Federação dos Médicos
A Federação Nacional dos Médicos avisa que a violência e a coação sobre médicos têm “vindo a crescer ano após ano”,...

A propósito do caso de agressão física a um médico de família na Chamusca que se recusou a passar uma baixa, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta “o seu apoio e solidariedade com o colega agredido”.

“Infelizmente, não é um caso isolado. No mesmo concelho, na Extensão de Saúde do Chouto, uma médica de família foi insultada por alguns utentes, tendo, consequentemente, recusado trabalhar naquela unidade de saúde durante algumas semanas”, refere o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, integrado na FNAM.

Para a FNAM, “o crescente aumento da violência contra médicos no exercício de funções não é alheio à forma como o anterior e o atual Governo e os respetivos ministérios da Saúde têm vindo a desprestigiar a profissão”.

“Os médicos exigem avaliação das condições de trabalho e a sua melhoria, garantindo a segurança dos médicos no exercício das suas funções e investindo na prevenção. Exigimos como medidas imediatas o reconhecimento à profissão médica do estatuto de risco e penosidade acrescida”, afirma uma nota hoje divulgada.

Um médico de família do centro de saúde da Chamusca foi agredido por recusar passar uma baixa a uma utente, situação que está a indignar a Ordem dos Médicos, que vai avançar para o tribunal.

O médico, recém-especialista, contou à agência Lusa que foi agredido fisicamente pelo companheiro de uma utente que lhe tinha solicitado uma renovação de baixa médica, após ter recusado passá-la.

O clínico, que pediu para não ser identificado pelo nome, tentou procurar junto da utente dados clínicos para a baixa e percebeu que não havia motivos para a passar.

"A utente mostrou-se desagradada e saiu do consultório. Quando eu estava ainda a escrever os dados no processo, entrou no gabinete o companheiro que me agrediu a murro na face esquerda e continuou depois a bater-me até que um grupo de pessoas entrou no consultório e nos separou", contou.

O episódio aconteceu esta semana numa extensão do centro de saúde da Chamusca, que não tem nenhum segurança.

O médico acabou por chamar a GNR, que tomou conta da ocorrência e o escoltou depois à saída.

Segundo o profissional, o ministro da Saúde soube da situação e já lhe telefonou.

A Ordem dos Médicos teve também conhecimento do caso através de um grupo numa rede social.

O bastonário considera este caso uma "indignidade terrível" e promete apoiar juridicamente este médico.

"Espero que o ministro da Saúde se empenhe neste caso e que o tome como exemplo para o futuro. Se o Ministério não o fizer, vamos avançar com o caso para tribunal", disse Miguel Guimarães.

Para o bastonário, a situação é grave, mas não única, sendo que este médico teve coragem de a denunciar.

Em Coimbra
A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra está a apostar cada vez mais na tecnologia e...

“Temos vindo a perceber que o uso da tecnologia tem sido um fator de motivação, capaz de nos permitir intervir ao nível das atividades diárias”, disse Ana Mendes, terapeuta ocupacional da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra.

Esta responsável diz notar que com o uso da tecnologia há um aumento de autonomia por parte destes cidadãos, assim como uma melhoria na qualidade de vida ou um incremento nas competências cognitivas e motoras, entre outras.

“Mas também muito a questão social. Por exemplo, uso das redes sociais, nomeadamente para comunicar com outras pessoas que já não veem há algum tempo. Nota-se muito bem a evolução. A primeira vez é sempre uma surpresa, mas aderiram muito facilmente e vão avançando nos jogos com naturalidade. É um projeto para continuar”, garantiu.

Como exemplo deste novo projeto surge o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) de S. Silvestre, no qual é possível ver os utentes a utilizarem ‘tablets’ e aplicações móveis, o computador SiosLife, entre outros.

“Ao mesmo tempo, esta Unidade Funcional alberga a mais recente ferramenta tecnológica: uma impressora 3D. O objetivo desta nova tecnologia é a criação de ajudas técnicas para utilização dos utentes no seu dia-a-dia”, diz a APPACDM.

A SiosLife, por outro lado, explica a APPACDM, é uma “plataforma interativa de fácil utilização, que permite o acesso a novas tecnologias com soluções adaptadas às suas características e necessidades dos clientes, possibilitando a manutenção e aquisição de competências cognitivas e motoras relacionadas com as atividades que podem ser desenvolvidas”.

“Para tal, tem um ecrã de toque, sensores de movimento numa câmara para realização de atividades motoras, comandos de voz e gestos. O ecrã é ergonómico, pois a posição do equipamento é ajustável consoante as características físicas dos utilizadores”.

Tem disponível várias aplicações que permitem a intervenção ao nível das competências cognitivas (memória, atenção, velocidade de processamento da informação) e motoras (coordenação motora, utilização dos membros superiores, conseguindo em algumas atividades coordenar com os membros inferiores), por exemplo, 'puzzles', jogos de tocar nas formas/insetos que aparecem, jogos de palavras, jogos de números, jogo da memória, jogos de apanhar fruta/obstáculos onde se conseguem visualizar a si e aos objetos que vão surgindo no ecrã e que devem alcançar/tocar.

A APPACDM lembra também que lançou em dezembro de 2017 a aplicação móvel Explor’House: “Trata-se de uma aplicação para telemóvel e/ou ‘tablet’ na qual são realizadas tarefas do quotidiano nas diferentes divisões de uma casa, com a possibilidade de explorar outras atividades, como jogos e 'puzzles'”.

“Com o recurso a esta aplicação, existe intervenção ao nível das funções cognitivas, com repercussões na autonomia em atividades da vida diária, bem como na qualidade de vida de jovens/adultos com deficiência intelectual, nos vários contextos de vida", acrescenta a associação.

"Criar uma aplicação com o cenário virtual de uma casa para realização de diferentes tarefas em cada divisão, onde o indivíduo participa nas rotinas diárias de uma família, foi o motor impulsionador do projeto”, reforça a APPACDM.

Boletim
Concentrações muito elevadas no ar de pólenes de carvalhos e oliveira são esperadas nos próximos sete dias em Portugal...

De acordo com o Boletim Polínico, preveem-se para a semana de 18 a 24 de maio concentrações muito elevadas de pólen no ar em todo o continente, nomeadamente de carvalhos, oliveira e das ervas gramíneas, parietária, tanchagem, urtiga e quenopódio, este último nas regiões do Alentejo e Algarve.

Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira são esperados níveos baixos de pólen, com destaque para os pólenes do pinheiro e das ervas gramíneas, parietária e urtiga e de bétula, refere o boletim semanal da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) que visa informar a população sobre as concentrações polínicas no ar em todo o país, para permitir a quem sofre de alergias agir preventivamente.

Risco Cardiovascular
A hipertensão arterial é considerada, atualmente, um dos mais importantes fatores de risco para doen

A Hipertensão Arterial constitui um fator importante para aparecimento de múltiplas doenças do sistema cardio-circulatório, contribuindo globalmente para um impacto significativo na mortalidade global com relevância nas variáveis de saúde pública.

Trata-se de uma doença cuja presença aumenta a morbilidade e mortalidade global traduzida no aumento da morte súbita, acidente vascular cerebral, enfarte agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e insuficiência renal crónica. Estima-se que cerca de 40% da população portuguesa seja afectada por esta doença.

Como se deve medir?

