Saúde oral
Se tem crianças na família, tenha muita atenção à sua higiene oral.

A importância de uma boa higienização oral 

Para que a criança consiga mastigar, falar e sentir-se bem durante o crescimento, é importante que crie bons hábitos de higiene oral. Por isso, as crianças com menos de três anos devem visitar, com regularidade, o médico dentista, para prevenir algum problema grave.

Cuidados a ter com a higiene oral das crianças

A higiene oral das crianças – apesar de ser um processo monótono – tem de ser uma rotina diária incutida, desde cedo, em casa. Os pais devem incentivar e ajudar na escovagem regular dos dentes, tornando-a uma tarefa diária, até que a criança seja suficientemente autónoma para a fazer.

Estes cuidados devem começar, ainda, antes da criança ter os primeiros dentes de leite. Nesta fase, fazer uma limpeza das gengivas com uma gaze humedecida em água é suficiente para manter uma higiene oral saudável.

Quando nascem os primeiros dentes deve utilizar-se, duas vezes por dia, uma escova pequena com cerdas suaves. É recomendável que se estabeleça horários específicos de higienização, para que se crie, mais facilmente, uma rotina.

A partir dos dois anos de idade, ainda é difícil para a criança fazer a escovagem, por isso, os pais devem fazê-la com ela, e tornar este processo mais divertido e menos aborrecido.

Com mais de seis anos, a criança já é suficientemente independente para fazer a própria higienização oral. A escovagem deve ser feita após as refeições e, sempre que não seja possível,

deve, pelo menos, bochechar só com água. A limpeza da noite é a mais importante e deve ter um tempo médio de três minutos.

Doenças bacterianas

Uma higienização oral desadequada potencia o desenvolvimento de doenças bacterianas prejudiciais para a sua saúde oral da criança.

Em Portugal, cerca de quarenta e nove por cento das crianças com seis anos, apresentam pelo menos um dente cariado. A cárie é o problema bacteriano mais frequente. É causada pela má remoção da placa bacteriana ou pela presença de demasiados açúcares. Consiste numa destruição progressiva da estrutura dentária, que, nos casos mais graves, pode levar à extração do dente.

Sugestões para uma boa saúde oral infantil

Ter uma boa higiene oral ajuda a prevenir fatores de risco. Por serem crianças, os pais devem ter essa muito presente essa preocupação. Comece por:

  • Limitar a ingestão de açúcares, porque vai ajudar a prevenir cáries.
  • Evitar o uso prolongado do biberão e da chucha. O ato de chuchar, morder interior das bochechas, respiração pela boca e não pelo nariz, durante um longo período são hábitos inimigos da saúde oral. Pode levar a uma má formação dentária e contribuir para o desalinhamento dos dentes. A criança deve deixar de chuchar a partir dos dois anos.
  • Ensinar a criança a ter uma boa rotina de higiene oral. Introduzir a lavagem com a escova e o uso de fio dentário de uma maneira divertida e menos monótona. Assim, será mais fácil criar uma rotina.
  • Utilizar pasta dentífrica com fluor, porque ajuda a remover a placa bacteriana e previne as cáries.

De pequenino é que se cria uma boa higiene oral e os adultos são o maior exemplo para as crianças. Manter uma rotina saudável é o primeiro passo para que, desde cedo, se consolidem hábitos benéficos para a saúde oral de qualquer pessoa principalmente dos mais novos. E, não se esqueça, de levar os seus filhos regularmente a um médico odontopediatra.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Doença neurológica
A Epilepsia é uma das principais causas de doença crónica na infância, estimando-se que, em Portugal

“A Epilepsia é uma doença neurológica crónica caracterizada pela existência de crises epiléticas recorrentes e não provocadas. As crises epiléticas resultam de descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, manifestando-se através de sintomas clínicos motores e não motores”, começa por explicar a neuropediatra, acrescentando que, de acordo com a Liga Internacional Contra a Epilepsia, existem 6 grandes grupos de causas associadas:·       causa estrutural (ex. tumores cerebrais, malformações do desenvolvimento cortical); causa genética (ex. síndrome do cromossoma 20 em anel);

  • causa infeciosa (ex. meningoencefalite);
  • causa metabólica (ex. epilepsia dependente de piridoxina);
  • causa imunológica (ex. síndrome de Rasmussen);
  • e de causa desconhecida.

Os sintomas da epilepsia são variáveis e dependem da região do cérebro afetada, sublinha a especialista. “Como referido anteriormente, as crises epiléticas resultam de descargas elétricas anormais numa determinada região do cérebro, causando alterações clínicas que podem incluir perda de consciência (ex. ausências), manifestações motoras (ex. clonias, automatismos) e não motoras (ex. sintomas autonómicos, sensitivos). No entanto, a epilepsia não se resume apenas às crises epiléticas. Entre as crises, também podem ocorrer alterações em várias esferas, como cognitivas, comportamentais, psicológicas e sociais”, exemplifica.

Em idade pediátrica, refere Cristina Pereira, as crises mais comuns “são as ausências infantis que se caracterizam por episódios de paragem de atividade e perda da consciência, por vezes acompanhados de automatismos”. “Também são frequentes as crises das epilepsias autolimitadas que ocorrem durante o sono e se manifestam com clonias da face e incapacidade de articular palavras, mantendo-se a consciência. No entanto, as crises mais graves são aquelas que se iniciam no primeiro ano de vida, como os espasmos epiléticos. Estes espasmos consistem em contrações súbitas e repetidas dos membros após o despertar, associadas a irritabilidade e a paragem ou regressão do desenvolvimento”, acrescenta.

O desafio do diagnóstico e tratamento da epilepsia em idade pediátrica é a possibilidade da ocorrência de comorbilidades

“As crianças com epilepsia apresentam mais frequentemente dificuldades de aprendizagem, alterações do comportamento, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, autismo e patologia psiquiátrica”, pelo que o diagnóstico e tratamento adequados e atempados da epilepsia é extremamente relevante, uma vez que podem contribuir para a redução da incidência destas patologias associadas.

Segundo Catarina Pereira, o diagnóstico é clínico, devendo contar com o apoio de exames complementares de diagnóstico, como o electroencefalograma (EEG) e de um exame de imagem cerebral (ex. ressonância magnética) que irá permitir classificar o tipo de crises, o tipo de epilepsia e principalmente identificar a sua causa. “É essencial obter uma história clínica detalhada. É necessário verificar se há crises epiléticas recorrentes e não provocadas, descrever as suas características e fatores desencadeantes, além de identificar fatores de risco para epilepsia (intercorrências na gravidez/parto, traumatismos cranioencefálicos, infeções do sistema nervoso central, história familiar de epilepsia)”, sublinha ainda.

No que diz respeito ao tratamento, embora existam casos que podem não responder ao mesmo, existem, hoje, várias opções disponíveis. “O melhor tratamento será sempre aquele que se adequar especificamente a cada criança, tendo em conta o tipo de epilepsia, a frequência das crises epiléticas, a comorbilidade, entre outros fatores”, reforça explicando que “existem diversos medicamentos antiepiléticos com um bom perfil de segurança, e que podem ser escolhidos de acordo com o tipo de crise epilética /epilepsia”.

“É importante destacar que existem formas de epilepsia que podem ser tratadas com vitaminas como é o caso da epilepsia dependente de piridoxina”, sublinha.

A especialista destaca ainda que uma parte significativa das epilepsias e síndromes epiléticos da infância “são autolimitados e resolvem-se antes da idade adulta”. “No entanto, as epilepsias refratárias e as encefalopatias epiléticas que estão associadas a deficiência intelectual ou perturbações motoras, como a paralisia cerebral, tendem a persistir na idade adulta. Nestes casos, pode não haver cura, mas a criança pode experimentar períodos em que há uma melhoria no controlo das crises”, afirma.

Nestes casos, em que a doença não responde a um ou mais medicamentos, pode recorrer-se a outros tratamentos, como por exemplo:

a) Cirurgia da epilepsia: em alguns casos, a cirurgia pode ser uma opção. O objetivo é remover ou desconectar a área do cérebro onde as crises se originam. Isso pode ajudar a reduzir ou até mesmo eliminar as crises epiléticas.

b) Estimulação do nervo vago: é um procedimento no qual um dispositivo é implantado no corpo, geralmente no peito, e envia impulsos elétricos regulares ao nervo vago e ao cérebro. Esses impulsos ajudam a diminuir a frequência e a intensidade de alguns tipos de crises epiléticas.

c) Dieta cetogénica: é uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos que tem mostrado ser eficaz no controlo das crises epiléticas. A dieta cetogénica altera o metabolismo cerebral, reduzindo a atividade epilética.

d) Canábis Medicinal/Canabidiol: o Canabidiol (CBD) é um composto encontrado na planta de cannabis e tem sido utilizado como tratamento complementar em casos de epilepsia refratária. Alguns estudos têm mostrado que o CBD pode reduzir a frequência das crises em certos tipos de epilepsia.

