Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
Os serviços de saúde mantêm-se hoje sem qualquer registo de incidente relativo a ataques informáticos, mas têm orientações para...

Fonte oficial dos SPMS indicou que, até às 14:00 de hoje, não houve registo de nenhum problema ou incidente relacionado com o ataque informático de grandes dimensões à escala internacional.

A mesma fonte acrescentou não ter registo de sistemas informáticos que estejam inoperacionais por via de um ataque e disse não haver indicações para desligar os sistemas que interferem com os serviços aos utentes.

Os SPMS divulgaram no domingo uma circular a todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com indicações de cuidados adicionais, nomeadamente condicionando o acesso de correio eletrónico (e-mail).

Outro dos cuidados pedidos foi para que todos os computadores de funcionários do SNS fossem desligados de domingo para hoje.

A utilização dos computadores hoje e terça-feira deve ainda cumprir alguns requisitos, como seja serem ligados sem conexão à rede (cabo ou ‘wireless’) no caso de ainda não terem sido implementadas as medidas de segurança pela informática da instituição.

Segundo a circular dos SPMS, a ligação à rede cabo ou ‘wireless’ só deve ocorrer depois de aplicadas as medidas de segurança recomendadas.

Os serviços contam emitir uma nova orientação na terça-feira ao fim do dia, dando novas indicações.

O ciberataque lançado na sexta-feira contra vários países e organizações foi de "um nível sem precedentes", admitiu no sábado o gabinete europeu da Europol (Serviço Europeu de Polícia).

O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Entretanto, a Claranet alertou hoje para a possibilidade de novos ciberataques e aconselhou os utilizadores a terem os sistemas atualizados, não abrir anexos desconhecidos e desligar da energia todo o equipamento suspeito de estar infetado.

Este ciberataque já afetou 150 países e 200 mil sistemas informáticos.

Estudo
Os jovens nadadores em competição têm um sono mais superficial, o que põe em causa a sua recuperação física e psicológica,...

Segundo o estudo, a qualidade de sono “é determinante no desempenho dos atletas, mas não é fator tido em conta no planeamento e programação do treino”.

O estudo a jovens nadadores em competição foi liderado pelo investigador Jorge Conde, que alerta para a necessidade de “criar espaço para o sono” na elaboração dos programas de treino.

“O treino intensivo cria um padrão adaptado, em que os atletas dormem mais e com maior eficiência, mas de forma mais superficial. Em comparação com sedentários na mesma faixa etária, o treino diminui o sono profundo, afetando a capacidade de recuperação dos atletas, incluindo a recuperação musculoesquelética”, revela a investigação.

No estudo foram avaliadas as alterações do padrão do sono em nadadores jovens, envolvidos num processo de treino e de competição regulares, e “as implicações na capacidade de rendimento que lhe poderão estar diretamente associadas”.

O padrão de sono foi analisado em diferentes fases do ciclo anual de treino, nomeadamente “padrão de repouso, um dos ciclos mais intensos da época, os momentos mais próximos possíveis antes e depois de uma competição importante”.

De acordo com Jorge Conde, “a avaliação do sono num momento de grande intensidade e volume de treino mostra que há diferenças no sono dos atletas: dormem menos, embora de forma mais eficiente”.

“As latências são todas elas menores do que no início de época, parecendo que os atletas têm pressa em dormir”, acrescenta.

Esta alteração “perdura no tempo, verificando-se os mesmos resultados após cinco semanas de paragem de treinos”, ficando demonstrado que, “mesmo na paragem entre épocas, essa adaptação não desaparece na totalidade”.

Jorge Conde considera que a qualidade do sono “pode não ser suficiente para os organismos recuperarem na totalidade, quer física, quer cognitivamente, do esforço acumulado ao longo de uma época”.

Nesse âmbito, alerta que deve ser aberta a discussão “sobre a necessidade de se ensaiarem outras estratégias horárias de treino e eventualmente outra distribuição de carga e intensidade”, podendo ser “necessário redistribuir as horas de treino e de sono”.

“Os resultados levam-nos a questionar se, do ponto de vista psicológico, o atleta chega às competições na sua melhor forma”, acrescenta.

O investigador entende que, apesar de se assumir que a qualidade de sono é determinante nos atletas, na maioria das vezes este é um assunto “visto como lateral e habitualmente não cuidado na elaboração dos programas de treino”.

Os resultados do estudo concluem que “o sono deve ser um período integrante do plano de treino, por forma a rentabilizar o tempo efetivo de treino”.

Jorge Conde reconhece que estas propostas “esbarram na ausência de condições especiais para que estes atletas possam cumprir a sua vida desportiva, sem esta ser condicionada pela vida escolar”.

No entanto, insiste na “necessidade de se criar mais espaço para o sono, que permitirá maiores e melhores recuperações, ajudando os atletas a obterem melhores estados físicos e psicológicos”.

Os resultados desta investigação estão incluídos na sua tese de doutoramento, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, intitulada “Qualidade e perturbações do sono em jovens nadadores”, e estão agora publicados num livro que será lançado na terça-feira, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC).

Dia 21 de maio
Inscrições terminam já amanhã. Seminário, que antecede a prova, conta com Ricardo Ribas (Sport Lisboa e Benfica) e Manuel...

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, no próximo domingo, dia 21 de maio, uma corrida e uma caminhada de 10 quilómetros, que visam sensibilizar a população para a importância do exercício físico na promoção e manutenção da saúde mental, assim como para a diminuição do estigma associado à “doença mental”.

“10 km pela Saúde Mental” é o título da prova, que começa, pelas 10h00 (cinco minutos depois partida da caminhada), nas instalações da ESEnfC no Polo B (junto ao Hospital dos Covões), onde os participantes regressarão após um percurso que inclui a passagem pelas ruas de S. Martinho do Bispo, pela Escola Superior Agrária e pelas paisagens da mata do Choupal.

A iniciativa “10 km pela Saúde Mental” compreende, ainda, na tarde do dia anterior, um seminário (com início às 15h00, no auditório António Arnaut - instalações do Polo B) que terá a participação, entre outros, do atleta olímpico Ricardo Ribas (Sport Lisboa e Benfica) e do atleta paralímpico medalhado Manuel Mendes (Vitória de Guimarães). Os dois vão proferir, respetivamente, as comunicações “10 dicas sobre corrida” (às 17h00) e “10 dicas sobre perseverança e desporto” (às 17h15).

Nesse o sábado, professores da ESEnfC, profissionais de saúde e de educação física vão dar informações, opiniões e testemunhos «de quem acredita e quer motivar outros a acreditar que o exercício físico proporciona quilómetros de bem-estar mental a quem o pratica», afirma a organização do evento, da responsabilidade do VII curso de pós-licenciatura de especialização e do V curso de mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, ministrados na ESEnfC.

