EMA
Portugal irá cumprir o calendário necessário para garantir a continuidade dos trabalhos da Agência Europeia do Medicamento,...

Bruxelas publicou hoje a avaliação às 19 propostas dos Estados-membros para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA), onde se inclui a candidatura portuguesa da cidade do Porto, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia.

Numa nota hoje emitida, a Comissão Europeia indica que "avaliou todas as ofertas de forma objetiva, com base nos critérios estabelecidos" em junho, acrescentando que esta avaliação respeita a decisão dos países "no sentido da não ponderação dos critérios" e que "não apresenta qualquer classificação ou lista restrita de candidatos".

As candidaturas foram avaliadas em função de seis critérios: as condições dos espaços propostos, a acessibilidade, a oferta educativa, as condições a nível do mercado de trabalho, da segurança social e de assistência médica, a continuidade das operações e o número de agências europeias descentralizados em cada país.

Relativamente à operação da agência, Portugal dá "o compromisso geral de cumprir com o calendário necessário para garantir a continuidade" dos trabalhos da EMA e refere que os edifícios sugeridos estarão disponíveis "no máximo em janeiro de 2019", refere o documento.

Portugal indica ainda a possibilidade de a agência recrutar especialistas portugueses em investigação e ciências médicas e de reter os trabalhadores atuais, bem como a disponibilidade de o Infarmed reforçar a cooperação com a EMA no que se refere aos recursos humanos, científicos e técnicos.

Quanto ao último critério, Bruxelas recorda que Portugal acolhe em Lisboa duas agências europeias descentralizadas: o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e a Agência Europeia da Segurança Marítima.

Bruxelas recorda que a proposta do Porto indica três possíveis localizações - o Palácio Atlântico, o Palácio dos Correios e uma local na Avenida Castelo Branco - os quais estariam em conformidade com as exigências da EMA relativamente a escritórios, salas de reunião, auditórios, área de receção e arquivo "sem dar informação específica sobre o Palácio Atlântico".

O Porto tem também voos diretos de e para 14 capitais europeias com uma frequência entre os dois e os 120 voos por semana e uma duração que varia entre os 46 minutos e as três horas e 56 minutos, bem como transportes públicos entre o aeroporto e os locais propostos a cada 15 a 25 minutos.

No que se refere ao critério da educação, a Comissão indica que o Ministério da Educação está preparado para criar uma equipa para assistir as crianças dos trabalhadores da EMA na sua integração no sistema educativo português.

Já no critério do mercado de trabalho, a proposta de Portugal indica "acesso a segurança social e a cuidados de saúde para os filhos e para os cônjuges dos trabalhadores" da EMA, mas "não fornece informação sobre oportunidades de trabalho", dando conta da existência de serviços de apoio a desempregados que ajudam os residentes a encontrar trabalho.

Além da Agência Europeia do Medicamento, também a Agência Bancária Europeia (EBA), atualmente em Londres, terá de ser deslocada, tendo a Comissão igualmente divulgado hoje a avaliação às oito candidaturas submetidas, sem qualquer classificação ou ordenação.

A decisão de relocalizar estas duas agências europeias cabe aos governos dos 27 Estados-membros e é uma consequência direta da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia e, embora não faça parte das negociações do 'Brexit', deverá ser examinada exclusivamente pelos 27 Estados-Membros da UE.

Bruxelas tem apelado reiteradamente a que haja uma decisão rápida, tendo em conta que se trata de duas das principais agências reguladoras do mercado único da UE, essenciais para a autorização dos medicamentos e para a regulação dos bancos, e que deverão continuar a funcionar sem interrupção após março de 2019.

A candidatura da cidade do Porto para acolher a sede da EMA está a competir com Amesterdão, Atenas, Barcelona, Bona, Bratislava, Bruxelas, Bucareste, Copenhaga, Dublin, Helsínquia, Lille, Malta, Milão, Sofia, Estocolmo, Viena, Varsóvia e Zagreb.

Já para a sede da EBA, as oito cidades concorrentes são Bruxelas, Dublin, Frankfurt, Luxemburgo, Paris, Praga, Viena e Varsóvia.

A EMA conta atualmente com 890 trabalhadores e recebe cerca de 35 mil representantes da indústria por ano, enquanto a EBA tem 159 funcionários, segundo dados da União Europeia.

Deteção precoce
Investigadores portugueses estão a participar de um projeto internacional que visa desenvolver um dispositivo portátil para...

Este projeto foi distinguido com o Prémio de Inovação em Saúde i3S - Hovione Capital, um prémio internacional criado este ano pela companhia de investimentos Hovione Capital e pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no valor de 35 mil euros, que visa distinguir ideias inovadoras na área da saúde e que foi entregue esta quinta-feira, nas instalações do instituto.

O dispositivo, que utiliza pequenas amostras minimamente invasivas de sangue (dois ou três microlitros), possibilita a obtenção de uma análise em poucos minutos, explicou à Lusa a investigadora Inês Pinto, do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), de Braga, a entidade portuguesa envolvida no projeto.

O resultado é conseguido através da verificação da existência de um biomarcador "inovador", identificado por esta equipa de investigadores.

Esta tecnologia portátil desenvolvida pela equipa é diferente das existentes atualmente em ambiente hospitalar e permite uma maior flexibilidade em termos de monitorização de uma doente, mesmo depois de já ter sido diagnosticada com cancro do ovário.

"Não é necessário um laboratório tecnologicamente elaborado ou um técnico especializado para operar este novo dispositivo visto que pode funcionar como um teste simples e rápido, o que leva à uma redução significativa de custos e permite uma descentralização de serviços", disse a investigadora.

Para além disso, o diagnóstico conseguido com este dispositivo, que foi desenvolvido em parceria com a Swansea University College of Engineering e o Centro de NanoHealth, do Reino Unido, permite às doentes ter uma terapêutica "mais adequada".

