A partir de hoje
As máquinas de dispensa de alimentos com elevados teores de açúcar, sal e gorduras trans passam a ser proibidas, a partir de...

Um despacho publicado em junho do ano passado definiu que os centros de saúde e os hospitais, assim como toda e qualquer instituição do Ministério da Saúde, passam a ser proibidos de ter máquinas de venda automática de alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans, processadas a nível industrial.

Assim, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.

Também as máquinas de venda de bebidas quentes têm que reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas).

Em contrapartida, as máquinas têm que disponibilizar obrigatoriamente garrafas de água e devem dar prioridade a alimentos como leite simples, iogurtes, preferencialmente sem adição de açúcar, sumos de frutas e néctares, pão adicionado de queijo pouco gordo, fiambre com baixo teor de gordura e sal, carne, atum ou outros peixes de conserva e fruta fresca.

A entrada em vigor deste diploma decorreu de “forma faseada e progressiva”, permitindo que as entidades do setor e as instituições de saúde se adaptassem aos seus princípios orientadores.

O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses (até hoje) para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática.

Contudo, este prazo destina-se apenas às instituições cujos contratos em vigor não impliquem o pagamento de indemnizações ou de outras penalizações.

Wellcome Image
Uma fotografia de uma terapia inovadora para combater o cancro desenvolvida pelo português João Conde foi uma das vencedoras da...

A fotografia, cuja autoria é partilhada com Nuria Oliva e Natalie Artzi, foi obtida durante um período de dois anos em que João Conde, atualmente a trabalhar na universidade Queen Mary, em Londres, esteve no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

"A imagem mostra uma estrutura de gel, em que se vê uma estrutura parecida com um favo de mel. O gel tem embebidas uma série de moléculas terapêuticas, neste caso 'microRNA', que são umas sequências genéticas que alteram a expressão de alguns genes envolvidos em cancro. Esse gel adere muito facilmente ao tecido tumoral e liberta de forma controlada uma dose muito mais elevada (de terapia) para as células tumorais, de forma a poder inibir o seu crescimento e a sua multiplicação", disse João Conde em Londres.

João Conde precisa que "o que se vê na imagem é um corte histológico (corte de observação da estrutura de tecidos) em que se vê a estrutura do gel e os pontos vermelhos são as moléculas terapêuticas distribuídas ao longo do gel".

"Fui para o MIT para desenvolver uma série de plataformas para terapia de cancro, mas terapia localizada, em vez de ser como as terapias convencionais, como a quimioterapia, que é administrada intravenosamente", referiu o investigador português.

As terapias localizadas, explicou, são mais eficientes porque "conseguem libertar as moléculas terapêuticas e as drogas e a medicação localmente com uma dosagem muito mais elevada e de uma forma muito mais eficaz".

Para isso, o grupo onde João Conde trabalhou desenvolveu o gel, que é implantado localmente sobre os tumores, de cancro de mama no caso da imagem premiada, e cujo efeito foi captado num microscópio de fluorescência.

Os resultados do trabalho são promissores e mereceram um artigo na revista Nature Communications em 2016, que descrevia uma inibição de tumores de mama de cerca de 90%, em experiências feitas em ratos.

A imagem é uma das 22 imagens vencedoras da 20.ª edição da competição criada em 1997 pela fundação Wellcome Trust, sediada em Londres e que é considerada uma das instituições não-governamentais com maior volume de financiamento à investigação médica.

Ao mesmo tempo, financia outros trabalhos relacionados com a ciência, como a Wellcome Images, que possui um vasto catálogo de imagens médicas, manuscritos e ilustrações ligadas à medicina.

Os prémios, que no ano passado tiveram entre os vencedores as portuguesas Sílvia Ferreira, Cristina Lopo e Paula Alexandre, resultam numa exposição das imagens vencedoras que serão exibidas em institutos, museus e centros científicos no Reino Unido, Europa e África.

"É interessante porque é uma maneira de divulgar ao público um pouco do que fazemos no laboratório. Há sempre um hiato grande entre o público em geral e a comunidade científica", referiu João Conde.

Doutorado em Biotecnologia em 2014, o investigador venceu um prémio de início de carreira Marie Curie que lhe abriu as portas para trabalhar no MIT e atualmente em Londres, estando atualmente a ponderar o próximo passo na carreira.

A imagem vitoriosa, admitiu, foi apenas uma das várias que submeteu e nem sequer é aquela que considera mais impressionante.

"Enviámos outras em que usámos microscopia eletrónica de forma a mostrar a estrutura destas moléculas, que são à nanoescala [um nanómetro é um milhão de vezes inferior a um milímetro]. E aí conseguíamos ver detalhes muito mais interessantes do que nesta imagem. Esta é uma imagem mais geral e macroscópica do gel. O equipamento usado é bastante básico", reconheceu.

Saúde
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu em Lisboa um acordo entre os partidos políticos e os parceiros...

“Era bom para o país que não se estivesse todos os anos a discutir a cada orçamento como é a Saúde em Portugal. Os problemas da Saúde são a prazo: a demografia, as doenças crónicas, os cuidados continuados, o planeamento de novas estruturas são a prazo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, depois de ter discursado num encontro das Ordens Profissionais da Saúde, que decorreu em Lisboa, sobre ‘o futuro do financiamento da Saúde em Portugal’.

Na sua intervenção, o Presidente da República defendeu que “é preciso haver um acordo básico entre partidos políticos e parceiros económicos e sociais, ou terá de se continuar a pensar legislatura a legislatura, ou mesmo só ano a ano, ou seja, orçamento a orçamento”.

“Sabemos que muito depende da situação económica e financeira internacional e interna, em particular da situação orçamental, sabemos que vivemos incertezas e imprevisibilidades das mais complexas, sabemos que um ano eleitoral como este, e a disputa parlamentar e extraparlamentar que inevitavelmente o acompanha não tornam óbvios os entendimentos, mas vale a pena ir tentando”, considerou.

