O logótipo colorido já foi adotado em sete países europeus
A organização de defesa do consumidor enviou uma carta aberta ao Parlamento onde exige a inclusão do Nutri-Score nos rótulos...

Alguns estudos demonstram que a generalidade dos consumidores não consegue compreender e interpretar os rótulos alimentares, nomeadamente a informação nutricional. É crucial adicionar aos rótulos, uma simplificação dessa informação, mediante um sistema de cores, de interpretação mais fácil. Assim, a DECO PROTESTE convidou os consumidores a assinarem uma carta aberta, disponível em www.deco.proteste.pt/acoes-coletivas/nutri-score-no-rotulo, onde apela a integração do modelo Nutri-Score em Portugal.  

Dulce Ricardo, coordenadora da área alimentar da DECO PROTESTE afirma que “a adoção do Nutri-Score é de extrema importância tendo em conta a dificuldade de interpretação do valor nutricional dos alimentos demonstrada pelos consumidores portugueses”.

Dulce Ricardo salienta ainda que “esta é uma forma prática e intuitiva de explicar o impacto da alimentação para a saúde pública, promovendo assim a escolha mais informada e consciente no dia-a-dia.” 

O logótipo colorido já foi adotado, de forma voluntária, em sete países europeus, reunindo o apoio de várias associações de consumidores e o consenso entre centenas de cientistas e profissionais da área da saúde. Em Portugal, algumas embalagens alimentares já têm o Nutri-Score. O logótipo retangular na frente das embalagens está dividido em cinco cores, à quais correspondem letras: verde - A, verde-claro - B, amarelo - C, laranja - D e vermelho – E. Os alimentos são classificados de acordo com o respetivo perfil nutricional. Os A e B podem ser consumidos mais regularmente, enquanto os que têm a classificação entre C e E devem ser consumidos de forma mais moderada.  

O sistema consiste na atribuição de pontos consultando para isso a composição nutricional por 100 g ou 100 ml do produto e ainda a lista de ingredientes. Os pontos positivos incluem a proporção de fruta, legumes, leguminosas, frutos secos, azeite e óleo de colza e noz, tal como o teor em fibras e proteínas. Níveis elevados são considerados mais favoráveis para a saúde. Os pontos negativos incluem energia (calorias), teor em gordura saturada, açúcares e sal. Níveis elevados são considerados prejudiciais à saúde. O resultado é uma classificação correspondente à qualidade nutricional do alimento. 

O Nutri-Score foi proposto por uma equipa francesa de investigação em nutrição pública, liderada por Serge Hercberg, médico com especialização em epidemiologia e nutrição. É, desde 2017, a escolha da autoridade de saúde francesa, aplicável aos alimentos transformados e pré-embalados, incluindo bebidas não alcoólicas, para colocar na frente dos rótulos. 

Embora os dados sejam insuficientes para estabelecer relação causal
Os Estados Unidos alertaram para uma possível ligação entre a vacina da Janssen e a síndrome de Guillain-Barré, na qual o...

O aviso emitido pela Food and Drug Administration (FDA, sigla em inglês) surge depois de terem sido detetados 100 casos possíveis da síndrome entre os 12,8 milhões de pessoas que receberam a vacina de Janssen nos Estados Unidos, ou seja, em 0,0007% do total das pessoas que receberam a vacina.

Segundo a FDA, 95% dos casos eram graves e os doentes foram hospitalizados, tendo havido entre eles uma morte a registar.

Consequentemente, a FDA já mandou atualizar os materiais informativos da vacina Covid-19 Janssen para que seja referida a existência de uma possível entre a vacina e o risco de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré. No entanto, salientou que os dados são "insuficientes para estabelecer uma relação casual", ou seja, que a vacina é diretamente responsável pelo desenvolvimento desta sídrome.

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença rara do sistema imunitário que causa inflamação dos nervos e pode levar à dor, dormência, fraqueza muscular e dificuldade em andar. Geralmente, os sintomas costumam passar após algumas semanas, mas em alguns casos podem provocar danos permanentes.

 

Investigação
Segundo um estudo realizado numa das cidades mais poluídas dos Estados Unidos – Detroit -, a poluição atmosférica é um fator...

