.

O aborto por opção da mulher diminuiu 1,9% entre 2014 e 2015, escreve o Sapo, tendo sido feitas 15.873 interrupções por decisão da grávida. Trata-se do número mais baixo desde 2008, primeiro ano completo desde que entrou em vigor a lei que despenalizou o aborto até 10 semanas de gravidez.

Com abertura agendada para as 14h00 de 23 de setembro, a 6ª Reunião Nacional da Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPDC) trás a terreiro o debate sobre temas atuais e muito pertinentes como "contraceção e cancro da mama", "contraceção masculina: onde estamos", "contraceção em mulheres com cefaleias e enxaquecas" ou "specialização em saúde sexual e reprodutiva em Portugal".

De acordo com Teresa Bombas, ginecologista e presidente da SPDC "nesta reunião vão ser abordados tópicos importantes na atualização da contraceção em condições de saúde específicas, mas também vai ser discutida a importância do ensino pós-graduado em saúde sexual e reprodutiva".

"É necessário dar continuidade ao trabalho de garantir a universalidade e igualdade de condições no acesso às consultas de Planeamento Familiar e aos métodos de contraceção disponíveis no nosso país", salienta a especialista em comunicado.

Numa reunião de dois dias a decorrer em Coimbra na Fundação Bissaya Barreto, a SPDC dá destaque a temas diversificados, abrangentes e muito atuais.

Estudo
Um estudo conduzido na Alemanha, com base em inquéritos, aponta que a maioria das pessoas associa a preguiça à obesidade, um...

Além de afetar a saúde e aumentar a propensão para desenvolver certo tipo de doenças a obesidade também pode provocar à solidão.

Um estudo divulgado na Alemanha indica que pessoas com excesso de peso são muitas vezes estigmatizadas, ridicularizadas ou excluídas da sociedade.

A investigação do instituto Forsa, sob encomenda da seguradora público-privada alemã DAK, revela que 71% dos entrevistados consideram o aspeto físico dos obesos inestético e 15% evitam o contacto com pessoas gordas.

A maioria dos inquiridos considera ainda que os obesos são preguiçosos e, por isso, não conseguem emagrecer, escreve o Sapo.

De acordo com o estudo, esta exclusão social no dia a dia e no trabalho agrava a obesidade, elevando os níveis de stress, provocando mudanças no comportamento alimentar e aumento de peso, um ciclo vicioso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define excesso de peso e obesidade a acumulação de gordura anormal ou excessiva. Este é um grande fator de risco para doenças como a diabetes, doenças cardiovasculares, depressão e cancro.

A OMS usa o Índice de Massa Corporal (IMC) - peso divido pela sua altura em metros quadrados – para medir a obesidade. Se o IMC for maior ou igual a 30, a pessoa é considerada obesa. Se for igual ou maior que 25, considera-se que há excesso de peso.

Estudo
A conclusão é de um estudo conduzido por Cristin Kearns da Universidade da Califórnia, segundo o qual representantes da...

Publicado pelo jornal Jama Internal Medicine, o estudo analisou 31 páginas de correspondência entre o grupo norte-americano "Sugar Association", que representa os interesses da indústria açucareira, e investigadores proeminentes da Universidade de Harvard.

Segundo documentos encontrados em arquivos públicos, escreve o Sapo, em 1964 a "Sugar Association" discutia internamente formas para lidar com a campanha negativa global contra o açúcar, depois do aparecimento de alguns estudos que associavam o produto ao aparecimento de doenças cardíacas.

No ano seguinte, a associação avançou com o "Projeto 226", um programa que incluía o pagamento aos investigadores - quase 50 mil dólares por artigo - para que se fizesse investigação científica sobre o consumo do açúcar a partir de materiais escolhidos e cedidos pelo grupo. Enquanto isso, a "Sugar Association" recebia esboços dos textos para publicação final.

O artigo resultante, publicado em 1967, concluiu "sem margem para dúvidas" de que para evitar problemas cardíacos é necessário reduzir o colesterol e o consumo de gorduras saturadas, minimizando quaisquer efeitos do consumo de açúcar.

