Registo Oncológico
O secretário regional da saúde dos Açores, Rui Luís, admitiu que anualmente "surgem cerca de 1.100 novos casos de cancro...

"O Registo Oncológico, numa série de 1997 a 2014, revela-nos que todos os anos surgem nos Açores cerca de 1.100 novos casos de cancro", informou Rui Luís citado numa nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS) do Governo Regional dos Açores.

Segundo a mesma nota, esse número foi revelado por Rui Luís no âmbito das Jornadas de Radioncologia, que decorreram na passada sexta-feira, em Ponta Delgada.

Rui Luís falava sobre o investimento feito pelo Governo Regional em "programas de rastreios oncológicos" como forma de "prevenção primária" adequada "à realidade arquipelágica".

"Temos quatro rastreios a funcionar nos Açores, tendo sido rastreadas cerca de 180 mil pessoas e, por essa via, já foram detetados perto de 400 cancros, o que tem sido muito positivo, porque são deteções precoces e é fundamental para a evolução no tratamento", afirmou Rui Luís.

O governante anunciou, também, a criação de uma "rede de referenciação oncológica" nos Açores, destacando a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e do acompanhamento dos doentes oncológicos da Região.

"Na última reunião do Conselho Consultivo de Combate à Doença Oncológica foi analisada uma proposta de criação de uma Rede de Referenciação Oncológica, havendo abertura por parte da Direção Regional de Saúde, pelo que penso que, muito em breve, teremos uma ferramenta importante para melhorar as condições de diagnóstico dos doentes oncológicos", revelou Rui Luís à margem de uma mesa redonda sobre 'Insularidade e Investimentos em Oncologia'.

O secretário regional da saúde referiu, ainda, que estão a ser elaborados protocolos de abordagem comum entre os três hospitais dos Açores (hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta) para o diagnóstico, tratamento e seguimento da doença oncológica.

Ministério
O Ministério da Saúde assegurou que o tempo de espera para a realização da primeira consulta hospitalar de obesidade é inferior...

O presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO), Carlos Oliveira, acusou os hospitais de controlarem as entradas nas primeiras consultas para a obesidade para não terem grandes listas de espera.

Numa resposta, o Ministério da Saúde (MS) refutou estas acusações afirmando que o tempo máximo de resposta garantido para a consulta de obesidade é inferior a outras especialidades.

"Se a ADEXO tem conhecimento de alguma situação desta natureza em algum hospital, deverá informar a ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] para a situação ser averiguada junto do hospital", defendeu.

Em declarações, o presidente da ADEXO afirmou que as consultas estão a ser feitas, mas "o problema é que só deixam entrar em função das [pessoas] que saem em cirurgia": "Um hospital este ano fez por exemplo 60 cirurgias, o ano passado tinha uma lista de espera, este ano tem a mesma lista de espera, alguma coisa não está bem".

"Se deixassem entrar todas as pessoas que se querem inscrever, as listas eram substancialmente superiores", sustentou.

O Ministério da Saúde disse que não emitiu qualquer orientação nesse sentido. "Pelo contrário, a orientação que existe é para que sejam inscritos em Lista de Inscritos para Cirurgia todos os utentes que tenham necessidades cirúrgicas identificadas pelos profissionais de saúde que têm competência para efetuar essa avaliação".

Lembrou ainda que os doentes inscritos no Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade (PTCO) têm um plano determinado em portaria com orientações emanadas pela ACSS e pela Direção-Geral da Saúde.

O processo inicia-se com a referenciação pelos Cuidados de Saúde Primários ou por uma entidade hospitalar para tratamento cirúrgico da obesidade para um centro de tratamento autorizado pela DGS, explicou o MS.

Esse hospital dispõe de 60 dias para realizar a primeira consulta de especialidade, que é uma consulta multidisciplinar, posteriormente o Hospitalar dispõe de outros 60 dias para elaborar o plano de cuidados (proposta cirúrgica) e, a partir dessa data, um Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG) de seis meses para proceder à cirurgia.

Reforçar equipas
O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, com sede em Penafiel, anunciou a contratação de 15 novos médicos, de várias...

Segundo um comunicado, foram admitidos especialistas de anestesiologia, cirurgia geral, infeciologia, medicina interna, nefrologia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pediatria e pneumologia, áreas com carências no centro hospitalar.

"O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) vê assim minorada a carência de especialistas e pode continuar o combate às listas de espera de cirurgia e consulta externa", assinala-se no comunicado.

Admite-se também que "subsistem ainda algumas limitações em várias especialidades", mas ressalva-se que a contratação agora anunciada "é um momento de satisfação".

No comunicado destaca-se que, pela primeira vez, foi contratado para o CHTS um especialista de infeciologia, "dando assim mais um passo na diferenciação dos cuidados prestados à população".

Especialista
O diretor do serviço de doenças infeciosas do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, admitiu que nos últimos anos...

"Nós temos tido ultimamente cerca de 10, 12, 14 casos por ano", adiantou Francisco Melo Mota aos jornalistas, à margem do curso de atualização em virologia clínica que decorreu sexta-feira no Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O especialista lembrou que "no início do ano 2000" já se tinham registado "números bastante elevados", tendo em conta a população nos Açores, um cenário que foi depois alterado com "um decréscimo bastante acentuado".

Porém, agora há novamente uma subida – nos últimos dois/três anos o número “aumentou ligeiramente” -, mas o responsável sublinhou também que muitos doentes de outras ilhas têm optado para ir para São Miguel (a maior ilha do arquipélago) devido ao estigma relacionado com a doença.

Francisco Melo Mota defende, por isso, uma aposta na prevenção, para contrariar o aumento de casos.

"A doença neste momento não tem cura ainda, quer dizer, por mais que se diga que as pessoas têm uma ótima qualidade de vida, nós temos doentes com mais de 20 anos em tratamento, mas não há cura, ficam presos o resto da vida, por assim dizer, à medicação", sublinhou.