Este dispositivo pode ser utilizado com outros biomarcadores, para detetar outros tipos de doença, contou Inês Pinto.

De acordo com a cientista, o cancro do ovário é detetado, em mais de 75% dos casos, em estados avançados, estando associado uma elevada taxa de mortalidade.

Os exames tradicionais para a sua deteção passam pela ultrasonografia transvaginal e pela análise dos níveis do biomarcador CA125 no sangue, através do teste Elisa, "mais dispendiosos" do que esta nova tecnologia.

Segunda a investigadora, outra das limitações dos testes tradicionais prende-se com o biomarcador CA125, classicamente utilizado para o diagnóstico desta patologia, que "não é suficientemente específico".

Nesse sentido, "a urgência de um teste como este era efetivamente muito grande", visto que possibilita um diagnóstico precoce, continuou.

A tecnologia, que se encontra numa fase de otimização, teve início há cerca de cinco anos, no âmbito da investigação em biologia.

O Prémio de Inovação em Saúde i3S - Hovione Capital conta com o apoio do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT-Health), e com a parceria da Blueclinical, da Patentree, da SRS Advogados e da Impact Science, do Reino Unido, e da Agência Nacional de Investigação (ANI) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Foram também distinguidos o projeto "AntiBioCoat", desenvolvido por investigadores do i3S, que propõe um novo tipo de revestimento antiadesivo para cateteres, e o "Delox", da Universidade de Lisboa, que apresentou um novo processo de vaporização de peróxido de hidrogénio para esterilização em ambiente hospitalar.

Outro dos primados foi o "MagCyte", do Instituto Superior Técnico (IST), de Lisboa, e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, que consiste numa nova abordagem para deteção de células cancerígenas.

Um dispositivo biónico para aplicação dentária, que deteta e informa sobre a pressão durante a mastigação, denominado "SmartTooth" e criado pelo IPO-Porto, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e pela empresa GadgetWhisper, foi ainda distinguido.

Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos avisa que os dados dos doentes estão demasiado acessíveis nos hospitais a diferentes profissionais e...

“Os médicos têm potencialmente acesso a qualquer informação clínica de um doente e nem sei se deviam ter acesso a todas. Mas não são só os médicos que têm acesso, há outros profissionais que também têm”, afirmou à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos.

Miguel Guimarães adianta que, enquanto era presidente da Secção Regional do Norte da Ordem, chegou a lançar à Comissão Nacional de Proteção de Dados o desafio de “verificar o que se passa nos hospitais” a este nível.

Para o bastonário, são atualmente muito poucos os dados dos doentes que têm uma proteção que possa ser considerada adicional.

“Isto é um problema atual. Mas quem é responsável pela partilha dessa informação de doentes não são os médicos”, comentou Miguel Guimarães.

Aliás, o bastonário discorda que tenha de caber aos médicos pedir aos doentes consentimento para partilhar informações do doente quando o médico não controla para onde vai essa informação.

“Numa questão em que os dados passam estar disponíveis num local em que potencialmente podem ter vários utilizadores, tenho dúvidas que a responsabilidade dessa partilha deva ser do médico e não do Estado português”, considerou.

Médicos de família estão a ter de pedir aos doentes consentimento para partilhar os resultados de exames com outros profissionais, através de uma plataforma eletrónica, o que já suscitou um pedido de parecer jurídico da Ordem.

Uma médica de família denunciou a situação à Ordem dos Médicos, numa carta tornada pública pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), pedindo apoio para o que considera ser "o mais recente devaneio dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS)".

Em causa está uma alteração na aplicação informática dos médicos de família que passa a obrigar os clínicos a pedir aos doentes consentimento informado para partilha, numa plataforma eletrónica, dos resultados dos meios complementares de diagnóstico realizados na medicina convencionada.

Fiscalização
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 1,2 toneladas de alimentos e instaurou um processo-crime e 25...

Durante as ações de fiscalização, que decorreram no âmbito da “Operação Controlo de Mercadorias”, foram apreendidos bens num valor de cerca 20 mil euros, incluindo também mais de 1.100 unidades de produtos diversos.

As principais infrações registadas pela ASAE incluem “o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de rotulagem e irregularidades relativas ao controlo metrológico obrigatório”, lê-se no comunicado.

No âmbito desta operação foram fiscalizados cerca de 1.700 operadores e verificadas as condições de higiene do transporte de mercadorias, o controlo de temperatura, a rotulagem dos produtos e a documentação de acompanhamento das mercadorias.

Entre os produtos controlados, a ASAE inclui carnes, pescado, fruta, hortícolas, pão, têxteis, calçado, peças de automóveis, produtos da construção e artigos para o lar.

A operação, em colaboração com a PSP e a GNR, envolveu 150 inspetores e estendeu-se a cerca de 50 locais em todo o território de Portugal continental.

As ações de fiscalização realizaram-se entre quinta-feira e hoje, com o objetivo de verificar as condições de transporte de mercadorias em circulação nas principais vias de acesso aos grandes centros urbanos, industriais, mercados abastecedores e zonas fronteiriças.

IPMA
Três distritos do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje e terça-feira sob ‘aviso amarelo’ devido à previsão de tempo...

De acordo com o Instituto, os distritos de Setúbal, Santarém e Lisboa vão estar, entre as 06:00 de hoje e as 21:00 de terça-feira, sob ‘aviso amarelo’ devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Em Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 34 graus Celsius, em Setúbal 36 e em Santarém 37.

Também o arquipélago da Madeira vai estar hoje sob ‘aviso amarelo’ devido à previsão de tempo quente entre as 06:00 de hoje e as 21:00 de terça-feira.

No Funchal, as temperaturas vão oscilar entre 22 e 28 graus Celsius.

O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, é emitido pelo IPMA sempre que há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O que precisa saber
Anafilaxia ou Angioedema são as principais complicações, embora raras, da urticária.
Mão a coçar o braço

O que é a urticária?