Após a avaliação de 2.038 adultos hospitalizados com coronavírus na área de Detroit, os investigadores descobriram que aqueles que precisavam de cuidados intensivos e máquinas para ajudá-los a respirar eram mais propensos a viver em bairros com maiores níveis de poluição atmosférica e tinta de chumbo.

Anita Shallal, do Hospital Henry Ford, em Detroit, explicou que a exposição prolongada à poluição atmosférica pode prejudicar o sistema imunitário e torná-lo mais suscetível a infeções virais, enquanto partículas finas da poluição atmosférica também podem funcionar como portadoras do vírus e ajudá-lo a espalhar-se.

"As minorias étnicas são mais propensas a situar-se em áreas mais próximas da poluição industrial e a trabalhar em empresas que as expõem à poluição atmosférica", disse Shallal num comunicado do Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas, onde apresentou os resultados do seu estudo.

 

Estudo
As vacinas de mRNA mais utilizadas nos Estados Unidos (EUA) são eficazes não só em ensaios clínicos, mas também no "mundo...

De acordo com os dados divulgados na revista MedRxiv, na passada quinta-feira, a eficácia das duas vacinas foi semelhante e a mais elevada, 97,3%, entre os adultos dos 18 aos 49 anos. Entre os doentes imunossuprimidos, as vacinas preveniram cerca de 59% das hospitalizações por Covid-19.

Isto continua a ser um "benefício substancial", disse Self, mas "como a proteção não é tão boa para pessoas com imunossupressão, acreditamos que (eles) ainda devem tomar precauções para evitar contrair a Covid-19, mesmo que tenham sido vacinados", sublinhou.

 

Tratamento estético
Um dos tratamentos mais solicitados em consulta, sobretudo nesta época do verão, é o Skinbooster.

Esta substância, que se assemelha a um gel, é produzida naturalmente pelo organismo e uma das suas particularidades é ter capacidade hidrofílica, ou seja, consegue formar um reservatório hídrico de longa duração. Assim, a sua ação é incomparavelmente mais eficaz que os hidratantes que são aplicados como creme na pele. Isto ocorre porque o Skinbooster age diretamente na camada profunda da pele que precisa de hidratação, sem ter que vencer nenhuma barreira.

O Skinbooster atua na reestruturação da derme, onde se situam os fibroblastos, aumentando assim a síntese de colagénio, o que confere uma melhoria imediata da sua aparência, deixando a pele mais suavizada e luminosa. A partir dos 25 anos, começam a ser visíveis os efeitos da diminuição da produção de ácido hialurónico na pele. Assim, este tratamento rejuvenescedor surge de forma de forma a minimizar parte desses danos. Indicado para homens e mulheres com todos os tipos de pele, pode ser utilizado na face, pescoço, decote e mãos. Em cada região, são delineados diversos pontos de aplicação, de acordo com as necessidades específicas de cada caso.

O tratamento é realizado em consulta e demora em média 15 minutos. Apesar de ser um procedimento injetável, o desconforto é mínimo, pois é precedido da aplicação de anestesia tópica e a agulha utilizada é extremamente fina. No final, o paciente retoma as suas atividades normais imediatamente. Em muito poucos casos pode surgir um hematoma no local da injeção que em 4 a 5 dias desaparece. Alguns dos cuidados a ter a seguir ao procedimento são:

  • Evitar exposição solar direta nas primeiras 48 horas;
  • Evitar exercício físico nas primeiras 48 horas.

Este tipo de Ácido hialurónico não preenche sulcos ou aumenta o volume, melhora sim o brilho e a textura da pele através da hidratação, suavizando ainda as rugas mais finas. O resultado alcançado é muito natural, sendo possível associar com outros tratamentos para obter resultados ainda mais eficazes (Ex: peeling, toxina botulínica, entre outros).

O protocolo da Clínica Milénio consiste em três sessões de estimulação inicial com intervalos de 1 mês, e 1 sessão de manutenção semestral ou anual dependendo de cada caso.

Para este procedimento, na Clínica Milénio usamos o produto de referência: Restylane Vital Skinbooster.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados Task Force
De acordo com as últimas atualizações da Task Force, foram administradas, na última semana, em Portugal Continental, cerca de...