Também o presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Virologia alertou para o "pico" nas doenças sexualmente transmissíveis em Portugal, como é o caso da SIDA, associando este fenómeno ao "excesso de confiança" da população e com o aparecimento das "terapêuticas eficazes" no tratamento do VIH/SIDA.

"As pessoas acham que não têm de se proteger e aquilo que nós assistimos no nosso dia-a-dia - e eu nunca assisti a isso e já sou microbiologista há mais de 30 anos - é um recrudescimento das doenças de infeção sexual, precisamente porque as pessoas agora não se protegem, acham que já não há doenças propriamente mortais e a SIDA nalguns locais está a reaparecer", disse Paulo Paixão.

Nos Açores há ainda outro vírus que causa preocupação – o da hepatite C, que aparece sobretudo associada à toxicodependência.

"Ainda nos aparecem muitos doentes [com hepatite C], pelo que estamos a ver cada vez há mais. Deveria porventura haver uma maior incidência na prevenção do uso de drogas ilícitas, endovenosas essencialmente, claro. Números exatos não lhe consigo dizer, mas neste momento nós temos cerca de 200 doentes à espera de fazer o Fibroscan (exame ao fígado) para poderem ser propostos a tratamento", disse.

 

Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar
A Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar lançou na sexta-feira uma petição pela abolição das quotas na criação...

Para 2018, o Ministério da Saúde fixou uma quota máxima de 30 USF, "o que fica muito aquém" das necessidades de Portugal, disse o presidente da direção da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), João Rodrigues.

Com o regime de quotas, “todos os anos se vão acumulando candidaturas para novas USF que não evoluem”, adiantou o também coordenador da USF Serra da Lousã, neste município do distrito de Coimbra.

“Não podemos continuar com um país a duas velocidades. Neste momento, já temos 66 candidaturas acumuladas, algumas já do ano passado, e haverá ainda mais” até dezembro, sublinhou.

Ao avançar com a petição ‘online’, sob o lema “USF para todos – saúde para todos os portugueses”, a associação liderada pelo médico João Rodrigues realça que a aposta nas USF “tem demonstrado, ao longo destes 10 anos, a sua mais-valia para o cidadão” e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A implementação do modelo USF produziu uma notável alteração na realidade dos cuidados de saúde primários (CSP) em Portugal, com um impacto que transcende as próprias USF e a população nelas inscritas, pelo efeito catalisador que teve sobre todas as unidades prestadoras de cuidados de saúde”, refere.

Os resultados obtidos pelas USF nas diferentes áreas contratualizadas e “todos os estudos que têm vindo a ser realizados demonstram” que, com este modelo, os utentes e profissionais estão “mais satisfeitos” e o SNS assegura “mais e melhores cuidados e mais eficiência”.

“No entanto, esta realidade não é ainda a realidade do país, dado que 40% dos portugueses não usufrui deste modelo de prestação de cuidados, facto gerador de iniquidades importantes e desigualdades”, segundo o texto da petição.

É igualmente salientado o “forte desinvestimento verificado nos últimos anos na implementação do modelo”, cuja “face mais visível” é não terem sido criadas USF de modelo B em 2017 e 2018.

“Pela saúde dos portugueses e pela sustentabilidade do SNS, urgem medidas legislativas que acabem com as quotas para novas USF, apoiem a criação de novas USF e eliminem as quotas à evolução para USF de modelo B”, defende a USF-NA.

A petição cita um estudo da Coordenação Nacional para a Reforma do SNS - Área dos Cuidados de Saúde Primários (CNCSP), divulgado em janeiro, segundo o qual as USF têm permitido “uma redução significativa dos custos globais” dos CSP.

“Apesar do aumento do custo com os recursos humanos”, esta opção política na área dos CSP gerou uma poupança superior a 103 milhões de euros, 2015, de acordo com o estudo.

Para João Rodrigues, “isto é extremamente contraditório”.

“Há quotas porquê?”, perguntou o presidente da USF-AN.

A petição deverá reunir pelo menos 5.000 subscritores, para que o documento venha a ser discutido em plenário da Assembleia da República.

Estudo
Resultados preliminares de um estudo nacional sobre a Doença Venosa Crónica realizado pela Faculdade de Medicina do Porto...

"É alarmante que a enorme maioria das pessoas que responderam ao questionário, e que apresentavam sintomas característicos da doença, tenham referido nunca terem sido tratadas ou referenciadas e não tinham qualquer informação sobre o assunto", disse o docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Armando Mansilha, responsável pelo trabalho.

Nesta primeira fase do estudo REVEAL-CEAP, que envolveu 1.333 utentes dos Cuidados de Saúde Primários nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, verificou-se que 60% dos doentes sofre de sinais de Doença Venosa Crónica (DVC), desde as pequenas varizes às úlceras venosas e que a esmagadora maioria queixa-se de sintomas associados à patologia.

Segundo indicou, os dados preliminares deste estudo indicam igualmente que a Doença Venosa Crónica, que tem como fatores principais o sedentarismo, a obesidade e os antecedentes familiares, é mais prevalente em mulheres, com mais de 50 anos.

Este trabalho, cujos primeiros resultados foram apresentados sexta-feira na Porto Vascular Conference, na FMUP, tem como objetivo determinar a prevalência e caracterizar epidemiologicamente aqueles que têm DVC, nos cuidados de saúde primários.

"Do ponto de vista clínico, percebemos, agora factualmente, que esta é uma doença subestimada e, por isso, subtratada levando a que a doença progrida. Aquilo que hoje é uma variz com indicação para operar, amanhã é uma pele com infeção ou úlcera aberta", explicou o docente.

Na sua opinião, é necessário dar uma maior atenção a estes doentes com DVC, disponibilizar mais informação sobre a patologia, efetuar um melhor diagnóstico e promover o tratamento.