O papel da "Sugar Association" e o financiamento concedido aos cientistas não foram mencionados na publicação do artigo no New England Journal of Medicine. Este jornal científico apenas passou a exigir a divulgação dessas informações a partir de 1984.

Governo
O Governo vai lançar esta sexta-feira duas linhas de financiamento no valor global de 5 milhões de euros para promover a...

“Vamos tentar acelerar a preparação e a capacitação dos nossos destinos para estarem em condições de receberem todas as pessoas. Vamos lançar guias de apoio à adaptação de espaços públicos, hotéis, restaurantes e [espaços de] animação turística para pessoas com mobilidade [reduzida] e vamos também lançar duas linhas de financiamento”, disse a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da Semana do Turismo, que hoje se inicia e que decorre até ao dia 01 de outubro, com iniciavas em várias zonas do país, escreve o Sapo. As linhas de financiamento e apoio inserem-se no programa “All for All” e destinam-se “quer aos municípios, quer à oferta turística, para se prepararem e adaptarem para estarem aptos a receber todas as pessoas”, destacou Ana Mendes Godinho.

“Serão lançadas duas linhas: uma para apoio à adaptação dos espaços públicos e outra para apoio à reconversão e adaptação de hotéis, alojamento turístico, restauração e animação turística, no valor global de cinco milhões de euros”, explicitou a governante.

A tónica desta Semana do Turismo, cujo Dia Mundial se assinala a 27 de setembro, assenta no apoio à inclusão, sendo o “All for All” “um programa inclusivo que pretende sensibilizar os operadores turísticos para as necessidades das pessoas com deficiência”, destacou ainda a secretária de Estado.

Entre as várias iniciativas que se realizam ao longo desta semana, de destacar o lançamento hoje, em Elvas, da linha de apoio a projetos Wi-Fi, que visam a instalação de redes de acesso gratuito à internet em centros históricos, com o intuito de atrair turistas a outras zonas do país.

No próximo dia 28, em Coimbra, será lançado o Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que pretende valorizar o património ao abandono.

Neste dia, o Governo vai anunciar dez dos 30 edifícios que, até ao final do ano, vão ser concessionados a privados, com o compromisso de que sejam recuperados, reabilitados e acessíveis ao público. Um dos edifícios abrangidos será, segundo Ana Mendes Godinho, o Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Será ainda lançado esta semana o programa Algarve 365, com iniciativas diárias ao longo de 365 dias para combater a sazonalidade e atrair turistas o ano inteiro.

Dia de Sensibilização para o Cancro da Tiróide
Afetanto sobretudo mulheres acima dos 40 anos, o Cancro da Tiróide representa apenas 1% de todos os

A tiroide é uma pequena glândula em forma de borboleta localizada na parte anterior e inferior do pescoço, por exemplo nos homens por baixo da maçã-de-Adão

Produz várias hormonas, sendo as principais a as chamadas T3 e a T4. Estas são indispensáveis para o normal funcionamento do organismo. O seu excesso ou deficiência são causa de várias doenças.

As doenças da tiroide são frequentes em especial nas mulheres. Cerca de 40% das mulheres com mais de 40 anos apresentam alterações da tiroide, que se podem manifestar por alterações do funcionamento das células tiroideias ou pela formação de pequenos nódulos (“caroços”).

Os nódulos da tiroide são benignos em 95% dos casos (em 5% pode ocorrer um cancro ou carcinoma da tiroide).

O cancro da tiroide é muito raro embora a sua frequência tenha aumentado nos últimos anos. Em Portugal, diagnosticam-se cerca de 400 novos casos por ano, representando cerca de 1% de todos os cancros.

O seu tratamento e prognóstico dependem do tipo de células da tiroide a partir das quais se desenvolve e da fase do carcinoma à data do diagnóstico. Os carcinomas diferenciados da tiroide, que incluem o carcinoma papilar e o carcinoma folicular, representam cerca de 90% dos casos de cancro da tiroide. São cerca de quatro vezes mais frequentes nas mulheres do que nos homens e habitualmente têm excelente prognóstico.

