10 de maio | Dia Mundial do Lúpus
O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune em que o sistema imune ataca o próprio co

Estatísticas e Manifestações Clínicas

As idades mais comuns para o início da doença estão entre 18 e 55 anos, abrangendo uma faixa etária ampla. Para além disso, o sexo feminino é oito a dez vezes mais afetado pelo LES.

Na Europa, estima-se que 40 em 100.000 pessoas sofrem de LES, com uma variação significativa nessa estimativa. Esses números destacam a importância de compreender e tratar adequadamente essa doença. Em Portugal e segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, cerca de 0,07% da população é afetada pelo LES, sendo tipicamente mulheres em idade reprodutiva. Isso resulta em aproximadamente quatro mil casos registados no país. Essa prevalência indica a necessidade de estratégias eficazes de tratamento e gestão do LES.

A doença pode evoluir de forma constante ao longo de vários anos ou de forma rápida, intercalando-se com períodos de remissão. Essa variabilidade na progressão da doença requer uma abordagem individualizada no tratamento e acompanhamento dos pacientes. Os sintomas variam, com possíveis complicações graves que exigem atenção urgente. Em cerca de 90% dos casos existem manifestações cutâneas e/ou articulares. No entanto, alguns doentes podem apresentar manifestações de maior gravidade, particularmente alterações renais (37%) ou neuropsiquiátricas (18%).

É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de agravamento da doença e tomem medidas adequadas para evitar complicações.

O papel das Células Estaminais Mesenquimais do Tecido do cordão umbilical no LES

Células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical têm propriedades imunorreguladoras e demonstraram efeitos terapêuticos em diversas doenças autoimunes, incluindo o Lúpus. Essas células têm o potencial de modular a resposta imune e reduzir a inflamação associada ao LES.

Vários ensaios clínicos têm investigado o efeito do transplante dessas células no tratamento do LES, mostrando um perfil de segurança promissor. Essas pesquisas têm como objetivo avaliar a eficácia e a segurança dessa abordagem terapêutica inovadora.

Pode-se destacar um estudo recente que avaliou a segurança e os efeitos das células estaminais mesenquimais de cordão umbilical em doentes com LES, sugerindo que essas células podem representar uma nova abordagem terapêutica com um perfil de segurança melhor em comparação com as terapias atuais. Esses resultados preliminares são encorajadores e indicam a necessidade de estudos adicionais para confirmar esses achados. As células estaminais do cordão umbilical parecem ser seguras e apresentam efeitos benéficos no combate ao Lúpus, exercendo efeitos em algumas células, o que sugere novos mecanismos de combate à doença. Essas descobertas abrem caminho para uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos envolvidos no LES e para o desenvolvimento de terapias mais eficazes. Os autores concluem as células estaminais do tecido do cordão umbilical são muito seguras e também apresentarem efeitos benéficos no combate ao Lúpus.

Um outro ensaio clínico demonstrou que o transplante de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical é promissor no tratamento de LES uma vez que resultados impressionantes. Os autores verificaram taxa de sobrevida global de 92,5%, uma diminuição significativa na atividade da doença do LES, melhorias em vários sistemas de órgãos afetados pelo LES, incluindo os sistemas renal, hematopoiético e cutâneo. Esta melhoria abrangente destaca o potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical nas diversas manifestações do LES, podendo oferecer aos pacientes uma chance de melhor qualidade de vida. No entanto, alguns pacientes apresentaram recidiva da doença após 6 meses, podendo levar à necessidade aplicação de mais doses. Mais pesquisas são necessárias para entender e lidar com esse desafio.

Comparação com Terapia Atual

A terapia atual para o LES visa induzir a remissão e controlar rapidamente a atividade da doença, usando fármacos anti-inflamatórios, corticosteróides e imunossupressores. Embora essas abordagens tenham sido eficazes no controlo dos sintomas, elas também podem apresentar efeitos colaterais significativos e não são adequadas para todos os pacientes.

As células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical apresentam características promissoras, como baixa imunogenicidade, capacidade de migração para locais de inflamação e propriedades imunomodulatórias, tornando-as um excelente alvo terapêutico para doenças autoimunes, incluindo o Lúpus Eritematoso Sistémico.

Estudos adicionais são necessários para avaliar a eficácia das células estaminais mesenquimais do cordão umbilical no tratamento do LES, bem como determinar a melhor forma de administração e dosagem. Além disso, é importante considerar os potenciais efeitos colaterais e interações medicamentosas antes de implementar essa terapia como opção de tratamento padrão. No entanto, os resultados já verificados são muito encorajadores e sugerem que as células estaminais mesenquimais podem desempenhar um papel importante no tratamento do LES, melhorando sua qualidade de vida e/ou reduzindo a progressão da doença nos pacientes com LES.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Evento realiza-se entre os dias 9 e 11 de maio
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) promove entre os dias 9 a 11 de maio, na Casa das Histórias...

Este evento, que procurará discutir a transformação em curso do Serviço Nacional de Saúde (SNS), contará com oradores de destaque e uma grande variedade de sessões sobre diferentes dimensões da reforma do SNS.

A conferência terá início com uma sessão inovadora onde se discutirá a transformação do SNS e a importância de parcerias e alianças para além das fronteiras das Unidades Locais de Saúde (ULS). Mais tarde, oradores especializados irão liderar discussões abrangentes sobre modelos de integração de cuidados, o papel dos cuidadores informais e mecanismos inovadores de financiamento.

Líderes de opinião internacionais vão trazer uma perspetiva global sobre a integração de cuidados de saúde. Entre os oradores destacam-se Jon Guajardo (Osakidetza), Jaqueline Mallender (Economic Research Council, UK) e Niamh Lennox Chhugani (IFIC). 

Também neste evento decorrerá apresentação da Bolsa de Capital Humano. A 4.ª edição deste prestigiado prémio apresenta projetos que visam potenciar o capital humano e dotar os profissionais de saúde das competências necessárias para que assumam um papel ativo de liderança na gestão da mudança, à luz do tema “Como gerir a transição para a ULS, para mais colaboração das pessoas e melhor integração de cuidados“.

Vão ser ainda apresentados os resultados da 1ª Edição do Barómetro da Integração de Cuidados, primeiro grande estudo que procura avaliar a perceção sobre o grau de integração de cuidados no SNS e, consequentemente, o sucesso da reforma em curso.

