Mensagem para o Dia Mundial do Pulmão
Assinala-se a 25 de setembro o Dia Mundial do Pulmão. Instituído em 2017 pelo Forum of International Respiratory Societies ...

“Cuide dos seus pulmões” é o mote para este ano reafirmando a existência de quatro pilares fundamentais para uns pulmões saudáveis:

  • Dizer não ao tabaco: a cessação tabágica é a melhor forma de cuidar dos pulmões, sendo o tabaco o principal responsável pelas doenças pulmonares e causando a morte a mais de oito milhões de pessoas anualmente;
  • Proteger os pulmões através da vacinação: a vacinação pode proteger de uma série de doenças infeciosas e ajudar a manter os pulmões saudáveis. Pneumonia pneumocócica, COVID-19, gripe e tosse convulsa são alguns dos exemplos de doenças respiratórias que podem ser prevenidas através da vacinação;
  • Respirar ar puro: a poluição atmosférica mata todos os anos aproximadamente sete milhões de pessoas. Dados da Organização Mundial de Saúde referem que nove em cada 10 pessoas respiram ar com altos níveis de poluentes.
  • Praticar exercício físico de forma regular: a prática de exercício físico, quer seja saudável ou quer tenha uma complicação respiratória, promove uma melhoria da qualidade de vida e é uma forma de cuidar dos pulmões.

 “A Sociedade Portuguesa de Pneumologia promove, há muito, diversas ações de sensibilização para as doenças respiratórias. É fundamental todos estarmos conscientes do peso que estas doenças assumem na mortalidade, quer a nível nacional quer a nível mundial, e reconhecermos o papel que algumas medidas assumem na prevenção das doenças pulmonares, entre as quais se destaca a cessação tabágica. É preciso que a população, mas também os decisores atribuam a devida importância à saúde respiratória tornando-a uma prioridade”, refere António Morais, presidente da SPP.

 

Diagnóstico precoce "é o maior aliado no sucesso do tratamento"
Nos últimos 10 anos, tem-se assistido a um ligeiro aumento do diagnóstico do Cancro da Tiroide, sobr

Segundo a especialista em Endocrinologia, Inês Sapinho, Coordenadora da Unidade da Tiroide do Hospital CUF Descobertas e Membro do Conselho Consultivo/Científico da Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), este aumento no número de diagnósticos “pode ser justificado pelo aumento do recurso a cuidados de saúde, mas sobretudo devido a uma maior capacidade de deteção”.

“O recurso cada vez maior a procedimentos de diagnóstico ultrassensíveis, como ecografia de alta resolução, TC e Ressonância magnéticas (muitas vezes realizadas por outras situações clínicas) aumentaram a deteção incidental de pequenos nódulos tiroideus. No passado muitos destes nódulos não teriam sido identificados e possivelmente muitos deles nunca viriam a ser clinicamente relevantes”, explica sublinhando que “muitos virão a ser submetidos a citologia e possivelmente operados, muito antes de se tornarem sintomáticos ou clinicamente evidentes”.

No entanto, embora este seja um dos tipos de cancro mais frequente entre as mulheres, é um dos que menos mata, sendo altamente tratável. “Em Portugal, apesar do elevado número de novos casos ano, é apenas o 21º cancro quanto à mortalidade anual registada (apenas cerca de 3%)”, diz Inês Sapinho justificando que “a maior facilidade na identificação e tratamento precoce de patologia oncológica tiroideia, permitiu que a mortalidade se mantivesse baixa ao longo dos anos”.

Não há uma causa exata para o desenvolvimento do cancro da tiroide

Embora se desconheça o que o provoca, sabe-se, no entanto, que existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolver cancro da tiroide. São eles: a história de exposição a radiação ionizante na cabeça e no pescoço e a história familiar de cancro da tiroide.

“Atualmente, alguns autores já defendem uma associação entre a obesidade e o desenvolvimento do cancro da tiroide. E muitos estudos têm sido publicados no sentido de perceber qual o impacto dos fatores ambientais, nomeadamente poluentes”, acrescenta a especialista.

Quanto aos sintomas, revela que a maioria dos carcinomas da tiroide são assintomáticos, podendo passar despercebidos.

“É frequente os doentes descobrirem acidentalmente um nódulo no pescoço ou em exames realizados por outros motivos não relacionados com a tiroide”, comenta, chamando a atenção, no entanto, para alguns sinais que podem ser sugestivos da doença: “rouquidão, dificuldade em comer ou respirar, dores no pescoço ou na garganta, com eventual irradiação para os ouvidos e nódulos dispersos no pescoço”.

O Carcinoma diferenciado da tiroide é o mais frequente dos cancros da tiroide, e também, aquele que, apesar de assintomático, raramente apresenta complicações. Este pode apresentar-se como “Carcinoma papilar (o mais frequente dos dois e representa cerca de 80% de todos os cancros da tiroide); ou como Carcinoma folicular (cerca de 10%)”.

“Muito menos frequente (cerca de 5-8% dos casos), mas de pior prognóstico pode ocorrer o Carcinoma medular da tiroide e muito raramente (em menos de 2% dos casos) o muito agressivo Carcinoma anaplásico, este último mais frequente em doentes de idade avançada”, avança quanto à sua classificação e prognóstico.

A cirurgia é a primeira opção terapêutica

De acordo com Inês Sapinho, o tratamento do cancro da Tiroide assenta na cirurgia e na reposição hormonal da hormona tiroideia, sendo que, em alguns casos, pode ser necessário recorrer ainda ao tratamento com iodo radioativo.

