Estudo
Os prados marinhos - zonas costeiras cobertas por algas semelhantes a erva dos campos - têm a capacidade de remover da água...

O papel fundamental dos prados marinhos como promotores da biodiversidade, funcionando como zona de abrigo, alimentação e reprodução de numerosas espécies é conhecido, mas o estudo evidencia a importância desses ecossistemas para a saúde humana, destacando o papel de promotor da qualidade da água em zonas costeiras cada vez mais densamente povoadas.

O estudo integra trabalhos de investigadores da universidade de Cornell, nos Estados Unidos, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, do Centro Científico do Mónaco e da universidade de Makassar, na Indonésia.

Os investigadores concluem que os "pesticidas" naturais presentes nas algas dos prados marinhos - que já tinham interesse científico por serem fonte de antibióticos naturais - cumprem a função crucial de eliminar da água agentes patogénicos, tornando os prados marinhos num ativo económico que pode gerar poupanças significativas na construção de infraestruturas, ao funcionarem como estações naturais de tratamento de águas residuais.

O estudo refere o exemplo de Nova Iorque, apontando um projeto de reabilitação de zonas húmidas, incluindo prados marinhos, que permitiu evitar a construção de uma central de tratamento orçada em oito mil milhões de dólares (7,54 mil milhões de euros).

Prados marinhos existem em várias áreas da costa Portuguesa, sendo mais significativos nos estuários dos rios Mondego, Tejo, Sado e Mira, na Lagoa de Óbidos, na península de Tróia e na Ria Formosa, no Algarve.

As espécies de algas dos prados marinhos em Portugal são a 'Zostera marina', conhecida pelo nome comum Sebas; a 'Zostera noltii', conhecida como Sebarrinha e a 'Cymodocea nodosa', conhecida também como Sebas.

Um dos trabalhos de campo realizados para o estudo publicado hoje foi feito em águas em torno de quatro ilhas indonésias, onde em zonas sem prados marinhos a presença da bactéria 'Enterococcus' excedia em 10 vezes os níveis considerados seguros para a saúde humana.

Em zonas de prado marinho em torno das mesmas ilhas os níveis de 'Enterococcus' na água baixavam para cerca de um terço dos verificados nas outras zonas.

Outros trabalhos de campo incluídos no estudo concluíram que os níveis de agentes patogénicos presentes em peixes e invertebrados eram também mais baixos, em cerca de 50%, em zonas de prado marinho, quando comparados com os detetados em zonas sem "erva do mar".

Os autores do estudo advertem que a perda de zonas de prado marinho a nível mundial é de cerca de 7% da área global por ano desde 1990 e alertam para a importância da preservação deste tipo de ecossistema marinho como instrumento de defesa da saúde das populações costeiras em todo o mundo.

Investigação
Cientistas norte-americanos e europeus descobriram que há células do corpo humano que ajudam o vírus da SIDA a infetar outras...

As células encontram-se na camada que protege o sistema reprodutor e o trato intestinal, a mucosa, que pode ser atravessada pelo vírus quando tem brechas provocadas por lesões físicas ou algumas doenças sexualmente transmitidas.

Na investigação do Instituto Gladstone, Universidade da Califórnia e dos seus colaboradores na Europa, descobriu-se que as células deste tecido que envolve os órgãos, os fibroblastos, transportam o vírus até às células imunitárias, mas sem ficarem infetados.

Examinaram fibroblastos do cérvix, útero, prepúcio, uretra masculina e intestinos, tudo pontos de entrada do VIH, e viram que os fibroblastos transportam o vírus e ainda tornam as células imunitárias mais propensas a serem infetadas.

Os cientistas vão agora tentar perceber como é que isto acontece e esperam com isso ter novas pistas sobre como evitar a infeção.

Por oposição, outro tipo de células dos tecidos da mucosa, as epiteliais, servem como uma barreira contra substâncias prejudiciais.

A hipótese colocada pelos investigadores é que as brechas na mucosa permitem ao vírus passar pelos tecidos sem encontrar oposição e arranjar depois uma forma de transporte nos fibroblastos.

Artigo de Opinião
No âmbito do ciclo de sessões práticas e informativas sobre Acidente Vascular Cerebral dirigido a cu

Em traços gerais, quais são as principais alterações motoras associadas ao AVC?
O AVC é um problema de saúde comum que constitui a principal causa de incapacidade permanente em Portugal, sendo que a maioria das alterações após um AVC são motoras.

As alterações motoras diferem consoante o território cerebral afetado, destacando-se como principais a fraqueza muscular, a alteração do tónus muscular (caracteriza-se pela resistência ou tensão dos nossos músculos), alterações do equilíbrio e dor.

Estas alterações irão condicionar a mobilidade, funcionalidade, independência e qualidade de vida destas pessoas.

É possível voltar a recuperar totalmente a mobilidade que se tinha antes da ocorrência do episódio vascular cerebral?
A reabilitação após um AVC depende de vários fatores, como o tipo de AVC, território cerebral afetado, fase em que a pessoa se encontre, suporte fornecido e características individuais da pessoa.

A mobilidade é possível graças ao trabalho conjunto de várias funções motoras, como por exemplo a amplitude articular, a força e tensão muscular, sendo que a sua recuperação está assim dependente do correto funcionamento destas funções e de outras como a sensibilidade.

Sabe-se que o início da reabilitação o mais precoce possível e um acompanhamento de uma equipa multidisciplinar e especializada, são aspetos fundamentais para um bom prognóstico nestes casos.

Que tipo de estratégias poderão ser implementadas para promover a mobilidade?
A fisioterapia constitui uma das abordagens não-farmacológicas envolvidas na reabilitação após um AVC, tendo um especial enfoque na reabilitação das alterações motoras, bem como na promoção da mobilidade.

Normalmente o processo de reabilitação começa com uma avaliação subjetiva e objetiva, com a aplicação de escalas de avaliação adequadas à patologia, que permitem definir os objetivos e o plano de intervenção.