A pressão arterial (PA) mede-se mediante um aparelho que se designa por “esfignomanómetro”, que deve estar obrigatoriamente homologado (pode conferir na internet pelo nome do aparelho). Para que a medição obtida seja correta, deve seguir uma serie de indicações:

Como a PA tem variações ao longo do dia e da noite, fazer a medição sempre à mesma hora.

  • Procurar uma zona calma, sem ruídos, com uma temperatura amena.
  • Não deve beber, comer, fumar nem fazer exercício físico nos 30 minutos anteriores.
  • Posição de sentado
  • Colocar a braçadeira 3 centímetros por cima da prega da flexura do cotovelo com a palma da mão virada para cima à altura do coração.
  • A medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis.
  • Realizar várias medições separadas por 1 a 2 minutos e regista o resultado da média entre as várias medições.
  • Insuflar a braçadeira rapidamente 30mmHg acima do desaparecimento do pulso radial e proceder à sua desinsuflação à velocidade aproximada de 2mmHg/batimento. A PAS (máxima) será determinada pela auscultação do primeiro som e a PAD (mínima) pelo desaparecimento dos sons.
  • Deve‐se descartar a primeira medição, fazer duas medidas sequenciais nos dois membros e registar‐se a de maior valor. Na presença de arritmia, o número de medições deverá ser maior para calcular a média da PA.
  • Registar durante 1 a 2 semanas e mostrar ao seu médico

Automedição da pressão arterial (AMPA)

Quando é realizada por doentes ou familiares, não profissionais de saúde, fora do consultório, geralmente no domicílio, representando uma importante fonte de informação adicional. A principal vantagem da AMPA é a possibilidade de obter uma estimativa mais real dessa variável, tendo em vista que os valores são obtidos no ambiente onde os doentes passam a maior parte do dia.

Em determinadas situações o seu médico pode sugerir a realização de um exame designado por:

Monitorização ambulatória da pressão arterial (MAPA)

Este método diagnóstico complementar que permite o registo indireto e intermitente da PA durante 24h ou mais, durante os períodos de vigília e sono. Permite identificar alterações do ritmo circadiano, sobretudo durante o sono, que têm implicações prognósticas consideráveis.

Deve ser considerada em que situações:

  • suspeita de hipertensão do “bata branca” ou “falsa hipertensão”;
  • avaliação de eficácia terapêutica antihipertensiva;
  • quando a PA permanecer elevada, apesar da optimização do tratamento antihipertensivo
  • quando a PA aparentemente está controlada e houver indícios de lesão de órgãos-alvo;
  • avaliação de normotensos com lesão de órgãos–alvo;
  • avaliação de sintomas, principalmente hipotensão devido ao uso de  medicamentos

Quais são os sintomas desta doença

Existe um falso mito generalizado na população portuguesa que a PA elevada provoca determinados sintomas ou sinais clínicos. A grande maioria dos doentes não têm qualquer manifestação da doença e podem nalguns casos pontuais ter sintomas muito inespecificos e comuns a outras doenças (alterações da visão, dores de cabeça, cansaço, etc.)

Uns anos mais tarde surge toda a panóplia de sintomas e sinais resultantes das manifestações clinicas dos órgãos alvos lesados, como seja o caso do coração, rins e sistema nervoso central.

Como por norma a HTA não causa sintomas, o seu diagnóstico é difícil e passa obrigatoriamente pela necessidade da medição dos valores de PA e pela verificação de que os mesmos estão acima do limite normal.

Fatores que aumentam a probabilidade de HTA:

Idade

O envelhecimento populacional é um fenómeno Europeu e Portugal não foge á regra e vem ocorrendo de forma bastante acelerada. Com o evoluir da idade, aumenta a incidência de doenças crónicas, e, destas, a mais prevalente é a hipertensão arterial. Um sub-estudo derivado do Framingham Heart Study demonstrou que indivíduos normotensos com idade entre 55 e 65 anos tiveram 90% de risco de se tornarem hipertensos a longo prazo.

Há deste modo uma associação direta e linear entre envelhecimento populacional e prevalência de HTA.

Ingestão de sal

A ingestão de sal (sódio) contribui para o estabelecimento de valores quer sistólicos (máximo) quer diastólicos (mínimos) aumentados.

O consumo excessivo de sal pela população é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal. De acordo com os dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física IAN-AF (2015-2016), a população portuguesa apresenta um consumo médio de sal de 7,3 g (2848 mg/dia de sódio), superior ao valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (não superior a 5g de sal por pessoa, por dia). A ingestão de sódio acima do valor máximo recomendado verificou-se em 65,5% das mulheres e 85,9% dos homens. Portugal, apresenta já desde 2009, legislação que estabelece o limite máximo para o teor de sal no pão (1,4g de sal por 100g de pão).

Ingestão de álcool

O consumo crónico e de grande volume de bebidas alcoólicas aumenta a pressão arterial de forma consistente. Aconselha-se habitualmente moderar o consumo: no homem não ingerir mais de 2 bebidas por dia (por exemplo 3,0 dl de vinho) e na mulher não mais de 1 bebida por dia (por exemplo 1,5 dl de vinho). No entanto um estudo recente publicado no Lancet sugere limites inferiores de segurança, tendo em conta impacto ao nível do sistema cardiovascular, limitando ao máximo o consumo a 100 gramas por semana, o equivalente a 4 copos de vinho semanais.

Sedentarismo

A realização de um exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas nos sistemas corporais e em particular no sistema cardiovascular.

O exercício contribui tanto na prevenção de HTA em pacientes normotensos como no controlo da PA em indivíduos hipertensos. Contribuindo para a redução da pressão arterial em hipertensos, tanto por um componente agudo tardio como quer pelo efeito crónico da repetição periódica e frequente do exercício físico. Além dos benefícios na PA, o exercício físico aeróbio, afecta favoravelmente a ficha lipídica (diminui os triglicerídeos e o mau colesterol (LDL) e aumenta o bom colesterol (HDL).

Obesidade

Existem vários estudos mostrando a associação entre obesidade e a presença de hipertensão arterial, mas esta relação ainda não está completamente explicada. Estimativas indicam que 20 a 30% dos casos de hipertensão estejam diretamente associados ao excesso de peso e que 75% dos homens e 65% das mulheres apresentem hipertensão diretamente atribuível ao sobrepeso ou obesidade.

Tabagismo

O tabagismo é um dos principais fatores causais das doenças cardiovasculares, como a hipertensão, é um dos maiores causadores de mortes súbita. O tabagismo aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca 15 minutos após o ato de fumar apenas 1 cigarro.

É um dos fatores  de risco cardiovascular mais importantes, sendo a incidência de doença das artérias coronárias três vezes maior nos fumadores que no resto da população. A probabilidade é proporcional à quantidade de cigarros fumados por dia e o número de anos que se mantem o vício.

Além do impacto cardiovascular, está associado a múltiplas doenças respiratórias e a cerca de 30 tipos diferentes de doenças oncológicas.

Tratamento

1) Medidas gerais

  • Dieta equilibrada com redução de gorduras e sal e açúcar;
  • Redução de peso corporal e manutenção do peso ideal;
  • Redução do consumo de álcool;
  • Não fumar;
  • Maior consumo de frutas e vegetais;
  • Prática regular de exercícios físicos, pelo menos 30 minutos diários;
  • Mais atenção ao lazer para prevenir o stress.

2) Tratamento farmacológico:

Os principais benefícios da terapêutica anti-hipertensiva devem-se à redução da PA per si, e parecem ser independentes de cada classe de medicamentos.

