Meteorologia
Dez distritos do continente e a ilha da Madeira estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV),...

Em risco muito elevado estão os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Setúbal, Évora e Beja, no continente, e a ilha da Madeira.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Faro, no continente, a ilha do Porto Santo e as ilhas Terceira, Flores, Faial e S. Miguel, nos Açores, estão com níveis elevados.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral das regiões Norte e Centro e no litoral sul até meio da manhã, podendo persistir em alguns locais da faixa costeira.

Durante a tarde, está previsto aumento de nebulosidade no interior, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada no interior Centro e Sul.

A previsão aponta também para vento fraco, soprando moderado de noroeste no litoral oeste e nas terras altas, durante a tarde, e do quadrante leste no Algarve até ao início da tarde.

Está também prevista a possibilidade de ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal no litoral Centro e descida da temperatura máxima no litoral Norte e Centro.

As temperaturas mínimas no continente vão variar entre os 14 graus Celsius (em Braga) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 24 graus (em Aveiro) e os 37 (em Santarém).

Para a Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente pouco nublado nas vertentes sul, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas no final do dia e vento fraco a moderado de nordeste, soprando por vezes forte nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão oscilar 21 e 27 graus.

Para as ilhas das Flores e Corvo (grupo ocidental dos Açores) prevê-se céu muito nublado, tornando-se geralmente pouco nublado, períodos de chuva fraca ou chuvisco na madrugada e início da manhã e vento sul fraco a bonançoso, rodando para sueste.

O IPMA prevê para as ilhas Graciosa, S. Jorge, Terceira, Faial e Pico (grupo central) céu pouco nublado, aumentando de nebulosidade ao longo na tarde, possibilidade de aguaceiros fracos e vento fraco.

Nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria estão previstos períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros, geralmente fracos e vento fraco, tornando-se bonançoso de sueste.

Em Santa Cruz das Flores e na Horta as temperaturas vão oscilar entre os 21 e os 28 graus Celsius, em Angra do Heroísmo entre os 20 e os 27 e em Ponta Delgada entre os 21 e os 27 graus.

Alerta a OMS
Impostos e legislação são dois meios que os governos têm à disposição para combater o excesso de peso e que foram eficazes na...

"Os governos têm de agir", afirmou Claudia Stein, diretora do Departamento de Informação, Pesquisa e Inovação da OMS na Europa, em declarações a jornalistas em Londres, onde foi apresentado o Relatório de Saúde Europeu da OMS.

O relatório publicado hoje, constata que os 53 países da região europeia analisados neste relatório têm as taxas de tabagismo e de consumo de álcool mais elevadas a nível mundial, mas a tendência nos últimos anos tem sido de declínio.

Pelo contrário, é identificado um movimento ascendente nas taxas de excesso de peso e obesidade na maioria dos países europeus, com Malta, Turquia e Reino Unido nos primeiros lugares.

Claudia Stein enfatizou que "os impostos e legislação existem para regular", e que o agravamento dos impostos sobre produtos com muitas calorias, como os refrigerantes, tem efeitos positivos.

"O imposto sobre açúcar tem impacto sobre o peso e a saúde dentária", explicou.

Porém, também lembrou que a nutrição é apenas um fator que contribui para o excesso de peso ou obesidade, e que hábitos saudáveis, como o desporto ou exercício, também desempenham um papel importante.

Stein referiu que a introdução de legislação que proíbe fumar em espaços fechados públicos na última década terá contribuído para a redução do tabagismo na Europa.

"Há estudos que mostram que um maior Índice de Massa Corporal [medida usada para determinar se pessoa está acima ou abaixo do peso recomendado] representa um risco de diabetes, de doenças cardio vasculares, sendo uma causa grande de invalidez e mortalidade", acrescentou.

Segundo os dados recolhidos sobre a região europeia, o excesso de peso afeta sobretudo os homens e a obesidade é mais prevalecente em mulheres, mas Stein mostrou-se sobretudo preocupada que estes problemas estejam a afetar cada vez mais crianças de 11 anos.

"Se isto não for estancado, a próxima geração terá um problema, sobretudo com doenças crónicas", avisou.

O Relatório de Saúde Europeu da Organização Mundial da Saúde é publicado a cada três anos e regista tendências significativas na saúde pública e comportamentos sociais adversos que afetam a saúde e o bem-estar em toda a região da OMS, abrangendo 53 países e 800 milhões de pessoas.

Em geral, destaca a continuação do aumento da esperança de vida na região europeia e a redução da mortalidade prematura e o facto de alguns países europeus registarem os maiores níveis de "satisfação com a vida" de todo o mundo.

OMS
O tabaco, o álcool, o excesso de peso, a obesidade e baixas coberturas vacinais estão a dificultar o progresso em alguns países...

O alerta é lançado no Relatório de Saúde Europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje divulgado, que destaca a continuação do aumento da esperança de vida na região europeia, a redução da mortalidade prematura e o facto de alguns países europeus registarem os maiores níveis de “satisfação com a vida”.

No entanto, “discrepâncias significativas entre países em vários indicadores-chave e a incapacidade de travar ou reverter substancialmente os efeitos negativos do tabagismo, do consumo de álcool, do excesso de peso e obesidade, e as baixas taxas de vacinação constituem causas para uma preocupação real”, sublinha.

“As taxas de vacinação das crianças estão, em geral, a melhorar em toda a Europa, mas os recentes surtos de sarampo e rubéola em alguns países estão a comprometer a capacidade da região de eliminar estas doenças”, adverte o relatório que analisa as tendências significativas na saúde pública e os comportamentos sociais que impulsionam a saúde e o bem-estar em toda a região europeia, que engloba 53 países.

Publicado a cada três anos, o relatório mostra que “a maioria dos países europeus tomou medidas significativas para atingir os objetivos chave estabelecidos pela saúde 2020, contribuindo assim para a prossecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável relacionados com a saúde da agenda 2030”, mas também demonstra que "o progresso é desigual, tanto dentro como entre países, entre os sexos e através das gerações", afirma a diretora regional da OMS, Zsuzsanna Jakab, em comunicado.

Na região europeia, as pessoas vivem em média mais um ano do que viviam há cinco anos. Contudo, há ainda 11,5 anos de diferença entre os países com a maior e a menor esperança de vida.

O relatório assinala os "grandes progressos" alcançados na redução das mortes por todas as causas, em todas as idades, desde o início do milénio, com uma redução de cerca de 25% em 15 anos.