A intervenção na promoção da mobilidade, passa pela reeducação do movimento, ou seja, por ensinar novamente o movimento dito “normal”, bem como pela promoção da amplitude de movimento, força muscular, estabilidade articular e tónus muscular.

Para além da intervenção profissional, o doente pode ter um papel autónomo a desempenhar na sua recuperação?
O doente é o foco principal de toda intervenção, sendo que a sua motivação e colaboração são fundamentais durante todo o processo de reabilitação. Consoante as suas capacidades motoras e cognitivas, este poderá ter um papel autónomo, no sentido em poderá por em prática no seu dia-a-dia e em contexto domiciliar os ensinamentos, estratégias e alguns exercícios adaptados, que irão auxiliar na manutenção/promoção das suas funções motoras.

Para além disso, a família/cuidadores tem um papel fundamental na reabilitação e manutenção dos resultados obtidos ao longo do tempo, sendo crucial o seu envolvimento em todo o processo, assim como o seu ensino/treino de estratégias facilitadoras para lidar com as dificuldades nas atividades de vida diária, adaptações no domicílio, prevenção de complicações decorrentes da diminuição de mobilidade, promoção de um correto posicionamento/mobilidade e na prevenção e redução do risco de quedas.

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Médicos do Centro
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, disse hoje que os problemas registados na...

"O ministério da Saúde quis ir muito depressa e instalou programas em computadores obsoletos, o que contribuiu para os problemas verificados na prescrição eletrónica, sobretudo nos Centros de Saúde", disse o médico.

Um inquérito realizado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) revelou que 91% por cento dos médicos assume que os computadores têm impacto drástico nas consultas e mais de 70% refere que já perdeu informação importante do paciente, obrigando, neste caso, a repetir todos os procedimentos informáticos.

O inquérito visou aferir o impacto das aplicações informáticas dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) no dia-a-dia da prática clínica, designadamente nas consultas e na prestação de cuidados aos utentes.

Segundo a SRCOM, foram os médicos de família quem mais respondeu ao inquérito (89,8 por cento).

Dos resultados do "Questionário de Avaliação da Satisfação e Qualidade das Aplicações dos SPMS", apenas 13 por cento dos inquiridos acredita que as aplicações são fiáveis e estáveis.

Segundo o estudo, "82,1% aponta para problemas com o 'hardware' e 93% declara problemas com acesso à Internet.

"Estes resultados são chocantes. Já não basta a carga burocrática que atualmente esmaga os médicos, retirando-lhes tempo para o que é mais importante: tratar dos doentes", refere Carlos Cortes.

Salientando que a Ordem dos Médicos é favorável a toda a informatização do Serviço Nacional de Saúde, o responsável considera que a "informatização deve ajudar os médicos a simplificar os procedimentos, de modo a ter mais tempo para o doente e não o contrário".

"Queremos uma boa informatização para facilitar a vida, caso contrário complica-se tudo e quem perde é o doente", frisou o dirigente, referindo que "nove em cada 10 médicos denunciam problemas informáticos que têm impacto direto nas suas consultas".

De acordo com Carlos Cortes, vai ser assinada uma parceria entre o SRCOM e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e constituído um grupo de trabalho para que "todos os problemas identificados possam ser resolvidos".

Para debater os problemas na prescrição eletrónica, a SRCOM organiza hoje uma sessão de esclarecimento "Prescrição Eletrónica Médica: Desafios do Médico de Família", pelas 21:00, nas suas instalações, com a participação do presidente do Conselho de Administração da SPMS, Henrique Martins.

Governo
O Conselho de Ministros aprovou hoje a descentralização de competências para as autarquias e entidades intermunicipais, que vão...

O ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, afirmou que esta descentralização pretende maior proximidade, maior eficiência e eficácia nos serviços prestados aos cidadãos e maior participação das autarquias na gestão dos recursos púbicos.

Neste sentido salientou que é objetivo, “até final da legislatura”, que autarquias sejam responsáveis pela gestão de 19% da receita pública, quando atualmente esta gestão ronda os 14%.

A proposta aprovada pelo Governo será agora objeto de análise na Assembleia da República (AR) e será complementada por diversos diplomas setoriais que estão já a ser preparados pelos ministérios que tutelam essas áreas, acrescentou o ministro.

Os diplomas complementares serão apresentados até ao final do debate parlamentar da lei-quadro.

Também as freguesias vão ter as suas competências reforçadas, quer através de atribuições transferidas do Estado, quer de outras atualmente desempenhadas pelos municípios.

De fora da reunião do Conselho de Ministros ficou a discussão da nova orgânica das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR).

Governo
O ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, garantiu hoje que a Segurança Social atua sempre que tem...

“Quando eles [lares ilegais] são conhecidos, são fiscalizados. Todos os anos há muitas centenas de ações de fiscalização e fecham muitas dezenas de lares ilegais”, afirmou, dando o exemplo de uma ação de encerramento que está hoje a ser realizada na zona de Portimão.

O ministro falava à margem da cerimónia de inauguração da Residencial de Terceira Idade “PóvoaSol”, um equipamento que implica um investimento total de dois milhões de euros e que está a ser construído por fases em Vale da Senhora da Póvoa, concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco.

Questionado sobre se a tutela sabe quantos lares de terceira idade, que ao contrário daquele que inaugurou, ainda funcionam sem licenças nem condições para acolher dignamente os utentes, Vieira da Silva lembrou que “o que não é legal por natureza não está identificado” e assumiu que essa é a principal dificuldade para se proceder à fiscalização.

O governante garantiu, contudo, que a Segurança Social faz “um trabalho permanente” no sentido de identificar essas situações e salientou que as “famílias podem dar um contributo importante para combater esse fenómeno”.

Além disso, reiterou, “sempre que há conhecimento, a ação fiscalizadora vai às instituições, faz a avaliação necessária, indica o que é necessário corrigir e se isso não for feito os lares são fechados. Aliás, se [se verificar que] os problemas são de tal maneira graves, [esses lares] serão imediatamente encerrados”, reafirmou.