“10 km pela Saúde Mental” pretende ter, também, um cariz solidário, pelo que cada participante poderá entregar à organização, no momento de levantamento do dorsal, um alimento ou uma peça de roupa para doar a organizações carenciadas da região de Coimbra.

Mais informações sobre a corrida, ou sobre o seminário, podem ser obtidas no site oficial da prova, em www.esenfc.pt/event/10kmsaudemental, onde ainda é possível fazer inscrições, mas só até amanhã, dia 16 de maio.

Na próxima 4.ª feira
Mais de 40 serviços de dermatologia do continente e ilhas participam na quarta-feira no rastreio nacional gratuito no âmbito do...

O rastreio é promovido pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), com o patrocínio da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia e da Direção Geral de Saúde, decorre em serviços de dermatologia no continente, Açores e Madeira e no ano passado avaliou cerca de 1.700 pessoas.

A incidência dos vários tipos de cancros da pele tem vindo a aumentar em todo o mundo, estimando-se que em Portugal, este ano, serão diagnosticados mais de 12.000 novos casos de cancros da pele e cerca de 1.000 serão novos casos de melanoma.

De acordo com a APCC, no rastreio do ano passado as suspeitas ascenderam a mais de 80 casos de carcinoma basocelular e 14 de melanomas, além de outras lesões de risco de cancro de pele.

Na população estudada, 40% das pessoas evidenciavam a presença de lentigos solares no tronco, reconhecidos como sequela frequente de queimaduras solares.

Foi feito o diagnóstico clínico de nevos atípicos - sinais irregulares na cor, bordo, de diâmetro maior que 5 mm e que apresentam mais risco de evoluírem ou se associarem a melanoma - em 288 pessoas. Destas, 126 tinham queratoses actínicas, um precursor potencial de carcinoma espinocelular.

Da amostra analisada, 21% relatavam antecedentes de queimadura solar antes dos 10 anos e mais de metade (52%) entre os 10 e 18 anos. Apenas 22% referiam colocar sempre protetor solar quando expostos ao sol, fora da praia.

A maior parte das pessoas (85%) disseram colocar, quando expostas ao sol, na praia, creme com fator de proteção solar superior a 30.

Uma em cada três pessoas disseram ter atividade profissional ao ar livre e 60% referiam a prática regular ou ocasional de desporto ao ar livre.

A APCC considera que estes números mostram “a importância do autoexame, dos rastreios periódicos e a necessidade de reforçar os cuidados a ter com o sol, sobretudo naqueles com exposição ocupacional ao sol e também naqueles praticantes de desporto ao ar livre”.

Este ano, na apresentação da campanha, a associação apelou para a criação, em cada Unidade de Saúde Familiar, de equipas especializadas e preparadas para despistar através da teledermatologia suspeitas de cancro de pele.

Segundo a APCC, o equipamento necessário para estes médicos e enfermeiros pagar-se-ia ao evitar três cirurgias desnecessárias que hoje se fazem.

Desde há 17 anos que Portugal participa na Campanha Europeia do Dia do Euromelanoma/Dia dos Cancros de Pele, que se assinala em mais de 30 países.

A APCC organiza desde 2003 cursos de formação para prevenção e diagnóstico precoce de cancros da pele dirigidos a profissionais de Educação e Saúde, com uma participação global cerca de 11.000 profissionais.

Estudo
Uma das características da raça humana é a sua capacidade de adaptação. A evolução, a melhoria da espécie e a luta contra as...

Falhas de implantação, abortos recorrentes e pré-eclâmpsia são algumas das complicações, às vezes sem resposta, nos tratamentos com ovócitos doados, cuja a origem, em muitos casos, é imunológica. O IVI após mais de dois anos de investigação, teve oportunidade de apresentar um estudo inovador sobre imunologia no 7th International IVI Congress de Bilbao.

A investigação, levada a cabo, entre outros, pela Dra. Diana Alecsandru, imunologista do IVI Madrid, consistiu num estudo, com uma amostra de 204 pacientes, no qual se identificou e classificou todos os fatores imunológicos que podem interferir no tratamento com ovócitos doados (mãe, companheiro, dador, filhos nascidos previamente, tecido de aborto se este tiver ocorrido, etc.).

A nível uterino, todas as mulheres dispõem de determinadas células com uns recetores chamados KIR; entre eles existem três grandes grupos genéticos (KIR AA, KIR AB y KIR BB). Estes recetores são os encarregados de reconhecer a parte estranha do embrião. Na reprodução assistida com óvulos próprios e na reprodução espontânea, estes recetores somente identificam uma parte estranha, quer dizer, a paterna. Por outro lado, nos tratamentos com ovócitos doados reconhecem-se duas partes alheias, a paterna e a da dadora, podendo aumentar o número de partes não reconhecidas, se considerarmos a transferência de mais de um embrião.

Todos os seres humanos dispõem de uns antígenos las células denominadas HLA-C, que se dividem em dois grandes grupos HLA-C1 e HLA-C2. Uma denominação genética parecida a que se pode dar, por exemplo, entre os diferentes grupos sanguíneos, mas que se descobriu recentemente. Um estudo realizado pela Dra. Diana Alecsandru revela, entre outros, que a união de recetores KIR AA com antígenos HLA-C2 é uma combinação de risco para a raça humana em todo o mundo.

Aqui retomamos o comentário “que o corpo humano é muito inteligente” para constatar que, num tratamento com óvulos doados, quando uma mulher com recetores KIR AA (entre 30 a 40 % das mulheres europeias apresentam este tipo concreto de recetores) recebe a transferência de um embrião com antígenos, as probabilidades de aborto, falha na implantação e outras complicações disparam.

A importância do estudo da Dra. Alecsandru e as conclusões residem principalmente em dois pontos. Em primeiro lugar, a importância de realizar uma classificação dos KIR y HLA-C tanto da mãe como do pai e da dadora. Mediante uma simples análise de sangue realizar-se-á a denominação genética de cada um dos protagonistas, para poder escolher sempre a dadora mais adequada e alinhar todos os protagonistas.

Em segundo lugar, a importância de apostar, nos tratamentos com óvulos doados pela transferência de um só embrião, para que o útero da mulher reconheça o menor número de elementos estranhos e exista maior probabilidade de aumentar as taxas de gravidez e ter um bebé saudável. Apesar dos resultados do estudo terem origem em Madrid, gradualmente o IVI está a implementar estas conclusões em todas as suas clínicas (de momento apenas em pacientes com patologias de gestação como abortos recorrentes, falhas de implantação recorrentes, pré-eclampsia, etc.) para continuar a oferecer aos seus pacientes as melhores técnicas e as maiores probabilidades de ter uma gravidez segura e um bebé saudável.

