Serviço de cardiologia de Vila Real
O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro anunciou que dispõe de uma nova valência para a realização de estudos...

Esta técnica foi iniciada na quinta-feira, no serviço de cardiologia da unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), e vai permitir tratar doentes provenientes de toda a região de Trás-os-Montes e concelhos do Douro Sul.

Desta forma será possível “proporcionar cuidados de saúde de maior proximidade” e “evitar a deslocação dos doentes para um centro de referência no Porto”.

Segundo explicou o centro hospitalar, trata-se de procedimentos com “elevada diferenciação técnica, que consistem na aplicação de estímulos elétricos e execução de técnicas de mapeamento ou ablação, efetuadas dentro da própria cavidade cardíaca, através da introdução de diversos cateteres.

Desta forma, acrescentou a fonte, “é possível determinar o mecanismo exato e eliminar muitas das arritmias mais complexas”.

A realização deste procedimento pode, ainda, “atenuar efeitos indesejáveis de medicamentos agressivos, bem como complicações graves a que as arritmias em questão dão origem”.

O CHTMAD informou que, para o próximo ano, já existe programação para a prossecução regular destes estudos na unidade hospitalar.

A referenciação para o serviço de cardiologia e unidade de cuidados intensivos coronários (UCIC) deste centro hospitalar abrange de forma direta 430.000 doentes.

O CHTMAD junta os hospitais de Vila Real, Chaves, Lamego e o de Peso da Régua, o qual se encontra encerrado há vários meses.

Em 2017
Mais esperança com novos medicamentos, uma vacina, investigação, prevenção. Será assim 2017 no combate ao cancro, doença que...

O novo ano traz a promessa de uma vacina para o cancro do estômago, tal como nova medicação dirigida a mutações específicas nas células e terapias desenhadas para fortalecer o sistema imunitário do doente. As duas têm mostrado alguns resultados animadores no combate ao cancro do pulmão. Um caminho que tem de ser feito de mãos dadas com a prevenção: rastreios e alteração de comportamentos.

"O cancro é diferente consoante o órgão, se se é homem ou mulher, se se é velho ou novo", frisou ao Diário de Notícias Manuel Sobrinho Simões, investigador e diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, para explicar que ainda não é possível ter resultados iguais para todos. Se na mama e no cólon estamos a avançar na batalha, mais difícil tem sido no cancro do estômago. "Ao contrário do cólon, que temos um pólipo que se tirarmos não chega a ser cancro, não sabemos porque é que no estômago não fazem pólipos antes, invadem logo", adiantou.

Mas 2017 promete uma nova arma. "O que será a nossa solução é a vacina contra a bactéria Helicobacter pylori. Pensamos que vai aparecer para o ano. Os cancros do estômago não são só causados pela bactéria, mas são muito causados por ela. Induz um processo inflamatório crónico, uma gastrite crónica, e estas dão muitos radicais livres de oxigénio que dão muitas mutações", salientou o especialista, que fala noutra peça fundamental: "O desenvolvimento de novos medicamentos que não são para mutações de células, mas para o sistema imunitário e metabólico do hospedeiro aumentando a sua capacidade de reagir [ao cancro], induzindo o suicídio das células, impedindo que elas se mobilizem ou parando-as."

No caso do cancro do pulmão - um dos que têm maior taxa de mortalidade -, a investigação tem seguido os dois caminhos, que têm permitido alguns bons resultados: medicamentos inovadores que aumentam a capacidade do sistema imunitário e inovadores dirigidos a mutações específicas em determinadas células. Como exemplo, a Agência Europeia do Medicamento recomendou, recentemente, a utilização do pembrolizumab como tratamento de primeira linha, em vez de quimioterapia, em doentes com cancro do pulmão de células não pequenas cujos tumores tenham uma determinada mutação. Atualmente, o medicamento da Merck já é usado, mas como segunda opção. A aprovação como primeira escolha deverá acontecer no início do próximo ano.

Mas o combate faz-se também com a prevenção. "Outra coisa que vai ser muito importante é começarmos a perceber se tratarmos bem a obesidade e a diabetes vamos ter menos cancro e os doentes com cancro vão ter cancros muito menos agressivos. E temos de aumentar os rastreios, porque se o diagnóstico for precoce, primeiro o doente cura, depois os custos são completamente diferentes. No caso do cancro do cólon num estádio dois, o custo fica por quatro mil euros, se for num estádio avançado passa para 40 mil a 50 mil euros por ano. Na mama temos a mesma experiência. O Estado português pouparia imenso e os doentes poupariam imenso em sobrevida e qualidade de vida", salienta Sobrinho Simões.

O diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto fala da estratégia dos três C: curar, controlar e cuidar. "Calculamos que surjam 60 mil novos casos de cancro por ano. Cerca de 25 mil pessoas morrem. Mais de 50% das pessoas não morrem. O número de novos cancros está a aumentar, mas a mortalidade não, o que é muito bom. Sinal de que estamos a chegar mais cedo, a tratar melhor, os cuidados paliativos melhoraram. Mas ainda temos de melhorar a parte do cuidar", defende.

Investigadores
Cientistas criaram um método que permitirá desenvolver um aparelho capaz de diagnosticar 17 doenças através do sopro. O...

"Um dos maiores desafios da era moderna dos diagnósticos é como detetar doenças quando ainda nos sentimos saudáveis", disse Hossam Haick, investigador do Instituto de Tecnologia de Israel que liderou a equipa de cientistas, segundo o Business Insider.

O dispositivo mostrou um nível de eficácia de 86% nos testes realizados a 1404 pacientes saudáveis e doentes, conforme o artigo publicado no ACS Nano.

A expiração contém nitrogénio, dióxido de carbono e oxigénio, mas também compostos químicos muito voláteis que variam conforme o estado de saúde do paciente. O diagnóstico, segundo o Diário de Notícias, é possível porque o dispositivo tem nano partículas inteligentes que medem a concentração destes compostos para perceber se os níveis estão de acordo com o desejável.