"Globalmente, a Europa está a ultrapassar o objetivo de reduzir as mortes prematuras pelas quatro principais doenças não transmissíveis (doenças cardiovasculares, cancro, diabetes mellitus e doenças respiratórias crónicas) em 1,5% anualmente até 2020", com os últimos dados a apontar para uma descida, em média, de 2% por ano.

No entanto, "os fatores relacionados ao estilo de vida que afetam a mortalidade por estas causas permanecem uma grande preocupação e podem retardar ou mesmo reverter os ganhos na esperança de vida se não forem controlados”, alerta.

"As taxas de tabagismo são as mais altas do mundo, com uma em cada três pessoas com mais de 15 anos a fumar", assim como o consumo de álcool em adultos, que é "o mais alto do mundo", com os níveis de consumo a variarem entre os países, oscilando de um a 15 litros per capita a cada ano, numa altura em que o consumo está em "declínio global".

O relatório destaca ainda que mais de metade da população tem peso a mais e que "as tendências para o excesso de peso e a obesidade em adultos estão em curva ascendente na maior parte da Europa, com variações consideráveis entre os países".

As mortes por causas externas de lesão ou intoxicação diminuíram progressivamente em cerca de 40% em cinco anos, sendo três vezes superiores nos homens.

"A maioria dos países europeus está a demonstrar um verdadeiro empenho em melhorar a saúde das suas populações, definindo metas, adotando estratégias e medindo progressos", como ficou demonstrado num inquérito realizado em 2016, ao qual responderam 88% dos países.

Segundo o inquérito, 42 dos 53 países tinham estratégias em vigor para abordar as desigualdades em comparação com apenas 29 países em 2010.

O relatório é lançado dias antes da reunião anual do Comité Regional da OMS para a Europa, que decorrerá entre 17 e 20 de setembro em Roma, Itália.

Nos dados por países que estão disponíveis no site da OMS, Portugal tem bons indicadores na redução da mortalidade prematura, na esperança de vida à nascença e na vacinação, mas quanto ao excesso de peso e ao consumo de álcool os indicadores não são tão positivos.

Grande parte dos dados são referentes a 2014 e 2015, mas Portugal situa-se acima da média dos 53 países da região europeia da OMS quanto à esperança de vida à nascença, com 81,39 anos em 2014, quando a média da região se situava nos 77,83.

Portugal situa-se acima da média quanto à esperança de vida à nascença, com 81,39 anos em 2014, quando a média da região se situava nos 77,83.

Quanto à redução da mortalidade prematura, Portugal apresenta uma taxa de mortalidade prematura por todas as causas menor do que a média dos 53 países analisado. Em Portugal a o rácio era de 32,5 por 100 mil habitantes, enquanto a média era de 49,93, segundo dados de 2014.

No consumo de tabaco, Portugal apresentava uma prevalência de 22,6%, menor do que os quase 30% da média da região. Contudo, neste indicador, os dados apresentados são referentes a 2013.

Já no que respeita ao consumo de álcool, Portugal está acima da média dos 53 países. Quanto ao excesso de peso, Portugal mostra-se alinhado com a média, com uma prevalência de excesso de peso superior a 57%, segundo dados de 2016.

Governo Regional
O Serviço de Cirurgia da Madeira efetuou no ano passado cerca de 14 mil consultas, mais de 3.200 intervenções e teve 2.500...

Estes números são avançados pelo gabinete do responsável pela área da Saúde, o secretário regional Pedro Ramos, que reuniu com os profissionais afetos ao Serviço de Cirurgia do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM).

Este encontro aconteceu “no âmbito da sua política de proximidade e diálogo”, que Pedro Ramos tem vindo a implementar com os profissionais da área da saúde

A mesma informação adianta que a este serviço estão afetos “34 médicos, 78 enfermeiros e 30 assistentes operacionais”.

“Todos estão empenhados no aumento da atividade produtiva do serviço e em assegurar todas as condições de qualidade formativa aos jovens médicos de forma a captá-los para o serviço”, pode ler-se na mesma nota.

O Serviço de Cirurgia do SESARAM “integra atividades ao nível da Consulta Externa, Bloco Operatório, Pequena Cirurgia, Internamento e Serviço de Urgência”, refere.

No que diz respeito às cirurgias efetuadas em 2017, enuncia que 1.433 foram realizadas no bloco operatório, 163 cirurgias no âmbito do Programa de Recuperação Cirúrgica (PRC) e 1.687 estão classificadas como pequenas intervenções.

Quanto aos 2.500 doentes que estiveram em ambiente hospitalar, correspondem a “14% do total dos doentes internados".

Na reunião, a nota do gabinete do secretário regional da Madeira aponta que foram abordados “assuntos relacionados com a atividade do serviço, necessidades ao nível dos recursos humanos e foram apresentadas algumas propostas de melhoria a implementar a curto e médio prazo”.

 

Protocolos
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e o Governo Regional dos Açores assinaram dois protocolos para promover...

“Quando alguém é condenado a uma pena de prisão fica com o seu direito de circulação constrangido, fica com o seu direito de emigração constrangido, mas não fica com o seu direito à saúde, ao ensino ou ao trabalho minimamente beliscado”, adiantou, em declarações aos jornalistas, o diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata, à margem da assinatura dos protocolos, em Angra do Heroísmo.

Um dos protocolos, assinado também com a Casa do Povo de Santa Bárbara, passa pela realização de sessões de educação para a saúde e de consultas de psicologia no Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo.

O segundo protocolo, que envolve a direção regional do Emprego do executivo açoriano, prevê a realização de cursos de competências básicas nas três cadeias dos Açores, em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Segundo Celso Manata, os projetos, que não envolvem custos acrescidos para a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, permitem otimizar os recursos existentes nos Açores, promovendo a reintegração dos reclusos.

“De cada vez que nós damos passos no sentido de melhorar as condições de vida das pessoas, no sentido de propiciar a reintegração social, estamos a prevenir novas infrações criminais e estamos a proteger a sociedade”, frisou.

O diretor realçou as mais-valias deste tipo de projetos, sobretudo na área da saúde, onde já existem resultados alcançados.

“Quando nós fazemos educação para a saúde ou quando nós fazemos programas de saúde, sobretudo na área das toxicodependências, está mais do que demonstrado, quer internamente, quer a nível internacional, que todos estes projetos são mais efetivos, porque as pessoas não falham. As pessoas estão lá, vão sempre às sessões, tomam os medicamentos, quando é para tomar os medicamentos, o que nem sempre acontece na comunidade”, explicou.

Segundo o secretário regional da Saúde, Rui Luís, a tutela já presta apoio a 71 reclusos no tratamento das dependências, nos três estabelecimentos prisionais, e com esta nova parceria com a Casa do Povo de Santa Bárbara pretende promover e melhorar a saúde dos detidos.