Em causa está a defesa, por parte das ordens profissionais da Saúde, como noticiou a imprensa em dezembro passado, da criação de uma lei plurianual da Saúde, que Marcelo Rebelo de Sousa disse ser uma “muito boa iniciativa”.

Também o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, defendeu, no mesmo encontro, "a realização de orçamentos plurianuais” para o setor, que apontou como uma medida “útil”.

Encontro das Ordens Profissionais da Saúde
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, defendeu, em Lisboa, à margem do Encontro das Ordens Profissionais da Saúde, ...

“A realização de orçamentos plurianuais já tem vindo a ser feita, e é desejável e é útil”, disse Campos Fernandes acrescentando que “uma programação estática pode ser mais difícil porque as necessidades podem variar no momento e até pode condicionar a própria decisão política”.

Para o atual ministro da saúde, “o mais importante é a continuidade nas políticas” e acrescentou: “Os governos têm de se habituar a aproveitar o que nos governos anteriores fizeram e deixaram de boas políticas para os governos seguintes”.

Neste aspeto, o ministro afirmou-se confiante em encontrar consensos no âmbito da lei de Bases da Saúde e do compromisso parlamentar alargado, nomeadamente em sede de investimentos de grande dimensão.

O ministro citou o Hospital de Lisboa Oriental como o exemplo de um “projeto plurianual de grande envergadura”, cuja obra vai ser iniciada por este Governo: "Mas não sabemos qual vai ser o Governo que vai dar continuidade”, acrescentou.

Campos Fernandes afirmou que esta matéria “está prevista no âmbito do investimento que o Governo definiu”.

O governante reconheceu que é preciso investir em equipamentos médicos, depois de “a estagnação dos últimos cinco anos”, mas advertiu que os “recursos do país são finitos”.

“O país não tem nem nunca terá recursos infinitos, tem de definir bem prioridades, ser exigente, tem que procurar eficiência, qualidade, tem de partilhar”, disse o ministro que realçou “a capacidade instalada de muito boa qualidade, que é enorme e que tem de ser partilhada, os custos têm de ser repartidos, e naturalmente, é preciso investir na modernização dos equipamentos, que durante cinco, seis anos, tiveram em fase de absoluta estagnação”.

O ministro argumentou que tem sido esta a opção do Governo, que fez “a maior vaga de investimento dos últimos anos”, designadamente na construção de novos hospitais e centros de saúde”, mas também “investindo no capital humano, mais pessoas, e reposição das remunerações”.

No seu discurso a abrir o encontro, referiu a necessidade de refletir sobre as condições do Estado e da economia para financiar as políticas públicas de cariz social.

O ministro referiu que o “país foi confrontado com uma situação de emergência externa e teve de fazer uma brutal compressão da despesa, nomeadamente da despesa social”, o que se saldou em “quatro a cinco anos de grande dureza”, que exigiu até a redução das remunerações do pessoal clínico.

O ministro aproveitou a ocasião para dizer que há problemas de vários anos que não se resolvem num e sublinhou que atualmente há no país “uma nova esperança”, referindo que “a emigração forçada de enfermeiros se reduziu para metade”, no ano passado, pela primeira vez, e a de médicos em 35%.

O governante lembrou as 4.000 contratações adicionais feitas para o setor da saúde e “a reposição rendimentos progressivamente restabelecida”.

Campos Fernandes apontou 2016 como um “bom ano” a vários níveis, no setor da saúde, nomeadamente, o numero recorde de transplantes e doação de órgãos, na capacidade assistencial, “uma boa resposta dos profissionais no período de inverno”, que “foi o inverno que melhor correu nos últimos anos”.

Segundo o ministro, “66% das iniciativas previstas no programa do Governo estão no terreno” referindo que o Governo tem feito reformas no setor.

Este ano, afirmou, será inaugurado o primeiro Centro de Diagnóstico Terapêutico do Serviço Nacional de Saúde.

Outro sinal positivo do setor foi as 14 milhões de visitas ao portal da saúde, no ano passado, realçou.

“Até 2019 teremos a maior vaga de investimento público na saúde”, disse o ministro, que antecipou a remodelação da totalidade dos centros de saúde de Lisboa, devendo encerrar a 07 de abril o primeiro centro instalado num edifício dos anos 1950.

O ministro argumentou que é necessário um reforço da economia para o seu crescimento, de modo a “reabilitar as funções sociais do Estado”.

À semelhança da ADSE
A Ordem dos Médicos Dentistas propõe a criação de um seguro estatal para a saúde oral que funcione à semelhança da ADSE dos...

O bastonário Orlando Monteiro da Silva defende que este seguro estatal permitiria alargar o acesso dos portugueses a cuidados de saúde oral, atualmente muito reduzidos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Monteiro da Silva acredita que seria uma forma de “investimento sustentado na saúde”, porque, a longo prazo, permitiria melhorar a saúde oral dos portugueses e evitar complicações futuras e doenças que trarão mais custos no futuro.

“Seria um seguro estatal com um mecanismo do tipo do da ADSE (o subsistema de saúde dos funcionários públicos)”, indica o bastonário.

Esta é uma das propostas da Ordem dos Médicos Dentistas que integra um pacote de medidas sugeridas pelas várias ordens profissionais ligadas à Saúde, que promoveram um debate sobre o financiamento do setor.

Segundo um estudo apresentado no ano passado, o Estado precisaria de 280 milhões de euros anuais para dar a todos os utentes acesso a cuidados de medicina dentária em regime de convenção com consultórios privados.

O custo anual de 280 milhões de euros permitiria incluir cerca de 90% dos cuidados de saúde para todos os utentes do SNS. Ou seja, naqueles custos estão contemplados os cuidados e tratamentos mais frequentes, como extrações, desvitalização ou limpezas.

A Ordem dos Médicos Dentistas propõe ainda um reforço do programa de saúde oral, que através dos cheques dentista tem permitido acesso a tratamentos a grávidas, idosos, crianças da escola pública e doentes com VIH/sida.