Segundo a especialista, existem vários desafios associados a esta área. “A investigação de uma epilepsia pediátrica é um desafio, pois existem várias etiologias que podem estar subjacentes. É necessário definir corretamente o síndroma eletroclínico para orientar a investigação e o tratamento. Também o tratamento é um desafio pois deve ser individualizado: cada criança com epilepsia é única, e o tratamento deve ser personalizado de acordo com o tipo de epilepsia, a gravidade das crises, as comorbilidades e outros fatores. Encontrar a combinação adequada de medicamentos antiepiléticos e outras terapias é um desafio importante”, explica.

Em todo o caso, reforça que o prognóstico da epilepsia pediátrica depende de diversos fatores. “Alguns dos principais elementos que influenciam o prognóstico são: o tipo de epilepsia, a idade de início, a etiologia subjacente, a resposta ao tratamento, as comorbilidades e a adesão ao tratamento”, afirma reforçando que hoje em dia já existem novas opções para o seu tratamento: “existem novos fármacos antiepiléticos, novas terapias não farmacológicas (ex. dieta cetogénica), técnicas de cirúrgia da epilepsia minimamente invasivas (ex. termo-ablação por laser) e a possibilidade de medicina de precisão, incluindo terapia génica”.

Após o diagnóstico, que cuidados a ter?

“Os aspetos mais dramáticos das crises epiléticas são a sua imprevisibilidade”, afiança a médica especialista. “Isso implica que a criança e a sua família estejam constantemente em alerta, pelo menos até se sentirem seguros com a medicação”, acrescenta.

De acordo com Cristina Pereira, os cuidados a ter vão depender do tipo de epilepsia e por consequência, do tipo de crises epiléticas. “As crises com queda brusca ao chão ou convulsões requerem uma alteração do ambiente em termos de segurança diferente daquela necessária para crianças com crises não convulsivas, em que elas podem agir de forma automática, com comprometimento total ou parcial da consciência. Nas crianças com crises durante a noite, o medo dos pais de não detetarem uma crise durante o sono leva-os a colocar a criança a dormir na cama dos pais, o que não é recomendado”, revela.

Para além da correta administração da medicação, sublinha: “é aconselhado às crianças com epilepsia evitar alguns fatores que possam facilitar a recorrência das crises, como uma higiene do sono inadequada. Se as crises não estiverem totalmente controladas, e após aconselhamento do médico assistente, é desaconselhada a prática de mergulho em profundidade, alpinismo e paraquedismo. Em outros desportos, como desportos náuticos, podem ser necessárias precauções extras, como a prática em conjunto com alguém que esteja ciente da doença”.

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Estudo será debatido no Congresso Internacional da UNIPRO
O II Congresso Internacional da Unidade de Investigação UNIPRO, do Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS), realiza...

Este encontro científico reúne especialistas como Saman Warnakulasuriya, que tem colaborado com a Organização Mundial da Saúde na identificação de agentes carcinogéneos responsáveis pelo cancro oral. O professor do King’s College identificou recentemente o fumo passivo como um fator que aumenta em 51% o risco de desenvolver cancro oral. Estudo, realizado por uma equipa internacional que inclui investigadores portugueses do IUCS, será um dos temas abordados durante o congresso da UNIPRO.

Victor Lloro, membro do Space Generation Advisory Council, abordará a relevância das investigações aeroespaciais para criar mecanismos que evitam a contaminação cruzada nas clínicas dentárias.

O congresso apresenta um programa vasto, que abordará também soluções técnicas para outras patologias relacionadas com a saúde oral. Uma delas é a BlueStain, uma citologia desenvolvida por Fernando Ferreira, da CESPU Diagnóstico, para identificação precisa de carcinomas orais. Os potenciais da impressão 3D, que permite dar escala ao fabrico de tecidos, serão apresentados por James Hoying, representante da Advanced Solutions Life Sciences.

A manhã do segundo dia é dedicada ao cancro oral. Esta secção do Congresso UNIPRO é promovida em conjunto com o Center on Oral Cancer, da Organização Mundial de Saúde. Contará com palestras de Juan Soane, da Universidade de Santiago de Compostela, que falará sobre como minimizar os atrasos na identificação do cancro oral e de Alexander Ross Kerra, da Universidade de Nova Iorque, sobre como pode a inteligência artificial ajudar ao diagnóstico desta patologia. 

 

Em parceria com a Direção-Geral da Educação ouviu 626 alunos do 7º ano de escolaridade
A UNICEF Portugal, em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), divulga os resultados de um inquérito sobre o impacto...

O inquérito, realizado durante os meses de março e abril de 2023, envolveu 626 crianças, com idades entre 12 e 13 anos. Do total de participantes, 309 eram raparigas (49%), 307 rapazes (49%) e 10 crianças optaram por não identificar o seu género (2%). Os resultados revelaram que 98% das crianças afirmam que o desporto as faz sentir bem, destacando emoções como alegria (68%), entusiasmo (59%) e satisfação (39%). Além disso, 90% das crianças relataram que as atividades desportivas aumentam a sua confiança, e 78% afirmaram que a prática desportiva tem um impacto positivo na redução da ansiedade.

As crianças destacaram, ainda, que o desporto lhes permite superar dificuldades e limites (97%) e melhorar as relações e o trabalho em equipa com os colegas (93%). Para promover o seu bem-estar emocional e psicológico nas aulas e outras atividades desportivas, 88% das crianças sugerem estratégias para lidar com a ansiedade e o medo através do desporto e 81% pede o uso de técnicas de relaxamento.

Beatriz Imperatori, Diretora Executiva da UNICEF Portugal, sublinha que “os efeitos negativos no bem-estar físico e mental e no equilíbrio emocional das crianças portuguesas resultados da pandemia ainda não foram totalmente recuperados. É fundamental continuar a investir de forma continua e sustentada para melhorar a saúde mental das crianças e jovens em Portugal”.

A responsável destaca “o papel fundamental da comunidade escolar – pais, professores e auxiliares – na promoção do desporto e das atividades físicas em contexto escolar pelo enorme impacto positivo no bem-estar físico, emocional e psicológico das crianças, contribuindo para o estabelecimento de relações saudáveis entre pares, superação de desafios e geração de emoções positivas e de confiança”.

De uma forma geral, o desporto e atividade física contribui para o desenvolvimento da criança a vários níveis:

  • Autoestima: quando as crianças se sentem confiantes nas suas capacidades desportivas, isso pode ajudar a aumentar a sua autoestima e a fazer com que se sintam melhores consigo próprias de uma forma geral;
  • Diminuição do stress e ansiedade: quando confiam nas suas competências, as crianças tornam-se mais capazes de enfrentar desafios e lidar com situações difíceis, o que pode ajudar a reduzir o stress e a ansiedade;
  • Melhoria do desempenho académico: quando estão confiantes, as crianças podem ficar mais motivadas e empenhadas, o que pode melhorar o seu desempenho académico;
  • Relacionamentos interpessoais: a confiança ajuda as crianças a desenvolverem relações saudáveis e significativas, o que contribuiu para o seu bem-estar emocional e psicológico.

Assinalando a importância deste tema, a UNICEF Portugal irá apresentar os resultados do inquérito e promover a atividade de mindfulness "A tua mente em movimento" nos dias 2 e 3 de junho, durante a final da Taça do Desporto Escolar UNICEF, que ocorrerá em Pombal. A atividade tem como objetivo proporcionar um espaço de promoção de saúde mental e do bem-estar, contribuindo para uma maior sensação de calma e incentivando a utilização de técnicas de relaxamento no contexto desportivo, reconhecendo o seu valor no desenvolvimento integral das crianças.

A Taça do Desporto Escolar UNICEF é uma iniciativa da Direção-Geral da Educação que visa promover a prática da atividade física e desportiva em contexto escolar, valorizando o seu papel na promoção da saúde e bem-estar mental das crianças e jovens. A competição deste ano combina quatro modalidades desportivas – Badminton, Futebol, Ginástica e Voleibol – e contará com a participação de cerca de 600 crianças.

“Passei à História” volta ao Villaret para sessão solidária
O espetáculo “Passei à História”, da autoria de Rui Malvarez, vai regressar ao palco do Teatro Villaret no próximo dia 26 de...

