Iniciativa apoia Associação e alerta para a doença
Sensibilizar para a doença e todos os problemas associados é o objetivo da III Marcha Solidária pela Fibrose Quística que se...

A III Marcha Solidária pela Fibrose Quística tem início com uma aula de zumba seguida pela marcha solidária de cerca de 5 Km. No final haverá um piquenique que promoverá o convívio entre os participantes. A par destas atividades irão decorrer rastreios ao colesterol total e HDL, pressão arterial e Índice de Massa Corporal.

A Fibrose Quística (FQ) é uma doença genética rara, potencialmente fatal que afeta aproximadamente 75.000 pessoas na América do Norte, Europa e Austrália. Em Portugal a doença afeta cerca de 320 pessoas.

A FQ é causada pela ausência ou defeito de uma proteína denominada regulador de condutância transmembranar da fibrose quística (CFTR) resultado de mutações no gene CFTR. As crianças têm que herdar dois genes CFTR defeituosos - um de cada progenitor - para desenvolverem a FQ. Existem aproximadamente 2.000 mutações conhecidas do gene CFTR. Algumas destas mutações, as quais podem ser determinadas utilizando um teste genético ou de genotipagem, conduzem à FQ pela criação de proteínas CFTR não funcionais ou em quantidades demasiado pequenas na membrana das células. A deficiente função ou a ausência de proteínas CFTR em pessoas com FQ resulta numa alteração do movimento das trocas de água e sal das células epiteliais de alguns órgãos. No caso dos pulmões, este facto leva à acumulação de um muco anormalmente espesso e pegajoso que pode provocar infeções crónicas nos pulmões com  danos progressivos que comprometem a função pulmonar.

Em Sevilha
A Guarda Civil espanhola desmantelou em Sevilha um laboratório clandestino que fabricava medicamentos ilegais para o tratamento...

O laboratório artesanal, localizado na casa em que o detido vivia, não tinha o mínimo de condições sanitárias, informou a Direção Geral da Guarda Civil.

A maior parte dos princípios ativos utilizados para a produção dos medicamentos eram adquiridos em países asiáticos, sem qualquer controlo sanitário.

O homem detido, um autodidata, tinha fabricado ele mesmo alguma da maquinaria usada no laboratório, recorrendo a tutoriais na Internet.

Estudo
Quase 70% dos doentes com osteoartrose entre os 50 e os 65 anos estão sem trabalhar, segundo um estudo que analisou o impacto...

A investigação foi feita com base nos dados do primeiro estudo epidemiológico nacional sobre doenças reumáticas (EpiReumaPt), que abrangeu mais de 10 mil pessoas.

Os dados parcelares do estudo, analisaram todas as pessoas do estudo epidemiológico entre os 50 e os 65 anos, antes da idade oficial da reforma.

Mais de metade (68,8%) dos inquiridos afetados pela osteoartrose dizem não trabalhar, o que corresponde potencialmente a mais de 140 anos de trabalho perdidos. Por comparação, entre os inquiridos sem osteoartrose na mesma faixa etária a percentagem dos que indicam não trabalhar fica pelos 47,6%.

O estudo mostra que quase 30% da população entre os 50 e os 65 anos sofre de osteoartrose, sendo as articulações mais afetadas o joelho (18,6%), mãos (12,6%) e anca (3,6%).

Embora muito associada ao envelhecimento, a osteoartrose não está apenas relacionada com a idade. Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, é uma doença que resulta dos danos e alterações que a articulação sofreu anteriormente e é também determinada pela hereditariedade.

Reumatologistas contestam a ideia muitas vezes generalizada de que quem sofre de osteoartrose deve aprender a conviver com a dor, sendo uma noção que leva à desvalorização da doença e do seu impacto social e económico.

A osteoartrose é uma doença reumática que pode comprometer uma ou mais articulações, provocando dor, sensação de rigidez e inchaço, afetando a mobilidade.

Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia
O consumo frequente e massificado do paracetamol, um medicamento não sujeito a receita médica, pode ser responsável pela...

O paracetamol é um medicamento utilizado para alívio de dores e para baixar a febre que não é sujeito a receita médica. A sua utilização é muito comum pela elevada eficácia, baixo custo e fácil acesso. É, de forma geral, um medicamento seguro, com menos efeitos adversos do que outros fármacos analgésicos.

No entanto, escreve o Sapo, o consumo frequente e maciço é responsável pela ocorrência de intoxicações graves, levando a danos no fígado e rins. "A toma de doses diárias de paracetamol superiores a 4 gramas por dia poderá levar a essas complicações", alertam os médicos num comunicado da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia.

A intoxicação por paracetamol, intencional ou acidental, é a causa mais comum de falência hepática aguda nos países desenvolvidos sendo responsável por cerca de metade dos casos de hepatite aguda. As autoridades de saúde de certos países tiveram necessidade de tomar várias medidas para reduzir o número de comprimidos por embalagem, restringir a venda livre e limitar a dosagem em crianças.

"É importante que o público em geral seja alertado para os potenciais malefícios do paracetamol em excesso. Trata-se do analgésico e antipirético mais comprado no mercado nacional, existindo muitos outros medicamentos, nomeadamente antigripais, que o contêm como substância ativa. Sem se aperceberem, é frequente os doentes automedicarem-se com mais do que um medicamento contendo paracetamol ao mesmo tempo. Deverá haver sempre o cuidado de verificar a composição dos medicamentos ingeridos ou pedir a ajuda para garantir que não se esteja a tomar mais do que um medicamento contendo paracetamol. Em caso deste medicamento não resolver a dor, constipação ou febre, o doente deve procurar a ajuda de um médico e não aumentar a dose", explica a sociedade médica.

"Os indivíduos com doenças do fígado causadas por hepatites, consumo excessivo de álcool ou com cirrose são mais suscetíveis e, por esse motivo, quando necessário, devem tomar doses inferiores ao geralmente recomendado", alertam os especialistas.

O reconhecimento precoce e o tratamento imediato dos indivíduos que consumiram uma dose tóxica de paracetamol são essenciais para minimizar a morbilidade e a mortalidade.

Numa primeira fase, a sintomatologia é inespecífica, associada a náuseas, vómitos e desconforto abdominal. A segunda fase, caracteriza-se pelo aparecimento de toxicidade hepática, com icterícia (coloração amarelada dos olhos e pele) e desorientação, havendo alterações das análises do fígado.

Posteriormente, pode haver agravamento dos sintomas, com insuficiência hepática ou renal agudas. Na maioria dos casos ocorre resolução, no entanto a intoxicação por paracetamol pode levar a transplante hepático ou morte.

Na presença ou suspeita de uma intoxicação deve ser procurada assistência médica com a maior brevidade, mesmo na ausência de sintomas. Quanto mais rapidamente for iniciado o tratamento, maiores são as probabilidades de recuperação. A atuação precoce é essencial para um bom prognóstico, já que existe um antídoto específico que pode ser utilizado.

O consumo de paracetamol é um dos temas que estarão em destaque na Semana Digestiva 2016, no Centro de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados.

Instituto de Medicina Molecular
Entender o processo de degeneração dos neurónios para conseguir desenvolver novas terapêuticas é o principal objetivo de...

Vanessa Morais, investigadora do Instituto de Medicina Molecular (IMM) em Lisboa, tem até 2021 para concluir o trabalho de pesquisa que tem atualmente em mãos. A cientista portuguesa foi recentemente distinguida pelo seu trabalho na área das neurociências e distúrbios neuronais. O prémio EMBO Installation Grant irá permitir o desenvolvimento da sua investigação, por um período máximo de cinco anos, e consequente entrada na prestigiada rede de jovens investigadores Europeus da EMBO.