A escolha do fármaco: deve ser influenciada pela etnia, idade e outras características de cada doente. A escolha também deve considerar condições médicas concomitantes como a presença de diabetes e doença das artérias coronárias, bem como a gravidez.

Todas as principais classes de agentes anti-hipertensivos – diuréticos, inibidores da ECA, bloqueadores dos canais de cálcio, antagonistas do receptor da angiotensina II, betabloqueantes – demonstraram alterar o prognóstico desta doença através do controle tensional, embora na maioria dos estudos, utilizaram-se associação fixa de 2 ou mais antihipertensores (mais de um principio activo no mesmo comprimido).

Deve ser dada atenção aos efeitos adversos, pois é a principal causa de não adesão ao tratamento numa doença crónica e com necessidade na maior parte das vezes de administração ad eternum.

Os medicamentos de ação prolongada (24h) devem ser preferidos, sempre que possível, pois facilitam a adesão terapêutica por parte do doente, devido a comodidade de administração de apenas 1 vez ao dia.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Desde 2012
Cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) detetaram um aumento nas emissões de...

Este estudo, publicado na revista científica "Nature", faz uma reflexão sobre o aumento nas emissões de CFCs - gases contaminantes utilizados na indústria da refrigeração e aerossóis - provocado por "novas fontes de produção".

A emissão destes gases afeta o aumento do buraco da camada de ozono e, consequentemente, ajuda à aceleração das alterações climáticas, escreve o Sapo.

A extensão máxima do buraco em 2017, atingida em setembro, foi de 19,6 milhões de quilómetros quadrados - 2,5 vezes a superfície dos Estados Unidos -, segundo os cálculos da Nasa, corroborados pela NOAA, enquanto a média desde 1991 foi de 26 milhões de quilómetros quadrados.

Para evitar o aumento do buraco, foi criado o protocolo de Montreal, mediante o qual foram estabelecidos mecanismos para reduzir a abundância de gases prejudiciais para a atmosfera como os CFCs.

O estudo, liderado pelo pesquisador Stephen Montzka, demonstra que a taxa de diminuição da concentração de CFC na atmosfera se reduziu em 50% a partir de 2012, enquanto, no período compreendido entre 2002 e 2012, se manteve constante.

"Este aumento não está relacionado com os trabalhos de produção passados, mas sugere que está relacionada com uma nova produção que não foi reportada e que não está de acordo com o protocolo de Montreal", afirmou o estudo.

Há 31 anos, a importância da camada de ozono levou a comunidade internacional a assinar este acordo sobre as substâncias prejudiciais, com objeto de regular este tipo de compostos. Espera-se que em 2070 o buraco tenha recuperado os níveis de 1980.

O ozono atua como um elemento essencial na atmosfera, uma camada protetora natural perante as radiações ultravioleta prejudiciais para humanos e plantas.

 

No Japão
O governo do Japão aprovou esta quarta-feira o uso de células estaminais pluripotentes induzidas (iPS) numa cirurgia ao coração...

A operação consistirá em colar ao coração de um paciente com insuficiência cardíaca grave uma lâmina de músculo criada a partir deste tipo de células-estaminais para que o órgão recupere corretamente o funcionamento, de acordo com o professor Yoshiki Sawa.

Este será o primeiro ensaio clínico do mundo sobre o uso de iPS no coração, escreve o Sapo. Em 2014, uma equipa dirigida pelo centro de investigação estatal Riken realizou com sucesso a primeira intervenção em humanos com estas células, um transplante de retina numa paciente de idade avançada e com degeneração macular.

Ao contrário dessa primeira vez, quando foram usadas células iPS da própria paciente, nesta operação serão usadas as de um dador.

O volume requerido de células será maior, o que aumenta o risco de rejeição e outras complicações. Os investigadores da Universidade de Osaka devem realizar a operação até ao fim do ano. Após a cirurgia, a equipa fará o acompanhamento da paciente por um ano para avaliar possíveis efeitos secundários.

As iPS são um tipo de célula que se transforma em qualquer tipo de tecido mediante um processo de reprogramação genética. O uso deste tipo de célula resolve, em princípio, o dilema ético de trabalhar com células-estaminais de embriões que, como as iPS, possuem a mesma capacidade de transformação celular.

Entre outros campos, diversas instituições estão já a estudar o uso de células iPS em imunoterapias contra o cancro, para tratar o Parkinson e até mesmo lesões da medula espinhal.

Artigo de Opinião
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de mortalidade entre os portugueses, sendo a

Em Portugal, cerca de dois milhões de adultos são hipertensos, dos quais apenas metade sabe que sofre desta doença e só 11% têm a sua tensão arterial devidamente controlada. Além da medicação com um anti-hipertensor (que poderá ser necessária), são primordiais as recomendações para os hábitos e estilos de vida saudáveis: aumentar o consumo diário de frutas, hortaliças e legumes (nomeadamente a sopa), praticar mais atividade física e regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, perder peso (caso tenha excesso de peso ou mesmo obesidade), reduzir o stress e diminuir o consumo de sal.

É sobre o sal, este inimigo da tensão arterial, que debruçamos hoje a nossa atenção, a propósito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala anualmente a 17 de maio.

O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), recentemente elogiado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pela sua adoção estratégica integrada, apresenta como uma das metas para a saúde da população até 2020 a redução do consumo de sal entre 3 a 4% ao ano.

Sabia que apenas precisamos de um grama de sal por dia para viver?

A OMS recomenda a ingestão máxima de 5 gramas por dia. Em Portugal, o consumo de sal é de cerca de 10,7g por dia, portanto mais do dobro da quantidade máxima recomendada.

A redução do consumo de sal é um dos fatores que mais contribui para ganhos na saúde das populações, em termos de custo-eficiência. Neste sentido, promovem-se estratégias como aumentar o conhecimento da população sobre sal e o seu teor nos alimentos, bem como intervenções de incentivo à sua redução junto da indústria alimentar.

A taxa sobre o sal nos produtos alimentares, à semelhança da medida já preconizada para o açúcar com elevado sucesso na redução do consumo deste, poderá contribuir significativamente para a reformulação dos produtos junto da indústria alimentar.

Saberá Portugal como reduzir o sal? Deixo aqui algumas sugestões práticas para reduzir o sal na sua mesa:

Diminua a quantidade de sal que adiciona para tempero ou confeção dos alimentos;

Use e abuse das ervas aromáticas, especiarias ou sumo de limão para substituir o sal;

Não coloque o saleiro para a mesa;

Demolhe muito bem o bacalhau seco. Não sabe bem como o fazer? Primeiro passe as postas de bacalhau por água corrente para remover a maior quantidade de sal. Em seguida coloque as postas com a pele virada para cima num recipiente com água fria e mantenha-o dentro do frigorífico. Certifique-se que muda a água 3 a 5 vezes por dia. Quantas horas se deve demolhar? Depende do peso de bacalhau: acima de 3 kg, deve demolhar cerca 48 a 60 horas; entre 2 a 3 kg, cerca de 40 a 48 horas; e entre 1 a 2 kg, cerca de 30 a 40 horas.

Evite o consumo de alimentos ricos em sal: batatas fritas de pacote, enchidos e fumados, aperitivos salgados, conservas e enlatados, determinados tipos de queijo, sobretudo os mais curados, azeitonas, alguns molhos, alimentos pré-confecionados (aqueles que se compram pré-cozinhados e só precisam de ir ao forno ou microondas), sopas instantâneas, bolachas e biscoitos, caldos concentrados de gorduras (aqueles “cubinhos amarelinhos” que se usam para cozinhar e que estão repletos de sal e gordura de má qualidade).

