Projeto-piloto da DGS
A Unidade de Saúde Familiar Santiago de Leiria, vai disponibilizar uma consulta estruturada e multidisciplinar de atividade...

De acordo com o Município de Leiria, liderado por Raul Castro (PS), a medida prevê o "encaminhamento pelos respetivos médicos de família para a consulta de prescrição de atividade física" dos utentes com diabetes tipo 2 ou depressão, "num projeto que envolve um trabalho de investigação do Instituto Politécnico de Leiria, que liderou a candidatura de Leiria a este projeto-piloto".

A implementação da consulta envolve a participação da Câmara Municipal de Leiria, Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral, Unidade de Saúde Familiar Santiago de Leiria, Juventude Vidigalense e Instituto Politécnico de Leiria, que assinaram na quarta-feira um protocolo de cooperação para a sua concretização.

O coordenador da Unidade de Saúde Familiar Santiago de Leiria, Manuel Carvalho, citado na nota de imprensa, destaca importância da aposta nos cuidados primários de saúde e do investimento na prevenção da doença.

Já a vereadora da Saúde do Município de Leiria, Ana Esperança, realça a "importância da aposta na prevenção e na prática do exercício físico para a promoção da saúde".

Pedro Sigalho, diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral, que manifesta expectativa em relação aos resultados, entende que o projeto colmata “uma lacuna na área da saúde".

Para Rui Pedrosa, presidente do Instituto Politécnico de Leiria, a iniciativa "está na linha daquilo que uma instituição de ensino superior deve fazer, na medida que é um exemplo do relacionamento que deve manter com a sociedade e as suas instituições, por envolver a instituição na promoção da qualidade de vida, colocando o seu conhecimento ao serviço da comunidade".

 

Existem, em Portugal, cerca de 100 doentes com mucopolissacaridoses
No Dia Mundial das Doenças Raras, que se assinala hoje, dia 28, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para a...

Augusto Magalhães, da SPO, considera que, pelo facto de serem raros os casos, “as pessoas e os próprios profissionais de saúde estão menos familiarizados com as manifestações e com os cuidados que se impõem a estes doentes”, o que torna mais difícil o seu diagnóstico e tratamento atempado. Tratamento que pode mesmo evitar a cegueira.

São vários os tipos de mucopolissacaridoses, doenças que resultam da “diminuição da atividade de uma enzima lisossómica específica”, o que está na origem de alterações a vários níveis, sendo as mais frequentes “O fácies característico de aspeto grosseiro, atraso de crescimento que leva a nanismo, alterações ósseas e articulares, alterações cardiovasculares, órgãos internos de volume aumentado (por ex. fígado aumentado, podendo ser palpado); alterações ao nível do aparelho respiratório, que provocam infeções respiratórias recorrentes. Em alguns tipos existem alterações neuro-cognitivas de gravidade muito variável”.

No caso dos olhos, estes são afetados “por depósitos corneanos que provocam opacificação da córnea, depósitos nas estruturas de escoamento do olho provocando glaucoma, depósitos na retina provocando retinite pigmentar, e depósitos na esclera, na bainha do nervo ótico e no próprio nervo ótico, provocando neuropatia ótica”, refere o especialista. Alterações que todas elas, “contribuem para perda da visão, que pode, a partir de um certo estadio evolutivo, ser irreversível”.

Embora não exista possibilidade de evitar a doença, há formas de a tratar, “sobretudo para os tipos I, II e VI. Para estes, o tratamento atual de eleição é o enzimático de substituição, já aprovado”. Em Portugal, considerados todos os tipos das mucopolissacaridoses, “estima-se que existam entre 90 e 100 casos. Em tratamento existem atualmente (dados de 2017) 31 casos: oito do tipo I, oito do Tipo II, três do tipo IV A e 12 do tipo VI”.

 

 

Estudo
Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que a presença, no ar das salas de aula, de...

Em entrevista à Lusa, a investigadora Inês Paciência explicou que o estudo, iniciado em janeiro de 2016, teve como objetivo "analisar o efeito dos disruptores endócrinos"(substâncias que provocam alterações hormonais no organismo e que estão presentes em alguns produtos de limpeza, mobiliário e construção de edifícios) em crianças entre os 07 e 12 anos.

O estudo, denominado 'Exposure to indoor endocrine disrupting chemicals and childhood asthmas and obesity', e publicado recentemente na revista 'Allergy', analisou a qualidade do ar interior de 71 salas de aula de 20 escolas primárias do Porto e a prevalência de sintomas relacionados com asma e obesidade em 845 crianças.

"A prevalência de asma nestes alunos variou entre os 6,5% e os 12%. Quanto à obesidade, medimos e pesamos as crianças com base nos critérios do Center for Disease Control and Prevention (CDC), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da International Obesity Task Force (IOTF), e variou entre os 7,5% e os 16%", afirmou.

Por sua vez, a análise das salas de aula, que decorreu durante o período de inverno, identificou como disruptores endócrinos "13 compostos orgânicos voláteis e dois aldeídos"(molécula com apenas um carbono).

"Esta medição foi feita durante uma semana no período de inverno, considerada a pior altura, uma vez que não há ventilação, as janelas estão fechadas e a concentração no ar interior destes compostos é superior ao encontrado no exterior", esclareceu.

Segundo a responsável, uma vez que os resultados obtidos sugerem a existência de "uma associação" entre a exposição a estas substâncias químicas e o risco de desenvolvimento de asma, obesidade e presença de sintomas respiratórios nas crianças, é necessário "estabelecer um plano de ação" nas escolas.

"Esse plano de ação passa pela melhoria da qualidade do ar interior, ou seja, os responsáveis pelas escolas primárias, neste caso, os municípios, devem evitar a utilização de pavimento ou tintas que emitem estes compostos na construção ou quando colocam mobiliário, passando por estabelecer ações comuns a todas as escolas que minimizem o efeito da exposição a estes compostos", apontou.

Já quanto às escolas que não tenham restruturações ou remodelações, a investigadora acredita que o plano passa por "abrir as portas e janelas" de modo a aumentar a ventilação e diminuir a concentração de disruptores endócrinos.