A conferência culminará com reflexões sobre as lições aprendidas e pontos de ação, com comentários finais do Chairman desta Conferência, Pedro Lopes (Sócio de Mérito e Presidente da APAH 2008-2013).

 
Resultados do estudo “Os portugueses e os fatores de risco”
A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) está a divulgar os resultados do estudo “Os portugueses e os fatores de risco”,...

O estudo, elaborado pela GfK Metris, em março de 2024, contou com a participação de 934 indivíduos, de idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental, e teve como objetivo analisar e compreender o nível de conhecimento dos portugueses sobre a saúde cardiovascular e os fatores de risco associados.

De acordo com o estudo, no que diz respeito ao conhecimento dos portugueses sobre o “Colesterol”, conclui-se que 64% dos portugueses consideram um valor normal de colesterol como inferior a 190 mg/dL, sendo que 65% dos indivíduos têm consciência de que não existe apenas o Colesterol Total.

Já no que diz respeito ao conhecimento dos portugueses sobre a “Tensão Arterial”, os resultados mostram que 75% dos entrevistados acreditam que um valor normal de tensão arterial é inferior a 140/90 mmHg; e que 80% reconhecem a importância de uma atenção redobrada à saúde cardiovascular, quando há histórico de familiares que sofrem de hipertensão.

Relativamente aos temas “Atividade Física” e “Obesidade”, concluiu-se que a maioria dos portugueses (73%) discorda da ideia de que apenas exercícios em ginásios contam como atividade física válida para a saúde cardiovascular; 52% não sabem quando é considerado o valor Normal de Índice de Massa Corporal (IMC); e 68% consideram falsa a afirmação de que a gordura nas coxas e ancas é mais prejudicial do que a gordura abdominal.

Sobre o “Tabagismo”, os resultados do estudo indicam que 68% dos portugueses reconhecem que os cigarros eletrónicos não são uma alternativa saudável aos cigarros convencionais e que não são uma boa ajuda para quem pretende deixar de fumar.

Estes resultados destacam tanto os pontos de conhecimento positivos quanto as lacunas que ainda existem no entendimento dos portugueses sobre saúde cardiovascular.

Entrevista | Dr. Gonçalo Sarmento e Costa
Apesar de ser conhecido por provocar bronquiolites em bebés e crianças, o Vírus Sincicial Respiratór

Embora, quase sempre, oiçamos falar de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) associado à idade pediátrica, a verdade é que também a população adulta pode ser afetada por este vírus. Neste sentido, quais as principais complicações do VSR nos idosos?

É fundamental que as pessoas conheçam o VSR como vírus que causa uma infeção respiratória aguda potencialmente fatal nas idades mais avançadas. O VSR carateriza-se por causar uma particular inflamação brônquica, que se traduz num broncoespasmo duradouro e menos respondedor à terapêutica “standard of care”, prolongando muitas vezes os internamentos, em especial dos idosos, que se vêm a expostos a uma maior exposição a sobreinfeções bacterianas, confusão ou “delirium” hospitalar, e à perda da sua autonomia (muitas vezes irreversível), que muitas vezes dita uma institucionalização à data de alta.

Quais os principais fatores de risco associados ao VSR nesta população? A que outras comorbilidades se pode associar, conduzindo ao seu agravamento?

Os idosos apresentam-se especialmente vulneráveis às complicações do VSR, essencialmente devido a três fatores: a imunosenescência (que se pode resumir a um envelhecimento com perda de eficiência do nosso sistema imunitário), a maior prevalência de doenças crónicas e a fragilidade que surge com o envelhecimento biológico dos vários sistemas de órgãos. Além dos idosos, os doentes portadores de doença cardiovascular, oncológica e, claro, respiratória crónica são também doentes muito sensíveis a este vírus.

Para quem não sabe muito sobre este tema, que vírus é este e como pode ser prevenido e combatido?

De uma forma muito simplificada, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), tal como indica o seu nome, é um vírus que pode provocar doença respiratória em pessoas de todas as idades, e é muito contagioso, podendo sobreviver várias horas nas mãos ou em objetos. Os seus sintomas podem variar, dependendo de fatores como a idade ou o estado de saúde da pessoa.

Sendo um Vírus de atingimento do sistema respiratório, as medidas básicas de utilização de máscara, limitação de contatos sociais quando estamos doentes e medidas de higiene das mãos são fundamentais no controlo e disseminação desta infeção que na maioria das vezes se apresenta como um síndrome gripal (não confundir com gripe, mas antes uma infeção respiratória vírica). Transmite-se pelo contacto com secreções ou objetos com o vírus através do nariz, dos olhos ou da boca e o período de incubação varia entre 2 a 8 dias.

Quais os principais sintomas desta infeção?

Tosse, coriza (corrimento nasal), febre e falta de ar (dispneia) são os sintomas mais comuns.

Existe vacina para o VSR? Que estratégias de imunização estão disponíveis para esta população?

Sim, existe vacina desde 2023. Foi um ano de boas notícias no que concerne ao VSR, com a chegada de duas vacinas que mudam o paradigma da abordagem aos doentes de risco. Desde então, podemos recomendar com segurança aos nossos idosos que se vacinem contra o VSR, de forma a que possam estar mais protegidos deste vírus que injustamente é abordado relativamente à idade pediátrica, apesar de ser mais mortal nos doentes idoso.

No entanto, há um longo caminho a percorrer, no sentido de avançarmos com a imunização destes doentes, que passa pela sensibilização dos decisores para a comparticipação das vacinas que se encontram a preços que constituem um obstáculo para a maioria dos nossos doentes de risco.

Houve alguma mudança no comportamento pós-pandemia?

Com a era pós-pandemia, houve avanços na forma como passámos a encarar as infeções respiratórias, sendo que, por exemplo, hoje podemos realizar testes respiratórios, adquiri-los nas farmácias a preços acessíveis e despistar infeções com VSR, Covid, ou mesmo a Gripe. Neste sentido, e mesmo nos Hospitais, houve um aumento significativo de diagnóstico destas doenças, pelo que tem sido mais percetível.

O que precisamos saber e reter sobre este vírus?