O trabalho de investigação da especialista portuguesa, escreve o Sapo, centra-se no estudo de um pequeno organelo que existe nas células, a mitocôndria, que, a nível dos neurónios, tem um papel vital para o correto estabelecimento de circuitos neuronais e para o bom funcionamento do cérebro. De acordo com Vanessa Morais, “a investigação pretende compreender os mecanismos moleculares que a mitocôndria tem dentro dos neurónios”.

Além disso, permite também saber “como podem influenciar e ser influenciados nas doenças neurológicas, para tentar perceber se a disfunção daquele elemento pode ser uma causa de doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer ou esclerose lateral amiotrófica. A partir do momento em que há uma disfunção da mitocôndria, há processos vitais, como a cognição, que não conseguimos efetuar”, explica.

Qual o próximo passo?
A expetativa é entender o que define uma mitocôndria neuronal e tentar abordagens terapêuticas que melhorem o estado geral do neurónio. A equipa de Vanessa Morais vai, nos próximos anos, tentar perceber como é que a disfunção da mitocôndria pode influenciar o funcionamento do neurónio a nível da comunicação neuronal. A compreensão de novos mecanismos moleculares vai auxiliar na prevenção da disfunção mitocondrial e degeneração do neurónio.

Descodificador:

- Esclerose lateral amiotrófica
Doença neurológica caracterizada pela degeneração dos neurónios responsáveis por transmitir a informação do cérebro aos músculos, que conduz progressivamente à incapacidade motora.

- Mitocôndria
Pequeno órgão responsável pela produção de energia nas células, um fator essencial para a concretização de qualquer atividade que a célula necessite efetuar.

Fundação da Juventude
Beatriz Gomes e Mariana Garcia, têm 18 anos e Paulo Castro 20 e são eles os vencedores da X Mostra Nacional de Ciência que,...

Durante 3 dias estiveram sobre o olhar atento dos júris que atribuíram ao projeto Neuro Teste o 1º Prémio. Segundo os autores do estudo, desenvolvido na Escola Secundária de Arouca “o Neuro Teste é uma ferramenta inovadora que tem potencial aplicação na indústria farmacêutica, em estudos de neurotoxicologia ambiental e/ou de genética associada às doenças neurodegenerativas. Utiliza como organismo modelo larvas de Drosophila melanogaster e permite testar, em larga escala, a custos relativamente baixos e in vivo, um elevado número de compostos farmacológicos”.

Em 2ºlugar ficaram dois projetos, ambos desenvolvidos na área da química e na Escola Secundária de Azambuja. Um deles utiliza a biomassa de casca de banana para diminuir a concentração de corantes catiónicos e de metais pesados nos efluentes industriais, o outro determina a quantidade de cálcio biodisponível na casca de ovo de modo a criar um suplemento alimentar rico em cálcio, que supra as necessidades diárias de acordo com a idade.

O 3º lugar foi para um estudo que, desenvolvido nos laboratórios de ciências da Escola Secundária Júlio Dinis em Ovar, recorre a moscas para estudar os efeitos do Omeprazol na memória. Após os testes os jovens demonstram existir possíveis efeitos de letargia ou confusão induzidos pelo consumo deste fármaco.

A criação de um novo conceito de turismo associado à matemática valeu a um grupo de jovens da Escola Básica e Secundária de Pinheiro o 4º lugar na competição. Segundo os autores do projeto que participaram na categoria de matemática, “trata-se de um roteiro que não só se sugere locais a visitar, como apresenta os motivos matemáticos associados a essa mesma visita”.

O 5º Lugar foi atribuído a um grupo de estudantes do Instituto Educativo do Juncal, em Porto de Mós que desenvolveu um roteiro pedestre, dando destaque a aspetos da geodiversidade na região do Juncal. O grupo de jovens investigadores concluiu que a região do Juncal apresenta elevado interesse do ponto vista geológico, paleontológico e económico.

Os projetos que constituíram a 10ª Mostra Nacional de Ciência, que terminou ontem no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, podem ser consultados em:

http://cms.fjuventude.pt//upload_files/client_id_1/website_id_1/Actividades/Mostra_Nacional_de_Ciencia/2016/Miolo_catalogo_projectos_VF_online.pdf

Mostra Nacional de Ciência leva jovens a competições europeias e internacionais
A Mostra Nacional de Ciência, que assinalou este ano a sua 10ª edição, é já considerada uma das maiores a nível Europeu. É a partir deste encontro de ciência que a própria Fundação da Juventude, enquanto promotora do Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores e da Mostra Nacional de Ciência, seleciona os projetos destinados a representar Portugal em competições europeias e internacionais de ciência. Durante três dias estiveram sobre o olhar atento e critico dos júris trabalhos “verdadeiramente surpreendentes”, o que para Ricardo Carvalho, Presidente Executivo da Fundação da Juventude, “constitui um fator revelador da qualidade do ensino que se pratica em Portugal e da crescente importância que as ciências têm vindo a adquirir na formação dos jovens». Relativamente à participação de jovens em certames europeus e internacionais ,o dirigente acrescente que «apesar de sermos um país pequeno, já alcançámos uma quota de participação significativa nas competições europeias e internacionais onde participamos com projetos de elevado nível”.

A avaliação e a seleção dos trabalhos esteve a cargo de um júri designado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, o qual integra professores e investigadores de reconhecido mérito das diferentes áreas científicas envolvidas, para além de representantes da Direção Geral da Educação do Ministério da Educação, Agência para a Energia e da Agência Portuguesa do Ambiente.

Mais informação sobre os premiados disponível em http://www.fjuventude.pt/pt/1245/10-mostra-nacional-de-ciencia.aspx

Estudo
O Alentejo é a região do país onde se verifica maior consumo de substâncias aditivas, enquanto a Madeira é a zona com menor...

O estudo foi realizado no âmbito do protocolo estabelecido entre o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Saúde, através do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Os resultados do inquérito não apresentam grandes surpresas, tendo em conta as conclusões de outros estudos sobre os consumos na população juvenil, confirmando maior prevalência de consumo de álcool, seguindo-se o tabaco, as drogas ilícitas – entre as quais se destaca a cannabis – e os tranquilizantes/sedativos sem prescrição médica.

Relativamente à experimentação (prevalência ao longo da vida), 88% referem ter consumido álcool, 62% tabaco, 31% substâncias ilícitas e 7% tranquilizantes/sedativos, enquanto o consumo recente (últimos 12 meses) de álcool foi assumido por 83% dos jovens, o de tabaco por 52%, o de substâncias ilícitas por 24% e o de tranquilizantes por 5%.

A cannabis é a droga mais consumida (23%), embora 7% admitam ter consumido outras substâncias ilícitas.

Nos últimos 30 dias, 65% dos jovens beberam bebidas alcoólicas, 43% fumaram tabaco, 15% consumiram drogas e 3% tranquilizantes, sendo que os consumos são mais expressivos entre rapazes do que entre raparigas, com maior diferença no caso das drogas e menor no caso do álcool e do tabaco.

A nível regional, o estudo destaca que existe maior consumo de álcool e tabaco no Alentejo, de drogas ilícitas no Algarve e tranquilizantes/sedativos sem prescrição médica nos Açores, quer no que respeita à experimentação, ao consumo recente e ao consumo atual.

Tendo em conta a frequência, o consumo é mais ocasional do que frequente, sendo que o tabaco é a substancia aditiva mais consumida (47% fuma diariamente ou quase).

Em termos regionais, a Madeira é a região com menor prevalência de consumo diário de álcool, os Açores de tabaco, o Alentejo de cannabis e o Algarve de tranquilizantes.

Quanto a “comportamentos nocivos”, a embriaguez ligeira foi o mais declarado pelos jovens nos últimos 12 meses: 63% ficaram ligeiramente embriagados, 47% admitiram ter tido consumo “binge” (consumo ocasional excessivo) e 30% embriaguez severa.