O tipo de cirurgia, considerada a primeira opção terapêutica para a grande maioria dos tumores, vai depender da “extensão da doença, da idade do doente, da presença de nódulos uni ou bilaterais e das doenças associadas”, podendo ser mais conservadora (ou menos extensa), removendo apenas parte a parte da tiroide que contem o carcinoma, ou com remoção da totalidade da tiroide (tiroidectomia total).

“A experiência do cirurgião - número anual de cirurgias tiroideias que realiza - é essencial para o sucesso do tratamento”, salienta a especialista sublinhando que, “perante cancros milimétricos, e em situações pontuais já se começa a optar por fazer apenas a vigilância do nódulo”.

Após a intervenção, é necessário recorrer à reposição hormonal, “com medicação para o resto da vida”.

“Esta medicação tem dois benefícios: por um lado, a substituição da hormona que a tiroide produziria; por outro suprimir qualquer estímulo para o crescimento de células da tiroide. Este tratamento denomina-se terapêutica supressiva, sendo o grau de supressão avaliado com a realização de análises e dependendo das características do tumor, da idade do doente e das doenças associadas”, explica a endocrinologista.

O tratamento com iodo radioativo é utilizado “para destruir o tecido tiroideu (benigno ou maligno) que não tenha sido removido com a cirurgia”.

“O acompanhamento em consulta especializada, idealmente, por uma equipa multidisciplinar ao longo da vida”, é fundamental para manter a vigilância após o diagnóstico e tratamento da doença. “O seguimento com realização de análises e exames de imagem vão permitir assegurar a ausência de doença e em situações, menos frequentes, ao identificar uma recidiva agir atempadamente”, sublinha Inês Sapinho.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
XXIX Congresso Português de Aterosclerose
A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) organiza o XXIX Congresso Português de Aterosclerose que, entre os dias 15 e 16...

A 29ª edição deste evento científico pretende reunir todos os envolvidos e dedicados ao estudo, investigação e tratamento na área da aterosclerose, este ano num modelo híbrido que permitirá que aos que se vão reunir presencialmente em Aveiro se juntem ainda em formato virtual todos os interessados em acompanhar à distância todo o evento.

O mote deste Congresso vai ao encontro da missão de busca contínua pelo aperfeiçoamento técnico-científico, abordando e debatendo como “Enfrentar o futuro partilhando saberes”.

Para Carlos Rabaçal, Presidente do XXIX Congresso Português de Aterosclerose, “o nosso principal objetivo com mais uma edição deste Congresso é promover a discussão e debate em torno dos temas que se relacionam com a aterosclerose, incentivando o interesse de todos os que lidam com esta patologia no seu dia-a-dia. Não é por acaso que para a edição deste ano escolhemos como lema ‘Enfrentar o futuro partilhando saberes’, porque é preciso olhar para o futuro e partilhar os saberes que todos temos enquanto seres individuais, tornando-os uma poderosa ferramenta de construção conjunta de um futuro mais capacitado na área da doença aterosclerótica”.

O programa científico do evento engloba sessões, mesas-redondas, simpósios e conferências que pretendem abordar a diversidade das disciplinas científicas que se relacionam com a aterosclerose. Entre as sessões, destaque para uma mesa redonda sobre os efeitos pleiotrópicos dos fámacos CV, uma sessão para discussão sobre os benefícios do Ómega 3, um debate sobre o tratamento da inflamação e uma conferência sobre ritmos circadiários, genes periódicos e doenças ateroscleróticas. No primeiro dia do Congresso, Kausik Ray, Professor no Imperial College London e Presidente da European Atherosclerosis Society, será orador numa conferência sobre a próxima década na aterosclerose.

Neste Congresso, a SPA junta-se à Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) numa mesa redonda para debater a relação entre aterosclerose e AVC. Também a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) estará presente para discutir guidelines, consensos e normas relacionadas com a aterosclerose e os seus doentes.

As inscrições ainda estão abertas e o programa completo dos dois dias do evento pode ser consultado em: www.congressoportuguesaterosclerose.pt

 

Pessoas com FH geralmente têm colesterol total e LDL aumentados desde a infância
A Hipercolesterolemia Familiar (FH) é uma doença genética e hereditária, caraterizada por elevados n

Considerada uma das doenças genéticas mais frequentes e a que mais se associa ao aumento do risco cardiovascular, a Hipercolesterolemia Familiar surge devido a uma alteração num gene responsável pela remoção do colesterol do sangue, elevando o risco de doença cardiovascular prematura.

Também conhecida por Colesterol Hereditário, estima-se que, em Portugal, “existam 20 mil pessoas com esta patologia”, no entanto, admite-se que esta é se encontre subdiagnosticada. Um aspeto que, de acordo com o médico de família, André Pereira Lourenço, “alerta para a necessidade de analisar a história familiar, possíveis sinais e sintomas e, acima de tudo, um acompanhamento médico apropriado”.

Embora num grande número de casos, esta patologia não apresente sintomas até aos 30-40 anos - “por essa altura começam a surgir as complicações cardiovasculares, sendo o diagnóstico molecular a única forma de confirmar a suspeita clínica da doença” -, além

dos níveis de colesterol elevados, a FH, pode ser reconhecida através da presença de alguns sinais exteriores, como nódulos nos tendões das articulações, no dorso das mãos e no tendão de Aquiles (parte de trás dos tornozelos) que resultam de depósitos de colesterol designados de xantomas.

Os xantelasmas, pequenos depósitos de colesterol, de cor amarela, que atingem a pele em torno dos olhos e nas pálpebras podem também ser um indicador da doença.

“O seu diagnóstico é feito com base na história familiar, alterações no exame físico e laboratorial”, explica André Pereira Lourenço. E quanto mais cedo, melhor! “Uma vez que poderão ser adotadas precocemente medidas eficazes para o seu controlo”, sublinha o médico do Hospital Lusíadas do Porto. 