Segundo o comunicado emitido, o “ritmo de vacinação excecionalmente elevado” justificou-se com uma maior disponibilidade de vacinas e a antecipação para oito semanas do prazo de intervalo entre as duas doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca.

“Este foi um esforço adicional feito para reforçar a segurança de todos, numa altura de agravamento da situação epidemiológica no país”, pode ler-se na nota, onde a Task Force aproveita para agradecer a “vontade, compreensão e tolerância de todos os portugueses” e a “entrega de todos os envolvidos”, nomeadamente os 4.700 profissionais de saúde e funcionários de diversas entidades.

Recorde-se que a vacinação contra a Covid-19 teve início no país em 27 de dezembro de 2020, tendo já sido administradas mais de 9,7 milhões de vacinas.

 

 

Risco é maior entre os homens
De acordo um estudo, recentemente publicado no British Journal of Dermatology, a enxaqueca pode ser mais frequente em pessoas...

A equipa de Suvi-Paivikki Sinikumpu, investigador do Hospital Universitário de Oulu, na Finlândia, estudou a associação entre rosácea e enxaqueca utilizando dados do estudo de coorte de nascimentos do norte da Finlândia de 1966 (Northern Finland Birth Cohort 1966 Study) que incluiu 1.932 participantes, 53,7% dos quais pertenciam ao sexo feminino.

Nesta análise, os investigadores observaram que a prevalência de rosácea era de 15,1% neste grupo, sendo a enxaqueca a queixa clínica mais frequente entre aqueles sofriam rosácea (21,5%) quando comparados com aqueles que não têm a doença (18,5%).

Os participantes com rosácea e enxaqueca relataram ter mais frequentemente dor de cabeça unilateral (25,3% versus 18,4% sem rosácea) e latejante (33,9% versus 24,6% sem rosácea). Os investigadores observaram ainda que os pacientes do sexo masculino com rosácea apresentaram um risco duas vezes superior de "enxaqueca, cefaleia unilateral e latejante, cefaleia que impede a realização de atividades diárias e cefaleia que piora com luzes brilhantes e vozes altas". Não foi observado risco semelhante em pacientes do sexo feminino.

“Além da predisposição genética, do comprometimento da barreira epidérmica e da desregulação do sistema imunitário, a rosácea é caracterizada por desregulação neurovascular e inflamação neurogénica, compartilhando, portanto, similaridades dos patomecanismos com a enxaqueca”, escreveram os autores. “Com base nas nossas descobertas, recomendamos que os médicos que se deparem com pacientes com rosácea, especialmente homens, perguntem sobre sintomas de enxaqueca e, ao mesmo tempo, garantam o [diagnóstico] exato da rosácea.”

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais 1.782 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e oito mortes em território nacional....

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que mais mortes registou, nas últimas 24 horas, em todo o território nacional: três de oito. As regiões Norte e Centro contabilizaram duas mortes cada. O Algarve registou um óbito desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.782 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 864 novos casos e a região norte 536. Desde ontem foram diagnosticados mais 87 na região Centro, 38 no Alentejo e 202 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e 40 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 729 doentes internados, mais 57 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos têm agora 163 pacientes, mais dez doentes internados que no dia anterior.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.028 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 846.544 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 46.048 casos, mais 746 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 1.137 contactos, estando agora 74.899 pessoas em vigilância.

Vacinação Covid-19
A União Europeia alcançou no sábado o seu objetivo de distribuir doses suficientes para vacinar 70% da população adulta contra...

Até "este fim de semana, já entregamos vacinas suficientes aos Estados-membros para vacinar totalmente pelo menos 70% da população adulta", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Através do mecanismo de compra de vacinas da UE, gerido pela Comissão Europeia, a UE distribuiu 500 milhões de doses de vacinas anti-covid, o suficiente para vacinar totalmente 70% dos 336 milhões de habitantes adultos do bloco europeu.

Agora, é da responsabilidade dos 27 governos dos Estados-membros administrar estas vacinas às suas populações, disse a chefe do executivo da UE, advertindo que "a Covid-19 ainda não foi derrotada".

 

É necessária sensibilização, formação e investigação nesta área
Atraso de 6 meses na nomeação da nova Comissão Nacional de Cuidados Paliativos faz com que o Plano Estratégico para o...