No que respeita ao local de residência, o Alentejo surge como a região com maior prevalência deste tipo de comportamentos no último ano, enquanto a Madeira se destaca pela positiva.

Ainda no último ano, 21% dos inquiridos associaram o consumo de mais do que uma substância psicoativa na mesma ocasião, sendo as associações mais comuns as de álcool com bebidas energéticas e de álcool com derivados de cannabis;

Mais uma vez, destaca-se o Alentejo e a Madeira como as regiões onde o policonsumo de substâncias psicoativas na mesma ocasião é maior e menor, respetivamente.

Apenas uma minoria sentiu problemas nos últimos 12 meses decorrentes do consumo de álcool (7%) ou de drogas ilícitas (4%).

O consumo de álcool surge mais associado a problemas relacionados com a condução, com atos de violência ou conduta desordeira e com relações sexuais desprotegidas, enquanto o consumo de drogas ilícitas aparece mais associado a problemas financeiros, comportamentos em casa ou rendimento na escola ou no trabalho.

Quanto ao uso de internet, quase todos os jovens (97%) usam-na para aceder a redes sociais, 54% para jogar e apenas 15% para jogos de apostas, sendo que apenas uma minoria usa internet para estes fins por mais do que quatro horas diárias.

Relativamente às zonas de residência, são os moradores nas regiões Centro, Alentejo e Lisboa que mais usam a Internet para aceder às redes sociais, ao passo que os dos Açores são os que mais a usam para jogar e fazer apostas.

O inquérito teve como população alvo os jovens que completaram 18 anos em 2015 e que foram convocados para o Dia da Defesa Nacional, tendo caracterizado 70.646 jovens em relação a comportamentos aditivos.

Feito no IPO do Porto
Um estudo sobre os 200 doentes tratados ao cancro do estômago em fase inicial com endoscopia e sem recurso a cirurgia, desde...

O galardão, que será entregue durante a Semana Digestiva, que decorre no Algarve, premiou um estudo que avaliou os resultados de longo prazo da disseção endoscópica da submucosa gástrica, com especial foco nas estratégias de abordagem após resseção não curativa.

Diogo Libânio, do serviço de Gastrenterologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, é o autor do estudo e explicou que este departamento foi pioneiro em Portugal no tratamento do cancro do estômago em fase precoce, sem recurso a cirurgia.

Desde 2005, cerca de 200 doentes submeteram-se a esta intervenção, tendo grande parte destes pacientes ficado curada.

Além da avaliação da cura destes doentes, o estudo premiado focou-se no acompanhamento dos que posteriormente precisaram de uma cirurgia: cerca de 15 a 20 por cento.

“Focámo-nos nos fatores que levam a que os doentes precisem de tratamento adicional cirúrgico”, adiantou o gastrenterologista.

Esta técnica foi introduzida no IPO do Porto em 2005 e, desde então, tem sido aplicado em “muitos outros hospitais”, com visíveis resultados positivos.

“Portugal é um país onde o cancro gástrico ainda é muito frequente, sendo um dos com maior mortalidade”, referiu o médico.

Diogo Libânio sublinhou que, “nos últimos anos, tem aumentado a deteção de cancros iniciais, muito graças à melhor qualidade dos endoscópios e melhoria do treino desta deteção”.

Sobre o galardão, que tem o valor de 25 mil euros e irá ser entregue pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Diogo Libânio disse ser “um orgulho e um grande sinal de reconhecimento pelo trabalho feito”.

Posição quanto ao glifosato
A organização ambientalista Quercus oferece flores ao ministro da Agricultura, em reconhecimento pela posição quanto ao uso do...

Porque está presente na maioria dos herbicidas usados em espaços públicos, o glifosato tem sido alvo de discussão, quer a nível nacional quer da União Europeia, tendo Capoulas Santos proibido um composto daquele produto e anunciado que legislaria no sentido de o limitar, em áreas urbanas.

No âmbito da Semana Verde Europeia (GreenWee, de 30 de maio a 03 de junho), a Quercus oferece flores ao ministro com um cartão no qual se lê, diz a organização em comunicado, “Obrigada, em nome da Biodiversidade e da Saúde Humana”.

Capoulas Santos entendeu que “o objetivo de proteger a saúde humana e animal e o ambiente devem ter prioridade sobre o objetivo de melhorar a produção de plantas“, diz a Quercus, concluindo que a posição do ministro “é relevante para a saúde e o ambiente em toda a Europa”.

Na quarta-feira a Comissão Europeia decidiu propor a renovação temporária da licença para a utilização do glifosato na União Europeia, até ser conhecido o parecer científico da agência europeia de produtos químicos (ECHA), tendo agendado uma votação para segunda-feira.

O comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, explicou que, durante a reunião do colégio de comissários, fez um ponto da situação sobre o processo com vista à renovação da licença para o uso em território europeu de glifosato, substância utilizada sobretudo como herbicida e pesticida, mas que segundo alguns pareceres científicos é potencialmente cancerígena.

As negociações entre a Comissão, o Parlamento Europeu e os Estados-membros arrancaram no outono de 2015, mas ainda não conheceram um desfecho, dado não se ter verificado até ao momento uma maioria qualificada entre os 28 Estados-membros representados no comité de peritos, responsável por adotar uma posição.

Estudo
Um grupo cientistas alemães está a tentar criar uma vacina universal contra o cancro graças a uma técnica que ensina o sistema...

Os investigadores da Universidade de Maguncia utilizaram nanopartículas com ARN de um tumor para simular a intrusão de um agente patogénico para a corrente sanguínea e desencadear uma resposta autoimune.

A revista sublinha que os investigadores alemães conseguiram induzir respostas antitumor em ratinhos e, numa primeira fase experimental em seres humanos, em três pacientes com melanoma avançado.

A investigação, “provavelmente, representa um passo no sentido de uma vacina universal contra o cancro”, escreve a revista.

Os cientistas já descobriram que é difícil encontrar mecanismos de vacinação eficazes porque as células cancerígenas são semelhantes em muitos aspetos ao normal, de modo que o sistema imunológico evita atacar.

O método só produz uma resposta defensiva eficiente quando as células cancerígenas produzem antígenos – substâncias que fomentam a criação de anticorpos – distintos do que produzem as células saudáveis.

Outro dos fatores que limita a resposta imune ao cancro é que o crescimento dos tumores não é acompanhado de sinais inflamatórios importantes, como as que ocorrem durante a infeção microbiana, que dispara a resposta autoimune.

Por aquele motivo, o sistema imunitário em ocasiões tolera, ou promove, a formação de um tumor.

Secretário de Estado
O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, afirmou que o aparecimento de quatro estirpes de bactérias...

“Quero tranquilizar os portugueses e, sobretudo, a região Norte dizendo que as entidades ligadas ao ciclo urbano da água estão muito atentas a esta situação e, caso haja risco para a saúde pública, não deixaremos de atuar tomando as medidas adequadas”, disse o governante à margem da cerimónia de apresentação de um novo autocarro 100% elétrico e silencioso, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

Em causa está o facto de terem sido identificadas quatro estirpes de bactérias que foram isoladas na água do rio Ave, todas 'Escherichia coli', com grande capacidade de resistência aos antibióticos, incluindo aqueles que se usam exclusivamente nos hospitais para tratamento de infeções graves (carbapenemos), conforme relatou em abril, à agência Lusa, o cientista Paulo Martins.

O cientista, que é um dos membros da investigação desenvolvida em parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Universidade de Friburgo, na Suíça, afirmou que os genes responsáveis pelas resistências das bactérias descobertas são idênticos aos identificados em bactérias isoladas em hospitais, como, por exemplo, a ‘Klebsiella pneumoniae', no Hospital de Vila Nova de Gaia.