Dessa forma, é possível evitar a progressão da doença para estádios mais avançados ou crónicos, nos quais "já não há possibilidade de reverter na totalidade o quadro clínico, apesar do fortíssimo impacto que tem na qualidade de vida das pessoas", referiu o docente.

O docente acrescentou ainda que a modificação de alguns hábitos de vida para contrariar o sedentarismo e o excesso de peso - como uma alimentação adequada, a prática de exercício físico e cuidados posturais - são determinantes para controlar a patologia.

De acordo com o responsável, além das direções-gerais de saúde da Madeira e dos Açores, o estudo REVEAL-CEAP vai envolver todas as Administrações Regionais de Saúde (ARS) do continente.

Pretende-se que, no fim do estudo, tenham sido incluídos no projeto seis mil utentes, "tornando este num dos maiores estudos epidemiológicos efetuados a nível europeu e internacional", acrescentou Armando Mansilha.

Para a realização deste estudo, a FMUP conta com a parceria da Escola Nacional de Saúde Pública, da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Especialista
Os doentes hemato-oncológicos no regresso a casa, após internamento, podem gradualmente retomar a anterior dieta alimentar,...

O tema marca a reunião da primavera da Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL), dia 22 de maio, no Porto, e que é promovida duas vezes por ano (primavera e outono) para “partilha de experiências e testemunhos e boas práticas no tratamento e acompanhamento da doença oncológica”.

Segundo a presidente da associação sediada no Porto, a reunião de terça-feira pretende “esclarecer um aspeto fundamental e que, por vezes, por falta de tempo dos médicos, acaba por não ser transmitido”.

Segundo Fátima Ferreira, “os doentes, quando estão internados e em regime de isolamento, em terapias intensivas e agressivas, não podem comer nada cru, nomeadamente iogurtes, frutas cruas, frutos secos”, num conjunto de restrições que chega também aos familiares “proibidos de levar alimentação de casa”.

E se no hospital o controlo da alimentação se verifica, as confusões surgem “quando os doentes voltam para casa, achando que a dieta vai ser sempre assim”, alertou a responsável da ADL, atribuindo essa “falha, talvez por falta de tempo, aos médicos, a quem cabe fazer essa comunicação”.

“É possível ao doente, após o regresso a casa, de forma gradual, retomar a sua alimentação”, numa dieta, ainda assim, com algumas exceções, indicando a responsável, por exemplo, “os alimentos ricos em fungos, os frutos secos, que são proibidos no mês a seguir o regresso a casa”, bem como os “alimentos preparados e guardados mais do que cinco ou seis horas e os alimentos processados”.

No encontro agendado para o auditório do CIM - Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto será também abordado o impacto da quimioterapia e da radioterapia nas funções cognitivas: memória, aprendizagem e raciocínio.

De entrada gratuita, a reunião destina-se a “todos os portadores de cancro, particularmente do sangue: leucemias, linfomas e mielomas a todos os seus familiares, amigos e profissionais de saúde que com eles trabalham e convivem, bem como publico em geral”, refere o comunicado.

E numa sessão em que se falará da influência da Ayurveda (sistema milenar hindu de medicina tradicional indiana) na promoção da saúde e bem-estar, será feito o ponto de situação das atividades desenvolvidas pela associação junto dos doentes e familiares “como as sessões de reiki, o apoio domiciliário, a psicoterapia, a acupuntura e os benefícios destas práticas nos doentes oncológicos”, lê-se ainda na nota de imprensa.

A abertura do evento será feita pelo Diretor do Serviço de Hematologia do Centro Hospitalar S. João, José Eduardo Guimarães, estando a moderação a cargo da presidente da associação Fátima Ferreira, hematologista no mesmo hospital.

Programa Nacional de Diagnóstico Precoce
Nos primeiros quatro meses deste ano nasceram pelo menos 27.157 bebés, mais 198 do que no mesmo período do ano passado, segundo...

Coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, este programa cobre a quase totalidade de nascimentos.

O teste não é obrigatório e pode haver sempre mais nascimento do que testes, mas continua a ser um indicador relativo à natalidade em Portugal, tendo em conta uma taxa de quase 100% de cobertura do programa.

Nos primeiros quatro meses de 2018 foram estudados 27.157 recém-nascidos, mais 198 do que face ao período homólogo de 2017, em que se estudaram 26.959.

O maior número de testes foi realizado em Lisboa, com 8.085 testes, seguido pelo Porto, com 4.786 testes e por Braga, com 2.062. O local com menos nascimentos terá sido Bragança, com apenas 191 testes realizados.

No ano passado, o “teste do pezinho” permitiu aferir uma diminuição de nascimentos em relação a 2016.

Pelo menos 86.180 crianças nasceram em 2017, menos 1.397 do que em 2016, uma diminuição que ocorre após três anos consecutivos do aumento de nascimentos, segundo os “testes do pezinho” então realizados.

O “teste do pezinho” é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

As causas são desconhecidas
A doença inflamatória intestinal afecta em Portugal entre 7000 a 15000 portugueses.

Colite ulcerosa e Doença de Crohn - são estas as duas patologias a que nos referimos quando falamos de doenças inflamatórias intestinais.

São doenças de causa ainda desconhecida e têm em comum a presença de inflamação de gravidade variável e em maior ou menor extensão do tubo digestivo. Não são doenças com manifestações contínuas podendo evoluir por surtos e com períodos de remissão que podem ser mais ou menos longos.

No caso da colite ulcerosa atinge somente o cólon (intestino grosso) e sempre o recto e uma parte mais ou menos extensa do restante intestino mas unicamente a parede interna deste (mucosa).

A doença de Crohn pode atingir qualquer segmento do tubo digestivo, desde a boca ao ânus, e a inflamação atravessa toda a parede do tubo digestivo, mais frequentemente da parte terminal do intestino delgado (íleo) e do cólon.