É a quarta vez que Rui Malvarez vai subir ao palco no Villaret depois de ter esgotado as primeiras sessões nos últimos meses. O convite Liga Portuguesa contra o Cancro surgiu do autor porque “sou admirador do trabalho da Liga e o cancro levou-me um grande amigo. Fez-me sentido que o meu humor e mensagem pudessem ajudar aqueles que de forma tão altruísta estão lá para ajudar quem precisa”. Também a Força de Produção, produtora responsável pela gestão do Villaret, decidiu aderir à iniciativa, contribuindo para o apoio solidário.

“A perda do Tiago, um dos meus grandes amigos, foi catalisadora da minha iniciativa para me lançar ao palco, porque a dor que me causou fez-me repensar nas prioridades e propósito da vida. Falo sobre isso no espetáculo, mas pareceu-me pouco...”, explica ainda Rui Malvarez.

Rui Malvarez promete mais uma sessão cheia de fortes gargalhadas, boa disposição e alguma reflexão, “tenho recebido muitas mensagens a elogiar o meu trabalho humorístico, mas também muita gente a referir o impacto da mensagem que o espetáculo transmite sobre a importância de viver no agora”.

O bilhete para esta sessão solidária “Passei à História”, no dia 26 de junho, custa 12€ e a receita reverterá para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

 

Rubrica estreou esta 4ª feira
‘Minuto Descomplicado’ é a nova rubrica do projeto Descomplica e o primeiro episódio estreou hoje, às 12h00, com foco no tema ...

Nas próximas semanas, às quartas-feiras, a médica ginecologista Patrícia Isidro Amaral será presença assídua na página de Instagram do #Descomplica para demonstrar que a contraceção não tem de ser complicada.

“Há sete anos que a missão do projeto ‘Descomplica’ é promover o empoderamento feminino e contribuir cada vez mais para a literacia das mulheres sobre os métodos contracetivos disponíveis, para que possam fazer uma escolha informada e consciente, em conjunto com o seu médico, e tendo em conta a opção que será mais adequada para o seu caso. Acreditamos que dar mais ferramentas e informação às mulheres e, desta forma, incentivá-las a participar na decisão sobre o método contracetivo que mais se adequa à sua vida, permitirá melhorar em larga escala a saúde feminina de todas as portuguesas”, afirma Inês Fernandes, Brand Manager da área Saúde da Mulher na Bayer Portugal.

Se tem dúvidas sobre contraceção, só precisa de um minuto para descomplicar com Patrícia Isidro Amaral. Acompanhe os episódios do ‘Minuto Descomplicado’ todas as quartas-feiras em @descomplicapt.

 

 

 

Ministro da Saúde anunciou criação de um programa para o tratamento com as bombas de insulina de última geração
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) congratula-se com a decisão anunciada esta manhã pelo Ministro da...

“Esta é uma notícia fantástica, mas a verdade é que as pessoas não podem esperar mais. Apelamos a que o Sr. Ministro reconsidere os prazos, tornando todo o processo mais rápido e ágil!”, pede José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando: “O sistema de distribuição existente nas farmácias é sem dúvida o mais controlado, ágil e de fácil acesso e com possibilidade de integrar a inovação com maior rapidez”.

O Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou esta manhã a criação de um programa para o tratamento com as bombas de insulina de última geração para as 15 mil pessoas com diabetes tipo 1 e indicação para a sua utilização. Segundo o despacho assinado pelo ministro da Saúde, este programa de acesso universal será aplicado até 2026.

“O tempo de reflexão foi importante, é agora necessária resposta, pelo que a discussão e a clarificação de regras devem ser acompanhadas por uma ação real e imediata. A discussão dura há demasiado tempo e as crianças, os jovens e os adultos com diabetes tipo 1, bem como as suas famílias, não devem ter de esperar mais para ganharem qualidade de vida.”, remata.

No dia 14 de novembro de 2022, a propósito do Dia Mundial da Diabetes, a APDP entregou na Assembleia da República uma petição “Pelo acesso aos sistemas híbridos de perfusão sub-cutânea contínua de insulina (bombas de insulina) e pela qualidade de vida das pessoas com diabetes tipo 1 em Portugal”, que juntou cerca de 25 mil assinaturas. A APDP propôs ainda aos grupos parlamentares um aditamento ao Orçamento de Estado de 2023 para a comparticipação de 100% de mais dispositivos automáticos de insulina para pessoas com diabetes tipo 1.

No seguimento desta ação, o Governo criou um grupo de trabalho para avaliar a comparticipação e as condições de alargamento do acesso aos novos dispositivos. Esta comissão terminou o seu trabalho e apresentou as propostas de estratégia para a disseminação da utilização destes dispositivos e, até ao momento, estava apenas em falta a decisão do Ministro da Saúde.

Em Portugal, calcula-se que serão mais de 30.000 as pessoas que vivem com diabetes tipo 1, 5.000 das quais serão crianças e jovens. Esta é uma doença crónica causada pela destruição das células produtoras de insulina, que obriga ao tratamento com insulina desde o momento do diagnóstico e durante toda a vida.

Estes dispositivos são, atualmente, o que mais se assemelha ao funcionamento de um pâncreas artificial, administrando insulina automaticamente e ajustando-a de acordo com as necessidades individuais. São comparticipados em países como Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Itália, Eslovénia e Países Nórdicos.

Candidíase vaginal e Vaginose bacteriana
De entre os diversos problemas que podem afetar a saúde sexual e reprodutiva, as infeções vaginais d

Importa compreender que a morfologia e normal funcionamento da vagina e da vulva (área genital externa) mudam ao longo do tempo. Durante as diferentes fases da vida, surgem importantes variações influenciadas sobretudo pelo estado hormonal, assim como fatores externos, como o uso de contracetivos, a atividade sexual, o uso de pensos diários e desodorizantes vaginais, a utilização de antibióticos, ou outros medicamentos com atividade imune ou endócrina, que influenciam a composição vaginal e alteram a predisposição para o desenvolvimento de desequilíbrios.

As vulvovaginites (inflamação que ocorre a nível da mucosa vulvar e vaginal) mais frequentes são a vaginose bacteriana e a candidíase, sendo as suas manifestações e tratamento distintos.

A vaginose bacteriana resulta de um distúrbio em que há substituição da flora vaginal (“bactérias boas”) por concentrações elevadas de bactérias com efeitos deletérios. São alguns fatores de risco para o seu surgimento: novos ou múltiplos parceiros sexuais, duches vaginais, tabagismo, utilização de antibióticos, stress, assim como a presença de infeções sexualmente transmissíveis, entre outros. Geralmente, manifesta-se como corrimento abundante, a maior parte das vezes com odor intenso, e desconforto vaginal que agravam nas relações sexuais. O tratamento implica a utilização de antibiótico tópico (óvulos ou creme vaginal) ou oral.

Por outro lado, a candidíase resulta da proliferação de um fungo, na maioria dos casos Candida albicans. Esta infeção é muito frequente, sobretudo quando há fatores que alteram a imunidade e/ou a flora vaginal. São exemplos a gravidez, a diabetes mal controlada, a infeção por VIH ou a utilização de certos medicamentos, com antibióticos, citostáticos ou imunossupressores. Ao contrário da vaginose, a candidíase geralmente manifesta-se com um corrimento sem odor, mas que se associa a sintomas intensos de prurido (coceira) e, por vezes, sensação de ardor, eritema vulvar (vermelhidão) e fissuras. Normalmente, alivia na menstruação. O seu tratamento passa pela toma de antifúngico oral ou aplicação local (creme ou óvulos).

É essencial, contudo, compreender que as infeções vaginais não afetam apenas a saúde física, podendo ter um significativo impacto na saúde mental, emocional e relacional da pessoa afetada. Os sintomas e receios daí resultantes podem causar constrangimento, ansiedade, assim como afetar a autoestima. Prevenir estas infeções e tratá-las quando presentes é, portanto, parte fundamental para a saúde sexual e reprodutiva como um todo.

Algumas medidas gerais que poderão ajudar a prevenir infeções vaginais são:

  1. Manter uma boa higiene íntima – utilizar produtos adequados, suaves e sem perfume, e evitar duches vaginais;
  2. Usar roupa interior de algodão – permite alguma ventilação e evita humidade;
  3. Evitar roupas apertadas e/ou sintéticas, assim como pensos diários – causam retenção de calor e humidade, propiciando o desenvolvimento de fungos;
  4. Utilizar antibióticos apenas nas situações recomendadas pelo seu médico;
  5. Utilizar métodos de barreira (ex. preservativo) quando tem relações sexuais - é a única forma de evitar as infeções sexualmente transmissíveis durante as relações.