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) considera ser “urgente para todos os doentes, famílias e profissionais que se defina tão logo quanto possível o Plano Estratégico para o Desenvolvimento dos Cuidados Paliativos para o biénio 2021-2022”, considerando incompreensível o atraso na nomeação da nova Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CNCP), que tardou quase 6 meses.

“O atual contexto da pandemia agravou, e muito, esta urgência, pois além de ter obrigado a uma reorganização de vários serviços, fez com que o apoio ao doente crónico complexo tenha sido claramente prejudicado ao longo dos últimos meses”, revela em comunicado.

Catarina Pazes e Cândida Cancelinha (presidente e vice-presidente da APCP) tiveram a oportunidade de reunir, no passado dia 26 de maio, com a atual CNCP, reiterando as propostas e preocupações que já haviam exposto à Senhora Ministra da Saúde, por altura da consulta pública para o Plano de Recuperação e Resiliência. Entre ambas as entidades, CNCP e APCP, foi assumido o compromisso de trabalho de colaboração em nome de uma causa maior e que a todos diz respeito – o desenvolvimento dos Cuidados Paliativos em Portugal.

Na base de todas as preocupações expressas pela APCP está o acesso imediato a Cuidados Paliativos a todos os que deles precisam, na medida e no momento adequados. “Não basta equipas nomeadas e unidades de internamento projetadas. É urgente, sim, definir pontos estratégicos de curto, médio e de longo prazo e traçar metas realistas profissionais, serviços e Sistema Nacional de Saúde e, fundamentalmente, para doentes e famílias”, sublinha.

A garantia de acesso a Cuidados Paliativos passa “pelo reconhecimento da sua especificidade e pela necessária especialização dos profissionais a trabalhar na área, que deve ser apoiada, incentivada e validada pelas respetivas ordens profissionais e reconhecida pelas entidades do SNS”.

A necessidade urgente na criação e desenvolvimento de equipas passará ainda por “reforçar as mesmas de recursos humanos, o que deverá implicar, no nosso entender, a facilitação de contratação de profissionais especificamente para trabalhar nesta área”.

 A APCP considera que é preciso também continuar o trabalho de organização e definição de articulação entre respostas específicas de cuidados paliativos de adultos e pediátricos, quer na comunidade quer nos hospitais e nos cuidados continuados.

“O acesso a um apoio e orientação especializado na área dos cuidados paliativos, prestado pelas equipas de suporte a doentes e famílias com necessidades paliativas, nomeadamente os que se encontram na comunidade, deve ser, a médio prazo, uma realidade transversal a todo o País e a estratégia para a alcançar tem de ter em conta a flexibilidade necessária para que cada região tenha a resposta mais adequada à sua realidade”, salienta.

Reforça-se aqui a importância do atendimento telefónico de 24h/7 dias da semana, salientando a relevância que esta resposta representa para a segurança dos cuidados, nomeadamente para os doentes que se encontram no domicílio e seus cuidadores informais.

“O acesso a Cuidados Paliativos e à abordagem paliativa sempre que existem necessidades por parte dos doentes e famílias, independentemente do contexto da prestação de cuidados, da idade ou diagnóstico do doente, é uma urgência para o nosso país”, reafirma referindo que “a definição da estratégia para o acesso a esta abordagem, nomeadamente em contextos de maior dependência e vulnerabilidade, como as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, surge agora com ainda maior premência”.

A APCP está, atualmente, a preparar um Encontro Nacional de Equipas de Cuidados Paliativos que decorrerá em setembro deste ano, “para que haja lugar a uma reflexão e a contributos concretos dos vários profissionais, a apresentar a esta CNCP e ao Ministério da Saúde”.

“A APCP reafirma a sua missão no contributo para o desenvolvimento dos Cuidados Paliativos, continuando o seu trabalho na sensibilização, formação e investigação nesta área de cuidados de saúde. Espera, pois, do Governo, que assuma também os Cuidados Paliativos como uma prioridade para Portugal e para todos os que deles precisam”, apela.

Estudo
A vacina contra a gripe pode proteger contra alguns efeitos graves do novo coronavírus, segundo um estudo que analisou dados de...