Tem havido um aumento de incidência destas doenças a nível mundial sobretudo nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. Em Portugal a prevalência é intermédia e estima-se que existam cerca de 150 doentes por cada 100000 habitantes para ambas as doenças, com predomínio do sexo feminino na D. Crohn e do masculino na colite ulcerosa. Há um pico de incidência entre os 15-40 anos e um segundo pico entre os 50-80 anos.

Os sintomas são mais variáveis na D. Crohn do que na colite ulcerosa e por vezes passam anos antes de se fazer o diagnóstico. Fadiga, diarreia prolongada com dor abdominal, presença de sangue e muco nas fezes, perda de peso e febre são sintomas frequentes. Também pode haver manifestações extraintestinais que podem envolver ossos e articulações, pele, olhos e o sistema hepato-biliar.

O diagnóstico é habitualmente estabelecido, perante uma história clinica sugestiva, por estudo imagiológico (Tac, ressonância magnética, ultrassonografia) ou endoscópico. A colonoscopia com observação da parte terminal do intestino delgado(íleo) é assim, nestas doenças, de importância major.

Na colite ulcerosa observa-se sempre inflamação da mucosa do recto com maior ou menor extensão aos restantes segmentos do cólon e o envolvimento é contínuo. Na D. Crohn existem áreas afectadas alternando com áreas livres de doença podendo haver ulcerações, formação de lesões semelhantes a pólipos e, por intensa inflamação, pode mesmo haver zonas de estreitamento do intestino(estenoses) e formação de fístulas para outros órgãos ou mesmo abcessos. A área peri-anal pode ser particularmente afectada nesta doença. Durante os exames endoscópicos são colhidos pequenos fragmentos (biopsias) da parede interna do intestino(mucosa) que após observação ao microscópio contribuem para  melhor orientar um diagnóstico final.

A endoscopia digestiva alta que observa o esófago, estômago e a primeira parte do intestino delgado (duodeno) e a cápsula endoscópica que após deglutida tem a capacidade de filmar todo o trajecto do intestino delgado, detectando assim as áreas abrangidas pela doença, são também exames importantes no estudo da D. Crohn.

Não estando a dieta implicada no aparecimento ou agravamento destas doenças é no entanto importante restringir a ingestão de alimentos com alto teor de fibra em períodos de diarreia ou em doentes em que se saiba que há zonas do intestino já estreitadas (estenoses).

Os hábitos tabágicos são fortemente desaconselhados na D. Crohn e o uso de fármacos como a aspirina e os chamados anti-inflamatórios não esteroides (ex. brufen, voltaren) são interditos nestas doenças.

Como em todas as doenças, mas particularmente nestas, a relação do doente com o seu médico, neste caso o Gastroenterologista, é fundamental e o controlo de estados de ansiedade e de grande stress emocional devem ser controlados pois, ao poderem diminuir a imunidade, podem contribuir para o agravamento  das doenças com episódios de exacerbação.

Sendo doenças benignas podem, no entanto, interferir bastante com a qualidade de vida dos doentes. O tratamento não podendo ser curativo porque não se conhece a causa, tem como objectivo controlar a inflamação, evitar episódios agudos, possíveis complicações, tentando manter os doentes em remissão por períodos de tempo que se desejam longos. Uma actividade inflamatória continuada e não controlada aumenta o risco oncológico e a vigilância endoscópica é essencial após 8 a 10 anos de duração destas doenças.

O tratamento, com o aparecimento de novos fármacos nos últimos anos, tem tido grande evolução. Os chamados tratamentos biológicos são agora utilizados em casos de doenças mais agressivas ou em que haja habituação a tratamentos anteriores. No entanto, nas doenças ligeiras a moderadas, continuam a ser administrados anti-inflamatórios específicos destas doenças (ex: mesalazina) e medicamentos imunosupressores. A cirurgia fica reservada para tratar as complicações ou para situações de intractabilidade médica.

A realidade actual é francamente mais risonha para os nossos doentes, conseguindo-se com consultas programadas e vigilância, um dia a dia mais normalizado. Felizmente, a enorme estigmatização social e profissional que sofriam, num passado ainda recente, parece estar a ser progressivamente ultrapassada.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
EUA
Engenheiros da Universidade norte-americana Rutgers-New Brunswick, em Nova Jérsia, criaram um gel inteligente impresso em 3D...

Segundo um trabalho divulgado hoje na publicação científica “ACS Applied Materials & Interface” o hidrogel impresso em 3D move-se e muda de forma quando ativado por eletricidade, podendo andar para a frente e recuar e agarrar e mover objetos, disse um dos autores da investigação.

Howon Lee adiantou que a criação aquosa pode levar à criação de robots flexíveis, imitando animais marinhos como o polvo, que podem andar debaixo de água e movimentar objetos sem os danificar. O novo material pode também impulsionar a criação de corações artificiais, estômagos artificias e outros órgãos e músculos, bem como dispositivos para diagnosticar doenças, detetar e distribuir drogas e fazer inspeções subaquáticas.

“O nosso gel inteligente impresso em 3D tem um grande potencial em engenharia biomédica porque se assemelha a tecidos do corpo humano que também contém muita água e são muito moles”, disse Howon Lee, autor sénior do estudo e professor do departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial.

Materiais moles como o gel inteligente são flexíveis, muitas vezes mais baratos de produzir que materiais duros e podem ser miniaturizados, adiantou.

Os hidrogéis, que se mantêm sólidos apesar de conterem 70% de água, são encontrados no corpo humano e, por exemplo, em fraldas, lentes de contacto ou gelatina.

O processo de criação do gel inclui a projeção de luz numa solução sensível à luz e a imersão em água salgada. Segundo os responsáveis a velocidade de reação do hidrogel é controlada alterando as dimensões (fino é mais rápido do que grosso) e o gel dobra-se ou muda de forma conforme a força da solução de água salgada e do campo elétrico.