Esta ideia relembra os conselhos que Hipócrates dava aos alunos: "cheirem o bafo dos vossos pacientes". O pai da medicina dizia que um bafo doce ajudava a diagnosticar, por exemplo, a diabetes.

Os investigadores mediram as níveis químicos provocados por cada uma das 17 doenças e concluiu que todas têm uma concentração específica.

Para já, os cientistas querem desenvolver o dispositivo para melhorar os níveis de eficácia e realizar novos testes. Querem também analisar o modo como o aparelho funciona quando o paciente tem mais do que uma doença.

Estudo
Um estudo europeu levado a cabo pela gigante dos gadgets eletrónicos TomTom revela novos dados sobre o comportamento dos...

Os investigadores concluíram que o principal objetivo da maioria dos inquiridos (39%) é manterem-se saudáveis, seguido de 25% que pretendem tonificar o corpo e 17% que ambicionam perder peso e massa gorda.

Na população inquirida, 63% considera ser capaz de alcançar os objetivos delineados, no entanto, 13% sente-se incapaz de cumprir esses objetivos. A maioria (51%) acaba por desistir por ter dificuldade em conseguir manter uma alimentação saudável ou um plano de exercício regular, enquanto 9% se sente desmotivado por não ter acesso à informação correta sobre a sua evolução.

Em relação ao IMC, escreve o Sapo, oito em cada dez pessoas sabem do que se trata e 40% acreditam ser uma boa forma de controlar os níveis globais de saúde e fitness. 90% dos inquiridos trava uma luta para manter o seu peso, enquanto sete em cada dez admitem pesar-se todos os dias.

Na busca pelos resultados físicos, 26% usa um instrumento de monitorização para medir a sua evolução corporal. No entanto, o tempo médio de utilização destes dispositivos ronda os 5 meses, após esse tempo, apenas 16% continua a utilizá-los regularmente.

As razões mais apontadas para deixarem de utilizar estes dispositivos são o esquecimento e disponibilização de informação insuficiente (24%).

Dos inquiridos que por norma não utilizam estes dispositivos, um terço tenciona vir a utilizá-los.

No estudo participaram 8030 adultos (maiores de 18 anos) dos seguintes países: Reino Unido (2001), França (2005), Itália (2006), Holanda (1004), Espanha (1002).

Feitas este ano
Injetar missangas no organismo para emagrecer é uma das mais curiosas. Mas, de acordo com um site de saúde internacional, está...

Ano após ano, sucedem-se os estudos e as investigações científicas que pretendem ajudar as pessoas com excesso de peso a emagrecer e a recuperar a saúde. Existem, no entanto, uns mais insólitos e surpreendentes do que outros. Um site de saúde norte-americano elegeu aqueles que considera os mais curiosos de 2016. Além de missangas, há especialistas que defendem o exercício físico em jejum, os alimentos gordos, a proteína animal e até os nutrientes probióticos, escreve o Sapo.

1. Fazer dieta melhora o humor
Muitas pessoas ficam impacientes e mal-dispostas quando fazem dieta. No entanto, um estudo publicado no jornal JAMA Internal Medicine apurou que, quando têm um peso ligeiramente acima da média, seguir um regime de restrição calórica não é forçosamente mau. Os investigadores do Ingestive Behavior Laboratory do Pennington Biomedical Research Center em Louisiana, nos EUA, apuraram que esses indivíduos, além de dormir melhor, sorriem mais e têm uma vida sexual melhor.

2. Injetar missangas no organismo faz emagrecer
Um estudo de pequenas dimensões apresentado na convenção anual da Society of Interventional Radiology apresentou uma nova técnica para reduzir o apetite e potenciar, desta forma, a perda de peso. Os seus autores defendem a injeção de missangas microscópicas na corrente sanguínea. Este procedimento reduz a segregação da grelina, também conhecida como a hormona da fome.

3. As pessoas mais ativas não são as que queimam mais calorias
Um estudo da City University, em Nova Iorque, nos EUA, publicado no jornal Current Biology, descobriu que as pessoas que praticam exercício físico de forma moderada queimam, em média, mais 200 calorias do que as que têm uma atividade física baixa no dia a dia. O mais surpreendente desta investigação é que, de acordo com os dados apurados, os indivíduos que fazem muito desporto queimam sensivelmente a mesma quantidade quando não treinam.

4. Ingerir alimentos gordos não faz engordar
Esta tese foi avançada pelo jornal The Lancet Diabetes & Endocrinology, que divulgou um estudo que verificou que, num grupo de mulheres que integrava uma experiência de avaliação da perda de peso, as que seguiam um regime alimentar da chamada dieta mediterrânica, rica em azeite e frutos secos, perderam mais peso e massa corporal na zona abdominal do que as que ingeriram produtos menos calóricos.

5. A proteína vegetal é mais saciante do que a proteína animal
Um estudo publicado pelo Food and Nutrition Research nos últimos meses de 2016 assegura que a proteína vegetal é mais saciante do que a proteína animal. Depois de acompanhar 43 homens adultos, os especialistas da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, que o levaram a cabo, chegaram à conclusão que os que ingeriram pratos à base de puré de vegetais, feijões e lentilhas tiveram menos fome e ingeriram menos comida na refeição seguinte.

6. Os alimentos probióticos fazem diminuir os níveis de açúcar no sangue
Um grupo de especialistas do Cambridge Cardiac Care Centre em Ontário, no Canadá, levou a cabo uma pequena investigação que apurou que os alimentos probióticos fazem diminuir os níveis de açúcar no sangue. A análise incidiu numa amostra de voluntários adeptos da Dieta DASH, sigla de Dietary Approaches to Stop Hypertension. Os que ingeriam este tipo de ingredientes com maior regularidade apresentaram resultados melhores.