Segundo a Dra. Alecsandru, “com estes estudos estamos a verificar a importância de avaliar as características imunológicas das dadoras. É muito importante selecionar adequadamente a dadora, não só pela compatibilidade da cor de olhos, do grupo sanguíneo, etc., mas também pelas características imunológicas. O objetivo final é que a dadora seja compatível com a recetora, para que a gravidez chegue a termo da melhor forma possível. Além disso, é recomendável transferir um só embrião, para que o útero materno não seja obrigado a reconhecer demasiados corpos externos.

Estudo
Poderá uma 'SenseCam', câmara fotográfica automática portátil que capta imagens do dia-a-dia, ajudar a atrasar a...

Um estudo realizado por uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra (UC) e Leeds (Reino Unido), entre 2011 e 2016, intitulado “Estimulação da memória na Doença de Alzheimer (DA) em fase inicial. O papel da SenseCam no funcionamento cognitivo e no bem-estar”, revela que sim e recomenda o uso deste método como complemento ao tratamento farmacológico da doença.

Partindo de estudos anteriores onde é evidenciado que a visualização de imagens estimula as zonas do cérebro responsáveis pelas memórias autobiográficas (lobo temporal medial - hipocampo e áreas parahipocampais), das primeiras a deteriorarem-se na Doença de Alzheimer, os investigadores quiseram estudar a eficácia da utilização da SenseCam, como ferramenta de estimulação cognitiva, na fase inicial da doença.

Numa primeira fase do projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e liderado por investigadores das Faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUC) e Ciências e Tecnologia (FCTUC, Departamento de Engenharia Informática) da UC, a equipa realizou um estudo piloto com um grupo de 29 jovens e idosos saudáveis (15 jovens e 14 idosos) para explorar os efeitos da SenseCam em testes de cognição global e analisar em que medida este instrumento poderia ser útil para os pacientes com DA.

Identificadas as potencialidade do método no funcionamento cognitivo global, os investigadores avançaram então para o estudo principal com 51 idosos, na sua maioria mulheres, diagnosticados com Doença de Alzheimer em fase inicial, seguidos nos serviços de Psiquiatria (consulta de gerontopsiquiatria) e de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e também na Associação Alzheimer Portugal.

Os idosos, com idades compreendidas entre os 60 e 80 anos de idade, foram divididos em três grupos e sujeitos a estratégias de estimulação cognitiva diferentes durante seis semanas: um grupo foi intervencionado com o uso da SenseCam que captou imagens quotidianas vivenciadas pelos pacientes, outro com um treino convencional ativo (exercícios como memorização de listas de compras, associação faces-nomes, etc.) e o terceiro grupo registou o seu dia-a-dia num diário.

No final das seis semanas, os investigadores observaram que a intervenção baseada na SenseCam “foi mais eficaz no desempenho cognitivo comparativamente com o programa de treino cognitivo ativo e com o diário escrito”, afirma Ana Rita Silva, investigadora principal do estudo, cujos resultados já foram aceites para publicação na revista internacional Current Alzheimer Research.

A investigação demonstrou, também, que este método de ajuda passiva, já que não implica esforço ou motivação por parte do paciente (basta colocar a câmara ao pescoço), “aumenta o bem-estar geral do paciente e diminui a sintomatologia depressiva que afeta cerca de 40% de doentes com Alzheimer na fase inicial. Ao fim de seis semanas de intervenção, o grupo que utilizou a SenseCam foi o que apresentou maior redução da sintomatologia depressiva”, observa a investigadora da UC.

As conclusões deste estudo, do qual resultou a Tese de Doutoramento de Ana Rita Silva, “reforçam a importância do desenvolvimento de intervenções não farmacológicas para pacientes com DA em fase inicial” porque, defende a investigadora, “embora a primeira linha de atuação nesta doença, após o diagnóstico, seja o tratamento farmacológico, há um consenso crescente relativamente à urgência de complementar esta atuação com a implementação de intervenções não farmacológicas, de modo a reduzir o impacto da doença”.

15 de maio
A importância da família na saúde e bem-estar dos seus elementos e a prestação de cuidados no século XXI são os assuntos em...

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) assinala hoje o Dia Internacional da Família, com o nono encontro destinado a comemorar esta data e que, em 2017, é subordinado ao tema “Famílias, Saúde, Educação e Bem-estar”.

“Famílias e bem-estar: a prestação de cuidados no século XXI” é o título da conferência a proferir, às 15h00, pela investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Sílvia Portugal.

A iniciativa decorre nas instalações da ESEnfC no Polo A (Avenida Bissaya Barreto, em Celas), onde, pela manhã (10h00), e sob o mote “A importância da família na saúde e bem-estar dos seus elementos”, se realiza uma intervenção educativa, pelo método World Café, com estudantes do 2º ano do Ensino Clinico de Fundamentos de Enfermagem na Comunidade.

“O cuidado com a família tem integrado o centro de preocupação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina do conhecimento, constituindo hoje um foco de atenção na clínica e na investigação. Para as famílias, os enfermeiros são os elementos centrais das equipas de saúde com a missão de as acompanhar ao longo do ciclo vital e de as capacitar para o desenvolvimento e adaptação saudáveis. Por esta razão, neste dia, pretendemos consciencializar para a importância que os enfermeiros possuem no fortalecimento das funções da família na saúde, na educação e na promoção do bem-estar dos seus elementos”, afirma a organização deste nono encontro, da responsabilidade da Unidade Científico Pedagógica de Saúde Pública, Familiar e Comunitária, da ESEnfC.

Governo
Os atestados médicos para as cartas de condução passam a ser hoje emitidos por via eletrónica, mas muitos médicos afirmam que...

O Governo adiou de abril para hoje, 15 de maio, a obrigatoriedade de emissão dos atestados médicos informaticamente para cartas de condução, adiamento que foi justificado pela necessidade de concluir a validação das aplicações informáticas no setor privado e social, bem como para a criação de novos centros de avaliação de condutores.

A Ordem dos Médicos tinha desafiado em abril o Ministério da Saúde a criar Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP) para gerir a emissão de atestados médicos para cartas de condução, considerando que são os “organismos vocacionados para emissão e revalidação das cartas de condução e outras licenças”.

Também o Sindicato Independente dos Médicos tem feito repetidos pedidos aos diretor-geral da Saúde para “livrar os médicos de família” da tarefa de passar atestados para as cartas de condução, insistindo que não é possível cumpri-la no Serviço Nacional de Saúde.

O sindicato tem argumentado que as condições de trabalho no SNS não permitem aplicar na realidade as exigências para avaliação da aptidão para emitir um atestado médico.

“Podem contar-se pelos dedos o número de gabinetes onde se pode encontrar o equipamento médico” referido na orientação da Direção-geral da saúde como necessário para efetuar exames com vista ao atestado para a carta de condução.

Martelo de reflexos, escala de avaliação visual e testes de visão cromática são alguns dos exemplos de materiais em escassez nos consultórios dos médicos de família dados pelo SIM.