Quanto ao tratamento, este “passa sempre por alteração do estilo de vida e medicação adaptada a cada paciente”, acrescenta o médico.

O acidente vascular cerebral ou o enfarte agudo do miocárdio estão entre as principais complicações da doença.  E se, “associada à Hipercolesterolemia Familiar existirem ainda outros fatores de risco cardiovascular, como o excesso de peso, tabagismo, entre outros”, o risco de sofrer eventos cardiovasculares “será ainda maior”.

Por tudo isto, tome nota: “Se já existir o diagnóstico noutros membros da família”, deve sempre procurar aconselhamento médico!

Para evitar riscos, adote “um estilo de vida assente numa alimentação equilibrada (nomeadamente no consumo de gorduras), atividade física e controlo do peso”.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigadores da Universidade de Coimbra
Um programa pioneiro de intervenção psicológica desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC),...

Apesar de se tratar de uma população com maior risco de persistência no crime, até ao momento não tinha sido desenvolvido nenhum tipo de intervenção que se ajustasse às especificidades deste grupo.

A psicopatia caracteriza-se por um conjunto de traços afetivos, interpessoais e comportamentais desviantes. Ainda que envolto em alguma controvérsia, é um conceito-chave na área forense, associado às formas mais precoces, severas e estáveis de comportamento antissocial, motivo pelo qual é necessária a sua identificação e prevenção precoce.

No projeto, designado Psychopathy.comp - Modificabilidade dos traços psicopáticos em menores agressores, foi desenvolvida uma intervenção específica baseada em novos modelos de psicoterapia, cuja eficácia foi testada num ensaio clínico com 119 menores a cumprir medida tutelar educativa de internamento, em todos os Centros Educativos do Ministério da Justiça.

Liderado por Daniel Rijo, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e investigador do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), o estudo envolveu ao longo das várias fases um total de mil jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos (400 agressores juvenis a cumprir medida tutelar educativa de internamento e 600 menores sem qualquer tipo de psicopatologia provenientes de escolas públicas).

O programa de intervenção traçado pela equipa consistiu em 20 sessões semanais de psicoterapia individual, estruturadas e manualizadas, realizadas durante seis meses por

investigadores que são também psicoterapeutas creditados, e contou com a supervisão de Paul Gilbert, da Universidade de Derby, perito em Terapia Focada na Compaixão, o modelo seguido nesta intervenção.

Essencialmente, na intervenção é trabalhada a natureza da mente humana, de um ponto de vista evolucionário, «enfatizando que muitas das nossas respostas, comportamentos, emoções e pensamentos estão ligados a mentalidades sociais complexas, resultantes da arquitetura da mente humana. Muito do que pensamos, sentimos e da forma como reagimos aos acontecimentos não resulta de uma tomada de decisão consciente, mas pode ser o resultado de formas mais automáticas e arcaicas de reagir», descreve o coordenador do estudo.

No entanto, prossegue, «também devido às competências complexas do cérebro humano, somos capazes de adquirir controlo sobre esses modos de reagir mais arcaicos. A intervenção enfatiza muito a questão da responsabilidade sobre essas escolhas. Para além destes aspetos da natureza da mente, grande parte da intervenção é dedicada ao treino da mente compassiva como estratégia preferencial de aquisição de competências de regulação emocional e comportamental. Os participantes são treinados a desenvolver compaixão pelos outros, mas também por si próprios, como forma saudável e adaptativa de lidar com o sofrimento e com a adversidade da vida».

O resultado mais relevante do estudo, segundo Daniel Rijo, «está relacionado com o ensaio clínico, demonstrando que os traços psicopáticos são modificáveis na adolescência, mesmo em menores agressores em contacto com o sistema de justiça. Estes resultados apontam para a necessidade de fornecermos intervenções adequadas a estes sujeitos, com vista à modificação do comportamento criminal e à consequente redução do risco de persistência no crime após intervenção pelo sistema de justiça».

Os vários estudos realizados no âmbito do projeto Psychopathy.comp, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), «demonstraram também que este tipo de intervenção – terapia focada na compaixão – é adequada para esta população e para as instituições da justiça juvenil, uma vez que o ensaio clínico decorreu nos Centros Educativos», salienta o especialista da UC. Estes resultados contribuem também para «a expansão de uma das mais promissoras terapias de terceira geração, aproximando as novas terapias aos contextos forenses», conclui.

Doença tem um prognóstico favorável quando diagnosticada precocemente
Embora o cancro da tiroide seja, no geral, tratável, sobretudo quando é diagnosticado precocemente, os dados do Globocan 2020,...

“Não é conhecida a causa da maioria dos cancros da tiroide”, confirma Maria João Oliveira, endocrinologista e porta-voz da ADTI. “Mas sabemos que existem fatores que podem aumentar o risco, como exposição à radiação na infância, obesidade, outros problemas de tiroide, como tiroide inflamada (tiroidite) ou bócio (um nódulo na parte da frente do pescoço), histórico familiar de cancro na tiroide, entre outros”, acrescenta a especialista, que junta ainda a esta lista o sexo. É que, tal como se verifica na maioria dos distúrbios da tiroide, também o cancro afeta mais as mulheres: é cerca de três vezes mais frequente no sexo feminino.

Com sintomas que podem ir do caroço ou inchaço no pescoço, dor na parte frontal do pescoço, rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem, dificuldade em engolir ou problemas respiratórios, “o cancro da tiroide apresenta sinais que, apesar de serem semelhantes a outros problemas não cancerígenos, devem motivar sempre uma consulta médica”, refere Celeste Campinho, presidente da ADTI. “É que são ainda muitos os portugueses que têm doenças da tiroide por diagnosticar, que não ouviram falar deste tipo de cancro e que, por isso, não estão atentos. O reforço da informação e a sensibilização para estes sintomas é muito importante.”