À Lusa, Inês Paciência adiantou que a equipa do ISPUP pretende continuar com a investigação para perceber "qual o impacto da combinação cumulativa" e da "ingestão que é referenciada como uma importante fonte de disruptores endócrinos", ao estar associada ao plástico usado em garrafas de água e outros materiais de cozinha.

"O ideal seria fazer uma avaliação longitudinal, desde o período da preconceção até à idade adulta, para perceber qual a janela de exposição que mais contribui para este risco que nós encontramos. Tentar perceber em que a ação política poderia contribuir para uma diminuição da exposição a estes compostos e, consequentemente, aumentar a saúde e a qualidade de vida da pessoa", acrescentou.

28 de fevereiro | Dia Mundial das Doenças Raras
Costuma dizer-se que a união faz a força, um lema que faz ainda mais sentido quando se trata das doenças raras, que são mais de...

É em nome de uma união, cada vez mais necessária, que todas as associações de apoio a doentes nacionais se vão juntar, dando origem a uma nova entidade agregadora. A justificação é simples: “a necessidade, cada vez maior, de busca por soluções comuns e de apoios para as dificuldades já há muito identificadas e as grandes mudanças que se avizinham no que respeita ao acesso às novas terapias e às novas tecnologias em saúde, aliada ao facto de, com a existência de duas estruturas agregadoras, as associações de doenças raras não estarem suficientemente unidas nem preparadas para estas mudanças”, explicam Marta Jacinto, Paulo Gonçalves e Luís Quaresma, da Comissão Instaladora da nova Organização agregadora de Associações de Doenças Raras.

Uma união que vai reforçar a divulgação e a proteção das pessoas diagnosticadas com doenças raras. “As principais vantagens verificam-se, sobretudo, na capacidade de representação em número, em especial nas áreas em que seja necessário definir novas políticas para o setor. Cada associação de doenças raras representa poucos doentes devido à própria natureza das doenças e muitas das dificuldades são transversais às várias doenças raras”, referem os três membros da Comissão que conta com 7 elementos.

Para os doentes, reforça-se a “capacidade de lutar por políticas que satisfaçam as suas necessidades”. Até porque, “uma entidade que agrega todas as associações de doenças raras tem um peso completamente diferente e uma capacidade de exigir a aplicação de políticas muito superior”.

A partir deste momento, “em vez de aproximadamente um terço das associações estarem ligadas a uma das estruturas agregadoras, aproximadamente outro terço à outra estrutura agregadora e as restantes não estarem ligadas a nenhuma delas, passará a haver uma única estrutura agregadora. A partilha de necessidades e de soluções sairá beneficiada”.

O trabalho começa a ser visível para o público agora, com a realização de uma conferência no Instituto de Saúde Pública Dr Ricardo Jorge (INSA) na tarde do Dia Mundial das Doenças Raras, que este ano se assinala a 28 de fevereiro. Esta conferência, de entrada livre, é classificada como “um marco histórico para as Associações de Doenças Raras em Portugal” e está aberta ao público em geral, mas especialmente aos doentes, associações, familiares, cuidadores, profissionais de saúde e restantes atores das doenças raras.

É crucial que todas as associações de doenças raras se juntem às duas dezenas de associações que, em assembleia magna, deliberaram por unanimidade “a constituição de uma nova entidade representativa de associações de doenças raras que substitua as duas existentes”, sufragando tal decisão nas suas Assembleias Gerais.

Os próximos passos desta comissão passam pela definição dos objetivos estatutários, o escrutínio dos mesmos por todas as associações, a constituição legal da nova entidade, a extinção das entidades agregadoras existentes, a eleição dos órgãos sociais, o planeamento de projetos e a sua execução.

Recorde-se que, apesar de cada doença rara afetar no máximo 1 em cada 2000, os doentes raros serão cerca de 600 mil em Portugal, valor que, em todo o mundo, ascende aos 300 milhões, 30 dos quais na Europa.

Estudo
O 'dormir como uma pedra' parece potenciar a capacidade do cérebro de se livrar de 'lixo' e de proteínas...

Investigadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, chegaram a esta conclusão anestesiando ratinhos com drogas que replicam o sono profundo, tendo verificado sinais de atividade cerebral que parecem corresponder ao 'sistema de limpeza' usado pelo cérebro.

O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, reforça, de acordo com os seus autores, a importância do sono profundo na função de limpeza e desintoxicação do cérebro, que implica um abrandamento da atividade cerebral e cardiopulmonar.

A equipa científica anestesiou os ratinhos com seis drogas e monitorizou a sua atividade cerebral e cardiovascular e o fluxo do líquido cefalorraquidiano no cérebro - este líquido é apontado em estudos anteriores como o agente de 'limpeza' no cérebro.

Os cientistas observaram que a atividade cerebral dos roedores parece otimizar o 'sistema de limpeza' do cérebro quando são anestesiados com duas drogas ('ketamina' e 'xilazina') que melhor mimetizam o abrandamento da atividade cerebral e cardíaca que ocorre quando se dorme profundamente.

Em contrapartida, a atividade de 'limpeza' do cérebro parece diminuir quando os ratinhos são anestesiados com drogas que não induzem o abrandamento da atividade cerebral.

 

Exploração de canábis
O presidente da Câmara de Campo Maior (Portalegre), Ricardo Pinheiro, manifestou-se convicto de que irá avançar o projeto de...

Questionada pela agência Lusa sobre esta matéria, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) explica, através de uma nota, que emitiu uma “decisão de aptidão” quanto à documentação apresentada pela empresa SABABA Portugal, que vai desenvolver este projeto em Campo Maior e que envolve o cultivo, importação e exportação da planta da canábis para fins medicinais.

“A empresa já acertou connosco (município) a compra de três lotes de terreno na zona industrial para montar a sede e por causa do processo de extração ser feito aqui, e eu acho que estas coisas (licenças do Infarmed) fazem parte do caminho, sabemos que é um processo longo”, disse o presidente da Câmara de Campo Maior, em declarações à Lusa.

Na mesma nota, o Infarmed explica que, “contudo”, a emissão de autorização para o exercício das referidas atividades “dependente da realização de vistoria” às instalações em Campo Maior, situação que deverá ser requerida pela empresa “no prazo de seis meses”, a contar da notificação da decisão de aptidão.

