Entrevista | Dra. Filipa Ferreira
Com manifestações clínicas, em fase precoces, que facilmente se podem confundir com outras patologia

Estima-se que, em Portugal, a Hipertensão Arterial Pulmonar afete cerca de 300 pessoas. No mundo, são mais de 25 milhões aqueles que sofrem de uma doença grave, sem cura e que, habitualmente, é diagnosticada em fases avançadas. Para ajudarmos a compreender a doença, começo por lhe perguntar em que consiste e quais as principais causas?

A hipertensão arterial pulmonar é de facto uma doença rara, mas grave que se caracteriza por alterações da vasculatura pulmonar que condicionam uma pressão nas artérias pulmonares mais elevada, dificultando a função do ventrículo direito em bombear sangue. Muitas vezes a causa é desconhecida e nesse caso definimos como hipertensão arterial pulmonar idiopática. Outras vezes pode ser hereditária ou associada a consumo de drogas, fármacos ou anorexígenos.  Pode ainda aparecer associada a outras doenças como doenças do tecido conjuntivo mais conhecidas como doenças autoimunes, à infeção por VIH, a cardiopatias congénitas ou a doença hepática cronica com hipertensão portal. 

Há, no entanto, causas menos comuns como a obesidade, por exemplo… Que causas são estas?

A obesidade pode por alguns mecanismos condicionar hipertensão pulmonar, mas não propriamente hipertensão arterial pulmonar que é já uma forma específica de hipertensão pulmonar. Normalmente a obesidade associa-se a síndrome de apneia obstrutiva do sono ou síndromes de hipoventilação que podem de facto condicionar hipertensão pulmonar. 

Podemos falar em grupos de risco? A que outras patologias pode estar associada?

Podemos sim. Como disse na primeira questão, existem formas de hipertensão pulmonar que aparecem associadas a outras doenças. Assim sendo, podemos identificar as pessoas que tenham essas doenças como doentes de risco para hipertensão arterial pulmonar. Nestes casos o screening anual com ecocardiograma até pode estar recomendado como acontece por exemplo na esclerose sistémica. Devemos estar mais atentos ao aparecimento de sintomas nestes grupos de risco.

Sendo frequentemente ignorados, quais os principais sintomas da doença? Quais os sinais de alerta?

Os sintomas mais frequentes são a dispneia de esforço, ou seja, uma falta de ar desproporcional para um determinado esforço. Numa fase inicial da doença é para esforços intensos como subir lanços de escadas, mas à medida que a doença vai avançando a falta de ar surge para esforços progressivamente menores até causar franca limitação nas tarefas do dia-a-dia. Os sinais de alarme são sintomas que normalmente aparecem numa fase mais avançada da doença e se associam a gravidade como desmaio durante o esforço ou logo após o esforço, inchaço das pernas e/ou barriga, tosse com sangue ou angina de peito.

Diria que esta patologia pode estar subdiagnosticada? O que contribui para os atrasos no seu diagnóstico?

Eu tenho a certeza que esta doença está subdiagnosticada. Mais do que isso! A maioria dos doentes apresenta-se nos centros de referência tardiamente, ou seja, numa fase já avançada da doença. O principal motivo é o facto de os sintomas serem muito inespecíficos e facilmente confundidos com outras doenças cardiovasculares ou doenças pulmonares como asma, insuficiência cardíaca esquerda, DPOC. Outro motivo é a desvalorização destes sintomas pelos próprios doentes porque se instalam progressivamente e as pessoas vão-se adaptando, evitando subidas ingremes ou subir escadas.

A partir de que idade podem surgir os primeiros sintomas? E como é feito o seu diagnóstico? 

Não existe uma idade para o aparecimento dos sintomas. Podem inclusivamente surgir durante a infância. Tudo depende da causa da hipertensão pulmonar. Quando hereditária ou associada a cardiopatias congénitas podem surgir ainda em crianças. Nas formas associadas a doenças do tecido conjuntivo por exemplo, é uma faixa etária mais elevada. Após a suspeita clínica o limiar para realização de ecocardiograma deve ser baixo, por ser um exame facilmente acessível e inócuo para o paciente. Se houver sinais suspeitos de hipertensão pulmonar no ecocardiograma, então o diagnostico deve ser confirmado, já nos centros de referência, através da realização de cateterismo cardíaco direito.

Em que consiste o tratamento? Em que casos está recomendado o transplante pulmonar?

Atualmente, a base do tratamento consiste na utilização de fármacos específicos que pretendem baixar a pressão nas artérias pulmonares – vasodilatadores pulmonares. É uma terapêutica específica, de utilização exclusivamente hospitalar e preferencialmente utilizada nos centros de tratamento que existem em Portugal e que estão definidos. O transplante pulmonar é uma estratégia de recurso para uma fase tardia da doença, em que a resposta ao tratamento com vasodilatadores pulmonares é insuficiente.

Quais os principais desafios nesta área?

Em primeiro lugar, eu diria que é o diagnóstico precoce: Reduzir o tempo que demora aos doentes a chegar aos centros de tratamento desde o início dos sintomas. Mas depois vêm outras formas de desafios relacionados com o facto de a hipertensão arterial pulmonar ainda ser uma doença cronica progressiva, sem cura. Seria bom aparecerem novos fármacos ou intervenções com intuito curativo que fossem verdadeiros modificadores de prognóstico.

Para aqueles que convivem com a doença, quais os principais cuidados a ter?

À semelhança da população em geral, devem adquirir hábitos de vida saudável: não fumar, comer bem, controlar o peso e evitar ter uma vida sedentária (salvo indicação em contrário). Depois há orientações específicas para estes doentes como a indicação para a vacinação contra a pneumonia, gripe e COVID-19. A gravidez está contraindicada na maioria dos casos e por isso em mulheres em idade fértil devem usar métodos eficazes de contraceção.

No âmbito do dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, que mensagem gostaria de deixar?