“Nós sabemos que tendo em conta o espaço contíguo onde eles estão e a situação cumulativa com as dependências, por exemplo, é importante que haja sessões de educação para a saúde”, apontou.

Já a diretora regional do Emprego e Qualificação Profissional, Paula Andrade, destacou as vantagens de dotar os reclusos da escolaridade obrigatória, alegando que a formação facilita a reintegração no mercado de trabalho.

“Durante o ano passado fizemos um projeto piloto onde foi diagnosticada população reclusa que não tinha escolaridade obrigatória e com vista à sua reintegração futura entendeu-se que a empregabilidade depende muito da qualificação e do nível académico desta população”, frisou.

Em 2017, participaram no projeto piloto no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada 15 reclusos e outros 50 inscreveram-se “livremente” para frequentar os cursos de competências básicas da Rede Valorizar.

“A equipa de formadores da rede dirige-se ao estabelecimento prisional e ministra a formação dentro do estabelecimento”, explicou Paula Andrade.

O projeto iniciado em Ponta Delgada deverá agora alargar-se aos estabelecimentos prisionais de Angra do Heroísmo e da Horta.

Demissão em bloco
O diretor clínico do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE), que se demitiu juntamente com mais 51 diretores e...

“Vamos manter-nos em funções até haver uma resposta por parte da tutela [substituição], ninguém está a pensar largar o hospital ou o Serviço Nacional de Saúde”, disse José Pedro Moreira da Silva.

Contrariando o que o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, avançou segunda-feira à Lusa de que os profissionais demissionários abandonariam funções a 06 de outubro se o Governo não desse nenhum “sinal positivo”, o diretor clínico vincou que “nunca se falou” numa data concreta, acrescentando que “nestas coisas das demissões normalmente há um prazo de um ou dois meses”.

Contactado pela Lusa, Miguel Guimarães afirmou que a informação lhe foi “transmitida pelo diretor clínico”.

Já segundo o diretor clínico, “Ninguém falou em datas”.

“[O bastonário] avançou como data dia 06 de outubro porque, na altura, estabelecemos um prazo de 30 dias para termos uma resposta da tutela e como a conferência de imprensa [de anúncio da demissão] foi a 06 de setembro, 06 de outubro seriam os 30 dias, mas falou por falar”, referiu José Pedro Moreira da Silva.

“O que se falou é que, de facto, seriam os tais 30 dias, mas não ficou claro que teria de ser às 00:00 ou 16:00 de dia 06 de outubro”, vincou.

Os demissionários vão manter-se em funções como se “nada tivesse havido”, enquanto o Governo de António Costa não os substituir, referiu, admitindo que esse processo pode “demorar meses”.

José Pedro Moreira da Silva salientou que “nenhum dos demissionários” vai abandonar o serviço que dirige e deixar o hospital ao “Deus dará”, reforçando que “ninguém” vai abandonar os doentes sem a certeza de que as coisas estão resolvidas.

A decisão de demissão poderá ser reversível se “alguma coisa de importante” acontecer, se o Governo der um sinal positivo e “não pequenino”.

“Já fomos tendo alguns contactos [com a tutela], não posso dizer quais, mas penso que já foram dados passos, houve indícios de que poderá haver mudanças”, revelou.

O diretor clínico reafirmou que a sua demissão e dos 51 outros profissionais assentou em três pontos fundamentais, tais como a necessidade de financiamento, obras e aquisição de material.

José Pedro Moreira da Silva lembrou que o hospital tem material “completamente degradado” e um hospital “pouco funcional”, sendo urgente que o Governo "dê atenção" a Gaia.

Proposta
O PAN apresentou um projeto de lei para proibir a prescrição de medicamentos para a hiperatividade e défice de atenção a...

O projeto de lei do PAN – Pessoas, Animais, Natureza, estabelece que “é proibida a prescrição e administração de medicamentos que contenham metilfenidato e atomoxetina no tratamento para a Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção”, em crianças com idade inferior a seis anos.

O diploma propõe que as crianças com menos de seis anos que estejam a tomar aqueles medicamentos “devem interromper o tratamento farmacológico, nos termos a definir pelo médico, dando continuidade ao seu acompanhamento psicológico”.

O PAN incluiu um outro artigo prevendo que “cabe à Ordem dos Médicos a definição das sanções disciplinares associadas ao incumprimento” da proibição.

Em comunicado, o PAN anunciou a intenção de agendar, na próxima reunião da conferência de líderes, dia 19, a discussão parlamentar deste diploma e de mais três projetos de resolução sobre o mesmo assunto, para a primeira quinzena de outubro, antes da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Num dos projetos de resolução, o PAN recomenda que o diagnóstico do défice de atenção e hiperatividade seja feito envolvendo uma equipa multidisciplinar que inclua um psicólogo, pais, professores, e um médico especialista.

Por outro lado, o PAN propõe a realização de uma campanha visando “sensibilizar” os profissionais para a importância da intervenção psicológica como tratamento de primeira linha.

O PAN defende um debate alargado à sociedade sobre a matéria, considerando que os medicamentos para a hiperatividade e défice de atenção têm estado a ser usados para “tratar” o que é considerado “mau comportamento” e a falta de atenção nas aulas e, assim, a ajudar a melhorar o rendimento escolar”.

Na base da “forte sobremedicação” de crianças e jovens com aquela substância ativa estará, segundo o PAN, a “competição social, a necessidade de resultados imediatos e a falta de tempo”.

“As denúncias acerca desta prescrição abusiva e exagerada têm gerado controvérsia em vários países e também em Portugal”, frisa o PAN.

Num debate quinzenal realizado em fevereiro do ano passado, o deputado único do PAN, André Silva, questionou o primeiro-ministro, António Costa, sobre a "forte sobremedicação de crianças com ritalina", medicamento que "duplicou as vendas nos últimos anos e é tomado por crianças cada vez mais novas".

“Estima-se que, em Portugal, 23.000 crianças estão medicadas para a perturbação da hiperactividade com défice de atenção”, refere o PAN, sublinhando que a utilização do metilfenidato “apresenta uma tendência de crescimento”.

Citando um estudo realizado pelo INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento, em 2015, o PAN sublinha que “as crianças portuguesas até aos 14 anos estão a consumir mais de 5 milhões de doses por ano de metilfenidato, sendo que o grupo etário dos 10 aos 14 anos foi o responsável pelo maior consumo desta substância, cerca de 3.873.751 doses”.