Tal como a Ordem, este sindicato considera que os condutores devem ser todos avaliados com o mesmo rigor e sem perturbar o acesso às consultas do SNS nem a relação médico-doente, sugerindo que todos os candidatos a atestado sejam avaliados nos CAMP.

Brasil
A Organização Não Governamental Human Rights Watch advertiu que não se deve declarar vitória sobre o vírus zika, apesar de as...

O anúncio feito quinta-feira pelo Governo brasileiro surge 18 meses depois de ter declarado o estado de emergência nacional devido à propagação dos casos de contágio pelo vírus zika e pela sua relação, através da infeção de mulheres grávidas, no aumento do número de microcefalias em bebés e outras complicações nos recém-nascidos, recordou a Human Rights Watch (HRW), num artigo assinado por Margaret Wurth.

Este ano, o número de casos de zika e o número de bebés que nasceram com problemas de desenvolvimento do crânio e do cérebro relacionadas com o vírus caiu consideravelmente, sem que haja certezas sobre o motivo exato dessa descida, pois houve um conjunto de fatores a contribuir, como a população ter desenvolvido imunidade, o tempo ter sido mais seco ou o Governo e as autoridades estaduais terem adotado medidas de erradicação, apontou.

Mas a ameaça do zika ainda não acabou e há condições que permitem o desenvolvimento de um surto que continuam por resolver no Brasil, alertou.

O mosquito que é portador do zika e de outros vírus continua a estar presente no Brasil e é responsável por contágios de dengue, por exemplo, que se verificaram nos últimos anos e continuam a ser um risco.

Para perceber como tudo se pode complicar, basta apontar os casos de febre amarela, que se propagam através do mesmo mosquito, e que já matou pelo menos 240 pessoas desde dezembro.

Os problemas recorrentes com a água e as infraestruturas de saneamento básico deixam as comunidades vulneráveis ao vírius zika e outras doenças propagadas por mosquitos, mas as autoridades brasileiras não investiram o suficiente nessa área, deixando muitas comunidades em risco.

A seca no nordeste do país tem feito com que muitas comunidades, que deixam de ter acesso a água corrente, armazenem esse bem básico em reservatórios e criem, inadvertidamente, condições propícias ao desenvolvimento do mosquito.

Também não devem ser esquecidos os milhares de crianças com problemas relacionados com o vírus zika, assim como os seus cuidadores, que vão ter de ter de acompanhá-los constantemente ao longo das suas vidas, com gastos elevados em tratamentos e dificuldades para conciliar esse apoio com os seus trabalhos profissionais.

Há também o perigo de, por causa do anúncio do fim do estado de emergência, as autoridades brasileiras e a comunidade internacional abrandem a vigilância e esqueçam o problema sem resolver muitas das questões estruturais que causaram a propagação do vírus.

Após caso de infeção parasitária
Os médicos voltaram a alertar para os cuidados a ter com o consumo de peixe cru ou mal cozinhado, após um homem ter sido...

O caso é relatado num artigo publicado na quinta-feira na revista médica BMJ, cuja primeira autora é a médica Joana Carmo, do Departamento de Gastroenterologia do Hospital Egas Moniz, em Lisboa.

A equipa médica portuguesa descobriu, após um exame ao estômago (endoscopia) e análises laboratoriais, que o homem, de 32 anos, que tinha comido 'sushi' e se queixava de dores fortes na barriga, vomitava e estava febril, continha na mucosa gástrica um parasita da espécie 'Anisakis', que causa a infeção conhecida pelo nome científico de 'Anisakiasis'.

A 'Anisakiasis' surge quando se consome peixe cru, como por exemplo sob a foram de 'sushi', ou mal cozinhado que está infetado com parasitas da espécie 'Anisakis', que podem contaminar salmão, arenque, bacalhau, cavala, lulas, alabote e anchovas.

A infeção parasitária pode afetar o estômago, o intestino, órgãos fora do aparelho gastrointestinal ou gerar reações alérgicas como urticária e choque anafilático.

No caso descrito na BMJ, tratou-se de uma 'Anisakiasis' gástrica, em que os sintomas (dor de barriga, náuseas e vómitos) se desenvolvem rapidamente (ao fim de uma a oito horas) após a ingestão de peixe cru.

Os médicos removeram o parasita com uma pequena rede de plástico inserida no estômago com o auxílio de um endoscópio (tubo ótico com câmara que é usado nos exames ao estômago).

Segundo os autores do artigo, a maioria das infeções por parasitas 'Anisakis' têm sido reportadas no Japão, onde é muito comum a dieta alimentar à base de peixe cru, mas estes parasitas já foram observados em peixe colocado à venda em mercados e supermercados em Espanha.

Os médicos advertem que o consumo de refeições como 'sushi' tem-se popularizado nos países ocidentais e aconselham os profissionais de saúde a estarem atentos aos sintomas de doentes que comeram peixe cru ou pouco cozinhado, como dores de barriga, náuseas, vómitos, obstrução intestinal e sangramento nas fezes, que se podem confundir com sintomas de outras patologias, como apendicite e úlceras.

Em muitas situações, o diagnóstico da 'Anisakiasis' só se consegue após uma cirurgia.

Cozinheiros de 'sushi' devidamente treinados podem detetar parasitas de 'Anisakis', uma vez que são visíveis no peixe.

Para evitar a infeção parasitária, os especialistas aconselham a cozedura do peixe a 70ºC ou o seu congelamento a -20ºC pelo menos durante três dias.

Esclerosa Tuberosa
A Esclerose Tuberosa é uma doença genética e sem cura que provoca o aparecimento de tumores em órgão

A Esclerose Tuberosa (ET) é uma doença genética rara que se caracteriza por lesões que podem afectar praticamente todos os órgãos do corpo. Manchas hipopigmentadas na pele e na retina e tumores benignos no coração, olhos, cérebro, rim, pulmão e pele são as lesões mais frequentes.

Estima-se uma incidência de 1 caso em 6000 nascimentos, o que levará à existência de cerca de 500 pessoas em Portugal.

Aproximadamente 1/3 das pessoas com a doença herdam-na directamente de um dos progenitores, enquanto que os restantes 2/3 dos casos resultam de mutações genéticas que surgem de novo no indivíduo afectado. Independentemente da forma como surgiu, sendo uma doença autossómica dominante, é depois transmitida aos filhos com uma probabilidade de 50%

A informação genética alterada nesta doença encontra-se em um de dois genes TSC1 ou TSC2, localizados nos cromossomas 9 e 16 respetivamente. Este erro interfere no normal funcionamento destes genes e conduz à incapacidade de impedir a multiplicação celular e, consequentemente, à formação de tumores distintos.

Apesar da benignidade das células que compõem estes tumores, as consequências do crescimento e invasão locais resultam numa ameaça para a função dos órgãos atingidos.

Sinais e Sintomas

O quadro clínico é extremamente variável. Até na mesma família, os sintomas podem variar de leves a muito graves e atingir órgãos diferentes. Também se pode manifestar em diferentes fases da vida do doente, desde a gestação à idade adulta.