Precisamos de saber que é um vírus particularmente nocivo nos extremos de idades, sobretudo nas populações mais idosas e nos portadores de doença crónica, e que anualmente é responsável por muitos internamentos no nosso SNS.

É fundamental que entendamos que, uma vez infetado por este vírus, não existe um tratamento dirigido, pelo que a prevenção através da vacinação e medidas de contenção, como a utilização de máscara em caso de suspeita de infeção respiratória e desinfeção das mãos, são fundamentais. A infeção é aguda, mas pode associar-se a complicações crónicas, como a perda de autonomia ou o agravamento de outras doenças preexistentes.

No âmbito deste tema, que mensagem ou recomendação gostaria de deixar?

Não deixe de perguntar ao seu médico assistente qual será o seu plano vacinal tendo em conta a sua idade, estado de saúde e complicações associadas. Utilize máscara em caso de infeção e higienize as mãos. Mesmo que seja uma pessoa saudável, pode transmitir uma doença como VSR a uma pessoa mais vulnerável.

Nem todos os adultos têm indicação para se vacinarem, mas todos têm a responsabilidade de diminuir o risco de transmissão da sua infeção, que pode eventualmente até ser causada pelo VSR.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 13 de maio
No dia 13 de maio, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), em parceria com o El Corte Inglés, comemora o seu...

Com moderação da ex-deputada e ex-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos, o evento conta com a presença de três especialistas da APDP: José Manuel Boavida, presidente, João Filipe Raposo, diretor clínico, e Rita Nortadas, especialista em Medicina Interna.

“É com muito orgulho que assinalamos mais um ano desta que é a associação de diabetes mais antiga do mundo! Este evento assinala a enorme evolução conseguida desde então e, em três sessões, será possível explorar a história da APDP, os avanços e a inovação no tratamento e ainda a estreita interação entre a diabetes e a obesidade. Cada vez mais perto dos 100 anos, mantemos o compromisso que sempre nos foi tão característico e continuaremos a lutar pelos direitos de quem vive com diabetes!”, afirma José Manuel Boavida.

“Para o El Corte Inglés é uma honra associar-se à celebração do 98º aniversário da APDP e integrar a Conferência ‘O que é a Diabetes e o que a ciência tem feito para a combater’ no Ciclo Pensar a Saúde da programação do Âmbito Cultural. Este ciclo representa também o compromisso da empresa em promover o conhecimento e esclarecimento dos nossos clientes, neste caso, sobre uma patologia muitas vezes incompreendida.”, explica Vasco Marques Pinto, da área de Responsabilidade Social Corporativa do El Corte Inglés. 

O evento educativo tem assim como objetivo desvendar os desafios da diabetes e explorar os avanços científicos que têm sido alcançados para combater esta doença, que afeta mais de um milhão de portugueses.

“Atualmente, mais de 40% dos portugueses entre os 20 e os 79 anos vivem com diabetes ou pré-diabetes. Percorremos um longo caminho, mas não podemos parar agora! É importante continuarmos a abordar a forma como a evolução do tratamento e também a melhor compreensão da doença têm melhorado a vida das pessoas com diabetes. Mas importa agora agir para detetar e tratar a diabetes de forma mais precoce.”, defende João Filipe Raposo.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, fundada em 1926, é uma organização reconhecida internacionalmente como pioneira no apoio e no acompanhamento multidisciplinar das pessoas com diabetes em Portugal. Foi fundada por Ernesto Roma, criador da Diabetologia Social, para apoiar as pessoas com diabetes em situação de carência monetária a adquirirem insulina, hormona essencial para a sua sobrevivência.

Em todo o mundo, uma em cada 10 pessoas vive com diabetes, uma das doenças mais prevalentes e uma das principais causas de morte em todo o mundo. Em Portugal, segundo os dados mais recentes do relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes, em 2021, cerca de 1,1 milhões de portugueses entre os 20 e os 79 anos têm diabetes, o que representa 14,1% da população neste grupo etário. Ainda assim, 44% destes não tinham sido diagnosticados.

A entrada é gratuita, mas carece de pré-inscrição individual.

 
Desenvolvimento de normas e ferramentas
A convite do Instituto Português da Qualidade (IPQ), a GS1 Portugal integra atualmente a Comissão Setorial para a Saúde (CS/09)...

De acordo com o seu plano de atividades, em colaboração com a GS1 Portugal, a CS/09 prevê diversas iniciativas, nomeadamente o desenvolvimento de uma norma para a correta utilização dos códigos globais de identificação única dos produtos, como o GS1 DataMatrix, para inclusão de informações adicionais relevantes, tais como o Folheto Informativo Digital, Clinical Pathways – ferramenta utilizada como guideline clínica adequada a contextos de prestação de cuidados de saúde – ou instruções de utilização de Dispositivos Médicos (IFU), e a execução de um Plano de Formação para profissionais na área da saúde.

“É com grande satisfação que aceitamos o convite para integrar esta Comissão. É um convite muito prestigiante, de que depreendemos o reconhecimento do trabalho que temos vindo a implementar, em estreita colaboração com múltiplas instituições do setor, em Portugal. Reconhecemos a importância das atividades desenvolvidas pela CS/09 e estamos comprometidos em contribuir ativamente para a dinamização das diversas componentes que influenciam a rastreabilidade, interoperabilidade e eficiência do Setor da Saúde, no nosso país e internacionalmente”, afirma João de Castro Guimarães, Diretor Executivo da GS1 Portugal.

A Comissão Setorial para a Saúde (CS/09) – criada no âmbito do Sistema Português da Qualidade (SPQ) e constituída em maio de 1994 – desenvolve as suas atividades integradas no IPQ e pretende analisar, promover e dinamizar as várias componentes que influenciam a Qualidade na Saúde, bem como apresentar propostas para a respetiva melhoria.

Esta nomeação reforça a missão da GS1 Portugal de liderar a melhoria da competitividade na cadeia de valor através de standards, soluções e transferência de conhecimento.

 
Dia Mundial do Lúpus assinala-se a 10 de maio
No dia 10 de maio assinala-se o Dia Mundial do Lúpus, uma doença crónica autoimune que afeta cerca de cinco milhões de pessoas...