No seu todo, o programa de saúde oral onde está integrado o cheque dentista já beneficiou mais de 2,5 milhões de utentes desde 2008, tendo sido usados, em oito anos, mais de três milhões de cheques, para 8,7 milhões de tratamentos.

"O Futuro do Financiamento da Saúde em Portugal"
Oito ordens profissionais defendem uma lei de programação na saúde que permita estabilidade nos orçamentos para a área, aumente...

Este foi o tema central do debate "O Futuro do Financiamento da Saúde em Portugal", que se realizou em Lisboa e foi promovido pelas ordens profissionais dos Biólogos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Médicos, Médicos Dentistas, Médicos Veterinários, Nutricionistas e Psicólogos.

O presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, Orlando Monteiro da Silva, explicou que o objetivo é sensibilizar a sociedade e o poder político para a necessidade de se assegurarem ciclos orçamentais no sistema de saúde que sejam alargados e ainda terminar com o subfinanciamento crónico da área.

“Pretendemos que, através de um mecanismo como uma lei de programação, haja ciclos de financiamento alargados que assegurem que não acontecem altos e baixos no financiamento que coloquem em causa a eficiência de todo o sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirmou Monteiro da Silva.

O também bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas defendeu orçamentos plurianuais para a saúde, com planificação e programação.

Monteiro da Silva frisou que á ideia é garantir o financiamento e a estabilidade de todo o sistema e não apenas do SNS, lembrando que atualmente em Portugal quase 40% dos gastos são privados (ou através de seguros, ou de convenções ou de pagamentos direitos por parte dos doentes).

O presidente do Conselho das Ordens Profissionais sublinhou que tem havido um subfinanciamento crónico na área da saúde em Portugal, destacando que se calcula que faltem 1,2 mil milhões de euros.

A comparação com países da União Europeia e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) mostra que em Portugal estarão em falta esses 1,2 mil milhões de euros que uma programação alargada para os orçamentos da saúde poderia colmatar.

Segundo o Orçamento de Estado, a despesa total consolidada do Programa da Saúde prevista para 2017 é de 9.801 milhões de euros.

O debate que decorreu em Lisboa contou com a participação do ministro da Saúde na abertura e do Presidente da República no encerramento, além dos representantes das ordens profissionais e dos grupos parlamentares.

Parlamento
A Assembleia da República aprovou na semana passada, em votação final global, um projeto de lei que resulta da fusão dos...

O texto de substituição da comissão de Agricultura e Mar teve a abstenção do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos restantes partidos - PS, PCP, BE, PEV e do PAN - Pessoas-Animais-Natureza.

Assente em motivações de saúde, éticas, ambientais e pedagógicas, a iniciativa do PAN - Pessoas-Animais-Natureza, seguida por propostas do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista os Verdes (PEV), foi debatida em junho do ano passado em plenário e baixou sem votação à comissão de especialidade.

Durante o debate, a maioria parlamentar concordou com a “liberdade de escolha na alimentação” pelo que, “analisadas e asseguradas as questões de operacionalidade e aplicabilidade da lei, a proposta pode reunir uma maioria consensual no parlamento”, adianta o PAN, que pretende também combater discriminação contra quem segue a dieta vegetariana.

As propostas surgiram na sequência da “Petição pela inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses”, que recolheu cerca de 15.000 assinaturas e que foi discutida em plenário em junho de 2016.

 

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), as dietas vegetarianas têm benefícios importantes, como a redução da prevalência de doença oncológica, obesidade, doença cardiovascular, hiperlipidemias (gorduras no sangue), hipertensão, diabetes.

Dia Europeu da Terapia da Fala
Para assinalar o Dia Europeu da Terapia da Fala, os terapeutas Cátia Bernardes e Pedro Brás da Silva

Há uma visão generalizada de que o Terapeuta da Fala “apenas” ajuda pessoas a corrigir a sua “dicção”, por exemplo, quando a pessoa não diz os “RR’s” ou troca sílabas nas palavras como /mánica/ para “máquina”. Também o Terapeuta da Fala é associado, comummente ao profissional que recupera as vozes de pessoas com “rouquidão”.

Estas são algumas das alterações incluídas na área da Fala, onde também podem ocorrer alterações de fluência (ex. gaguez) ou de ressonância (ex. vozes que têm escape nasal).

Todavia, a Fala é apenas uma das áreas de atuação do Terapeuta da Fala...e quem não a usa ainda ou deixa de a poder usar? De que forma, nestes casos, pode o Terapeuta da Fala ajudar?

A profissão já existe há várias décadas em Portugal e a auto-regulação profissional em Portugal é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Terapia da Fala (APTF), fundada no ano de 1978. Mais recentemente, em 2014, nasce a Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala, que promove atividades de divulgação científica na área.

O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, intervenção e estudo científico das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita mas também outras formas de comunicação não verbal.

O Terapeuta da Fala intervém, ainda, ao nível da sucção, mastigação e deglutição dos alimentos (fonte: Associação Portuguesa de Terapia da Fala).

O Terapeuta da Fala avalia e intervém em indivíduos de todas as idades, desde recém-nascidos a idosos, tendo por objetivo geral otimizar as capacidades de comunicação e/ou deglutição do indivíduo, melhorando, assim, a sua qualidade de vida (American Speech & Hearing Association, 2007).

De forma mais específica, o Terapeuta da Fala pode intervir em inúmeros campos de atuação, em diferentes faixas etárias:

Em recém-nascidos e bebés:

- Presta cuidados nas áreas da alimentação e comunicação, a partir de Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais;

- Nas alterações de comunicação, linguagem e fala em crianças de risco (ex. Trissomia 21, Espetro de Autismo, Surdez, Paralisia Cerebral, etc...);

Em idade pré-escolar:

- Nas perturbações de fala em crianças em consequências de alterações da voz (disfonia infantil), da Motricidade Orofacial e do sistema estomatognático (ie, com alterações da arcada dentária, da musculatura de língua e lábios, freio de língua curto, etc...)

- Em crianças com atrasos no desenvolvimento da linguagem.