Leia muito bem os rótulos dos alimentos. Evite alimentos que, por 100 g, possuem mais de 1,5 g de sal e modere a ingestão dos que têm entre 0,3 e 1,5 g de sal. Alimentos que, por 100 g, possuem valores de sal inferiores a 0,3 g são mais benéficos.

Dra. Sandra Alves
Médica e Nutricionista
Membro da Sociedade Portuguesa do AVC

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Internacional da Reciclagem – 17 de maio
No Dia Internacional da Reciclagem, que se assinala a 17 de maio, a Sociedade Ponto Verde, vem destacar o empenho dos...

Os portugueses não só têm respondido positivamente às campanhas de sensibilização levadas a cabo pela Sociedade Ponto Verde (SPV), como graças a esse empenho, e ao ato de separar as embalagens usadas em casa, encaminhando-as para reciclagem, tornam possível que a cada hora que passa uma quantidade de resíduos, equivalente ao do peso de 12 elefantes, seja desviado de aterro. Um gesto simples que permite que os resíduos sejam transformados em matéria-prima secundária, que volta a integrar novos ciclos produtivos, representando um uso mais eficiente de recursos naturais nem sempre renováveis, numa lógica de economia circular. Cada 100 toneladas de plástico reciclado, por exemplo, evitam a extração de 1 tonelada de petróleo.

Graças ao investimento realizado pela SPV em campanhas de educação e sensibilização ambientais, o País já contribuiu para a reciclagem de 7,5 milhões de toneladas de resíduos de embalagens, em resultado dos sete em cada dez lares que já fazem a separação das embalagens.

Apesar dos resultados positivos alcançados, existe ainda um considerável potencial de crescimento ao nível da adoção do hábito de separação em casa e fora de casa, resultando em maiores quantidades de embalagens usadas a encaminhar e que por si só representam um importante contributo para a desejável transição para um modelo económico circular, em detrimento do modelo assente no princípio de extrair-usar-descartar.

Adicionalmente, as novas metas de reciclagem – que irão passar dos atuais 44% para 65% até 2030 e, em 2035, para 70% -  trazem com elas desafios acrescidos e, como tal, a necessidade de um ainda maior compromisso para com esta causa. É, em face deste objetivo, que a atuação da Sociedade Ponto Verde continuará alinhada e, em proximidade estreita com os portugueses, a informar, a comunicar e a sensibilizar para que o gesto da separação de resíduos se repita multiplique e face parte da rotina dentro e fora de portas.

A Sociedade Ponto Verde lembra que se trata de uma responsabilidade partilhada por todos, e acredita que se cada um cumprir com a sua parte, não só teremos um uso mais eficiente dos recursos, como daqui surgirão modelos de negócio inovadores, em linha com os princípios da economia circular, colocando a economia mundial num caminho de crescimento sustentável. Estima-se que as medidas de prevenção dos resíduos, conceção ecológica, reutilização e outras ações “circulares” poderão gerar poupanças líquidas de cerca de 600 mil milhões de euros às empresas da UE (cerca de 8% do total do seu volume de negócios anual), criando 170.000 empregos diretos no sector da gestão de resíduos e, ao mesmo tempo, viabilizando uma redução de 2 a 4% das emissões totais anuais de gases de efeito de estufa.

Reciclagem, como contribuir

Mas o que significa afinal Reciclagem?
Reciclar é o processo que tem como objetivo transformar materiais usados em novos produtos. Esta otimização de recursos, vai ao encontro da definição de Economia Circular, um conceito estratégico e tão atual, que assenta em princípios de redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

A reciclagem de embalagens traz consigo inúmeras vantagens ambientais e económicas. A partir do simples gesto de separar as embalagens por material e colocá-las no contentor com a cor certa, estamos a ter um papel ativo na poupança ambiental uma vez que estamos a contribuir para a minimização da extração de recursos, a economizar água e energia e gerar postos de trabalho inerentes a esta área de atividade.

Basta colocar as embalagens de plástico e de metal no ecoponto amarelo; as garrafas, boiões e frascos de vidro deverão ter como destino o ecoponto verde; já o ecoponto azul deve receber as embalagens de papel cartão, bem como jornais e revistas.

Números da reciclagem de embalagens em Portugal

  • Em duas décadas, Portugal enviou para reciclagem 7,5 milhões de toneladas de resíduos de embalagens, o equivalente ao peso de 3 Pontes Vasco da Gama;
  • Existem mais de 43 mil ecopontos espalhados pelo território nacional, o triplo das caixas multibanco;
  • 71% dos portugueses fazem diariamente a separação das suas embalagens (ou seja, 7 em 10 lares já envia os seus resíduos para reciclagem);
  • 100% da população tem acesso à recolha seletiva;
  • Ao longo de 20 anos foram investidos pela SPV mais de 50 milhões de euros em ações de comunicação e sensibilização, 1M€ em projetos de responsabilidade social e mais de 2 M€ em investigação e desenvolvimento.

Algumas dicas para reciclar mais e melhor

- Não precisa de lavar as embalagens antes de as colocar no ecoponto;

- Deve espalmar as embalagens para otimizar espaço no seu ecoponto;

- As latas de conserva devem ser colocadas no ecoponto amarelo;

- Os guardanapos e papel de cozinha devem ser colocados no lixo indiferenciado;

- Não precisa de retirar os rótulos das suas embalagens quando as coloca no ecoponto;

- Os pacotes de bebidas devem ir para o ecoponto amarelo;

- Se uma embalagem for constituída por vários materiais e não for possível separá-los, pode colocar no ecoponto do material predominante;

- Os copos de vidro partidos devem ser depositados no lixo indiferenciado;

- O esferovite deve ser colocado no ecoponto amarelo.

Após 75 fiscalizações
Duas cantinas escolares foram encerradas nos primeiros quatro meses do ano pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica,...

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) diz que instaurou, entre janeiro e o final de abril, 15 processos de contraordenação nas ações que desenvolveu na área da restauração em escolas.

Os espaços fechados já regularizaram a situação, o que permitiu a sua reabertura, acrescentou a ASAE, sem especificar a que áreas do país pertencem estas duas cantinas.

Dos 15 processos de contraordenação instaurados nos primeiros quatro meses deste ano, as principais infrações detetadas foram o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de processo ou processos baseados nos princípios do processo de certificação (HACCP) e a não atualização dos documentos que descrevem estes processos.

A ASAE tinha anunciado no final de dezembro a suspensão de uma cantina escolar e a instauração de 23 processos de contraordenação no âmbito de ações de fiscalização de restauração em escolas realizadas nas últimas semanas do primeiro período letivo.

Na altura, a autoridade de segurança alimentar explicou que tinha fiscalizado 129 operadores económicos, tendo sido determinada a suspensão de atividade de uma cantina escolar por falta de higiene.

A qualidade da comida servida nas cantinas e refeitório escolares foi questionada pelos pais e alunos de alguns estabelecimentos de ensino no início do ano escolar e, na altura, foram apresentadas dezenas de queixas.

Questionado, o Ministério da Educação (ME) garantiu que tem acompanhado a questão da qualidade das refeições escolares “com trabalho realizado a montante e a jusante do fornecimento, procedendo à sua regulação, monitorização e controlo”.