O mesmo estudo indica que “ao grupo etário entre os 0 e os 4 anos de idade foram administradas 2900 doses de metilfenidato, tendo sido no grupo etário dos 5 aos 9 anos administradas 1.261.933 doses” daqueles medicamentos.

Referindo um relatório da Direção Geral de Saúde “Saúde Mental 2015”, o PAN sublinha que persiste uma "percentagem significativa" de crianças naquela faixa etária a tomar medicamentos com a substância ativa metilfenidato, apesar de serem reconhecidas as "dificuldades no diagnóstico" da hiperatividade com défice de atenção especialmente em crianças em idade pré-escolar, e de haver recomendações internacionais no sentido de não lhes serem prescritos.

Estudo
Dois terços dos doentes com linfoma sofrem de fadiga e um terço teme sofrer uma recaída deste tipo de cancro conclui um estudo...

Promovido pela Lymphoma Coalition (Coligação do Linfoma), o estudo abrangeu respostas de 6.600 doentes de 14 países, explica em comunicado à Lusa a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), membro daquela organização.

Fundada em 2002, a Lymphoma Coalition é uma rede mundial, presente em 50 países, composta por 75 organizações de doentes com linfoma, "que atua como um centro de informações credíveis e atuais, tendo por missão ser a fonte global de informação e estatísticas sobre o linfoma, melhorar a consciencialização e a compreensão dos linfomas e construir capacidade para novos grupos de linfoma e os já existentes", refere o documento.

A divulgação do estudo insere-se no Dia Mundial da Consciencialização do Linfoma, que se celebra no sábado, e pretende "gerar uma conversa global para informar e capacitar as pessoas com linfoma".

Os destaques da pesquisa que considerou "apenas os países com mais de 100 respostas", explicou Isabel Barbosa, presidente da APLL, referem que "dois terços das pessoas com linfoma sofrem de fadiga", contudo, "raramente se fala sobre isso", sendo que "metade dos doentes dizem que isso afeta o seu estilo de vida e 40% afirmam que isso afeta a sua capacidade de trabalhar".

"Um em cada três doentes vive com preocupações significativas de que o cancro retornará, o que geralmente conduz à ansiedade e depressão", prossegue o estudo, citado em comunicado, detalhando que "poucas pessoas relataram que falavam sobre essas preocupações com o seu médico", o que "pode deixá-las inseguras quanto ao seu futuro e às decisões que tomam".

Os números da pesquisa referem ainda que "um quarto dos doentes não soube referir qual o subtipo do seu linfoma no momento do diagnóstico", o que pode condicionar as "opções de tratamento e os serviços de apoio".

Entre as conclusões figura ainda que "três em cada cinco pessoas com linfoma gostariam de ter acesso a mais informações no momento do diagnóstico, e duas em cada cinco pessoas procuraram mais apoio".

Apesar de "Portugal não ter sido considerado para este inquérito já que não superou as 100 respostas necessárias", a presidente da APLL disse à Lusa que as conclusões "batem certo com a realidade nacional".   

Ainda no âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Linfoma de 2018 a APLL lançou a campanha "Pequenas coisas estimulam a confiança", em que convida "todas as pessoas com linfoma, familiares, amigos, público em geral e profissionais de saúde a participarem na conversa global" na sua página na rede social Facebook, e "partilhar as pequenas coisas que os fazem sentirem-se mais confiantes".

OMS Europa
Um em cada cinco portugueses maiores de 15 anos fuma, menos do que a média europeia (28%), o que demonstra que Portugal deu...

“Atualmente, a taxa de fumadores entre adultos – população acima dos 15 anos – é de cerca de 28% na Europa, [mas] em Portugal é de 20%”, afirmou aos jornalistas a diretora do Programa de Controlo do Tabagismo da Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa, Kristina Mauer-Stender, à margem da reunião preparatória dos países da Região Europeia para a Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco, que decorre hoje e quarta-feira, em Lisboa.

Estes dados demonstram que “Portugal fez algumas coisas certas, mas, claro, todos concordamos que 28% na Europa é demasiado alto, assim como 20% em Portugal é demasiado alto, portanto é preciso fazer mais”, defendeu Kristina Mauer-Stender.

O tabaco representa uma das principais causas evitáveis de doença e de morte prematura em todo o mundo. Em Portugal, o consumo de tabaco é responsável por 10,6% das mortes, tendo, só em 2016, morrido mais de 11.800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco, o que significa uma morte a cada 50 minutos.

“São vidas perdidas para as famílias, para as crianças, mas também para a economia dos países”, disse Kristina Mauer-Stender, defendendo que é preciso realizar ações para informar as populações sobre os malefícios do tabaco, fazer com que os fumadores larguem o vício e impedir que os jovens comecem a fumar.

Deu como um bom exemplo a campanha realizada recentemente em Portugal, com o título “Opte por amar mais”, uma curta-metragem emotiva baseada nos últimos dados que mostram que, em Portugal, as mulheres estão a fumar mais, ao passo que o consumo tem diminuído entre os homens, que gerou uma discussão acesa no país.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, esta campanha foi “a campanha mais vista em termos de tabaco em Portugal”, estando “a ser utilizada como um bom exemplo em diversos países”.

“Esta campanha, focada muito nas mulheres jovens, trouxe a discussão do tabaco para a primeira linha de prioridade do ponto de vista de comunicação e ajudou, em termos de saúde pública, a ajudar a passar a mensagem”, disse Fernando Araújo, à margem reunião.

O governante destacou os “avanços significativos” feitos por Portugal nesta área, apontando o acesso às consultas de cessação tabágica. “Nos últimos anos aumentámos em mais de 40% os locais [onde se pode ter consultas para deixar de fumar], o que proporcionou que o número de consultas crescesse de forma exponencial”, sublinhou.

No ano passado, também foi reintroduzida a compartição dos medicamentos antitabágicos, disse, sublinhando que “o preço era um fator limitativo no acesso a esses fármacos”.

Com esta medida, que representou um investimento do Estado de cerca de um milhão de euros, o consumo destes fármacos duplicou de 2016 para 2017, afirmou.

No dia 01 de janeiro, entrou em vigor a segunda alteração à Lei do Tabaco, com destaque para a abrangência, no conceito de fumar, dos novos produtos do tabaco sem combustão que produzam aerossóis, vapores, gases ou partículas inaláveis.

“Os novos produtos do tabaco são um problema que está a aumentar em todo o mundo e que felizmente Portugal já está à frente nesse objetivo”, com a nova lei do tabaco, adiantou.