7. As pessoas que fazer exercício em jejum comem menos
Uma experiência científica levada a cabo na University of Scranton e publicada pelo Journal of Nutrition and Metabolism, nos EUA, revelou que as pessoas que fazem exercício de manhã de estômago vazio tendem a ingerir menores quantidades de comida ao longo do dia. Os cientistas chegaram a esta conclusão depois de monitorizar a atividade de 12 homens fisicamente ativos com idades entre os 18 e os 23 anos.

Boletim de Vigilância Epidemiológica
A atividade gripal registou um aumento, na semana passada, mas com tendência para crescer, tendo sido identificados 32 vírus da...

De acordo com o relatório publicado semanalmente, a taxa de incidência da gripe foi de 113,3 casos por cem mil habitantes, na semana de 19 a 25 de dezembro.

Na semana precedente, de 12 a 18 de dezembro, a atividade gripal estava baixa, mas com tendência para crescer, tendo-se registado 74,9 casos por cem mil habitantes e identificados 36 vírus da gripe do subtipo A (H3).

Entre 19 e 25 de dezembro foram identificados 32 vírus da gripe [do subtipo A (H3)].

O boletim indica ainda que foram reportados, na semana passada, 14 casos de gripe, por parte de 22 unidades de cuidados intensivos hospitalares que enviaram informação, sendo que em cinco (35,7%) doentes foi identificado o vírus influenza A (H3) e nove (64,3%) não foram subtipados.

De acordo com o boletim, verificou-se que sete (50%) doentes eram do sexo masculino, 12 (85,7%) tinham 64 anos e dois (14,3%) tinham entre 15 e 64 anos.

No relatório é referido que três (25%) doentes estavam vacinados contra a gripe sazonal e todos eram portadores de doença crónica.

Na semana a que se refere este boletim não foram registados óbitos.

Desde o início da época gripal, em outubro, foram comunicados 48 casos de gripe admitidos em unidades de cuidados intensivos, tendo sido até ao momento reportados sete óbitos (14,6%).

Na semana de 19 a 25, o valor médio da temperatura mínima do ar foi de 3,2 graus Celsius, muito inferior ao normal (1971-2000) para o mês de dezembro, é indicado no boletim.

Segundo o relatório, houve um aumento da atividade gripal na região europeia para 38% (tinha sido 28% na semana anterior).

A época gripal 2016-2017 começou em outubro e termina em meados de maio.

Secretário de Estado
A rede de monitorização da qualidade do ar vai ser modernizada, com intervenções concluídas no final de 2017 e investimentos...

Com uma verba que "esperamos ande em torno dos 3,5 a quatro milhões de euros contamos renovar e modernizar toda a nossa rede de qualidade do ar", avançou Carlos Martins.

Cerca de um milhão de euros será transferido do Fundo Ambiental, instrumento que estará operacional a 01 de janeiro, para a contrapartida nacional do investimento na modernização da rede de monitorização, operação que vai centrar-se em 60 a 70 estações do total das 80 da rede principal, explicou o governante.

O restante será obtido pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), com as contrapartidas ao fundos regionais.

"Contamos que no final de 2017 a nossa rede esteja ao nível do que desejamos e tenhamos dados que nos permitam ter políticas mais consistentes no que há a fazer nesta matéria" da qualidade do ar, referiu o secretário de Estado do Ambiente.

Carlos Martins apontou que "há um conjunto significativo de equipamentos que já evidenciam muitos problemas", quer de modernidade, quer em termos de fiabilidade.

"A modernização da rede de qualidade do ar era um desejo que já tínhamos identificado em 2016, mas não houve verbas disponíveis para as contrapartidas nacionais das candidaturas que as CCDR estavam a pretender realizar, sobretudo em três delas era um problema premente", disse ainda o governante.

O Relatório do Estado do Ambiente (REA) 2016, divulgado na quarta-feira, refere que, na qualidade do ar, a classe predominante do índice nos últimos anos tem sido "Bom", tendência que se manteve em 2015, havendo um ligeiro aumento dos dias com qualidade "Muito Bom", de 10% em 2014 para 10,3 % em 2015, embora se tenha verificado no mesmo período uma subida do número de dias com "Fraco" e "Mau", de 2,2% para 2,7%.

Uma imagem diferente transmitem os ambientalistas, nomeadamente da Zero, referindo a preocupação com os efeitos da má qualidade do ar na saúde, principalmente em alguns pontos do país, realçando a importância de ter estações de monitorização em boas condições.

Em novembro, aquela associação dizia que, em 2015, se tinham registado "ultrapassagens significativas" dos limites fixados para alguns poluentes em comparação com o ano anterior, sendo o tráfego rodoviário um dos principais responsáveis.

Segundo a análise da Zero, verificaram-se, 66 excedências ao valor-limite diário de partículas inaláveis na estação de monitorização da avenida da Liberdade, em Lisboa, local onde ocorreram também 20 excedências aos limites de dióxido de azoto, com a média anual "bastante superior ao permitido pela legislação europeia e nacional".

"Esta média foi igualmente superada no Porto, na estação de Francisco Sá Carneiro/Campanhã e em Braga na estação de monitorização de Frei Bartolomeu Mártires – São Vitor", acrescentava a associação liderada por Francisco Ferreira.

Um relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA na sigla em inglês), divulgado em novembro, conclui que a exposição a partículas finas PM2.5, a ozono e a dióxido de azoto causaram 6.640 mortes prematuras em Portugal, em 2013, mais que as 6.190 mortes estimadas para 2012.

Para respeitar princípio de igualdade
Os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida terão de ter os mesmos tempos de espera quando aplicados a casais de sexo...