Com crianças e jovens em idade escolar:

- Na promoção de competências de leitura e escrita, quando a aquisição não se processa de forma habitual

- Nas perturbações específicas de linguagem

- Nas perturbações do processamento auditivo central

- Nas alterações da fluência (ex. gaguez).

Em idade adulta:

- Nas perturbações neurológicas da linguagem (decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral, Traumatismo Crânio-encefálico, entre outras) em que o Terapeuta da Fala pretende reabilitar a linguagem oral, avaliando as componentes afetadas e as áreas linguísticas comprometidas.

- Nas doenças degenerativas do Sistema Nervoso Central (ie. Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica, etc…)

- Nas alterações do padrão de deglutição (disfagia)

- Nas patologias vocais (ie. Nódulos e pólipos vocais, edema de Reinke, sulcus vocal, entre outras)

- Na reabilitação auditiva (treino auditivo)

Para além disso, o Terapeuta da Fala pode trabalhar em inúmeros contextos, desde o domicílio, em Hospitais, clínicas, escolas, instituições de apoio a pessoas com deficiência, entre outras.

Para exercer a profissão deve obter uma licenciatura de 4 anos nas várias Escolas de Formação no País, assim como obter uma Cédula Profissional pesada pela ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde).

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Um grupo de investigadores portugueses descobriu que uma proteína presente em aglomeração no cérebro dos doentes com Parkinson...

Tiago Outeiro, que liderou o grupo de investigadores do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, estuda desde 2007 as moléculas relacionadas com a doença de Parkinson e foi avançando na sua identificação, e com este trabalho, publicado na revista PLoS Biology, obteve a confirmação acerca do seu funcionamento.

"Podemos, por um lado, tentar continuar a utilizar aquelas moléculas cujo funcionamento agora conhecemos em mais detalhe ou, [por outro] tentar descobrir novas moléculas que funcionem desta forma", explicou à agência Lusa Tiago Outeiro.

Trata-se de tentar controlar "esta alteração química na [proteína] alfa-sinucleína por forma a alterar a sua aglomeração no cérebro e a proteger as pessoas", referiu o cientista coordenador do trabalho.

"À medida que vamos sendo capazes de diagnosticar a doença mais cedo, se conseguirmos intervir mais cedo e impedir a aglomeração desta proteína, [talvez] possamos atrasar a progressão da doença ou tratar alguns dos sintomas", continuou.

A aglomeração da proteína alfa-sinucleína é tóxica e acontece nos cérebros das pessoas com doença de Parkinson.

Os investigadores portugueses descobriram que a proteína "sofre uma alteração química que se chama acetilação e isto altera o seu comportamento", especificou Tiago Outeiro, acrescentando que "esta alteração nomeadamente reduz a aglomeração da proteína".

"É uma informação muito importante porque nos dá uma ideia clara de um possível alvo terapêutico", concluiu.

A doença de Parkinson está associada à degradação dos neurónios produtores de dopamina, levando a um decréscimo da produção deste mensageiro químico no cérebro e, consequentemente, aos sintomas motores característicos da doença, explica uma nota da universidade.

Nos doentes com Parkinson também se verifica a acumulação de agregados proteicos, constituídos pela proteína alfa-sinucleína, nas células neuronais e, até agora, desconhece-se se esta aglomeração será uma das causas da doença ou um efeito desta.

Tem maior incidência nas pessoas mais velhas, mas também se registam casos em adultos com menos de 50 anos.

Estimativas apontadas pela universidade referem que mais de 10 milhões de pessoas no mundo sofrem de Parkinson.

Bexiga Hiperativa
Vai ser lançado o primeiro Plano de Cuidados Integrados na área da Bexiga Hiperativa, que reúne o conhecimento e a experiência...

O Plano de Cuidados Integrados da Bexiga Hiperativa será uma ferramenta prática para utilizar nas várias etapas da abordagem dos doentes com Bexiga Hiperativa, desde o diagnóstico ao tratamento. O Plano conta com o apoio científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Associação Portuguesa de Urologia (APU) e da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia (APNUG) e o apoio da farmacêutica Astellas.

Com o aumento do envelhecimento da população portuguesa, o número de doentes com bexiga hiperativa tem vindo a aumentar sendo que se estima que a doença afete mais de 1.700.000 portugueses com mais de 40 anos de idade, com um impacto significativo na qualidade de vida.

Segundo Vera Pires da Silva, Médica de Família e uma das autoras do Plano “o objetivo é conseguir um diagnóstico correto da doença, identificar os doentes que realmente necessitam de tratamento e dar especial atenção aos doentes durante o seguimento do tratamento de forma a reduzir o seu abandono”.

Outro dos principais objetivos na elaboração deste Plano que contou com o contributo de um conjunto de especialistas nas áreas de Urologia, Ginecologia, Fisiatria e Medicina Geral e Familiar é “disponibilizar um acesso fácil e rápido a evidências científicas que geram as decisões no plano de cuidados, assim como o fluxograma com o percurso do doente e os formulários a utilizar no tratamento do doente” explica a especialista.

O Plano de Cuidados Integrados para a bexiga hiperativa mesmo que finalizado continuará a ser desenvolvido através de feedback e revisão regular, de modo a refletir as alterações nas recomendações e evidência científica. O plano inclui sete formulários, desenvolvidos para cobrir as diversas etapas do percurso do doente.

Organização Mundial da Saúde
Mais de mil milhões de pessoas estão em risco de perda auditiva em todo o mundo devido ao hábito constante de ouvir música em...

No Dia Mundial da Audição, que hoje se assinala, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra que a perda de capacidade auditiva, que afeta milhões de pessoas, “tem um enorme impacto na comunicação, educação, emprego, bem como nas relações sociais e emocionais”.

Calcula-se que, em todo o mundo, cerca de 360 milhões de pessoas vivam com uma perda de audição que é considerada incapacitante e que 330 milhões de pessoas sofram de infeções crónicas nos ouvidos.

A OMS revela ainda que cinco em cada mil crianças nascem com surdez ou dificuldades auditivas, enquanto um terço dos adultos com mais de 65 anos apresentam perda de audição.