Gostava de deixar uma mensagem de esperança. Esta é uma área com intensa investigação clínica, com inúmeros fármacos inovadores em teste, alguns aparentemente promissores. Em Portugal temos centros diferenciados com equipas multidisciplinares motivadas que todos os dias trabalham com vista a melhorar a prática clínica para que os nossos doentes possam ter acesso aos melhores cuidados de saúde.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
2 e 3 de junho
Está a chegar a 2ª edição do evento “AVC 360º - Integrar e Aplicar”, uma iniciativa formativa da SPAVC destinada primariamente...

O encontro vai decorrer nos dias 2 e 3 de junho de 2023, em Peniche (Hotel MH Atlântico), e tem como objetivo a discussão interpares e multidisciplinar, em sessões eminentemente práticas, centradas em casos clínicos, com interação e recurso a televoto.

O programa culminará com o “Stroke Sunset” - caminhada em grupo destinada à sensibilização da população através da distribuição de folhetos sobre sinais de alarme, fatores de risco e estilos de vida saudável.

Esta reunião é coordenada pelo neurologista Alexandre Amaral e Silva, membro da Direção da SPAVC.

 

Maio é o mês do Coração e das Mães
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a ação nacional de consciencialização para o...

Em Portugal, a incidência do enfarte agudo do miocárdio continua a ser elevada. “Com esta iniciativa  pretendemos consciencializar as mulheres para a adoção de um estilo de vida mais saudável, para que no futuro possam beneficiar de uma vida mais tranquila junto das pessoas de quem mais gostam. Infelizmente, esta realidade deve-se, em muito, aos hábitos de vida que são levados do dia a dia”, afirma João Brum da Silveira, Coordenador Nacional do Stent Save a Life e da Campanha Cada Segundo Conta (APIC).

Segundo Rita Calé Theotónio, “Também os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver esta doença. Na fase da menopausa, a mulher passa por mudanças hormonais, e estes fatores de risco clássicos tornam-se mais comuns aumentando o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Torna-se, assim, primordial a aposta na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável: praticar exercício físico; evitar o consumo de álcool; não fumar; controlar a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura; e manter a vigilância médica regular”.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2019, registaram-se 4.275 mortes totais por enfarte agudo do miocárdio, que atingiram, maioritariamente homens, com uma relação de 133 óbitos de homens por 100 de mulheres. A idade média ao óbito para as mulheres situou-se nos 81 anos, mais 8 anos do que a observada para os homens (73 anos).

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), desenvolvido pela APIC, indicam que, em 2022, cerca de um quarto dos doentes tratados para o enfarte agudo do miocárdio, através de angioplastia primária, foram mulheres com uma média de idade de 65 anos, com um índice de massa corporal médio de 28, e 63 por cento das quais com hipertensão.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não ignore estes sintomas. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas.

A ação “Coração de Mãe” está inserida no âmbito da campanha “Cada Segundo Conta”, promovida pela APIC, e foi desenvolvida pelos alunos do curso de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), do Instituto Politécnico de Lisboa, no âmbito da unidade curricular «Comunicação no Interesse Público», com os objetivos de promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt.

Nas áreas académica e científica
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) assinou, hoje, um acordo de cooperação com a Ordem dos Enfermeiros de...

Segundo o texto do protocolo, rubricado pela bastonária da OEMo, Maria Acácia Ernesto Lourenço, e pelo Presidente da ESEnfC, António Fernando Salgueiro Amaral, o acordo visa a formação de «grupos de trabalho para implementação de programas que concorrem para o desenvolvimento de Enfermagem, criação de oportunidades de vagas para formação em pós-graduação nos níveis de especialidades, mestrados e doutoramento e investigação em Enfermagem».

A «facilitação do acesso às bibliotecas virtuais, as tecnologias de centros de simulação dos procedimentos de Enfermagem e cursos de curta duração para os enfermeiros docentes que irão orientar as práticas nos centros de simulação» são outras ações que fazem parte do objeto do acordo hoje firmado em Coimbra.

Pretende-se, neste âmbito, «desenvolver atividades e programas conjuntos», relacionados com a «implementação de pesquisas multicêntricas e projetos de desenvolvimento em Enfermagem», com a «formação de revisores e editores para criação ou fortalecimento de uma revista de Enfermagem em Moçambique» e, ainda, com o «intercâmbio de docentes e estudantes dos cursos de especialidade».

A promoção e a organização de «atividades científicas, seminários, colóquios, conferências, congressos e outros eventos de índole académica e de divulgação científica na área de Enfermagem», estão também previstas, ao abrigo do presente acordo de cooperação.

«A Enfermagem de Moçambique está convicta que a ESEnfC irá acompanhar-nos até ao topo que almejamos, que é a formação de profissionais de enfermagem capazes de unir o seu pensar com a sua prática, fazer uma reflexão crítica sobre a sua prática, identificar os problemas da sua ação profissional do dia a dia e buscar, de uma maneira sistematizada, a resposta a esses problemas. Isto é possível com a implantação e fortalecimento do ensino superior em Moçambique», afirmou a bastonária da OEMo, Maria Acácia Lourenço.

Já o Presidente da ESEnfC, Fernando Amaral, disse que a instituição que dirige tudo fará, «a partir da cooperação, para garantir uma melhor Enfermagem, que há de levar a uma maior saúde para todos os povos».

Ao notar que da missão da ESEnfC faz parte ser «uma escola global, com responsabilidade social», Fernando Amaral asseverou que a Escola de Coimbra está «disponível a participar com todos e, sobretudo, com aqueles com que tem responsabilidade cultural e histórica, como são os PALOP». «E que, agora, tem a responsabilidade de cooperar com esses países, para melhoria da vida dos [respetivos] povos», vincou o docente de Coimbra.

Quase 11 mil assinaturas
Este ano, a associação Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos (MOG) assinala o Dia Mundial do Cancro do...