A regulamentação da Procriação Medicamente Assistida (PMA), hoje publicada em Diário da República, pretende assegurar “o respeito pelo princípio da igualdade no acesso” a estas técnicas, “rejeitando-se a exclusão de qualquer mulher no acesso às mesmas”.

A lei da PMA, publicada em junho, prevê o alargamento dos beneficiários destas técnicas.

A regulamentação, hoje publicada, indica que deve ser privilegiada “a inseminação artificial em relação às restantes técnicas de PMA, atendendo à sua menor intervenção e invasividade”, mas “desde que existam razoáveis probabilidades de êxito”.

O decreto regulamentar sublinha ainda a importância de “dotar os centros públicos de PMA de condições adequadas para fazer face a um aumento da utilização destas técnicas, assegurando-se, designadamente, um maior acesso a gâmetas de dadores”.

Qualidade alimentar
Os pais e encarregados de educação defenderam hoje que as refeições dos alunos voltem a ser feitas nas escolas e que os...

O presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Rui Martins, manifestou-se hoje novamente preocupado com a qualidade das refeições fornecidas pelas escolas aos alunos, apresentando algumas propostas de mudança.

“A CNIPE defende que as refeições nas Escolas devem ser produzidas nas próprias escolas com alimentos comprados com recursos públicos, produzidos por agricultores locais. Esta forma de produzir as refeições será mais saudável do que se passa em grande parte das escolas no nosso país, onde os produtos e bens alimentares confecionados são produzidos a dez mil quilómetros de distância”, defende a confederação em comunicado enviado para a agência Lusa.

Uma das razões que levou a CNIPE a alertar para a falta de qualidade das refeições escolares prende-se com as inspeções realizadas recentemente pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que culminaram com a suspensão de atividade de uma cantina escolar por incumprimento dos requisitos de higiene e instauração de 28 processos a operadores de refeitórios em escolas.

A CNIPE lembra que nos últimos anos a situação se tem agravado com cada vez mais denúncias de casos de “fornecimento de refeições estragadas, pouca variedade e quantidade”.

Segundo Rui Martins, a maior parte das refeições escolares são fornecidas através de concursos locais, “através das autarquias que até têm nutricionistas para acompanhar e controlar as refeições”.

No entanto, esses concursos “acabam por adjudicar a duas empresas a nível nacional e gerir um pacote de mais de 50 milhões de euros”, criticam os pais.

A CNIPE acredita que se as refeições fossem feitas nas escolas a sua qualidade, variedade e quantidade melhoraria e que se os alimentos fossem comprados localmente isso iria ajudar os produtores locais.

Estas são posições também defendidas pelo representante em Lisboa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Francisco Sarmento, que defende a criação de um Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional em Portugal, que poderia intervir na melhoria das refeições escolares.

“Se as escolas tivessem acesso a alimentos comprados com recursos públicos, produzidos por agricultores locais, seriam mais saudáveis do que aqueles que eventualmente estão a fornecer às crianças neste momento, que são produzidos a dez mil quilómetros de distância. Certamente em relação à saúde teria impacto, e em relação ao orçamento da família também. Para quem produz os alimentos comprados pelas escolas significaria uma melhoria do seu modo de vida e a possibilidade de permanecer no meio rural porque poderia ter rendimentos da atividade agrícola”, defendeu Francisco Sarmento em entrevista publicada hoje no jornal Público.

Lisboa e Vale do Tejo
Quarenta e seis centros de saúde estarão abertos no próximo sábado e 19 no domingo na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo...

Em declarações, o vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Pisco, confirmou uma “grande afluência” aos centros de saúde e aos hospitais devido à gripe, que “chegou mais cedo” este ano.

“Os centros de saúde têm uma rede para atender casos de doença aguda, à qual as pessoas podem recorrer se não tiverem necessidade de ir ao hospital”, disse.

Segundo Luís Pisco, durante os dias da semana existem 31 locais da região que estão abertos depois das 20:00.

A título de exemplo, o responsável disse que, segunda-feira, foram feitas 1.800 consultas nos centros de saúde nesses locais. Na terça-feira, foram feitas nos centros de saúde da ARSLVT 36.000 consultas: 34.500 das 08:30 às 20:00 e 1.400 após as 20:00.

Questionado sobre a capacidade de resposta, Luís Pisco disse que os casos estão a ser monitorizados e que as equipas poderão ser reforçadas se isso for necessário.

“Se houver mais procura estamos preparados para reforçar as equipas e assim as pessoas não deixarem de ser atendidos”, adiantou.

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde publicou a norma para a fibromialgia, que passa a reconhecer oficialmente a doença, que atinge mais de...

“Isto é muito importante, é um passo de gigante para mais de 300 mil doentes”, porque significa que “finalmente a fibromialgia está oficialmente reconhecida como uma patologia”, disse Fernanda Margarida Neves de Sá.

Na norma, publicada na terça-feira, estão inseridos “todos os pontos de diagnóstico, a forma como os doentes devem ser diagnosticados, acompanhados, e as bases científicas que levaram a Direção-Geral da Saúde (DGS) a elaborar esta norma”, com obrigatoriedade de cumprimento, explicou a responsável.

Agora, a norma vai ser enviada para “todos os centros de saúde, para todos os centros hospitalares” e todos os profissionais de saúde vão ter que a seguir.

A partir de agora, quando um médico dizer que a fibromialgia não existe, o doente pode fazer participação à DGS, porque “é o incumprimento de algo que é obrigatório”, disse a presidente da associação.

Por outro lado, adiantou, o Ministério da Saúde estava a aguardar por esta norma para prosseguir o processo de “aceitação da resolução aprovada pela Assembleia da República”, e publicada em Diário da República em julho de 2015, que recomenda ao Governo a implementação de medidas pelo reconhecimento e proteção das pessoas com fibromialgia.