Quais as causas?

As causas não estão bem determinadas. O cancro da tiroide é mais frequente em pessoas com exposição prévia a altas doses de radiação, com história familiar de cancro da tiroide e com idade superior a 40 anos. Na maioria dos casos não há uma causa identificável.

A exposição a altas doses de radiação em jovens, aumenta o risco de virem a desenvolver cancro da tiroide.

O cancro da tiroide pode ser causado por altas doses de iodo radiativo libertado durante os desastres nucleares, como em Chernobyl e em Fukushima. As crianças são as mais suscetíveis, mas os adultos também são afetados podendo vir a desenvolver cancro da tiroide até quarenta anos depois. A ingestão precoce de iodeto de potássio em gotas (nome, mais dados) pode diminuir de forma significativa este risco.

Como se manifesta e como se diagnostica?

O cancro da tiroide manifesta-se por um nódulo e habitualmente não provoca qualquer sintoma.

Muitas vezes é detetado pelo próprio, que palpa um nódulo no pescoço ou pelo médico num exame de rotina. Pode ainda ser identificado por exames de imagem do pescoço ou tórax (ecografia ou TAC) realizados por qualquer outro motivo.

Em fases avançadas quando o nódulo atinge grandes dimensões pode provocar dor, dificuldade em engolir ou rouquidão.

O estudo do nódulo da tiroide exige a realização de análises para avaliar o funcionamento da tiroide, que por norma são normais, ecografia dirigida à tiroide e ainda biopsia com pequena agulha (citologia aspirativa com agulha fina). Este exame que é de fácil realização, é determinante para o diagnóstico pois permite a colheita de células para análise. Nódulos com dimensões até 1 cm não têm indicação para realizar este exame.

O diagnóstico definitivo é feito pelo estudo da porção de tiroide retirada na cirurgia.

Quais os tipos de cancro da tiroide?

Carcinoma papilar – representa 70-80% de todos os cancros da tiroide. Pode ocorrer em qualquer idade. É de crescimento lento e os gânglios do pescoço pode estar afetados na altura do diagnóstico. Mesmo nesta situação tem muito bom prognóstico.

Carcinoma folicular – representa 10 – 15% dos cancros da tiroide. Ocorre em idades mais avançadas que o carcinoma papilar e provoca mais vezes metástases a distância, no pulmão e no osso, para além do atingimento dos gânglios. 

Carcinoma medular – representa 5-10% dos casos de cancro da tiroide e pode ter carácter familiar e associar-se a outras doenças endócrinas.

Carcinoma anaplástico – é raro, <2% dos casos e de muito mau prognóstico.

Como se trata?

A cirurgia é a primeira opção terapêutica. A remoção total da tiroide (tiroidectomia total) é realizada na maioria das situações, no entanto a remoção pode ser parcial em casos selecionados.

Após a cirurgia é necessário fazer medicação com hormona tiroideia, que terá que ser mantida para toda a vida.

Nos carcinomas de pequenas dimensões e sem gânglios atingidos a cura pode ser atingida apenas com a cirurgia. Nos carcinomas de maiores dimensões, com características mais agressivas e com gânglios afetados é necessário complementar a terapêutica com iodo radioativo. Esta tem como objetivo a destruição de células cancerígenas remanescente e deste modo evitar o risco de recidivas.  

Como se vigia?

Mais de 80% dos casos de carcinoma da tiroide têm cura.

Apesar destes resultados as vigilâncias periódicas são indispensáveis não só para detetar precocemente uma recidiva, mas também para avaliar os níveis de hormonas tiroideia (T3 e T4) e do TSH de modo a ajustar a medicação.

Apesar dos primeiros 5 a 10 anos serem os mais importantes, por ser maior o risco de recidiva, a vigilância deverá ser mantida ao longo da vida.

A vigilância deverá incluir: observação médica, análises, ecografia e TAC.

No caso de recidiva poderá ser efetuada terapêutica com iodo radioativo.