Ser vacinado contra a gripe antes de contrair o coronavírus reduz o risco de acidente vascular cerebral, sépsis e trombose venosa profunda, diz a investigação apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas.

O estudo, que analisou dados de dois grupos, indica que aqueles que não foram vacinados contra a gripe tinham uma probabilidade "significativamente maior" de serem admitidos nos cuidados intensivos até 20%. Além disso, eram significativamente mais propensos a dar entrada nos serviços de urgência (até 58% mais), desenvolver sépsis (até 45% mais) ou sofrer um AVC (58%) ou trombose venosa profunda (40%). O risco de morte, no entanto, não foi reduzido.

A equipa de investigadores sublinhou que a vacina contra a gripe não substitui "de todo" as vacinas contra a Covid-19. Alguns estudos de pequena escala já tinham sugerido que a imunização contra a gripe sazonal poderia proporcionar proteção contra a SARS-CoV-2.

 

Estudo
Um grupo de trabalho da Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) concluiu que o uso de suplementos “tem muito...

Durante um ano, o grupo de trabalho realizou uma revisão sistemática abrangente sobre o tema para identificar e entender melhor os fatores modificáveis, como a suplementação de nutrientes, que poderiam melhorar a resposta imune às infeções do trato respiratório na população em geral.

O grupo de trabalho avaliou a evidência científica de 115 estudos até abril de 2020, abrangendo 199.055 indivíduos (191.636 crianças e 7.419 adultos) de 37 países, para nutrientes que têm um papel reconhecido na função imunitária, como a vitamina A, ácido fólico, vitaminas B12, C, D e E, betacaroteno, zinco, ferro e ácidos gordos polinsaturados.

Toda a literatura científica disponível em torno desta investigação foi estudada, tendo sido apenas incluídos nesta análise ensaios controlados aleatórios em humanos, estudos com o mais alto nível de evidência. 

Nestes estudos, o efeito da administração suplementar em crianças ou adultos saudáveis foi medido na prevenção primária das infeções do trato respiratório em comparação com o placebo. O grupo de trabalho desenvolveu uma revisão sistemática e meta-análise, o que significa que métodos claramente definidos e sistemáticos foram utilizados e os resultados de vários estudos semelhantes foram combinados. Por nutriente, grupo etário (crianças e adultos) e região mundial resultam de estudos semelhantes.

Analisando separadamente diferentes regiões mundiais, apenas os estudos realizados na Ásia revelaram qualquer efeito protetor significativo da suplementação do zinco sobre as infeções do trato respiratório (RR 0,86, 95%CI 0,7-0,96). A suplementação com vitamina D em adultos revelou uma ligeira diminuição da incidência destas infeções (RR 0,89, 95%CI 0,79-0,99), particularmente na América do Norte (RR 0,82 95%CI 0,68-0,97), mas não na Europa ou na Oceânia.

"A principal mensagem para o consumidor saudável em geral é que o reforço da função imunitária para prevenir infeções do trato respiratório, como a COVID-19, é improvável que seja obtido através de suplementação por micronutrientes. Em contraste, com base em dados da atual pandemia, esperamos um efeito preventivo mais promissor com um estilo de vida saudável e anti-inflamatório, com uma dieta saudável", dizem os investigadores Berber Vlieg-Boerstra, Nicolette de Jong e Bright Nwaru, que lideraram o estudo.

Os resultados deste estudo vão ser apresentados na conferência anual do Congresso Híbrido EAACI 2021, em Cracóvia, na Polónia, por Berber Vlieg-Boerstra, nutricionista de investigação do Hospital OLVG, em Amesterdão, na Holanda.

Workshop gratuito
Durante a gravidez, é normal que surjam muitas dúvidas, algumas de teor físico, nomeadamente o peso que deve aumentar ou perder...

Sob o mote “Vamos falar de sexualidade?”, Joana Gonçalves, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, irá guiar a primeira parte da sessão dedicada a este tema tão importante para o casal não só durante, como após a gravidez, mas que ainda poderá ser um tema tabu ou de pouca abordagem. “Quando é que posso reiniciar relações sexuais no pós-parto?”, “Onde é que fica o bebé?” e “Qual o melhor método de contracepção?” são algumas das questões que as futuras mamãs poderão ver esclarecidas. Além disso, a especialista irá explicar quais os cuidados que o casal deve ter para que esta continue a ser uma experiência prazerosa e basilar.