A boa notícia é, confirma Maria João Oliveira, que “a maioria destes tumores são tratáveis e curáveis, deixando poucas ou nenhuma sequelas”. Para todos, sejam aqueles que têm o diagnóstico de cancro da tiroide ou qualquer outra disfunção associada a esta glândula tão importante para o funcionamento do organismo, “ter um estilo de vida saudável é muito importante e isso passa pela introdução da prática de atividade física e de uma alimentação saudável, com grandes benefícios para a saúde”.

Nova terapêutica está disponível através de venda restrita
Já está disponível no mercado Português uma inovadora terapêutica para controlo de diarreias severas. Prescrita, sobretudo, em...

Aprovado e registado no Infarmed, esta é uma das mais inovadoras abordagens terapêuticas existentes para tratamento sintomático de diarreias severas em adultos.

Muito utilizado desde a antiguidade, a morfina, assim como outros componentes da Tintura de Ópio, possuem características únicas que atrasam o tempo do trânsito gastrointestinal, aumentando a sua absorção. Atendendo à reconhecida e comprovada eficácia são muitos os especialistas que têm vindo a recorrer a este tipo de tratamento, como forma de travar a diarreia grave.

Doentes oncológicos sujeitos a radioterapia ou quimioterapia, pessoas com doença de Crohn ou pessoas em cuidados paliativos são algumas das condições que poderão estar na origem de alguns casos de diarreia grave não controlada. Como explica Augusto Santos Costa, Diretor Técnico Farmacêutico da Biojam “a diarreia grave é uma condição que acarreta um forte impacto negativo na qualidade de vida dos doentes, além das consequências que pode ter nos tratamentos oncológicos que, face a um quadro de diarreia não controlada, podem ter de ser reduzidos ou até suspensos. Também a perda de líquidos, gerada pela diarreia grave, e que muitas vezes chega a verificar-se com uma regularidade de sete vezes ao dia, pode resultar em situações de desidratação significativas, lesão renal aguda e complicações cardíacas que, em casos extremos, pode ser fatal”.

A nova terapêutica está disponível através de venda restrita (Medicamento Sujeito a Receita Médica Restrita), sob a forma de solução em gotas orais, sendo que o tratamento deve ser iniciado e supervisionado, sempre que possível, por um especialista.

 

Dados DGS
De acordo com os últimos dados divulgados a respeito da taxa de incidência de infeções com SARS-CoV-2, mostram que esta, nos...

Segundo o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulgados esta quarta-feira, dia 22 de setembro, a taxa de incidência desceu de 149,1 para 137,4 casos por 100 mil habitantes, a nível nacional. 

O Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus -  mantem-se, desde o início desta semana, em 0,82 a nível nacional.

 

29 de setembro
A Academia Mamãs sem Dúvidas organiza no dia 29 de setembro, entre as 18h e as 20h, mais uma edição do “Especial Grávida”, um...

O próximo “Especial Grávida”, que já vai na sua 17.ª edição, vai dar oportunidade às futuras mamãs de esclarecerem as suas dúvidas sobre três temas ligados à maternidade: “Gestação em 3 tempos: ao que devo estar atenta a cada trimestre”, temática conduzida pela Enfermeira Alice Araújo, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora do projeto Momentos de Ternura; “O Presente e o Futuro das Células Estaminais”, com a participação de Maria Costa, formadora do laboratório BebéVida; e “Aula Prática: Dar banho ao bebé” com a intervenção da Enfermeira Carmen Pacheco, especialista em saúde materna e obstetrícia, bem como fundadora do Projeto Mãe.

Embora gratuita, a participação no evento requer inscrição prévia no site da Mamãs sem Dúvidas.

Todas as participantes ficam habilitadas a ganhar um cabaz de produtos no valor de 440€, composto por: uma mala da maternidade Bioderma; um tapete de atividades Tiny Love; uma almofada 10 em 1 Nuvita; um intercomunicador Alecto; uma Pegada Baby Art; um estojo de higiene Safety 1st; uma chupeta mordedor MAM; e ainda uma bomba elétrica Nuvita. A vencedora será conhecida no dia 30 de setembro, no Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

 

60 mil euros em Bolsas
A Roche vai divulgar no dia 28 de setembro os vencedores da 7ª edição das Bolsas de Cidadania. A sessão começa às 14:30 e pode...

Num valor total de 60 mil euros, as Bolsas procuram fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Trata-se de uma iniciativa da Roche para financiar projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG).

Este ano, a Roche recebeu 34 candidaturas, que foram analisadas por um júri independente e multidisciplinar, constituído por: Maria de Belém Roseira (antiga Ministra da Saúde), Graça de Freitas (Diretora-Geral da Saúde), Isabel Aldir (assessora da Presidência da República), José Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde), Maria do Céu Machado (médica e ex-presidente do Infarmed), Mário Pereira Pinto (Professor Universitário e investigador), Christiana Martins (jornalista), e Cláudia Ricardo (diretora de Acesso ao Mercado e Assuntos Externos da Roche).

 

 

Pela defesa dos direitos e interesses dos diabéticos
A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) apresentou dois projetos, o “Projecto Blue O” e “Academia...

A “Academia FPAD” será lançada hoje, proporcionando formações gratuitas e certificadas, que facultem ferramentas para superar desafios ligados à Diabetes, para associações afiliadas que estejam interessadas na dinâmica da gestão organizacional de qualidade. Nesta 1ª Edição, destacam-se duas áreas:  a gestão e formação para a prática de voluntariado e gestão de organizações sem fins lucrativos. Estas formações irão decorrer em formato online e em horário pós-laboral para que possam incentivar à participação.