Qual o prognóstico?

De um modo geral o prognóstico é excelente.

Em pessoas com menos de 45 anos e com carcinomas papilares limitados à tiroide, a sobrevivência aos 10 anos é de cerca de 100% e a causa de morte não se relacionará com a doença da tiroide.

O prognóstico piora nas situações em que a remoção do carcinoma não pode ser total com cirurgia ou não é destruído com iodo radioativo. Mesmo nestas situações o prognóstico e qualidade de vida são fracamente bons, quando comparados com outros tumores malignos.

A substituição das hormonas tiroideias permite uma vida normal.

Mensagens-Chave

·         A tiroide é uma glândula em forma de borboleta, situada na face anterior e inferior do pescoço

·         Produz a T3 e T4, hormonas indispensáveis para a vida

·         Os nódulos da tiroide são frequentes, mas raramente malignos

·         A citologia aspirativa da tiroide por agulha fina é fundamental para a caracterização dos nódulos com mais de 1 cm

·         A cirurgia é o tratamento indicado. Pode ser complementado por iodo radioativo

·         O prognóstico é bom na grande maioria dos casos

·         A morte por cancro da tiroide é extremamente rara

·         Se tiver um nódulo da tiroide deve procurar um Endocrinologista

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vírus Zika
A Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou que não há um risco aumentado de contaminação pelo vírus Zika em doentes em...

Os medicamentos derivados do plasma e urina são produzidos a partir de fluidos corporais que podem ter origem em países com prevalência do vírus Zika.

Após avaliação, concluiu-se que o processo de fabrico inativa ou remove o vírus Zika do medicamento final, pelo que estes medicamentos não acarretam risco de contaminação, nem há necessidade de medidas de segurança adicionais, como testes ou exclusão de dadores.

Os resultados desta avaliação encontram-se disponíveis no site da EMA.

ASAE
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica suspendeu a atividade a 12 estabelecimentos de restauração em Troia e na Nazaré...

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) salienta que, no âmbito daquelas ações de fiscalização, foi “suspensa a atividade a 12 estabelecimentos de restauração, bem como a cozinha central e de fabrico de pastelaria de um estabelecimento de hotelaria, por incumprimento dos requisitos de higiene”.

Durante os primeiro 15 dias de setembro, a ASAE realizou operações de fiscalização a 66 operadores económicos, situados na Península de Troia, Nazaré e Sítio da Nazaré, tendo também instaurado seis processos-crime por “fraude sobre mercadoria em pescado e em azeite” e “detido um indivíduo”.

“Foram ainda instaurados 41 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações o incumprimento dos requisitos de higiene, disponibilização de bivalves sem requisitos exigidos por lei, falta de controlo de pragas e a falta da comunicação prévia para o exercício da atividade”, refere a ASAE.

Nas ações de fiscalização, acrescenta a ASAE, foram também apreendidos 325 quilogramas de géneros alimentícios, 47 quilogramas de bivalves e azeite e mistura de óleo alimentar.

Em todas as ilhas dos Açores
O projeto "Haja Saúde" vai promover hábitos de vida saudáveis nas nove ilhas dos Açores, nos próximos dois anos, com...

"É uma unidade móvel de proximidade, que visa promover a saúde no contexto escolar, recreativo, familiar, laboral e comunitário. Em cada contexto destes há um conjunto de ferramentas pedagógicas e educativas, que são feitas junto de cada público-alvo", explicou, em declarações aos jornalistas, Durval Santos, presidente da Casa do Povo de Santa Bárbara (Angra do Heroísmo), responsável pela iniciativa.

A viatura do projeto "Haja Saúde", que vai percorrer numa primeira fase a ilha Terceira e posteriormente todo o arquipélago, "tem uma célula interativa e pedagógica e uma célula de rastreio e aconselhamento".

A equipa multidisciplinar que vai aplicar o projeto é composta por um enfermeiro, um psicólogo clínico, um animador sociocultural e um assistente social.