Contudo, a Organização Mundial da Saúde sublinha que a perda auditiva pode ser prevenida e que cerca de 60% das perdas de audição na infância podem ser evitadas através de estratégias de saúde pública.

A grande maioria das pessoas com perda de audição vive nos países com médios e baixos rendimentos, segundo informação da OMS que foi divulgada no site da Direção-Geral da Saúde.

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
Mais de mil portugueses registaram o seu testamento vital em cerca de um mês, elevando para 8.743 o número de documentos...

De acordo com os números dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), de janeiro até 01 de março o registo de testamentos vitais aumentou significativamente e correspondeu ao maior crescimento desde a entrada em vigor das diretivas antecipadas de vontade, em julho de 2014.

O testamento vital é um direito de todo o cidadão maior de idade, que consiste em manifestar que tipo de tratamento e de cuidados de saúde pretende ou não receber quando estiver incapaz de expressar a sua vontade.

A SMPS adianta que os “resultados expressivos” verificados até dia 1 de março se devem a campanhas informativas sobre o testamento vital. Este aumento acontece igualmente numa altura em que a sociedade portuguesa tem debatido a despenalização da morte assistida ou da eutanásia.

Em fevereiro, havia pouco mais de 7.500 portugueses com testamento vital registado, número que aumentou para mais de 8.700 até início de março.

Só no dia 1 de março foram criados 90 testamentos vitais, segundo a SPMS, que adianta que o número de diretivas de vontade feitas por mulheres continua a ser superior ao dos homens.

O testamento vital é um documento onde se pode manifestar o tipo de tratamento ou cuidados de saúde que se deseja ou não, permitindo igualmente a nomeação de um ou mais procuradores de cuidados de saúde.

O registo do testamento vital permite que os médicos tenham informação atempada e constante sobre a vontade do doente. Numa situação de urgência ou de tratamento específico, o médico assistente pode consultar o testamento vital através de um portal específico para os profissionais de saúde.

A vontade expressa pelo doente pode produzir efeitos quando lhe tiver sido diagnosticada uma doença incurável em fase terminal, quando não houver expetativas de recuperação na avaliação clínica feita pelos membros da equipa médica ou em situação de doença neurológica ou psiquiátrica irreversível, complicada por intercorrência respiratória, renal ou cardíaca.

O utente pode escolher não ser submetido a reanimação cardiorrespiratória, não ser submetido a meios invasivos de suporte artificial de funções vitais ou a medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte.

É ainda possível decidir não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental, pedir assistência religiosa quando se interrompam os meios artificiais de vida ou solicitar a presença de determinada pessoa que deve ser especificada pelo utente.

Apesar de ter várias hipóteses sujeitas a preenchimento através de cruz, o documento tem um espaço em branco para outras opções que o utente deseje colocar.

O modelo do testamento vital pode ser descarregado através do Portal da Saúde, devendo ser preenchido e entregue num agrupamento de centros de saúde com balcão de Registo Nacional de Testamento Vital (RENTV).

O utente deve entregar o documento antecipado de vontade em papel, com assinatura reconhecida pelo notário ou com assinatura presencial junto de um funcionário de um balcão de Registo de Testamento Vital.

Para que o testamento vital seja válido, basta ter o documento assinado e reconhecido pelo notário. Contudo, é necessário que esteja registado no RENTEV para que se garanta que o médico assistente tem conhecimento da vontade deixada pelo doente.

Além da parte em que são indicados os tratamentos a que se deseja ou não submeter, o testamento vital prevê que se possa nomear um procurador de cuidados de saúde, que é a pessoa chamada a decidir em nome do utente.

Contudo, se um doente manifestar na diretiva antecipada de vontade uma proposta contrária à do procurador de cuidados que nomeou, prevalece o que está expresso pelo utente no testamento vital.

Estudo
Não só a nossa aparência física, parece que também a nossa personalidade sofre grandes alterações ao longo da vida. Um estudo...

A aparência física de uma pessoa aos 14 anos é obviamente diferente daquela que terá mais de 60 anos depois. Um estudo sobre a personalidade, publicado na revista científica Psychology and Aging, diz que a personalidade dessa mesma pessoa sofre grandes alterações ao longo da vida, ainda que haja aspetos que não sofrem tamanha transmutação, como a estabilidade de humor e conscienciosidade.

Em 1950, na Escócia, a pedido de um grupo de investigadores, 1208 crianças com uma média de idade de 14 anos foram submetidas a seis avaliações de personalidade feitas pelos seus professores. O objetivo, segundo o jornal Público, era avaliar seis traços de personalidade: perseverança, autoconfiança, estabilidade de humor, originalidade, conscienciosidade e desejo de aprender. Passados 62 anos, Mathew Harris, da Universidade de Edimburgo, e a sua equipa de investigadores tentaram saber do máximo número de pessoas que tinham participado no estudo para as convidar a participarem noutro igual. As que concordaram (174 pessoas), com uma média de idade nos 77 anos, responderam, em 2013, ao mesmo questionário que lhes tinha sido apresentado 63 anos antes. Desta vez, também os seus familiares responderam às mesmas perguntas.

Os resultados mostram que a personalidade das pessoas, ao longo de todos estes anos, sofreu alterações ao ponto de os investigadores dizerem que não existia “estabilidade significativa de qualquer uma das seis características”.

Esta descoberta refutou a hipótese que os investigadores tinham proposto para o estudo. “Tínhamos colocado a hipótese de que iríamos encontrar provas de estabilidade de personalidade por um período ainda maior do que 63 anos, mas as nossas co-relações não sustentaram esta hipótese, parecendo inconsistentes com resultados anteriores”, dizem no artigo.

Por que é que os investigadores formularam tal hipótese? Antes, já tinham sido efectuados estudos que cobriram períodos menores, desde a infância até à idade adulta (períodos até 50 anos), e que mostraram uma “relativa estabilidade de personalidade”. Mas nunca nenhum estudo realizado abrangeu mais de 60 anos, segundo a Sociedade Britânica de Psicologia, e isso fez a diferença.