No cérebro, os tumores e tuberomas podem provocar convulsões e epilepsia, perturbações do sono, perturbações intelectuais e comportamentais de gravidade variável, até défice cognitivo grave e autismo. Um tipo menos frequente de tumor (SEGA) pode ainda ser causa de hidrocefalia e hipertensão intracraniana.

Na pele, além das manchas hipopigmentadas, outra lesão frequente é o angiofibroma, constituído por pápulas escuras ou avermelhadas na face que vão aumentando com a idade. Há ainda lesões cutâneas noutros locais, nomeadamente, fibromas dolorosos perto ou sob as unhas.

No rim surgem quistos e angiomiolipomas, tumores benignos mas quando atingem grandes dimensões causam hemorragias graves.

No coração, os tumores benignos tomam o nome de rabdomiomas. Podem estar presentes logo ao nascer ou mesmo antes e ser causa de arritmias, mas tendem a desaparecer com a idade.

Nos pulmões, uma manifestação menos frequente mas temível da ET, atinge sobretudo mulheres em idade adulta e pode conduzir a insuficiência respiratória grave.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito na presença de vários sintomas que são considerados critérios major e minor. 

Prognóstico

O prognóstico desta doença está dependente da gravidade dos sintomas.

Os doentes com sintomas leves têm uma esperança-média de vida normal. Pessoas com ET podem correr risco de vida devido aos tumores cerebrais e renais ou à linfangioleiomiomatose pulmonar.

Vigilância e tratamento

Os doentes com ET necessitam de acompanhamento médico próximo e permanente para garantir o tratamento atempado e adequado. Como esta doença tem uma apresentação multiorgânica, o ideal seria o doente ser seguido por um médico com experiência no diagnóstico e tratamento da ET.

Desta forma, os doentes necessitam de recorrer a consultas de diversas especialidades em função dos órgãos envolvidos (neurologia, nefrologia, urologia, dermatologia, genética e pneumologia). Esta situação traduz-se em desconforto para o doente e para a família, quer pela multiplicidade na referenciação, quer pela ausência do conhecimento transversal da doença por cada um dos especialistas. A criação de centros de referência multidisciplinares especializados em ET é um objectivo importante.

O tratamento da ET é, por enquanto, o tratamento específico de cada sintoma ou manifestação e inclui, caso a caso, os medicamentos antiarrítmicos cardíacos, os fármacos antiepilépticos e as cirurgias para a epilepsia, os moduladores do comportamento ou do sono, as cirurgias de urgência em caso de hidrocefalia ou hemorragia renal, os tratamentos laser das lesões cutâneas ou oculares.

Mais recentemente, têm vindo a ser utilizados novos fármacos que actuam no mecanismo intracelular da própria doença e que já se provaram ter efeito em alguns aspectos da doença como os angiomiolipomas renais, os SEGA intracranianos e a epilepsia.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto +SNS
A comissão “Barreiras aos Cuidados de Saúde”, do “Parlamento da Saúde”, foi convidada pelo secretário de Estado Adjunto e da...

O “Parlamento da Saúde”, composto por 60 pessoas, entre os 21 e os 40 anos, integra seis comissões que, desde janeiro, estão a debater e a elaborar recomendações para melhorar a saúde em Portugal que serão apresentadas publicamente a 30 de junho, quando termina a iniciativa.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da comissão, António Teixeira Rodrigues, refere que o convite do Governo surgiu “no seguimento de um conjunto de reuniões realizadas com vários ‘stakeholders’ da área da saúde para a construção das suas recomendações.

“É uma honra enorme poder dar continuidade ao trabalho desenvolvido (…) tem sido meses intensos de trabalho e ver agora o nosso trabalho reconhecido é muito gratificante”, afirma António Teixeira Rodrigues, do “Parlamento da Saúde”, uma iniciativa que começou na Bélgica, passou pelo Reino Unido e no terceiro ano de existência chegou a Portugal.

O “Health Parliament Portugal”, o primeiro parlamento 100% dedicado à saúde, conta com um conselho consultivo e um grupo de curadores composto por deputados da Assembleia da República, académicos reconhecidos, entre outras individualidades na área da saúde que irão acompanhar a discussão.

Opinião
Os Cuidados de Enfermagem caracterizam-se por estabelecerem uma relação de ajuda com o utente e pode

O Dia Mundial do Enfermeiro surge como forma de homenagem a Florence Nightingale, Enfermeira Inglesa nascida em 1820, unanimemente considerada como a fundadora da Enfermagem Moderna. Para Nightingale (1871):

A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la com arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor, pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes, poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!

A “Dama da Lâmpada”, termo pelo qual Florence Nightingale ficou conhecida pelo facto de se auxiliar de uma lamparina, para observar os feridos durante a noite na Guerra da Crimeia (1854), lançou as bases da Enfermagem Moderna na medida em que passou a integrar os dados, que obteve durante a experiência de campo, na melhoria dos próprios processos de atendimento.

O percurso contemporâneo da Enfermagem, enquanto disciplina com um campo de conhecimento próprio, tem sido suportado pela produção de evidência científica cada vez em maior número e qualidade e que permitiu uma mudança significativa de paradigma.

Passamos da Enfermagem muito ligada às Ordens Religiosas, com espírito de devoção e abnegação, em que eram apenas cumpridas prescrições e seguidas ordens sem qualquer espírito reflexivo, caminhando no sentido de uma profissão cada vez mais regulamentada, com um conjunto próprio de saberes que são fortemente integrados na melhoria das práticas assistenciais.

Esta dimensão da Prática de Enfermagem Baseada na Evidência, coloca a profissão na linha da frente, ao mesmo nível das restantes profissões na área da saúde em termos dos contributos que oferece para o resultado final.

O carácter progressivamente mais científico permite, por um lado normalizar procedimentos e por outro, acrescenta Intencionalidade aos actos desenvolvidos e empregues pelos Enfermeiros. É esta Intencionalidade do acto que nos diferencia dos demais.

Em Portugal a profissão foi adequadamente regulamentada em 1996 através do REPE – Regulamento do Exercício Profissional do Enfermeiro (Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro). Esta regulamentação, tal como descrito no documento, surgiu pela crescente complexificação e dignificação do exercício profissional e como reconhecimento do valor significativo do papel do Enfermeiro na qualidade e eficácia da prestação de cuidados de saúde.

No actual enquadramento legal, o Enfermeiro é o profissional que mediante a aplicação de metodologia científica, tem competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem ao indivíduo, família, grupos e comunidade, ao níveis da prevenção primária, secundária e terciária. Na prática, o Enfermeiro está presente na vida do cidadão ao longo de todo o ciclo de vida, desde o nascimento até à sua morte.