Segundo Pedro Soares, este caso já é chamado no meio científico como "o mistério do rio Ave" e os investigadores mostraram-se "perplexos" com a descoberta destas bactérias, que acreditam ter "repercussões e consequências muito complicadas".

O secretário de Estado realçou que está a ser feito um conjunto de estudos significativos nessa matéria, mas o conhecimento científico de hoje ainda não permite antecipar aquelas que podem ser as implicações para a saúde humana.

“As águas que correm no rio e aquelas que são rejeitas pelas Estações de Tratamentos de Águas Residuais cumprem as exigências e a legislação portuguesa e europeia”, salientou.

E realçou: “este problema dos micropoluentes de nova geração não só é novo como é um problema europeu e mundial”.

Carlos Martins realçou querer um bom ambiente, pessoas de boa saúde e a poder usufruir dos recursos hídricos.

Comissão de reforma propõe
A Comissão de Reforma do Modelo de Assistência na Doença aos Servidores do Estado defende que a entidade deve tornar-se numa ...

Na sua versão preliminar de proposta de reforma da Assistência na Doença aos Servidores do Estado (ADSE), aprovada na terça-feira, a comissão define critérios para reforma do modelo institucional e político da ADSE, deixando liberdade para a definição desse modelo, desde que o mesmo seja compatível com um conjunto de princípios.

"A nova entidade deverá ser pessoa coletiva de direito privado, de tipo associativo, sem fins lucrativos e de utilidade pública administrativa", determina a versão preliminar que vai servir de suporte à discussão pública que agora se inicia.

Outro dos princípios define que "o Estado acompanha e fiscaliza a atividade da nova entidade e assegura a sua coordenação com os organismos do Estado ou dele dependentes", mas "não assume responsabilidade financeira, devendo o equilíbrio entre receitas e despesas ser alcançado pela adequada e necessária definição de contribuições e/ou benefícios”.

A comissão de reforma defende ainda no documento preliminar que "a nova entidade pode prestar serviços a terceiros mediante a cobrança da correspondente receita a valores de mercado".

Propõe também a separação das duas componentes da ADSE, mantendo apenas na futura entidade a proteção na doença, enquanto a cobertura dos acidentes de trabalho passaria para a responsabilidade do Estado, dado que essa é uma obrigação dos empregadores.

Para a comissão é preferível uma transição gradual, num período de dois anos, liderada pelo Estado, para transformar a atual Direção-Geral ADSE numa entidade diferente.

O ministro da Saúde, que tutela a direção-geral ADSE, constituiu a comissão de reforma e deu-lhe como missão a apresentação de uma proposta de revisão do modelo institucional, estatutário e financeiro da ADSE, uma medida prevista no programa de Governo.

A comissão, presidida por Pedro Pita Barros, integra professores universitários, dirigentes da ADSE, representantes de entidades de saúde privada e antigos governantes, como Fernando Ribeiro Mendes e Margarida Corrêa de Aguiar.

Atualmente, a ADSE presta assistência a 1,2 milhões de beneficiários e vive exclusivamente das contribuições mensais dos funcionários públicos, que descontam 3,5% do salário.

Criada há dez anos
A Associação Portuguesa de Fertilidade, instituição sediada em Matosinhos que nasceu há dez anos e que conta quatro mil...

A associação "teve um papel fundamental" na criação da legislação na primeira década do século XXI, que "defendeu as mulheres com problemas de fertilidade", contou a secretária da direção da Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), Marta Casal.

Detentora do estatuto de Instituição Pública de Segurança Social, a associação "ganhou muitos associados" desde que a lei foi instaurada, mas essa adesão não representou, ao mesmo tempo, "uma mudança de mentalidades", lamentou a responsável.

"Não sendo um tabu, a verdade é que quem nos procurou durante muito tempo, através a plataforma informática que criámos, fazia-o usando um nickname [alcunha]. Mas agora, com o novo modelo instaurado, a que só acede quem for associado, esse número de pessoas a pedir ajuda diminuiu", explicou Marta Casal.

Dispondo de uma página na Internet na qual presta informação, "mas sem dar indicações médicas ou recomendar médicos", a AFP possui uma "rede de psicólogos por todo o país - com quem celebrou protocolos - e a que os associados podem recorrer com vantagens", acrescentou.

Ao longo da última década foi percetível para a associação que nem mesmo os grupos de apoio funcionaram: "as pessoas preferem falar com alguém que tenha vivido ou esteja a passar pelo mesmo, num círculo o mais restrito possível", sendo também por isso, lamentou, " tão difícil encontrar pessoas que queiram dar a cara e os seus testemunhos".

Esta complexidade resultou em outros problemas para a APF que, por exemplo, desconhece a taxa de sucesso da ajuda que prestou, "porque há associados que não dão retorno dos tratamentos efetuados", argumentou aquela dirigente de uma associação cujos órgãos sociais estão, atualmente, preenchidos na íntegra por mulheres.

E num país onde a "taxa de infertilidade feminina é superior à masculina", alerta Marta Casal, "muito do declínio do matrimónio está associado à infertilidade, pois contém uma vertente psicológica muito difícil além de que os tratamentos são longos e muito caros e por vezes são precisos vinte".

"No público, por lei, os tratamentos de fertilidade não superam os três e quando não há sucesso resta o privado, onde os tratamentos são muito mais caros", explicou a responsável, frisando que uma fertilização in vitro "custa entre cinco e seis mil euros, sem garantia de nada".

Se no público, por lei, "uma mulher pode contar com ajuda até aos 39 anos e 364 dias", neste cenário, "para quanto mais tarde deixar a missão de engravidar em maiores problemas se pode ver envolvida", advertiu.

"É necessária uma mudança de mentalidade e um maior envolvimento dos homens, cujos problemas de fertilidade são de mais fácil resolução, sendo ultrapassados, por exemplo, através de uma biopsia testicular", reivindicou a secretária, lembrando "a burocracia na adoção de crianças". E acrescentou: "Em Portugal há mais crianças para adotar do que casais a procurar a adoção e há casos em que têm de esperar dez anos para o processo ficar concluído".

No Porto
O Banco de Sangue Animal, criado há cinco anos, no Porto, conta atualmente com uma lista de dadores de 500 cães e 300 gatos e...

Em declarações, o médico veterinário Rui Ferreira, criador do projeto, explicou que além da angariação de dadores coelhos, que decorre, prevê também alargar o projeto a outros animais exóticos, como os furões, por exemplo.

“Em Portugal, não é muito frequente encontrar furões como animais de companhia, mas eles existem e são muito dóceis, já em Espanha [onde Rui Ferreira abriu uma filial do Banco de Sangue Animal (BSA) há cerca de um ano, em Barcelona] a adoção de furões para companhia é normal”, disse.

Segundo o veterinário, com um doutoramento na área da medicina transfusional em cães, são feitas em media, por mês, em Portugal, cerca de 200 transfusões de sangue, estimando que em cinco anos de funcionamento do banco tenham sido salvos “cerca de 10 mil” animais.

Esta unidade privada, com laboratório no Hospital Veterinário da Universidade do Porto, no âmbito de um protocolo estabelecido entre as duas entidades, pretende ser “uma plataforma de contacto entre os animais dadores que, de uma forma voluntária, pretendem ajudar outros animais e os pacientes críticos de clínicas e hospitais de todo o país, que precisam de realizar transfusões de sangue”.

“Trabalhamos para que todas as transfusões sejam feitas com componentes sanguíneos seguros e livres de agentes infecciosos, garantindo a prestação de melhores cuidados médicos”, disse Rui Ferreira, que dispõe de um outro laboratório em Linda-a-Velha e trabalha em articulação com clínicas e hospitais veterinários de todo o país, o que permite responder rapidamente a situações de emergência.