O “Projecto Blue O” é uma parceria com a FPAD que pretende desmistificar a prática desportiva em pessoas diagnosticadas com diabetes Tipo I e Tipo II, sendo extensível a toda a população, e também facilitar a integração desportiva dos atletas com Diabetes Tipo 1, ou seja, promover a participação de atletas diagnosticados com diabetes, em competições desportivas nacionais e internacionais. Esta iniciativa quer tornar os embaixadores em exemplos de superação, resiliência e sobretudo da boa vivência com a doença, proporcionando e demonstrando uma melhoria efetiva da sua condição de saúde.

Para Emiliana Querido, Presidente da FPAD, “este II Congresso Nacional da Federação Portuguesa Das Associações De Pessoas Com Diabetes além de debater a importância do desporto e da atividade física e nomeadamente os seus benefícios na vida das pessoas com diabetes, é um convívio quase de família, onde tivemos alguns momentos cómicos e atividades lúdicas para os participantes, como contamos com a participação da Tuna da Universidade de Coimbra de Medicina e a participação da Atriz Marta Costa que nos deram dinamismo e alegria nos intervalos. E onde celebrámos os 21 anos desta grande família que é a FPAD!”.

Fica desde já lançado o convite para, em 2023, juntar-se ao III Congresso Nacional das Associações de Pessoas com Diabetes, evento este que será gratuito e aberto a toda a comunidade, em data e local a anunciar em breve.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco menos de 900 casos de infeção pelo novo coronavírus e cinco mortes em território nacional. O...

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Centro foram as que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: duas mortes, cada, de um total cinco. Segue-se a região Norte com uma, sendo que as restantes regiões do país, não têm nenhum óbito a assinalar, desde ontem.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 885 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 330, seguida da região Norte com 258 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 140 casos na região Centro, 44 no Alentejo e 103 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais oito infeções, e os Açores com duas.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 412 doentes internados, menos 14 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos também menos três doentes internados, desde o último balanço: 75.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 983 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.014.772o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 32.166 casos, menos 103 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 231 contactos, estando agora 28.235 pessoas em vigilância.

Médica esclarece principais dúvidas
Ainda existem muitas dúvidas e confusões relacionadas com os procedimentos estéticos.

Os “fillers” são mesmo que “botox”.

Muitas pessoas confundem o ácido hialurónico ou outros “fillers” com o “botox”. São tratamentos completamente diferentes e com objetivos e resultados também distintos. O preenchimento facial com ácido hialurónico permite melhorar depressões no rosto (grandes sulcos, rugas profundas), permite recuperar volume perdido e hidratar a pele. É um dos melhores hidratantes que existem e quando devidamente aplicado, é um potente estimulador da nossa pele, minimizando as rugas finas e melhorando a luminosidade. A toxina botulínica, conhecida por “botox”, que é o nome de uma das suas formas de apresentação, atua como relaxante muscular, aliviando as rugas e prevenindo o seu aparecimento. Não vai acrescentar nenhum volume à zona tratada e pode usar-se para complementar os resultados dos preenchimentos faciais.

Se eu fizer um “filler” toda a gente vais saber!

Falso. A ideia de que estes tratamentos vão causar deformações no rosto, vão provocar um grande inchaço e muitas nódoas negras deve ser abandonada. É possível, e além disso, é muito frequente, fazer tratamentos com ácido hialurónico sem deixar uma única marca! Dependendo do objetivo, podemos trabalhar o rosto de diferentes formas: apenas hidratação, correção suave de pequenos volumes ou redefinir formas e o contorno do rosto. Estes tratamentos devem ser realizados com tranquilidade, gradualmente e em pequenas quantidades, para não gerar nenhum tipo de desconforto na paciente.

O tratamento de rosto com os “fillers” ou o “botox” é muito doloroso!

Erradíssimo. Todos estes tratamentos devem ser realizados depois de uma preparação prévia do rosto. Só assim, depois de aplicada anestesia tópica e com muita tranquilidade é que se deve iniciar o plano de tratamento. Normalmente esse receio desaparece com a primeira experiência.

Não vou conseguir mexer o rosto depois de um tratamento

Falso. Os tratamentos faciais com ácido hialurónico não vão interferir com a mímica facial. Vai continuar a movimentar o rosto como sempre fez, a única diferença vai ser a melhoria das rugas, da pele e da luminosidade. Mesmo o tratamento com a toxina botulínica, vulgarmente denominada “botox”, vai simplesmente aliviar a contração muscular que está na base das rugas profundas da testa. Pode fazer toxina e manter sempre algum movimento desta zona. Depende da vontade de cada um.

Uma vez começando estes tratamentos, vou ficar viciada e não conseguirei parar. Se eu fico deformada…

Nada podia ser mais errado. Estes tratamentos existem para melhorar, reequilibrar o nosso rosto e dentro de 4 a 6 meses, quer o “botox” quer o ácido hialurónico aplicado deixam de existir onde foram colocados. Mas isso não quer dizer que o efeito vá desaparecer ou que o rosto vá ficar pior. Pelo contrário. O ácido hialurónico é um estimulador da pele. E a sua ação vai sentir-se ao longo do tempo. Nunca voltamos ao ponto zero, ou seja, o benefício que aquela pele teve depois do tratamento efetuado não vai desaparecer (a pele está mais firme e mais elástica). Obviamente o volume gerado pela presença do ácido vai diminuir, mas não volta totalmente atrás. Quanto ao efeito do “botox”, o que se vai perceber é o retorno gradual das rugas. Com os tratamentos continuados, a frequência de aplicação vai diminuindo porque o músculo deixa de ser tão estimulado. Se fizer uma aplicação de “botox” e não repetir não vai ficar pior do que o que estava, quando muito ficará igual.