O aumento de peso na gravidez é outro aspeto que preocupa bastante as futuras mamãs, pelo que, a segunda parte da sessão trará o tema: “A importância do controlo de peso na gravidez”. A Nutricionista Carla Gomes esclarecerá qual a importância de um peso saudável durante a gestação e o seu impacto na saúde do bebé. 

Os Workshops Mamãs Online promovidos mensalmente pela Mamãs e Bebés terão como principal objetivo abordar temas essenciais para as grávidas, na presença de profissionais de saúde de excelência. Desta forma, as participantes poderão ver esclarecidas as suas dúvidas e obter ainda mais informações e o conhecimento que necessitam no conforto do lar. 

 Para assistir ao Workshop, a inscrição é feita através deste link.

 

 

 

Apresentação decorre hoje na livraria Almedina
A Edições Almedina e o autor, Casimiro Cavaco Dias, apresentam hoje, dia 12 de julho, o livro “Pandemia: Resiliência do Sistema...

A pandemia parou o mundo no seu caminho e virou as nossas vidas ao contrário. A pandemia afeta todos diretamente ao alterar profundamente a natureza da nossa vida quotidiana. “É este aspeto da transformação da nossa vida diária que distingue a covid-19 de outras doenças”, salienta-se em comunicado.  

Tal como enunciado, a pandemia revelou “uma série de riscos ignorados há muito tempo, incluindo sistemas de saúde inadequados, lacunas de proteção social e desigualdades estruturais.  A covid-19 prosperou no meio dessas fragilidades dos sistemas de saúde e das desigualdades sociais”.

“A covid-19 foi um choque com impacto não apenas na saúde e na sobrecarga do sistema de saúde, mas em termos do seu impacto social e económico. Deste modo, torna-se essencial criar e partilhar conhecimento para melhorar a resposta a esta e às próximas crises. Depende de nós decidir coletivamente o que vamos aprender com ela. A atual pandemia provavelmente não será a última. E pode nem ser a pior”, admite-se.

Com base na experiência internacional, este livro responde a duas questões centrais: 

Quais são as principais lições na resposta à pandemia?  E como podemos transformar o sistema de saúde para responder a esta crise e às próximas? 

À medida que emergimos desta pandemia, “torna-se crucial aprender as lições de resposta à pandemia. Caso não consigamos aprender as lições necessárias e aplicar esse novo conhecimento ao desenvolvimento de sistemas de saúde mais resilientes, corremos o risco de prolongarmos esta pandemia e de não conseguirmos evitar a próxima”, pode ler-se em comunicado.

“O que todos nós fazemos é importante. E como resultado, não podemos deixar esta reflexão sobre os sistemas de saúde apenas para os especialistas. Todos nos devemos participar nessa discussão. Torna-se essencial criar novos espaços de diálogo construtivo”, sugere.  

O livro traz assim, uma compreensão dinâmica da resiliência do sistema de saúde, “não apenas para os especialistas, mas para todos nós que participamos na resposta à pandemia e na recuperação económica e social.  Pretende assim, contribuir para o debate sobre o «novo normal», dar um sentido coletivo à crise e explorar ideias para o futuro”. 

“Há muito de terrível na pandemia, que esperamos deixar para trás. Por outro lado, a pandemia trouxe também importantes mudanças na forma como vemos o mundo e valorizamos o sistema de saúde. Assim, a pandemia deve ser um ponto de viragem para reimaginar e criar o futuro de um sistema de saúde mais resiliente, e de uma sociedade mais inclusiva, sem deixar ninguém para trás”, acrescenta o autor.  

Casimiro Cavaco Dias é Coordenador de Sistemas de Saúde na Região das Caraíbas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 2018. O autor tem experiência profissional no desenvolvimento de Sistemas de Saúde na Europa, na Ásia Central, em África, nas Américas e nas Caraíbas. A partir da experiência global, o autor destaca o impacto da pandemia nos sistemas de saúde e a importância da sua resiliência na criação do futuro desta área para todos. 