Serviço Nacional de Saúde
A Ordem dos Nutricionistas afirmou hoje que o Orçamento do Estado para 2018 prevê um reforço de 40 nutricionistas no Serviço...

A posição da Ordem surge no dia em que a Assembleia da República aprovou os projetos de resolução do PSD e do PAN para recomendar ao governo a obrigatoriedade de nutricionistas nas instituições do setor social que cuidam de idosos, medida com que estes profissionais se congratulam.

Para a Ordem dos Nutricionistas é fundamental a adoção de medidas que “revertam o atual cenário alimentar nas instituições do setor social”.

“Só com a presença de nutricionistas nestas instituições é possível definir uma alimentação adequada aos utentes, tendo em conta as necessidades e características individuais de cada um”, defende a Ordem em comunicado.

Os nutricionistas frisam que o retrato nacional da alimentação nas instituições do setor social e solidário é “alarmante” e dizem que é urgente garantir a intervenção de nutricionistas junto da população mais vulnerável, como é o caso dos idosos”.

“De acordo com o relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2017, com os resultados do Projeto Nutrition UP 65 e com o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF 2015-2016), 15% dos idosos está em risco de desnutrição e 7 em cada 10 idosos portugueses apresentam carências de vitamina D”, sustenta a Ordem.

Os nutricionistas sublinham ainda que 21% da população portuguesa tem mais de 65 anos de idade, mais de metade ingere menos cálcio do que é adequado e 85% consome mais do que os cinco gramas de sal recomendados.

Estudo
Cerca de 1,9 milhões de portugueses sofriam em 2015 de obesidade, uma doença mais prevalente nas mulheres, nos idosos e nas...

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o inquérito analisou o estado de saúde da população residente em Portugal, em 2015, com idade entre os 25 e os 74 anos, tendo concluído que 28,7% dos portugueses eram obesos e 126 mil tinham obesidade mórbida.

Divulgados a propósito do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, que se assinala no sábado, os dados indicam que três em cada dez mulheres (32,1%) eram obesas, contra 24,9% dos homens.

Os portugueses sem qualquer nível de escolaridade ou apenas com o primeiro ciclo apresentavam maior prevalência de obesidade (43,1%), seguidas das que têm o segundo ou terceiro ciclo (28,7%).

Já na população com o ensino secundário, a prevalência da obesidade situava-se nos 22,7% e nos 14,7% nas que têm o ensino superior.

Também se verificou níveis maiores de obesidade na população sem atividade profissional (reformados, domésticos ou estudantes) (40%), uma situação que também afetava 29,4% dos desempregados e 23,7% dos empregados.

Contactada, a presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Paula Freitas, salientou a importância do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, para “colocar a população portuguesa a pensar na obesidade como doença”.

“O nosso objetivo primário é que as pessoas entendam que a obesidade é uma doença crónica, complexa e multifatorial que está associada a múltiplas outras patologias”, como a diabetes, hipertensão ou cancro, que podem ser evitadas se as pessoas perderem peso.

As pessoas que têm diabetes, aumento do colesterol e do ácido úrico, problemas cardíacos, respiratórios, como a asma, apneia de sono, muitas vezes basta perderem peso para que todas estas doenças melhorem ou desapareçam.

“Nós olhamos um bocadinho para a obesidade como fator para o aumento do risco cardiovascular, como a hipertensão, a insuficiência cardíaca, doença coronária ou o aumento do risco tromboembólico, mas hoje também cada vez mais se sabe que a obesidade está associada a uma série de cancros na mulher, como o cancro da mama, dos ovários, do colo do útero, do endométrio, e nos homens, o cancro na próstata”, salientou.

Mas a obesidade também pode estar associada a outros cancros, como o colorretal, da vesícula biliar, do pâncreas ou do fígado, disse Paula Freitas, defendendo que “é importante travar a obesidade para que todas as complicações associadas não venham a surgir a longo prazo”.

A SPEO defende a necessidade de criar respostas mais eficientes e rápidas, quer seja através de um diagnóstico mais precoce, um melhor encaminhamento e gestão dos doentes nos cuidados primários, bem como possibilitar o tratamento necessário aos doentes.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a incidência de cancros associada ao excesso de peso e obesidade aumentou 7% na última década.

May Measurement Month
Sociedade Portuguesa de Hipertensão associa-se pela primeira vez num registo mundial da pressão arterial coordenado pela...

No Dia Mundial da Hipertensão (DMH) que se celebrou ontem, em Almada, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) registou a pressão arterial a mais de 800 pessoas.

No sentido de dar continuidade ao objectivo de conhecer os valores de pressão arterial (PA) dos portugueses, a SPH associou-se pela primeira vez, ao maior registo mundial de hipertensão arterial (HTA), o May Measurement Month (MMM – Maio, o mês da medição).

O MMM é o nome da iniciativa da International Society of Hypertension (ISH), apoiada pela World Hypertension League (WHL), que tem como objectivo continuar a sensibilizar a população para a necessidade de medir a sua pressão arterial. Para o presidente da SPH, Dr. Carvalho Rodrigues, “é um privilégio poder participar num programa desta dimensão que vai com certeza estabelecer bases sólidas para aumentar significativamente o entendimento e a consciencialização dos portugueses sobre a HTA.”

De acordo com a SPH os centros envolvidos nesta iniciativa são: o Centro de Saúde São João da Madeira, Hospital Egas Moniz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Garcia da Orta, Hospital Pêro da Covilhã do Centro Hospitalar Cova da Beira, Hospital São Sebastião do Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro.

Esta campanha surge no âmbito das comemorações do DMH cujo lema é “Conheça os seus valores. Controle a sua pressão arterial”. É uma iniciativa da WHL, à qual a SPH se associa, que tem como objectivo alertar a população para a HTA, doença silenciosa que afeta 42% de portugueses.