Na intervenção realizada na cerimónia, Vieira da Silva tinha já explicado que apesar de alguns pensarem que os procedimentos burocráticos relativos a estes equipamentos são por vezes excessivos, eles são também necessários para proteger os utentes e evitar casos que “infelizmente não são raros”.

“Temos de encontrar um equilíbrio entre a simplificação e a legislação”, disse.

Segundo os dados do Instituto de Segurança Social, facultados pelo Ministério da Segurança Social, até 31 de janeiro deste ano já foram realizadas 13 ações de fiscalização em equipamentos sociais e foi ordenado o encerramento de seis espaços.

Durante o ano de 2016, foram feitas 1.622 ações de fiscalização e mandados encerrar 104 equipamentos, 17 dos quais com caráter de urgência. Especificamente em lares de idosos foram realizadas 586 ações de fiscalização, que resultaram no encerramento de 88 equipamentos, 15 dos quais com caráter de urgência.

Bill Gates
O cofundador da Microsoft, o norte-americano Bill Gates, lançou hoje uma visão otimista sobre os resultados dos investimentos...

“Estamos muito perto de erradicar a poliomielite (…). Esperamos que seja o último ano com casos" da doença na Ásia (Afeganistão e Paquistão) e na África (Nigéria, principalmente), declarou Gates.

O milionário e filantropo norte-americano falou à imprensa após uma reunião, em Bruxelas, com representante da política externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini.

Em janeiro, a ONU referiu que é possível erradicar a poliomielite no Afeganistão se a guerra no país permitir que se penetre no território (que representa apenas um por cento) onde ainda se registam casos.

Já no Paquistão, lançou-se no verão uma maciça campanha de vacinação contra a poliomielite e marcou-se como objetivo a erradicação em 2018.

Estes são os dois únicos países em que se registam casos endémicos, apesar de a Nigéria também ter casos confirmados, estando nos territórios dominados pelo grupo extremista islâmico Boko Haram as maiores dificuldades para a erradicação da doença.

Na Europa, desde 2002 não se registaram casos da doença.

O magnata visitou a chefe da diplomacia europeia na qualidade de presidente da Fundação Bill e Melinda Gates e ambos encorajaram os investidores privados a interessarem-se pelo setor com um "olhar a longo prazo"

"A mudança pode acontecer e está a acontecer", mas requer a continuidade do trabalho em estreita colaboração “para melhorar a vida das pessoas, não só porque é bom fazê-lo, mas porque isso é inteligente da nossa parte", disse Mogherini.

A também vice-presidente da Comissão Europeia (CE), sublinhou que o aumento da ajuda ao desenvolvimento "também será benéfico para as empresas europeias".

“Há um grande mercado aí. Se olhar para os dados demográficos em África é bastante evidente. É benéfico para a África, para os objetivos do desenvolvimento sustentável, para a nossa segurança (…) e para a economia europeia", resumiu Mogherini, alertando que, para obter resultados em "dez, vinte ou trinta anos" devemos investir hoje.

Infarmed
Cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos foram notificadas em Portugal no ano passado, um número que as autoridades...

Dados da Autoridade do Medicamento (Infarmed) mostram que em 2016 foram notificadas 5.698 reações adversas a medicamentos. Os dados de 2015 são semelhantes, com 5.690 reações notificadas.

Do total de notificações de reações adversas no ano passado, mais de 4.400 dizem respeito a reações consideradas graves.

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, assumiu hoje que é necessário que haja mais deteção de reações adversas de medicamentos, para “sinalizar melhor as situações reais na vida das pessoas, permitindo tentar prevenir, no futuro, esses efeitos adversos”.

Também Fátima Canedo, diretora de Gestão do Risco de Medicamentos do Infarmed, insiste na necessidade de conhecer melhor a realidade dos efeitos adversos dos fármacos.

“Costumo usar a comparação do icebergue. Só vemos a pontinha, precisamos de conhecer o que está escondido. Quanto mais notificações existirem, mais conhecemos o risco do medicamento e mais seguro ele se torna e podemos prevenir e tomar medidas nesse sentido”, afirmou a responsável aos jornalistas.

Durante a inauguração da Unidade de Farmacovigilância do Infarmed, em Lisboa, Fátima Canedo explicou que, em termos de metas quantitativas, a referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 250 notificações por milhão de habitantes.

Portugal regista menos de 6.000 notificações de reações adversas e, deste total, apenas 4% estão na área de abrangência da nova unidade de farmacovigilânica, que abrange vários concelhos do distrito de Lisboa e de Leiria, além dos Açores e da Madeira.

“Temos uma população muito grande e rondamos os três mil médicos e farmacêuticos”, reconheceu Fátima Canedo.

Em termos nacionais, das cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos registadas, mais de 2.700 foram notificadas pela própria indústria e mais de 2.900 pelos profissionais de saúde e também por utentes.

Contudo, a participação dos utentes na comunicação de reações adversas é ainda residual, como admitiu Fátima Canedo.

O Infarmed tem tentado, através de campanhas, incentivar os utentes a participarem as reações adversas que sintam com os medicamentos, o que pode ser feito eletronicamente através do site da autoridade do medicamento.

Trata-se de explicar aos cidadãos que os medicamentos têm o potencial de tratar, mas também comportam riscos e que, apesar de os medicamentos autorizados e comercializados serem seguros e eficazes, podem surgir reações adversas.

A unidade de farmacovigilância hoje inaugurada no Infarmed é a quarta que entra em funcionamento desde dezembro do ano passado, passando Portugal a ter um total de oito unidades que pretendem, no fundo, analisar melhor o risco e benefício dos medicamentos.

Estudo
Cientistas catalães criaram um vírus que consegue levar o sistema imunitário de doentes com cancro a combater as células...

"Trabalhamos com adenovírus oncolíticos, vírus modificados para atacarem exclusivamente células cancerosas sem atacar o tecido normal, como forma de terapia dirigida", afirmou o primeiro autor do estudo, Carlos Fajardo.

No documento publicado na revista Cancer Research, o grupo do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge afirma ter conseguido contaminar células cancerosas com o vírus, levando-as a produzir um anticorpo que combate uma proteína presente em muitos tipos de cancro.