“As empresas têm de cumprir regras, cabendo à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) o acompanhamento das escolas com técnicos, que dão apoio e fazem visitas-surpresa, tendo o ministério vindo a reforçar as ações de fiscalização”, acrescentou.

Sublinhando o acompanhamento constante do fornecimento das refeições escolares, “segundo princípios dietéticos de quantidade, qualidade e variedade e com observância das normas de higiene e segurança alimentar”, o ministério recorda que foi criado no final do ano passado o Plano Integrado de Controlo da Qualidade e Quantidade das Refeições Servidas nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Públicos.

Este plano, acrescenta, “prevê uma maior monitorização e o cumprimento de todas as normas legais e regulamentares aplicáveis, bem como as obrigações resultantes dos contratos de fornecimento de refeições em vigor”.

Diz igualmente que as reclamações relativas às refeições servidas nas escolas públicas têm diminuído desde o início da fiscalização levada a cabo pela DGEstE.

De acordo com o ME, a quantidade de refeições servidas diariamente nas escolas deverá rondar o meio milhão nos estabelecimentos do 2.º, 3.º ciclos e secundário, uma vez que nos jardins de infância e no 1.º ciclo esta matéria é da competência das autarquias.

Desde o início do ano letivo, as escolas têm de disponibilizar pelo menos uma opção diária de refeições vegetarianas, que se têm revelado residuais segundo os dados recolhidos pela Lusa.

Desde Janeiro, a UNISELF, a única das cinco empresas que fornecem refeições escolares que respondeu aos dados solicitados há um mês pela agência Lusa e que abrange 600 escolas, serviu um total de 3,4 milhões de refeições por mês e, em média, 170 mil refeições por dia. As refeições vegetarianas representam apenas 1,77% deste consumo.

“Nas escolas onde a procura da opção vegetariana é reduzida, poderá existir, de acordo com a lei, um regime de inscrição prévio”, acrescenta a UNISELF.

Num levantamento feito em outubro do ano passado, as opções vegetarianas nas escolas não representavam mais de 1% do total.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do continente, Açores e Madeira apresentam hoje um risco muito elevado e elevado de exposição à radiação...

Todas as regiões do país estão com risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), com exceção de Braga, Viana do Castelo e o arquipélago da Madeira, que estão com níveis elevados.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade a partir da tarde e em especial nas regiões do interior, possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada a partir da tarde nas regiões do interior, em especial do Norte e Centro.

Está também previsto vento fraco a moderado do quadrante leste, rodando para o quadrante oeste a partir da tarde, e soprando moderado de nordeste nas terras altas até meio da manhã e para o final do dia.

A previsão aponta ainda para a possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal no litoral Centro, pequena subida da temperatura mínima e descida da máxima na região Sul.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 10 graus Celsius (em Bragança e na Guarda) e os 17 (em Lisboa e Portalegre) e as máximas entre os 22 (na Guarda) e os 29 (em Coimbra e Braga).

Na Madeira prevê-se céu geralmente muito nublado, com abertas nas vertentes sul da ilha, aguaceiros fracos, mais prováveis nas vertentes norte e nas zonas montanhosas e vento moderado de norte, soprando forte e com rajadas até 65 quilómetros por hora nas zonas montanhosas e no extremo leste até ao início da tarde.

No Funchal as temperaturas vão variar entre 16 e 21 graus.

No grupo ocidental dos Açores (Corvo e Flores) prevê-se céu geralmente pouco nublado e vento oeste bonançoso.

No grupo central (S. Jorge, Terceira, Graciosa, Pico e Faial) prevê-se períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento fraco a bonançoso de noroeste.

O IPMA prevê para hoje no grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) períodos de céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos durante a madrugada e manhã e vento norte bonançoso a moderado, rodando para nordeste.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão variar entre 14 e os 23, na Horta entre os 14 e os 22, em Angra do Heroísmo entre 13 e os 22 e em Ponta Delgada entre os 13 e os 21 graus.

Em Portugal
Várias comunidades religiosas presentes em Portugal manifestaram ontem, numa declaração conjunta, a sua oposição à legalização...

O texto do Grupo Inter-Religioso de Trabalho para as questões da Saúde (GTIR/Saúde), que reúne representantes de mais de uma dezena de comunidades religiosas, foi ontem apresentado e assinado, no final de uma conferência sobre a temática na Academia das Ciências, em Lisboa, pelos representantes das diversas religiões.

“Nós, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana é inviolável até à morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas razões, em nome da humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religião, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposição à sua legalização em qualquer das suas formas, seja o suicídio assistido, seja a eutanásia”, refere o grupo, no texto conjunto.

O documento foi assinado pelo cardeal patriarca de Lisboa (Igreja Católica), pelo representante da Comunidade Islâmica de Lisboa, pelo patriarcado Ecuménico de Constantinopla, pela União Budista Portuguesa, pela União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, pela Aliança Evangélica Portuguesa, pela Comunidade Hindu de Portugal e pela Comunidade Israelita de Lisboa.

“Nós, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana é inviolável até à morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas razões, em nome da humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religião, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposição à sua legalização em qualquer das suas formas, seja o suicídio assistido, seja a eutanásia”, refere o grupo no texto conjunto.

Com o titulo “Cuidar até ao fim com compaixão”, o documento das confissões religiosas signatárias será entregue à Assembleia da República e ao Presidente da República.

Consideram os signatários que "o debate em curso na sociedade portuguesa sobre a realidade a que se tem chamado morte assistida convoca todos a realizarem uma reflexão e a oferecerem o seu contributo para enriquecer um processo de diálogo que necessita da intervenção da pluralidade dos atores sociais".

No documento defendem que a vida não só não perde dignidade quando se aproxima do seu termo, como "a particular vulnerabilidade de que se reveste nesta etapa é, antes, um título de especial dignidade porque pede proximidade e cuidado".

Para os signatários, a experiência diz que quem se sente acompanhado não desespera perante a morte e não pede para morrer, pelo que se comprometem com os que vivem esta etapa a oferecer a possibilidade de uma morte humanamente acompanhada.

Nesse sentido apontam a necessidade de maior reforço dos cuidados paliativos, considerando-os “uma exigência inadiável”.

“A verdadeira compaixão não é insistir em tratamentos fúteis, na tentativa de prolongar a vida, mas ajudar a pessoa a viver o mais humanamente possível a própria morte, respeitando a naturalidade desta. Os cuidados paliativos fazem-no, valorizando a pessoa até ao seu fim natural, aliviando o seu sofrimento e combatendo a solidão pela presença da família e de outros que lhe sejam significativos”, escrevem.

“Interpelamos a sociedade portuguesa para corresponder à exigência não mais adiável de estender a todos o acesso aos cuidados paliativos e assumimos a disponibilidade e a vontade de fazermos tudo o que esteja ao nosso alcance para participar neste verdadeiro desígnio nacional. E não podemos deixar de interrogar se a presente discussão, antes de realizado este investimento, não enfermará de falta de propósito”, adiantam.

O Grupo de Trabalho Inter-religioso para as questões da Saúde surge na sequência da aprovação pelo Estado Português do Decreto-Lei 253/2009 de 23 de setembro, que reconhece o direito dos doentes internados em estabelecimentos de saúde do Sistema Nacional de Saúde a serem assistidos espiritual e religiosamente por membros das suas comunidades religiosas de pertença.