A urticária é uma doença que afeta 15-20% da população em algum momento da vida. Caracteriza-se pelo aparecimento súbito de lesões avermelhadas na pele, com relevo, que provocam prurido (comichão) ou, menos frequentemente, sensação de queimadura ou ardor.

As lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, ter dimensões variáveis e confluir dando origem a lesões maiores.

Caracteristicamente, cada lesão desaparece em menos de 24 horas sem deixar qualquer marca na pele, enquanto novas lesões vão aparecendo noutros locais.

Na maioria dos casos a urticária dura menos de 6 semanas (urticária aguda), mas raramente pode persistir além das 6 semanas (urticária crónica).

Qual a causa da urticária?

A urticária é desencadeada pela libertação de histamina e outras substâncias vasoativas pelos mastócitos (um tipo de célula localizada na pele), causando a inflamação dos tecidos.

Na maioria dos casos não é possível identificar as situações específicas que ativam os mastócitos, sendo a urticária classificada como espontânea.

Nos casos em que a causa é conhecida (urticária induzida), esta pode ser devida a: alergia alimentar (ex: marisco, frutos secos, ovo), alergia a medicamentos (ex: antibióticos, anti-inflamatórios),  infeções (ex: gripe, gastroenterite), doenças associadas (ex: lúpus eritematoso, doenças da tiróide), fatores físicos (ex: sol, calor, frio, água), exercício físico, stress emocional.

Como é feito o diagnóstico da urticária?

O diagnóstico da urticária é clínico, sendo feito pela observação de lesões características e história típica de aparecimento rápido.

Nos casos com duração superior a 6 semanas (urticária crónica), deverá ser feita avaliação em consulta de Dermatologia para confirmação diagnóstica e despiste de doenças associadas por meio de exames laboratoriais. O exame da pele (biópsia) pode ser necessário para diferenciar de outras doenças da pele.

Como se trata a urticária?

O tratamento da urticária engloba o controlo sintomático e, sempre que possível, a evicção dos fatores desencadeantes conhecidos.

Para o alívio dos sintomas, os medicamentos anti-histamínicos H1 não sedativos (que não provocam sonolência) são os fármacos de eleição. Nos casos mais persistentes, outros grupos de medicamentos podem ser necessários.

Qual o prognóstico?

Na maioria dos casos a urticária não é grave, embora possa comprometer significativamente a qualidade de vida pelo incómodo que provoca (comichão habitualmente muito intensa, afetando o trabalho e sono).

A urticária pode ainda, em alguns casos, ser sinal de uma doença interna.

Duas possíveis complicações podem colocar a vida em risco e requerem tratamento de urgência:

- Angioedema : caracteriza-se por edema (tumefação) das camadas mais profundas da pele, afetando habitualmente as pálpebras, lábios, língua, garganta, genitais, mãos e pés. Acompanha frequentemente a urticária, embora também possa ocorrer de forma isolada. Nas formas mais graves pode provocar dificuldade em respirar ou deglutir, sendo necessário recorrer de imediato ao serviço de urgência.

- Anafilaxia: a urticária pode ser uma das primeiras manifestações de uma reação alérgica grave denominada anafilaxia, que pode resultar em dificuldade respiratória, perda de consciência ou mesmo morte se não for imediatamente tratada.

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Alergias solares

Para muitos portugueses a chegada da primavera é sinónimo de alergia

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Opinião
Para assinalar o Dia Internacional das Pessoas Idosas, o especialista em neuropsicologia André Carva

Por definição e com base em evidencias científicas sabe-se que o envelhecimento comporta em si riscos de aumento da vulnerabilidade e doença que se podem agravar se o contexto social e a rede de suporte forem fracos.

Certo é que a esperança média de vida tende a continuar a aumentar devido às técnicas de diagnóstico e tratamentos mais eficazes em saúde havendo cada vez mais possibilidade de acesso à prestação de cuidados a um número crescente de Idosos. Mas, também, há mudanças a nível dos paradigmas familiares na sociedade e na forma como o tempo é consumido à velocidade em que a informação circula. E esta evolução dos acontecimentos talvez ainda não se traduza, na prática, em mais suporte e menos monotonia nas rotinas de alguns Idosos. O que me faz pensar qual será então o melhor caminho no estilo de vida dos “mais-velhos” até porque, vamos sendo progressivamente mais diferenciados e exigentes à medida que o tempo avança e evolui.

Enquanto especialista a trabalhar diariamente com população em idade geriátrica preocupo-me se esta evolução vai no sentido de responder as necessidades efetivas, reais e distintas nas rotinas de quem envelhece? Já se conhecem os benefícios do envelhecimento ativo e saudável, em oposição a uma atitude condescendente e passiva, estimulando-se a criação de espaços para a participação social. Excelente! Mas por onde começar afinal? A que instituição ou profissional de saúde recorrer? O que dizer ao cidadão Idoso? Qual o primeiro passo?...em resposta, aproveitava este dia para relembrar que o Idoso tem direito ao seu livre-arbítrio. 

Tenho observado na terceira idade a persistência de memórias remotas que exponencial trazem muitas vivencias passadas positivas e outras menos saudáveis contextualizadas nos mais diversos temas: trabalho, finanças, família, viagens, relações e doenças. Por isso, em vez de nos centrarmos como ponto de partida em questões relativas à qualidade de vida e definição de problemas formais quanto à manutenção da autonomia funcional nas atividades de vida diária e etc., lembre-se, se interagir com um Idoso de lhe perguntar simplesmente “se quer ou precisa de alguma coisa?”.

Há que começar por perguntas simples e diálogos genuínos, interessados e com escuta-ativa. Porque uns gostam de não estar parados “porque parar é morrer” e outros gostam de aprender coisas novas “porque o saber não ocupa lugar” e outros, como tantos, gostam apenas de contemplar em silêncio.

Parta sempre do principio que não consegue adivinhar as suas necessidades, desejos e vontades porque afinal os “mais-velhos” são, também aqueles, que mais anos de juventude têm colecionados! 