Os adenovírus provocam constipações, conjuntivite ou gastroenterite, mas quando são alterados, conseguem ser uma arma específica contra o cancro.

Os investigadores querem agora atrair o investimento de empresas que trabalham a desenvolver anticorpos para colaborar na criação em laboratório de vírus para combater o cancro.

28 de fevereiro - Dia das Doenças Raras
Imagine o que seria viver sem respostas para as perguntas mais básicas. Este é o mote do vídeo oficial do Dia das Doenças Raras...

O vídeo de sensibilização faz um paralelo com um gesto comum à generalidade das pessoas: procurar respostas na internet. No entanto, mostra também a frustração e o isolamento que as pessoas com doença rara sentem quando a única resposta que encontram é “a sua pesquisa não obteve resultados”. Esta é a realidade de muitas pessoas com doenças raras, que vivem anos sem compreenderem a sua condição.

“Este vídeo mostra a realidade de muitas pessoas com doenças raras, que por vezes vivem anos angustiadas, sem conhecer ou compreender a sua doença, devido à falta de conhecimento sobre estas patologias. Juntos queremos assinalar este dia especial, o Dia das Doenças Raras, e relembrar a importância da investigação como forma de dar resposta às perguntas de milhões de pessoas em todo o mundo”, explica Marta Jacinto, presidente da Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras.

Além do vídeo, a Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras vai promover também um spot de rádio, em português.

Para assinalar o Dia das Doenças Raras, a Aliança vai ainda promover o evento “Ser raro”, em parceria com o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, da Universidade do Porto (R. Alfredo Allen 208, 4200-135 Porto), na sede desse Instituto, no dia 1 de março, a partir das 15 horas. Em discussão estará a investigação e a inovação, com relatos positivos de vidas mudadas pela investigação, tanto de doentes como dos próprios profissionais.

Uma doença é definida como rara quando afeta no máximo uma pessoa em cada 2000. Estima-se que na União Europeia, cerca de 30 milhões de pessoas possam ser afetadas por uma das mais de 6 mil doenças raras identificadas. Cerca de 80% das doenças raras são de origem genética. Na sua maioria, estas doenças são graves, crónicas e debilitantes. Estima-se que em Portugal existam cerca de 600 a 800 mil pessoas com doenças raras.

A Aliança Portuguesa de Associações de Doenças Raras, fundada em 2008, tem como objetivo defender as necessidades de quem vive com doença rara, sensibilizar a opinião pública e representar as associações e as doenças raras de forma transversal junto das entidades decisoras.

Para mais informações consulte: http://aliancadoencasraras.org/

Relatório ONU
À primeira vista, o teletrabalho oferece muitas vantagens como poupar tempo, dinheiro e ter uma vida familiar mais equilibrada....

O documento, feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em conjunto com a agência das Nações Unidas e a Eurofund, baseou-se nas pesquisas realizadas em 15 países.

O relatório faz uma distinção entre as pessoas que trabalham em casa, que parecem desfrutar de um maior equilíbrio entre a vida profissional e familiar, e os trabalhadores "muito móveis", que utilizam os novos meios de comunicação e estão mais expostos às consequências negativas da saúde e bem estar.

Entre as vantagens do teletrabalho, também conhecido como 'home office', os funcionários apontam a redução do tempo de deslocamento, uma maior autonomia e um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, escreve o Sapo.

As empresas veem nesta modalidade uma maior motivação dos funcionários, mais produtividade e eficiência, e acima de tudo, uma redução do espaço de escritório.

Mas a outra faceta do teletrabalho é mais preocupante. O relatório destaca uma tendência de "prolongamento da jornada de trabalho, de criar uma sobreposição entre emprego e vida privada e uma intensificação do trabalho em si".

O estudo acrescenta que "41% dos trabalhadores muito móveis apresentam altos níveis de stress, comparativamente com 25% dos que trabalham no escritório".

Além disso, 42% das pessoas que trabalham em casa a tempo inteiro e 42% dos teletrabalhadores muito móveis dizem que acordam várias vezes durante a noite, enquanto isso só acontece com 29% dos funcionários que trabalham no escritório.

Jon Messenger, um dos autores do relatório, destaca as vantagens do teletrabalho a tempo parcial, que permite manter o contacto com os colegas.

"O equilíbrio ideal parece ser de dois a três dias de trabalho em casa", disse Messenger durante uma conferência de imprensa em Genebra.

"Talvez as empresas devessem recorrer [ao teletrabalho] com mais frequência, visto que este tem efeitos positivos, não só para os funcionários, mas também para o empregador", acrescentou.

O relatório também defende o "direito a desligar", citando o exemplo de França e da Alemanha. Algumas empresas já impõem que os seus servidores informáticos sejam desligados fora do horário de trabalho para impedir o envio de e-mails durante os períodos de descanso e de férias.

Dor Crónica
Sendo mais frequente com o avançar da idade, a Dor Crónica tem múltiplas causas.

Cerca de 30% da população adulta portuguesa sofre de dor crónica, de intensidade moderada ou forte em quase metade dos casos.

Apesar da sua intensidade não ser simples de avaliar, uma vez que é sempre subjetiva, existem, no entanto, escalas para medir a dor, possibilitando o seu diagnóstico.

“O primeiro passo para o tratamento da dor é fazer uma avaliação minuciosa”, começa por dizer Armando Barbosa, especialista na terapêutica da Dor.

“Para se medir a intensidade da dor, há escalas específicas. As mais utilizadas são a Escala Visual Analógica (EVA) e a Escala Visual Numérica (EVN)”, através das quais o paciente pode dar uma ideia da intensidade da sua dor. “Num extremo está a condição sem dor ou dor «zero». No extremo oposto, a pior dor que a pessoa já sentiu, ou dor «dez»”, esclarece o Diretor Clínico da Paincare.

Por outro lado, pode recorrer-se à Escala de Qualidade de Vida, que consiste num questionário com 36 itens, “que aborda diferentes dimensões da vida da pessoa, como a capacidade funcional e estado geral de saúde, além de aspetos físicos, emocionais e sociais”.