Sobre o facto de Portugal ter sido o palco escolhido pela OMS para a realização da reunião preparatória dos países da Região Europeia, Fernando Araújo disse ser “o reconhecimento internacional da política do Ministério da Saúde na área do tabaco”.

Proteger as articulações nas tarefas diárias é essencial
De acordo com os dados do Instituto Português de Reumatologia, estima-se que dois milhões de portugueses sofram com...

É uma das maiores e mais complexas articulações do nosso corpo, servindo de suporte para a maior parte dos movimentos. Mais ainda, o joelho desempenha também um papel na estabilidade e flexibilidade, posto em causa quando surge dor. Nestes casos, andar, subir ou descer escadas, agarrar um objeto caído no chão ou simplesmente entrar e sair da banheira tornam-se tarefas complicadas e sobretudo dolorosas. É por isso que as dores nos joelhos, independentemente da idade de quem as sofre, podem alterar a rotina e roubar independência e liberdade. Sobretudo entre os mais idosos.

Resultantes de lesão, artrite, doenças inflamatória, entre outras, as dores nos joelhos são um problema que ganha mais força com a chegada da terceira idade. A passagem do tempo faz-se também sentir aqui, acompanhado por um desgaste que faz com que as nossas articulações não sejam tão flexíveis como antes. Surge então a artrite no joelho, que limita a mobilidade dos seniores, causando desconforto e privações, não só o nível físico, mas também social e psicológico.

De acordo com os dados do Instituto Português de Reumatologia, estima-se que dois milhões de portugueses sofram com osteoartrite, uma das manifestações mais comuns da artrite no joelho. Resultante da deterioração da cartilagem, causa dor e rigidez e limita os movimentos, sendo a idade um dos maiores fatores de risco.

Esta é, de resto, muito frequente nos idosos. Os dados da Organização Mundial de Saúde confirmam que cerca de 80% das pessoas com mais de 65 anos têm osteoartrite, que surge no 4º lugar na lista das que mais reduzem a qualidade de vida de ano para ano.

Aprender a viver com esta doença significa aprender a mudar o estilo e hábitos de vida, para lidar com a dor e o desconforto que pode causar, assim como tomar medidas preventivas para evitar danos adicionais às já afetadas articulações. Por exemplo, mantendo-se ativo, por mais difícil que possa ser. O exercício físico (hidroginástica, natação, caminhada) ajuda a aliviar a rigidez causada pela doença, bastando 20 minutos diários para ajudar a melhorar o equilíbrio, coordenação e estabilidade.

“Proteger as articulações nas tarefas diárias é também essencial. E, aqui, são várias as alternativas, em forma de equipamentos de mobilidade, capazes de ajudar a levar uma vida ativa e independente, ao mesmo tempo que auxiliam na proteção das articulações”, refere André Magalhães, especialista de mobilidade da Stannah. “Exemplos não faltam, como os elevadores de escadas ou plataformas elevatórias, que ajudam a subir e a descer escadas ou as scooters de mobilidade, que o auxiliam nas deslocações”, acrescenta.

ARS Norte
O Rastreio da Saúde da Visão Infantil vai ser alargado a todos os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e Unidades Locais de...

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, refere, em comunicado, que “todas as crianças com dois anos inscritas nas unidades de saúde do Norte serão convidadas a participar neste rastreio gratuito onde, através de um exame simples e indolor, será detetada a ambliopia [disfunção do processo visual] ou o risco de a poder vir a desenvolver”.

Estas crianças serão, posteriormente, convidadas para um segundo momento de rastreio aos quatro anos, afirma a ARS, acrescentando que este rastreio, que decorrerá de 13 a 29 de setembro, tem por objetivo evitar problemas graves na visão das crianças.

Implementado pela primeira vez em Portugal em 2016, em modelo piloto no Norte, o Rastreio da Saúde da Visão Infantil tem vindo a ser alargado passando, no ano passado, de quatro para 12 ACES e seis Hospitais/Centros Hospitalares.

De acordo com a ARS, durante esta fase rastrearam-se 13.564 crianças, tendo 1.710 sido referenciadas para consulta e acompanhamento na especialidade de Oftalmologia.

Nas crianças observadas em Oftalmologia verificou-se a necessidade de prescrição de óculos a 36,3% dessas, sendo o astigmatismo, a hipermetropia, a miopia e o estrabismo as principais patologias identificadas, conclui a ARS do Norte.

 

Dia Mundial da Sépsis assinala-se a 13 de setembro
Sépsis afeta cerca de 20 a 30 milhões de pessoas no mundo e provoca uma taxa de mortalidade entre 30% a 50%.

Um recente ensaio clínico de fase 1 revelou que as células estaminais mesenquimais (MSC) do tecido do cordão umbilical são promissoras candidatas ao tratamento da sépsis grave, permitindo uma redução da inflamação generalizada, melhoria da saúde global e recuperação das lesões de órgãos vitais. Além disso, verificou-se ainda um decréscimo na taxa de mortalidade e no tempo de internamento dos doentes tratados com MSC comparativamente a doentes tratados convencionalmente.

O ensaio, que teve como objetivo avaliar a segurança e tolerabilidade de MSC do tecido do cordão umbilical no tratamento de doentes com sépsis grave, incluiu 15 doentes que receberam uma única infusão de MSC do tecido do cordão umbilical até 24 horas após o diagnóstico desta condição. Estes doentes foram acompanhados durante 18 meses após a infusão.

“Apesar dos tratamentos convencionais reduzirem em cerca de metade o risco de morte dos doentes com sépsis, não modificam diretamente as alterações funcionais e os mecanismos das lesões associadas à sépsis, pelo que é urgente desenvolver alternativas às terapias já existentes. As células estaminais mesenquimais têm evidenciado um forte potencial para o tratamento desta condição, graças às suas propriedades antimicrobianas e à capacidade de atenuar a inflamação, reparar tecidos lesados e melhorar a resposta imunológica”, afirma Carla Cardoso, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

Com base nos resultados alcançados, os autores do estudo demonstram que uma única infusão de MSC do tecido do cordão umbilical é segura e bem tolerada neste tipo de doentes. Contudo, são ainda necessários mais ensaios clínicos, envolvendo um maior número de doentes, para que a eficácia deste tratamento seja devidamente avaliada.

A sépsis é uma condição clínica potencialmente fatal que resulta de uma infeção grave causada por agentes patogénicos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas. A produção de toxinas e a invasão de tecidos por parte destes agentes originam uma resposta aguda do sistema imunitário que se traduz numa inflamação generalizada, podendo originar sépsis grave. Esta, por sua vez, provoca uma descida repentina da pressão sanguínea e vários órgãos vitais entram progressivamente em falência. Apesar dos avanços clínicos, a incidência de sépsis grave continua a aumentar, causando longos períodos de internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e elevadas taxas de mortalidade (entre 30% a 50%). 