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Dia Mundial do Cancro Digestivo – 30 de Setembro
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) avança que há uma morte por hora com cancro digestivo em Portugal .

Três das doenças que mais matam em Portugal são do aparelho digestivo: cancro do cólon (1ª causa de morte por cancro digestivo em Portugal), cancro do estômago e do fígado.

Os cancros do aparelho digestivo representam 10 por cento da mortalidade portuguesa.

Números preocupantes para os gastrenterologistas portugueses que demonstram a importância de mudar hábitos alimentares e apostar na prevenção destas doenças. A deteção precoce destas patologias é essencial especialmente no caso do cancro do cólon e recto, que pode evitar mesmo o desenvolvimento desta doença.

O médico gastrenterologista tem um papel fundamental no âmbito do cancro digestivo uma vez que pode efetuar um diagnóstico atempado e promover a realização dos exames endoscópicos necessários, ou ainda de outros exames complementares.

O Presidente da SPG, Luís Tomé, esclarece que “é importante que a população tenha uma alimentação saudável, combata o sedentarismo e que realize consultas médicas regulares como forma de prevenção dos vários tipos de cancro digestivo”.

Em alguns tipos de cancro digestivo, como é o caso do Cancro do cólon e reto, a prevenção através da colonoscopia pode permitir a deteção de lesões benignas (pólipos) que podem degenerar em 90-95% dos cancros e que, se forem diagnosticados nessa fase, ainda benigna e retiradas endoscopicamente, podem significar a cura da doença.

O rastreio por colonoscopia total diminui o risco de morte por cancro do cólon e recto em 30 a 50 por cento

Tribunal
Um médico, acusado de homicídio por negligência pela morte de uma mulher na urgência de Peniche do Centro Hospitalar do Oeste,...

O juiz de Instrução Criminal de Leiria decidiu pronunciar o médico de clínica geral como autor do crime, de acordo com o despacho instrutório, datado de maio, depois de o Ministério Público ter arquivado o caso e de, em consequência, a família da vítima ter recorrido da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa.

Segundo a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, a 05 de janeiro de 2015, a vítima deu entrada na urgência e foi atendida pelas 09:51 pelo médico, queixando-se de "dores no peito e pescoço", motivo pelo qual foi pedido um raio-x (RX) torácico pelas 10:41.

Pelas 11:16, o arguido observou o resultado do exame e "concluiu não haver lesões", afastando a "hipótese de enfarte do miocárdio", apesar de no RX ser visível existir um "alargamento do mediatismo superior".

O problema apontado era indicativo de um eventual aneurisma coronário, que "impunha a realização de uma TAC [Tomografia Axial Computorizada]" e o consequente reencaminhamento da doente para a urgência das Caldas da Rainha, por não haver TAC em Peniche.

A vítima foi mantida em observação na urgência de Peniche, sem ser transferida para as Caldas da Rainha para efetuar o exame e, a confirmar-se o diagnóstico, ser sujeita a intervenção cirúrgica.

A TAC foi pedida pelas 18:40, assim como um ecocardiograma e uma eletrocardiograma, face à "persistência das dores torácicas".

Os exames "não foram a tempo" e a mulher faleceu pelas 19:30, vítima de "tamponamento cardíaco [rutura de uma veia do coração] decorrente de aneurisma coronário".

O médico "deveria ter-se aconselhado com o médico de medicina interna e solicitado o transporte de urgência para Caldas da Rainha", conclui a acusação, segundo a qual se o médico tivesse agido de forma devida a "morte não sucederia".

O despacho instrutório refere que "a leitura do RX torácico mudaria todo o rumo" dos acontecimentos, concluindo ter havido uma "negligência inconsciente".

O médico está aposentado, mas continua a exercer na urgência de Peniche, através de uma empresa que presta serviços para o Centro Hospitalar do Oeste.

Os hospitais de Peniche e de Caldas da Rainha, assim como o de Torres Vedras, pertencem ao Centro Hospitalar do Oeste.

Diagnóstico pode ser feito com uma simples gota de sangue
O Dia Mundial da Doença de Gaucher assinala-se a 1 de outubro e tem como objetivo alertar a população para uma patologia rara...

Tabita Magalhães Maia, Hematologista responsável pela consulta de Gaucher e do sector de Patologia do Glóbulo Vermelho do serviço de Hematologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, explica que “A doença de Gaucher é uma doença hereditária rara causada por um défice de uma enzima responsável por digerir uma gordura, o glucocerebrosídeo, que se acumula dentro de um tipo de células chamadas macrófagos. É uma doença autossómica recessiva, o que significa que as pessoas que só herdaram a mutação genética de um dos pais são portadores, mas não têm a doença, se os dois elementos de um casal forem portadores, têm, em cada gestação, 25% de probabilidade de ter um filho com a doença.”

A especialista explica ainda que “a falta desta enzima, que se chama glucocerebrosidase, leva à acumulação de substâncias dentro dos lisossomas que estão presentes em vários tecidos e órgãos, como por exemplo o baço, o fígado e a medula óssea. Assim, vai haver uma acumulação de material nestes órgãos, que aumentam de volume (baço e fígado), a medula óssea fica com dificuldade em produzir as células do sangue (o que leva a anemia, falta de plaquetas e/ou glóbulos brancos baixos), os ossos ficam mais frágeis e podem apresentar lesões múltiplas (com dor óssea crónica e/ou aguda, fraturas ósseas patológicas) e pode inclusivamente atingir o sistema nervoso. É por isso uma doença grave, crónica, progressiva e multissistémica que se pode apresentar com um conjunto muito variado de sinais e sintomas que são comuns a outras doenças. Este facto faz com que o diagnóstico da Doença de Gaucher nem sempre seja suspeitado e o quadro clínico se agrave progressivamente”.