As estimativas apontam para que a fibromialgia possa atingir cerca de 2% da população adulta portuguesa, sendo que as mulheres são cinco a nove vezes mais afetadas do que os homens por esta doença que se inicia, em regra entre os 20 e os 50 anos.

Em 2017
A Fundação Portuguesa do Pulmão quer envolver as farmácias, em 2017, num projeto para combater utilizações deficientes de...

Em comunicado, a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) indica que elegeu 2017 como “o ano da técnica inalatória” e refere que, nesse âmbito, “está já em negociação com as farmácias para que estas sejam um local essencial no ensinamento dos utentes que surgem ao balcão com receita médica”.

A colaboração pretendida traduz-se “na instrução dos pacientes, logo desde a primeira receita, de modo a minimizar as utilizações deficientes de fármacos ou aparelhos” e a adotar uma “boa técnica inalatória”.

São procedimentos “relativamente simples” que, se “observados com rigor pelos doentes”, resultam numa “sensível melhoria da ação terapêutica e no recurso a doses menores de medicamentos”.

A FPP lembra que as “más práticas” levam à procura de novos diagnósticos ou agudizações da doença e consequentes gastos com antibióticos, corticóides, internamento, perda de dias de trabalho, de idas à escola e em anos de vida por morte prematura evitável”.

A fundação afirma que em Portugal são gastos pelo Estado cerca de 60 milhões de euros em medicamentos utilizados nesta área da saúde, “com uma eficácia que é calculada entre 40 e 60%”.

Só na região Norte, em 2014, as patologias respiratórias determinaram 35.496 internamentos, indica o 11.º relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, publicado já em 2016.

Nesta região, destaca o documento, a ventilação “tem sido prescrita de forma crescente entre 2005 e 2014, tendo aumentado quatro vezes”.

A nível nacional, o número total de internamentos por doenças respiratórias no mesmo ano foi de 109.372 e os episódios de doentes submetidos a ventilação mecânica cresceu 257%, segundo o relatório.

A FPP, instituída em 15 de junho de 2009, tem por missão, segundo o seu sítio de Internet, “intervir, por todas as formas, na promoção da saúde respiratória dos portugueses, na prevenção as doenças e na defesa dos interesses e direitos dos doentes respiratórios e bem assim pugnar pela universalidade e equidade no acesso aos cuidados de saúde respiratórios”.

Resultados de um ensaio clínico
A Mayo Clinics, nos EUA, anunciou recentemente os resultados de um ensaio clínico, publicados na revista científica The...

A osteoartrite (ou osteoartrose) é uma doença degenerativa das articulações, sendo a patologia articular mais comum em todo o mundo. Os principais sintomas são a dor e incapacidade motora que levam à diminuição da qualidade de vida e ao absentismo laboral. O joelho é a articulação mais afetada por esta doença incapacitante, que atinge 3 a 4 % da população mundial.

Com o objetivo de testar a eficácia e a segurança da utilização de células estaminais de medula óssea autóloga (do próprio) para reduzir a dor e a incapacidade provocada por osteoartrite do joelho, os investigadores recrutaram 25 doentes com dor associada a osteoartrite em ambos os joelhos.

Foram colhidas células estaminais da medula óssea de cada doente, tendo sido depois injetadas aleatoriamente num dos joelhos. No outro joelho foi injetada uma solução salina para que o doente não soubesse qual o joelho que tinha recebido o tratamento. Os doentes foram depois avaliados 1 semana, 3 e 6 meses após o tratamento.

Os resultados demonstram que não foram registados efeitos adversos graves associados ao procedimento. A dor reduziu significativamente ao longo do tempo, tendo essa redução sido verificada nos dois joelhos, e não apenas naquele que recebeu a injeção de células estaminais.

Imunoterapia
Um grupo de investigadores franceses conseguiu demonstrar em laboratório a eficácia da interleucina-2, também conhecida como IL...

Uma molécula anti-inflamatória pode abrir portas a novos tratamentos da doença de Alzheimer, através da imunoterapia. Um grupo de investigadores franceses do Instituto Nacional de Saúde e de Pesquisa Médica (Inserm) conseguiu demonstrar em laboratório a eficácia da interleucina-2, também conhecida como IL-2, na recuperação de capacidades cognitivas em ratos. A expetativa dos cientistas é que também o permita nos seres humanos, escreve o Sapo.

As pessoas que sofrem desta patologia são vítima de demência, provocada por uma inflamação de neurónios, associada à formação de placas de amiloides no cérebro. A administração desta proteína aos roedores usados na experiência laboratorial levada a cabo permitiu reduzir essa quantidade e, ao fim de várias semanas, possibilitou a recuperação de várias ligações neuronais.

“Este trabalho comprova que a imunoterapia pode ser usada para tratar a doença”, afirmaram os investigadores à revista Brain. “Este tratamento ataca sobretudo as consequências da doença, nomeadamente a perda de sinapses e os sintomas cognitivos que as acompanham”, referem ainda. Para determinar os efeitos da interleucina-2 no organismo humano, vão ter de ser, contudo, necessários testes e investigações suplementares.

Em 2017
Ministério quer reduzir utentes sem médico e avança com novo projeto-piloto no início do próximo ano.

Ministério da Saúde espera que no próximo ano o número de utentes sem médico de família seja o menor de sempre - abaixo de meio milhão - com a entrada de pelo menos 350 novos médicos de família. E os centros de saúde irão passar a oferecer mais cuidados: no primeiro trimestre de 2017 deverá arrancar uma experiência-piloto com a realização de exames de cardiologia.

Nas contas do ministério será "o melhor ano de sempre" no que diz respeito a utentes sem médicos de família. "No próximo ano é expectável um número de 350 a 380 novas entradas de médicos de família recém-especialistas e um valor inferior a 140 de saída de médicos aposentados. Pelo que no final de 2017 poderemos ter um valor de utentes sem médico de família inferior a 500 mil", refere ao Diário de Notícias fonte do Ministério da Saúde, lembrando que este ano foram contratados "o maior número destes especialistas, desde sempre, pelo SNS: mais de 300".