É importante ter em conta que apesar da vaginose bacteriana e da candidíase serem as infeções vaginais mais frequentes, existem variados outros agentes causadores de doenças sexualmente transmissíveis com sintomatologia vulvovaginal, como a tricomoníase, a gonorreia, a infeção por clamídia, entre outros. Essas infeções não tratadas podem ter importantes implicações na saúde sexual e reprodutiva, podendo ser causa de doença inflamatória pélvica, aumentado o risco de dor pélvica crónica, infertilidade ou gravidez ectópica (gravidez fora do útero).

Assim, na presença de sintomas de infeção vaginal ou de fatores de risco para infeções sexualmente transmissíveis, deve procurar a observação por um médico, de forma a ter um diagnóstico correto e tratar corretamente a infeção, não só para aliviar os sintomas, mas também para prevenir eventuais consequências futuras.

E não esquecer: a prevenção, o autocuidado e a manutenção da saúde sexual reprodutiva são fundamentais para o bem-estar como um todo.

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Entrevista | Dra. Melanie Ferreira
Pode afetar qualquer pessoa, em qualquer idade: o Tromboembolismo Venoso é considerado uma das princ

É considerada uma das principais causas de morte em todo o mundo, estimando-se que atinja cerca de 10 milhões de pessoas. Os números relacionados com esta condição mostram ainda que o tromboembolismo venoso mata mais que o cancro da mama, da próstata e os acidentes de viação. Para quem desconhece, em que consiste o TEV? E qual a sua prevalência em Portugal?

O tromboembolismo venoso (TEV) caracteriza-se pela formação de coágulos nas veias, mais frequentemente nas veias das pernas (trombose venosa profunda - TVP), que podem libertar-se e migrar para o pulmão (embolia pulmonar - EP). O tromboembolismo venoso é umas das principais causas de morte e incapacidade a nível mundial, responsável pela morte de 1 em cada 4 pessoas. A prevalência em Portugal de embolia pulmonar é estimada em 35 casos por 100 000 habitantes, embora estes dados estão provavelmente subestimados. Havendo uma tendência crescente na última década.

Quais os principais fatores de risco associados a esta condição? E neste sentido, a partir de que idade se pode desenvolver? É verdade que também pode afetar crianças?

Embora existam várias causas para o tromboembolismo venoso, a principal – o tromboembolismo venoso associado à hospitalização – é potencialmente prevenível. Estratégias para a identificação dos doentes em risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso durante e após o internamento ou intervenção cirúrgica, pretendem através de dados clínicos, identificar o risco trombótico e hemorrágico do doente. Quando indicado, são tomadas medidas preventivas com o recurso a medicamentos (anticoagulantes) ou medidas mecânicas (como meias de contenção elásticas) para a prevenção do tromboembolismo venoso. Para além da hospitalização, existem outros fatores de risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso, como sejam neoplasia, traumatismo, imobilização prolongada, obesidade, terapêutica hormonal, gravidez, entre outros. Pode ser diagnosticado em qualquer idade. Contudo, a incidência aumenta com a idade, sendo raro nas crianças e habitualmente associado a fatores de risco identificáveis como o internamento.

Quanto aos sintomas, a que sinais devemos estar atentos, tendo em conta que, por vezes, estes podem passar despercebidos?

Os sinais e sintomas mais frequentes do tromboembolismo venoso são: perna inchada, vermelha, com dor e calor (na eventualidade de trombose venosa profunda), falta de ar, dor no peito, tosse e palpitações (nos casos de tromboembolismo pulmonar). Contudo, por vezes, o doente pode não ter sintomas associados, ou os sintomas serem atribuídos a outras patologias mais frequentes, como o síndrome coronário agudo, infeção respiratória, insuficiência cardíaca ou infeção da pele.

Como é feito o seu diagnóstico e quais os principais desafios associados?

O diagnóstico é baseado na clínica e confirmada por um exame de imagem que confirme a presença de TEV. Em casos de TVP, o diagnóstico é feito habitualmente por ecodoppler venoso dos membros inferiores. No caso de embolia pulmonar, o exame de imagem de eleição é a angio-TAC de tórax.

Como se trata o Tromboembolismo Venoso?

Perante o diagnóstico de TEV, a anticoagulação é o tratamento de primeira linha, sendo a estratégia terapêutica com maior eficácia comprovada no tratamento do TEV existindo raras contraindicações para o seu uso.

A escolha do anticoagulante deve ter em consideração as características do doente, do evento agudo, as suas comorbilidades, eventuais contraindicações e preferências, não havendo uma solução “one size fits all”.

Quais as principais complicações associadas a esta condição?

Se não for atempadamente identificado, o tromboembolismo venoso pode ser fatal. Se não for adequadamente tratado, as complicações, como a síndrome pós-trombótica (após trombose venosa profunda) e hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (após tromboembolismo pulmonar) podem ser incapacitantes.

Em matéria de prevenção, quais os cuidados a ter?

Um estilo de vida com hábitos saudáveis como mantendo um peso saudável, evitando o sedentarismo e tabagismo é a melhor forma de prevenir o TEV. Em caso de viagens prolongadas, evite estar sentado durante toda a duração da viagem, assegure que se levante e exercite as pernas, pelo menos, a cada 2 horas. Em caso de internamento, ou cirurgia deve aconselhar-se com o seu médico sobre eventual necessidade de profilaxia do tromboembolismo venoso.

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Dia Mundial sem Tabaco
O Dia Mundial Sem Tabaco é uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é comemorado todos

Historicamente, o tabaco era utilizado em algumas culturas como parte de cerimónias tradicionais e, desta forma, o seu uso era pouco frequente e pouco difundido. No entanto, desde o início do século XX, o aumento da capacidade de produção em larga escala de produtos baratos e fortemente promovidos pelos meios de comunicação e publicidade fez disparar o seu consumo. Assim, fumar tornou-se frequente no século passado e, consequentemente, assistimos a aumentos substanciais na prevalência de doenças induzidas pela sua utilização décadas depois.

Mais de um bilião de pessoas fumam e pelo menos metade morrerá prematuramente de complicações relacionadas com o tabaco. Atualmente estima-se que ocorre uma morte associada ao tabagismo aproximadamente por cada 0,8-1,1 milhões de cigarros fumados, sugerindo que é responsável por mais de 7 milhões de mortes por ano e, de acordo com dados da OMS, cerca de 1,2 milhões de mortes por exposição ao fumo passivo. Em Portugal, de acordo com os dados do último Inquérito Nacional de Saúde de 2019, 16,8% da população residente em Portugal continental com 15 ou mais anos era fumadora e, de acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation, em 2019 morreram em Portugal mais de 13.500 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco.

O tabaco prejudica quase todos os órgãos e é um fator de risco importante para desenvolvimento de neoplasias. Embora a nicotina em si não cause cancro, pelo menos 69 substâncias químicas presentes no fumo do tabaco são cancerígenas (alcatrão, cádmio, chumbo, polonio 210, carbono 14, entre outras) e o tabagismo é responsável por pelo menos 30% de todas as mortes por cancro. Associa-se a 80-90% de todos os casos de cancro do pulmão e também é fator de risco para muitas outras neoplasias como boca, faringe, laringe, esófago, estômago, pâncreas, colo do útero, rim, bexiga e leucemia mieloide aguda.

O consumo de tabaco também causa doenças pulmonares, como bronquite crónica e enfisema, pode exacerbar os sintomas de asma em adultos e crianças e aumenta a suscetibilidade a infeções respiratórias.

No que diz respeito à doença cardiovascular, o tabaco aumenta substancialmente o seu risco, nomeadamente de acidente vascular cerebral, doença coronária, doença vascular periférica e aneurismas. A doença cardiovascular é responsável por 40% de todas as mortes relacionadas com o tabagismo. Segundo o relatório de 2023 da World Heart Federation, é responsável por 3 milhões de mortes anualmente.

O tabagismo está ainda associado a muitas outras condições de saúde, tais como a artrite reumatoide, inflamação, compromisso da função imunológica e infertilidade masculina. Estudos experimentais recentes também identificaram uma associação ao risco de desenvolver diabetes tipo 2.

O tabagismo é um dos principais determinantes de morbilidade e mortalidade evitáveis e responsável por redução significativa na qualidade de vida. Parar de fumar resulta em benefícios de saúde imediatos. As estatísticas de sobrevivência indicam que parar de fumar resulta na reparação de grande parte dos danos pulmonares induzidos pelo fumo

do tabaco ao longo do tempo e, consequentemente, parte ou toda a esperança de vida perdida pode ser recuperada.

Por tudo isto, pela sua saúde e pela saúde de todos, não fume!!!


Prof. Doutor Rodrigo Leão

Professor Auxiliar Convidado, NOVA Medical School

Assistente Hospitalar Medicina Interna, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central

Secretário-Geral do Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular da SPMI

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
9ª Edição das Bolsas de Cidadania 2023
Foram ontem, dia 30 de maio, conhecidos os projetos vencedores da edição deste ano das Bolsas de Cidadania Roche, num valor...