 

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A obesidade é considerada uma doença crónica e de origem multifatorial. Um estilo de vida pouco sau

“Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é definida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde. É uma doença crónica, de origem multifatorial e está associada a doenças crónico-degenerativas.”

A obesidade tem como consequência um maior risco de desenvolvimento de acidente vascular cerebral, doença cardiovascular, diabetes, doença osteoarticular e alguns tipos de cancro.

A perda de peso com sucesso exige motivação e disciplina.

Modificar o estilo de vida de uma maneira consciente e duradoura deve ser uma prioridade na gestão (perda) de peso.

As pessoas que perdem peso com sucesso possuem objetivos realistas e reconhecem que a perda de peso saudável pode ser atingida apenas com mudanças permanentes no estilo de vida, e que não será com um remédio milagroso ou uma dieta muito restrita e pouco sustentável.

Existem algumas ferramentas que podem ser utilizadas que vão facilitar todo o processo de emagrecimento/perda de peso.

O diário alimentar é uma ferramenta barata e extremamente útil no processo de perda de peso.

Este registo não tem que ser muito exaustivo ou demorado, basta rabiscar o que come ao longo do dia num papel, no computador ou no bloco de notas.

É o processo de reflexão sobre o que se ingere que permite sermos mais conscientes da nossa real ingestão e hábitos alimentares e consegue-se, com alguma facilidade, detetar erros alimentares e corrigi-los.

A SUTA recentemente desenvolveu um Programa de Emagrecimento inovador - SUTA NUTRITION - que além de um guia alimentar e um plano de suplementação ainda fornece várias ferramentas e planilhas de apoio (incluindo um diário alimentar) para facilitar todo o processo de perda de peso.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais 3.194 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional....

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que mais mortes registou, nas últimas 24 horas, em todo o território nacional: quatro de sete. A região Norte contabilizou três mortes.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 3.194 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 1.482 novos casos e a região norte 891. Desde ontem foram diagnosticados mais 319 na região Centro, 108 no Alentejo e 323 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 23 infeções e 48 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 617 doentes internados, mais 18 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos têm agora 141 pacientes, mais cinco doentes internados que no dia anterior.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.727 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 842.024 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 43.323 casos, mais 1.460 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 2.451 contactos, estando agora 71.318 pessoas em vigilância.

Risco
O Comitê de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos recomendou que as pessoas que já...

Segundo um comunicado, o PRAC analisou três casos de síndrome de transudação capilar em pessoas que receberam a vacina Janssen, dois dias após a vacinação. Um dos afetados tinha um historial deste distúrbio e dois deles morreram posteriormente. Até 21 de junho de 2021, mais de 18 milhões de doses de vacinas da Janssen tinham sido administradas em todo o mundo.

Tal como explica a nota informativa, a síndrome da transudação capilar é uma condição muito rara e grave que causa fugas de fluidos de pequenos vasos sanguíneos (capilares), resultando em inchaço principal nos braços e pernas, baixa pressão arterial, espessamento do sangue e baixos níveis sanguíneos de albumina (uma proteína sanguínea importante).

“Os profissionais de saúde devem estar cientes dos sinais e sintomas da síndrome da fuga capilar e do risco de recorrência em pessoas que já foram diagnosticadas com a circunstância”, escreve o Comitê.

 

 

 

 

Desenvolvimento e produção
A Sanofi vai investir aproximadamente 400 milhões de euros por ano num Centro de Excelência dedicado às vacinas de mRNA, o...

Este centro vai contar com cerca de 400 colaboradores especializados e integrará todas as capacidades necessárias para o desenvolvimento e produção de vacinas de mRNA, com equipas dedicadas às áreas de I&D, digital e QFC (química, fabrico e controlo), nas fábricas de Cambridge (Massachusetts, EUA) e Marcy-L'Étoile, perto de Lyon (França).

“As tecnologias de mRNA têm demonstrado o seu potencial, durante a pandemia da COVID-19, para produzir vacinas a velocidades sem precedentes. No entanto, melhorias na termoestabilidade e tolerabilidade serão fundamentais para desbloquear a aplicação da tecnologia de mRNA na vacinação de rotina, contra um conjunto mais amplo de doenças infeciosas e em todas as idades. O Centro de Excelência para Vacinas de mRNA da Sanofi pretende ser um dos primeiros a escrever este novo capítulo de inovação em vacinologia”, disse Jean-François Toussaint, Diretor Global de Investigação e Desenvolvimento da Sanofi Pasteur.