Caso seja necessário, o médico especialista poderá recorrer a exames complementares de diagnóstico como análises, Tomografia Computorizada (TAC) ou Ressonância Magnética.

De acordo com Armando Barbosa, é ainda possível realizar uma técnica de diagnóstico inovadora que consiste na anestesia temporária de algumas zonas, de modo a identificar a verdadeira causa da dor. “Para isso usamos métodos de imagem avançados como ecografia, TAC ou fluoroscopia”, adianta.

Podendo ser classificada como Aguda, Crónica ou Recorrente,  de acordo com o tempo de duração, a dor apresenta diferentes características.

A dor aguda corresponde a uma resposta normal, prevísivel e de curta duração, do organismo a uma agressão, cirurgia, traumatismo ou doença.

A dor crónica define-se por persistir por um período superior a três ou seis meses, ou “quando se mantém para além do período de cicatrização ou cura provável da doença”.

Já a dor recorrente partilha algumas caraterísticas com a dor aguda e a dor crónica. “Quando surge por episódios, de uma forma intermitente, criando um ciclo que intercala fases de dor com outros completamente livres de sintomas, durante um longo período de tempo”, explica o médico.

Dor crónica responsável por depressão e reforma antecipada, também afeta crianças

Sendo mais frequente no sexo feminino, a dor crónica afeta de forma muito negativa a qualidade de vida de quem dela padece.

De acordo com o especialista Armando Barbosa, quase 50% das pessoas com dor crónica são afetadas “de forma moderada ou na grave nas atividades domésticas e laborais”.

“Estudos indicam que 4% dos indíviduos perderam o emprego e 13% tiveram mesmo a reforma antecipada por causa da dor”, afiança acrescentando que a depressão afeta 17% dos casos . “Mais de 20% disseram que não tinham prazer na vida a maior parte do tempo ou sempre”, esclarece.

As causas mais frequentes da dor crónica são, sobretudo, as doenças do aparelho musculoesquelético. “A principal causa de dor crónica são as lombalgias (dores de costas), devidas a alterações dos ossos, articulações e músculos da coluna vertebral e a outras doenças de outras articulações, como a artrose da coxa ou do joelho”, refere.

“Pensa-se que o estilo de vida sedentário, a obesidade e a falta de atividade física regular contribuem significativamente para o aparecimento deste tipo de dores”, acrescenta o diretor clínico da Paincare salientando que, “face ao envelhecimento da população com o aumento da esperança média de vida, é de esperar que o número de pessoas com dor crónica venha a aumentar no futuro”.

Osteoporose, cefaleias, dores provocadas por traumatismos ou intervenções cirúrgicas e as doenças do sistema nervoso são outras das causas de dor crónica.

Não obstante, não é só a população adulta que sofre com a patologia. Apesar de ser pouco reconhecida ou valorizada, a dor também afeta crianças.

“A dificuldade de comunicação inerente a este grupo etário, que dificulta a avaliação da dor, e por ser acreditar que as crianças sentem menos dor, pela imaturidade do seu sistema nervoso, levam a que este problema seja desvalorizado”, afirma.

Estima-se que a incidência da dor crónica na criança seja de 15%, afetando não só a sua qualidade de vida como repercutindo-se a nível do estilo de vida. “Refletindo-se, por vezes, num mau aproveitamento escolar ou incapacidade de socialização”, explica.

A dor musculoesquelética, as cefaleias, a dor abdominal crónica, a drepanocitose (anemia das células falciformes) e as neoplasias são as principais causas de dor neste grupo etário.

Tratamento precoce apresenta maior taxa de sucesso

A dor crónica pode ser curável, dependendo da causa e da precocidade do diagnóstico. “Quanto mais cedo for tratada, maior a probabilidade de sucesso”, refere o especialista que admite que a sua abordagem visa o alívio e cura da dor, através do recurso a novas técnicas de intervenção.

“A maioria dos nossos doentes tem alta da consulta por se encontrarem curados”, afirma. No entanto, não quer isto dizer que a dor não possa voltar a surgir noutro local para além do tratado.

“O nosso corpo está em constante alteração e, infelizmente, num processo degenerativo contínuo que leva a que surjam novas alterações da coluna e de outros órgãos que podem provocar dor”, justifica.

De acordo com Armando Barbosa, especialista na terapêutica da dor, existem vários tratamentos para a dor.

Numa primeira fase, podem utilizar-se analgésicos ou anti-inflamatórios e recorrer-se à fisioterapia.

“Caso as queixas não regridam pode-se optar por outras técnicas terapêuticas consoante a causa da dor”, adianta.

A Ozonoterapia, por exemplo, trata-se de uma técnica percutânea que pode ser indicada para o tratamento da hérnia discal, e na qual “o gás ozono é injetado, através de uma agulha de pequeno calibre, infiltrando-se, tanto a nível do núcleo do disco como a nível dos músculos paravertebrais, favorecendo a sua rehidratação e a redução do conflito disco-radicular, eliminando a sensação de dor”.

“O ozono é um gás seguro, não é tóxico e pode administrar-se com segurança, favorecendo o tratamento da dor e a diminuição da inflamação”, afirma Armando Barbosa.

Já a Radiofrequência é recomendada para o tratamento de artroses da coluna vertebral, síndrome golpe do coelho (quando as pessoas sofrem um acidente de automóvel ou outro que origina dores a nível do pescoço e membros superiores), instabilidade da coluna vertebral, dores pós cirúrgica da coluna ou hérnias discais.

“Após anestesia local, o médico insere uma agulha com uma ponta especial que emite radiofrequência e faz com que os nervos deixem de enviar estímulos dolorosos para o cérebro”, explica o médico.

Os resultados dependem do tipo de tratamento realizado, no entanto, alguns são imediatos.

 

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Parlamento
Os grupos parlamentares rejeitaram ontem a realização de um referendo à gestação de substituição, reiterando PSD, CDS-PP e PCP...