O cancro do ovário é o sétimo tipo de cancro mais comum entre as mulheres, com cerca de 314 mil novos casos por ano. É a quinta causa de morte por doença oncológica entre as mulheres, sendo o cancro ginecológico com maior taxa de mortalidade. Para as mulheres que recebem o diagnóstico de cancro do ovário, conseguir o acesso a um tratamento de manutenção em primeira linha pode fazer a diferença na sua vida, permitindo-lhes viver mais anos e com melhor qualidade. Não existe um registo nacional de cancro do ovário, mas estima-se que cerca de 560 novos casos foram diagnosticados em 2020.

Efetivamente, até há pouco tempo, Portugal era dos únicos países da Europa sem uma opção de tratamento de manutenção em primeira linha, financiada e disponível no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Contudo, esta terapêutica já existe no nosso país, mas apenas para doentes com mutação genética (sBRCA ou Gbrca).

“Esta decisão não é democrática, muito menos compreensível. As doentes sem mutação representam a maioria dos casos de cancro do ovário (85%) e apresentam maiores necessidades médicas. Quem tem capacidade financeira pode ter acesso a este tratamento nos hospitais privados, mas as mulheres e famílias que não têm meios monetários para fazer esse investimento, acabam por não ter acesso. Não podemos permitir que estas mulheres sejam deixadas para trás. Há mulheres a morrer e famílias a perder mães, irmãs e filhas por existirem lacunas no acesso a uma terapêutica que está disponível para todas as doentes noutros países da Europa”, reforça Cláudia Fraga, presidente da associação MOG e sobrevivente de cancro do ovário.

 

Trabalhos podem ser submetidos até ao dia 2 de junho
Estão abertas as candidaturas para os Prémios Pfizer, a mais antiga distinção na investigação Biomédica em Portugal, que este...

Os Prémios, atribuídos anualmente, resultam da parceria entre a Pfizer e a Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (SCMED), com o objetivo de reconhecer o trabalho de investigação desenvolvido pelos cientistas portugueses que, pelo seu esforço e entrega à Ciência, contribuem para gerar novo conhecimento e inovadoras descobertas médicas, melhorando a saúde e qualidade de vida dos doentes e da sociedade.

Os trabalhos podem ser submetidos até ao dia 02 de junho de 2023, através do email da SCMED (consultar regulamento em https://www.pfizer.pt/ ou http://www.scmed.pt/). Na atribuição dos prémios, o júri apreciará o mérito dos trabalhos e projectos apresentados, e a sua decisão será conhecida durante a sessão solene a realizar-se no próximo mês de novembro.

Os Prémios Pfizer têm marcado a investigação que se faz em Portugal, distinguindo os melhores trabalhos de investigação básica e clínica, elaborados total ou parcialmente em instituições portuguesas por investigadores portugueses ou estrangeiros. O valor total atribuído para os Prémios Pfizer 2023 será de 60.000 euros.

 

Cerca de 450 mil portugueses sofrem da condição
No dia 5 de maio memoramos o Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca.

O aumento da prevalência de IC é resultado de um conjunto de fatores, nomeadamente, o envelhecimento da população, o aumento da sobrevida de outras doenças cardíacas (como os enfartes e as doenças cardíacas congénitas) e o aumento da prevalência de doenças crónicas como a hipertensão arterial e a diabetes. Sendo estas as principais causas de IC, existem outros motivos para desenvolvimento de IC, como as arritmias, as doenças das válvulas cardíacas ou doenças do músculo cardíaco (p.ex. miocardites).

Mais do que uma doença, a IC é uma entidade complexa em que o coração é incapaz de dar resposta às necessidades aumentadas de fluxo sanguíneo do organismo, com consequente desenvolvimento de sintomas quando o paciente tenta realizar atividades comuns do dia-a-dia. Com a progressão da doença, esforços progressivamente menores desencadearão sintomas, até uma fase em que estes surgem em repouso. Entre os principais sintomas de IC destacam-se o cansaço, a falta de ar e as pernas inchadas ou aumento do volume abdominal.

É ainda importante não esquecer que se trata de uma doença com um prognóstico sombrio se não acompanhada e tratada. A sua mortalidade chega a ser superior à de muitos cancros (nomeadamente cancros comuns como o da próstata, da mama ou o melanoma); mas continua a ser mais temido um diagnóstico de cancro que um diagnóstico de IC.

Mas neste dia dedicado à IC e a todos os que vivem diariamente com esta doença é importante ressalvar dois pontos de esperança:

Em primeiro lugar, trata-se de uma doença prevenível, ponto em que é basilar a adoção de um estilo de vida saudável, cumprindo uma dieta equilibrada, realizando exercício físico de forma regular e abstendo-se do consumo de álcool e de hábitos tabágicos, conjuntamente com o controlo adequado de doenças crónicas como a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (colesterol alto) e a obesidade.

Em segundo lugar, dispomos, cada vez mais, de terapias eficazes, que permitem uma franca melhoria da qualidade de vida, mas também ganho de anos de vida. É por isso importante que conseguir diagnosticar o mais rapidamente possível, para iniciar tratamento dirigido e eficaz e, assim, garantir uma melhoria do prognóstico. De igual importância, é que os doentes cumpram a medicação de forma regular. Além disso, os doentes com insuficiência cardíaca, e seus familiares/cuidadores, devem aprender a reconhecer sintomas de descompensação (agravamento da falta de ar, inchaço nos pés e pernas ou aumento súbito de peso) e procurar ajuda junto da equipa médica assistente precocemente, para assim evitar uma descompensação mais grave.

Neste dia tenhamos em mente que todos somos importantes na prevenção, diagnóstico e gestão da insuficiência cardíaca, desde a população geral aos profissionais de saúde. Só trabalhando conjuntamente poderemos “detetar o não detetado”.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Iniciativa assinala 20 anos de existência da MYOS
A MYOS, a associação nacional contra a fibromialgia e a encefalomielite miálgica/ síndrome da fadiga crónica (EM/SFC), vai...