O Centro de Excelência permitirá acelerar o portefólio de vacinas de mRNa, desenvolvido através da colaboração com a Translate Bio, estabelecida em 2018 e alargada em 2020.

“Este novo investimento maciço posiciona-nos fortemente na corrida para desenvolver uma nova geração de vacinas, para doenças onde as tecnologias de mRNA podem fazer a diferença”, afirmou Thomas Triomphe, Vice-Presidente Executivo e Diretor Global da Sanofi Pasteur.

“Embora o mRNA não seja a solução para todas as doenças infeciosas, a sua aplicação na imunização de rotina pode ter um impacto significativo e satisfazer várias necessidades de saúde pública. O mRNA torna-se agora uma nova tecnologia crítica, no nosso portefólio abrangente de vacinas, que poderá ajudar a reinventar a proteção da saúde no futuro”, acrescenta sublinhando que a empresa está empenhada em desenvolver rapidamente uma plataforma competitiva de mRNA no setor e em colaborar com os seus parceiros e com todas as partes interessadas relevantes, internas e externas, para atingir este objetivo.

 

Comunicado
O Comitê de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos concluiu que a miocardite e a...

Assim, em comunicado, o Comité recomenda a “enumeração da miocardite e da pericardite como novos efeitos secundários na informação sobre o produto para estas vacinas”, bem como um aviso para sensibilizar os profissionais de saúde e as pessoas que tomam estas vacinas.

Miocardite e pericardite são condições inflamatórias do coração. Os sintomas podem variar, mas muitas vezes incluem falta de ar, um batimento cardíaco forte que pode ser irregular (palpitações) e dor no peito.

Para chegar a esta conclusão, o Comité teve em consideração todos os elementos de prova atualmente disponíveis. Isto incluiu uma análise aprofundada de 145 casos de miocardite no Espaço Económico Europeu (EEE) entre as pessoas que receberam Comirnaty e 19 casos entre as pessoas que receberam Spikevax.

O PRAC analisou ainda relatórios de 138 casos de pericardite na sequência da utilização de Comirnaty e 19 casos após a utilização de Spikevax.

Até 31 de maio de 2021, cerca de 177 milhões de doses de Comirnaty e 20 milhões de doses de Spikevax tinham sido administrados na União Europeia.

 

 

 

 

 

 

 

Investigadores chineses
Os anticorpos contra o SARS-CoV-2 podem durar até 12 meses em mais de 70% dos pacientes que recuperaram da infeção, revela um...

A investigação conclui ainda que a vacinação pode "efetivamente restringir a propagação" do coronavírus, fomentando uma resposta imune semelhante à forma como organismo gera anticorpos humanos contra vírus vivos.

O estudo foi conduzido por uma subsidiária da farmacêutica estatal Sinopharm - que produz duas das vacinas aprovadas pelo governo chinês - e pelo Centro Nacional de Investigação em Medicina Translacional da Universidade de Jiaotong, em Xangai.

Para chegar a estes dados, os investigadores recolheram cerca de 1.800 amostras de plasma de convalescença de 869 pessoas que recuperaram da Covid-19 nos últimos 12 meses em Wuhan, a cidade chinesa onde foi registado o primeiro surto global do coronavírus.

Os investigadores verificaram a presença e quantidade nas amostras de RBDIgG, um tipo de anticorpo que indica a força da imunidade contra o vírus, refere o jornal China Daily.

O estudo revelou que, em nove meses, os níveis de anticorpos caíram para 64,3% em comparação com o nível de quando os pacientes contraíram o vírus, tendo estabilizado até ao décimo segundo mês.

A resposta imunitária foi mais forte nos homens do que nas mulheres durante as fases iniciais da infeção, mas a diferença foi diluída ao longo do tempo. Por outro lado, verificou-se que as pessoas entre os 18 e os 55 anos apresentavam níveis mais elevados de anticorpos.

 

 

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