Para complementar as falhas que ainda existem, o SNS tem recorrido à contratação de clínicos reformados. Nos últimos cinco anos foram 207, contando já com a previsão de até ao final do ano terem sido contratados 85. Um acréscimo em relação a anos anteriores e que poderá ter explicação na alteração provida este ano na forma de pagamento (passaram a acumular a reforma com 75% da remuneração correspondente à categoria que tinham). O ministério prepara também um reforço de enfermeiros, com a alteração da legislação de forma a permitir contratações mais rápidas e um trabalho juntamente com a Ordem para a criação da especialidade de enfermeiro de família.

O reforço dos centros de saúde passa também por avançar com novas experiências. "Está previsto para o primeiro trimestre de 2017 uma experiência-piloto na área da cardiologia, com a realização de ECG (eletrocardiograma) convencional, ECG de monitorização ambulatória contínua e MAPA (exame que permite realizar medições automáticas e sucessivas da pressão arterial) nos centros de saúde, numa integração inovadora entre cuidados de saúde primários e centros hospitalares", adianta o Ministério da Saúde.

Haverá também alargamento de projetos que começaram este ano a outras regiões do país. Caso das consultas de dentista que começou com a colocação de 13 médicos nas regiões do Alentejo e Lisboa e do rastreio visual às crianças com 2 anos que arrancou no Norte. Já na área dos exames, iniciou-se no Alentejo e no Algarve um projeto para disponibilização de espirometrias nos centros, "muito relevante na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).

"Importa dotar os cuidados de saúde primários com profissionais de saúde de áreas diferentes, que articulados e em equipa providenciem cuidados de saúde diferenciados e com elevada qualidade. Nesse sentido existem duas medidas diferentes para este fim: até final de 2016 trabalhar no sentido de todos os agrupamentos de centros de saúde (ACES) disporem de pelo menos um nutricionista e um psicólogo; durante 2017 abrir vagas para estágio de um nutricionista e um psicólogo por ACES. Ou seja, permitir a entrada de 110 novos profissionais, numa visão clara do aumento progressivo do seu número durante a legislatura", refere.

Em jeito de balanço de fim de ano, o ministério refere que este ano 25 novas unidades de saúde familiar modelo B entraram em funcionamento e que esperam atingir as 30 de modelo A que estavam previstas.

Em 2017
Bastonário dos médicos questiona utilidade do serviço. Enfermeiros defendem que traz ganhos para a saúde dos utentes.

A Linha Saúde 24 vai passar a ter, a partir de junho de 2017, mais serviços, como marcação de consultas, seguimento de grávidas e de pessoas que fizeram cirurgias em ambulatório. O bastonário dos médicos questionou ontem a utilidade deste serviço e defendeu mesmo que se deve preparar o seu encerramento. Mas o Governo não só não vai acabar com ele como vai transformá-lo no Centro de Contacto do SNS. A bastonária dos Enfermeiros afirma que a Linha tem ganhos em saúde e o sindicato defende que não deve encerrar. Para o presidente da Associação dos Médicos de família é preciso avaliar o serviço antes de qualquer decisão.

"O hospital pediátrico de Coimbra não recebe encaminhamentos há um ano. É a prova da inutilidade da Linha. Há lá comparação possível entre o cidadão poder falar com o seu médico ou enfermeiro de família, que o conhece, e poder pedir um conselho? A Linha foi criada quando havia falta de médicos de família. Caminhamos para a cobertura quase total. Temos de habituar as pessoas a ligar para os centros de saúde e falarem com quem as conhece. Que se prepare o encerramento da linha e se invista esse dinheiro nos centros de saúde e hospitais pois são eles que respondem às necessidades das pessoas", defendeu ao Diário de Notícias José Manuel Silva, bastonário dos médicos, considerando que a nova oferta da Linha pode ser feita pelos serviços.

A Saúde 24 começou a funcionar em abril de 2007, um alargamento da Dói Dói Trim Trim. Desde então foram ligaram 2,3 milhões de pessoas, recebidas 7 milhões de chamadas, 60% das quais feitas entre as 18.00 e a 01.00. "É quando os centros de saúde não funcionam. Prevemos terminar o ano com 900 mil chamadas e nos últimos dois anos houve um aumento em média de 150 mil chamadas por ano", refere Sérgio Gomes, da Direção-Geral da Saúde.

Dá informação de saúde pública, serviços disponíveis no SNS, aconselhamento para medicamentos não sujeitos a receita médica e faz triagem e aconselhamento. "Em cerca de 30% das chamadas são aconselhados cuidados em casa e 17% a 20% são encaminhadas para urgências. O ano passado avaliámos 110 mil chamadas entre junho e setembro, 50% não tinham indicação para urgência e metade não foram mesmo. A estimativa, olhando para a média de urgências, é que se tenha poupado 2 milhões de euros."

A partir de junho de 2017 a Linha passará a ser o Centro de Contacto do SNS, com um custo de 30 milhões anuais, num contrato válido por três anos. "Vamos ter outros serviços incluindo seguimento de cessação tabágica, hipertensos, grávidas, diabéticos e telecuidados de apoio a pessoas que fizeram cirurgias de ambulatório. Será um seguimento de cinco dias, com chamadas feitas a determinadas horas, numa articulação direta com os serviços dos hospitais ou centros de saúde que identificam os doentes e o que pretendem avaliar e nós ligamos e damos a informação".