De acordo com Global Sepsis Alliance, atualmente, a sépsis afeta entre 20 e 30 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Opinião
A ambliopia ou "olho preguiçoso" consiste na diminuição da acuidade visual de um olho ou d

Aproximar-se muito dos objetos para ver ou semicerrar os olhos para tentar ver melhor, podem ser sinais de ambliopia nas crianças. Já o estrabismo, o erro refrativo ou diferença de graduação entre os olhos (anisometropia) e a obstrução do eixo visual são as principais causas de ambliopia.

Para corrigir a ambliopia pode ser necessário o uso de óculos com graduação para correção de erros refrativos, e nos casos mais graves pode estar indicada a cirurgia precoce para permitir a estimulação do córtex visual.

Esta condição é detetada, diagnosticada e tratada nos cuidados primários de saúde pelos Optometristas. Contudo, Portugal tem o mesmo nível de cuidados primários para a saúde da visão que o pior dos países do terceiro mundo, ou seja, são inexistentes.

Sobre a inexistência de cuidados primários para a saúde da visão no SNS, devemos refletir sobre as palavras de Daksha Patel, Oftalmologista e professora especialista em saúde global do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e Serge Resnikoff, Coordenador da unidade de Prevenção e Gestão de Doenças Crónicas da Organização Mundial de Saúde: “A disponibilização de serviços de erros refrativos devia, idealmente, fazer parte do serviço de saúde. Contudo, também tem de ter em conta o que é aceitável pelo indivíduo e pela comunidade.” E “A correção dos erros de refração é uma intervenção simples e económica no tratamento oftalmológico”.

Se as recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira, tanto para a ambliopia infantil, como para todos os erros refrativos, são para a disponibilização de consultas de Optometria nos centros de saúde, e para a prescrição de óculos, a pergunta é: porque é que o Governo não as cumpre? Porque se mantém o estado atual de agravamento de listas de espera de atendimento em Oftalmologia no Hospital, quando se pode implementar uma verdadeira solução por menos dinheiro e muito mais rápida na prestação dos cuidados de saúde para a visão?

Não há justificação razoável para a decisão da Direção-Geral da Saúde por um mero rastreio apenas à ambliopia e só para as crianças com 2 e 4 anos de idade, perante a opção alternativa recomendada pela OMS de consulta de saúde da visão, em centro de saúde, por Optometrista, para todas as idades, para todos os problemas visuais, com menor custo e real acesso ao tratamento. Esta segunda abordagem resolveria mais de 80% dos problemas da saúde de visão de forma imediata.

A implementação de Consulta de Optometria nos centros de saúde permitiria uma redução significativa do impacto desta doença, melhorando a prevenção, deteção e correção de erros refrativos de forma atempada, através da reabilitação após o diagnóstico da presença de ambliopia.

A APLO defende ainda que a integração de Optometristas no Serviço Nacional de Saúde é a solução para resolver o problema crónico na lista de espera de Oftalmologia e para melhorar o acesso de todos os portugueses aos cuidados necessários para a saúde da visão. Em 2017 ficaram por realizar 233.228 consultas de Oftalmologia.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Webinar internacional
Patologia que responde por 85% dos casos de cancro do pulmão e que causa a morte a mais de um milhão de pessoas em todo o mundo...

A empresa especializada em medicina de precisão para o tratamento e diagnóstico do cancro OncoDNA realizou um novo webinar internacional com uma master class ministrada por Le Thuong Vu, um pneumologista especializado em oncologia e professor do Departamento de Medicina Interna da Universidade de Medicina e Farmácia da cidade de Ho Chi Minh (Vietname). Durante a sua intervenção, Vu colocou na mesa os benefícios oferecidos pela imunoterapia e imunogramas na luta contra o cancro do pulmão, principalmente em estadios avançados, devido ao seu caráter personalizado.

Sob o título Implicações da imunoterapia no cancro do pulmão, o também responsável pelo serviço de Medicina Pulmonar e Cuidados Respiratórios do Hospital Cho Ray (o maior centro clínico do Vietname do Sul), falou sobre a incidência, epidemiologia, diagnóstico e mutações mais frequentes no carcinoma pulmonar de células não pequenas (NSCLC). Patologia que responde por 85% dos casos de cancro do pulmão e que causa a morte a mais de um milhão de pessoas em todo o mundo a cada ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por outro lado, Vu quebrou os protocolos que atualmente são seguidos nos centros em que trabalha ao lidar com essa doença e relatou as opções terapêuticas existentes, aprovadas e em desenvolvimento, para abordar a doença em estadios avançados. "Estamos a seguir a versão 5.2018 do guia do National Comprehensive Cancer Network - NCCN para o carcinoma pulmonar de células não pequenas. Isso marca o uso prévio de vários testes moleculares, que variam dependendo do tipo de doença, para determinar a melhor terapia", afirmou.

O potencial do imunograma

O professor da Universidade de Ho Chi Minh City também explicou o mecanismo de ação da imunoterapia e os dados clínicos relacionados com os inibidores do ponto de verificação no CPNPC, e falou sobre a melhor maneira de prever a resposta da imunoterapia no doente "Um imunograma personalizado, como aqueles que a OncoDNA pode fornecer, pode-nos ajudar a determinar se um tratamento desse tipo terá resultados ótimos."

Como exemplo,  Vu desenvolveu um estudo de caso de um doente com NSCLC em estadio IV. "O imunograma mostrou uma alta resposta potencial à imunoterapia. Entre outros aspetos, vimos como a presença de linfócitos CD8+ foi associada a melhores resultados clínicos. Finalmente, chegamos à conclusão de que os inibidores de PD-1/PD-L1 estavam fortemente associados ao potencial benefício clínico para o doente", concluiu.

Dados da ONU
Cerca de 821 milhões de pessoas no mundo passam fome, revelou hoje a ONU, traduzindo um aumento para níveis de há dez anos que...

O número é apontado pela agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO, na sigla em inglês) no relatório sobre o estado da segurança alimentar e nutrição de 2018, divulgado hoje, em que se confirma a tendência para o aumento da fome no mundo pelo terceiro ano consecutivo, passando de 804 milhões em 2016 para 821 milhões em 2017.

"A variabilidade do clima, que afeta os padrões da chuva e as estações, bem como extremos climáticos como secas e inundações estão entre as principais causas do aumento da fome, além dos conflitos e abrandamentos económicos", considera a FAO.