“Esclarece-se que a empresa já foi notificada para requerer a vistoria às instalações, de forma a ser verificado pelo Infarmed cumprimento das boas práticas agrícolas e de colheita e demais requisitos decorrentes da atividade, para efeitos de posterior concessão da autorização para o cultivo, importação e exportação da planta da canábis para fins medicinais”, lê-se no documento.

Para Ricardo Pinheiro, esta situação “faz parte do caminho” que tem que ser percorrido, esperando que a empresa “tenha capacidade” para ter “tudo bem” quando decorrer a vistoria.

O projeto da empresa SABABA Portugal em Campo Maior vai arrancar numa área de quatro hectares e prevê, nos próximos cinco anos, um investimento de 16 milhões de euros, devendo criar, numa primeira fase, 50 postos de trabalho.

Ricardo Pinheiro disse em dezembro à Lusa que o projeto será depois completado com a instalação de um centro de extração de óleo de canábis naquela vila, não estando ainda definido o montante que deverá implicar.

O Infarmed explica ainda na nota que, atualmente, “existem quatro entidades” que dispõem de autorização para o exercício da “atividade de cultivo” da planta da canábis para fins medicinais, nos termos do disposto em dois decretos de lei.

A Terra Verde, Lda., Tilray Portugal, Unipessoal, Lda., Sabores Púrpura, Lda. e RPK Biopharm, Lda, são as quatro empresas que detêm essa autorização.

Hospital no limite
Os diretores de serviço da área clínica do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) anunciaram que estão solidários com os médicos do...

Após reunião na terça-feira, os diretores de serviço manifestam, em comunicado, "aos colegas que no dia-a-dia trabalham no Serviço de Urgência Geral total solidariedade, deixando claro que o problema" deste serviço é extensível a "toda a instituição" e afeta todos os médicos.

No texto, assinado por 20 diretores clínicos, os médicos justificam que o CHL tem "sido objeto de várias notícias veiculadas pela comunicação social, em consequência da complexa situação vivida no Serviço de Urgência, sobrecarregado pelo elevado número de doentes que a ele têm acorrido ao longo dos últimos meses".

"Esta situação levou recentemente a uma tomada de posição das chefias das equipas que naquele serviço trabalham”, acrescentam.

No comunicado, é reconhecida a "gravidade dos problemas, bem como a necessidade da implementação de um conjunto de medidas urgentes para as quais manifestam toda a disponibilidade para colaborar".

Os responsáveis médicos exigem ainda aos "organismos da tutela uma resposta adequada, conscientes que estão da natureza multifatorial desta situação, a que não são alheios os constrangimentos de natureza financeira, a falta de recursos humanos, a total perda de autonomia das instituições e a incapacidade de resolução do problema do acesso aos serviços de saúde".

O documento, que será enviado ao presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria, à ministra da Saúde, ao bastonário da Ordem dos Médicos e aos sindicatos médicos, apela às "organizações profissionais que não contribuam para este clima e que, pelo contrário, possam participar na procura das melhores soluções".

Segundo o comunicado, os médicos dizem ainda estar em "total desacordo como o problema do Serviço de Urgência tem sido tratado por alguns órgãos de comunicação social" e solicitam que, "no cumprimento da sua missão, não ponham em causa o bom nome e o prestígio da instituição, bem como a dignidade dos profissionais que nela trabalham".

Esta semana, o Conselho de Administração do CHL confirmou à Lusa que sentiu necessidade de reprogramar algumas cirurgias não urgentes, de modo a "canalizar recursos" para os "doentes cirúrgicos urgentes".

"Face aos constrangimentos que vimos sentindo, confirmamos que houve necessidade de fazer algumas alterações e restrições à programação cirúrgica dos doentes não urgentes, e apenas estes, de forma a canalizar recursos e disponibilidades para os doentes cirúrgicos urgentes, nomeadamente ao nível da equipa de Anestesiologia", referiu o Conselho de Administração.

Na semana passada, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos revelou que todos os chefes de equipa da Urgência de Medicina Interna do Hospital de Santo André se demitiram em janeiro, alegando a inexistência de condições essenciais ao desempenho das funções.

O presidente daquela secção regional, Carlos Cortes, explicou que os médicos "não têm tempo para a chefia do serviço, nem recursos para cumprir a escala de urgência".

Em declarações à Lusa, Carlos Cortes acrescentou que o Serviço de Urgência do hospital de Leiria atingiu o "limite" e que "só não encerra por todo o esforço dos médicos que lá trabalham", mesmo "sem serem reconhecidos pelo Conselho de administração do CHL".

Desde o início do ano, a Ordem dos Médicos já recebeu 159 declarações de responsabilidade deste hospital, mais "do que de todos os hospitais do Centro juntos, o que mostra uma grande preocupação com o que está a acontecer em Leiria, sobretudo na Urgência de Medicina Interna", salientou Carlos Cortes.

Unidade de Cuidados na Comunidade
A Administração Regional de Saúde (ARS) Norte e a Câmara de Santa Maria da Feira inauguram amanhã em Fiães uma Unidade de...

Em comunicado, a ARS Norte reconhece que a renovação desse equipamento vem satisfazer "inquietudes durante vários anos justamente manifestadas" pela população local e coloca agora ao seu serviço "um médico, oito enfermeiros especialistas, duas assistentes técnicas, duas psicólogas, duas assistentes sociais, um fisioterapeuta, um nutricionista e um terapeuta ocupacional".

A ARS acrescenta que a renovada Unidade de Cuidados na Comunidade "também vai servir de apoio às equipas de trabalho no domicílio" e contemplar serviços como a promoção da saúde escolar, mental e reprodutiva, o apoio a famílias e grupos vulneráveis e a assistência em cuidados continuados integrados - entre outros trabalhos "que poderão ser desenvolvidos de acordo com o Plano Local de Saúde".

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara da Feira confirma que a cidade de Fiães "aguardava há muito tempo" por ver renovada a sua Unidade de Cuidados na Comunidade, o que justifica que a autarquia tenha assumido os encargos com a empreitada - como a ARS Norte reconhece ao definir como "imprescindível" o envolvimento do Município e situar "em cerca de 11.000 euros o projeto de remodelação e adequação das instalações".