“Apesar de muito ter mudado nos últimos 20 anos em Portugal, relativamente ao reconhecimento da Fibromialgia por parte da classe médica e sociedade em geral, ainda assim os doentes são confrontados diariamente com alguma incompreensão. Muitas vezes, quem olha para nós pensa que estamos bem, mas na realidade debatemo-nos diariamente com um conjunto de sintomas reais que nos provocam sofrimento. As doenças podem ser invisíveis, mas o que sentimos é real”, afirma Ricardo Jorge Fonseca, Presidente da MYOS.

A campanha “Estou bem” pretende comunicar a invisibilidade da fibromialgia, enquanto alerta a população de que apesar de uma pessoa “parecer bem” pode estar a vivenciar um conjunto de sintomas geralmente mal compreendidos.

Uma pessoa com fibromialgia sente dor generalizada e difusa, fadiga, rigidez, dificuldade em dormir, formigueiros, dormência, dores de cabeça, confusão mental, dificuldade em concentrar-se, falta de memória, ansiedade e hipersensibilidade, entre outros sintomas. É o caso de Inês Afonso Lopes, que vive há mais de 20 anos com esta doença:

“Eu tenho fibromialgia desde janeiro de 2002. Ao contrário da grande parte dos doentes nessa altura, tive um percurso muito rápido para obter o diagnóstico, consultei vários médicos, mas com o início dos sintomas ninguém conhecia o motivo. Até que um médico levantou a hipótese de ser portadora de uma doença reumática e, então, fui encaminhada para uma consulta de Reumatologia, onde tive a sorte da médica que me acompanhou estar familiarizada com a fibromialgia e me efetuar o diagnóstico correto”, explica Inês Afonso Lopes.

E acrescenta: “A doença impacta tremendamente a minha vida. Eu não sei o que é viver sem dores e fadiga há 21 anos. São companheiras indesejadas que estão sempre presentes. Se não fizermos a gestão de energia, às vezes não temos capacidade para desempenhar as atividades mais fundamentais do quotidiano. Temos de estar constantemente a medir o nosso estado, qual o nosso nível de dores e de energia, para dosear o esforço ao longo do dia, alternando com períodos de descanso, para não desencadear o agravamento significativo dos sintomas. É muito difícil de gerir esta imprevisibilidade da doença, visto ser uma condição que funciona por ciclos”.

A fibromialgia é uma doença que gera alguma incompreensão, por ainda não se conhecer muito bem as causas que estão na sua origem e não haver alterações detetáveis nos exames laboratoriais e nos exames complementares de diagnóstico usados habitualmente na prática clínica. O diagnóstico é feito com base em critérios de diagnóstico definidos e mediante o historial clínico do doente e exclusão de outras doenças que possam justificar a sintomatologia. Atualmente sabe-se que existe uma alteração nas áreas cerebrais responsáveis pela perceção e processamento da dor, onde o cérebro dos doentes com fibromialgia parece ter uma sensibilidade extrema aos estímulos dolorosos que recebe. Isto significa que estímulos não dolorosos para a maioria das pessoas, são interpretados como dor pelo cérebro destes doentes.

Esta doença afeta homens, mulheres e crianças de todas as idades, etnias e estatutos. Estima-se que afete, mundialmente, cerca de 2% a 5% da população adulta, dependendo dos países, em que 80% a 90% são mulheres entre os 20 e os 50 anos e a incidência aumenta progressivamente com a idade. Em Portugal, segundo um estudo da EpiReuma, estima-se que afete 1,7% da população, com predomínio nas mulheres acima dos 40 anos. Existem ainda muitos casos que não estão diagnosticados, sendo que muitos doentes vivem com indeterminação de diagnóstico durante muito tempo.

Com a campanha “Estou bem”, a MYOS incentiva toda a população a “juntar-se nesta luta pelas vidas” de todos os que sofrem em silêncio.

Para mais informações sobre a campanha “Estou bem” e sobre a MYOS consulte: https://myos.pt/

15 e 16 de maio
O Serviço Cirurgia Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vai dinamizar a quinta edição do Curso de...

O curso tem uma vertente essencialmente prática e é destinado aos internos de MGF com o objetivo de fornecer competências básicas de pequena cirurgia, promovendo a criação de polos de Pequena Cirurgia nos Centros de Saúde e, assim, contribuir para uma melhor capacitação destas unidades na resposta às necessidades das populações. Esta formação vai contribuir ainda para diminuir a pressão exercida sobre os cuidados de saúde hospitalares, concorrendo decisivamente para um melhor acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

O curso, que se baseia num modelo de aprendizagem teórico-prático, consiste na apresentação de temas teóricos e casos clínicos e de sessão de prática de sutura em laboratório com treino em modelos de bancada. Posteriormente, os formandos irão para o ambiente hospitalar, sob orientação de cirurgiões, para colocar em prática os conhecimentos adquiridos. O primeiro dia de formação, 15 de maio, vai decorrer no Centro de Simulação Biomédica (Blocos de Celas – CHUC) e o segundo dia, 16 de maio, de cariz prático, na Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA- Hospital Geral).

 

Lourdes Martin e Adalberto Campos Fernandes integram corpo docente da nova Faculdade
No ano que celebra 10 anos, a Universidade Europeia anuncia a criação da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), a 4ª faculdade...

A diretora da nova Faculdade de Ciências da Saúde é Lourdes Martin, médica e doutorada em medicina familiar, especialista na implementação do Modelo Académico da Universidade Europeia e anterior diretora do Hospital Simulado da Universidad Europea de Madrid. A comissão científica conta, ainda, com Adalberto Campos Fernandes, professor catedrático convidado da Instituição, anterior ministro da Saúde, como Coordenador Estratégico para esta área.