Hoje em dia o diagnóstico pode ser feito com uma simples gota de sangue de uma picada no dedo, quase indolor. Trata-se de uma doença que pela sua cronicidade e progressão se não for tratada pode levar a uma sintomatologia exuberante, incapacitante e a uma morte precoce. Desde há vários anos que existe tratamento para a Doença de Gaucher, que consiste na administração quinzenal ou mensal, por via endovenosa, da enzima em falta. Quando o tratamento é iniciado atempadamente, há desaparecimento da quase totalidade dos sinais e sintomas e uma normal qualidade de vida. Outra opção terapêutica, indicada apenas para alguns doentes é um medicamento oral que ajuda à redução destas substâncias.

Já há um destes medicamentos em Portugal e, muito em breve, será lançado um outro. “Em Portugal existem cerca de 100 doentes diagnosticados, mas acreditamos que se trata de uma doença infra diagnosticada, sobretudo a doença de Gaucher de aparecimento tardio. Apesar de ser uma doença genética, uma parte significativa dos casos é diagnosticada na idade adulta. Dos doentes com indicação para tratamento, temos já alguns com mais 15 anos sob tratamento enzimático de substituição com recuperação dos valores hematológicos, volume orgânico e com ótima qualidade de vida. 1/3 Em síntese: a doença de Gaucher tem um leque muito variado de apresentações clinicas, obrigando ao diagnóstico diferencial com uma série de outras patologias. Pode-se apresentar em qualquer idade e o diagnóstico é fácil e rápido. O tratamento de substituição enzimática não tem efeitos colaterais e tem ótimos resultados, com recuperação dos valores hematológicos, redução do volume orgânico e prevenção das lesões ósseas”, conclui a Tabita Magalhães Maia.

Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares
As doenças do aparelho circulatório continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, mas esta mortalidade diminuiu 4,1%...

De acordo com o relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, que é hoje apresentado, a mortalidade por doença isquémica cardíaca manteve-se alterada, com um agravamento da mortalidade prematura (abaixo dos 70 anos).

Para os autores do documento, este resultado está “em clara dissonância com os restantes indicadores”, pelo que “deverá constituir um sinal de alerta e reforçar a necessidade de manter esta patologia dentro das prioridades de atuação dos diferentes intervenientes assistenciais”.

No documento lê-se que “em 2016 foi possível reduzir a mortalidade prematura por doença cerebrovascular, mas haverá que estudar causas relativas à manutenção da mortalidade por doença isquémica do coração”.

Um indicador positivo do relatório é que se morre cada vez menos por doenças do aparelho circulatório (menos 4,1% entre 2011 e 2015), tendo-se registado uma “grande redução de mortalidade ocorrida nas doenças cerebrovasculares (19,7%) e em particular no acidente vascular cerebral isquémico, abaixo dos 70 anos (redução de 39%).

O resultado “superou a meta estabelecida, que se deve a um conjunto de fatores”, dos quais os autores destacam “o contributo da introdução na prática clínica dos novos anticoagulantes não dicumarínicos (NOC) como terapêutica anti trombótica da fibrilação auricular, bem como a consolidação da atividade de múltiplas unidades de AVC”.

Em 2015, morreram 1.834 pessoas devido a um AVC hemorrágico (causado pelo rebentamento de um vaso sanguíneo que provoca uma hemorragia no cérebro) e 4.598 por AVC isquémico (provocado por um coágulo bloqueia a artéria que leva o sangue ao cérebro).

As doenças cerebrovasculares continuam a atingir mortalmente mais homens (49,7 por 100.000 habitantes) que mulheres (43 por 100.000 habitantes).

Os dados provisórios de 2016 apontam para um decréscimo de 8,1%, do número de internamentos por doenças do aparelho circulatório face a 2011, entre os quais se destaca a diminuição de internamentos por enfarte agudo do miocárdio.

Registou em 2016 “um aumento dos internamentos por insuficiência cardíaca com mais 3.169 internamentos em relação a 2011, representando um aumento de 20,3%”.

Esta variação irá provavelmente assumir maior expressão futura atendendo ao envelhecimento progressivo da população, com importantes consequências na distribuição de recursos disponíveis”, referem os autores do documento.

No ano passado, ocorreram 110.745 episódios de internamento por doenças aparelho circulatório, dos quais 9.028 resultaram em óbitos.

O documento indica ainda que “o correto encaminhamento dos casos de AVC e de EAM através do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) traduz-se num ganho de tempo fundamental para a eficácia terapêutica”.

A Via Verde do AVC, prossegue o relatório, registou 3.386 de casos encaminhados em 2016 e, até setembro de 2017, 2.301 casos.

Os distritos com maior número de encaminhamentos são Lisboa e Porto, com 462 e 507 casos, respetivamente.

Os autores atribuem parte dos resultados obtidos às respostas farmacológicas, sendo que, na área cardiovascular, assumem “particular relevância” três classes farmacológicas: os antihipertensores, os antidislipidémicos (estatinas em particular) e os anticoagulantes e anti-trombóticos.

“O crescimento da sua utilização está inequivocamente relacionado com os resultados obtidos”, lê-se no relatório.

Consomem-se cada vez mais antihipertensores e antidislipidémicos, embora se tenha registado “uma redução global dos encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, o que se deve a uma “redução progressiva dos custos unitários e utilização de fármacos com custo inferior”.

Nesta área, os encargos do SNS com a terapêutica diminuíram de 336,2 milhões de euros em 2012 para 330,5 milhões de euros em 2016. Por embalagem, o valor passou de 8,4 euros (2012) para 7,1 euros (2016).

Para 2020, o Programa Nacional para as Doenças Cerebrovasculares pretende reduzir o número de mortes antes dos 70 anos por doença do cérebro e do coração, diminuir para 7% as mortes por enfarte nos hospitais e aumentar, para 470 por milhão de habitantes, o número de tratamentos por angioplastia a pessoas com Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM).