“Na ADL reconhecemos a importância da literacia em saúde para que os doentes consigam ter um papel ativo na gestão da doença. Para além disso, o acompanhamento clínico por parte de profissionais de saúde especializados é crucial para o sucesso do tratamento” explica Rita Mendes, presidente da ADL. “É importante sensibilizar para esta patologia e promover o empoderamento dos doentes. O encontro 'Viver o futuro com Lúpus' é uma oportunidade para partilhar conhecimento, de forma a contribuir para uma melhor qualidade de vida dos doentes”, acrescenta.

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) pode afetar qualquer parte do corpo e é provocado por um desequilíbrio do sistema imunológico, em que as células responsáveis pela defesa produzem anticorpos contra células do próprio organismo. Esta condição pode afetar desde as articulações e músculos até aos órgãos internos como rins, pulmões e coração.

Entre as manifestações mais graves do lúpus encontra-se a Nefrite Lúpica (NL), que afeta cerca de 40% dos doentes com LES. Esta complicação pode levar à insuficiência renal e a outras complicações graves, sendo uma das principais causas de morbimortalidade associada à doença. 

Apesar dos avanços no conhecimento sobre a patogénese do lúpus e das melhorias nas terapêuticas existentes, a NL continua a ser um grande desafio para os doentes e profissionais de saúde. A qualidade de vida dos doentes com NL é significativamente reduzida, com fadiga crónica e custos associados à doença, tanto diretos como indiretos.

O Dia Mundial do Lúpus serve para recordar que ainda há muito a ser feito no combate a esta doença, tendo em conta que existe uma necessidade médica por preencher no tratamento de doentes com NL que permita preservar a função renal a longo prazo, reduzindo as recidivas e a redução gradual de corticosteroides. Através da investigação, do desenvolvimento de novas terapêuticas, da educação para a saúde e do apoio aos doentes, é essencial trabalhar em conjunto para um futuro onde o lúpus deixe de ser um obstáculo à qualidade de vida.

 
Proctologia
O Quisto Pilonidal é uma doença bastante comum, especialmente em jovens.

Geralmente, este problema está relacionado com características congénitas e com as mudanças hormonais da puberdade, levando ao crescimento de pêlos abaixo da pele da região. O quisto pilonidal ocorre, na maior parte das vezes, em homens com idades entre 15 e 30 anos. Nas mulheres corresponde apenas a 20% dos casos.

Os principais fatores de risco para desenvolvimento deste problema são: excesso de pêlos na região entre os glúteos; ovário poliquístico; obesidade; ausência de prática de atividade física e atividade de trabalho em posição sentada por muitas horas.

Sintomas do Quisto Pilonidal

Normalmente os primeiros sintomas do quisto pilonidal envolvem a formação de um abcesso, com bastante inchaço e dor. A região torna-se muito sensível ao contacto. Movimentos simples, como sentar, podem causar grande sofrimento. O quadro inflamatório agudo pode causar febre e, durante as crises, pode ser necessária a drenagem de pus. Este procedimento deve ser realizado de forma urgente, mas trata-se de uma solução paliativa. O uso de antibióticos pode ser indicado para controlar o processo, mas também não resolve o problema. Na fase crónica, os orifícios do quisto pilonidal podem eliminar secreção de forma persistente e necessitam de um tratamento cirúrgico definitivo.

Tratamento Cirúrgico

Até há poucos anos a única forma efetiva de tratar o quisto pilonidal era através da remoção cirúrgica convencional. No entanto, esta técnica exige um pós-operatório longo e trabalhoso. Nele, os pacientes devem realizar diariamente, por aproximadamente 60 dias, curativos profundos, com profissionais de enfermagem, para evitar o reaparecimento do problema. A cirurgia a laser para remoção do quisto pilonidal costuma durar cerca de 30 minutos e o paciente volta para casa no mesmo dia. O procedimento é realizado através de uma fibra (cateter) inserido dentro das aberturas do quisto. É feita uma limpeza minuciosa do local, com remoção de pêlos e tecidos. Em seguida, com a fibra laser de raio circular são realizados os disparos de forma intermitente até cauterizar toda a parte interna das suas paredes, até à obliteração do seu interior. Sabemos inclusive, que o efeito de fechar e cicatrização do laser pode persistir por mais de 3 a 6 meses após o procedimento realizado.

Vantagens da técnica laser

Para além de ser um procedimento mais rápido e seguro, a recuperação pós-operatória é muito mais rápida e com um desconforto mínimo. Isto ocorre porque as feridas externas são muito pequenas. Muitos estudos já avaliaram a eficácia do método e principalmente a hipótese de o problema aparecer novamente. Num recente estudo de revisão sistemática do assunto, ficou demostrado que as hipóteses são semelhantes à técnica tradicional e inclusive alguns trabalhos demonstram superioridade para o laser. As complicações pós-operatórias como infeções e sangramento são muito menores como laser.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
10 mil euros para o projeto vencedor
A MSD Portugal anuncia a prorrogação do prazo de candidaturas à 6.ª edição do Prémio MSD de Investigação em Saúde até 19 de...

A revisão da data-limite para a submissão de candidaturas permite que as equipas de profissionais de saúde, que representem instituições de prestação de cuidados de saúde ou de instituições científicas, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, tenham mais uma oportunidade para se candidatar ao Prémio, através do site, caso ainda não o tenham feito.

Ao projeto vencedor será atribuído um prémio no valor de 10 000€ e está também prevista a atribuição de duas menções honrosas, com o valor de 1 500€ cada. Como critérios de avaliação e seleção dos protocolos constam o objetivo e a metodologia, a inovação, a exequibilidade, a aplicabilidade e/ou o impacto estimado na população alvo.

A Comissão de Avaliação é constituída por reconhecidos especialistas, nomeadamente, a Professora Doutora Catarina Resende de Oliveira, o Professor Doutor Daniel Pinto, a Professora Doutora Emília Monteiro, o Professor Doutor Firmino Machado, o Professor Doutor Manuel Abecasis, a Professora Doutora Mariana Monteiro e o Professor Doutor Nuno Sousa.

Desde que foi lançado, o Prémio MSD de Investigação em Saúde já analisou cerca de 350 candidaturas submetidas por equipas e instituições científicas de todo o país.

Para consultar o regulamento do Prémio e a ficha de candidatura, visite o site.

 
Dia 5 de junho
No dia 5 de junho a AIBILI abre as suas portas à comunidade, com o objetivo de proporcionar um contacto direto com uma...