“Uma grande diferença entre o nosso estudo e a maioria dos estudos anteriores é que a avaliação das características foi feita numa idade mais avançada, em vez de na idade adulta”, escrevem os investigadores.

Mathew Harris e a sua equipa afirmam que “estudos anteriores demonstraram que a personalidade está sujeita, ao longo da vida, a séries de mudanças relativamente pequenas – particularmente na adolescência e no início da idade adulta, continuando até uma idade mais velha”. Isto faz com que a personalidade pareça “relativamente estável durante pequenos intervalos”. Mas se duas avaliações de personalidade forem feitas com um grande intervalo entre elas, como este de 63 anos, verifica-se um maior distanciamento entre uma e outra. “Os nossos resultados sugerem que, quando um intervalo é estendido até 63 anos, dificilmente há uma relação”, concluem os investigadores.

Mas a Sociedade Britânica de Psicologia refere, no seu site, que o estudo de Mathew Harris e da sua equipa tem algumas limitações, como por exemplo: “A teoria sobre a personalidade mudou muito ao longo das décadas. Hoje em dia, é quase consensual que a personalidade é formada a partir de cinco características principais (incluindo a extroversão e neuroticismo), mas não era esse o caso em 1950, o que é uma das razões para uma avaliação superficial e incompleta da personalidade”, escreve Christian Jarrett, autor do texto.

Os autores do estudo, citando a definição do psicólogo David Funder, que trabalha nos EUA, dizem que a “personalidade se refere aos padrões de pensamento, emoções e comportamento característicos de um indivíduo, juntamente com os mecanismos psicológicos – escondidos ou não – atrás desses padrões”.

Para Chistian Jarrett, há ainda outros problemas no trabalho de Mathew Harris: a avaliação que os professores fizeram aos jovens foi “provavelmente influenciada pelo seu conhecimento das capacidades académicas dos alunos”, e a amostra que os investigadores recolheram em 2013 “foi um subgrupo altamente seletivo da amostra original”.

Fica agora aberta a possibilidade de mais estudos sobre a questão, como dizem aliás os autores do artigo científico: “Estudos futuros devem centrar-se em compreender melhor como e por que é que a personalidade muda ao longo da vida.”

Estudo
Os indivíduos que exibem níveis elevados da hormona do stress, o cortisol, durante períodos prolongados apresentavam um risco...

Ter um trabalho que envolva situações de stress ao longo de 15 anos aumenta o risco de cancro do pulmão, cólon, reto, estômago e de linfoma não-Hodgkin, segundo um novo estudo publicado no Canadá.

Agora, um estudo liderado por Sarah Jackson da Universidade College de Londres, no Reino Unido, demonstrou que quem sofre de stress crónico tende a ter um peso superior, assim como um Índice de Massa Corporal (IMC) mais elevado.

Para o estudo, a equipa de investigadores usou dados de 2.527 adultos com 54 anos ou mais, provenientes de um estudo inglês sobre envelhecimento, escreve o Sapo.

Para medir os níveis de cortisol dos participantes, os investigadores utilizaram amostras de cabelo de dois centímetros recolhidas o mais próximo possível do couro cabeludo. As madeixas representavam cerca de dois meses de crescimento do cabelo.

"O cortisol no cabelo é uma medida relativamente nova que oferece um método mais eficaz e fácil para avaliar as concentrações crónicas de cortisol na investigação do peso", explicou a autora principal do estudo, citada pela imprensa britânica.

"A análise do cortisol no couro cabeludo reflete a exposição a cortisol sistémico durante um período prolongado de tempo – dois meses neste estudo – sendo assim não afetado pela altura em que a amostra foi recolhida ou por stress agudo", acrescentaram os autores.

Os cientistas procederam também à recolha de dados biométricos, como os perímetros da cintura dos participantes ao longo de quatro anos. Foi observado que os participantes que apresentavam níveis mais elevados de cortisol no cabelo, tinham perímetros da cintura, peso e IMC mais elevados do que os participantes com baixos níveis de cortisol.

Os adultos considerados obesos – com cinturas com mais de 102 cm para os homens e 88 cm para as mulheres – apresentavam níveis mais elevados de cortisol.

Estudo
As malformações congénitas vinculadas ao vírus Zika são 20 vezes mais frequentes em relação ao período anterior à epidemia que...

O estudo agora publicado pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos constatou entre 2013-2014 três nascimentos entre cada mil com malformações do cérebro, microcefalia, deformações do tubo neural e outras anomalias cerebrais.

Em 2016, porém, a proporção de bebés nascidos com esse tipo de anomalias, cuja mãe grávida tenha sido infetada pelo Zika, atingiu os 6%, escreve o Sapo. Isso corresponde a cerca de 60 nascimentos em cada mil afetados pelo vírus, indicou o Centro de Controlo e de Prevenção de Doenças (CDC), escreve a agência de notícias France Presse.

Os investigadores analisaram estatísticas de 2013-2014 procedentes de três programas de vigilância de nascimentos com defeitos congénitos nos estados de Massachusetts, Carolina do Norte e Geórgia para estabelecer uma referência em relação ao início da epidemia de Zika.

As malformações mais frequentes relacionadas ao com o Zika são as anomalias do cérebro (55% dos casos) ou a microcefalia (89%).

Entre as mulheres infetadas, o vírus também é responsável por 48% dos abortos involuntários e por 66% de nascimentos prematuros.

Outros dados mostram que o risco mais elevado para o feto é quando a mãe é infetada pelo zika no primeiro trimestre da gravidez e no início do segundo trimestre, indicou o CDC. A instituição ressalta, porém, que realmente não há um período sem perigo durante a gestação.

O CDC reiterou suas recomendações às grávidas nos Estados Unidos para evitarem viajar para países onde a transmissão do vírus através de mosquitos está ativa e o contacto sexual com parceiros que visitaram essas zonas.