Aumentar para 1.800 o número de pessoas com AVC com acesso a tratamento específico e reduzir o consumo de sal entre 3 a 4% ao ano na população são outras das metas estabelecidas.

«Cirurgia Química»
Investigadores chineses editaram a sequência de ADN de um embrião humano e eliminaram uma doença incurável e genética em...

A alteração foi obtida a partir da manipulação genética de embriões produzidos em laboratório não implantados em seres humanos.

As conclusões da investigação foram publicadas na revista Protein & Cell.

Através de uma "cirurgia química", os cientistas da Universidade Sun Yat-sen corrigiram um único erro nas três mil milhões de "letras" do código genético humano. A experiência alterou embriões de laboratório para a cura da doença beta-talassemia e abre o caminho para tratamento de uma série de doenças hereditárias.

O estudo abre novas vias para tratar bebés nascidos com beta-talassemia e outras doenças hereditárias. "Somos os primeiros a demonstrar a viabilidade de curar doenças genéticas em embriões humanos pelo sistema editor de base", reivindicou um dos investigadores, citado na edição online da BBC.

Os cientistas utilizaram a técnica CRISPR, uma ferramenta que permite alterar, apagar ou substituir os genes. A experiência promete revolucionar a ciência, mas levanta questões éticas, escreve a televisão britânica.

Todas as instruções para a formação e funcionamento do corpo humano estão codificadas no ADN.

Relatório revela
O “Relatório Comparativo sobre o Acesso dos Doentes a Medicamentos contra o Cancro na Europa” revela que o investimento per...

O relatório publicado pelo Instituto Sueco para a Economia da Saúde estabeleceu o ponto de partida do debate “O Futuro do Tratamento do Cancro em Portugal”. As conclusões foram apresentadas em Lisboa, no dia 27 de Setembro, por Nadim Habib, professor da Nova School of Business and Economics.

A iniciativa consensualizou cinco medidas de ação para melhorar o tratamento oncológico em Portugal, visando o acesso atempado dos doentes às melhores terapêuticas sem perder de vista a sustentabilidade do sistema.

A primeira recomendação aponta para o reforço das verbas alocadas à Saúde e para uma revisão do modelo de financiamento em Oncologia. Segue-se a valorização dos recursos humanos, onde se incluem os profissionais de saúde, tendo em conta a importância fundamental da sua motivação para a prestação dos melhores cuidados de saúde.

A terceira proposta aponta a necessidade de implementar sistemas de monitorização de dados - como dados de gestão, de desempenho das instituições no tratamento do cancro e de utilização de medicamentos em contexto de vida real - para utilização pelos vários intervenientes, incluindo decisores e escrutínio público.

A contratação de profissionais especializados no registo e tratamento de dados, que assegurem a qualidade do processo, é a quarta proposta.

A quinta recomendação vai no sentido da introdução de critérios transparentes nos processos de avaliação e reavaliação das tecnologias de saúde e da redução dos atrasos do tempo de aprovação de inovação.

João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA, defendeu que “este é um debate necessário e inadiável”, uma vez que “o conjunto dos dados sugere que existe imensa margem para melhorar as taxas de sobrevivência ao cancro em Portugal”.

A conferência contou ainda com palestras proferidas por Gabriela Sousa, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, e por Ivana Cattaneo, Vice-Presidente do European Onco Steering Committee da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA).

De acordo com o relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas 2017, apresentado recentemente, a incidência das doenças oncológicas está a registar um aumento de aproximadamente 3% ao ano, constituindo a segunda causa de morte após as doenças cérebro-cardiovasculares.

Campanha “De Olho no Rótulo”
A ideia é ajudar o consumidor a escolher alimentos mais saudáveis.

Por serem cheios de palavras às vezes indecifráveis e escritos com uma letra mínima, os rótulos dos alimentos são muitas vezes ignorados na hora de escolher um produto da prateleira do supermercado. É exatamente essa tendência que a Deco quer inverter.

A Associação para a Defesa do Consumidor lançou a campanha “De Olho no Rótulo” para que os consumidores tenham a noção das quantidades de açúcar, sal e gordura que cada alimento tem, até porque a legislação obriga a que essa informação seja sempre apresentada nas embalagens.

Para que esses número passem a ser de fácil interpretação, a Deco criou dois cartões, um relativo a bebidas e outro a alimentos, nos quais os valores aparecem sinalizados com as cores do semáforo: verde, vermelho e amarelo.
Os produtos sólidos são avaliados por cada 100 gramas e os líquidos por cada 100 mililitros. É através dessa quantidade que são medidos os níveis de gordura, açúcar e sal dos alimentos. Por exemplo, por cada cem gramas de alimento, é aceitável que chegue até às três gramas de gordura, 5 gramas de açúcar e 0,3 gramas de sal. Já quando os valores ultrapassam os 17,5 gramas de gordura, os 22,5 de açúcar ou os 1,5 gramas de sal, os valores já aparecem a vermelho.

A Deco lembra que 5,9 milhões dos portugueses são obesos ou já exibem características de pré-obesidade. Além disso, prevalecem as doenças como a hipertensão arterial e a diabetes, associadas ao excesso de açúcares, gorduras e sal. “As patologias podem ser prevenidas com alterações no estilo de vida e na alimentação”, garante a associação. 

Intoxicação alimentar
O Ministério da Saúde espanhol confirmou 154 casos de intoxicação por consumo de atum adulterado em várias regiões e países...

O Ministério da Saúde espanhol confirmou esta quarta-feira que o consumo de atum adulterado e em mau estado de conservação levou à intoxicação alimentar de mais de 150 pessoas, a grande maioria em Espanha, mas também noutros países europeus, incluindo Portugal, avança o El Mundo.

No entanto, a Direção-Geral da Saúde ainda não confirmou essa informação.

Pelo menos 105 das intoxicações estão a ser associadas a uma marca espanhola, a Garciden.