Em números totais, uma em cada nove pessoas passa fome, com 515 milhões na Ásia, 256,5 milhões em África e 39 milhões na América Latina e Caraíbas,

Apesar de a erradicação da fome ser um dos objetivos para o desenvolvimento a atingir até 2030, "os sinais alarmantes do aumento da insegurança alimentar e diversas formas de má alimentação", desde a obesidade nos adultos aos atrasos de crescimento nas crianças.

Cerca de 672 milhões de adultos, ou 13% do total, são obesos e 38,3 milhões de crianças com menos de cinco anos também.

A obesidade é mais sentida na América do Norte, mas também está a aumentar na África e na Ásia, onde coexiste com a subnutrição.

Nestas regiões, a comida nutritiva é mais cara, um dos fatores que contribui para a obesidade.

Por contraste, mais de 200 milhões de crianças (29,7%) têm peso ou altura a menos para a idade. Ambas são áreas em que a falta de progresso é clara, afirma a FAO.

Além disso, é "vergonhoso" que um terço das mulheres em idade reprodutiva esteja anémica, o que se reflete nelas próprias e nas crianças.

Há "sinais alarmantes do aumento da insegurança alimentar e de níveis elevados de diferentes formas de problemas alimentares" que são "um claro aviso de que há muito trabalho a fazer para ninguém ficar para trás", defendem numa posição conjunta os responsáveis da ONU para a alimentação, agricultura, crianças e saúde.

Portugal está em linha com os países europeus, mantendo uma taxa inferior a 2,5 por cento da população com sinais de subnutrição desde 2004/2006. A obesidade, no entanto, aumentou entre os adultos, de 21% em 2012 para 23,2% em 2016.

O impacto das alterações climáticas na produção de alimentos essenciais como o trigo, arroz e milho nas regiões tropicais e temperadas aumentará se as temperaturas continuarem a subir, alerta a FAO.

O apelo da FAO é para que aumentem os esforços para garantir o acesso a alimentos nutritivos, prestando especial atenção às partes da população mais vulneráveis: bebés, crianças com menos de cinco anos, em idade escolar, raparigas adolescentes e mulheres.

IPMA
Cinco distritos do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta...

Em risco muito elevado estão os distritos de Évora, Beja, Setúbal, Santarém e Lisboa, no continente, e o arquipélago da Madeira.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Bragança, Viseu, Coimbra, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Portalegre e Faro, no continente, e as ilhas das Flores e S. Miguel, Terceira e Faial, nos Açores, estão com níveis elevados.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, aumentando de nebulosidade nas regiões do interior durante a tarde, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada no interior Centro e Sul.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante leste, soprando de noroeste no litoral oeste durante a tarde e sendo moderado a forte nas terras altas até meio da manhã.

Está também prevista uma pequena subida da temperatura mínima e subida da máxima nas regiões Norte e Centro.

No continente as temperaturas mínimas vão oscilar entre os 14 graus Celsius (em Bragança e Leiria) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 28 (em Aveiro e Viana do Castelo) e os 36 (Santarém).

Para a Madeira prevê-se céu muito nublado, apresentando-se geralmente pouco nublado nas vertentes sul, aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas até meio da manhã e vento fraco a moderado de nordeste, soprando por vezes forte nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 21 e os 26 graus Celsius.

O IPMA prevê para as ilhas das Flores e Corvo (grupo ocidental) céu pouco nublado, aumentando a nebulosidade a partir do final da manhã, períodos de chuva, geralmente fraca e a partir do final da manhã e vento sudoeste moderado.

Paras ilhas Graciosa, S. Jorge, Terceira, Faial e Pico (grupo central) estão previstos períodos de céu geralmente pouco nublado e vento fraco a bonançoso de sudoeste.

Nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria (grupo oriental) prevê-se céu pouco nublado, aumentando a nebulosidade a partir da tarde, aguaceiros, geralmente fracos e mais frequentes a partir da tarde e vento fraco.

Em Santa Cruz das Flores e na Horta as temperaturas vão variar entre os 22 e os 28 graus Celsius e em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada entre os 21 e os 27 graus.

Fornecimento de Energia Térmica
O Hospital de São Francisco Xavier vai reformular a central de cogeração, seguindo as orientações das entidades nacionais de...

Em comunicado, o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) dá conta de já ter recebido a autorização necessária do gabinete do secretário de Estado do Orçamento para a concessão de exploração da Unidade de Cogeração (para fornecimento de energia térmica) do Hospital de São Francisco Xavier, contemplando as orientações técnicas das Entidades Nacionais de Saúde.

O valor total do contrato, para quatro anos, ascende a cerca de um milhão de euros, especifica o comunicado.

“Este investimento permite reformular a Central de Cogeração, segundo orientações da DGS [Direção-Geral da Saúde] e INSA [Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge], de modo a minimizar o risco ambiental no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental”, refere o conselho de administração.

No ano passado, um surto de legionela no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, infetou 59 pessoas, cinco das quais morreram.

Os técnicos que investigaram o surto encontraram deficiências na manutenção das torres de arrefecimento e condições de conservação propícias ao desenvolvimento de bactérias.

 

Doença do legionário
O tribunal de Vila Franca de Xira começou ontem a julgar o primeiro pedido de indemnização apresentado por uma das vítimas do...

Estima-se que serão cerca de três dezenas as vítimas que terão instaurado autonomamente ações cíveis em tribunais no âmbito deste surto.

Ontem, no tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte em Vila Franca de Xira iniciou-se o julgamento da primeira ação cível do processo de legionella contra a empresa Adubos de Portugal (ADP), sendo que a vítima, um homem de 67 anos, reclama uma indemnização de 200 mil euros por danos morais e patrimoniais.

Em declarações à agência Lusa, o advogado desta vítima, Varela de Matos, contou que nesta primeira sessão foi ouvida uma inspetora chefe da Polícia Judiciária (PJ) e técnicas do Instituto Ricardo Jorge, responsável pela realização das análises clínicas.

Segundo adiantou o defensor, a inspetora da PJ terá declarado ao tribunal que "a manutenção das torres não foi feita adequadamente e que não tem dúvidas que a contaminação tem origem nas torres dos Adubos de Portugal".

A próxima sessão deste julgamento ficou agendada para o dia 24 de setembro, pelas 09:30.

Além das vítimas da legionella, também a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira reclama uma indemnização cível por danos patrimoniais relacionados com os gastos que fez durante o surto e os prejuízos para a sua imagem.