Estudo
É um aviso para todos os homens amantes do desporto levado até à exaustão: o excesso de exercício pode inibir o funcionamento...

Um estudo da Universidade da Carolina do Norte avaliou mais de mil atletas que participaram em provas de alta performance e resistência. Durante a investigação, foram recolhidas informações biométricas e os voluntários foram inquiridos sobre os seus hábitos de exercício e sobre as suas vidas sexuais.

De acordo com a conclusão da análise, escreve o Sapo, foi constatada uma associação entre o aumento da prática extrema de exercício e a queda da libido masculina.

No entanto, o autor do estudo e professor de fisiologia do exercício e nutrição, Anthony Hackney, frisa que o estudo tratou sobretudo os atletas sujeitos a níveis extremos de exercício. "Não estamos a falar de pessoas que passam 30 minutos no ginásio, estamos a falar de pessoas que correm 80 quilómetros por semana. Se é sedentário e fisicamente inativo e acima do peso, sabemos que esses indivíduos têm uma libido muito baixa", recorda o investigador.

"Faça essas pessoas terem uma atividade física regular e perder um peso e a libido aumenta. Mas este estudo mostra que se temos pessoas a praticar grandes volumes de treino a grande intensidade, ano após ano a libido deles diminui", alerta.

Segundo o estudo, o atleta amador Matt Bach, que passou cinco anos a competir em provas de resistência, treinava até 17 horas por semana. Ao longo da sua vida, notou um declínio na qualidade da sua vida sexual. "Eu não queria usar a cama para nada para além de dormir. Não era normal. A minha libido estava muito baixa e eu sabia que eu precisava de ajuda", recorda.

Os índices de testosterona de Matt Bach estavam, em maio de 2016, em 153 nanogramas por decilitro de sangue, quando o normal para um homem da sua idade seria algo em torno de 625ng/dl. Bach parou de treinar e em duas semanas o índice saltou para 256ng/dl. Dois meses depois, a testosterona já estava em 308ng/dl.

Cancro
Aos 22 anos, Bárbara Machado sobreviveu a um linfoma muito agressivo (não-hodgkin), fez um vídeo em que relatou de forma...

Os meses que transitaram entre novembro de 2009 e junho de 2010 foram de "superação" para a então recém-formada em gestão de empresas, praticante federada de futsal e voluntária na Cruz Vermelha, em Vilela, concelho de Paredes.

"Primeiro foi uma dor de ouvidos e depois os gânglios a aumentarem que me fez repetir, durante três meses, consultas no setor particular até que no Centro Hospitalar do Porto, numa consulta de sangue, disseram-me ser 99% seguro que tinha um linfoma", disse Bárbara Machado.

O linfoma não-hodgkin, que foi diagnosticado a Bárbara Machado, é uma doença que afeta as células do sistema linfático e define-se por ser indolente (de baixo grau e de evolução lenta) ou agressivo (de alto grau ou crescimento rápido), subdividindo-se em 30 tipos em função do aspeto das células, colhidas através de uma biopsia.

A notícia de doença que "é uma anomalia genética e que acontece nos jovens a partir dos 20 anos e nos idosos a partir dos 60" foi-lhe dada "da forma que mais queria" ouvir, que o linfoma "era para curar".

Contudo, o voluntariado na Cruz Vermelha "teve de ser abandonado" mas pode continuar a trabalhar com os jovens e crianças num tempo em que "a cada consulta perguntava se já podia voltar aos treinos" de futsal que tinha interrompido.

Determinada a vencer a doença que lhe ameaçava o futuro, a jovem residente em Paços de Ferreira, distrito do Porto, pensou primeiro "em escrever tudo o que estava a sentir", mas o espaço temporal entre quando se sentia doente e quando tinha vontade de escrever fê-la mudar o alvo das suas memórias.

"Impulsionada por uma amiga com formação em multimédia, avancei para a produção de um vídeo, que dura 15 minutos, em que contei como contrariei tudo o que de mau me foi acontecendo, para nunca me esquecer do que passei”, relatou a jovem.

Desse período guarda a conversa "muito importante" que teve com um ex-doente de linfoma por lhe ter permitido "partilhar com alguém que também praticava desporto" a vivência da doença.

Uma versão de sete minutos desse vídeo foi posteriormente aproveitada pela Associação de Apoio a Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL) para ajudar os pacientes que apoiados no Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Com duas sessões de quimioterapia ainda por cumprir, a 23 de junho de 2010 Bárbara recebeu a notícia de que ganhara a luta a um linfoma no Estádio III (num máximo de quatro), mas que por ter "sido detetado a tempo foi possível ser controlado".

Depois quis recomeçar "depressa demais", mas o corpo resistia "e o futsal foi ficando para trás”.

“Era a tartaruga da equipa!", recordou, entre sorrisos, sublinhando que fora de campo a sua postura "gerou uma onda de solidariedade".

"Do conjunto de palestras em que participei, uma delas juntamente com o meu vídeo, e uma onda de solidariedade, fizeram render cerca de dois mil euros para a associação Pegadas de Amor, em Paredes", disse.

Vítima de um linfoma "muito agressivo mas também muito sensível ao tratamento", Bárbara lembrou que na ADL a alertaram para "cuidar sempre da imagem, que estar nas sessões de quimioterapia não era razão para descurar a aparência".

O fim do tratamento deixou-a disponível e empenhada em seguir a sua vida e, depois de passar por vários empregos, sempre na área da gestão, e do regresso à Cruz Vermelha, está há três anos à frente de "um negócio familiar na área da decoração de interiores" e tornou-se instrutora de fitness.

O seu testemunho faz parte do livro "Somos todos heróis" que será apresentado hoje ADL, no Porto, e o vídeo pode ser encontrado na página oficial da associação.

Março – Mês de Consciencialização para o Mieloma Múltiplo
Foi aprovado pela Comissão Europeia o primeiro tratamento de manutenção de doentes adultos com mieloma múltiplo recém...