A iniciativa decorre, entre as 14h30 e as 17h00, na FMUC – Auditório Prof. Doutor José Cunha-Vaz, Sub-Unidade 1 – Polo III da Universidade de Coimbra.

Segundo a organização, o " AIBILI OPEN DAY pretende ser uma ampla plataforma de networking, debate e discussão". 

O programa já está disponível e incluirá palestras onde serão apresentadas as capacidades e valências da AIBILI e abordada a Investigação e Inovação Clínica em Portugal. As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias. 

 
9 e 10 de maio
Entre os dias 9 e 10 de maio, decorre no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, o VI Curso Teórico-Prático de Nefrologia...

Dirigido a especialista e internos de Pediatria, Medicina Geral e Familiar, Enfermeiros e outros técnicos de saúde, este curso aborda quatro temáticas de interesse na área da Nefrologia. 

O primeiro painel aborda a Hematúria, Proteinúria e Função tubular e equilíbrio hidro-eletrolítico, sob o tema "Como investigar? Como orientar?" 

"Anomalias da micção" é o segundo tema em discusão, abordando tópicos como: Disfunção vesical. Fisiopatologia, clínica; Estudo urodinâmico para principiantes: interpretação e indicações. Uroterapia com Biofeed-back" e Enurese.

O curso aborda ainda o tema "Criança com patologia glomerular no SU" - Síndrome nefrótico. Episódio inaugural e recidiva e Síndrome nefrítico. Como investigar, quando internar. 

Havendo espaço para uma atualização sobre Hipertensão (Diagnóstico e investigação e O papel do MAPA). 

 
Da oncologia às doenças neurológicas
Além de cuidados de saúde e cuidados especializados ao domicílio, a empresa oferece serviços de apoio nas atividades de vida...

A empresa “Cuidamos em Casa”, do grupo B. Braun, já está disponível no Grande Porto para “promover a qualidade de vida e autonomia das pessoas e famílias no conforto da sua casa”, revela Rita Tavares, diretora do projeto. A empresa, especializada em cuidados de saúde, dispõe ainda de uma ampla gama de serviços de apoio domiciliário e cuidados especializados, direcionados a diferentes patologias.

Em funcionamento na zona da Grande Lisboa desde 2018, e agora no Porto, a “Cuidamos em Casa” oferece serviços de saúde em várias áreas, como nutrição, enfermagem, terapia da fala, podologia, análises clínicas, acompanhamento médico e outras terapêuticas. “Acreditamos que a melhoria das condições pessoais e sociais é mais efetiva quando os cuidados ocorrem no meio habitual de vida, próximo das recordações, pertences, família e amigos”, explica Rita Tavares. 

Os serviços, disponíveis 24h por dia, vêm dar resposta a uma franja da população que necessita de apoio e acompanhamento especializados, seja qual for a fase de vida em que se encontra o doente. Os cuidados desdobram-se em várias especialidades, como oncologia, doenças crónicas, patologias neurológicas, cuidados paliativos, acompanhamento materno-infantil, entre outros. 

“Reconhecemos a diversidade das necessidades de saúde da população e, portanto, oferecemos serviços especializados e individualizados. Sabemos que existem doenças sem cura, no entanto, todas merecem ter os cuidados necessários. O nosso objetivo é garantir que cada pessoa recebe o suporte necessário para melhorar a sua qualidade de vida e enfrentar os desafios de saúde com dignidade e conforto, na comodidade do seu lar”, continua a diretora. 

Já na área de serviços de apoio domiciliário, a empresa disponibiliza ainda cuidados com tarefas quotidianas para melhorar a qualidade de vida da comunidade. Destacam-se, por exemplo, os cuidados de higiene e conforto pessoal, tratamento de roupa, apoio na alimentação, acompanhamento de deslocações, confeção de refeições, entre outros.  

A equipa multidisciplinar deste projeto é composta por profissionais especializados, qualificados e experientes nas diversas áreas. “Esta expansão a norte revela a necessidade de responder ainda mais às necessidades individuais de cada pessoa. Estamos prontos para fazer parte da comunidade da área do Grande Porto e continuar a fazer a diferença na vida das pessoas que precisam desta ajuda”, finaliza Rita Tavares. 

 
Maio, mês do Coração
A propósito do Mês do Coração, a campanha ‘O lugar do coração é em casa’ relembra a importância de sensibilizar a população...

Para manter o bom funcionamento do coração há cinco cuidados que devemos adotar para melhorar a saúde cardiovascular:

  1. Ter uma alimentação saudável pode ajudar a aliviar os sintomas e a travar o agravamento da insuficiência cardíaca. Álcool, sal e gorduras devem ser evitados. Já os vegetais, a fruta, a fibra, os laticínios com pouca gordura, a carne magra e o peixe são fundamentais na sua dieta, para que o corpo tenha os nutrientes necessários;
  2. Praticar exercício físico com regularidade é um hábito que deve fazer parte da sua rotina. O corpo precisa de atividade e incluir a realização de uma caminhada no seu dia a dia pode fazer a diferença. Mesmo as pessoas que vivem com insuficiência cardíaca devem praticar exercício físico ligeiro para aliviar os sintomas e manter o seu bem-estar;
  3. Controlar o peso é um fator essencial. A insuficiência cardíaca está geralmente associada a alterações súbitas no peso que podem indicar alterações no estado de saúde. Por isso, é necessário estar atento ao seu peso de forma a mantê-lo regular e nos valores indicados de acordo com a sua altura e massa corporal;
  4. Deixar de fumar vai trazer muitos benefícios para a sua saúde. Tal acontece, porque os fumadores têm um maior risco cardiovascular e o tabaco pode agravar lesões existentes no músculo cardíaco, o que leva a que seja ainda mais difícil para o coração transportar o sangue para todas as partes do corpo;
  5. O apoio social e emocional é fundamental. A família e os amigos têm um papel chave no que diz respeito a ajudar a cumprir o plano de tratamento e até mesmo motivar as mudanças no estilo de vida. Além disso, os contactos sociais são importantes para reduzir o stress e a ansiedade, bem como criar uma rede de suporte.