As dádivas, segundo explicou, são voluntárias e podem ser feitas a cada três meses, desde que os animais sejam saudáveis.

No caso dos gatos, devem ter entre um e oito anos, mais de três quilos e viver dentro de casa, sem contacto com gatos de rua. Os cães devem ter também entre um e oito anos e pesar mais de 25 quilos.

No laboratório é feita a a separação dos vários componentes sanguíneos, segundo as normas e protocolos de bancos de sangue humanos. “Desta forma, a partir de uma unidade de sangue total conseguimos produzir diversos componentes – concentrado de eritrócitos, plasma, concentrado de plaquetas -, permitindo tratar vários animais com uma só dádiva de sangue”, afirmou o especialista.

Os dadores têm direito a vacinas, desparasitação, análises clínicas e colocação de chips de identificação, gratuitos.

Câmara de Lisboa
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou, na inauguração da décima creche do programa B.a.Bá, que "toda a rede...

"Podemos hoje dizer que esses acordos [de cooperação] estão celebrados, essas questões estão ultrapassadas", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (PS) durante a cerimónia de inauguração de um destes equipamentos, na freguesia da Ajuda.

Na cerimónia esteve presente o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, e a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

No final da visita à creche, que vai receber 84 crianças a partir de 01 de julho, Medina salientou que, "a partir do início do próximo ano, a partir de setembro do próximo ano, toda a rede B.a.Bá vai estar ao serviço da cidade, ao serviço dos pais, das crianças, daqueles que cá moram e daqueles que procuram a cidade para trabalhar".

Medina apontou que este é o encerramento de um "processo longo, penoso", e que "vai permitir que não haja discriminação em função de rendimentos".

"Só agora podemos afirmar verdadeiramente que o programa B.a.Bá está a cumprir a sua missão de apoio às famílias, de apoio às crianças, ao serviço da inclusão e ao serviço da educação", acrescentou.

Vieira da Silva, por seu turno, disse que a celebração ou o alargamento dos acordos de cooperação com as instituições de solidariedade que gerem estes espaços "teve como primeira prioridade aqueles equipamentos onde os fundos públicos (…) tinham investido e que, por não haver acordos de cooperação, muitas vezes não tinham condições de funcionar".

"Alargámos a dimensão dos novos acordos de cooperação e a primeira prioridade foi essa", tendo sido "com toda a justeza e com toda a justiça, que este inovador programa B.a.Bá da Câmara Municipal de Lisboa" foi "imediatamente incluído nessa prioridade", vincou.

Considerando que o Governo não quer "impedir que haja oferta privada", o ministro da tutela sustentou que a "oferta social tem de cumprir duas funções, garantir a acessibilidade aos mais frágeis e regular os preços do mercado".

O projeto B.a.Bá foi criado pela autarquia em 2011 para dotar Lisboa de uma rede de creches públicas. Foram construídas 11 creches, num investimento de cerca de sete milhões de euros, que agora serão geridas por instituições de solidariedade social, escolhidas por concurso.

A creche inaugurada no Bairro 2 de Maio será gerida pela "Voz do Operário" e contará com 17 funcionários.

O vereador dos Direitos Sociais na Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso, explicou à agência Lusa que este espaço foi "concluído em fevereiro de 2015", mas não abriu antes porque "não fazia sentido abrir uma creche sem apoios numa zona carenciada" da cidade.

O autarca indicou, também, que das 84 crianças que frequentarão esta creche, 67 serão abrangidas pelo apoio do Estado. Quanto às restantes creches o subsídio estende-se, em média, a 80% das crianças.

João Afonso apontou que a única creche B.a.Bá que ainda não está em funcionamento, localizada na Charneca, "tem de abrir até setembro".

Segundo o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o apoio é estabelecido por "valores tabelados" e que "não foram negociados", situando-se nos 250 euros por criança.

Até novo parecer
A Comissão Europeia decidiu propor a renovação temporária da licença para a utilização do glifosato na União Europeia, até ser...

O comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, explicou hoje que, durante a reunião do colégio de comissários, fez um ponto da situação sobre o processo com vista à renovação da licença para o uso em território europeu de glifosato, substância utilizada sobretudo como herbicida e pesticida, mas que segundo alguns pareceres científicos é potencialmente cancerígena.

As negociações entre a Comissão, o Parlamento Europeu e os Estados-membros arrancaram no outono de 2015, mas ainda não conheceram um desfecho, dado não se ter verificado até ao momento uma maioria qualificada entre os 28 Estados-membros representados no comité de peritos responsável por adotar uma posição.

Andriukaitis indicou que, “apesar de uma maioria dos Estados-membros estar a favor da renovação (da licença), não foi atingida uma maioria qualificada” e a 01 de julho expira a autorização para a utilização da substância, pelo que todos os países terão de retirar do mercado todos os produtos contendo glifosato se até essa data não for prolongada a autorização.

De acordo com o comissário, tanto a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) como o instituto federal alemão de análise de risco concluíram que é “improvável” que o glifosato seja cancerígeno, mas, segundo as regras da UE, a última palavra pertence à agência europeia de produtos químicos (ECHA), agência à qual a Comissão solicitou então uma análise científica.

Até haver um parecer da ECHA, a Comissão propõe que o comité de peritos se reúna novamente na próxima segunda-feira e aprove temporariamente (entre 12 e 18 meses) a substância, sublinhando que se a licença for renovada os Estados-membros têm sempre o direito de autorizar os produtos finais (herbicidas e pesticidas) nos respetivos mercados, podendo impor restrições, enquanto se não houver acordo quanto à renovação da licença todos os produtos que contenham glifosato terão de ser retirados.

O executivo comunitário aponta ainda que está já a preparar uma segunda decisão sobre esta matéria, designadamente ao nível das condições para o uso de glifosato, que conterá “recomendações claras”, como banir o componente taloamina dos produtos à base de glifosato (algo que já foi decidido em Portugal) e minimizar a sua utilização em parques públicos.

Em Portugal, uma petição a favor da proibição do herbicida já reuniu 15 mil assinaturas.

A Quercus, uma das entidades que é contra a utilização do glifosato, lançou uma campanha a incentivar as autarquias a deixar este produto, tendo obtido a adesão de seis municípios, incluindo Porto e Braga, e 14 freguesias.

Depois dos alertas, o Ministério da Agricultura anunciou que iria retirar do mercado a taloamina e todos os produtos fitofarmacêuticos que contenham aquela substância, por constituírem um risco grave para a saúde humana, animal e para o ambiente.

Todavia, no mês passado o ministro da Agricultura indicou em Bruxelas que Portugal deveria abster-se na votação em sede do comité de peritos, pois os "dados científicos são contraditórios".

Dados divulgados pela imprensa, em abril, referiam que, pelo menos, 89 câmaras municipais usam o pesticida para tratamento de vias públicas e que, em 2014, foram vendidas em Portugal cerca de 1.600 toneladas do produto.

PharmaMar announces
Results from a Phase I study of plitidepsin in combination with bortezomib and dexamethasone in patients with multiple myeloma...

PharmaMar (MSE:PHM) announced that data obtained from various clinical studies carried out with three of its antitumoral compounds of marine origin - Yondelis®, Aplidin® and PM1183 - will be presented during the 2016 American Society of Clinical Oncology (ASCO) Annual Meeting in Chicago, June 3 — 7.

The studies have been selected either for oral or poster presentations or poster debates. In addition, PharmaMar will present the results of a Phase I study of Aplidin® (plitidepsin) in combination with bortezomib and dexamethasone in patients with multiple myeloma. The titles of the abstracts are available on the ASCO website www.asco.org

“The principle objective of PharmaMar is to investigate new compounds of a marine origin with a novel mechanism of action that provides a progress in the treatment of certain types of oncological tumors, and an important contribution in healthcare for the patient”, explains Dr Nadia Badri, VP Medical Affairs at PharmaMar´s oncology business unit.