Ana Rita Cavaco, bastonária dos Enfermeiros e que trabalhou na Linha Saúde 24, afirma que esta não deve ser encerrada. "Traz ganhos em saúde. Concordo com o bastonário dos médicos quando diz que é preciso reforçar os cuidados de saúde primários, mas não podem ser estes a fazer atendimentos quando os enfermeiros não chegam para as consultas e não há telefonistas nos serviços. A mais valia da linha está em dotar as pessoas de cuidados que possam fazer em casa e não entupir as urgências". O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considera exagerado falar em fechar a Linha. "O que achamos é que se deve ver o que está a funcionar bem e o que deve ser melhorado", afirma Guadalupe Simões.

Já Rui Nogueira, presidente da Associação dos Médicos de Família, defende que "deve ser feita uma avaliação primeiro para saber qual a sua utilidade, se deve ser redimensionada e reorientada".

Lugares já estão a concurso
Concurso aberto esta semana para reforçar Serviço Nacional de Saúde e resolver constrangimentos. Interessados têm apenas cinco...

Está aberto um concurso para a contratação urgente de 349 médicos para as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O procedimento foi lançado nesta segunda-feira pela Administração Central do Sistema de Saúde, através da publicação em Diário da República do aviso de abertura do concurso.

Os interessados têm apenas cinco dias para apresentarem as suas candidaturas, um prazo que é justificado pela ACSS por esta ser uma “contratação urgente” de modo que seja possível colmatar, “com a maior brevidade possível, as necessidades mais prioritárias dos serviços e estabelecimentos”.

“Um momento de viragem”. É assim que o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, descreve, em declarações ao jornal Público, este que agora se está a viver, por via da abertura deste concurso e da reposição do pagamento de horas extraordinárias aos médicos, previsto no Orçamento do Estado para 2017. A conjugação destas duas medidas “irá resolver muitos dos constrangimentos existentes tanto nos serviços, como nas urgências”, diz.

O bastonário lembra que Portugal “está a formar médicos a um nível muito elevado “ e que por isso “é preciso que o Estado contrate e fixe esses clínicos no Serviço Nacional de Saúde de modo a resolver o problema da disponibilidade de horas de trabalho médico”.

Já o presidente do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, diz-se “bastante pessimista” quanto aos resultados de mais estes concursos. “Nos concursos que têm vindo a realizar-se nos últimos anos, cerca de 20% das vagas ficam por preencher”, explicita, para adiantar que o mesmo poderá  acontecer com este uma vez que “o Ministério da Saúde não tem feito nada” para atrair os médicos para o SNS.

De qualquer modo, Roque da Cunha, considera que a rapidez invulgar do atual concurso “é um elemento positivo”, que poderá contribuir para uma maior adesão.

Algarve satisfeito
Dos 349 lugares postos a concurso, 46 destinam-se ao Centro Hospitalar do Algarve. O conselho de administração desta unidade já fez saber, em nota enviada à comunicação social, que considera “este concurso de extrema importância”, já que o preenchimento das vagas agora abertas “permitirá a resolução de alguns dos principais constrangimentos sentidos devido à falta de recursos humanos médicos nas especialidades mais carenciadas”.

Esta situação esteve na base do pedido de demissão apresentado na semana passada por cinco responsáveis do Centro Hospitalar do Algarve, que integra os hospitais de Faro, Portimão e Lagos e Serviços de Urgência Básica de Loulé, Albufeira e Vila Real de Santo António.

A falta de resolução de “problemas estruturais” que se arrastam no tempo e o facto de “não ser previsível a resolução desses problemas”, dizem na carta entregue à administração, torna “completamente impossível” o exercício das funções de chefia naquele centro. Medicina Interna (sete), Pediatria Média (seis) e Anestesiologia (cinco) são as três especialidades com mais vagas a concurso para este serviço.

Para o Hospital Amadora-Sintra, outro que tem tido presença quase permanente nas notícias que dão conta da falta de meios, foram abertas 18 vagas.

Medicina Interna à frente
Podem concorrer ao concurso aberto pela ACSS os médicos detentores do grau de especialista na correspondente área profissional e especialização que, tendo realizado e concluído o internato médico, não sejam detentores de uma relação jurídica de emprego por tempo indeterminado com qualquer serviço do Estado”. Os contratos a celebrar no âmbito deste concurso serão por tempo indeterminado. As candidaturas só podem ser efetuadas pela Internet, através do site da ACSS.

No despacho que precedeu a abertura do concurso, assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e onde se identificam os serviços e estabelecimentos de saúde com mais carências, a abertura deste concurso é justificada nestes termos: “a crise recentemente vivida e a insuficiência das reformas, em termos organizacionais, que importa promover, impelem o atual Governo a adotar medidas que contribuam para o revigoramento e a recuperação do Serviço nacional de Saúde, bem como do nível do seu desempenho, razão pela qual é imperioso dotar os diversos serviços e estabelecimentos de saúde com os recursos humanos indispensáveis para assegurar o nível e qualidade assistencial a que os portugueses têm direito”.

A especialidade com mais vagas a concurso (45) é a de Medicina Interna. Seguem-se Pediatria Médica (41), Anestesiologia (24), Cirurgia Geral (16), Psiquiatria (18) e Ginecologia/obstetrícia (15).

Ordem dos Nutricionistas
O novo ano de 2017 deveria ser estabelecido pelo Governo como o ano em que a alimentação escolar estará no topo da agenda das...

Segundo dados de 2014 do estudo InfoFamília da Direção-Geral da Saúde, 45,8% dos agregados familiares inquiridos experimentou algum tipo de dificuldade no acesso aos alimentos. Estes dados são ainda mais preocupantes quando verificamos que entre os agregados familiares que experienciaram uma insuficiência alimentar grave, é admitido que as crianças foram sujeitas a uma redução da ingestão de alimentos.

Por outro lado, a prevalência das doenças crónicas não transmissíveis habitualmente associadas a desequilíbrios nutricionais assume níveis cada vez mais preocupantes no nosso país, sendo que metade da população se apresenta em situação de excesso de peso ou obesidade, com uma crescente incidência destes fatores entre os jovens.