Cabe ao Enfermeiro, em cada um desses momentos, encontrar a melhor forma de ir ao encontro das necessidades dos utentes, recolhendo dados que lhe permita efetuar um diagnóstico de Enfermagem claro e objetivo, planeando e executando as acções adequadas aos problemas detectados.

Assim, os Cuidados de Enfermagem caracterizam-se por estabelecerem uma relação de ajuda com o utente e podem englobar o escutar, o acolher, o estar perto, o confortar em diversos contextos, por vezes nos mais adversos. Mas independentemente da ação tomada, ela tem de estar totalmente revestida de uma intenção que é própria da profissão e que cabe apenas ao Enfermeiro.

Recordo sempre com carinho uma das primeiras frases que me foram transmitidas durante o curso de Enfermagem:

Enfermagem é a Ciência e a Arte do Cuidar.

Parabéns a todos os Enfermeiros.

Um abraço!

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Turismo
A suspeita de serem falsas muitas das reclamações por intoxicações alimentares apresentadas por turistas britânicos levou o...

"Houve relatos de um aumento de turistas encorajados a apresentar uma participação por danos pessoais caso tenham tido uma doença gástrica durante a estada", lê-se na página eletrónica do ministério.

E, num alerta aos turistas para que afiram a veracidade das queixas que apresentam, o ministério dos Negócios Estrangeiros britânico pede-lhes: "só deve considerar uma queixa ou reclamação se você contraiu um problema ou uma doença genuinamente. Se fizer uma participação falsa ou fraudulenta, pode ser alvo de procedimentos legais no Reino Unido ou em Portugal".

Em causa está o aumento extraordinário de queixas nos últimos anos relacionadas com problemas gástricos feitas por turistas britânicos quando viajam com pacotes que incluem pensão completa, ou seja, refeições nos hotéis.

Segundo disse à Lusa a Associação de Agências de Viagens Britânica (ABTA na sigla inglesa), de 2013 para 2016 houve um aumento superior a 520%.

Segundo a organização, alguns turistas estão a ser encorajados a fazer estas queixas falsas por empresas especializadas em fazer participações às companhias de seguros para receberem indemnizações.

Muitas vezes oferecem em troca um serviço gratuito em troca de uma percentagem do valor obtido ou da compensação das custas judiciais.

A legislação britânica prevê que estas queixas por danos pessoais sejam feitas contra os operadores turísticos, que, por sua vez, passam os custos para os hotéis.

Segundo a ABTA, Portugal, Espanha e Turquia são os países mais afetados.

"Os consumidores devem ter muito cuidado com qualquer empresa que os aborde e os encoraje a fazer uma reclamação desonesta ou exagerada. É ilegal fazer queixas fraudulentas e as agências de viagens estão cada vez mais atentas a identificar sinais indicadores de queixas exageradas ou desonestas", afirmou uma porta-voz da organização à Lusa.

A ABTA considera que as agências que estão por detrás deste esquema "não têm escrúpulos" e alertou para o risco de autores de queixas falsas serem processados, tendo apelado também ao governo para alterar a lei para tornar mais difícil este tipo de situações.

"Estas queixas fictícias estão a custar montantes substanciais de dinheiro aos operadores de viagens e hotéis e se esta prática continuar pode acabar por ter um impacto nos preços das viagens. Já está a lesar a reputação dos turistas britânicos no estrangeiro", lamentou a mesma porta-voz.

O Foreign Office estima em 2,5 milhões o número de britânicos que visitaram Portugal em 2015.

Redes sociais
Rede social alega que a prática faz parte da sua política contra o uso de drogas. A organização Women on Waves diz que acesso à...

A organização não governamental Women on Web, que partilha informação científica e contactos entre mulheres que vivem em países onde o acesso ao aborto é proibido e médicos que fornecem pílulas abortivas, viu a sua página no Facebook desaparecer.

A organização sedeada em Amesterdão tem ligações à Women on Waves. Na conta do Facebook desta ONG lê-se que a Women on Web "oferece informação crucial a milhares de mulheres em todo o mundo" e que, além de notícias e informação científica, já deu resposta a mais de meio milhão de emails de mulheres que procuravam informações de saúde. "Aguardamos que o Facebook volte atrás o quanto antes porque o acesso à informação é um direito humano", lê-se ainda.

A Women on Waves ficou famosa em Portugal em 2004, quando um barco (que ficou conhecido como o barco do aborto) foi proibido de entrar em águas portuguesas por ordem de Paulo Portas, então ministro da Defesa. Esta ação veio a valer a condenação do país, em 2009, pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Medicina Reprodutiva
Os especialistas recomendam não esperar: quanto maior a idade, maiores os problemas.

Existe atualmente uma tendência crescente em adiar a maternidade que exige aos profissionais da procriação medicamente assistida adaptar-se a esta realidade. Nestes casos, a vitrificação de ovócitos é a técnica mais habitual quando se adia a gravidez, seja por motivos sociais, seja por problemas oncológicos. Mas a idade em que se decide vitrificar também influi.

A mulher nasce com cerca de um milhão de ovócitos, que se vão reduzindo antes da puberdade, até aos 400.000 aproximadamente. Dos quais vai gastanto quase 1.000 em cada ciclo menstrual. “Portanto, a partir dos 35 anos, esta reserva ovárica já se encontra perto dos 10 % do total e a qualidade dos óvulos piora. Deparamo-nos com o facto de uma mulher de 40 anos ter poucos ovócitos para engravidar sem falhas reprodutivas ou cromossómicas. Os investigadores da Universidade de St. Andrews precisam em 3% a reserva ovárica destas mulheres”, assegura o professor José Remohí, copresidente y fundador do IVI, durante as sessões do 7th International IVI Congress. “As contas não falham, nós os ginecologistas temos bem claro que a fertilidade da mulher não é infinita. São as mulheres que devem ter esta consciência. Podem existir gravidezes espontâneas, sim, mas são muito pouco prováveis e além disso com muitos riscos, enfatiza o doutor.

Guardar a maternidade

A vitrificação nasceu como uma esperança para as mulheres que iriam submeter-se a tratamentos oncológicos ou a uma cirurgia de ovários, e hoje a maioria das mulheres que recorre a esta técnica fá-lo por motivos sociais. O método consiste numa “congelação” ultrarrápida que permite preservar o óvulo em ótimas condições para ser usada quando uma mulher quiser. A técnica aplicada pelos especialistas do IVI, faz com que a taxa de sobrevivência destes ovócitos seja de 90 %.

“A vitrificação é um método simples que revolucionou a criobiologia e se converte na chave de muitas outras técnicas nas nossas clínicas. Oferece uma taxa de sucesso elevada e um custo acessível. É uma decisão com muitas mais vantagens que inconvenientes. Se analisarmos o objetivo final (manter quase intactas as possibilidades de ser mãe) é altamente recomendável. É uma esperança e uma porta aberta ao controle da mulher sobre o seu tempo, o seu corpo e o seu desejo, ou não, de ser mãe. É o primeiro passo para autonomia reprodutiva feminina”, explica o Dr. Juan Antonio García-Velasco, diretor do IVI Madrid e orador no 7th International IVI Congress.