Por outro lado, a agência espanhola do consumo, segurança alimentar e nutrição (AECOSAN) informou em comunicado que este ano emitiu 15 alertas devido à presença de elevadas concentrações de histamina no atum, que ocorrem devido a más condições de conservação do peixe.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a intoxicação por atum com histamina não representa um perigo grave para a saúde, manifestando-se através de dores de garganta, vermelhidão, suores, náuseas, vómitos, dores de cabeça e eritema cutâneo.

Esta semana, a União Europeia (UE) pediu a Espanha, país fornecedor do atum que provocou vários casos de intoxição em vários estados-membros, que tome medidas urgentes contra a fraude alimentar com atum adulterado.

A origem da crise está em lombos de atum descongelados vendidos como frescos em Espanha e que não foram preservados em conformidade com as exigências da lei europeia sobre preservação de alimentos.

Segundo o jornal espanhol El País, nesse peixe é injetado nitratos, extrato de beterraba e partículas de outros vegetais para que a comida pareça mais fresca. Esses aditivos contêm químicos que alteram a cor do peixe, fazendo-o parecer mais vermelho e fresco.

O caso está a ser tratado pela Guarda Civil espanhola, que tem para já sete pessoas na mira, embora pelo menos 13 empresas tenham sido já investigadas por suspeita de manipulação de produto.

O caso terá sido detetado pelas autoridades europeias em outubro, tendo afetado mais de 25 mil toneladas de atum e gerado lucros de 200 milhões de euros, segundo cálculos da União Europeia.

Estudo
Os percevejos procuram o cheiro humano e aconchegam-se às roupas usadas quando o homem não está por perto, por isso conseguem...

Isso explica como estas criaturas minúsculas e incapazes de voar conseguem propagar-se de forma meteórica em todo o mundo - apanhando boleia na roupa suja, segundo um estudo publicado na revista Scientific Reports.

"O mecanismo para essa dispersão de longa distância nunca foi testado empiricamente", afirmou à agência de notícias France Presse o coautor do estudo William Hentley, da Universidade de Sheffield.

Alguns cientistas deduzem que os percevejos caiam acidentalmente nas roupas ou bagagens depois de se alimentarem de sangue humano e depois sigam dos hotéis para as casas.

Mas um novo estudo mostrou que essas pragas, conhecidas por serem atraídas pelo cheiro humano adormecido, procuram ativamente a roupa usada.

Hentley e uma equipa testaram as predileções de percevejos numa série de experiências incomuns.

Um grupo de voluntários lavou-se com um sabão sem perfume, depois usaram camisas e meias limpas durante cerca de seis horas.

As roupas foram colocadas numa bolsa de plástico selada e hermética antes de serem transferidas para um saco de pano.

Quatro sacos de pano - duas com camisas e meias sujas e duas com os mesmos itens limpos - foram colocadas numa sala, a distâncias iguais do centro. Percevejos foram então liberados e observados.

Após quatro dias, os investigadores observaram a localização dos insetos e descobriram que a maioria estava nos sacos que continham as roupas sujas. A experiência foi repetido algumas vezes.

"Os percevejos apresentam uma recente e rápida expansão global, que se sugere que foi causada por viagens aéreas baratas", escreveram os autores. "Os nossos resultados mostram, pela primeira vez, que deixar roupa suja exposta nos quartos durante viagens pode ser explorado por percevejos o que facilita a sua dispersão passiva".

No ano passado, alguns estudos mostraram que os percevejos se alteraram geneticamente para resistir a pesticidas, impulsando assim a sua conquista global.

O percevejo comum, o Cimex lectularius, é encontrado em climas temperados nos Estados Unidos e em partes da Europa. Esses insetos tornaram-se especialmente difíceis de erradicar após venenos potentes como o DDT terem sido proibidos nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial.

No final da década de 1990, estes bichos prosperaram em Nova Iorque. Em um surto registado em 2010, invadiram edifícios residenciais de luxo, hotéis e lojas de roupa, como a marca de lingerie Victoria's Secret. Estudos apontam ainda para uma "explosão" de percevejos em Paris nos últimos anos.

Médico alerta
João Brum Silveira, médico e presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), alerta para a...

"Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos", explica João Brum Silveira, médico e presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular.

E acrescenta: "Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. A pessoa não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios".

Cerca de 50% dos doentes recorrem a um centro sem capacidade para realizar o tratamento, "o que conduz a um atraso significativo no início da terapêutica mais adequada. Esta situação não acontece quando se liga para o 112", alerta o cardiologista.

Ligue para o 112, não procure um hospital

De acordo com a campanha "Stent Save a Life - Não perca tempo. Salve uma Vida", promovida, em Portugal, pela APIC, mais de dois terços da população portuguesa não conhece quais são os sintomas de enfarte do miocárdio. E somente um terço dos doentes utiliza o 112, para ser encaminhado para um hospital e ter a assistência médica mais adequada.

O enfarte agudo do miocárdio ou ataque cardíaco ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.

Dia Mundial do Coração
Cerca de 35 mil portugueses morrem anualmente por doenças cardiovasculares, que continuam a ser a principal causa de morte e...

No Dia Mundial do Coração, que hoje se assinala, as associações ligadas à cardiologia recordam que as doenças cardiovasculares continuam a ser a primeira causa de morte em Portugal, apesar de pelo menos 80% das mortes prematuras por estas patologias poderem ser evitadas.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia sublinha que muitas mortes precoces podiam ser prevenidas através do controlo dos quatro principais fatores de risco: tabagismo, alimentação indevida, falta de exercício físico e abuso de álcool.

Das 35 mil mortes por doenças cardiovasculares calcula-se que 20 mil sejam por acidentes cerebrovasculares e mil por enfartes do miocárdio.

“A tendência dos últimos anos mostra uma ligeira redução dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e uma estabilização do número de enfartes do miocárdio”, refere a Fundação Portuguesa de Cardiologia, numa mensagem a propósito do Dia do Coração.