Este grupo, que engloba as comunidades Islâmica, Israelita, Budista, Hindu e Bahá’í, as Igrejas Adventista, Ortodoxa e Católica, a Aliança Evangélica e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC), tem como objetivo acompanhar o processo de aplicação da nova regulamentação.

O parlamento vai discutir a 29 de maio os quatro projetos, do PAN, BE, PS e PEV, sobre a morte medicamente assistida.

Dermatologista alerta
As ilhas açorianas de São Miguel e de Santa Maria têm maior incidência de melanoma (cancro da pele) do que a média nacional,...

"Temos uma incidência de melanoma ligeiramente superior à média nacional. A média nacional é de dez casos por cada 100 mil habitantes, os dados estatísticos que eu tenho são do grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) do arquipélago dos Açores e temos 11,8 casos por cada 100 mil habitantes", afirmou Patrícia Santos.

A médica especialista em dermatologia e venereologia admitiu que "as incidências do melanoma ainda não começaram a diminuir", continuando a chegar "muitos casos" de cancro de pele ao maior Hospital dos Açores, em Ponta delgada (ilha de São Miguel).

"Primeiro, porque nós temos umas ilhas em que grande parte da atividade profissional é dedicada à agricultura, à pecuária e às pescas, e as pessoas estão expostas cronicamente ao sol. Por outro lado, porque o acesso rápido às praias dos Açores faz com que em cinco minutos qualquer um de nós esteja numa praia e isso potencia esses comportamentos de risco", sublinhou.

Patrícia Santos defendeu "a adoção de hábitos de vida saudáveis", porque continua a existir "uma elevada incidência de cancro" nos Açores devido a “tabagismo, alcoolismo, hábitos de sedentarismo, alimentação incorreta e excesso de exposição ao sol".

"Na realidade a maior parte das pessoas vão nas horas de maior calor e apanham escaldões, ficam com a pele vermelha ou rosada, que já é uma queimadura de primeiro grau, já está a danificar o DNA das células e de forma cumulativa pode levar um dia ao aparecimento de melanoma", disse.

O Hospital de Ponta Delgada promoveu ontem na consulta externa-polivalente um rastreio de cancro de pele que esgotou as 65 vagas disponíveis em 45 minutos desde a abertura de inscrições, que arrancou esta terça-feira às 08:30 (mais uma em Lisboa).

"Tem o objetivo de identificar sinais suspeitos e pessoas pertencentes a grupos de risco, efetivamente cancros de pele. Queremos diagnosticar cancros de pele, até porque o melanoma, que é o tumor maligno mais grave quando diagnosticado numa fase inicial, é potencialmente curável", explicou a médica.

Patrícia Santos disse que desde 2007 são promovidos rastreios no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), sendo que já foram diagnosticados desde então vários casos de cancro de pele, nomeadamente de melanoma, no âmbito deste tipo de ações de sensibilização.

O rastreio, que decorreu ontem no maior hospital dos Açores, insere-se no Programa europeu do Euromelanoma 2018, que em Portugal é organizado pela Associação Portuguesa de cancro cutâneo e que "é mais uma campanha de prevenção para o cancro de pele".

Estudo
Mais de um terço dos portugueses sofre de hipertensão, uma doença que afeta mais os homens do que as mulheres, segundo os...

Realizado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este inquérito analisou a tensão arterial dos portugueses e concluiu que 2,4 milhões de portugueses têm hipertensão, cujo Dia Mundial é hoje assinalado.

No estudo, além da medição da tensão arterial, foi considerada a toma de medicamentos para a hipertensão nas duas semanas anteriores à entrevista.

O Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) estudou 4.911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), cerca de três quintos (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

A hipertensão é mais frequente nos homens, atingindo quase 40% da população masculina e 32% das mulheres portuguesas.

A prevalência da hipertensão é mais elevada (62,6%) na população com “nenhuma escolaridade ou com o primeiro ciclo”, enquanto na população com “ensino superior” 15,5% sofrem de hipertensão.

Relativamente à ocupação profissional cerca de 65% dos reformados, domésticos ou estudantes têm hipertensão, enquanto a taxa de hipertensos desempregados ronda os 30% e a dos empregados se fixa nos 24,7 por cento.

De acordo com os dados do INSEF mais de 70% da população acima dos 65 anos têm hipertensão e entre os 25 e os 34 anos cerca de 6% são hipertensos.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão os doentes com hipertensão têm um maior risco de morte ou desenvolvimento de determinadas doenças como a insuficiência cardíaca, acidentes vasculares cerebrais (AVC), enfarte do miocárdio, insuficiência renal ou perda gradual da visão.

No âmbito da celebração do Dia Mundial da Hipertensão, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão escolheu Almada para “capital nacional das comemorações” com a realização de vários rastreios e atividades para a população.

Pedrógão Grande
A Inspeção-Geral da Administração Interna instaurou um processo de inquérito, que ainda decorre, a elementos da Autoridade...

Numa resposta enviada hoje à agência Lusa, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) indica que se encontra em fase de instrução “um processo de inquérito cujo objeto se cinge ao apuramento de eventuais responsabilidades disciplinares por parte de diversos intervenientes da estrutura da Proteção Civil na sequência de violação de deveres funcionais dos respetivos protagonistas”.

A IGAI adianta que este inquérito foi instaurado após ter recebido o relatório feito pela Direção Nacional de Auditoria e Fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) aos incêndios de Pedrogão Grande em junho de 2017.

Este relatório, entregue ao ministro da Administração Interna (MAI) em novembro do ano passado e que não foi divulgado na altura por se encontrar em segredo de justiça, aponta falhas ao combate inicial e revela que não existem provas documentais.

“Importa referir que ao longo do presente inquérito sempre nos deparámos com limitações na obtenção de elementos de prova não consentâneas com as possibilidades que fornecem as tecnologias atuais”, indica o documento, que foi divulgado no início do mês pela Procuradoria-Geral da República.

O relatório, que o MAI enviou para o Ministério Público e IGAI, precisa que “não foi possível aceder a um único SITAC [quadro de situação tática], a um único quadro de informação das células ou a um PEA [plano estratégico de ação]”, já que “todos esses documentos haviam sido ou apagados dos quadros da VCOC [viatura de comando e comunicações] e VPCC [veículo de planeamento, comando e comunicações] ou destruídos os documentos em papel que os suportavam”.

A IGAI está ainda a realizar uma auditoria extraordinária ao funcionamento da ANPC durante os incêndios que decorreram entre 14 e 16 de outubro de 2017, que foi pedida pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Os incêndios de junho e outubro do ano passado provocaram 115 mortos e mais de 300 feridos.

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde emitiu hoje orientações clínicas para os médicos do Serviço Nacional da Saúde poderem administrar às...

De acordo com a norma “Profilaxia de Pré-exposição da Infeção por VIH no Adulto”, estas pessoas devem ser referenciadas para consulta de especialidade hospitalar, que deverá acontecer no prazo máximo de 30 dias.

Em risco acrescido de contrair o vírus, estão as pessoas que nos últimos seis meses tiveram relações sexuais sem uso consistente de preservativo, com parceiros que desconhecem se estão infetados, com diagnóstico de infeção sexualmente transmissível (IST) ou com pessoas cujo parceiro está infetado por VIH, sem acompanhamento médico ou sem terapêutica antirretroviral e que não utiliza sempre preservativo.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), estão ainda em risco as pessoas que usam substâncias psicoativas durante as relações sexuais, utilizadores de drogas injetadas que partilham agulhas, seringas e material, e “parceiros serodiscordantes em situação de preconceção ou gravidez”.