A deputada do PSD Ângela Guerra insistiu na crítica à forma como o processo legislativo da gestação de substituição foi conduzido, nomeadamente a sua celeridade, ignorando a petição em discussão.

O requerimento que o PSD apresentou para que a legislação não fosse aprovada sem apreciação da petição foi chumbado, fazendo com que neste momento não se coloque a questão do referendo, que não pode ser revogatório de uma lei em vigor, apontou.

Vânia Dias Silva, do CDS-PP, argumentou que nem os alertas do Presidente da República fizeram a maioria arrepiar caminho, deixando a legislação omissa em vários aspetos.

O que é que acontece em caso de incumprimento do contrato, de uma decisão para pôr termo à gravidez, em caso de recusa na aceitação da criança, entre outras matérias: "Há demasiadas ausências de resposta que chocam contra um valor maior, o superior interesse da criança", disse.

A deputada do PCP Paula Santos reiterou que os critérios de acesso à gestação de substituição não são objetivos, não está previsto o que acontece em caso de malformações ou doenças fetais e eventuais interrupções da gravidez, nem estão acauteladas as consequências de uma revogação de consentimento ou está devidamente assegurado que não há uma relação económica.

Contudo, Paula Santos frisou que o pedido de referendo "não tem enquadramento legal" porque o processo legislativo já está terminado.

A deputada do PS Isabel Moreira argumentou que "não se referendam direitos fundamentais, como o direito à maternidade ou a constituir família", além de a matéria constituir um referendo revogatório.

O deputado do BE Moisés Ferreira argumentou que "o Estado não deve negar" a mulheres com condição de infertilidade o "direito à maternidade e concretização de projetos de vida e família".

Heloísa Apolónia, do partido ecologista "Os Verdes", defendeu, tal como Moisés Ferreira havia feito, que o superior interesse da criança está acautelado quando nasce numa família que a deseja.

Depois de um veto do Presidente da República, o diploma que permitiu a gestação de substituição foi aprovado a 20 de julho de 2016 com os votos favoráveis do BE, PS, PEV, PAN e 20 deputados do PSD.

A maioria dos deputados sociais-democratas votou contra, tal como as bancadas do PCP, do CDS-PP e de dois deputados do PS. Oito deputados do PSD também se abstiveram, incluindo o líder do partido, Pedro Passos Coelho.

Deputados do CDS-PP e PSD anunciaram há duas semanas que vão enviar o diploma para fiscalização da constitucionalidade, em conjunto com o diploma que alargou as técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) a todas as mulheres, independentemente de condição de infertilidade, estado civil ou orientação sexual.

Em causa estão, segundo os subscritores, os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, direito à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade e à identidade genética, dever do Estado de proteção da infância, princípio da igualdade e princípio da proporcionalidade.

Estudo
Um estudo publicado ontem relaciona o aumento do cérebro em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo, mas o momento...

A investigação, publicada na edição online da revista Nature, indica que uma análise retrospetiva da circunferência craniana e do volume do cérebro aos quatro anos de idade oferece indicações de que o aumento do volume do cérebro pode surgir mais cedo.

Estudos em crianças de famílias com elevado risco de autismo indicam que as características de défice social associadas à Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) surgem na última parte do primeiro e do segundo ano de vida.

Estas observações sugerem que providenciar imagens do cérebro de crianças com elevado risco familiar de PEA podem identificar mais cedo alterações no volume do cérebro que ocorrem antes do diagnóstico de autismo.

O estudo avaliou imagens neurológicas de 106 crianças com elevado risco familiar de PEA e 42 de baixo risco e identificou uma híper-expansão da superfície cortical entre os seis e os 12 meses de idade que precede um aumento do volume do cérebro observado entre os 12 e os 24 meses em 12 crianças de elevado risco que foram diagnosticadas com autismo aos 24 meses.

O excessivo crescimento do cérebro foi considerado relacionado com a emergência e a severidade dos défices sociais do autismo.

A descoberta demonstra que as alterações precoces do cérebro ocorrem durante o período em que os comportamentos autistas aparecem.

Estudo
Uma nova vacina contra a malária garantiu proteção total durante 10 semanas em testes realizados em seres humanos, cujos...

Os testes com a vacina experimental da empresa norte-americana Sanaria foram feitos com 35 pessoas e agora falta ver se o tratamento, depois de melhorado, pode servir para basear um programa de vacinação.

A vacina usa células do parasita que provoca a doença, injetadas diretamente nos sujeitos de teste, considerada uma maneira mais prática de testar a vacina, em vez de se usarem mosquitos que transportam o parasita.

Os voluntários saudáveis foram inoculados com doses diferentes da vacina e com um medicamento anti-malária e depois foi-lhes injetado a variante do parasita usada na vacina.

Nas doses mais elevadas, o resultado foi proteção total em 90 por cento dos voluntários durante pelo menos 10 semanas a seguir à última dose.

"Quando conseguirmos otimizar o regime de imunização (dose, intervalo entre doses e medicamento), esta vacina poderá ser usada em massa para eliminar a malária de áreas geográficas definidas", afirmam os autores dos testes.

EUA
A maioria republicana no Senado dos Estados Unidos votou favoravelmente a revogação de uma norma aprovada durante a...

A legislação foi invalidada com 57 votos, contra 43, e a resolução vai agora ser enviada para o presidente, Donald Trump, que deve assiná-la.

A norma reforçava o sistema de verificação de antecedentes dos compradores de armas de fogo, com a indicação pela segurança social dos nomes dos beneficiários com perturbações mentais cujas prestações sociais são geridas por uma terceira pessoa.

Os críticos da norma consideram-na demasiado vaga e estigmatizante.

Desde a tomada de posse de Trump como presidente, o Partido Republicano pelo, qual foi eleito, tem avançado com a revogação de várias normas aprovadas durante a administração democrata de Obama.

O senador republicano Charles Grassley, do Iowa, que liderou o processo de revogação, argumentou que a norma estigmatiza injustamente os deficientes e viola o seu direito constitucional a ter armas.