Um júri independente composto por sete elementos analisou as 68 candidaturas apresentadas, um número recorde de projetos desde a criação desta iniciativa em 2015.

O Projeto “Vida livre, autonomia emocional” da Associação Supera-Te conquistou a bolsa de 20 mil euros.

Este projeto pretende promover o desenvolvimento de competências emocionais e comportamentais para facilitar a integração social da vítima de violência doméstica. A ideia passa por realizar campanhas de rua, workshops, cursos e grupos de ajuda mútua que combatam a violência doméstica e a dependência emocional.

O desenvolvimento de um curso - designado ‘Supera-te’ - vai ainda ajudar na superação de relacionamentos abusivos.

A Associação Supera-te pretende desenvolver este trabalho na vila de Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande, Açores.            

A Bolsa no valor de 15 mil euros foi atribuída ao Projeto “Programa de Grupos de Psicodrama para jovens com comportamentos aditivos”, do Instituto de Desenvolvimento e Inclusão Social – IDIS.

O projeto do IDS visa a criação de grupos de psicodrama para jovens com comportamentos aditivos entre os 14 e os 18 anos residentes em Vila Nova de Gaia. O objetivo é diminuir os comportamentos aditivos de um total de 30 jovens em situações de risco, encaminhados por entidades gestoras dos processos de promoção e proteção.

A IDIS - organização sem fins lucrativos - desenvolve intervenção clínica e psicossocial com crianças e jovens em perigo e as suas famílias.

Os responsáveis pelo projeto recordam que o psicodrama é uma abordagem reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e que tem demonstrado ser eficaz em grupos de adolescentes com psicopatologia ou problemas aditivos.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro foi outro dos premiados com o Projeto “Ações prevenção primária e secundária do cancro oral nos estabelecimentos prisionais”. A bolsa de 10 mil euros foi para o seu projeto de prevenção e rastreio de cancro oral. A proposta da LPCC tem como principal objetivo a deteção de lesões malignas e pré-malignas na cavidade oral da população prisional portuguesa, bem como a realização de consultas de cessação tabágica na mesma comunidade.

O rastreio será voluntário e os reclusos poderão inscrever-se, assinando um consentimento informado.

A população prisional portuguesa é das mais velhas da Europa e é muito vulnerável e de alto risco para o desenvolvimento do cancro oral, por concentrar vários fatores de risco: maioritariamente homens, fumadores, com consumo de álcool e de estupefacientes, bem como com idades acima dos 40 anos.

O Projeto “ELA+, (M)elhorar (A)poiar (I)nformar, com (S)uporte Social”, da APELA - Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica conquistou uma bolsa no valor de 5 mil euros.

Com este projeto, a APELA pretende munir os doentes e cuidadores de orientação e apoio ao longo das várias fases da Esclerose Lateral Amiotrófica. Para isso, propõe criar um conjunto de vídeos explicativos sobre o modo de navegar na área dos apoios sociais e de ajudas pecuniárias. Serão também desenvolvidos vídeos, em parceria com profissionais de saúde, sobre documentos protetores dos doentes, como o testamento vital, os representantes legais ou o apoio e presença do cuidador.

É ainda objetivo deste projeto criar uma linha de apoio aos associados na área do serviço social.

A Roche atribuiu ainda mais duas bolsas neste valor – 5 mil euros – ao Projeto “O que importa é ter saúde!” da Together International Portugal, Let’s work Together, que visa a promoção da literacia em saúde através do ensino de suporte básico de vida aos estudantes do ensino secundário do concelho de Mogadouro. Pretende ainda dotar toda a comunidade do mesmo concelho de conhecimentos sobre o funcionamento dos cuidados de saúde em diferentes níveis (primários, hospitalares e serviços de urgência). Está incluída no projeto a elaboração de um e-book dedicado a competências de suporte básico de vida e socorrismo.

E ao Projeto “Programa CLIMB-ON para Parkinson”, da Young Parkies Portugal, Associação Portuguesa de Parkinson Precoce

O CLIMB-ON pretende usar a escalada para melhorar capacidades físicas, pessoais e sociais de pessoas diagnosticadas com doença de Parkinson. Destina-se a pessoas com menos de 50 anos, com o objetivo de levar doentes e familiares a terem uma participação ativa nas suas escolhas de saúde e promovendo estilos de vida saudáveis, assumindo um papel de liderança no controlo da progressão da doença.

A análise das candidaturas foi feita por um júri independente e multidisciplinar, constituído por Maria de Belém Roseira (antiga Ministra da Saúde), Graça de Freitas (Diretora-Geral da Saúde), Isabel Aldir (assessora da Presidência da República), José Manuel Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde), Maria do Céu Machado (médica e ex-presidente do Infarmed), Ana Maia (jornalista) e Ricardo Encarnação (diretor médico da Roche).

Estas Bolsas visam o financiamento, num valor total de 60 mil euros, de projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG). Desde 2015, as Bolsas de Cidadania já financiaram mais de 45 projetos, num valor acima dos 450 mil euros.

A iniciativa procura fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Este ano, as Bolsas de Cidadania marcam o arranque da celebração dos 50 anos da Roche em Portugal, associando a imagem comemorativa ao evento e reforçando o compromisso de continuar a trabalhar em prol da Sociedade.                   

A cerimónia pública de anúncio dos premiados decorreu ontem, dia 30 de maio, na sede da Roche Portugal, na Amadora.     

Programa do Politécnico de Coimbra (IPC)
“BetterCare: a STEP UP in caregiving” foi a equipa vencedora do programa Link me up - Cocriação de Inovação no Politécnico de...

Desenvolvido em parceria com a empresa Take the Wind, será realizado através de uma plataforma/aplicação web agregadora de um leque de serviços e produtos essenciais à prestação e receção de cuidados de saúde e bem-estar, nomeadamente uma bolsa de cuidadores, formação especializada e certificada, aquisição e aluguer de equipamentos médicos, serviço de transporte e uma linha de apoio humanizada 24/7.

A equipa, constituída por Andreia Santos e Gabriela Marques (estudantes do IPC), António André (estudante do IPLeiria), Luís Sancho (estudante do IPPortalegre) e pelos facilitadores e docentes do IPC, Fernanda Coutinho, Raquel Faria e Sónia Pinho, irá representar a instituição no Concurso Nacional de Ideias de Cocriação de Inovação, a decorrer entre os dias 12 e 15 de junho, em Braga, e também participar num evento internacional de partilha de experiências de cocriação a realizar-se entre os dias 19 e 23 de junho, em Leeuwarden, Países Baixos, em parceria com a Stenden University of Applied Sciences.

O anúncio do vencedor é realizado após ter decorrido, ontem, no Auditório do INOPOL Academia de Empreendedorismo do Politécnico de Coimbra a sessão de apresentação final dos projetos de cocriação de inovação desenvolvidos no âmbito da 5.ª edição do Link me Up – 1000 ideias, programa que promove a capacitação e cocriação de inovação na rede politécnica portuguesa.

A presente edição envolveu mais de 35 estudantes e 11 docentes na qualidade de facilitadores, que desenvolveram projetos de cocriação com sete organizações desafiadoras de diferentes setores de atividade: Prior Lucas, Lda; Associação Cultural Museu da Música de Coimbra; Turismo Centro de Portugal; Sons da Vida, Lda; Centro de Artes Visuais, Isabel Lopes e Maryasa.

Os projetos foram desenvolvidos ao longo de 10 semanas e o resultado foi apresentado nesta sessão pelas sete equipas multidisciplinares.

O evento contou também com as intervenções da oradora convidada Heini-Marja Rintaniemi, Program Manager da Demola Global e da Diretora do INOPOL Academia de Empreendedorismo e Coordenadora do projeto Link Me Up, Sara Proença.

 

Dia Mundial da Esclerose Múltipla
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crónica, de evolução progressiva e incapacitante,

Apesar de ainda não existir uma cura, existem tratamentos que procuram controlar a doença e aliviar os sintomas. Durante muito tempo era considerado que as pessoas que sofriam desta condição não deviam praticar exercício, no entanto, atualmente, é preconizado o oposto.

A atividade física é fundamental para pessoas com EM, já que contribui para a melhoria das capacidades físicas e mentais, podendo aumentar a sua mobilidade, força, equilíbrio e bem-estar psicológico, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

 Uma vez que a EM é uma doença imprevisível e com uma grande variabilidade de sintomas, não existe um padrão de exercícios recomendados que seja adequado a todo o tipo de doentes. Cada caso é único, pelo que é necessária uma avaliação individual do doente por parte do médico responsável.