Dr Arturo Soto, Director of Clinical Development at PharmaMar's Oncology Unit, points out that “the results that we are going to present at ASCO 2016 are an example of how we are progressing in this field, and that we can build on an innovative and promising pipeline of compounds for different types of cancers”.

Pharmamar studies highlighted at ASCO 2016

Yondelis® (trabectedin)
Trabectedin is a novel, multimodal, synthetically produced antitumor agent, originally derived from the sea squirt, Ecteinascidia turbinata. The drug exerts its activity by targeting the transcriptional machinery and impairing DNA repair. 

·         Patient-Reported Outcomes from Randomized, Phase-3 study of Trabectedin (T) vs. Dacarbazine (D) in Advanced Leiomyosarcoma (LMS) or Liposarcoma (LPS) (Abstract #11061) – sponsored by Janssen Products, L.P
Poster session: Sarcoma. Monday, June 6th from 8:00 a.m. to 11:30 a.m
Lead author: George Demetri, MD et al. Dana-Farber Cancer Institute, Boston, MA, USA.

·         Trabectedin (T)-related liver toxicity: Results of a pharmacokinetic study with T in patients with hepatic dysfunction (OVC1004) and experience from a phase 3 clinical trial (SAR3007) (Abstract #11064) – sponsored by Janssen Products, L.P
Poster session: Sarcoma. Monday, June 6th from 8:00 a.m. to 11:30 a.m
Lead author: Emiliano Calvo, MD et al. Centro Integral Oncológico Clara Campal (CIOCC), Madrid Norte Sanchinarro Hospital, Spain

·         Cardiac Safety Analysis of Trabectedin (T) vs. Dacarbazine (D) in Patients (Pts) with Advanced Leiomyosarcoma (LMS) or Liposarcoma (LPS) After Prior Anthracycline Chemoterapy (Abstract #11060) – sponsored by Janssen Products, L.P
Poster session: Sarcoma. Monday, June 6th from 8:00 a.m. to 11:30 a.m
Lead author: Scott M. Schuetze, MD et al. Michigan University, Ann Arbor, USA.

·         A phase 1b trial with the combination of trabectedin and olaparib in relapsed patients (pts) with advanced and unresectable bone and soft tissue sarcomas (BSTS): an Italian Sarcoma Group (ISG) study (TOMAS study) (Abstract #11018)
Poster session: Sarcoma. Monday, June 6th from 8:00 am to 11:30 am
Discussed at the Poster Discussion Session on Monday, June 6th from 3:00 pm to 4:15 pm at S406
Lead author: Giovani Grignani, MD, et al. Istituto per la Ricerca e la Cura del Cancro di Candiolo, Italy

Plitidepsin
Plitidepsin, an antitumor drug of marine origin, is being investigated in hematological tumor indications, including a Phase Ib study in relapsed and refractory multiple myeloma, in triple combination with bortezomib and dexamethasone, along with a phase II study in relapsed and refractory angioimmunoblastic T-cell Lymphoma. Recently, plitidepsin showed positive results in a pivotal study in combination with dexamethasone in patients with multiple myeloma.

·         Phase I study of plitidepsin in combination with bortezomib and dexamethasone in patients with relapsed and/or refractory multiple myeloma. (Abstract #8006)
Oral abstract session: Hematologic Malignancies – Plasma Cell Dyscrasia. Friday, June 3rd from 3:00 pm to 6:00 pm. Presentation time/Duration: 5:00 pm a 5:12 pm. Speaker: María Victoria Mateos, MD University Hospital of Salamanca, Spain
Lead author: María Victoria Mateos, MD et al.

PM1183 (lurbinectedin)
PM1183 is compound under clinical investigation, inhibitor of the RNA polymerase II enzyme. It is essential for the transcription process, which inhibits tumor growth, and resulting in tumor death. The antitumor efficacy of PM1183 is being investigated in various types of solid tumors.

·         CORAIL trial: Randomized Phase III Study of Lurbinectedin (PM01183) versus Pegylated Liposomal Doxorubicin (PLD) or Topotecan (T) in Patients with Platinum-resistant Ovarian Cancer. (Abstract #TPS5597)
Poster session: Gynecologic Cancer. Monday, June 6th from 1:00 pm to 4:30 pm.
Lead author: S. Gaillard et al. MD, Duke Cancer Institute, Durham, USA.

About YONDELIS® (trabectedin)
YONDELIS® (trabectedin) is a novel, multimodal, synthetically produced antitumor agent, originally derived from the sea squirt, Ecteinascidia turbinata. The drug exerts its activity by targeting the transcriptional machinery and impairing DNA repair. It is approved in nearly 80 countries in North America, Europe, South America and Asia for the treatment of advanced Soft Tissue Sarcomas, or specific L-sarcoma sub-types, as a single-agent.  It is approved in almost 70 countries outside of the USA for relapsed ovarian cancer in combination with DOXIL®/CAELYX® (doxorubicin HCl liposome injec­tion). Under a licensing agreement with PharmaMar, Janssen Products, L.P. has the rights to develop and sell YONDELIS® globally except in Europe, where PharmaMar holds the rights, and in Japan, where PharmaMar has granted a license to Taiho Pharmaceuticals.

About plitidepsin
Plitidepsin   is   an   investigational   anticancer   agent   of   marine origin,  originally  obtained  from  the  ascidian  Aplidium  albicans. It  is  thought  that  it  specifically  binds  to  the  eEF1A2  and  targets the  non-canonical  role  of  this  protein,  resulting  in  tumor  cell death via apoptosis (programmed death). Plitidepsin is currently in  clinical  development  for  hematological  cancers,  including  a PhaseIb trial in relapsed or refractory multiple myeloma as a triple combination of plitidepsin, bortezomib and dexamethasone, and a  Phase  II  study  in  relapsed  or  refractory  angioimmunoblastic T-cell lymphoma. A Phase III trial in relapsed or refractory multiple myeloma has been completed.  Plitidepsin has received orphan drug designation both in the EU and the US.

About lurbinectedin (PM1183)
Lurbinectedin (PM1183) is a compound under clinical investigation, and is thought to be an inhibitor of RNA polymerase II enzyme. It is essential for the transcription process, inhibiting tumor growth, and resulting in tumor death. The antitumor efficacy of PM1183 (lurbinectedin) is being investigated in various types of solid tumors, including a Phase III study for platinum-resistant ovarian cancer, a Phase II study for BRCA1/2-associated metastatic breast cancer and a Phase III study for small cell lung cancer.

About PharmaMar
Headquartered in Madrid, PharmaMar is a world-leading biopharmaceutical company in the discovery and development of innovative marine-derived anticancer drugs. The company has an important pipeline of drug candidates and a robust R&D oncology program. PharmaMar develops and commercializes YONDELIS® in Europe and has three other clinical-stage programs under development for several types of solid and hematological cancers, PM1183, plitidepsin, and PM184. PharmaMar is a global biopharmaceutical company with subsidiaries in Germany, Italy, France, Switzerland, United Kingdom, Belgium and the United States. PharmaMar fully owns other companies: GENOMICA, Spain's leading molecular diagnostics company; Sylentis, dedicated to researching therapeutic applications of gene silencing (RNAi); and two other chemical enterprises, Zelnova Zeltia and Xylazel. To learn more about PharmaMar, please visit us at www.pharmamar.com.

2016 ASCO Annual Meeting
The conclusions of the study point to a response rate of 56% of the treated patients with 90% of them presenting duration of...