Para quem vive com insuficiência cardíaca, o coração não parou, mas também não consegue manter o esforço necessário para bombear adequadamente o sangue para todas as partes do corpo. Embora a insuficiência cardíaca seja uma condição grave, progressiva e incurável, existem opções de tratamento disponíveis que, aliadas a um estilo de vida mais saudável tendo por base os cuidados referidos acima, contribuem para uma melhor gestão da doença e qualidade de vida dos doentes.

Estima-se que, pelo menos, 64 milhões de pessoas no mundo vivem com insuficiência cardíaca. Em Portugal, afeta cerca de 4% da população e prevê-se que venha a aumentar entre 50 a 70% até 2030. Para mais informações sobre esta doença, consulte: www.coracaoemcasa.pt

 
Especialista explica
Mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com doença inflamatória intestinal (DII), uma do

As pessoas associam frequentemente a DII a episódios de diarreia, no entanto, tal como explica o especialista, esta trata-se de uma doença grave e crónica cujos outros sintomas podem incluir hemorragia retal, fadiga, perda de peso e dores de estômago e nas articulações. Os dois principais tipos de DII são a doença de Crohn e a colite ulcerosa.

"A colite ulcerosa afeta apenas o cólon causando inflamação nesta porção do intestino, enquanto a doença de Crohn pode afetar várias partes do sistema digestivo, desde a boca até ao anus", explica o médico gastrenterologista. 

De acordo com este especialista a DII não afeta dois doentes da mesma maneira. "Para algumas pessoas, a DII é apenas uma doença ligeira. Para outras, é uma doença debilitante que pode levar a complicações potencialmente fatais", sendo  provável que haja períodos de doença ativa seguidos de períodos de remissão.

"Alguns doentes podem desenvolver aquilo a que chamamos manifestações extra-intestinais da sua doença inflamatória intestinal", afirma Victor Chedid. "E isto pode afetar outros órgãos para além dos intestinos", alerta. 

Tratando-se de uma doença sem crónica, para a qual não existe cura, suspeitava-se que a alimentação e o stress poderiam estar entre as causas da doença. No entanto, explica o médico da Mayo Clínic, "agora os médicos sabem que estes fatores não causam a DII, mas podem piorá-la". Segundo o gastrenterologista, uma possível causa da DII é um mau funcionamento do sistema imunitário. "Quando o sistema imunitário tenta combater um vírus ou uma bactéria invasora, uma resposta imunitária atípica faz com que o sistema imunitário ataque também as células do trato digestivo", revela. 

Por outro lado, refere que várias mutações genéticas têm sido associadas à DII. "A hereditariedade também parece desempenhar um papel importante, uma vez que a DII é mais comum em pessoas que têm familiares com a doença", acrescenta. 

No que toca ao tratamento, este médico diz que exitem vários medicamentos para ajudar a  para reduzir a inflamação. No entanto, garate que "ter atenção ao que se come pode ajudar a aliviar os sintomas". Deste modo, recomenda que: 

  • Limite os produtos lácteos;
  • Faça pequenas refeições;
  • Beba muitos líquidos;
  • Considere tomar multivitamínicos;
  • Fale com um nutricionista.

"Temos de nos concentrar em dietas ricas em alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes, e pobres em alimentos processados e que podem ser pró-inflamatórios", reforça Victor Chedid.

E aconselha: visite o seu médico se tiver alterações persistentes nos seus hábitos intestinais ou se tiver algum dos sinais e sintomas de DII.

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Novo livro aborda a nutrição numa perspetiva única em Portugal
O ‘Prato do Dia’ de hoje já não é o mesmo ‘Prato do Dia’ do tempo dos nossos pais. Hoje, fazer um menu implica conhecer os...

O livro “Alimentação Individual e Coletiva - Nutrir Pessoas, Planear Refeições e Gerir Serviços”, da autoria dos nutricionistas Ada Rocha, Carlos Damas e Cláudia Viegas, e editado pela LIDEL, é uma obra que aborda a nutrição numa perspetiva enriquecedora e esclarecedora para todos os profissionais que têm de lidar com alimentos no dia a dia. Conhecer os alimentos, as suas características e de como deles é possível ter benefícios individual e coletivamente, é fundamental para dar resposta à exigência crescente dos consumidores.

“Com um pensamento estruturado, [os autores] preenchem o vazio sobre a falta de uma obra que aborde um conhecimento simultaneamente conceptual, científico e operacional da alimentação coletiva na área da saúde, conseguindo uma comunicação simples, mas tecnicamente exigente, precisa e esclarecedora", escreve Helena Ávila, Nutricionista Especialista em Alimentação Coletiva e Restauração, no Prefácio. 

Partindo duma base de ciência nutricional, este livro foi escrito a pensar nos profissionais da hotelaria e da restauração, nos estudantes do ensino superior da área da alimentação e nutrição, e nos nutricionistas, assim como em outros interessados nestas matérias.

Divido em três parte, os leitores poderão encontrar neste livro informações sobre os Alimentos e Recomendações Alimentares e Nutricionais, com os aspetos básicos dos alimentos e a sua relação com os nutrientes, segue-se o Planeamento de Refeições e Ementas, que adapta as recomendações nutricionais de diferentes grupos populacionais aos diferentes contextos de alimentação individual e coletiva, referindo também a elaboração de fichas técnicas e, por fim, a Organização e Gestão de Serviço de Alimentação Coletiva, sobre os diferentes sistemas de produção e distribuição de refeições, os aspetos relacionados com a legislação atual no que se refere aos alergénios, e também à sustentabilidade.

Este livro não é um fim em si mesmo, antes um caminho para a melhoria contínua do serviço de fornecimento de refeições. Segundo os autores, “Este é um manual que se quer prático, com aplicação a contextos concretos, e em que são referidas porções de alimentos e valores nutricionais.”

 
‘Cancro da Bexiga sem Reticências’,
Maio é o mês de sensibilização para o Cancro da Bexiga – o tipo mais frequente de carcinoma urotelial – e neste âmbito a...

Esta iniciativa conta com o apoio científico da Associação de Investigação Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) e do Grupo Português Genito-Urinário e permite esclarecer algumas dúvidas sobre o cancro da bexiga através de vídeos explicativos, protagonizados por médicos especialistas no tratamento desta doença. Rui Amorim (Urologista) e Joana Marinho  (Oncologista), são alguns dos especialistas convidados, que abordam ‘O que é o Cancro da Bexiga e Fatores de Risco’ e ‘ O Papel da Quimioterapia no Tratamento do Cancro da Bexiga’, respetivamente. A epidemiologia do Cancro da Bexiga, sinais e sintomas e fatores de risco são as áreas que merecem destaque nesta nova plataforma informativa.