Porém, existem algumas tipologias de exercícios que se recomendam, como a caminhada, ciclismo, ioga, Tai Chi e natação, e algumas regras que devem ser seguidas: ter o devido acompanhamento médico no estabelecimento do plano de exercícios; selecionar uma atividade física que lhe dê gosto realizar; evitar realizar exercícios ao ar livre sob altas temperaturas; planear os exercícios para as alturas do dia em que sente menos fadiga; evitar sentir-se exausto e hidratar-se bem antes, durante e após a atividade física.

O grande intuito da realização de exercício físico regular por parte das pessoas com EM é a promoção do bem-estar e a melhoria da sua qualidade de vida, pelo que quando é feito com o devido acompanhamento e orientação, traz inúmeros benefícios.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
XVIII Congresso Nacional de Podologia realiza-se nos dias 2 e 3 de junho
A Associação Portuguesa de Podologia (APP) vai realizar o XVIII Congresso Nacional de Podologia, nos dias 2 e 3 de junho de...

Esta iniciativa, dirigida a podologistas, tem como objetivo a revisão das últimas atualizações científicas na área da podologia e a partilha de conhecimentos sobre as mais diversas complicações clínicas associadas às patologias dos pés.

“Este é o maior e mais conceituado evento da especialidade de podologia. Convidamos os podologistas a participar, de forma segura e ativa, nos temas atuais e de grande impacto nas nossas vidas e na nossa atividade profissional. Acreditamos que esta é uma oportunidade única, que permite a partilha de experiências e conhecimentos”, refere Manuel Portela, presidente da APP.

“O Pé e as Lesões Musculo-Tendinosas”, “Um Pé na Biomecânica”, “Um Passo entre a Clínica e a Investigação”, “O Pé Diabético” e “A Cirurgia Podológica, uma Solução Minimamente Invasiva” são algumas das sessões temáticas nesta edição que conta com a participação de diversos especialistas nacionais e internacionais.

Programa e inscrições: https://appodologia.com/news/xviii-congresso-nacional-de-podologia/

 

Entrevista | Dr. Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL
Destinada a doentes hemato-oncológicos deslocados, em fase de terapêutica ou transplante, e seus fam

A Casa “Porto Seguro é a primeira casa de acolhimento em Lisboa, para doentes hemato-oncológicos a transplantar ou em fase de tratamento ativo e seus cuidadores. O que representa para a APCL a conclusão deste projeto?

A Casa Porto Seguro é um projeto pensado pela APCL desde o início da sua fundação – janeiro de 2002. Contudo, por motivos orçamentais, e para dar prioridade a outros projetos mais prementes, como o do desenvolvimento do Banco de Dadores de Medula Óssea, só agora foi possível concluir. Tendo em conta que o tratamento deste tipo de doenças, em particular quando necessitam de transplantação de medula, apenas se realizam em Lisboa, Porto e Coimbra, os pacientes que não residem nestas cidades e a esses tratamentos recorrem, tem de ficar alojados, em unidades impessoais, do tipo pensões, as quais, na maioria dos casos, não tem as condições necessárias e suficientes para garantir o bem-estar dos ocupantes, sejam eles pacientes ou cuidadores. Foi para dar resposta a esta lacuna que a Casa Porto Seguro foi construída. Aqui, os pacientes e cuidadores terão todo o conforto de uma Casa, bem como a possibilidade de conviverem uns com os outros.

Quanto tempo demorou a Casa Porto Seguro a ficar pronta e que apoios foram essenciais para a conclusão deste projeto?

O edifício, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, foi entregue à APCL em finais de 2017. De seguida foi necessário proceder aos projetos de Arquitetura, Engenharia e das diversas especialidades, submete-los à aprovação da Câmara, e aguardar pela sua aprovação. O passo seguinte foi a consulta a empresas de construção civil, selecionar o vencedor, e aprofundar com este alguns pormenores do caderno de encargos e respetiva resposta. Só após todas estas etapas foi possível iniciar a construção, a qual ocorreu a 4 de novembro de 2020. De salientar que, no decorrer da obra, houve atrasos devido à pandemia – Covid 19 – quer por ausência de trabalhadores, quer falta de materiais.

Quanto a apoios, foram obtidos junto dos patrocinadores habituais da APCL, de diversas empresas que se quiseram associar a este projeto, através de eventos realizados para o efeito e junto da população em geral que, de forma muito generosa quis contribuir para pôr de pé este empreendimento.

Que doentes podem usar a casa e como podem recorrer a este apoio? O que precisam de saber (quem devem contactar, por exemplo)?

Os ocupantes desta Casa serão pacientes residentes fora da “Grande Lisboa” que tenham doenças hemato-oncológicas, nas diversas fases das mesmas, que sejam financeiramente carenciados. Igualmente serão ocupantes da Casa os respetivos cuidadores ou familiares.

A seleção dos ocupantes será feita pelos Serviços de Assistência Social dos Hospitais onde estão a ser seguidos, os quais, de seguida, remetem a proposta de ocupação para a APCL. Os interessados devem assim, contatar os referidos Serviços e expor a sua situação e respetivo pedido de ocupação.

Quais as comodidades que a casa de acolhimento oferece? Quantas pessoas podem usufruir do espaço?

A Casa Porto Seguro dispõe de 8 quarto com WC, cada quarto para 2 ocupantes - paciente e cuidador -, de uma cozinha comunitária, onde cada um confecionará as suas refeições, uma Sala de refeições, uma Sala de estar, um Jardim e um espaço multiusos com zona de lavandaria. Dispõe ainda de um elevador e de um WC.

Já existem candidatos à Casa de Acolhimento Porto Seguro?

Candidatos já existem, no entanto ainda faltam pequenos detalhes que não permitem a sua ocupação imediata. São pequenos pormenores, mas a APCL não quer que nada falte aos seus ocupantes. Estimamos que no final de junho, já possamos ter a Casa a funcionar e a receber os seus primeiros ocupantes.

Sendo a APCL uma Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), de que forma conseguirá assegurar a manutenção da casa? Com que apoios irá contar?

Para a manutenção do funcionamento da Casa Porto Seguro a APCL contará com os seus habituais parceiros e patrocinadores, promoverá eventos de angariação de fundos, e contará com o fundamental apoio da Segurança Social que, em vez de custear outros alojamentos, canalizará esses fundos para a APCL. Estamos a trabalhar com a Segurança Social para concretizar o necessário protocolo.

No âmbito do apoio prestado ao doente hemato-oncológico, que outras iniciativas a APCL conta continuar a organizar/desenvolver?

A APCL no seu plano de ações tem diversas iniciativas com vista a apoiar os pacientes hemato-oncológicos, seus cuidadores e familiares.

Para além da Casa Porto Seguro, continua a dar Apoio Social a pacientes financeiramente carenciados, mas que não são potenciais ocupantes da Casa, desenvolve inúmeras ações para contribuir para a literacia neste tipo de doenças, a saber: Webinares e seminários, as Jornadas Anuais, o desenvolvimento e permanente atualização do seu site, workshops temáticos como os de nutrição e de maquilhagem, grupos de apoio de doentes e cuidadores. Presta ainda apoio psicológico a doentes, e apoia a Investigação Científica, através da promoção de bolsas de investigação.

Quais as expetativas para o futuro?

Para o futuro a APCL pretende continuar a desenvolver ações que visem o apoio aos pacientes, seus familiares e cuidadores, conforme consta da sua Missão.

No curto prazo, importa consolidar o projeto da Casa Porto Seguro, pois a expetativa é grande, e a responsabilidade também.

Outros projetos estão a ser equacionados, mas para que se concretizem, é necessário que os meios, nomeadamente financeiros, sejam obtidos, por forma a garantir o sucesso dos mesmos, como até aqui tem se tem conseguido.

Para tal, iremos continuar a contar com os nossos parceiros, e sensibilizar outros que se queiram juntar a este projeto tão importante para a comunidade hemato-oncológica.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Como podemos ser competitivos se mantemos a mesma forma de trabalhar há décadas?"
A Onya Health, agência de comunicação especializada no ramo da saúde, vai fazer parte do projeto-piloto do Governo que visa a...

“Como podemos ser competitivos se mantemos a mesma forma de trabalhar há décadas?". Esta era a pergunta há muito debatida pela diretora-geral da empresa. A pandemia, explica Vânia Lima, “aumentou a consciência sobre a importância do balanço entre vida pessoal e profissional” e, no caso do trabalho remoto, as preocupações aumentam, visto que, muitas vezes, “não existe uma fronteira física entre onde se trabalha e onde se vive”. Isto levou as chefias "a refletir sobre o seu papel no bem-estar dos trabalhadores e o que se podia fazer para o aumentar”.  