“A criação da Faculdade de Ciências da Saúde transformou-se numa prioridade da Universidade Europeia e foi com esse objetivo que constituímos, ao longo dos últimos dois anos, uma equipa docente com elevada experiência, competência e reconhecimento na área das Ciências da Saúde em Portugal, o que, conjugado com o nosso Modelo Académico de base experiencial, muito inovador e com provas dadas em Espanha (e que pretendemos replicar para Portugal), constitui uma mais valia na oferta da melhor formação aos nossos estudantes e vai de encontro às necessidades de formação de novos profissionais numa área tão crítica para Portugal e para o mundo”, afirma a Reitora da Universidade Europeia, Hélia Gonçalves Pereira.

A Faculdade de Ciências da Saúde conta com uma oferta tanto presencial como 100% online de Pós-Graduações, Programas Avançados e Cursos de Especialização em áreas de forte atratividade para os atuais e futuros profissionais nesta área.

A Universidade Europeia passa a contar assim com 4 unidades orgânicas, nomeadamente Faculdade de Ciências Sociais e Tecnologia, IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, Universidade Europeia Online - Faculdade Online e Faculdade das Ciências da Saúde.

 

Campanha “O Lugar do Coração é em Casa” apela a que esteja atento
O Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca, que este ano se assinala a 5 de maio, é dedicado ao tema ‘Detetar o indetetável’, com...

Segundo um inquérito recente desenvolvido pela Spirituc Investigação Aplicada, em parceria com a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC) e com o apoio da Bayer, cerca de 70% dos doentes afirmam que tiveram, pelo menos, um episódio de descompensação nos últimos 24 meses, dos quais 21% foram internados numa média de dois internamentos neste período temporal.

Mónica Vidal, Marketing Manager da área cardiovascular na Bayer, realça: “Quando ocorre um episódio de descompensação, o doente é levado para o hospital e, por vezes, acaba por ser necessário permanecer lá durante algum tempo. Durante esse período, fica temporariamente afastado do seu mundo e dos seus familiares e amigos. Na Bayer acreditamos que o lugar do coração é junto de quem mais gostamos e a viver a nossa rotina sem quaisquer impedimentos ou limitações. Com base nesta premissa, a campanha ‘O lugar do Coração é em Casa’ vem reforçar esta visão.”

O coração é o motor da vida e merece uma atenção especial por parte de todos, para que os especialistas possam diagnosticar e tratar atempadamente as doenças que o podem afetar. A campanha 'O lugar do Coração é em Casa' da Bayer surgiu com o intuito de contribuir para o aumento da literacia na área da insuficiência cardíaca (IC) e de incentivar as pessoas a cuidarem do seu coração.

“A insuficiência cardíaca afeta cerca de 400 mil portugueses e é a primeira causa de hospitalização em pessoas com mais de 65 anos1. Ainda assim, ao realizarmos o inquérito concluímos que continua a haver um grande desconhecimento da população. A prova disso é que mais de metade dos inquiridos (67%) revelaram que não sabiam nada sobre a doença no momento do diagnóstico”, realça Luís Filipe Pereira, presidente da AADIC.

Quando questionados sobre o impacto da IC, 40% dos inquiridos consideram ver a sua vida afetada a vários níveis devido ao cansaço (70%), picos de ansiedade (49%) ou instabilidade emocional (45%). Já as expetativas parecem ser unânimes; quem vive com a doença anseia tratamentos mais eficazes (35%), que melhorem a sua qualidade de vida e contribuam para reduzir o número de hospitalizações, mantendo o seu coração no lugar onde deve estar, junto dos seus entes queridos, em casa.

Para mais informações sobre a insuficiência cardíaca, consulte o seu médico e visite o site: https://www.coracaoemcasa.pt/.

 

 

No Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Na próxima segunda-feira, dia 8 de maio, pelas 11 horas, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra vai acolher o lançamento...

A nova obra de comunicação de ciência pretende levar os leitores numa aventura pelo mundo das mitocôndrias, as fábricas de energia do corpo humano, apresentando conceitos científicos de forma acessível e cativante sobre doenças raras que afetam em particular estas “centrais energéticas” das células humanas, como é o caso da Neuropatia Ótica Hereditária de Leber (LHON).

O livro foi desenvolvido no âmbito do projeto de comunicação de ciência “Mit.OnOff”, financiado pelo Fundo EEA Grants Portugal, que juntou a Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade de Bergen (Noruega) com o objetivo de divulgar e promover o conhecimento científico sobre as mitocôndrias, destacando a sua importância para a saúde e o bem-estar, e fomentando a literacia científica na sociedade.

«Estamos muito entusiasmados com a apresentação deste livro, que resulta de um trabalho colaborativo multidisciplinar e transnacional. É uma oportunidade única de divulgar o conhecimento científico de forma acessível e atrativa para todas as idades, despertando o interesse pela ciência desde cedo. A publicação deste livro concretiza um sonho meu de 10 anos para disponibilizar gratuitamente um instrumento de comunicação de ciência, que se reveste de grande importância para educadores, profissionais de saúde, para os doentes e seus familiares, como ferramenta de literacia em ciência e saúde, na área das doenças mitocondriais, que são raras, mas de grande impacto. Pretende-se dar voz aos doentes através da Ciência», afirma a autora do livro e líder do projeto “Mit.OnOff”, Manuela Grazina.

O lançamento do livro vai contar com a presença de Manuela Grazina; de Laurence Bindoff, neurologista e professor da Universidade de Bergen e parceiro do projeto na Noruega; de Delfim Leão, vice-reitor da UC para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta; de Paulo Trincão, diretor do Museu da Ciência da UC; de Carlos Santos, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC); de Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos; de Luís Pereira de Almeida, presidente do CNC-UC; de Luísa Diogo, coordenadora do Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do CHUC; de Carlos Robalo Cordeiro, diretor da FMUC; e de Inês Prazeres, ilustradora do livro.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do formulário https://bit.ly/3LvJxBC.

 

“Ossos fortes, mães confiantes” é o mote da iniciativa de sensibilização
Estima-se que até 2050 as fraturas por osteoporose aumentem 32%, afetando maioritariamente as mulheres, que ao longo das várias...