Não preciso fazer estes tratamentos com um médico. Posso tratar-me num spa ou noutro espaço de beleza.

Falso. Estes tratamentos devem ser realizados por médicos, qualificados e experientes. À semelhança de outro tipo de intervenções médicas, também estes procedimentos podem dar lugar a complicações e efeitos adversos. Quando realizadas por médicos qualificados, a percentagem de problemas é extremamente reduzida.

Não é possível reverter o tratamento.

Errado. O preenchimento com ácido hialurónico tem múltiplas vantagens, além de ser perfeitamente compatível com o nosso organismo pode ser eliminado, se assim for pretendido. Quando aplicado em pequenas quantidades e de forma gradual, ao longo do tempo, esta necessidade de eliminar o filler praticamente não existe. Mas saber que podemos fazê-lo é mais um motivo para que estes tratamentos sejam realizados com tranquilidade. O preenchimento facial é uma opção não cirúrgica de eleição para interferir positivamente no processo do envelhecimento, quer seja numa fase inicial para prevenir os primeiros sinais, quer depois, para ajudar a amenizar as alterações já instaladas.

Curiosidades:

  • Entre os homens, há cada vez mais adeptos destes tratamentos faciais! Já não é tabu um homem preocupar-se em manter a boa aparência à medida que os anos passam!
  • Os “fillers” estimulam a produção de colagénio na pele logo, precisamos de menos tratamentos numa fase avançada do que no início, quando começamos.
  • Além do rosto, também o decote e as mãos evidenciam os efeitos do envelhecimento, por isso, o tratamento destas regiões é possível com os fillers e com grandes resultados.
  • A queda dos lóbulos das orelhas (onde pomos os brincos) pode ser melhorada com “fillers”.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Uma nova pesquisa do Erasmus University Medical Center (Erasmus MC), na Holanda, descobriu que a infeção Covid-19 pode causar a...

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o sistema imunitário de uma pessoa ataca os nervos, causando fraqueza muscular e às vezes paralisia, sendo desencadeada por uma infeção bacteriana ou viral aguda. Sabe-se ainda que esta pode durar semanas ou vários anos e, embora seja considerada uma doença relativamente rara, pode ser grave.

Desde o início da pandemia, os médicos relataram mais de 90 diagnósticos de Guillain-Barré na sequência de uma possível infeção Covid-19. No entanto, não é claro se a Covid-19 é outro possível gatilho infecioso ou se os casos relatados resultam de uma coincidência.

Entre 30 de janeiro e 30 de maio de 2020, os investigadores observaram vários pacientes com esta síndrome.  22% dos pacientes com síndrome de Guillain-Barré incluídos durante os primeiros 4 meses da pandemia tiveram uma infeção Covid-19 anterior.

Verificou-se ainda que todos estes doentes tinham mais de 50 anos e frequentemente (65%) apresentavam paralisia facial (64%) e uma forma desmielinizante da doença, concluindo-se deste modo que a infeção covid-19 pode provocar a síndrome de Guillain-Barré, mas estes casos são casos raros.

 

Em entrevista a um jornal suíço
O CEO da Moderna, Stéphane Bancel, acredita que a pandemia Covid pode terminar num ano, à medida que o aumento da produção de...

"Se tivermos em conta a expansão das capacidades de produção de toda a indústria nos últimos seis meses, até meados do próximo ano deverá haver doses suficientes para que todos os habitantes da terra possam ser vacinados. Os reforços também devem ser possíveis na medida do necessário", disse em entrevista. Em breve, até os bebés poderão ser vacinados, adiantou.

"Aqueles que não forem vacinados serão imunizados naturalmente, porque a variante Delta é muito contagiosa. Desta forma, chegaremos a uma situação semelhante à da gripe.”

Questionado se isso significa um regresso à normalidade na segunda metade do próximo ano, Bancel afirmou: "A partir de hoje, daqui a um ano, acho eu."

 

Trabalho publicado na Nature
Uma investigação científica internacional concluiu que o vírus SARS-CoV-2 propaga-se melhor no trato respiratório graças a...

As conclusões do estudo, liderado pelo centro de investigação Vir Biotechnology em São Francisco foram publicadas na revista Nature.

O trabalho demonstrou a influência das lectinas na entrada do SARS-CoV-2 nas células-alvo e, portanto, na propagação da infeção causada por este vírus, destacando assim um dos mecanismos utilizados por este coronavírus para se espalhar mais facilmente no trato respiratório.

Os resultados sugerem ainda que as lectinas podem modular a capacidade dos anticorpos para bloquear o vírus e assim prevenir a infeção, uma descoberta que deve ser tida em conta ao desenhar futuras estratégias terapêuticas com anticorpos monoclonais.

Para infetar, o SARS-CoV-2 deve ligar-se a uma proteína localizada no exterior da célula hospedeira, chamada ACE2, que funciona como um recetor para o vírus e permite a sua entrada.

 

Estudo
Atualmente, os consumidores entendem o “bem-estar” como um conceito abrangente, incluindo não só o bem-estar físico e nutrição,...

Num universo de cerca de 7500 consumidores em seis países, 79% dos inquiridos revelam acreditar que o bem-estar é importante, e 42% consideram-no uma prioridade. O mercado global do bem-estar está avaliado em cerca de 1,3 biliões de euros, registando um crescimento anual de 5 a 10%.

Como é que os consumidores definem “bem-estar”?