Final dos 20 princípios dos 30: idade chave

A idade é chave para os tratamentos de procriação medicamente assistida. Converteu-se no fator principal de todos os problemas que apresentam as mulheres e/ou casais que não conseguem engravidar. “O adiar da maternidade é uma realidade. Que as mulheres se encontrem no seu melhor momento social, emocional, psicológico e económico no final dos 30 anos, é outra. Isso a biologia não sabe. Continua a fazer as coisas como sempre fez, e não para nos dizer que a idade ótima para ter filhos é outra. Dai recomendarmos preservar a fertilidade, através da vitrificação de ovócitos, quando estes se encontrem, neste momento ótimo. É como um seguro de tranquilidade para as mulheres”, reforça o professor José Remohí.

Embora seja verdade que é possível vitrificar ovócitos em pacientes maiores de 35 anos, as mulheres devem ser conscientes que quanto mais cedo considerem a opção de vitrificar ovócitos, mais possibilidades terão de concretizar o desejo reprodutivo no futuro. “Hoje em dia, no IVI dispomos de programas de criopreservação muito eficazes e seguros. Mas a idade é chave. Preservar entre os 25 e os 35 anos é o ótimo. Enquanto a sobrevivência do ovócito é semelhante, as taxas de sucesso da gravidez diminuem quando os óvulos foram vitrificados numa idade mais avançada, tal como ocorre com os óvulos a fresco”, explica a Dra. Ana Cobo, diretora da Unidade de Criopreservação do IVI Valência, e autora da palestra “Factors impacting the success of elective fertily preservation” durante o Congresso.

Preservação da fertilidade em pacientes oncológicos infantis  

Apesar de se recorrer maioritariamente à preservação do potencial reprodutivo por motivos sociais, salientamos que a vitrificação para preservar a fertilidade tem origem em ajudar os pacientes em manter a possibilidade de serem pais e mães depois de superarem o processo oncológico. Neste sentido, o 7th International IVI Congress serviu para apresentar os últimos avanços em pacientes oncológicos infantis, quando ainda não chegaram à idade fértil. Vinculados à taxa de sobrevivência, a comunidade cientifica trabalha para evitar ou diminuir os efeitos secundários dos tratamentos oncológicos no futuro desses pacientes. Nos casos estudados até ao momento apresentam maior taxa e sucesso nas raparigas do que nos rapazes. “Para este perfil, a técnica mais usada é a congelação do tecido ovárico. Já se conseguiram nascimentos em mães que tiveram cancro na sua etapa infantil e preservaram a fertilidade”, conclui Dr. Juan Antonio García Velasco.

 

Saúde Periodontal
A doença periodontal afeta cerca de 35% da população mundial atingindo, de acordo com a Organização

As doenças periodontais são doenças “silenciosas”, uma vez que no início do seu desenvolvimento não costumam provocar dor,  e que afetam os tecidos que estão à volta do dente. Gengivite e Periodontite distinguem-se quanto à região afetada pela infeção. “Na gengivite só está afetada a gengiva que fica inflamada pela presença de bactérias, pelo contrário na periodontite o osso que está a suportar o dente também é afetado e diminui”, explica Susana Noronha, presidente da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI)

“A presença de placa bacteriana no espaço entre a gengiva e o dente é a causa da gengivite. Na periodontite, além de bactérias é fundamental que a pessoa tenha tendência para a doença”, acrescenta a especialista.

Sangramento das gengivas, não só durante a escovagem mas também o que surge de forma espontânea, é um dos sintomas iniciais da doença. Mau sabor, mau hálito, retração gengival – “os dentes ficam mais compridos e com espaços entre eles” -, dentes a abanar e/ou hipersensibilidade ao frio são alguns dos sinais que também lhe estão associados.

“Os fatores de risco comprovados para a periodontite são, além de uma inadequada eliminação das bactérias, o tabaco e a diabetes mal controlada”, afirma Susana Noronha explicando que esta, ao contrário do que muitas vezes se pensa, não se trata de uma doença genética. “No entanto, as características genéticas influenciam a tendência que a pessoa tem para passar de gengivite a periodontite”, esclarece.

Atingido um número considerável de pessoas, é importante refletir sobre a patologia e suas complicações. Não só a doença periodontal constitui um problema em si mesmo, afetando quatro em cada cinco pessoas com mais de 35 anos, como também está comprovada a evidência de relação entre periodontite e outras patologia como a diabetes ou outras doenças crónicas não transmissíveis.

“As complicações podem ser locais, podendo-se chegar a perder o dente, e sistémicas através da relação com doenças que afetam outros órgãos, como por exemplo as doenças cardiovasculares”, diz a presidente SPPI.

“A presença de bactérias leva a que, por um lado, algumas passem para a corrente sanguínea e, por outro, as substâncias produzidas pelas bactérias e pelo processo inflamatório tenham influência nos diferentes órgãos. A periodontite não tratada por influenciar o controlo da diabetes e aumentar o risco para sofrer de doenças cardiovasculares”, justifica.


Doença pode resultar na destruição irreversível do osso e ligamento que suporta os dentes

Prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado

De acordo com Susana Noronha, o principal aspecto que compromete a saúde oral é “não apostar na prevenção”. “As principais doenças que os médicos dentistas tratam – doenças periodontais e cáries – são provocadas por bactérias na placa bacteriana. A sua eliminação diária e o controlo profissional periódico são essenciais para assegurar a saúde oral”, refere.

O controlo de placa bacteriana, com escovagem e utilização do fio dentário duas vezes ao dia, associado a consultas com o médico dentista duas vezes por ano, são as principais recomendações dos especialistas.

No entanto, quando a doença já está instalada há que recorrer ao tratamento adequado.

“Em primeiro lugar é fundamental explicar a doença. Só um doente esclarecido pode participar ativamente no seu tratamento, o que é essencial para os resultados. Adicionalmente, devem ser ensinadas as técnicas adequadas e eficazes para eliminar as bactérias, não só através da escovagem como também do uso do fio dentário ou escovilhões”, começa por explicar Susana Noronha.

“Em simultâneo deverá ser realizada a eliminação profissional de placa bacteriana e tártaro, através de um procedimento chamado destartarização e alisamento radicular”, acrescenta referindo que a manutenção, com consultas regulares de controlo, é fundamental para manter os resultados alcançados com o tratamento.

Nos casos em que a periodontite está mais avançada, ou seja “em que o espaço entre a gengiva e o dente é mais profundo”, pode estar indicada a cirurgia periodontal.

“Este procedimento implica levantar a gengiva e expor a superfície da raíz para ter acesso a limpar. Em alguns casos está indicado usar técnicas e materiais para regenerar o osso que se perdeu”, explica.