Os coordenadores do projeto-piloto do Governo, Pedro Gomes e Rita Fontinha, defendem também que este pode ser um dos caminhos para melhorar a saúde mental dos trabalhadores. Segundo os especialistas, “um dos grandes problemas atuais de saúde é o stress e o esgotamento profissional que, de acordo com um Relatório da Ordem dos Psicólogos, custam 5.3 mil milhões de euros às empresas portuguesas”. Acrescentam ainda que “a pressão mental que existe no trabalho do século XXI é muito maior do que há 30 anos, pelo uso da tecnologia e o aumento da velocidade de comunicação”.  

“A Onya Health é uma agência de comunicação que procura melhorar a saúde dos portugueses. Por trabalharem na área da saúde, eles compreendem que é importante proteger a saúde mental dos seus colaboradores. A Onya revelou um grande espírito inovador ao aceitar o nosso desafio, e fizeram um trabalho de preparação excecional. O nosso projeto beneficia muito com a sua participação”, concluem os coordenadores.   

“A semana de quatro dias é hoje uma aspiração crescente de muitas pessoas, nomeadamente, dos mais jovens, que exigem uma melhor conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar. O estudo piloto que agora se inicia procura perceber quais os impactos ao nível da motivação, do bem-estar dos trabalhadores, da redução do absentismo, bem como do impacto na produtividade das organizações. Num tempo marcado pela disputa pelo talento esta é, seguramente, uma aposta estratégica para a competitividade das empresas e do país”, afirma o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes. 

Ao longo de seis meses, a agência de comunicação vai avaliar os resultados e os impactos desta mudança. Serão realizados pontos de situação com os trabalhadores, análises de produtividade e acompanhamento do bem-estar geral da equipa. A participação desta empresa no projeto-piloto acontece depois de a Onya Health ter adotado um modelo semelhante no verão do ano passado: durante os meses de julho e agosto, a equipa não trabalhou nas tardes de sexta-feira.   

“O feedback de toda a equipa foi positivo e, num verão atípico de muito trabalho, a equipa respondeu muito bem a todos os desafios, estava mais motivada e a produzir melhor. Por isso, fez-nos todo o sentido continuar o trabalho que já tínhamos começado, agora com a ajuda de uma equipa que nos permitiu implementar mudanças estruturais e repensarmos a nossa forma de trabalhar”, termina Vânia Lima. 

Dias 1 e 2 de junho
O III Fórum Internacional de Cuidados Alternativos realiza-se este ano em Portugal, nos dias 1 e 2 de junho, no Auditório 2 da...

O evento é organizado pelas Aldeias de Crianças SOS, em parceria com a UNICEF, CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e “Bem Cuidar” - Instituto de Pesquisa e Formação.

Durante dois dias juntar-se-ão temáticas diversas impostas pela contemporaneidade dos cuidados alternativos, tais como a saúde mental na infância, a necessidade de uma justiça “cuidadosa e cuidadora”, os desafios associados ao deslocamento forçado de milhares de pessoas dos seus países de origem e à integração de jovens não acompanhados em Portugal, e a importância de se trabalhar com as crianças e jovens, estimulando a sua inclusão.

À semelhança do que sucedeu nas anteriores edições do Fórum, pretende-se que em cada painel se partilhem ideias e desafios associados ao tema e que sejam estes a base do que será o seu objetivo final: a elaboração da Declaração de Lisboa. Uma carta aberta com recomendações para ações e políticas públicas, que possam ser desenvolvidas no âmbito da Promoção e Proteção das crianças e jovens, à luz das Diretrizes sobre as Alternativas de Cuidados. 

A Sessão de Abertura, que terá início às 9h, contará com a presença de Pedro Calado, Diretor-Adjunto do Gabinete do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Dereje Wordofa (vídeo conferencia), Presidente das Aldeias de Crianças SOS Internacional e Manuel Lapão, Diretor da Cooperação da CPLP. O evento será encerrado pelo Secretário-Geral e Diretora Nacional de Programas, Luís Cardoso Meneses e Guida Mendes Bernardo.

Para saber a lista de participantes/oradores que estarão presentes nas Sessões, consulte o link.

As Aldeias de Crianças SOS são a maior organização do mundo dedicada aos Cuidados Alternativos a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.  Estão em Portugal há mais de 50 anos a acolher e apoiar crianças, jovens e famílias, tendo sido acompanhadas desde 1967 milhares de crianças e jovens. Reforçam o nosso compromisso com cerca de 530 crianças e jovens que acompanham anualmente no Programa de Cuidados Alternativos. Já no Programa de Fortalecimento Familiar, acompanham cerca de 300 famílias em situação de vulnerabilidade. Com uma equipa de mais de 150 colaboradores continuarão a trabalhar todos os dias para concretizar a missão junto das crianças, jovens e famílias.

As Sessões não serão transmitidas online, mas poderá inscrever-se para assistir presencialmente nos dias 1 e 2 de junho no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, limitado à capacidade da sala.

O evento é organizado pelas Aldeias de Crianças SOS, em parceria com a UNICEF, CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e “Bem Cuidar” - Instituto de Pesquisa e Formação.

Durante dois dias juntar-se-ão temáticas diversas impostas pela contemporaneidade dos cuidados alternativos, tais como a saúde mental na infância, a necessidade de uma justiça “cuidadosa e cuidadora”, os desafios associados ao deslocamento forçado de milhares de pessoas dos seus países de origem e à integração de jovens não acompanhados em Portugal, e a importância de se trabalhar com as crianças e jovens, estimulando a sua inclusão.

À semelhança do que sucedeu nas anteriores edições do Fórum, pretende-se que em cada painel se partilhem ideias e desafios associados ao tema e que sejam estes a base do que será o seu objetivo final: a elaboração da Declaração de Lisboa. Uma carta aberta com recomendações para ações e políticas públicas, que possam ser desenvolvidas no âmbito da Promoção e Proteção das crianças e jovens, à luz das Diretrizes sobre as Alternativas de Cuidados. 

A Sessão de Abertura, que terá início às 9h, contará com a presença de Pedro Calado, Diretor-Adjunto do Gabinete do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Dereje Wordofa (vídeo conferencia), Presidente das Aldeias de Crianças SOS Internacional e Manuel Lapão, Diretor da Cooperação da CPLP. O evento será encerrado pelo Secretário-Geral e Diretora Nacional de Programas, Luís Cardoso Meneses e Guida Mendes Bernardo.

Para saber a lista de participantes/oradores que estarão presentes nas Sessões, consulte o link.

As Aldeias de Crianças SOS são a maior organização do mundo dedicada aos Cuidados Alternativos a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.  Estão em Portugal há mais de 50 anos a acolher e apoiar crianças, jovens e famílias, tendo sido acompanhadas desde 1967 milhares de crianças e jovens. Reforçam o nosso compromisso com cerca de 530 crianças e jovens que acompanham anualmente no Programa de Cuidados Alternativos. Já no Programa de Fortalecimento Familiar, acompanham cerca de 300 famílias em situação de vulnerabilidade. Com uma equipa de mais de 150 colaboradores continuarão a trabalhar todos os dias para concretizar a missão junto das crianças, jovens e famílias.

As Sessões não serão transmitidas online, mas poderá inscrever-se para assistir presencialmente nos dias 1 e 2 de junho no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, limitado à capacidade da sala.

O evento é organizado pelas Aldeias de Crianças SOS, em parceria com a UNICEF, CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e “Bem Cuidar” - Instituto de Pesquisa e Formação.

Durante dois dias juntar-se-ão temáticas diversas impostas pela contemporaneidade dos cuidados alternativos, tais como a saúde mental na infância, a necessidade de uma justiça “cuidadosa e cuidadora”, os desafios associados ao deslocamento forçado de milhares de pessoas dos seus países de origem e à integração de jovens não acompanhados em Portugal, e a importância de se trabalhar com as crianças e jovens, estimulando a sua inclusão.

À semelhança do que sucedeu nas anteriores edições do Fórum, pretende-se que em cada painel se partilhem ideias e desafios associados ao tema e que sejam estes a base do que será o seu objetivo final: a elaboração da Declaração de Lisboa. Uma carta aberta com recomendações para ações e políticas públicas, que possam ser desenvolvidas no âmbito da Promoção e Proteção das crianças e jovens, à luz das Diretrizes sobre as Alternativas de Cuidados. 

A Sessão de Abertura, que terá início às 9h, contará com a presença de Pedro Calado, Diretor-Adjunto do Gabinete do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Dereje Wordofa (vídeo conferencia), Presidente das Aldeias de Crianças SOS Internacional e Manuel Lapão, Diretor da Cooperação da CPLP. O evento será encerrado pelo Secretário-Geral e Diretora Nacional de Programas, Luís Cardoso Meneses e Guida Mendes Bernardo.