O projeto abrange várias áreas, como promoção da saúde em contexto escolar, saúde infanto-juvenil, saúde da mulher, promoção da saúde oral, dependências, doenças crónicas e infeciosas, educação sexual, prevenção de acidentes de trabalho, da violência e rodoviária, e promoção do envelhecimento ativo.

Além da distribuição de panfletos informativos, a equipa vai promover rastreios, jogos e atividades, como aulas de psicomotricidade para idosos ou sessões de confeção de alimentação saudável.

No próximo verão, a unidade vai deslocar-se a todas as ilhas dos Açores, estando prevista uma intervenção de prevenção de comportamentos de risco nas festas concelhias, sobretudo junto das camadas mais jovens.

"Não serve pôr jovens num auditório, com um orador a apelar e alertar para os riscos do consumo. Não funciona pedagogicamente e não é esta a nossa política", salientou o presidente da Casa do Povo de Santa Bárbara.

O Governo Regional dos Açores investiu 200 mil euros neste projeto, que terá dois anos de duração, o que incluiu a aquisição da viatura por 64 mil euros.

Segundo o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, alguns indicadores deste setor no arquipélago "não têm sido muito favoráveis" e, por isso, exigiam uma "dinâmica diferente".

"Essa dinâmica na nossa perspetiva só é possível se houver intervenientes e estruturas locais que dinamizem e que, conhecendo as problemáticas de cada uma das freguesias, possam levar esta mensagem", salientou.

A intervenção deste projeto junto das camadas mais jovens será avaliada através de um estudo de vigilância de comportamentos de risco na população escolar, lançado há quatro anos na região.

De acordo com os últimos estudos, foi possível perceber, por exemplo, que na área das dependências está a aumentar o consumo de drogas sintéticas, em detrimento das drogas clássicas, havendo, por outro lado, um decréscimo dos casos de ‘bullying’.

Para Luís Cabral, o importante agora é intervir para prevenir estes comportamentos e avaliar a eficácia das ações realizadas.

"Com as avaliações que são feitas de forma rigorosa e anual, temos uma ideia dos índices de comportamentos de risco na população estudantil e com estas intervenções pretendemos perceber de que forma é que vamos poder modelar ou não estes fatores de risco", salientou.

Investigação
A Universidade de Coimbra é a instituição portuguesa com mais projetos aprovados no programa comunitário Horizonte 2020.

“A Universidade de Coimbra (UC) viu aprovadas três dezenas de candidaturas, obtendo mais de 8,5 milhões de euros de financiamento, que vão contribuir para estudos nas mais diversas áreas de investigação”, revela a assessoria de imprensa da Reitoria da UC em comunicado.

A informação foi disponibilizada pelo “Learn from the champions in Horizon 2020", um ‘ebook’ que identifica os campeões do programa Horizonte 2020 na Europa e em cada país, além de explicar por que foram “tão bem sucedidos neste programa comunitário altamente competitivo”.

Na publicação, tendo por base dados oficiais da Comissão Europeia, são analisados 4.190 projetos e 7.804 organizações contempladas com financiamentos do Horizonte 2020 que totalizam 8.855.053,24 euros.

A liderança da UC a nível nacional reflete “a excelente capacidade dos investigadores em se adaptarem a uma nova realidade, mais competitiva, mais exigente, mas também mais compensadora para quem pretende estar na vanguarda da criação de conhecimento”, refere Amílcar Falcão, o vice-reitor responsável pela área de investigação, citado na nota.

“Enhancing Research in Ageing at the University of Coimbra” foi o projeto que mais financiamento conseguiu, mais de dois milhões de euros.

O projeto visa “promover a excelência na investigação científica na área do envelhecimento ativo, estando prevista a criação de um Instituto Multidisciplinar de Investigação especializado (MIA, a sigla em inglês).

“Outro projeto europeu emblemático, coordenado pela UC, o Shaping European Policies to Promote Health Equity, tem como objetivo principal avançar no conhecimento das políticas que têm o maior potencial para melhorar a saúde e a equidade na saúde entre as regiões europeias, com especial incidência nas zonas metropolitanas” (273 regiões europeias e nove áreas metropolitanas), salienta a Reitoria da Universidade de Coimbra.