Grassley considerou que as perturbações abrangidas pela norma são descritas com “características vagas, que não correspondem ao padrão federal de doença mental”, citando os distúrbios de sono ou de alimentação como um exemplo de doença abrangida.

“Se um indivíduo em particular pode tornar-se violento devido à natureza da doença mental de que sofre, o governo deve ser obrigado a prová-lo”, disse.

O senador democrata Chris Murphy, do Connecticut, afirmou por seu lado que não sabe como vai explicar aos seus eleitores que o Congresso decidiu facilitar a aquisição de armas por pessoas com doenças mentais.

“Como é que se pode esperar que alguém que não é capaz de gerir as suas próprias finanças vá cuidar responsavelmente de uma arma de fogo perigosa e letal?”, questionou Murphy.

A norma de Obama foi proposta em 2012 após o massacre na escola primária de Sandy Hook, no Connecticut, em que 20 crianças e seis funcionários foram mortos por um jovem com várias perturbações mentais.

A legislação foi criticada por organizações que defendem o direito à posse de armas mas também por organizações que defendem as liberdades civis e os direitos dos deficientes.

A norma, argumentou a União Americana para as Liberdades Civis (ACLU, American Civil Liberties Union), promove um estereótipo de que as pessoas com perturbações mentais, “um grupo vasto e diverso de cidadãos”, são violentas.

Jornadas Nacionais Patient Care
O neurologista José Castro Lopes, fundador da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral e que se tem destacado na...

José Castro Lopes “tem sido incansável na sua missão de reduzir a mortalidade e incapacidade devido ao AVC em Portugal”, afirmou Patrícia Canhã, em nome da direção da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC).

A neurologista adiantou que, enquanto presidente da SPAVC, José Castro Lopes “tem incentivado e desenvolvido inúmeras ações, de elevada qualidade, focadas em aspetos diversos: na formação dos profissionais de saúde, para melhorar os cuidados aos doentes com AVC, na promoção da investigação científica, incentivando os médicos mais jovens, no ensino à população, não se cansando de a lembrar da sua responsabilidade na prevenção do AVC”.

José Castro Lopes “protagoniza a voz que clama (e reclama) a prevenção do AVC, o acesso ao tratamento na fase aguda, e o direito à reabilitação. De forma atenta, esclarecida e firme e, acima de tudo, com grande convicção, persistência e entusiamo”, prosseguiu.

José Castro Lopes fundou a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), organização a que preside desde a sua fundação, há 12 anos.

Para Rui Cernadas, secretário-geral das XXI Jornadas Nacionais Patient Care, que decorrem sexta-feira e sábado, em Lisboa, José Castro Lopes tem realizado “um trabalho extraordinário e fundamental de sensibilização da sociedade civil para o tema do AVC, ao mesmo tempo que assume um importante papel pedagógico para os médicos mais jovens”.

“Dos cerca de 2.800 participantes esperados para a 21.ª edição das Jornadas Patient Care, cerca de metade são médicos com menos de 35 anos. Este parece, pois, o momento certo para colocar o professor Castro Lopes como figura homenageada, sem esquecer a importância do AVC sob o ponto de vista médico, enquanto problema de saúde pública”, afirmou.

Tal como é tradição nestas jornadas, o homenageado irá assumir a presidência do evento no primeiro dia do programa científico que é dedicado ao AVC enquanto doença vascular.

José Castro Lopes é especialista de Neurologia desde 1969. Conta com 44 anos de atividade clínica no Hospital Geral de Santo António, Porto.

Para 2017
A proposta de Orçamento dos Açores para 2017, de 1.214 milhões de euros, mantém as receitas e o investimento público do ano...

“O Orçamento da Região este ano tem exatamente o mesmo montante no que concerne a receitas efetivas que tinha no último ano e, por outro lado, assegura por essa via uma manutenção significativamente idêntica do nível de investimento e tem reforços apenas ao nível das transferências para o Serviço Regional de Saúde, que aumentam mais nove milhões de euros”, adiantou Sérgio Ávila.

O vice-presidente do executivo açoriano falava aos jornalistas, na Horta, ilha do Faial, após entregar à presidente da Assembleia Legislativa Regional as propostas de Orçamento e do Plano de Investimentos para 2017, e das orientações a médio prazo para 2017-2020.

Segundo Sérgio Ávila, em comparação com 2011, as transferências para o Serviço Regional de Saúde previstas para 2017 representam mais 87 milhões de euros, totalizando 300 milhões de euros.

O vice-presidente do Governo Regional considerou, por outro lado, que os documentos hoje entregues “reforçam a confiança das empresas e das famílias”, tendo em conta que preveem a manutenção dos níveis de investimento público ao longo da legislatura.

“O investimento totaliza, para 2017, 774 milhões de euros, dos quais 517 milhões de euros correspondem a investimento direto da região”, revelou.

Segundo o governante, a principal prioridade do executivo açoriano em matéria de investimento é o “reforço do crescimento económico e do emprego, assente na inovação e no conhecimento”, que tem uma dotação de 51% do total e representa 395 milhões de euros.

O responsável pela tutela das Finanças realçou também como prioridades o “reforço da qualificação da qualidade de vida e da igualdade de oportunidades”, que representa 21% do investimento, e “a melhoria da qualidade do território, nomeadamente das redes do território e da valorização e utilização dos recursos”, que corresponde a 27% do investimento.

O vice-presidente do Governo Regional salientou ainda que a receita corrente da administração pública regional é em 169 milhões de euros superior à despesa corrente, acrescentando que “as receitas próprias da região já cobrem na íntegra as despesas de funcionamento da administração regional”.

A proposta de Orçamento para 2017 regista igualmente reduções nas aquisições de bens e serviços correntes, nas transferências correntes e nas aquisições de capital, bem como a manutenção dos mesmos níveis nos encargos com a dívida pública, que representam 1,4% do total, segundo o governante.

Sérgio Ávila frisou que o documento prevê a integração nos quadros de pessoal dos funcionários da administração pública regional a contrato a termo há pelo menos dois anos ou em regime de prestação de serviço há mais de três anos sem interrupções superiores a 5% desse tempo.