PharmaMar (MSE:PHM) announces the positive results from a Phase I study of plitidepsin in combination with bortezomib and dexamethasone in patients with relapsed and/or refractory multiple myeloma. Dr María Victoria Mateos, MD of the Hematological Department of the University Hospital of Salamanca, Spain, the principal investigator of the study, will present the results in an oral session on June 3rd, 2016 during the 52nd Congress of the American Society of the Clinical Oncology (ASCO), taking place in Chicago (USA), June 3 – 7.    

The primary objective of this 20-patient study was to identify the recommended dose for the triple combination (dexamethasone / bortezomib / plitidepsin) administered every four weeks. Efficacy and the safety profile were also evaluated. The overall response rate (ORR) was 56%, including very good partial responses (VGPR) in 33% of the patients and a remarkable partial remission in one triple refractory patient. The median progression free survival (PFS) was 8.3 months. Additionally, 90% of the patients showed a DOR of 6 months or more and clinical benefit was observed in 72% of the patients.

Dose limiting toxicities were not seen in any of the evaluated patients; therefore, the full dose of plitidepsin and bortezomib when used alone were established as the recommended dose for the triple combination. The treatment was well tolerated. The hematological toxicity was manageable and the non-hematological toxicity was in general mild, with the exception of one case of creatinine increase.

Out of the 20 patients that participated in the study, 10 are still under the treatment. The median age was 65. All patients had relapsed after previously receiving, on average, 3.5 therapeutic regimens (range 1-10). Forty-five percent of these patients had been subject to a hematopoietic stem cell transplant (8 autologous, 1 allogeneic). Of the 18 patients evaluable for efficacy, 83% (15 patients) had previously received bortezomib and lenalidomide. One was refractory to bortezomib and seven to lenalidomide.                    

In abstract #8006, Dr María Victoria Mateos and her team explain that despite the recent progress in the treatment of multiple myeloma due to the introduction of proteasome inhibitors (PIs), the new immunomodulatory drugs (IMIDs), and monoclonal antibodies, the illness is still incurable. Therefore, active compounds with novel mechanisms of action and adequate safety profile are needed. Plitidepsin targets the eukaryotic Elongation Factor eEF1A2, an overexpressed protein in multiple myeloma that contributes to its pathogenesis. The positive results from this study will be added to the already extensive data package from Phase II and Phase III trials, where plitidepsin has shown activity and a favorable safety profile in combination with dexamethasone.

About multiple myeloma
Multiple myeloma is a relatively uncommon type of blood cancer, which accounts for 10% of all hematological malignancies, this being caused by malignant plasma cells that very rapidly multiply1. Normal plasma cells are white blood cells, which form part of the immune system, found in the bone marrow that produces the antibodies necessary for fighting infections2. Abnormal cells produce a type of antibody that does not benefit the body and accumulate, thus preventing normal cells from functioning properly. Almost all patients with multiple myeloma progress from an initial, asymptomatic pre-malignant stage to established disease. In 2015, 26,850 new cases were diagnosed in the US, and about 11,200 people died from this disease3.In Europe, the incidence is 4.5–6.0 out of 100 000 diagnosed per year4.

About plitidepsin
Plitidepsin   is   an   investigational   anticancer   agent   of   marine origin,  originally  obtained  from  the  ascidian  Aplidium  albicans. It  is  thought  that  it  specifically  binds  to  the  eEF1A2  and  targets the  non-canonical  role  of  this  protein,  resulting  in  tumor  cell death via apoptosis (programed death). Plitidepsin is currently in  clinical  development  for  hematological  cancers,  including  a PhaseIb trial in relapsed or refractory multiple myeloma as a triple combination of plitidepsin, bortezomib and dexamethasone, and a  Phase  II  study  in  relapsed  or  refractory  angioimmunoblastic T-cell lymphoma. A Phase III trial in relapsed or refractory multiple myeloma has been completed.  Plitidepsin has received orphan drug designation both in the EU and the US.

About PharmaMar
Headquartered in Madrid, PharmaMar is a world-leading biopharmaceutical company in the discovery and development of innovative marine-derived anticancer drugs. The company has an important pipeline of drug candidates and a robust R&D oncology program. PharmaMar develops and commercializes YONDELIS® in Europe and has three other clinical-stage programs under development for several types of solid and hematological cancers, PM1183, plitidepsin, and PM184. PharmaMar is a global biopharmaceutical company with subsidiaries in Germany, Italy, France, Switzerland, United Kingdom, Belgium and the United States. PharmaMar fully owns other companies: GENOMICA, Spain's leading molecular diagnostics company; Sylentis, dedicated to researching therapeutic applications of gene silencing (RNAi); and two other chemical enterprises, Zelnova Zeltia and Xylazel. To learn more about PharmaMar, please visit us at www.pharmamar.com.

1http://www.cancer.org/cancer/multiplemyeloma/detailedguide/multiple-myeloma-what-is-multiple-myeloma
2http://www.myeloma.org.uk/information/what-is-myeloma/
3http://seer.cancer.gov/statfacts/html/mulmy.html
4http://www.esmo.org/Guidelines/Haematological-Malignancies/Multiple-Myeloma

Cuidados Paliativos Pediátricos
Estima-se que existam cerca de 6 mil crianças, em Portugal, com necessidades paliativas.

Durante muito tempo, em Portugal, não existiu legislação sobre Cuidados Paliativos Pediátricos. Sabe-se, aliás, que até Fevereiro de 2013 era o único país da Europa Ocidental sem atividade reconhecida, na área, pela  International Children’s Palliative Care Network. Desde então tem-se assistido a uma evolução, ainda que lenta, na prestação deste tipo de cuidados.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP) “são cuidados totais que se devem iniciar desde o diagnóstico até ao final da vida”. “É uma definição bastante complexa, uma vez que, numa criança, estes cuidados podem acompanhá-la até à fase adulta. Tratam-se de situações que, ao contrário dos adultos, se traduzem frequentemente em quadros de evolução mais prolongada, tendo um elevado impacto nas crianças, nas suas famílias e, até mesmo, nos serviços de saúde”, explica Teresa Fraga, enfermeira e membro da Associação No Meio do Nada, que tem lutado para a existência de uma unidade exclusiva de Cuidados Paliativos Pediátricos no país.

“Tratam-se de cuidados ativos e globais, para corpo, mente e espírito e que incluem, igualmente, o apoio do suporte familiar, em crianças com o diagnóstico de uma doença sem cura”, acrescenta Teresa.

A Organização Mundial de Saúde defende, por isso mesmo, que os prestadores de cuidados devem ser capazes de avaliar e aliviar o sofrimento físico, psicológico e social da criança.

“Paliativo quer dizer que não há melhoras e as patologias são muito variadas. Por isso, os paliativos na criança são diferentes dos adultos”, explica.

“Na criança, a fase paliativa pode acompanhá-lo até à idade adulta e é muito importante atendermos às suas necessidades ao logo da vida. Devem ser acompanhados por uma psicóloga, uma educadora ou professor para que tenham, dentro do possível, um desenvolvimento igual a qualquer outra criança”, explica Teresa Fraga.

Dados revelados em 2013 mostram que, no nosso país, existem cerca de 6 mil crianças com necessidades paliativas.

Estima-se que 51 por cento morre durante primeiro ano de vida, em consequência de doenças neuromusculares, cardiovasculares e de alterações congénitas e genéticas sem cura.

“A doença oncológica é a que menos mata nestes casos. O cancro pode ter cura. As doenças que exigem este tipo de cuidados são doenças crónicas bastante complexas”, refere a enfermeira.

“Há, naturalmente, excepções. Dou-lhe o exemplo de um caso de uma criança com doença neuromuscular que morreu com 11 anos. A verdade é que tem havido uma maior aposta neste tipo de cuidados, que pode levar ao aumento da esperança de vida destas crianças”, explica.

No entanto, admite que os profissionais de saúde ainda estão “muito voltados para a cura e é preciso mudar as mentalidades”.