A instituição destaca também “Nomorfilm – Novel Marine Biomolecules Against Biofilm. Application to Medical Devices”, projeto que tem como objetivo “descobrir antibióticos produzidos por microalgas para combater de forma eficaz as infeções hospitalares”.

Doença rara
A Associação de Esclerose Tuberosa em Portugal (AETN) alertou hoje para a falta de equipas multidisciplinares nos hospitais...

“Continuamos a lutar para colmatar a falta de informação, apoio e integração de todos os doentes com esclerose tuberosa e o acesso ao tratamento e acompanhamento adequado”, afirmou Micaela Rozenberg, a presidente da AETN, que quarta-feira transmitiu esta situação aos deputados da Comissão Parlamentar da Saúde.

A esclerose tuberosa é num distúrbio genético que se traduz no desenvolvimento de tumores benignos em órgãos vitais como o coração, olhos, cérebro, rins, pulmões e pele.

Para Micaela Rozenberg, “a existência de equipas multidisciplinares é fundamental no tratamento da esclerose tuberosa, visto que esta é uma doença multissistémica e evolutiva, que exige um acompanhamento regular, e todas as decisões clínicas relacionadas com o desenvolvimento da doença num órgão podem afetar a evolução da patologia num outro órgão com impacto muito relevante na qualidade de vida do doente”.

A presidente da AETN acrescentou que “a esclerose tuberosa é uma doença de acompanhamento dispendioso devido ao número e frequência de exames de diagnóstico necessários, ou seja, a duplicação da realização destes exames fora das guidelines representam um custo desnecessário e não benéfico para os doentes”.

“Se o doente for seguido nas diversas especialidades médicas vai beneficiar tanto ao nível do acompanhamento evolutivo da doença como na melhoria significativa da sua qualidade de vida e dos seus cuidadores”, conclui Micaela Rozenberg.

 

Investigadora defende
A investigadora Milena Paneque, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), do Porto, defendeu hoje uma “orientação...

Milena Paneque falava no âmbito da comemoração dos 30 Anos da Genética Preditiva em Portugal, organizada pelo I3S, e que incluiu uma homenagem à neurologista e investigadora, Paula Coutinho, que se dedicou ao estudo das doenças neurodegenerativas, em particular à paramiloidose e à doença de Machado-Joseph, e uma das maiores impulsionadoras da genética preditiva em Portugal.

“O confronto com o risco de vir a desenvolver uma doença tem um enorme impacto na vida de um indivíduo que se estende ao núcleo familiar e social”, sendo por isso essencial “uma orientação psicossocial a par dos testes genéticos laboratoriais”, sublinhou Milena Paneque.

Milena Paneque lembrou que foi em 1986 que começaram a ser feitos os primeiros testes bioquímicos a pessoas saudáveis em risco para a paramiloidose (PAF), vulgarmente conhecida por “doença dos pezinhos”.

“Só cerca de 10 anos mais tarde se consolidaria a prática da Genética Preditiva”, com recurso a marcadores genéticos e com uma prática orientada por um “Protocolo de Teste Preditivo”, documento fundador, escrito por Jorge Sequeiros, atualmente investigador do i3S e fundador e diretor do GPPP (Centro de Genética Preditiva e Preventiva), um serviço clínico de diagnóstico do mesmo instituto.

“No Dia Mundial do Coração...dê força à sua vida”
No âmbito do Dia Mundial do Coração, que se assinala a 29 de setembro, o Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção Cardiovascular...

Em 2013, em Portugal, apesar da tendência progressiva decrescente (pela 1ª vez, um valor inferior a 30%), as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por uma taxa de mortalidade padronizada de 144,7 por 100.000 habitantes. O número de óbitos por doença vascular cerebral, em 2013, foi de 11.751, correspondente a uma taxa de mortalidade de 54,6 por 100 mil habitantes (assinale-se que, depois dos 65 anos, este valor cresce exponencialmente atingindo 630,2 por 100.000 habitantes). A doença cardíaca isquémica, por sua vez, foi causa de 6.526 óbitos. Em termos comparativos, os óbitos por enfarte do miocárdio, no mesmo período, afetaram 4.292 indivíduos (taxa de mortalidade padronizada de 22,2).