Estas são questões que deveriam alertar as autoridades para a importância da qualidade nutricional das refeições servidas nas cantinas escolares e da educação para hábitos alimentares saudáveis entre as gerações mais novas de portugueses.

No entanto, como foi comprovado pelas recentes notícias da deteção pela ASAE de incumprimentos de regras básicas de funcionamento em diversas cantinas escolares, esta questão está longe de ser tida em conta pelo Ministério da Educação.

Por isso, a Ordem dos Nutricionistas compromete-se a fazer da alimentação escolar como uma das suas prioridades de atuação em 2017, começando pela exigência junto do Governo em cumprir os requisitos de contratação de nutricionistas pelas Direções de Serviço Regionais de Educação que supervisionem e orientem a elaboração das ementas de cantinas escolares de acordo com os princípios de uma alimentação saudável e equilibrada.

A Ordem dos Nutricionistas pretende, desta forma, contribuir para a implementação de uma oferta alimentar saudável nas escolas portuguesas que, apesar de estar prevista e regulamentada pelo Ministério da Educação, tarda em ser implementada de forma eficaz. Este será, então, o desejo da Ordem dos Nutricionistas para o ano de 2017.

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde esperam que seja corrigida ...

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) já se articularam com a Direção-Geral da Saúde e com a Saúde 24, com vista à correção "a todo o instante" da "anomalia" que impedia o Pediátrico de Coimbra de receber referências provenientes da linha Saúde 24, informaram o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e o SPMS.

De uma análise do CHUC e da SPMS, verificou-se "que houve ligação insuficiente entre a Saúde 24 e o sistema da plataforma CTH [Consulta a Tempo e Horas], o que inviabilizou a receção de referências daí provenientes, mas que o serviço de urgência" só na terça-feira sinalizou aos serviços informáticos, esclarecem as duas entidades.

Questionados na terça-feira, na sequência de uma denúncia de um utente, a Liga de Amigos e o diretor do serviço de urgências daquela unidade hospitalar informaram que uma falha no sistema informático tem impedido que as informações de utentes encaminhados pela Saúde 24 cheguem ao Pediátrico de Coimbra.

Na nota conjunta do CHUC e da SPMS, estas entidades sublinham que o centro hospitalar "parametrizo u corretamente as interfaces do SCLINICO/SONHO [sistemas de informação] de acordo com as instruções da SPMS em Maio de 2016".

"Verifica-se que, desde essa data, o uso do sistema de referenciação para a urgência por parte dos CSP [Cuidados de Saúde Primários] tem funcionado bem ainda que em quantidades residuais pois a adoção da via digital ainda não está a cem por cento, mas tem sido usado o sistema CTH", explica o comunicado.

No caso da Saúde 24, era "enviado um fax para os serviços de urgência, procedimento que foi descontinuado em 01 de dezembro último, em linha com a disponibilização digital cada vez mais em marcha em todo o país", informaram as duas entidades.

Desde então, que se verifica uma ligação "insuficiente" entre a Saúde 24 e o Pediátrico, que as duas entidades esperam agora resolver brevemente.

A nota sublinha ainda que o recurso à Saúde 24 "permite ao cidadão ter cuidados mais rápidos e, em alguns casos, evitando a ida à urgência".

Caso seja necessária essa mesma ida, "os cidadãos beneficiam de isenção de taxa moderadora e, pela integração dos sistemas, o serviço de urgência pode ver digitalmente a informação da prestação no âmbito da Saúde 24".

Para 2017
O Presidente da República promulgou ontem o decreto do Governo que estabelece o aumento do salário mínimo nacional para 557...

Esta decisão de Marcelo Rebelo de Sousa foi divulgada na página da Presidência da República na Internet, juntamente com outras quatro promulgações de decretos do Governo, incluindo o regime de formação profissional na Administração Pública e o diploma que cria o Instituto de Proteção e Assistência na Doença.

Sobre este último diploma, que altera a natureza jurídica do subsistema de saúde dos funcionários públicos (ADSE), o chefe de Estado deixou uma nota: "Apesar da complexidade do regime de tutela e esperando que o Orçamento para 2017 comporte a eventualidade de acréscimo de despesas, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que cria o Instituto de Proteção e Assistência na Doença".

Marcelo Rebelo de Sousa fez também um enquadramento da promulgação do "diploma do Governo que define o regime da formação profissional na Administração Pública", afirmando que tomou essa decisão "atendendo à prática anterior de disciplinar a matéria por decreto-lei e apesar de não ter sido aprovado em conjunto com outro diploma, acolhendo a posição da Associação Nacional de Municípios Portugueses".

O Presidente da República promulgou também o diploma do Governo que cria o "Fundo de Inovação, Tecnologia e Economia Circular", na dependência do membro do Governo responsável pela área da economia, "saudando o propósito do novo regime legal e, portanto, esperando que o novo fundo não constitua uma redundância administrativa".

O quinto diploma promulgado ontem cria a Fatura Única Portuária por Escala de Navio.

Na quinta-feira passada, o Governo e os parceiros sociais chegaram a um acordo em sede de Concertação Social, sem a CGTP, que contempla, no imediato, a atualização do salário mínimo nacional (SMN) dos atuais 530 euros para 557 euros, a partir de 01 de janeiro, a par de uma redução de 1,25 pontos percentuais da taxa social única (TSU) paga pelos empregadores.

O aumento do SMN foi aprovado em Conselho de Ministros por via eletrónica na quinta-feira à noite.

Segundo um comunicado emitido na altura pela Presidência do Conselho de Ministros, "o projeto foi votado favoravelmente por todas e todos os ministros através de meios desmaterializados, tendo em conta a necessidade imperiosa de entrada em vigor do diploma a 01 de janeiro de 2017 e de respeito pela concertação social".

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