Considerando a evolução contínua das visões no que diz respeito ao bem-estar, o estudo da McKinsey identificou seis dimensões a partir das quais os consumidores entendem o conceito: saúde, fitness, nutrição, aparência, sono e mindfulness.

Os consumidores procuram cada vez mais agir em prol da sua saúde, sendo possível observar um aumento de apps que os ajudam a marcar consultas e obter receitas médicas, ou dispositivos que monitorizam a sua saúde e sintomas. No que diz respeito ao fitness, verifica-se um aumento exponencial de ofertas criativas que dão resposta às necessidades dos consumidores na sua própria casa. A nutrição sempre fez parte do conceito de bem-estar, contudo, os consumidores esperam agora que a sua comida, além de saborosa, os ajude a alcançar os seus objetivos, com mais de um terço dos consumidores a afirmarem que “provavelmente” ou “definitivamente” pretendem gastar mais em apps de nutrição, programas de dietas ou serviços de subscrição de alimentação no próximo ano.

A saúde parece ser a dimensão mais importante para os consumidores, e aquela que envolve mais gastos em todos os mercados incluídos no estudo. Ainda assim, assiste-se ao aumento das preocupações com outras categorias do bem-estar.

A aparência envolve maioritariamente vestuário orientado ao exercício físico e bem-estar e produtos de beleza, tais como cuidados de pele e suplementos de colagénio, tendo vindo a verificar-se um aumento da procura por procedimentos estéticos não-cirúrgicos. Considerando a ansiedade e stress provocados pela pandemia, o sono tornou-se também uma dimensão do bem-estar importante para os consumidores. Além de medicamentos como a melatonina, existe agora uma panóplia de apps e outros produtos que prometem melhorar o sono.

Mindfulness é uma categoria que ganhou popularidade recentemente, na forma de apps e outras ofertas focadas na meditação e relaxamento. Durante a pandemia, houve um aumento significativo dos problemas de saúde mental – mais de metade dos consumidores nos países envolvidos no estudo afirmam que pretendem priorizar o mindfulness. Metade dos consumidores afirma desejar uma maior oferta de produtos e serviços nesta área, o que pode indicar uma oportunidade para as empresas.

Perfil dos consumidores

Os resultados do estudo da consultora demonstram que os consumidores tendem a enquadrar-se em grupos com comportamentos distintos. Os entusiastas do bem-estar são consumidores com altos rendimentos e que acompanham ativamente as marcas e os seus lançamentos nas redes sociais. Os socialmente responsáveis preferem marcas sustentáveis e estão dispostos a pagar mais por essas características. Os consumidores conscientes com o preço acreditam que os produtos de bem-estar são importantes, mas tendem a comparar características e benefícios antes da compra, para conseguir a melhor oferta. Os consumidores fiéis mantêm as suas rotinas com marcas que conhecem, enquanto os participantes passivos não seguem ativamente marcas ou novos produtos.

A McKinsey descobriu que os entusiastas do bem-estar e os socialmente responsáveis são aqueles que mais gastam em produtos e serviços de bem-estar, por oposição aos fiéis e participantes passivos, que gastam menos em relação a outros grupos.

Tendências de consumo e estratégias

O relatório desenvolvido pela consultora revela seis tendências que têm vindo a ganhar tração, assim como potenciais estratégias que permitirão às empresas acompanhar o crescimento da indústria:

A supremacia dos produtos naturais. Os consumidores revelam uma preferência crescente por produtos naturais numa variedade de áreas: cuidados de pele, cosméticos, vitaminas, alimentação, entre outros. Uma percentagem significativa dos consumidores em todo o mundo afirmou que escolheria produtos naturais ao invés de produtos mais eficazes, no que diz respeito a suplementos dietéticos e cuidados de pele. Face a esta tendência, as empresas devem avaliar a possibilidade de introduzir mais produtos ou linhas de produtos naturais.

Mais personalização. Apesar de a privacidade ainda constituir uma preocupação, uma grande parte dos inquiridos sente-se confortável em trocar a mesma por uma maior personalização. Uma potencial estratégia para empresas assenta no desenvolvimento de esforços de marketing direcionados aos segmentos de consumidores que são mais propensos a estar interessados nos seus produtos, apostando em mensagens e storytelling adequado a estes consumidores. Por outro lado, também podem considerar introduzir ofertas personalizadas ou semi-personalizadas ao seu rol de produtos.

O futuro é digital. O estudo da consultora revela que a mudança para o digital veio para ficar, projetando-se um crescimento contínuo do e-commerce em relação a outros canais nos próximos anos. Ainda assim, os canais tradicionais manter-se-ão relevantes em determinadas categorias de produtos, tais como multivitaminas ou cuidados de pele. As empresas devem apostar na criação de uma experiência omnicanal e ofertas digitais que lhes permitam chegar aos consumidores onde eles estão.

A importância dos influenciadores. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, 10 a 15% dos respondentes manifestam que seguem influenciadores e que já fizeram uma compra com base nas recomendações de um influenciador. As empresas devem considerar como podem usar os influenciadores para criar uma conexão autêntica com os consumidores, procurando associar-se a agências que permitam identificar aqueles que têm um perfil alinhado com as suas marcas. Em todos os mercados estudados, mais de 60% dos consumidores revelam que irão “definitivamente” ou “provavelmente” considerar uma marca ou produto promovida pelo seu influenciador preferido.

A ascensão dos serviços. Embora os produtos constituam ainda uma parte significativa da indústria do bem-estar, o estudo da McKinsey revela que a relevância dos serviços tem vindo a aumentar. Esta tendência reflete-se em todos os países estudados – os consumidores são cada vez mais propensos a usufruir de serviços que satisfaçam as suas necessidades físicas e de saúde mental, tais como personal trainers, nutricionistas, ou serviços de aconselhamento. De modo geral, as empresas podem considerar apostar em ofertas complementares aos seus produtos e serviços, de modo a promover uma maior conexão com o consumidor.