As orientações clínicas, publicadas no ‘site’ da DGS, referem ainda que a decisão da prescrição da profilaxia de pré-exposição (PrEP) deve ser precedida de uma avaliação clínica e de outras medidas preventivas, entre as quais a definição de um plano de prevenção de VIH e de outras IST, a disponibilização de preservativos e referenciação a programas específicos de apoio.

Também deve ser avaliado o conhecimento da pessoa acerca da PrEP, a “sua motivação e capacidade de adesão”, e a existência de comorbilidades que podem contraindicar a sua prescrição ou a presença de sinais ou sintomas sugestivos de infeção por VIH em fase aguda.

A DGS recomenda ainda a “recolha da história medicamentosa concomitante e avaliação do risco de potenciais interações farmacológicas” e a “investigação, em mulheres em idade fértil, sobre eventuais planos de gravidez”, devendo ser prescrito e realizado teste da gravidez.

O medicamento não deve ser prescrito a pessoas com serologia positiva ou desconhecida para VIH ou que tenha “presença de sinais ou sintomas de infeção aguda por VIH”.

Segundo a DGS, a prescrição do medicamento, sujeita a prévia avaliação fármaco-terapêutica e fármaco-económica pelo Infarmed, deve ser realizada por médicos que integram a rede de referenciação hospitalar para a infeção por VIH.

Contactada pela agência Lusa, a diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, Isabel Aldir, disse que esta norma foi publicada no final de novembro do ano passado e que hoje foi atualizada.

“As normas têm um período de discussão pública, as pessoas individuais, as sociedades científicas, as indústrias, entre outros, podem dar os seus contributos, depois a norma é revista, de acordo com os contributos recebidos, e depois é encerrada na sua forma final e foi isso que aconteceu”, explicou Isabel Aldir.

Segundo a responsável, o medicamento ainda está num processo de avaliação por parte do Infarmed no que diz respeito à comparticipação. “Na realidade só em abril último é que a norma começou a ser aplicada e através de um programa de acesso precoce”.

Adexo celebra o Dia Nacional e Europeu de Luta contra a Obesidade
De 18 a 21 de maio, a Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal (Adexo) vai organizar iniciativas em várias zonas do...

As iniciativas que visam sensibilizar para a obesidade enquanto problema de saúde pública e epidemia do século XXI começam no dia 18 de maio, em Alvarenga, no município de Arouca, com uma caminhada pelos Passadiços do Paiva organizada por 50 alunos da Escola Secundária Dr. Serafim Leite. Aqui será demonstrada a forma como o exercício físico, a alimentação e o equilíbrio com a natureza são benéficos para evitar e combater a obesidade.

A 19 de maio, Dia Nacional e Europeu de Luta contra a Obesidade, será anunciada em Évora a integração dos Médicos de Família no processo de tratamento da obesidade e assinado um protocolo para redução das listas de espera para cirurgia no Hospital Espírito Santo.

O programa promovido pela Adexo termina em Lisboa, no novo parque Campo das Cebolas, com uma ação em parceria com a PSP. No dia 21 de maio, entre as 14h e as 19h, será aqui realizado um grande encontro geracional que reunirá 150 jovens e 150 idosos numa tarde de atividades que passarão pelo exercício físico, rastreios, informação e aconselhamento, Taiji Bailong Ball, e jogos.

Dia Mundial da Hipertensão assinala-se a 17 de maio
A hipertensão arterial é uma doença crónica que se carateriza pela pressão sanguínea nas artérias acima dos valores...

Esta doença pode não causar sintomas inicialmente, mas com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os principais órgãos do organismo, como o cérebro e o coração, provocando sintomas como dores de cabeça, tonturas e aumento da frequência cardíaca.

A longo prazo, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco do enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, que ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. O enfarte é uma emergência médica que requer um tratamento imediato.

O diagnóstico da hipertensão arterial requer a medição de uma pressão arterial elevada em três ocasiões diferentes ao longo de um período de uma semana ou mais. A hipertensão arterial tem tratamento e deve ser indicado pelo médico, dependendo da gravidade da doença.

Para prevenir a hipertensão arterial é necessário alterar os hábitos de vida, evitando o excesso de sal na alimentação, a obesidade, o tabagismo e o consumo de álcool.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt.

 

No Porto
O Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Santo António realizou hoje um tratamento percutâneo da hipertensão pulmonar crónica...

Segundo explicou Henrique Cyrne de Carvalho, diretor do Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar do Porto e professor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, trata-se de “um tratamento pioneiro de um grupo de doentes que tem uma morbilidade e mortalidade muito alta”.

“Os doentes que tinham indicação para angioplastia pulmonar iam a França ao centro onde está concentrada esta atividade. Agora já podem fazê-lo em Portugal, o que representa um benefício enorme, não só ao nível de encargos financeiros, mas também de desconforto para os doentes”, sublinhou.

Henrique Cyrne de Carvalho disse que as primeiras angioplastias pulmonares do Laboratório de Hemodinâmica do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santo António foram realizadas em abril. Hoje realizou-se uma segunda sessão, que foi inserida numa iniciativa formativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

Os doentes foram selecionados pela Unidade de Doença Vascular Pulmonar e avaliados pelo especialista francês Philippe Brenot, responsável pelo polo de imagiologia e terapêutica de intervenção do Hospital Marie-Lannelongue (Paris), que hoje esteve presente e orientou as intervenções.

Habitualmente os doentes do Centro Hospitalar do Porto (CHP) com indicação para esta terapêutica eram tratados em Paris, através do programa de Mobilidade Internacional de Doentes da Direção-Geral da Saúde.

“O desenvolvimento do trabalho de cooperação clínica e científica entre o CHP e o Hospital Marie-Lannelongue, permitirá tratá-los no nosso hospital”, sublinhou Henrique Cyrne Carvalho.

Referiu que sendo o CHP uma referência nacional e um centro europeu reconhecido em doença vascular pulmonar, pretende-se o desenvolvimento desta “técnica inovadora”, com benefícios para os doentes, ganhos económicos e crescimento técnico-científico da instituição.

Um dos casos intervencionados em abril foi “uma doente que precisava de oxigénio 14 horas por dia e que neste momento vive a sua vida independente do oxigénio”, frisou Henrique Cyrne de Carvalho.

Em declarações à Lusa, Abílio Reis, coordenador da Unidade da Doença Vascular Pulmonar do CHP, esta é uma das opções para tratamento destes doentes, existindo ainda a cirurgia (endarterectomia pulmonar), que pode ser curativa, e o tratamento com fármacos.

“Quando a cirurgia não é indicada, por diversas razões, nessa altura, utilizamos a terapêutica médica e este tipo de procedimento que consiste em ir ao local das leões e tentar ‘esmagar’ o tronco que lá existe, fazendo com que o sangue volte a circular naquela zona”, explicou Abílio Reis.

A hipertensão pulmonar tromboembólica crónica caracteriza-se pela persistência de trombos sob a forma de tecido organizado obstruindo as artérias pulmonares. A consequência é um aumento da resistência vascular pulmonar resultando em hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita progressiva.

O curso a decorrer hoje no Hospital de Santo António insere-se na iniciativa D@CL da APIC que pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos, em cardiologia de intervenção.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

Especialista
A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade defendeu hoje que só uma “ação concertada” com profissionais de várias...