Emídio Sousa realça, contudo, que, independentemente do tempo de espera pela obra, a autarquia "assumiu os encargos do projeto e pagou os trabalhos de engenharia civil porque o serviço ali desenvolvido merece".

Para o autarca, "este tipo de unidade tem uma atuação diferente e muito útil", que, menos focada no tratamento da doença e mais apostada na prevenção e formação para a saúde, tem "um papel muito importante no bem-estar das pessoas".

Nesse contexto, Emídio Sousa destaca o serviço que vem sendo desenvolvido pela outra Unidade de Cuidados na Comunidade que já existe no concelho, no centro da cidade da Feira: "Ocupa-se muito da saúde das mulheres, da educação para a sexualidade e da preparação para a maternidade, e tem ainda uma prestação muito valiosa ao nível dos cuidados domiciliários".

 

Garante Marta Temido
A ministra da Saúde mostrou-se convicta de que “será possível chegar a um acordo” com os grupos privados que prestam cuidados...

“Neste momento a perspetiva que temos é de que será possível chegar a um acordo com os prestadores privados, que permita, não inviabilizando, não pondo em causa, não beliscando, aquilo que são as regularizações e o processo a elas associado”, anunciou a ministra aos deputados na Assembleia da República, em Lisboa.

Marta Temido - que respondia aos vários grupos parlamentares que levantaram esta questão durante a interpelação ao Governo requerida pelo PCP - afirmou que isto pode ser garantido “sem, de facto, colocar qualquer entrave a que novas tabelas sejam também trabalhadas e definidas, e que possam ser elas a nortear as relações financeiras entre a ADSE e os prestadores privados”.

Numa resposta direta à deputada Carla Cruz, do PCP, que falou numa chantagem por parte dos grupos privados, a ministra assegurou que o Governo não compactuará “nunca com qualquer chantagem de onde quer que ela venha”.

“A chantagem dos privados, ou a eventual chantagem de alguns operadores privados, sobre qualquer mecanismo seguro, seja ele este ou outro, será certamente algo a que nunca poderemos ceder”, disse, acrescentando que “a cartelização tem respostas próprias, tem respostas tem termos do direito da concorrência”.

A par disto, Marta Temido assegurou que o Governo irá também utilizar “todos os meios” que tem ao seu dispor, como já fez “relativamente a outros temas, para defender os beneficiários da ADSE”, o subsistema de saúde dos funcionários públicos.

A governante sustentou que o Governo relaciona-se com este instituto, "interage com o seu Conselho Diretivo, com o seu Conselho Geral e de Supervisão, e que tem tentado, com eles e num ambiente de trabalho, encontrar as melhores soluções que não se desviem daquilo que é obviamente a defesa intransigente dos interesses dos beneficiários, a defesa intransigente dos seus descontos, a defesa intransigente do seu direito de acesso e, concomitantemente manter o necessário bom senso em todo este processo”.

Marta Temido referiu também que “um dos aspetos que esta tutela dupla das Finanças e do Ministério da Saúde tem sobre a ADSE” é a “melhoria da gestão da própria ADSE”.

“De qualquer forma, há algo que também temos de fazer concomitantemente e isso prende-se com a necessidade de melhor controlo da faturação, mecanismos mais eficientes de gestão dentro do próprio instituto público que é a ADSE”, reforçou.

Ministra
A ministra da Saúde, Marta Temido, reconheceu ontem que o Governo tem “uma luta sem tréguas” pela frente para melhorar o...

“Não ignoramos o que não corre bem no SNS, conhecemos o trabalho que temos pela frente. Temos uma luta sem tréguas pela melhoria do cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos no SNS, pela melhoria da eficiência e pela melhoria da gestão e esta é, seguramente, a melhor forma de proteger os mais frágeis”, afirmou Marta Temido no início da interpelação ao Governo, requerida pelo PCP, sobre política de saúde, no parlamento.

No debate, em resposta aos deputados, a ministra afirmou que "há muitas situações no Serviço Nacional de Saúde que não correm bem em termos de tempos de espera". Contudo, "houve uma melhoria nesta legislatura no cumprimento dos tempos máximos de resposta relativamente às consultas muito prioritárias e prioritárias".

Segundo Marta Temido, foi nas consultas com prioridade normal que "o progresso não se registou e houve mesmo algum retrocesso".

Mas "isso não invalida que para que cada caso negativo que os senhores deputados fazem o favor de citar nestas ocasiões, não haja um caso positivo. Há um longo caminho para fazer nestas matérias, é evidente, está à vista, mas não é desinvestindo no SNS ou atacando que vamos conseguir fazê-lo", frisou.

Marta Temido sublinhou que no ano em que o SNS faz 40 anos e “num momento em que se levantam vozes que pretendem fazer crer que o SNS está pior do que estava no início da legislatura”, ia focar-se “num tema central do Programa do Governo e da proposta de Lei de Bases da Saúde – as pessoas”.

“A prioridade às pessoas e as políticas de Saúde centradas nas pessoas, as pessoas que fazem o SNS, os seus recursos humanos, e as pessoas que justificam a existência do SNS, os seus utentes”, frisou.

A este propósito, disse que, em 2018, o SNS atingiu o maior número de trabalhadores da sua história: 128.445.

“Ao contrário do que sucedeu entre dezembro de 2011 e novembro de 2015, em que o SNS perdeu 2.850 trabalhadores, entre essa data e 31 de dezembro de 2018, o SNS ganhou 8.800 trabalhadores”, apontou.

Destes, cerca de 1.850 são médicos especialistas, 4.000 são enfermeiros e 540 são técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

“O SNS tem hoje mais efetivos nestes três grupos profissionais do que tinha em dezembro de 2010, antes do início do Programa de Assistência Económica e Financeira”, indicou.

Por outro lado, os 128.445 trabalhadores deixaram de ter reduções dos salários e das majorações por trabalho suplementar e horas incómodas, deixaram de ter um período de trabalho de 40 horas semanais, deixaram de ter as suas carreiras congeladas.

“Já este ano, o Governo concluiu a negociação das carreiras de enfermagem que, agora e por 30 dias, se encontram em consulta pública, e decidiu contratar mais 850 enfermeiros e assistentes operacionais para o SNS”, adiantou.

Segundo a ministra, estas escolhas tiveram um custo, representando 47% do adicional de 1.400 milhões de euros com que, desde o início da legislatura, o Governo decidiu reforçar o orçamento do SNS.