Especialmente neste dia, a SPH relembra a importância de medir a PA frequentemente, cujos valores devem ser inferiores a 14/9. Praticar exercício físico regular, adoptar uma alimentação saudável com baixo teor de sal e cumprir a toma da medicação prescrita fazem também parte das mensagens que a SPH quer transmitir neste dia.

“Em Portugal, apesar de quase 75% dos doentes estarem medicados, ainda só se atingiu 42% do controlo da doença, facto que se deve sobretudo ao não cumprimento rigoroso da medicação” refere o presidente da SPH e explica “o controlo da HTA faz-se através da medição da PA, mas também através do cumprimento rigoroso da medicação prescrita pelo médico. Infelizmente, muitos doentes não cumprem a medicação ou abandonam a mesma o que, por conseguinte, vai dificultar o controlo da doença. Largar a medicação porque já se está bem ou porque não se sentiu bem com os comprimidos ou ainda porque se sente bem com a tensão alta são alguns do mitos e equívocos responsáveis pelo abandono do tratamento para a HTA. Deve existir, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Nunca é demais reforçar a velha máxima de que um comprimido só faz efeito quando é tomado.

19 Maio – Dia Nacional e Europeu de Luta Contra a Obesidade
A obesidade é um problema grave de saúde pública e a sua prevalência tem aumentado a um nível alarmante. Segundo o último...

“Com o aumento da incidência da obesidade há uma clara necessidade para que Portugal comece a fazer mais e melhor! Ainda há muito espaço para se melhorar o acompanhamento destes doentes no que diz respeito a um diagnóstico mais atempado e reencaminhamento dentro do sistema de saúde, na promoção de uma melhor educação para a saúde e gestão correta da perda de peso, mas também como evitar o reganho ponderal. Existem também deficiências e a necessidade de uma reestruturação dos programas de tratamentos existentes no nosso país. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pouco fez para melhorar o acesso aos tratamentos dos portugueses, especialmente no que diz respeito aos novos fármacos, disponíveis em Portugal, mas sem qualquer apoio do estado na sua comparticipação, o que faz com que existam graves lacunas na acessibilidade.” avança Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), no âmbito do Dia Nacional e Europeu da Luta Contra a Obesidade.

A obesidade está associada a um decréscimo da esperança média de vida e traz ainda elevados custos aos sistemas de saúde “desde o tratamento das multipatologias, como é o caso do cancro ou doenças respiratórias, cardiovasculares e diabetes, que são as áreas em que mais se gasta em saúde em Portugal; aos custos diretos, que se estimam em cerca de 59 milhões de Euros, com  tratamentos, cirurgias e internamentos, para além dos custos indiretos relacionados com o absentismo laboral” acrescenta a representante da SPEO.

“As entidades de saúde e sociedade civil necessitam de trabalhar em conjunto com as sociedades médicas, especialistas de várias áreas do conhecimento e associações de doentes para encetar programas de prevenção, diagnóstico, e tratamento da obesidade para todas as faixas etárias, a implementar nos cuidados primários. Portugal foi o primeiro país da Europa a reconhecer a obesidade enquanto doença e seria excecional se nos conseguíssemos manter na linha da frente, como modelo europeu ou mundial a seguir. A SPEO está aberta para colaborar!”

O aumento global da prevalência da obesidade é um problema de saúde pública com grandes custos para os sistemas de saúde. Estima-se que mais de 50% da população mundial será obesa em 2025 se não forem adotadas medidas em contrário. O Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que entre 2002 e 2014 os países estagnaram no combate à doença.

 O excesso de peso e a obesidade estão associados a um maior risco de desenvolver diferentes de cancro, como por exemplo, os hormono-dependentes (endométrio, ovário, mama, colo útero, próstata) e os gastrointestinais (colo-rectal, vesícula biliar, pâncreas, fígado), entre outros.

(Perdas de peso na ordem dos 5 ou 10% nos doentes com obesidade podem traduzir-se em grandes benefícios e melhoria ou mesmo reversão das comorbilidades associadas à obesidade.

Obesidade é um problema de Saúde Publica
A obesidade é uma doença crónica muito complexa e atinge todas as faixas etárias.

A obesidade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é definida como a acumulação anormal ou excessiva de gordura corporal, que pode atingir graus capazes de afetar a saúde.

Esta é o resultado de insuficientes níveis de atividade física associados a uma alimentação inadequada, caracterizado por um consumo excessivo de calorias, maioritariamente provenientes de açúcar e gordura. Para além de ser uma doença por si só, a obesidade constitui um fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças crónicas, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, diabetes mellitus, entre outras.

É atualmente um dos mais sérios problemas de Saúde Pública, na Europa e em todo o mundo, superando outras questões clássicas como a subnutrição e as doenças infeciosas.

Os dados mais recentes, relativos a Portugal, segundo um estudo realizado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, referem que a prevalência da obesidade é de 22,3% (superior a estudos realizados em 2014 e 2016). Este problema é mais prevalente nas mulheres, nos idosos e nos indivíduos com menor nível educacional.

A obesidade é uma doença crónica muito complexa e atinge todas as faixas etárias. A obesidade infantil, é atualmente um problema em Portugal, sendo que 25% das crianças e 32,3% dos adolescentes têm excesso de peso (pré obesidade e obesidade).

Para diminuirmos esta epidemia, tenha em consideração as medidas abaixo indicadas:

1.      Alimente-se de uma forma saudável e equilibrada! Tenha uma alimentação variada, fazendo pequenas refeições, várias vezes ao dia. Evite o consumo de açúcares, gorduras saturadas e gorduras trans.

2.      Mantenha-se ativo! Opte pelas escadas ao invés do elevador, vá a pé para o trabalho, caminhe no mínimo 30 minutos por dia.

3.      Mantenha-se hidratado! Beba no mínimo 8 copos (1,5L) de água ou infusões de ervas sem adição de açúcar, por dia. Esta ajuda na sensação de saciedade e na desintoxicação do organismo.