Na altura em que se assinala o Mês de Consciencialização para o Mieloma Múltiplo, doença que representa 1% de todos os cancros e 10% de todas as doenças malignas hematológicas, os doentes com mieloma múltiplo sujeitos a transplante na Europa contam agora com uma opção terapêutica.

O mieloma múltiplo é um cancro do sangue, ainda sem cura, com risco de morte que se caracteriza pela proliferação tumoral e supressão do sistema imunológico. É uma doença rara, mas fatal, que todos os anos leva ao diagnóstico de cerca de 39 mil pessoas na Europa. Anualmente cerca de 24 mil pessoas morrem da doença. A idade média do diagnóstico na Europa é entre 65 e 70 anos.

Em Portugal estima-se que surjam, todos os anos, 300 novos casos desta doença. Os últimos dados indicam que o mieloma múltiplo afeta mais de 1500 portugueses.

Esta indicação representa um marco importante na investigação e tratamento do mieloma múltiplo. É uma indicação única para um medicamento imunomodulador e que resulta do extenso programa de investigação clínica, que nesta nova indicação em particular foi baseada em dados de investigações conduzidas por importantes grupos de estudos corporativos. No seu conjunto estes estudos em manutenção após transplante demonstraram benefício no tempo de sobrevivência dos doentes sem progressão da doença. Este é um medicamento, por via oral (em cápsulas), que só pode ser prescrito em ambiente hospitalar por especialistas em hemato-oncologia para identificar quais os doentes candidatos e este tipo de tratamento.

3 de março - Dia Mundial da Audição
Em Portugal, quatro em cada mil crianças nascem com uma surdez profunda. De acordo com Victor Correia da Silva,...

De acordo com o otorrinolaringologista, “hoje em dia, e perante as alternativas terapêuticas disponíveis, pode-se afirmar que a maioria dos casos de surdez, quando detetados a tempo, podem ser totalmente revertidos”. Entre implantes e próteses auditivas, e com um correto acompanhamento da Terapia da Fala e da reabilitação auditiva após as cirurgias, as pessoas com défice de audição podem ter uma vida perfeitamente normal. 

Victor Correia da Silva explica que, por exemplo, “se uma criança com uma surdez profunda for precocemente implantada com um implantem coclear, isto é, por volta dos 12 meses de vida, e não tiver outros défices neurológicos, quando tiver quatro anos de idade poderá ter um desenvolvimento de linguagem igual a uma normo-ouvinte e iniciar escolaridade em estabelecimento de ensino regular aos seis anos”.

De acordo com o coordenador da Unidade de Implantes Auditivos, "estas crianças têm um desenvolvimento cognitivo de linguagem fabuloso. É gratificante ver como uma criança que nasceu sem audição consegue, ao final de muito pouco tempo, ter um desempenho semelhante ao de uma normo-ouvinte."

Por outro lado, acrescenta, cada vez se aposta mais na colocação de implantes em pessoas idosas. “A idade não é um fator de exclusão e se a pessoa estiver bem mentalmente os resultados são muitos bons”, menciona acrescentando que os resultados numa pessoa com mais de 80 anos são iguais a uma de 60.

“Quando não ouve, a pessoa de idade isola-se e regride sob o ponto de vista cognitivo e tem uma maior possibilidade de demência. Quando estimulamos essas pessoas e lhes voltamos a dar audição, rejuvenescem. É muito interessante ver como modificam o comportamento quando voltam a ouvir”, remata.

No Dia Mundial da Audição, 3 de março, o Hospital CUF Porto lança uma campanha de sensibilização para alertar para o perigo da progressão e do sub-diagnóstico das doenças auditivas que, atualmente, têm uma série de soluções disponíveis ao nível da Medicina.

“Estar atento às dificuldades auditivas ou de fala nas crianças, percecionar cedo as diferenças de audição nos adultos, zumbidos ou alterações que fazem a diferença na audição normal, são alguns dos sinais a que devemos estar atentos”, alerta Victor Correia da Silva. 

Estudo
O reforço de uma proteína que protege as células pode retardar a progressão da doença de Alzheimer, segundo um estudo divulgado...

Fiona Kerr e Linda Partridge usaram experiências com ratos e com moscas da fruta para demonstrarem que o bloqueio de um inibidor da proteína protegeu os neurónios dos animais do desenvolvimento dos sintomas da doença.

O estudo, publicado na revista científica “PLOS Genetics” mostrou que o inibidor 'Keap1', que bloqueia a proteína protetora 'Nrf2', é um alvo promissor para medicamentos contra o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência e que provoca a deterioração de funções cognitivas, pode ter a progressão retardada com medicamentos mas até agora não há forma de prevenir o desenvolvimento ou parar a sua progressão.

A proteína 'Nrf2' protege as células do cérebro de condições adversas mas por razões desconhecidas os seus níveis decrescem nos neurónios de pessoas afetadas por Alzheimer. Tentativas de ativar a 'Nrf2' provocaram efeitos tóxicos. Os cientistas têm usado as moscas da fruta para investigar o 'Keap1', um inibidor da 'Nrf2'.

Segundo o estudo publicado hoje, bloqueando a interação entre o 'Keap1' e a 'Nrf2' nos cérebros das moscas podia prevenir-se os efeitos prejudiciais da proteína chamada peptídeo beta-amiloide, que cria as placas no cérebro características dos doentes de Alzheimer. O mesmo resultado foi conseguido nas células de ratos.

O estudo demonstra que reforçando a 'Nrf2', ao bloquear o seu inibidor (Keap1), pode proteger-se os neurónios dos ratos dos efeitos do Alzheimer causados pelo peptídeo.

“Com o envelhecimento da nossa população a incidência da demência está a aumentar drasticamente e há a necessidade urgente de descobrir novos medicamentos que protejam as células nervosas e parem a progressão da doença”, disse Fiona Kerr.

“As nossas descobertas são importantes porque ao bloquear o 'Keap1' e ao aumentar a atividade da proteína 'Nrf2', protetora das células, há o potencial de prevenir esta perda de células nervosas na doença de Alzheimer e em outras formas de demência”, sublinhou a investigadora.

Páginas