Contudo, salientou, o Governo “não pode esgotar toda a capacidade de investimento de que dispõe (e que resulta da capacidade coletiva de gerar riqueza) nestes 128.445 trabalhadores. Sobretudo, não pode fazê-lo no tempo de uma única legislatura”.

A ministra anunciou ainda que irão ser realizados, em março, protocolos de autorregulação com a indústria para a redução de sal, açúcar e gorduras trans em certo tipo de alimentos.

“Trabalhámos e continuamos a trabalhar na promoção de estilos de vida saudáveis, na certeza de que este é, no longo prazo, um dos melhores investimentos para a redução da mortalidade prematura e o aumento da esperança de vida saudável aos 65 anos”, porque “acreditamos na saúde em todas as políticas e no compromisso de todos os agentes sociais e económicos”, afirmou.

Durante o debate, a ministra falou também nos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e avançou que o Governo conta "abrir um concurso ainda no próximo mês de março de forma a garantir a progressão na carreira".

Para dia 8 de março está marcada uma marcha
Mais de 5.000 cirurgias foram adiadas na segunda greve dos enfermeiros em blocos operatórios, paralisação que hoje termina e...

Esta segunda paralisação decorreu em sete centros hospitalares entre final de janeiro e hoje, tendo sido alargada a mais três hospitais a partir de 8 de fevereiro.

A greve arrancou depois de dois sindicatos de enfermeiros terem terminado as reuniões negociais com o Governo sem consenso, sobretudo na questão do descongelamento das progressões da carreira, no aumento do salário base e respetivas progressões e na antecipação da idade da reforma.

Tratou-se da segunda greve cirúrgica marcada pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), depois de uma paralisação idêntica que, no fim do ano passado, durou quase mês e meio e levou ao adiamento de mais de 7.500 cirurgias em cinco hospitais, com custos superiores a 12 milhões de euros para as unidades de saúde.

O caráter inédito destas greves não foi apenas a sua duração prolongada, mas também o facto de um movimento de enfermeiros – o Movimento Greve Cirúrgica – ter lançado na internet um fundo de recolha solidário para financiar os grevistas, que angariou um total superior a 700 mil euros.

Dúvidas foram sendo lançadas sobre esta forma de recolher apoio financeiro para a greve, mas até ao momento ainda nenhuma investigação ou prova foi apresentada a sustentar suspeições de que entidades privadas poderiam estar a financiar a paralisação.

O Governo tentou travar a greve cirúrgica de várias formas, tendo desde sempre considerado que era uma forma de luta extrema e até cruel.

Primeiro, no dia 7 de fevereiro, decretou em Conselho de Ministros uma requisição civil que abrangia quatro centros hospitalares, alegando que estariam a ser violados serviços mínimos.

Os sindicatos que convocaram a greve sempre rejeitaram o incumprimento de serviços mínimos, acusando até os hospitais de manipular as cirurgias abrangidas nos serviços mínimos.

Mais além do que acusações, o Sindepor respondeu à providência cautelar imposta com a apresentar de uma intimação para contestar a medida do Governo.

Na defesa contra essa intimação, o Governo afirma que os serviços mínimos foram desrespeitados em cerca de 450 cirurgias em quatro centros hospitalares e cita alguns exemplos, estando entre eles doentes com cancro.

Na terça-feira, dois dias antes do término da greve, o Supremo Tribunal Administrativo recusava os pedidos do Sindepor, mas não se pronunciava nem sobre a licitude da greve nem sobre a adequação da requisição civil.

Contudo, mesmo antes desta decisão, a greve que hoje termina oficialmente já tinha perdido o seu efeito prático.

No dia 15 de fevereiro, uma sexta-feira ao fim do dia, o Ministério da Saúde anuncia que um parecer do conselho consultivo da Procuradoria-geral da República (PGR) considera a paralisação ilícita.

Na segunda-feira, o parecer era publicado em Diário da República, o que fazia incorrer os enfermeiros que continuassem a fazer greve em faltas injustificadas e até em eventuais processos disciplinar.

Um dos sindicatos, a ASPE, decidiu suspender a greve, mas o Sindepor manteve-a, mas disponibilizou aos enfermeiros uma minuta que deviam entregar nos serviços a indicar que iriam trabalhar, mas sentindo-se coagidos.

O Sindepor encarou a postura do Governo como um ataque a um direito constitucional, que é direito à greve, o que levou o presidente do sindicato a entrar em greve de fome.

A greve de fome durou, contudo, apenas cerca de 48 horas, tendo Carlos Ramalho terminado o seu protesto junto ao Palácio de Belém, depois de receber um telefonema da ministra da Saúde a garantir que iriam ser retomadas negociações.

Para a história desta paralisação, fica ainda o corte de relações institucionais do Ministério da Saúde com a Ordem dos Enfermeiros, bem como ameaças do primeiro-ministro de que apresentaria queixa na justiça contra a bastonária Ana Rita Cavaco, alegando violação da lei que proíbe participação em atividade sindical.

Embora a greve cirúrgica chegue hoje ao fim, a luta dos enfermeiros parece longe de terminar, havendo já marcadas greves de zelo, com os profissionais a admitirem recusar horas além das obrigatórias.

Para dia 8 de março está também marcada uma marcha pela enfermagem, a decorrer em Lisboa, bem como uma greve nacional para permitir a participação dos profissionais no desfile.

Comodidade e libertação de custos
O Hospital Amato Lusitano (HAL) de Castelo Branco vai iniciar, em março, a hospitalização domiciliária, um modelo assistencial...

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, explica que se comprometeu a iniciar, já no mês de março, a hospitalização domiciliária.

Para o efeito, conta com a equipa de profissionais do serviço de Medicina Interna do HAL e oito camas de hospitalização domiciliária.

"Trata-se de um modelo de prestação de cuidados de saúde, capaz de disponibilizar um conjunto de cuidados médicos e de enfermagem de nível hospitalar, proporcionados por profissionais de saúde e recursos do próprio hospital, tanto em qualidade como em quantidade, aos doentes no seu domicílio, quando não precisam da infraestrutura hospitalar, mas ainda necessitam de vigilância ativa e assistência complexa", lê-se na nota.