4.      Faça as compras certas! Na hora de escolher o que levar para casa, evite levar alimentos processados ricos em açúcar e gorduras saturadas. Opte por alimentos frescos não embalados.

5.      Tenha uma boa noite de sono! Durante o sono, para além de não comermos, este ajuda a regular os níveis de leptina e grelina, duas hormonas que ajudam no controlo da fome.

6.      Tome o pequeno almoço! Saltar o pequeno-almoço parece uma forma fácil de cortar nas calorias, mas pode levar ao aumento da ingestão calórica ao almoço e durante o resto do dia.

7.      Encha o seu prato de cor! Acompanhe sempre as suas refeições com uma boa porção de vegetais, diminuindo o consumo de hidratos de carbono.

8.      Não viva obcecado com a balança. Mais que um número, devemo-nos concentrar nos hábitos que adotamos.

Referências:
Oliveira, A. et al., Prevalence of general and abdominal obesity in Portugal: comprehensive results from the National Food, nutrition and physical activity survey 2015 – 2016. BMC Public Health, 2018, pp.1–9.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer é cada vez mais uma realidade na nossa sociedade.

No sentido de assegurar uma melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem desta doença, muitos familiares, principalmente filhos e/ou cônjuges, acabam por abdicar da sua rotina para cuidar do seu ente querido. Contudo, esta não é uma tarefa fácil: primeiro porque o agravamento dos sintomas requer uma responsabilidade acrescida ao nível da prestação de cuidados; e segundo porque é preciso que um cuidador perceba, momento a momento, quais são as necessidades da pessoa de quem cuida e quais as estratégias adequadas para lhes dar resposta, o que implica formação nesta área, algo que a maioria não possui.

Além destas dificuldades, existem outras que acabam por ter um impacto mais expressivo na vida do familiar cuidador, nomeadamente as dificuldades emocionais. Cuidar de alguém com demência pode ser muito gratificante, mas também pode ser muito difícil, desgastante, solitário, e às vezes avassalador. À medida que as necessidades destas pessoas se alteram, os familiares cuidadores sofrem e experienciam algumas emoções que podem incluir sentimentos de tristeza, culpa, raiva e frustração.

Desta forma, torna-se importante que os cuidadores e familiares se consciencializem de que não será fácil continuar a equilibrar as suas necessidades com as da sua família e da pessoa com demência e, por conseguinte, de que vão precisar de ajuda para cuidar da pessoa.

Importa destacar que os familiares de pessoas com doença de Alzheimer e outras demências não estão sozinhos e que existem imensos apoios aos quais poderão recorrer. Exemplo disso é a linha telefónica Informar e Apoiar Mais (213 610 465), uma iniciativa da Alzheimer Portugal que tem como objetivo prestar informações e esclarecimentos imediatos sobre questões gerais relacionadas com a demência e sobre como lidar com as pessoas com demência.

No entanto, mais do que saber como agir com um familiar com demência, é também possível recorrer a cuidados prestados por profissionais especializados. Estes poderão assegurar uma alternativa de cuidados mais completa e adequada, o que acaba por ser benéfico tanto para a pessoa com a doença de Alzheimer, como para o familiar cuidador, que a partir daí consegue obter uma maior paz de espírito, e inclusive ter mais tempo para cuidar do seu bem-estar, sabendo sempre que a pessoa que ama estará em boas mãos.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Especialista
O pediatra Israel Macedo, responsável pelo único Banco de Leite Humano no país, denunciou hoje que há leite materno a ser...

“Através das redes sociais e da internet, há pessoas que disponibilizam o seu leite para outras mães que procuram o leite. Há estudos da academia americana, recomendações da Associação Europeia de Bancos de Leite Humano (…) que demonstram que as pessoas correm um enorme risco ao entrarem por essa via. É o equivalente a responder a uma proposta de sexo não seguro pela internet”, alertou o especialista, que falava a propósito do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que se assinala no sábado.

“As pessoas podem receber leite de uma mãe VIH positiva, de uma mãe toxicodependente que vai vender leite que devia ser para o próprio bebé ou que até nem devia ser dado ao bebé”, afirmou.

Além do desconhecimento da existência doenças que podem ser transmitidas aos bebés através do leite, Israel Macedo alerta também para “condições nada controladas” na conservação do leite que fazem “crescer bactérias”.

“É um leite perigosíssimo e isso infelizmente estendeu-se à Europa e a Portugal. (…) É extremamente perigoso porque a pessoa está a receber um leite que não sabe de onde vem. É uma lotaria, pode vir contaminado com bactérias intestinais, com bactérias de todo o tipo de feitio, vírus. É uma lotaria, uma perfeita lotaria”, advertiu.

Especialista
A região do Porto está a “trabalhar arduamente” para reunir condições para abrir um Banco de Leite Humano até ao final do ano e...

O pediatra Israel Macedo, responsável pelo Banco de Leite Humano do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Maternidade Alfredo da Costa (CHLC – MAC), o único banco de leite no país, disse que a necessidade de um banco de leite no Porto é “clara” e que já “estão na fase de arranjar meios financeiros”.

“No Porto é preciso um banco de leite. Temos [nos hospitais] unidades tipo 3, muitos bebés prematuros, claramente aí é necessário. Há muitos bebés imaturos. (…) Portanto, claramente no norte é preciso”, disse.

O especialista, que falava a propósito do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que se assinala no sábado, explicou que estão a decorrer reuniões na Direção-Geral da Saúde (DGS) no âmbito da alimentação de crianças onde “entra o problema do número de bancos de leite a nível nacional”.

Israel Macedo deixou também em aberto a hipótese da criação de um banco de leite que sirva a zona norte e centro, onde se inserem os hospitais de Coimbra que “registam um grande número de cirurgias a crianças” que podiam beneficiar também do “leite de dadora” na recuperação.