O vice-presidente do executivo açoriano destacou ainda o adiamento por um ano do reembolso dos subsídios no âmbito do SIDER - Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores, alegando que a medida reforçará a liquidez das empresas.

“Birth Advisor - Onde Nascer”
“Onde nascer” é o nome de um diretório online nacional com todos os hospitais e profissionais que realizam partos em Portugal e...

O “Birth Advisor - Onde Nascer” foi criado pela Associação Portuguesa pela Defesa dos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) para avaliação dos serviços de assistência ao parto em Portugal, disse a presidente da associação, Sara do Vale.

“No diretório estão todas as maternidades públicas e privadas do país e todos os profissionais que exercem os partos domiciliares”, sendo que “os utilizadores podem dar a sua opinião sobre o serviço que tiveram nessa instituição”, explicou Sara do Vale.

O objetivo do projeto, disponível em www.birthadvisor.pt, é tornar estes serviços “um pouco mais transparentes para as famílias poderem fazer escolhas devidamente informadas”, adiantou.

Além de consultar os dados, o utilizador pode deixar a sua avaliação e até sugerir instituições, equipas ou profissionais que não constem do diretório, que vai ser lançado oficialmente no encontro “Nascer em amor 2017”, promovido pela APDMGP e que decorrerá, no sábado, em Cascais.

As avaliações aos serviços são feitas a partir de uma lista de tópicos de caracterização, como se o hospital realiza partos na água, se tem bolas, se respeita o parto natural ou se é amigo da amamentação.

“Acreditamos que a reunião destas informações ajudará as famílias na sua tomada de decisão e estimulará as instituições, equipas e profissionais a prestarem um serviço de cada vez maior qualidade, contribuindo para melhores nascimentos”, sublinhou Sara do vale.

Questionada sobre se podem ser feitas no portal denúncias de situações que não tenham corrido bem, explicou que o diretório não tem essa função.

“Se o casal ou a família pretenderem apresentar queixa têm de falar com a associação para nós os apoiarmos”, adiantou Sara do Vale, lembrando que a associação nasceu com o objetivo de “proteger e divulgar os direitos humanos na gravidez e no parto”.

Infelizmente o que muitas vezes acontece é “um conflito de interesses entre aquilo que são as necessidades de um hospital, que tem as suas regras e protocolos, e as necessidades da mulher” de sentir que as suas escolhas estão a ser respeitadas e que está a ser bem tratada durante o parto.

Contudo, em todos os hospitais ”há histórias boas e histórias más”.

Para capacitar as famílias para fazerem valer os seus direitos, a associação tem divulgado informação e realizado várias campanhas, uma das quais denominada “Sombras do Parto”, para apoiar as vítimas de violência obstétrica.

Com o tema ‘Melhor Nascimento, Para Todos’, o encontro promovido pela associação pretende contribuir para a promoção do respeito pelos direitos humanos na gravidez e no parto e para o aumento da qualidade dos serviços de saúde materna e obstétrica em Portugal.

Cientista
Concentrações do poluente dióxido de enxofre acima do habitual, devido ao incêndio numa fábrica, em Setúbal, chegaram até ao...

"Verificou-se que, em determinadas horas, após o início do incêndio nas instalações da Sapec foram registados níveis bastante mais elevados que aqueles considerados normais em várias estações" de medição da qualidade do ar, explicou Joana Monjardino.

A cientista do departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova apontou que esses aumentos de concentrações "ocorreram em localidades sucessivamente mais afastadas da origem e chegaram até à região norte, em Alverca, na Chamusca, em Ílhavo até em estações da região do Porto".

Os picos de concentração de dióxido de enxofre "iam ocorrendo nestas várias regiões, em períodos curtos no tempo, em uma hora, duas ou três, mas depois diminuíam", realçou.

"Hoje de madrugada, entre as 02:00 e as 4:00, houve um aumento de concentrações na zona do Seixal, Barreiro, valores que depois voltaram a baixar e não há perigo ou valores que possam causar preocupação", disse ainda a investigadora.

O incêndio deflagrou na terça-feira, às 03:00, em dois armazéns com enxofre da Sapec Agro, em Mitrena, Setúbal, foi controlado, mas as operações de rescaldo deverão prolongar-se por vários dias.

Aquele departamento da Faculdade de Ciência e Tecnologia e o Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE), da Universidade Nova, analisaram os dados de monitorização da rede oficial de qualidade do ar recolhidos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e disponibilizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e usaram um modelo de simulação a partir das condições meteorológicas verificadas na terça-feira para a avaliar o impacte do incidente.

Foram analisadas as concentrações e "há níveis um bocadinho mais elevados do que é normal porque há muito tempo que não há problemas para este poluente e qualquer emissão mais elevada de dióxido de enxofre ou poluentes relacionados vai notar-se nas concentrações das estações", explicou a investigadora.

Está fixado um valor limite horário pela legislação europeia e nacional de 350 microgramas por metro cúbico durante uma hora.

"Nas estações onde ocorreram concentrações de 400 microgramas ou até de 700 microgramas hoje de manhã em Paio Pires, bastante acima do valor limite", avançou.

Mas, o limiar de alerta é de 500 microgramas por metro cúbico num período mínimo de três horas consecutivas e "não foi ultrapassado em qualquer das estações analisadas", disse ainda Joana Monjardino.

Hoje, as empresas Sapec Química, Boat Center e Sopac, da zona industrial da Mitrena, Setúbal, suspenderam a atividade por aconselhamento da Proteção Civil, devido à coluna de fumo provocada ainda pelo incêndio.

A combustão de enxofre origina dióxido de enxofre que causa irritação dos olhos e problemas de ordem respiratória, como irritação das vias respiratórias superiores, nariz e garganta.

Pode também causar lesões a nível pulmonar, tosse e broncoconstrição e potenciar os efeitos de doenças cardiovasculares e respiratórias, como por exemplo a asma.

As crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares e cardiovasculares são as mais sensíveis aos efeitos.

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