O modelo proposto para a hospitalização domiciliária da ULS de Castelo Branco, através do Serviço de Medicina Interna, é um modelo misto assente em transferências precoces das enfermarias médicas ou cirúrgicas, do serviço de urgência e da comunidade, através de protocolos a realizar com as unidades funcionais dos Cuidados de Saúde Primários ou setor social.

Após avaliação da equipa da Unidade de Hospitalização, que verifica se o doente cumpre os requisitos de internamento, nomeadamente a voluntariedade do doente e do seu cuidador, critérios clínicos, sociais e geográficos.

Quanto à tipologia dos doentes atendidos na unidade de hospitalização domiciliária (UHD), os profissionais envolvidos tratam de doenças agudas como infeções, tromboses venosas, doenças crónicas descompensadas ou desenvolvem ações paliativas.

Segundo a ULS de Castelo Branco, as vantagens da UHD são várias e vão desde a menor incidência de infeções hospitalares, diminuindo também o desenvolvimento dos quadros confusionais agudos, maior comodidade para o doente que recebe cuidados de saúde no seu domicílio, libertação de recursos hospitalares, entre outros.

Investigação em imagiologia cerebral
Um projeto liderado por investigadores do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra...

"É uma aquisição fundamental, que promete dotar o consórcio Centro Académico Clínico de Coimbra CHUC-UC de condições ímpares a nível nacional para a investigação em imagiologia cerebral", revelou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

A aquisição dos dois tomógrafos PET foi financiada em 85% (4,2 milhões) pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Regional do Centro.

"Este investimento vai permitir à infraestrutura científica em causa e, por inerência, à região Centro, a desejável consolidação das competências técnicas e humanas instaladas na área da medicina nuclear, com importantes retornos não só de reconhecimento pelo incremento da sua participação em projetos europeus de maior dimensão e do seu relacionamento com empresas", refere a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa.

Um dos tomógrafos PET para estudo do cérebro ficará instalado no ICNAS e o outro no serviço de Medicina Nuclear do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

"A aquisição dos dois tomógrafos PET (Tomografia por Emissão de Positrões) humano, para utilização de radiofármacos de vida curta/longa e investigação básica/clínica, em parceria com o CHUC, representa uma enorme mais-valia para a Universidade de Coimbra", reconhecem os investigadores.

O projeto BIN - Infraestrutura Central da Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral é liderado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e está sediado no ICNAS.

Miguel Castelo-Branco, investigador responsável do projeto, destaca o "enorme volume de dados de investigação básica e clínica" que os novos dispositivos permitirão reunir e analisar", acrescentando que "poucas infraestruturas deste género reúnem esta diversidade e complementaridade em termos de imagiologia cerebral (Ressonância Magnética e PET - Tomografia de Emissão de Positrões)", mesmo a nível internacional.

"A liderança da Universidade de Coimbra na imagiologia médica, com particular ênfase na medicina nuclear, é cada vez mais marcada. A ligação entre a UC e o CHUC dá cada vez mais frutos, não apenas a um nível local ou nacional, mas, sim, de forma a reforçar uma estrutura internacionalmente competitiva em termos de investigação base e de translação clínica", sublinha o reitor da UC, João Gabriel Silva.

Também o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Fernando Regateiro, destaca a importância da aquisição do equipamento, dizendo que vai "melhorar muito a capacidade de resposta do hospital, no âmbito da imagem funcional".

A Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral é um projeto que tem como objetivo principal viabilizar o acesso da comunidade científica nacional a equipamentos de nível avançado para o estudo destes temas e tem a sua infraestrutura central instalada na Universidade de Coimbra.

Obtenção fraudulenta de comparticipações do SNS
O Tribunal da Relação do Porto (TRP) confirmou a condenação a penas suspensas de um médico e um delegado de informação médica...

Os dois arguidos foram condenados em junho de 2018, no Tribunal de São João Novo, no Porto, a três anos e dez meses de prisão, suspensa na sua execução, pelos crimes de falsificação de documento e burla qualificada.

A suspensão da pena ficou condicionada ao pagamento de 38 mil euros, cada um, ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A mesma pena foi aplicada a uma farmacêutica, que era coarguida no processo. O coletivo de juízes condenou ainda a farmácia, da qual esta arguida era diretora técnica, a uma multa de dez mil euros.

Os factos que o tribunal considerou provados remontam ao período de outubro de 2011 a setembro de 2012 e tiveram por base a exploração de uma farmácia sita na Vila das Aves que a arguida, farmacêutica, geria.

O tribunal deu como provado que os três arguidos puseram em execução um esquema que se traduziu na obtenção fraudulenta de comparticipações do SNS.

Para tal, realizaram operações simuladas de vendas de medicamentos, faturando-as ao SNS como se os utentes tivessem realmente adquirido os medicamentos, assim obtendo cerca de 114 mil euros em comparticipações que lhes não eram devidas.

 

 

Aposta na qualidade dos cuidados de saúde
O serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira realizou ontem, em parceria com a Olympus e a...

Este evento teve como formador convidado, o Professor Ramón Cantero, médico especialista em Cirurgia Geral no Hospital Universitário de La Paz em Madrid, reconhecido impulsionador de diversas técnicas inovadoras na área da coloproctologia, sendo mesmo, considerado em Espanha, como o médico mais experiente na área da cirurgia minimamente invasiva endoscópica transanal.

Sob a sua direção foram realizadas duas cirurgias, uma por via transanal para remoção de uma lesão do recto e outra por via laparoscópica, para tratamento de neoplasia maligna do cólon transverso. Estes procedimentos, com recurso a tecnologias minimamente invasivas, permitem aos doentes uma recuperação com menos dor, um período de internamento mais curto e um retorno à atividade diária mais precoce.

Estiveram presentes na assistência e participaram na discussão dos casos clínicos, afectos às duas cirurgias realizadas, o corpo clínico do serviço de Cirurgia Geral e Internos de formação geral e específica do CHUCB, bem como alunos de Medicina da FCS-UBI e ainda cirurgiões da ULS de Castelo Branco.

Desta forma, o serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira pretende continuar a apostar num processo formativo de qualidade, que permita oferecer à população cuidados de saúde de excelência.