Em março de 2017, foi proferida uma acusação do Ministério Público (MP) que indiciou sete pessoas e duas empresas (a Adubos de Portugal [ADP] e uma firma responsável pelo tratamento de água) pelos crimes de infração de regras de conservação e ofensas à integridade física.

O MP sustenta que o surto de legionella no concelho de Vila Franca de Xira foi causado pela "manifesta falta de cuidado" dos arguidos, que não cumpriram "um conjunto de regras e técnicas na conservação/manutenção" de uma das torres de refrigeração da ADP.

No entanto, o MP só conseguiu apurar nexo de causalidade em 73 das pessoas afetadas e em oito das 12 vítimas mortais.

Inconformadas, 58 vítimas das 330 que ficaram fora deste "nexo causalidade" decidiram requerer a instrução do processo e pedir uma indemnização.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Apoio às Vítimas de Legionella de Vila Franca de Xira, Joaquim Ramos, manifestou-se impaciente com a "demora processual".

"Está tudo parado. Já passaram quatro anos e ainda não foi feita justiça. Já pedimos mais esclarecimentos ao Ministério Público, mas não obtivemos resposta", lamentou.

Relativamente ao processo que teve hoje início, Joaquim Ramos explicou que se tratou de uma vítima que decidiu avançar sozinha para a justiça e que não pediu ajuda à associação.

"De qualquer forma, como não poderia deixar de ser, fizemos questão de estar presentes e de dar o nosso apoio", sublinhou.

O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, teve início a 07 de novembro de 2014 e foi controlado em duas semanas. Na ocasião, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, realçou a resposta dos hospitais, que "trataram mais de 300 pneumonias".

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Ordem dos Médicos
O diretor clínico e os 51 chefes de equipa do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, que se demitiram, abandonam...

“A partir de dia 06 de outubro, se o Governo não mostrar nenhum sinal positivo, os clínicos deixam de exercer as suas funções de chefia, o que trará consequências muito graves ao centro hospitalar”, anunciou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, na sequência de informações obtidas junto de alguns dos demissionários.

É “fundamental” que quem detém o poder político na área da Saúde dê um “sinal positivo” de que vai haver mudanças e, caso esse seja dado, os profissionais demissionários suspendem a sua decisão, referiu.

Segundo Miguel Guimarães, “um dos sinais positivos” seria substituir o presidente do Conselho de Administração que, considerou, “nada fez” para alterar a atual situação de degradação do centro hospitalar.

“Ele nem sequer está solidário com os médicos, o que me deixa muito desagradado”, comentou.

Outros dos indícios de que “a mudança vem caminho” seria consagrar no Orçamento de Estado para 2019 algumas das obras necessárias a realizar no centro hospitalar, afirmou.

Neste momento, o Governo tem a “faca e o queijo na mão”, considerou, acrescentando ter “várias possibilidades” para dar “sinais positivos”.

O bastonário lembrou que é necessário renovar equipamentos, alguns deles já ultrapassados, falando a título de exemplo na necessidade de adquirir um angiógrafo ou de modernizar alguns ecógrafos, assim como possibilitar contratações diretas, à semelhança do que aconteceu noutros centros hospitalares do país.

“Há aqui sinais que podem, desde já, ser dados. Se não for dado nenhum sinal fica tudo na mesma e os profissionais não têm condições para continuar a chefiar os serviços”, referiu.

Miguel Guimarães considerou que os problemas são antigos e que não podem ser resolvidos de um dia para o outro, mas lembrou que se não se resolverem pioram, que é o que já está a acontecer.

Frisando que os médicos “não estão a brincar” e que a situação é “muito séria”, o bastonário ressalvou que estes não tomaram esta decisão de “ânimo leve”, estando em causa a prestação de melhores cuidados de saúde aos doentes e não melhores vencimentos.

Em tom de alerta, o bastonário avisou que “mais novidades vêm a caminho”, sendo possível que “mais alguma coisa venha a acontecer” nos próximos dias.

Se o primeiro-ministro não fizer nada, disse, as demissões vão repetir-se em mais hospitais do país porque os médicos não estão satisfeitos e estão a fazer um “esforço enorme” para manter os serviços a funcionar.

“Os médicos estão numa situação complicada porque estão a ser demasiado desconsiderados, não podendo António Costa desprezar o que se está a passar”, entendeu.

Ordem
A zona Centro possui o rácio mais baixo do país de nutricionistas nos cuidados hospitalares, denunciou a bastonária da Ordem...

"É factual que o rácio de nutricionistas na região Centro é o mais reduzido dos cuidados continuados de saúde do nosso país e, em concreto, é mesmo o mais reduzido nos cuidados hospitalares", disse a dirigente à agência Lusa.

Segundo a bastonária, "importa ter esta noção, falar com quem de direito e visitar todos os estabelecimentos de saúde da zona para se reverter esta situação e se aumentar o número de nutricionistas nos cuidados hospitalares, mas também nos cuidados de saúde primários".

A nível nacional, nos cuidados de saúde primários, existe um nutricionista para mais de 84 mil utentes, quando o indicado pela Ordem é de um para cada 20 mil habitantes.

"Estamos muito aquém daquilo que é apontado pela Ordem", desabafa Alexandra Bento.

Na região Centro, o panorama é mais grave e, nos cuidados hospitalares, existe apenas um nutricionista para cada 180 camas, quando o rácio considerado satisfatório é de um por 50 ou 75 camas, consoante a diferenciação do hospital.

"Os números falam por si e podemos dizer que, no Centro, estamos numa zona do país muito desfavorecida em nutricionistas", sublinhou a bastonária.

No entanto, a especialista pretende também salientar estratégias muito positivas, como o projeto de redução do consumo de sal implementado pela da Administração Regional de Saúde do Centro, que é "pioneiro em Portugal".

A Bastonária dos Nutricionistas inicia esta terça-feira uma visita de três dias por instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região Centro.

"Vai ser um périplo intenso, com visitas a centros hospitalares e centros de saúde, onde vou alertar para a situação da falta de nutricionistas, mas também observar o que de melhor estes profissionais fazem para dar dimensão ao seu trabalho e replicar as boas práticas", frisou Alexandra Bento.

O primeiro dia da iniciativa ‘Ciclo de Visitas da Bastonária' começa com uma reunião com a presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), Rosa Reis Marques, seguindo-se visitas ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego e ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

"Estaremos no terreno para salientar o que de bem se faz pela mão dos nutricionista, mas também para o que não está tão bem ou mal, porque se o objetivo é melhorar devemos fazê-lo em conjunto com as autoridades de saúde e numa perspetiva construtiva", disse a bastonária.

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