Dia Europeu da Saúde Periodontal

Organizado pela Federação Europeia da Periodontologia, o Dia Europeu da Saúde Periodontal, que se assinala hoje,  foi criado com o objetivo de lembrar o público que a saúde periodontal é uma forma eficaz e pouco dispendiosa de melhorar a saúde oral, a saúde geral e a saúde pública.

“A Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI), como membro de Federação Europeia de Periodontologia (EFP), associou-se à promoção e divulgação de uma campanha internacional de consciencialização centrada no tema «Todos juntos vamos combater a doença periodontal». O conhecimento atual das características da doença periodontal, nomeadamente a prevalência crescente, a natureza crónica, as possíveis complicações e a interrelação com outras doenças como diabetes, reforça a importância da sensibilização, como meio de alerta para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado”, refere a especialista.

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Papa
Os serviços de apoio à saúde em Fátima atenderam até hoje de manhã 378 pessoas, a maioria peregrinos e com situações de simples...

Em declarações à agência Lusa, Rui Esteves indicou que no âmbito da operação de proteção e socorro montada para a visita do papa Francisco a Fátima, os vários serviços de saúde – postos médicos do INEM e da Cruz Vermelha Portuguesa e Bombeiros – atenderam, até às 09:00 de hoje, 378 pessoas.

“Todos foram avaliados e as situações resolvidas. Tratou-se de situações simples, algumas relacionadas com o cansaço dos peregrinos, entorses ou dores nos pés causadas pelos longos percursos”, adiantou.

Segundo Rui Esteves, quatro pessoas foram transferidas para o hospital para receberem cuidados mais diferenciados.

No terreno, estão 668 operacionais, apoiados em 625 veículos, que asseguram o cumprimento da fase dois do planeamento para as comemorações do Centenário das Aparições, que contam com a presença do papa Francisco, que chega a Fátima às 17:35.

De acordo com Rui Esteves, não há registo de qualquer situação excecional e tudo está a decorrer de acordo com o expectável.

No recinto do Santuário são já centenas as pessoas que assistem às várias celebrações religiosas na Capelinha das Aparições, munidas de chapéus para se protegerem contra a chuva que tem marcado estas celebrações.

Investigação
De acordo com um novo estudo, o método de deixar o bebé chorar até adormecer não é prejudicial nem causa traumas.

Para os novos pais, as noites mal dormidas e a dificuldade em adormecer o bebé, faz com que procurem todos os métodos que possam ser eficazes nesta tarefa.

Um dos métodos que muito tem dado que falar, quer entre comunidades de pais quer na ciência, é deixar o bebé a chorar até adormecer. Há quem considere cruel, mas a ciência vem agora dizer que não.

Um estudo australiano garante que o método não só é eficaz como não causa stress nem problemas psicológicos nos bebés.

Investigadores reuniram 43 pares de pais com a mesma queixa: os seus bebés, com idades entre os 6 e os 16 meses, tinham dificuldade em adormecer. Dividiram-nos em dois grupos.

A um dos grupos foi feita a intervenção com o método mais polémico. Aos outros dois grupos foram ensinadas diferentes estratégias, tais como:

1. Deixar o bebé chorar até adormecer. Os pais saiam do quarto um minuto após colocarem o filho para dormir e gradualmente foram prolongando o tempo de espera - dois minutos, depois quatro e no fim seis minutos, antes de entrarem no quarto para confortarem o bebé.

2. Rotina de sono. Aqui foi pedido aos pais que colocassem o bebé a dormir próximo da hora a que costumava adormecer. Em seguida, e gradualmente, todas as noites foi pedido que os pais colocassem o bebé a dormir uma hora antes. Os pais podiam ficar no quarto até o bebé adormecer.

Três meses depois, os investigadores observaram que os bebés que ficavam a chorar até adormecer, adormeciam 15 minutos mais depressa do que os outros. E os bebés que alteraram a sua hora de sono uma hora, adormeciam 12 minutos mais depressa.

Apesar dos dois métodos serem eficazes, os que choravam até adormecer dormiam mais horas e acordavam menos durante a noite.

Um ano depois, os investigadores observaram também que os bebés não pareciam estar mais apegados aos pais, e os pais também não reportaram problemas de comportamento.

 

Estudo
O olfato humano é tradicionalmente considerado muito inferior ao da maioria dos animais, uma ideia que um neurocientista de uma...

John McGann, professor associado no departamento de Psicologia da Escola de Artes e Ciências da Universidade Rutgers considera, num artigo que será publicado na sexta-feira na revista Science, que “o sentido do olfato dos seres humanos é tão bom quanto em outros mamíferos, como cães e roedores”, considerados alguns dos animais com melhor olfato.

O neurocientista estuda o sistema olfativo há 14 anos e passou parte de 2016 a examinar as investigações existentes nesta área, incluindo dados e escritos históricos que “criaram a ideia errada” de que o sentido olfativo dos humanos seria inferior devido ao tamanho do bolbo olfativo (sede das impressões olfativas no cérebro).

A verdade sobre o cheiro — explica John McGann — é que “o bolbo olfativo humano, que envia sinais para outras áreas do cérebro humano para ajudar a identificar odores, é muito grande e semelhante em número de neurónios ao de outros mamíferos.

Os neurónios recetores do olfato trabalham no nariz, fazendo um contacto físico com as moléculas que compõe o odor, enviando de volta a informação para essa região do cérebro.

Os humanos podem detetar talvez um bilião de odores diferentes, no entanto “a sabedoria popular e os livros de psicologia introdutória” insistem na ideia de que os humanos só identificam 10.000 odores diferentes, considera o investigador.

“Tornou-se uma crença cultural enraizada a ideia de que como seres racionais não podemos ser dominados por um sentido como o olfato. O olfato ficou ligado a tendências animalescas”, refere o neurocientista.

O nosso sentido do olfato desempenha um papel importante e às vezes inconsciente, em como percebemos e interagimos com os outros, selecionamos um parceiro e nos ajuda a decidir o que gostamos de comer. Quando se trata de lidar com experiências traumáticas, o cheiro pode ativar um distúrbio de ‘stress’ pós-traumático.

“Nós podemos detetar e diferenciar uma gama extraordinária de odores, somos mais sensíveis do que roedores e cães para alguns odores, somos capazes de seguir o rasto dos odores, e os nossos estados comportamentais e afetivos são influenciados pelo nosso olfato”, disse o neurocientista.

“Os cães podem ser melhores do que humanos a diferenciar as urinas numa boca-de-incêndio e os seres humanos podem ser melhores do que os cães a discriminar os odores de um bom vinho, mas são poucas as comparações que têm suporte experimental real”, acrescentou.

John McGann lembra que “há estudos que ligam a perda do sentido do olfato ao início de problemas de memória e de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson”, para defender que dar mais atenção ao olfato, até como indicador médico, é um caminho que deve ser seguido.

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