 

 

36,7% da população portuguesa sofre com dor crónica
A Plataforma de Impacto Social da Dor na Sociedade Portuguesa (SIP Portugal) vai promover uma reunião aberta, no próximo dia 18...

“Essa reunião tem como objetivo promover o diálogo para a necessidade do desenvolvimento de medidas de atuação que possam combater os principais problemas relacionados com as pessoas com dor crónica, em contexto laboral/profissional”, explica a médica Ana Pedro, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor e Coordenadora da SIP Portugal.

Em Portugal, a prevalência da dor crónica, é estimada em 36,7 por cento.  A reforma antecipada, o absentismo laboral, as mudanças de emprego e as pensões por incapacidade são consequências frequentes da dor crónica e da incapacidade associada.

“Mais do que desenvolver estratégias de atuação queremos ter uma intervenção efetiva e promover a implementação, a curto prazo, de medidas integradas e inclusivas para as pessoas com dor crónica”, conclui Ana Pedro.

Na reunião, que contará com todos os elementos da SIP Portugal, será apresentado um documento com recomendações para a ação, com caráter de urgência.

A SIP Portugal reúne um grupo heterogéneo e informal constituído por representantes nacionais de organizações, sociedades científicas e associações de doentes com interesse no impacto social da dor. O seu valor acrescentado traduz-se na possibilidade de diálogo entre todos os intervenientes envolvidos, por forma a falarem a uma só voz, garantindo uma maior consciencialização do impacto social da dor e a promoção de políticas orientadas no sentido de diminuir este impacto.

 Em Portugal, os objetivos desta Plataforma estão, neste momento, centrados no emprego e na educação. 

Em vista a sustentabilidade financeira
O Governo aprovou um reforço de 282 milhões de euros para reduzir as dívidas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS),...

O Ministério da Saúde adianta, em comunicado, que “a verba se destina ao pagamento de dívidas em atraso a mais de 90 dias de 21 hospitais EPE [Entidade Pública Empresarial]”.

Visa ainda “o reforço da autonomia de gestão, possibilitando a estas instituições envidar esforços para alcançar uma maior sustentabilidade financeira”.

Segundo a tutela, os primeiros 100 milhões de euros, correspondentes a 30% da entrada de capital, ficam disponíveis para utilização imediata, sendo os 70% restantes distribuídos faseadamente.

A partir de abril, apenas serão beneficiadas as entidades cujo Plano de Atividades e Orçamento de 2019 tenha sido previamente submetido e validado pela Administração Regional de Saúde da respetiva área geográfica, refere o comunicado do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos.

“O Governo pretende assim que o Orçamento do Estado de 2019, que foi objeto de um reforço substancial face a 2018 no que se refere às EPE do setor da saúde, constitua fonte de financiamento suficiente para assegurar a prestação de cuidados de saúde aos cidadãos sem prejuízo na qualidade assistencial”, adianta.

O Ministério recorda que os reforços de capital estatutário e de financiamento dos Hospitais EPE permitiram alcançar, no final de 2018, um valor de pagamentos em atraso de 486 milhões de euros, conduzindo a uma melhoria de todos os indicadores da dívida do SNS.

“O Governo mantém assim uma trajetória de sustentabilidade nos hospitais com vista à eliminação dos pagamentos em atraso até 2020”, acrescenta.

 

Administração
O hospital de Viseu vai, a partir do final do dia de hoje, desativar as medidas adicionais que foram tomadas para controlar a...

O anúncio foi feito hoje, em conferência de imprensa, pela diretora clínica do Centro Hospitalar Tondela Viseu, Helena Pinho, segundo a qual, com as medidas tomadas, “a gripe baixou significativamente”.

Desde 09 de fevereiro que, devido ao aumento do número de casos de gripe, passou a ser permitida apenas a presença do acompanhante e de uma visita por doente e por turno de visita.

Neste período, o conselho de administração verificou que as infeções associadas aos cuidados de saúde diminuíram e, através de um inquérito feito a doentes internados e a profissionais, ficou a saber que estes eram “favoráveis à permanência apenas de um acompanhante e de uma visita ao mesmo tempo durante o período de visitas”.

Por isso, a partir de quinta-feira, continuará a haver restrição, podendo estar junto do doente o acompanhante e mais uma visita, “mas que, ao contrário do que estava a acontecer até agora, poderá rodar”, explicou Helena Pinho.

Depois de estar com o doente, o visitante poderá ir ao balcão de informações do átrio do hospital “entregar o cartão a outra pessoa”, que poderá subir para o quarto, onde “nunca deverá estar mais do que 12 pessoas ao mesmo tempo, ou seja, os quatro doentes e um acompanhante e uma visita por cada um”, acrescentou.

Segundo a responsável, um dos hábitos que havia era visitar “todas as pessoas da aldeia” que estavam internadas, sendo os visitantes veículos de transmissão de infeções entre enfermarias.

Para evitar essa situação, cada visitante poderá estar apenas com o doente cujo nome deu no balcão e “cada enfermaria terá uma cor de cartão-de-visita”, permitindo perceber facilmente “se alguém está a fazer batota”, referiu.

O inquérito foi respondido por 257 doentes (dos 354 que estavam internados) e por 690 profissionais (de um universo de mais de dois mil), durante cinco dias consecutivos.

“Fizemo-lo logo no início, porque queríamos apanhar os doentes que tinham tido a fase de ausência total de controlo de visitas e esta fase de restrição”, justificou.

Helena Pinho contou que os doentes mais velhos referiram “cansaço e muito ruído durante o período de visitas”, as mães de recém-nascidos disseram “que não conseguiam estabelecer relação com o seu próprio filho por lá estar tanta gente ao mesmo tempo” e os profissionais admitiram ter “muito melhores condições de trabalho”.

Outra mudança será a proibição de visitas de crianças com menos de 12 anos, exceto na maternidade, na neonatologia e na pediatria.

“Para além do risco para as crianças, o risco maior é para os próprios utentes”, alertou a diretora clínica, explicando que as crianças “têm doenças próprias que, quando transmitidas aos adultos, ainda por cima frágeis, levam a problemas gravíssimos”.

O conselho de administração decidiu também uniformizar o horário das visitas, que passam a ser sempre das 14:00 às 16:00 e das 18:00 às 20:00.