A qualidade de vida está diretamente ligada à saúde óssea, uma vez que a osteoporose afeta dramaticamente a mobilidade e a autonomia, em particular numa idade mais avançada. Esta doença desenvolve-se de forma silenciosa ao longo de vários anos e é frequentemente identificada quando ocorre um trauma de baixo impacto, com fratura de fragilidade óssea consequente. As principais localizações para estas fraturas são a anca, coluna vertebral e punho. De acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF), uma em cada três mulheres com mais de 50 anos vai sofrer uma fratura de fragilidade óssea ao longo da vida.

As fraturas são mais comuns em mulheres após a menopausa e o melhor tratamento continua a ser a prevenção. Importa garantir, ao longo da vida, a correta ingestão de alimentos ricos em cálcio, privilegiando aqueles cuja biodisponibilidade seja efetiva, como o leite. A prática regular de exercício físico é outra das decisões que estão à mão de todos e, por isso, a pedagogia é tão urgente e fundamental. 

É esta urgência de consciencializar e responsabilizar cada cidadão pela sua qualidade de vida atual e futura que move a Associação Portuguesa de Osteoporose. Através de uma grande equipa de voluntários e parceiros institucionais, a APO segue determinada a dar voz a esta necessidade de contrariar a baixa esperança de vida saudável, que em Portugal continua abaixo da média europeia.

“A prevenção é sempre a estratégia mais importante. Diria que começa pela Informação e Educação, que é no fundo o que aqui nos traz. É necessário educar nas famílias, na escola, nas empresas, em todas as estruturas sociais. É um imperativo cívico”, sublinha Pedro Cantista, Presidente da APO, a propósito da iniciativa e da sua importância para o futuro.

Para José Pedro Silva, gestor de marca da Mimosa, "o leite é considerado a melhor fonte alimentar de cálcio, mineral essencial para a saúde óssea, e esse foi o pressuposto para uma parceria de décadas entre a Mimosa e a APO, que se estende a diversas iniciativas de sensibilização ao longo do ano. A alimentação tem um papel preponderante na prevenção, e o leite, enquanto facilitador da ingestão de cálcio em todas as idades e fases da vida, dá propósito ao programa de aconselhamento nutricional que promovemos conjuntamente com a APO", refere José Pedro Silva, gestor da marca Mimosa.

“Somos um espaço que recebe milhares de pessoas diariamente e faz-nos todo o sentido ter um papel ativo de consciencialização para a importância da prevenção de uma doença que impacta a qualidade de vida de tantas pessoas, como a osteoporose. É um prazer para o NorteShopping assinalar uma data tão importante, como o Dia da Mãe, com uma ação que vem alertar a população para a consciencialização da importância de cuidar da nossa saúde”, afirma Paulo Valentim, diretor do NorteShopping.

Prevenir esta doença e as limitações físicas que dela resultam permite que a mulher se sinta mais segura e confiante na sua capacidade de enfrentar os desafios diários, contribuindo para uma vida mais plena e feliz.

VI Encontro Luso-Espanhol de Psicologia na Guarda
A cidade da Guarda recebe, a 26 de maio, o VI Encontro Luso-Espanhol de Psicologia. Acessibilidade e inclusão social são os...

A sessão de abertura, que se realiza às 9:00, no Teatro Municipal da Guarda, contará com a presença do Bastonário da OPP, Francisco Miranda Rodrigues, do Presidente do COP, Francisco Santolaya, e do Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa.

Às 9h45 são entregues os Prémios Ibéricos de Psicologia. Pelas 10h15 Javier Arrellanos falará sobre D(eficiência): Abraçar a diversidade e transformar a diferença em valor. Segue-se uma mesa com o mesmo tema onde vão participar Jorge Pereira, Leonor Carvalho, Tomas Castillo e Ana Sánchez. Será moderada pela vice-presidente da OPP Sofia Ramalho.

A seguir ao almoço, pelas 13h30, há sessões paralelas e, pelas 15h30, Américo Nave vai falar sobre Pobreza(s): A pobreza, que abrange mais ausência(s) e escassez para além dos recursos materiais. Segue-se uma mesa sobre este tema com Isabel Soares, Laura Vallejo Slocker e Pedro Altungy Labrador, moderada por Tiago Pereira, membro da direção da OPP.

Pelas 17h00 será feita a leitura da declaração conjunta do COP e da OPP.

 

HEPFORWARD 2023 - Inspired By Your Patients
A Gilead Sciences Portugal organiza, nos próximos dias 5 e 6 de maio, em Peniche, o HEPFORWARD 2023 - Inspired By Your Patients...

Os principais objetivos desta reunião passam por refletir sobre o futuro da hepatologia, reforçando o compromisso da Gilead com as doenças do fígado, nomeadamente as hepatites víricas e debater o presente e futuro da Hepatite B e Delta, focando os desafios de tratamento.

Vão-se abordar ainda os desafios e oportunidades dos doentes atuais com Hepatite C e partilhar projetos de micro-eliminação da Hepatite C.

No dia 5 de maio, 1º dia do evento, terá lugar uma sessão dedicada ao presente e ao futuro da hepatologia – Hepatologia Forward – que contará com a moderação do Prof. Doutor Fernando Maltez e da Prof.ª Doutora Isabel Pedroto, com a participação do Prof. Doutor Christophe Hezode, do Dr. José Presa e da Prof.ª Doutora Maria Buti.

O dia 6 de maio terá como foco as hepatites víricas, com uma 1ª sessão dedicada ao VHB e ao VHD, com o título “VHB e VHD: 2 em 1!”. Esta sessão contará com a moderação do Dr. Filipe Calinas e da Prof.ª Doutora Lurdes Santos, e terá a participação do Dr. João Madaleno e da Dr.ª Mariana Cardoso. A última sessão, dedicada ao VHC e intitulada “VHC: Mind the GAP” terá a moderação da Dr.ª Ana Cláudia Miranda e da Dr.ª Margarida Sampaio, e conta com a participação da Dr.ª Josefina Mendez da Dr.ª Margarida Mota, da Dr.ª Alexandra Rosu, do Dr. Rui Gaspar e do Dr. Mário Jorge Silva.