As linhas que separam as categorias de bem-estar estão a esbater-se. A maioria dos consumidores revela que não pretende uma única solução ou marca para ajudá-los com todas as facetas do bem-estar, pelo que uma abordagem assente em extensões direcionadas pode ser uma opção mais eficaz. As empresas devem avaliar oportunidades de fusões e aquisições para se introduzirem em mais categorias do ecossistema do bem-estar, garantindo que qualquer aquisição tenha um racional estratégico claro.

O mercado global do bem-estar está a crescer. Os consumidores pretendem aumentar os seus gastos nos produtos e serviços desta indústria, especialmente em categorias como intensificadores de memória/cérebro, produtos antienvelhecimento, suplementos de beleza, procedimentos cosméticos não invasivos, nutrição, e ofertas de meditação e mindfulness.

Ao mesmo tempo, o setor está a tornar-se cada vez mais competitivo, o que leva a uma necessidade de as empresas pensarem criticamente sobre estratégias para envolverem os consumidores. A preocupação com o bem-estar veio para ficar, mantendo-se uma prioridade para milhões de pessoas em todo o mundo.

Iniciativa Mamãs e Bebés
Com o nascimento do tão esperado bebé a aproximar-se, surgem várias preocupações para as futuras mamãs, como a Mala de...

A tarefa de preparar a mala de maternidade faz parte de uma etapa muito especial na vida da grávida. Contudo, esta também é uma altura repleta de ansiedade e insegurança. Por isso, Raquel Fonseca, Enfermeira com experiência na área de obstetrícia a nível hospitalar, irá guiar a sessão “Preparação da Mala de Maternidade” e ajudar todas as futuras mamãs a prepararem a sua mala com antecedência, para que tudo corra bem.  

É comum as grávidas começarem a sentir mal-estar no primeiro semestre da gravidez, mas por vezes este prolonga-se até ao final da gestação. Como tal, na segunda parte do Workshop, Carla Gomes, Nutricionista com vertente em perda de peso e fascinada pela área da gravidez, apresentará alguns dos sintomas mais desagradáveis que surgem durante a gravidez. Sob o mote “Quais os alimentos que podem aliviar o mal-estar na gravidez”, esta explicará de que forma é possível a alimentação amenizar ou até mesmo evitar esta indisposição.

Para assistir ao Workshop, a inscrição é feita através deste link.

 

 

Dias 23 e 24 de outubro
Dirigidas, sobretudo, a doentes oncológicos, as primeiras Jornadas da Oncologia organizadas pela Cuidar, em parceria com a...

Do programa, os temas de destaque são, para já, a saúde mental do doente e sobrevivente oncológico, um assunto particularmente atual, tendo em conta o contexto pandémico, que privou os cuidadores de acompanharem os seus familiares em consultas, tratamentos e onde as visitas em internamento foram canceladas. A importância da fisioterapia na melhoria da qualidade de vida dos sobreviventes oncológicos e ainda a sexualidade durante e após a doença são outros temas do evento, que contará ainda com a realização de workshops, entre os quais, e já confirmado, o de meditação e mindfulness. 

O evento tem lugar nos próximos dias 23 e 24 de outubro, no Praia do Sal Resort, em Alcochete. 

As inscrições, que deverão ser feitas através do formulário online, são gratuitas para os doentes oncológicos. Para os restantes participantes, a inscrição tem um valor de 10€, que reverte para a Associação CADO - Centro de Apoio ao Doente Oncológico, entidade organizadora das Jornadas e proprietária da Revista Cuidar.

 

 

Regresso às aulas
Para a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) não há dúvidas: “O regresso às aulas deve ser acom

Depois de 18 meses muito atípicos, o regresso às aulas é visto pelos pais como algo preocupante - nomeadamente para as crianças que integram o sistema de ensino pela primeira vez.

Para além dos cuidados ainda inerentes à Covid-19, é fundamental existirem certos cuidados específicos, sobretudo com a visão - já que um défice visual pode ser impeditivo de uma boa relação com a própria escola.

As doenças dos olhos mais comuns nas crianças são a miopia, o astigmatismo, a hipermetropia, o estrabismo e a ambliopia. Mesmo com pais e mães atentos, estas situações podem não ser detetadas e acabar por interferir na vida da criança, inclusive no seu rendimento escolar. Alguns dos sinais mais comuns passam por:

  • Aproximação do ecrã da televisão e outros aparelhos eletrónicos;
  • Má postura e dificuldade na realização de tarefas lúdicas, como desenhar;
  • Semicerrar os olhos para focar objetos/imagens;
  • Saltar frases durante a leitura;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dizer que não gosta de ir à escola ou apresentar dificuldades na própria aprendizagem.

O seu filho não gosta da escola? Já consultou um oftalmologista?

A resposta pode ser essa...

A falta de visão pode provocar apatia ou desinteresse durante as aulas, mas pode também conduzir a um comportamento agitado, com perda da concentração.

De acordo com Ana Vide Escada, “é desejável que as crianças façam sempre uma consulta no seu médico oftalmologista antes de entrar para a escola, de forma a evitar situações em que começam a afirmar que não gostam de ir às aulas, pura e simplesmente porque não conseguem ver o quadro ou até os livros!”

No caso de os mais pequenos já usarem óculos, o regresso às aulas “é também uma boa altura para uma reavaliação por parte do oftalmologista, pois as lentes dos óculos podem ter ficado riscadas nas férias ou a graduação ter alterado, acrescenta Ana Vide Escada.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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