Isto porque - justificou – o período alargado de quatro horas aos sábados, domingos e feriados “tornava os doentes exaustos”, levando-os a fazerem picos de febre, arritmias e a sentirem-se mal.

Segundo Helena Pinho, no passado, o controlo de visitas chegou a ser feito à entrada das enfermarias e também no átrio do hospital, mas não foi eficaz e levou mesmo a confrontos.

“Entendemos que é uma questão de saúde pública, de segurança dos doentes que nos são confiados quando são internados e que temos que responder ao que as pessoas disseram. E as pessoas disseram: ‘estamos melhor assim’”, frisou.

Filipa Almeida, adjunta da direção clínica e responsável pela Comissão de Controlo de Infeção e Resistência dos Antibióticos, lembrou que, na semana de 02 a 08 de fevereiro, houve 24 doentes internados que desenvolveram infeção pelo vírus da gripe, “o que é um número bastante elevado”.

“Isso alertou-nos para termos que tomar atitudes, restrição das visitas e implementação de algumas medidas adicionais de controlo de infeção, como o uso obrigatório de máscara nos cuidados diretos aos doentes”, contou.

De acordo com Filipa Almeida, no dia 11 de fevereiro foi atingido “o pico máximo de doentes internados com infeção pelo vírus influenza A e a necessitar de precauções adicionais de controlo de infeção”, que eram 89 doentes internados, sendo que, neste momento, há apenas 18 doentes internados por esse motivo.

“Existe uma atividade gripal francamente decrescente na região”, frisou.

Segundo Helena Pinho, as pessoas que se deslocam para consultas e visitas vão deixar de ter de andar com a máscara colocada.

No entanto, “deverão sempre, o ano inteiro, lavar as mãos antes de entrar e antes de sair”, porque “as infeções transmitem-se essencialmente pelas mãos”, alertou.

Acesso à consulta depende da referenciação do médico de família
Os centros de saúde das Caldas da Rainha, Alcobaça e Óbidos são os três primeiros do Oeste a disponibilizar consultas de...

Os gabinetes de medicina dentária estão em funcionamento “desde esta semana” nos centros de saúde das Caldas da Rainha, Alcobaça e Óbidos, os três primeiros do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte a disponibilizar aquela especialidade aos utentes, divulgou a ARSLVT.

Em comunicado, a diretora executiva do ACES, Ana Pisco, classificou como “um marco importante” o facto de, “a partir de agora”, se disponibilizar à população destes concelhos “mais uma especialidade clínica que certamente se transformará numa mais-valia”.

O acesso à consulta depende da referenciação do médico de família, considerando-se prioritários “os adultos com diabetes, doença cardíaca e oncológica e grupos vulneráveis”, explicou a ARSLVT.

Os centros de saúde contam com duas médicas dentistas e duas assistentes contratadas em regime de prestação de serviços, que “passam a estar dois dias por semana em cada um dos centros de saúde”, precisou aquela entidade.

A expectativa da ARSLVT é de que, “em março, seja possível alargar as consultas ao Centro de Saúde de Peniche, onde atualmente decorrem obras de beneficiação” e, numa segunda fase, aos centros de saúde do Bombarral e da Nazaré.

Nos seis concelhos da área de influência do ACES Oeste Norte existiam já higienistas orais que dão resposta a crianças e jovens, nomeadamente na área dos cheques-dentista e Saúde Escolar.

Na área da ARSLVT existem atualmente 39 gabinetes de Medicina Dentária no âmbito do programa “Saúde Oral para todos”, que conta com a colaboração das câmaras municipais para equipar os gabinetes dos centros de saúde.

O objetivo a nível nacional é que, “até junho de 2020, todos os municípios do país tenham, pelo menos, um consultório de dentista”, vincou a ARSLVT, lembrando que “pela importância que adquire no bem-estar pessoal, a Saúde Oral deve fazer parte dos cuidados preventivos e de proximidade”.

O ACES Oeste Norte presta cuidados de saúde primários à população dos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, num total de cerca de 200.000 utentes e de uma área territorial de 1.052 quilómetros quadrados.

Sofia Portela
A presidente do conselho diretivo da ADSE, Sofia Portela, disse hoje no parlamento que “dentro de muito pouco tempo” irá...

“A nossa expectativa é que dentro de muito pouco tempo estejamos em condições de poder apresentar uma tabela com preços fechados para dialogar com os prestadores e que esta tabela seja uma tabela que seja justa e equitativa”, disse Sofia Portela na audição parlamentar de Saúde, onde esteve a ser ouvida a pedido do CDS-PP, BE e PSD.

A responsável garantiu que o conselho diretivo do instituto público que gere o sistema de saúde da função pública tem estado a fazer “um trabalho muito sério e muito rigoroso a preparar as novas tabelas” cujo objetivo é que os preços abertos deixem de existir.

Para o futuro, o caminho “deve ser diferente”, disse Sofia Portela, defendendo que, “com preços fechados, a regra das regularizações deixa de fazer qualquer sentido” e que o rigor e a transparência “ficam assegurados”.

Nas últimas semanas, alguns grupos privados de saúde ameaçaram suspender as convenções com a ADSE, depois de o instituto público presidido por Sofia Portela ter exigido o pagamento de 38 milhões de euros em regularizações, por excesso de faturação.

A presidente do conselho diretivo da ADSE revelou que há 81 prestadores envolvidos no processo de regularização, existindo um conjunto de entidades em que os montantes envolvidos são "muito reduzidos".

Sofia Portela garantiu que a ADSE tem mantido um "diálogo constante" e "aberto" com os prestadores, lembrando que a questão das tabelas "é um caminho que vem a ser feito há dois anos" com preços fechados em alguns medicamentos e atos cirúrgicos e que em princípio "é aceite pelos prestadores".

A responsável disse ainda que durante as últimas semanas em que foi lançada a polémica com alguns prestadores privados houve um conjunto de prestadores que manifestaram interesse em fazer novas convenções com a ADSE ou em alargar as existentes.

Sobre o alargamento da ADSE a novos beneficiários, Sofia Portela afirmou que o assunto "tem sido alvo de análise", adiantando que o instituto está a fazer um estudo, que ainda carece de elementos para que tenha rigor, que ajudará na tomada de decisão.

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