De acordo com a European Association for Palliative Care as crianças com indicação para Cuidados Paliativos dividem-se em quatro grupos:

 “Grupo 1 - Crianças em situação clínica que ameaça a vida e em que um tratamento curativo é possível mas que pode fracassar, e para os quais o acesso aos cuidados paliativos pode ser um recurso necessário para associar às estratégias curativas e/ou se o tratamento falhar (exemplos: prematuridade, cancro, falência de órgão(s) irreversível);

Grupo 2 - Crianças em situação de morte prematura e inevitável, mas que podem vivenciar períodos de tratamento intensivo, com o intuito de prolongar a vida e permitir a possibilidade de participarem em actividades normais da vida diária (exemplo: Fibrose Quística);

Grupo 3 - Crianças em situação de doença progressiva sem opção de tratamento curativo viável, sendo o tratamento exclusivamente paliativo podendo frequentemente prolongar-se por vários anos (exemplos: Doença de Batten, Mucopolissacaridoses, Distrofia Muscular);

Grupo 4 - Crianças em situação irreversível mas não progressiva da doença, com necessidades de saúde complexas, que frequentemente conduzem a complicações e aumentam a probabilidade de morte prematura (exemplos: Paralisia Cerebral grave, Deficiências múltiplas que afectem a espinal medula ou o cérebro).”

De entre algumas das recomendações desta associação europeia, que orientam a prestação dos cuidados paliativos, Teresa Fraga, lamenta que algumas não tenham “sustentabilidade” na realidade do nosso país.

A European Association for Palliative Care defende, por exemplo, que os cuidados devem ser prestados desde o diagnóstico onde a criança/família desejarem e que  todas as crianças devem ter direito a este tipo de cuidado, independentemente das condições socioeconómicas e da cultura da sua família.

“A verdade é que, por vezes, as famílias não têm condições para continuar a cuidar das suas crianças em casa. Por outro lado, os hospitais também recusam alguns doentes por falta de condições”, revela a cuidadora.

“Infelizmente, existem apenas unidades de cuidados paliativos para adultos e ainda não há equipas definidas para apoiar as crianças”, acrescenta.

Quando as crianças podem regressar a casa são referenciadas pelo Centro de Saúde da área de residência e continuam a ser acompanhadas pelo médico assistente.

“O que acontece quando ficam em casa dos pais é que um dos progenitores acaba por ter de abandonar o seu emprego para acompanhar a doença do filho. Habitualmente, são as mães que ficam com esta responsabilidade a seu cargo. Sabemos que as condições financeiras da maioria destas famílias são parcas e, esta situação traz o seu agravamento”, revela.

“Acabam por viver em condições bastante precárias”, lamenta Teresa.

Para além da pressão financeira, a doença traz em si o cansaço, o desespero de quem com ela lida diariamente.

“Há famílias que não aguentam a pressão e acabam por se desmembrar. Na maior parte dos casos estas crianças ficam com as mães que acabam esgotadas e sem apoio”, refere.

Foi a pensar no bem-estar destas crianças e suas famílias que nasceu a Associação No Meio do Nada. “A associação nasceu pela mão de profissionais de saúde e pais que tiveram os filhos nos cuidados paliativos”, conta.

“Nós observávamos muitos pais desesperados e foi a pensar neles que achámos que devia existir um local onde os pudéssemos apoiar”, explica a enfermeira.

Na realidade, o grupo queria ser uma âncora de retaguarda. “Para isso temos uma equipa de psicólogos que acompanha as mães. Habitualmente deprimidas, têm de ser apoiadas a nível do domicílio para que possam ter tempo para elas. O cuidador tem de descansar”, justifica.

“Uma das limitações nestes casos, por exemplo, é que estas crianças crescem e as mães passam a ter dificuldade em cuidar da sua higiene. Elas precisam de ajuda, na prática, para cuidar dos filhos e muitas sofrem com medo que lhe aconteça alguma coisa (como adoecer, por exemplo) e não terem quem cuide das crianças”, acrescenta.

“A rede pública não dispõe sequer de uma unidade ambulatória onde possam deixar os filhos enquanto vão trabalhar. Muitas destas mães queriam poder continuar a trabalhar. Muitas têm cursos superiores e lamentam não poder estar no mercado de trabalho”, afirma Teresa Fraga.

“Para estas mães ou pais trabalhar acaba por ser muito importante a nível psicológico e o que nós pretendemos é que as famílias que apoiamos sejam famílias unidas, equilibradas, saudáveis”, explica.

Ainda enquanto associação de apoio pensaram na criação de uma unidade de cuidados paliativos pediátricos. “Foi um caminho longo, mas felizmente ainda este mês será inaugurada a primeira unidade de cuidados paliativos pediátricos da Peninsula Ibérica, resultado do nosso esforço, do nosso trabalho e da nossa dedicação”, conta feliz.

“Esta unidade – o Kastelo – tem uma filosofia própria: «dar vida» e integrar a família no cuidado dos filhos e vai acolher crianças, e respectivas famílias, de todo o país”, explica.

“Iremos ter atividades para as mães, pais e irmãos, que muitas vezes são esquecidos ao longo de todo este processo”, refere a enfermeira que ainda hoje se emociona a falar dos casos dos quais tem cuidado ao longo dos anos.

“É dificil distanciarmo-nos de cada caso. É impossivel desligarmo-nos do que vivemos com estas crianças... Recordamo-nos sempre de cada aniversário que passámos juntos, mesmo depois de partirem”, confessa. 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Patrocínios atingem quase 160 milhões de euros em três anos
Desde ontem passou a ser mais fácil pesquisar informação sobre os patrocínios e apoios concedidos e declarados pela indústria...

Os patrocínios em questão incluem apoios para realização de congressos e eventos científicos, formação a profissionais, pagamentos a palestrantes, entre outros.

Esta plataforma tem por base informações declaradas pelas entidades: por um lado, os patrocínios que são concedidos; por outro, os que são aceites por associações, profissionais ou outros organismos.

Desde que ficou disponível a 14 de fevereiro de 2013 e até 29 de fevereiro de 2016, registou mais de 159 milhões de euros em patrocínios concedidos, na sua maioria por titulares de autorizações de introdução no mercado (indústria farmacêutica), mas também distribuidores ou associações de investigação.

Os valores dos patrocínios declarados por quem os recebeu ultrapassam os 69 milhões de euros, com as sociedades médicas a destacarem-se, ao terem declarado apoios superiores a 27 milhões de euros. Os profissionais de saúde são o segundo grupo com maior peso (19 milhões de euros), seguidos de outras entidades coletivas (13,4 milhões de euros).

A Plataforma de Comunicações – Transparência e Publicidade, que está disponível no site do Infarmed há cerca de três anos, foi objeto de alterações e tem novas funcionalidades. Destaca-se a possibilidade de pesquisar livremente na listagem pública todas as contribuições e aceitações de apoios que foram declaradas, seja por nome, evento, entidade contribuinte ou valor.

Para evitar erros e duplicações, o registo vai passar a ser feito colocando o número de carteira profissional ou - excecionalmente e em caso da sua não existência – através do número de BI/cartão do cidadão, possibilidade validada pela Comissão Nacional da Proteção de Dados.

Até ao final de fevereiro estavam registados 9375 entidades nesta plataforma, dos quais 8257 são profissionais de saúde: 7324 médicos, 442 farmacêuticos, 294 enfermeiros ou 32 médicos dentistas. A lista engloba ainda farmácias, sociedades médicas, associações de investigação/estudos clínicos e associações de doentes, entre outras entidades. A plataforma pode ser acedida através do site do Infarmed, mas também no Portal do SNS, na, área de Transparência. Os links respetivos seguem em baixo.

http://placotrans.infarmed.pt/
https://www.sns.gov.pt/transparencia/

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