Para saber a lista de participantes/oradores que estarão presentes nas Sessões, consulte o link.

As Aldeias de Crianças SOS são a maior organização do mundo dedicada aos Cuidados Alternativos a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.  Estão em Portugal há mais de 50 anos a acolher e apoiar crianças, jovens e famílias, tendo sido acompanhadas desde 1967 milhares de crianças e jovens. Reforçam o nosso compromisso com cerca de 530 crianças e jovens que acompanham anualmente no Programa de Cuidados Alternativos. Já no Programa de Fortalecimento Familiar, acompanham cerca de 300 famílias em situação de vulnerabilidade. Com uma equipa de mais de 150 colaboradores continuarão a trabalhar todos os dias para concretizar a missão junto das crianças, jovens e famílias.

As Sessões não serão transmitidas online, mas poderá inscrever-se para assistir presencialmente nos dias 1 e 2 de junho no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, limitado à capacidade da sala.

Este evento conta com o apoio institucional da CPLP. Inscreva-se aqui.

Poliempreende é um concurso de ideias e planos de negócios
Um projeto que visa a criação de um dispositivo médico inovador para análise à urina venceu a etapa do Concurso Regional...

Urin-all é o nome do projeto classificado em primeiro lugar – idealizado pelas estudantes finalistas da licenciatura em Enfermagem da ESEnfC, Rosa Rodrigues e Sandra Ferreira, que tiveram a colaboração da professora Rosa Melo, enquanto tutora –, o qual vai receber o prémio regional monetário de dois mil euros, a utilizar na implementação empresarial deste aparelho.

Como benefícios esperados da utilização do futuro dispositivo médico, que será construído com material biodegradável, contam-se, para já, os de evitar o contacto direto com a urina, reduzir a necessidade de utilização de equipamentos de proteção individual e prevenir as infeções associadas aos cuidados de saúde.

Este mecanismo, que possibilitará uma análise à urina multiparâmetro, vai poder ser utilizado por profissionais de saúde e também pelo cidadão comum.

Os projetos classificados em segundo e em terceiro lugar nesta fase regional do Poliemprende realizada na ESEnfC recebem, respetivamente, mil e quinhentos e mil euros.

Ao todo, cinco projetos de ideias de negócio, que envolveram a participação de 18 estudantes do ensino superior e cinco docentes da ESEnfC, foram apreciados, ontem (dia 29 de maio), por um júri constituído por Fernando Amaral (Presidente da ESEnfC), Áurea Andrade (enfermeira diretora do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), João Moreira (enfermeiro diretor do Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil), Miguel Gonçalves (managing director da GesEntrepeneur), Nuno Barbosa (diretor-geral da Vygon Portugal) e Nuno Gomes (Gestor de Inovação e Empreendedorismo da UC Business).

É já nos dias 13 e 14 de junho que o projeto vencedor na ESEnfC vai concorrer com os principais projetos de vocação empresarial de cada um dos institutos politécnicos do país, que se vão defrontar na final do Concurso Nacional Poliempreende, a decorrer em Barcelos (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave).

O Poliempreende é um concurso de ideias e planos de negócios que visa promover a cultura empreendedora no seio de instituições de ensino superior politécnico, fomentando a criação de empresas baseadas no conhecimento e, assim, contribuindo para o desenvolvimento regional.

 

Para aumentar a literacia sobre o tema
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) aprovou, por unanimidade, um parecer em que defende campanhas de...

A reflexão surge em resposta ao pedido da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias de apreciação, em termos éticos, do projeto-lei 699/XV/1 (PAN), que prevê a criminalização de práticas com vista à alteração, limitação ou repressão da orientação sexual, da identidade ou expressão de género, e promove o estudo destas práticas em Portugal e a garantia de mecanismos de apoio e resposta; e do projeto-lei 707/XV/1 (PS) que proíbe práticas atentatórias contra pessoas LGBTQ+ através das denominadas «terapias de conversão sexual».

O CNECV considerando que os Projetos-Lei apresentam muitas semelhanças e que a apreciação ética de ambos será, em larga medida, sobreponível, decidiu pronunciar-se sobre os documentos em conjunto, sem negligenciar as diferenças de cada um.

No que se refere às “terapias de conversão sexual”, o Conselho sublinha que é necessário tomar medidas adequadas, eficazes e urgentes para proteger as crianças e jovens, contribuindo para uma maior literacia junto de pais, famílias e comunidades através de campanhas de sensibilização sobre a ineficácia e consequências destas práticas.

A promoção do diálogo entre organizações médicas e profissionais de saúde, organizações religiosas e grupos ou comunidades espirituais, instituições educacionais e organizações de base comunitária, é outro dos pontos a ter em consideração para aumentar a consciência sobre as violações dos direitos humanos que estas terapias implicam.

Na sua reflexão, o CNECV considera fundamental promover e facilitar os cuidados de saúde relacionados com o livre desenvolvimento e/ou afirmação da orientação sexual e/ou identidade de género às pessoas que deles pretendam beneficiar, incluindo um sistema de medidas destinadas a promover a compreensão, aceitação e inclusão de pessoas LGBTQ+.

O CNECV defende a implementação e disseminação de estudos que clarifiquem o impacto pessoal das “terapias de conversão sexual” e de investigação para encontrar evidência sobre os impactos das práticas de Esforços de Mudança de Orientação Sexual (EMOS) e Esforços de Mudança de Identidade de Género (EMIG) em Portugal, incluindo a identificação precisa da prevalência e a natureza destas práticas, de modo que possam ser adotadas estratégias mais informadas e adequadas para contrariá-las. No parecer, fica ainda expressa a importância de alocar recursos para a identificação e prestação de apoio às vítimas de “terapias de conversão sexual”, bem como divulgar informação, em locais relevantes, de que tais práticas podem ser denunciadas através de canais próprios para o efeito.

Foi considerada necessária uma abordagem compreensiva que envolva todos estes aspetos e não apenas uma nova incriminação, sendo defendida a proibição de todas as práticas de EMOS e EMIG, assim como a sua promoção, e criação de um sistema de sanções, incluindo disciplinares, proporcional à gravidade de cada intervenção, à qualificação do agente e/ou a natureza da instituição de saúde e à vulnerabilidade do sujeito.

Na mesma Reunião Plenária Extraordinária o CNECV aprovou também, por maioria, o Parecer 124/CNECV/2023 sobre o Projeto de Lei 705/XV/1 (CH) que pretende reforçar a proteção e privacidade das crianças e jovens nos espaços de intimidade em contexto escolar, uma matéria sobre a qual já se tinha pronunciado anteriormente através do Parecer n.º 120/CNECV/2022.

O CNECV considera que a manutenção de instalações sanitárias e balneários, em ambiente escolar, com critérios de género, é eticamente aceitável, desde que haja espaços não caracterizados a que a comunidade escolar possa aceder livremente, sem qualquer critério de género.

O Parecer Nº 125/CNECV/2023 sobre o Projeto-lei 699/XV/1 (PAN), que prevê a criminalização de práticas com vista à alteração, limitação ou repressão da orientação sexual, da identidade ou expressão de género, e promove o estudo destas práticas em Portugal e a garantia de mecanismos de apoio e resposta; e o Projeto-lei 707/XV/1 (PS) que proíbe práticas atentatórias contra pessoas LGBTQ+ através das denominadas «terapias de conversão sexual» pode ser lido na íntegra aqui.

O Parecer Nº 124/CNECV/2023 sobre o Projeto de Lei 705/XV/1 (CH) que pretende reforçar a proteção e privacidade das crianças e jovens nos espaços de intimidade em contexto escolar, pode ser lido na íntegra aqui.

17 de junho
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), em colaboração a International Myeloma Foundation (IMF), vai organizar, no...

Coordenado por Fernando Leal da Costa, hematologista no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, o evento abrange um programa de palestras conduzidas por médicos especialistas na área, a apresentação de um estudo sobre a patologia e uma mesa redonda sobre o mesmo tema. O debate, moderado pelo Fernando Leal da Costa, vai contar com a participação de Cristina João, hematologista, Rita Bruto da Costa, assistente social, Filipa Lopes, doente de mieloma múltiplo, e Lara Cunha, membro da APCL. Desta forma, será possível conhecer diferentes perspetivas sobre o mieloma múltiplo.

Este é já o quarto seminário sobre mieloma múltiplo que a APCL organiza em parceria com a IMF. Com estas ações, as duas organizações pretendem promover um espaço de partilha de conhecimento sobre o mieloma múltiplo entre pessoas que vivem ou lidam com esta doença. A inscrição pode ser efetuada através do email [email protected] ou através do telefone 213 422 205.

 

 

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