O HEPFORWARD 2023 - Inspired By Your Patients proporcionará em vários momentos a partilha e discussão de experiências, que a Gilead acredita que serão muito interessantes e profícuos, principalmente pela oportunidade de participação de todos aqueles que gerem diariamente doentes com doenças do fígado.

 

Opinião
Atualmente, com o nível de vida e stress que muitas pessoas levam, o sono, assim como a alimentação,

O sono é essencial para a regulação e estabilidade do organismo, dorme-se para restaurar energias e o tempo de sono necessário varia de pessoa para pessoa. É importante dormirmos para conseguimos fazer as atividades diárias com qualidade.

As fases do sono

O sono leve tem 4 fases. Após +/- 90 minutos entramos no sono REM (Movimento Rápido dos Olhos) em que 1º adormecemos; 2º entramos no sono ligeiro; 3º entramos no sono médio/profundo; 4º segue-se para o sono profundo onde ocorrem os Sonhos!

Durante estas fases perdemos força do tónus muscular (aquela sensação de que vamos a cair), a temperatura do corpo aumenta, respiramos mais rápido e o coração bate mais depressa.

Sabia que…

  • Crescemos mais a dormir que acordados
  • Em casos raros, problemas do sono podem afetar o crescimento
  • Dormimos 8h por dia, 56h por semana, 224h por mês e 2688h por ano
  • Passamos 1/3 (um terço) das nossas vidas a dormir

Problemas do Sono

Quando o sono não é de qualidade, promovem o desenvolvimento de problemas do sono, tais como:

  • Insónia: Dificuldade em adormecer e manter o sono
  • Hipersónia: Ter sono em excesso e sensação de que não se dormiu tudo
  • Pesadelos: Sonhos intensos e assustadores que podem advir de preocupações, medos e stress
  • Sonambulismo: Ato de levantar e andar pela casa, não reagindo ao que lhe é dito e não recordar o sucedido no dia seguinte
  • Sonilóquio: Falar durante a noite
  • Apneia do Sono: Afeta a respiração durante o sono que pode sofrer algumas paragens, por segundos, durante a noite

Para uma noite de sono com qualidade, deve evitar:

  • Ficar muito tempo na cama
  • Ir dormir zangado ou nervoso
  • Dormir fora das horas normais
  • Fazer exercício à noite
  • Ler e ver TV na cama
  • Estar exposto à luminosidade dos ecrãs de telemóveis e/ou tablets
  • Comer em demasia e deitar-se logo de seguida
  • Ter um relógio luminoso perto da cama
  • Beber bebidas energéticas antes de dormir
  • Não ter horas e rotinas de sono
  • Dormir em locais com temperatura desadequada e com ruído

Não se esqueçam de dormir bem!

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Women Choose Health”
Nos últimos dois anos, uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) conduziu um estudo que procurou conhecer a...

Liderado pela psicóloga clínica e investigadora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), Ana Fonseca, o projeto “Women Choose Health” centrou-se na análise do período perinatal, compreendido entre a gravidez e o primeiro ano após o parto, que é considerado um momento de grande vulnerabilidade para as mulheres, que podem desenvolver sintomatologia depressiva ou ansiedade.

O projeto foi implementado pela UC em Portugal e pela Universidade de Oslo na Noruega, em resultado do financiamento atribuído pelo Fundo de Relações Bilaterais dos EEA Grants. Todas as conclusões da investigação vão ser apresentadas amanhã, dia 5 de maio, numa sessão que vai decorrer no Polo I da UC.

Em Portugal, a investigação envolveu 421 mulheres grávidas ou no período pós-parto que apresentavam sintomas de ansiedade e/ou depressão clinicamente relevantes e procurou perceber as opções de tratamento de cada uma (medicação, psicoterapia ou não tratamento). Os resultados revelaram que «apenas 20% das mulheres com sintomas clinicamente relevantes de ansiedade e/ou depressão estava, no momento da participação no estudo, a receber algum tipo de tratamento (farmacológico e/ou psicológico)», adianta a coordenadora da investigação em Portugal.

Ana Fonseca destaca que «estes dados são preocupantes tendo em conta as consequências negativas, para a mulher e para a criança, das perturbações psicológicas neste período; e alertam-nos para a necessidade de delinear estratégias de sensibilização e para a redução de barreiras no processo de procura de ajuda profissional neste período».

Sobre as decisões de tratamento, a investigadora da Universidade de Coimbra adianta que «se verificou que as mulheres que não estão a receber qualquer tipo de tratamento apresentam maior conflito decisional (como, por exemplo, o grau de incerteza/dúvida quanto ao curso de ação a escolher) e mais estigma em relação à doença mental, por comparação com as mulheres que estão a receber algum tratamento para a sua sintomatologia».

Para a equipa de investigação, os resultados do projeto “Women Choose Health” «fazem-nos refletir sobre a importância de adotar estratégias e ferramentas de apoio à tomada de decisão das mulheres neste período». «É importante que os profissionais de saúde coloquem a mulher no centro da decisão, tornando-a num elemento ativo e ajudando-a a tomar decisões informadas e coerentes com as suas crenças e valores, o que potenciará a adesão à opção de tratamento escolhida», remata Ana Fonseca.

A sessão de apresentação de resultados começa pelas 9h30 e vai decorrer na Unidade de Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental da Universidade de Coimbra (UpC3), no Polo I da UC (no edifício da Faculdade de Medicina, 2.º piso).

 

Novo tratamento
A partir de agora, os doentes com Micose Fungoide e Síndrome de Sezáry vão ter acesso a um tratamento inovador que contribuirá...