Em Portugal, no ano 2020 houve 2068 novos casos de cancro da bexiga. Este cancro afeta os tecidos da bexiga, fazendo com que as células que a constituem comecem a crescer descontroladamente. Apesar de ser mais frequente no sexo masculino, existe alguma prevalência no sexo feminino. Dados da Globocan (2020) indicam que, no mesmo ano, a incidência foi de 1903 doentes do sexo masculino para 705 novos casos no sexo feminino. O cancro da bexiga é o tipo mais frequente de carcinoma urotelial, sendo a idade média de diagnóstico cerca de 70 anos.

É importante não ignorar os sintomas, uma vez que podem ser confundidos com infeções do trato urinário (cistite), pedras na bexiga, bexiga hiperativa ou próstata aumentada. As manifestações do cancro da bexiga passam pela necessidade de urinar com frequência, dor ou ardor ao urinar, fluxo urinário reduzido ou intermitente, sensação de esvaziamento incompleto e sangue na urina.

Apesar de não ser possível evitar esta patologia, existem vários fatores de risco que contribuem para o cancro da bexiga, nomeadamente o tabagismo, que é o principal fator de risco associado ao cancro da bexiga. Assim como, a exposição a produtos químicos industriais e o vírus do papiloma humano (HPV). 

Para Filipe Ribeiro, Diretor Médico da Astellas Pharma, “A avaliação precoce dos sinais e sintomas do Cancro da Bexiga, à semelhança de outras patologias, vai contribuir para um diagnóstico atempado e o adequado acompanhamento médico. Contribuir para o crescimento da literacia em saúde é um dos pilares da ação da Astellas, para que cada vez mais se tomem decisões conscientes e informadas.”

26 de setembro
O Núcleo de Estudos de Doenças do Fígado (NEDF) da SPMI, e a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) acabam de...

O modelo permanecerá o mesmo das anteriores edições, com 13 módulos transmitidos mensalmente online em formato de webinar ao vivo, acompanhados da disponibilização de conteúdos e avaliações.

Suzana Calretas, diretora da escola por parte da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), destaca a oferta de formação de qualidade em Hepatologia para iniciantes e profissionais já envolvidos na área. "O objetivo último será sempre o de prestar os melhores cuidados aos nossos doentes", afirmou, ressaltando a importância de acompanhar o desenvolvimento do conhecimento nestas matérias.

Já Arsénio Santos, presidente da APEF e diretor da escola deseja que “à semelhança das anteriores, a 3.ª Edição da Escola Anual Virtual de Hepatologia seja um contributo de qualidade para a formação de muitos dos que querem dedicar-se ao estudo do fígado e ao tratamento dos doentes hepáticos”.

O programa da Escola Anual Virtual de Hepatologia é composto por um total de 13 sessões. Doença hepática autoimune, hepatites víricas, doença hepática associada ao álcool, tumores hepáticos, ACLF e transplante hepático, DILI e falência hepática aguda, cuidados paliativos em hepatologia, doença vascular hepática são alguns dos temas que compõem o programa formativo.

Com o sucesso das edições anteriores como base, a terceira edição da Escola Anual Virtual de Hepatologia promete continuar a oferecer uma experiência educacional enriquecedora e atualizada na área da Hepatologia.

Mais informações em - https://www.spmi.pt/escola-anual-virtual-de-hepatologia-2024/

 
Para organizações sem fins lucrativos e instituições académicas
A Novo Nordisk acaba de lançar, em parceria com a C40 Cities, o Healthy Cities Challenge, uma iniciativa que desafia...

A saúde é, em grande medida, determinada pelo meio ambiente onde as populações vivem. Os grandes centros urbanos – onde vivem dois terços da população mundial – enfrentam inúmeros desafios que conduzem, frequentemente, a opções alimentares desadequadas, poluição atmosférica, sedentarismo, isolamento social e ausência de contacto com a natureza e ambientes saudáveis

O Healthy Cities Challenge vem desafiar organizações sem fins lucrativos e instituições académicas a encontrar respostas para estes desafios. As candidaturas podem ser submetidas até dia 10 de junho, através da plataforma online.

As três melhores ideias serão conhecidas em outubro e premiadas com uma bolsa de 100.000 dólares, cerca de 92.000 euros, atribuída pela Novo Nordisk. Para uma melhor adequação dos projetos às realidades locais, o Healthy Cities Challenge valoriza as ideias que envolvam, em parceria, câmaras municipais e/ou outras instituições de base local.

“O ambiente onde vivemos tem implicações significativas na nossa saúde e qualidade de vida, pelo que é essencial tornar mais fácil e simples fazer escolhas mais saudáveis. Sabendo que, em Portugal, existem diversas organizações e projetos notáveis que defendem e promovem o acesso equitativo a oportunidades de vida saudável no espaço urbano, queremos fazer chegar esta iniciativa a todos, para que tenham a oportunidade de beneficiar, não só do incentivo e apoio, mas também de uma rede de conhecimento e partilha de experiências, a nível global”, refere Paula Barriga, Diretora Geral da Novo Nordisk em Portugal.

Lisboa integra, desde 2019, o programa agora denominado Cities for Better Health, uma rede que junta mais de 45 cidades em todo o mundo, que promove o acesso equitativo a oportunidades de vida saudável em espaço urbano, abordando fatores de risco modificáveis como os hábitos alimentares e o sedentarismo. Explora, ainda, modelos de financiamento sustentáveis que promovam a continuidade das intervenções a longo prazo.

 
Unidade disponibiliza mais de 20 especialidades médicas
A Unisana Hospitais acaba de criar uma unidade especializada em Saúde Mental e Psiquiatria. Localizada no Unisana Hospital do...

O serviço de Saúde Mental e Psiquiatria da Unisana Hospitais vai tratar casos de depressão, ansiedade, burnout, alcoolismo e outras adições, entre outras situações de saúde mental e psiquiatria. Para tal, conta com infraestruturas dedicadas, como consultórios, salas de terapia ocupacional e espaços de educação, de relaxamento, sala de convívio, bem como com 16 camas para situações de internamento.