“Vamos ter de fazer contas também em relação à possibilidade de, do Porto, fornecerem a Coimbra, porque pode dar-se o caso uma vez que geograficamente são mais próximas (…) Um a dois bancos de leite mais no país acho que faz todo o sentido. Se só no Porto ou numa zona intermédia, se no Porto e Coimbra, ainda temos de ver”, disse.

Em relação à expansão do serviço já existente a mais hospitais na área de Lisboa, o especialista explicou que, desde a sua criação, o banco fornece leite materno ao Hospital Dona Estefânia e ao Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) estando a dar-se “passos sólidos” para que o fornecimento seja alargado ao Hospital Santa Maria, ao Hospital Garcia de Orta e ao Hospital São Francisco Xavier.

O pediatra referiu ainda ter recebido recentemente um pedido do Hospital de Cascais, que “tem bebés com menos de 32 semanas”, a população alvo do banco de leite.

Desde a criação do Banco de Leite Humano CHLC – MAC em 2009 “mais de 200 mulheres foram dadoras”, estando atualmente ativas cerca de 15. O banco processa “em média 200 litros de leite” que permite alimentar “uma média de 150 bebés por ano”, adiantou Israel Macedo.

“As dadoras ficam ativas cerca de três a seis meses. Quando começam a trabalhar normalmente é um problema, o problema da amamentação é que a partir dos cinco ou seis meses a nossa legislação não permite que as pessoas consigam nos seus locais de trabalho recolher o leite e, portanto, normalmente perdemos as dadoras quando começam a trabalhar”, afirmou.

O leite materno permite “diminuir as infeções intestinais graves”, fornecer gorduras e proteínas mais adequadas que fazem com que “o cérebro se desenvolva melhor” e tem também um “papel anti-inflamatório”.

“Quando se faz ressonância magnética a estas crianças encontram-se cérebros mais desenvolvidos do que os das crianças que são alimentados com leite artificial”, exemplificou o especialista.

Eutanásia
O bastonário da Ordem dos Médicos afirma que a despenalização da eutanásia não obrigaria a mudar o código deontológico dos...

Em declarações a menos de duas semanas da discussão parlamentar sobre a eutanásia, Miguel Guimarães diz que “o código deontológico dos médicos não é mudado porque muda a lei” e rejeita a ideia da necessidade de um referendo interno sobre este assunto.

A questão do referendo à classe médica tinha sido defendida nomeadamente pelo anterior bastonário, José Manuel Silva.

“Os princípios éticos e deontológicos que norteiam a atividade médica, que estão expressos em vários documentos internacionais e nacionais, não têm que mudar quando uma determinada situação, como a despenalização da eutanásia, é aprovada em lei”, argumenta o atual bastonário da Ordem.

Segundo Miguel Guimarães, a Ordem não fará qualquer referendo interno, sublinhando que no código deontológico ficam expressos os mesmos princípios éticos universais que não têm a ver apenas com a lei portuguesa.

“Se for despenalizada e porventura um médico praticar a eutanásia, o que há a fazer é despenalizá-lo da parte disciplinar. Passa a ser despenalizado disciplinarmente porque é despenalizado pela lei”, reiterou.

O bastonário considera que a despenalização da eutanásia “não é uma questão essencial no momento” e que há muitas outras matérias que deviam preocupar de forma prioritária a sociedade, como “as desigualdades sociais em saúde”, ou as “insuficiências no Serviço Nacional de Saúde”, bem como “a rede de cuidados paliativos medíocre, que apenas chega a um quinto das pessoas”.

Ainda assim, a Ordem dos Médicos vai na segunda-feira promover um debate relacionado com "Decisões sobre o fim de vida”, onde serão debatidos temas como a eutanásia, a distanásia (prolongamento da vida por meios artificiais e desproporcionais) ou o testamento vital.

Sobre a posição da Ordem relativamente à eutanásia, Miguel Guimarães frisa que como bastonário “tem de defender o código deontológico, que expressamente proíbe a eutanásia”.

Contudo, indica que ainda este mês o Conselho Nacional da Ordem vai analisar e debater um parecer do Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica sobre o assunto.

O parlamento vai discutir a 29 de maio quatro projetos de lei sobre a morte medicamente assistida ou a despenalização da eutanásia, projetos do PAN, Bloco de Esquerda, PS e Partido Ecologista Os Verdes.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do continente, Açores e Madeira apresentam hoje um risco muito elevado e elevado de exposição à radiação...

As regiões da Guarda, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro, a Madeira e a ilha das Flores, no grupo ocidental dos Açores estão com risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV).

As restantes regiões do país estão em risco elevado, com exceção da ilha Terceira, grupo central dos Açores, que está com níveis moderados.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu em geral pouco nublado, aumentando temporariamente de nebulosidade a partir do início da tarde e condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada, em especial durante a tarde e nas regiões do interior.

A previsão aponta ainda para vento em geral fraco predominando do quadrante leste, sendo temporariamente do quadrante sul na região Sul e de noroeste no litoral Norte e Centro, e soprando moderado nas terras altas até meio da manhã e para o final do dia.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal, em especial no litoral oeste a sul do Cabo Mondego e pequena descida da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 09 graus Celsius (na Guarda) e os 16 (no Porto) e as máximas entre os 17 (na Guarda) e os 28 (em Santarém).

Para a Madeira prevê-se céu geralmente muito nublado, com abertas nas vertentes sul da ilha, aguaceiros fracos nas vertentes norte e nas zonas montanhosas e vento moderado de norte, soprando por vezes forte nas zonas montanhosas.

No Funchal as temperaturas vão variar entre 17 e 21 graus.

Para os Açores, o IPMA prevê períodos de céu muito nublado com abertas para a tarde, possibilidade de chuvisco para a noite e vento bonançoso a moderado.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 17 e os 23 graus Celsius, na Horta entre 16 e 23, em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada entre os 15 e os 22.

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