“Só com uma ação concertada com vários profissionais de saúde é que vamos conseguir tratar este grave problema”, que “já é tão transversal, desde a infância, à idade adulta e aos idosos, que temos que ter medidas para atacar todas essas frentes”, disse a presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Paula Freitas.

Nos últimos anos, tem vindo a aumentar a prevalência da obesidade, que atinge neste momento 22,3% da população adulta portuguesa. Há ainda 34,8% com pré-obesidade, salientou a endocrinologista, que falava a propósito do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, que se assinala no sábado.

“Algo tem que ser feito para travar esta progressão”, defendeu, apontando algumas medidas como a comparticipação dos medicamentos para a obesidade, como acontece para outras doenças crónicas como a diabetes ou a hipertensão arterial.

“Portugal foi um dos primeiros países a considerar a obesidade como doença. No entanto, até hoje nenhum fármaco para o tratamento da obesidade foi comparticipado”, lamentou.

Tendo em conta que a obesidade é “muito mais prevalente” nas classes mais desfavorecidas, o problema agrava-se. Estas pessoas “não têm acesso aos medicamentos”, porque não os podem comprar. Mas “daqui a uns anos, o Serviço Nacional da Saúde vai pagar o tratamento das doenças e de todas as comorbilidades associadas à obesidade”, que podiam ser evitadas se a doença fosse tratada na fase inicial.

“Temos que pôr a obesidade no centro e tratá-la de uma forma agressiva a partir do centro e não andar a tratar todas as doenças que estão à volta”, disse, defendendo que é preciso dotar os cuidados de saúde primários com as ferramentas necessárias para o fazer.

Para Paula Freitas, a obesidade só consegue ser tratada com o “auxílio dos médicos de várias especialidades”, com nutricionistas, e fisiologistas. Contudo, os médicos de família “são imprescindíveis, porque são eles que têm toda a população”.

Os médicos de família devem sinalizar a pessoa, ajudá-la, orientá-la e referenciar os casos mais graves para os cuidados hospitalares. O “mais importante” é identificar o problema que está por trás da obesidade e dar a solução adequada a cada pessoa”.

“É importante travar a obesidade para que as complicações associadas não venham a surgir a longo prazo”, mas também para reduzir custos na saúde.

Esta doença está associada a custos no seu tratamento, nas consultas, mas o que “custa muito mais ao erário público” é tratar as suas complicações. “Quanto é que custa tratar o AVC, um enfarte do miocárdio, um cancro? Seguramente custa muito mais do que se se tratasse o problema muito mais cedo ou até se o preveníssemos”, frisou.

Apesar de Portugal já ter “algumas armas terapêuticas”, são precisas mais porque a obesidade é uma doença complexa e multifatorial.

Para a combater, são necessárias medidas de prevenção primária dirigidas a toda a população, educação para a saúde e medidas de prevenção secundária para os indivíduos que estão em risco, impedindo que evoluam para formas de obesidade mórbida, e para os que já têm a doença em formas mais graves proporcionar-lhes os tratamentos adequados, rematou.

Cancro de pele
O melanoma é um tumor maligno que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, o pigm

Fatores de risco para o melanoma

  1. Exposição excessiva a radiação ultravioleta (proveniente do sol, solários): é a principal causa do melanoma. Cerca de 95% dos casos de melanoma são atribuídos à exposição ultravioleta, tanto a cumulativa ao longo da vida como a intensa e intermitente. A ocorrência de 5 ou mais queimaduras solares prévias ("escaldões") entre os 15 e 20 anos aumenta o risco de melanoma em 80%.
  2. Características individuais: pele clara, com sardas; cabelo e olhos claros; pele que bronzeia pouco e queima facilmente.
  3. Presença de mais de 50 nevos ("sinais"), ou de nevos grandes ou atípicos.
  4. Imunossupressão (ex: doentes transplantados).
  5. História prévia de melanoma ou outro tipo de cancro de pele.
  6. História prévia de outros cancros (ex: cancro da mama, tiróide).
  7. Genética: algumas pessoas herdam genes que aumentam o risco de melanoma.
  8. História familiar de melanoma: 5 a 10%  dos doentes com melanoma têm familiares afetados pela doença; a existência de pelo menos um familiar afetado aumenta o risco em 2,2 vezes.

Apresentação clínica do melanoma

O melanoma surge mais frequentemente como uma lesão nova na pele (70% dos casos), embora também possa desenvolver-se a partir da transformação de um sinal pré-existente (30% dos casos).

O melanoma apresenta habitualmente crescimento muito rápido, e se não for tratado, pode espalhar-se rapidamente para outras partes do corpo, podendo provocar a morte.

O acrónimo "ABCDE" pode ser usado para lembrar as características clínicas do melanoma:

Assimetria: uma metade é diferente da outra metade

Bordo: bordo irregular

Cor: presença de múltiplas cores (diferentes tonalidades de castanho, preto e por vezes de vermelho, azul e branco).

Diâmetro: diâmetro superior a 6 mm

Evolução: alteração do tamanho, forma ou cor.

É importante salientar que nem todos os melanomas seguem as regras do ABCDE, e que existem sinais benignos que apresentam uma ou mais destas características.

Embora o melanoma seja muitas vezes assintomático, pode causar comichão ou dor.

Autoexame da pele

O autoexame da pele é uma das principais medidas que podem levar a uma deteção atempada do melanoma.

Durante a realização do autoexame, devem ser procurados os seguintes sinais de alarme:

Regra ABCDE (acima descrita)

Sinal com aparência diferente dos restantes (regra do "patinho feio")

Sinal que provoque ardor, comichão ou hemorragia

Se for encontrada na pele uma lesão suspeita, deve ser consultado de imediato o médico dermatologista.

Diagnóstico do melanoma

O diagnóstico começa pela observação clínica da totalidade da pele, complementada muitas vezes com a utilização do dermatoscópio (aparelho que fornece luz e amplia as lesões).

Perante uma lesão suspeita, o médico procede à remoção da mesma (ou parte dela), para ser analisada ao microscópio (exame histológico).

O exame histológico é indispensável para o diagnóstico definitivo de melanoma e determinação da sua gravidade (que depende da profundidade da lesão).

Tratamento do melanoma

O tratamento do melanoma depende principalmente do estadio da doença e do estado geral de saúde da pessoa. Em todos os casos, é realizada a remoção cirúrgica total da lesão com margens de segurança.

Nos melanomas que já tenham disseminado para outras partes do corpo, além da cirurgia, podem ser necessárias outras terapêuticas como a quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.

Prevenção do melanoma

Uma vez que a radiação ultravioleta é o principal fator de risco no melanoma, a medida mais importante na sua prevenção é a proteção rigorosa da exposição excessiva (evitar as horas de maior exposição solar; utilizar chapéu, roupa protetora e protetor solar; não frequentar solários).

Prognóstico

O prognóstico do melanoma depende largamente do estadio em que é diagnosticado. Quando diagnosticado e tratado na fase inicial, está associado a uma taxa de sobrevida de 97% aos 5 anos, mas esta baixa para 10% no estadio mais avançado.

O diagnóstico precoce é fundamental e pode salvar a vida. A realização regular de autoexames à pele e avaliação periódica em consulta de Dermatologia são medidas importantes, recomendadas a todas as pessoas, que ajudam na deteção precoce do melanoma.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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