Eduardo Moniz, CEO da Unisana Hospitais, afirma: “A abertura da unidade de Saúde Mental e Psiquiatria em Torres Vedras representa o primeiro significativo investimento do grupo sob a marca Unisana Hospitais na saúde mental e demonstra a nossa continuada preocupação com as pessoas e a comunidade em que estamos inseridos. O tema da saúde mental está na ordem do dia, pretendendo a Unisana, com esta unidade, contribuir para a solução. Investimos numa equipa e em instalações dedicadas, de forma a respondermos às necessidades dos doentes, em especial da região da Grande Lisboa e das zonas centro e sul do país”.

A nova unidade vem reforçar a oferta do grupo, que conta com 5 hospitais e clínicas em todo o país. No último ano, as unidades sob gestão do grupo Unisana Hospitais realizaram cerca de 130 mil consultas, 362 mil exames e cerca de cinco mil cirurgias, registando uma faturação agregada superior a 26 milhões de euros. O grupo apresenta, atualmente, uma capacidade instalada de 10 salas de bloco operatório, 79 gabinetes de consulta e 173 camas de internamento.

Unisana disponibiliza oferta alargada de cuidados médicos em Torres Vedras

O Unisana Hospital do Oeste Soerad, em Torres Vedras, permite aos seus clientes beneficiar de mais de 20 especialidades médico-cirúrgicas e serviços, entre os quais cirurgia, atendimento permanente 24 horas, internamento, consultas de especialidade, unidade de exames endoscópicos de gastro, imagiologia, medicina física e de reabilitação e cuidados continuados. O hospital apresenta infraestruturas modernas e equipadas, com 4 salas de operação (+ 1 de pequena cirurgia), 20 salas de consulta e 100 camas de internamento.

A Unisana Hospitais está comprometida com uma prestação de cuidados de saúde à escala humana: próxima de seus clientes das comunidades que serve, onde médicos e outros profissionais se possam identificar com uma maior personalização, colaborando com as entidades locais e com todos os stakeholders.

O Unisana Hospital do Oeste Soerad acolhe clientes de toda a região Oeste, estendendo agora, com a inauguração da nova unidade de Saúde Mental e Psiquiatria, a sua área de influência geográfica. Os fatores distintivos da nova unidade permitem responder às necessidades de doentes de todo o país, especialmente nas áreas da Grande Lisboa e das zonas centro e sul do país.

Grupo nacional com identidade local

A marca Unisana Hospitais reúne os investimentos realizados pela Atena Equity Partners e pela 3T Portugal, os quais incluem três hospitais localizados em Almada, Torres Vedras e Porto (neste último caso, em sociedade com HLine e em parceria com a Venerável Irmandade da Nossa Senhora da Lapa) e duas clínicas em Santarém.

O grupo pretende, a prazo, consolidar uma rede nacional, de identidade local, em colaboração e complementaridade com os setores público, segurador e social, para levar cuidados de saúde de qualidade a um número crescente de portugueses. Tem uma oferta alargada de cuidados de saúde hospitalar, desde consultas e exames até cirurgias e internamento, contando com uma equipa médica experiente e reconhecida nas suas áreas de especialidade.

A equipa da Unisana Hospitais conta com a colaboração de mais de 360 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais de saúde dedicados. O grupo oferece uma vasta gama de cuidados de saúde de ambulatório, disponibilizando consultas, exames de diagnóstico e terapêutica das mais diversas especialidades médicas e cirúrgicas. Nas unidades hospitalares, disponibiliza ainda cuidados de saúde como atendimento urgente e atendimento permanente, para além de cirurgia e internamento. 

 
Ciclo de eventos online “Career Paths in Science” realiza-se a 21 de maio e 18 de junho
A The Non-Conformist Scientist (NCS), uma organização sem fins lucrativos criada por cientistas e para cientistas, vai...

Nos dias 21 de maio e 18 de junho, esta plataforma online pioneira irá promover a reflexão sobre os diferentes rumos que uma carreira em ciência pode seguir e demonstrar que as capacidades, adquiridas ao longo de uma formação científica, são versáteis e podem ser aplicadas em diversos contextos.

Cada sessão contará com oradores de distintas áreas profissionais, que irão partilhar a sua experiência e percursos académico e profissional. Assim, uma vez que os estudantes geralmente não têm acesso a informação sobre carreiras científicas alternativas, pretende-se explorar o dia-a-dia de cada vertente, principais desafios, oportunidades e outros temas que despertem a curiosidade dos participantes e dos oradores.

Ana Cadete, fundadora da organização, afirma que “um dos pilares da missão da NCS é empoderar e orientar os profissionais de ciência em todo o mundo, com uma comunidade de mulheres unida e disposta a ajudar”. Acrescenta ainda que “estes eventos são o espelho disso mesmo, onde através da partilha de experiências em diversas áreas, será possível demonstrar a diversidade das carreiras científicas alternativas à típica carreia académica. Este webinar destina-se, particularmente, a alunos de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento, os quais pretendemos orientar para a sua próxima etapa profissional. Um doutoramento é subvalorizado e, como tal, queremos ajudar os cientistas em início de carreira a perceber que mais valias têm e em que trabalhos as podem aplicar”.

Em algum ponto da sua formação doutoral, a maioria dos alunos encontrar-se-á na encruzilhada mais comum de uma carreira científica: academia ou indústria? Apesar da academia continuar a reter muitos investigadores que ambicionam um dia ter o seu grupo de investigação, a verdade é que a indústria está cada vez mais competitiva, apresentando uma possibilidade de carreira científica dinâmica e com investigação cada vez mais inovadora. Para os indecisos, os curiosos e todos os que querem aprender sobre ambas as vertentes, na sessão de dia 21 de maio, às 19h de Portugal, serão exploradas as áreas de Academia, com a Dra. Ina Huppertz (Group Leader, Max Planck Institute for Biology of Ageing); Indústria com a Dra. Samantha Sarrett (Senior Director, Eli Lilly), e, por fim, de Transição Académica e Indústria, com a coach de carreiras Lauren Celano (cofundadora e CEO da Propel Careers).

Para aceder ao webinar “Career Paths in Science”: https://streamyard.com/watch/bfKQFj7U7kAd

 

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