Pedro Marques da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção cardiovascular, considera que “a Medicina Interna – pela sua responsabilidade no sistema de saúde português, pelo carácter holístico do seu saber médico e pela sua maior dedicação à prevenção da doença e a melhoria da qualidade de vida – tem, neste contexto, uma dupla aptidão. Estas são: de racionalizar o conhecimento e de implementar os esquemas de prevenção e tratamento que, em fases diversas e em momentos complementares, são tão indispensáveis”. Desta forma, o Núcleo de Estudos de Risco e Prevenção Cardiovascular da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna inscrevem-se na Comunidade a que pertencem. “Com isso, pretendemos tornar real, abrir o real a uma outra realidade: a prevenção cardiovascular. Tornar plausível o lema deste ano do Dia Mundial do Coração: ‘Power you Life’. Reafirmar, perante todos, perante a Sociedade e o Doente, diante os nossos pares e todas as Sociedades congéneres, que gostaríamos de estar irmanados num projeto comum. A realidade epidemiológica da sociedade portuguesa assim o exige”, conclui o especialista.

Campanha de consciencialização da Ordem dos Farmacêuticos
A Ordem dos Farmacêuticos assinala, a 26 de setembro, o Dia do Farmacêutico. No presente ano, cabe à Secção Regional do Sul e...

De todo o pograma que vai assinalar o Dia do Farmacêutico 2016 releva-se, a 12 de Setembro, o lançamento da campanha de consciencialização, desenvolvida pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) e destinada a enaltecer a importância da intervenção farmacêutica na sociedade. As atividades e iniciativas dirigem-se à população em geral, profissionais de saúde, decisores políticos e farmacêuticos.

Fazem parte dos materiais da campanha “um compromisso para a saúde: o valor do farmacêutico”: um vídeo de promoção da profissão farmacêutica protagonizado por Ema Paulino, Presidente da Direção da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas; vários vídeos, em formato vox pop, com a opinião da população em geral e dos próprios profissionais sobre as funções e o papel do farmacêutico; um quiz “Que farmacêutico sou eu?” que desafia as pessoas a responderem a algumas questões para descobrirem que tipo de funções desempenhariam se fossem farmacêuticos; um microsite e uma página de facebook.

Sobre o Dia do Farmacêutico 2016, Ema Paulino, Presidente da Direção da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas, sublinha que “neste dia de grande importância para a profissão farmacêutica comemoramos o relevantíssimo capital de confiança que ao longo de séculos foi conquistado junto da população pelos farmacêuticos. Comemoramos, ainda, o futuro e o caminho que temos que percorrer em prol da constante afirmação profissional, da prestação de cada vez mais e melhores cuidados, e do reconhecimento das nossas capacidades e competências técnico-científicas. É dentro deste quadro que nos disponibilizamos para apoiar um país cada vez mais envelhecido e com carências económicas e sociais que requerem um apoio e uma proximidade de cuidados que só os farmacêuticos podem dar”.

“Consideramos, no entanto, que não o poderemos fazer sozinhos”, acrescenta Ema Paulino. “Neste âmbito, destacamos a importância da prestação de cuidados de saúde multidisciplinares visando um objetivo comum, integrando os profissionais dos mais variados ramos, e a construção de pontes e relações profissionais entre os farmacêuticos nas suas diversas áreas de intervenção”.

“Salienta-se, por fim, a importância da envolvência e capacitação do cidadão, que se revela uma pedra basilar do nosso sistema de saúde”, conclui Ema Paulino.

Mais informações sobre a Campanha de Consciencialização em www.valordofarmaceutico.com e sobre as Comemorações do Dia do Farmacêutico em www.ordemfarmaceuticos.pt/df2016.

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