De acordo com Iván Silva Romero, Southern Cluster Payer Value & Patient Access Director & Country Manager Spain da Kyowa Kirin, o mogamulizumab – é assim que chama a substância ativa do fármaco -, é “um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento da Micose Fungóide (MF) e da Síndrome de Sézary (SS), que são os subtipos mais comuns de linfoma cutâneo de células T”

Mais especificamente, explica, “este tratamento está indicado em doentes que tenham recebido previamente pelo menos uma terapêutica sistémica, ou seja, em doentes que tenham sido previamente tratados com outros medicamentos que, para exercerem a sua ação, tenham de passar direta ou indiretamente para o sangue”.

Com esta aprovação, Iván Silva Romero diz que se espera que os doentes com MF e SS “tenham acesso a um novo tratamento que lhes permita melhorar a sua qualidade de vida”. Considerando importante referir que “esta aprovação, e a sua inclusão no sistema de saúde, irá aumentar a visibilidade da doença, facilitando o diagnóstico de novos doentes, reduzindo assim o impacto socioeconómico que esta causa”.

Segundo a informação disponibilizada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Poteligeo só pode ser obtido mediante receita médica e o tratamento deve ser supervisionado por um médico com experiência no tratamento do cancro.

A Micose Fungoide e Síndrome de Sezáry são considerados os dois subtipos mais comuns de Linfoma Cutâneo de Células T, um tipo de cancro raro, com origem nos linfócitos, que se manifesta na pele.

De um modo geral, resume a APCL, “este tipo de linfomas é raro e na maioria dos casos tem um crescimento lento, não afetando a esperança média de vida, podendo assemelhar-se mais a uma doença prolongada de pele (doença crónica)”.

“Missão 70/26” é uma iniciativa nacional para melhorar o controlo da Hipertensão arterial
Conhecida como a “pandemia silenciosa”, a Hipertensão arterial (HTA) afeta já cerca de 42% da população nacional, estimando-se...

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala o Dia Mundial da Hipertensão (DMH) a 17 de maio, integrado na semana da HTA, e que tem como objetivo sensibilizar para esta problemática da HTA.  

A SPH considera fundamental consciencializar os portugueses para esta doença, alertando-os para a importância de medir a pressão arterial, controlar a HTA e conhecer os riscos associados a valores não controlados. Rosa de Pinho, Médica de Família e Presidente da SPH, recorda que “a HTA, segundo o estudo PHYSA1, afeta cerca de 42% da população portuguesa e estima-se que mais de 25% dos doentes desconhece que sofre desta patologia crónica. Não tem sintomas e está ligada a doenças cardiovasculares graves, nomeadamente ao Acidente Vascular Cerebral, com taxas de mortalidade e incapacidade elevadas”. Outro fator preocupante é a prevalência crescente de crianças e jovens com HTA, o que se atribui ao consumo excessivo de sal, sedentarismo e aumento de excesso ponderal/obesidade nessas faixas etárias.  

Neste contexto, a SPH desenvolveu a “Missão 70/26”, uma iniciativa nacional para melhorar o controlo da Hipertensão arterial, que tem como objetivo controlar 70% dos hipertensos vigiados nos cuidados de saúde primários em Portugal até 2026, através da implementação de um conjunto de ações destinadas a profissionais de saúde e doentes. “Junto da comunidade, pretendemos sensibilizar a população para a importância de medir regularmente a pressão arterial, de aderir à terapêutica e de consultar o médico regularmente para vigilância da doença. Para isso, e beneficiando do papel de liga da SPH, será implementado um plano de ações com o intuito de divulgar e explicar a HTA junto do público em geral e informar, esclarecer e educar o doente sobre a gestão da doença” acrescenta Rosa Pinho.  

A SPH, enquanto sociedade científica, tem ainda como prioridade envolver os profissionais de saúde, priorizando a atualização de conhecimentos, formação e a redução da inércia médica. Pretende-se envolver outras entidades direta ou indiretamente ligadas ao doente hipertenso, tendo como objetivo comum aumentar o controlo da pressão arterial. Foi criado um prémio para os projetos de profissionais de saúde considerados mais relevantes na área da melhoria da adesão à terapêutica e do controlo de HTA. O regulamento e condições de candidatura serão revelados no DMH. 

De forma a poder monitorizar o impacto das ações desenvolvidas, a SPH fará uma avaliação regular dos indicadores disponíveis no bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP), sabendo que, à data de hoje, temos 52,8% dos hipertensos vigiados nos CSP controlados (PA< 140/90 mmHg).  

Desta forma, a SPH pretende alterar o panorama atual, caracterizado por um controlo deficiente da pressão arterial, que contribui fortemente para a elevada prevalência de Acidente Vascular Cerebral bem como de outras doenças cardiorenovasculares, como a Doença Isquémica Cardíaca, Demência Vascular e Doença Renal Crónica. 

4 de maio
O Sindicato dos Enfermeiros – SE participa amanhã, 4 de maio, na Conferência Parlamentar “O Êxodo dos Profissionais de Saúde do...

A conferência é organizada pelo Grupo Parlamentar do PSD e procura ouvir representantes das várias profissões da área da Saúde. “É importante recolher a opinião de quem está no terreno todos os dias, de quem sente as dificuldades e diariamente tem de encontrar soluções para fazer face à escassez de recursos humanos”, frisa o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Pedro Costa.

O presidente do SE irá integrar o debate alargado a várias estruturas sindicais e que será moderado pela vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Clara Marques Mendes.

Recorde-se que, de acordo com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), só no ano de 2022 saíram mais de três mil profissionais de saúde do SNS, sendo que 1.782 eram enfermeiros.

Pedro Costa salienta que “Portugal continua a ter muitas dificuldades para reter os enfermeiros que se formam no País”. E isso, diz, tem reflexos nos índices de emigração. “Todos os anos um terço dos estudantes que termina a formação em Enfermagem emigram à procura de melhores condições de trabalho, um valor que o Sindicato dos Enfermeiros quer ver reduzido de forma substancial, pois trata-se de enfermeiros com uma formação diferenciada e que fazem falta no SNS”.

 

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