Contudo, mais de metade da população portuguesa entre os 18 e os 79 anos apresenta pelo menos dois fatores de risco para a doença cardiovascular.

Mais de metade da população adulta tem excesso de peso, 40% sofre de hipertensão, 30% tem o colesterol muito elevado e um quarto da população é fumadora, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

Além dos AVC e dos enfartes do miocárdio, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia destaca a insuficiência cardíaca como uma das doenças a combater.

Perto de meio milhão de portugueses sofre de insuficiência cardíaca, um problema que esta sociedade científica considera que deve passar a ser uma prioridade nacional.

João Morais, cardiologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, considera que é necessário “mudar o paradigma” na área da cardiologia e tornar a insuficiência cardíaca uma prioridade, tal como se fez há cerca de duas décadas para o enfarte do miocárdio, com resultados positivos ao nível da redução da mortalidade.

“Quando hoje analisamos as doenças cardiovasculares é claro que temos um percurso de sucesso nos últimos dez anos. Muito provavelmente isso deve-se ao sucesso que Portugal teve no enfarte do miocárdio. Foi uma grande prioridade da cardiologia portuguesa nos últimos 20 anos. Estamos na altura de mudar o paradigma”, afirmou o especialista em entrevista à agência Lusa.

Para ter novos ganhos em relação à mortalidade por doenças cardiovasculares é preciso, segundo João Morais, criar novos objetivos e uma nova prioridade, centrando os esforços na insuficiência cardíaca.

“É um seríssimo problema do mundo inteiro”, refere o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, que assume a insuficiência cardíaca como a pandemia do século XXI.

A Direção-Geral de Saúde apresenta hoje o relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares e o projeto-piloto relativo aos exames complementares de diagnóstico de cardiologia nos cuidados de saúde primários.

Diabetes
As 640 bombas de insulina destinadas a novos doentes diabéticos, incluindo crianças até aos 10 anos, vão ser disponibilizadas...

A situação ficou desbloqueada depois de o laboratório que impugnou o concurso internacional para fornecimento das bombas ter permitido que o processo avançasse.

A Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) tinha denunciado hoje que as crianças até aos 10 anos ainda não têm acesso a bombas de insulina, apesar de a lei o contemplar, um atraso relacionado com um concurso internacional que teria sido impugnado pelo laboratório que perdeu o concurso.

Uma nota da DGS e dos SPMS esclareceu que este concurso dividiu-se em três lotes: dois destinados à aquisição de consumíveis para doentes em tratamento e um outro para a aquisição de bombas de insulina destinado a novos doentes.

“Os dois lotes para aquisição de consumíveis decorreram com normalidade, tendo os mesmos sido adjudicados aos concorrentes vencedores e as notas de encomenda têm vindo a ser emitidas pelas diversas instituições de saúde”, lê-se na nota enviada à agência Lusa.

Em relação ao lote para aquisição de 640 bombas de perfusão para novos doentes, no valor de 807.296 euros, este “foi alvo de uma impugnação pelo concorrente ordenado em segundo lugar”.

“Após várias reuniões entre os SPMS e o concorrente ordenado em segundo lugar, houve um entendimento que teve por base o princípio da celeridade, da boa-fé, do interesse público e, sobretudo, o superior interesse do cidadão em levantar a impugnação”, adianta o comunicado.

Por esta razão, a DGS e os SPMS consideram “expectável que, durante os próximos dias, os SPMS comuniquem às instituições de saúde a autorização de emissão das notas de encomenda para as 640 bombas de insulina”.

Os SPMS estão já a “preparar um novo acordo quadro para a aquisição destes dispositivos, de acordo com o programa do XXI Governo Constitucional, que estabelece como prioridade melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, apostando em medidas de combate à doença, reduzindo as desigualdades entre cidadãos no acesso à saúde, implementando políticas de diferenciação positiva”.

Uma lei publicada no ano passado prevê o acesso de crianças até aos dez anos ao tratamento com sistemas subcutâneos de perfusão contínua de insulina (dispositivos PSCI).

Este acesso foi contemplado, uma vez que “esta abordagem terapêutica proporciona uma melhoria da qualidade de vida, refletindo-se em vantagens relevantes para os utentes, como a redução da fobia às agulhas em crianças, adolescentes e adultos, aumentando a adesão à terapêutica, a melhoria do tratamento quando há problemas com turnos e horários irregulares e a resolução dos problemas associados a baixas doses de insulina em lactentes e crianças com menos de 5 anos”, segundo a FPAD.

29 setembro 2017 - Dia Mundial do Coração
Amanhã, dia em que se assinala o Dia Mundial do Coração, a Federação Internacional de Diabetes, em parceria com a Novo Nordisk,...

As doenças cardiovasculares, que incluem enfarte do miocárdio, doença coronária e doença arterial periférica,2 são uma das principais causas de morte de pessoas com diabetes tipo 23, e o número de pessoas com diabetes continua a aumentar, pelo que o impacto das doenças cardiovasculares se torna mais importante.

“O mundo enfrenta um aumento da prevalência e incidência de doenças cardiovasculares entre pessoas com diabetes tipo 2 devido aos seus reduzidos conhecimentos no que diz respeito à prevenção, diagnóstico tardio, tratamento inadequado e uma autogestão desadequada da doença. O questionário Levar a Diabetes ao Coração é um iniciativa global para enfrentar os problemas subjacentes à diabetes e doenças cardiovasculares e seus custos crescentes para a sociedade” diz Shaukat Sadikot, presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

Levar a Diabetes ao Coração – www.idf.org/takingdiabetes2heart/survey - pretende ajudar na construção de ações de apoio para aumento do conhecimento e consciencialização das doenças cardiovasculares nas pessoas que vivem com diabetes tipo 2 que melhorem a sua saúde. A iniciativa está construída tendo como base o relatório Diabetes e Doença Cardiovascular, publicado em 2016, que inclui recomendações para redução do impacto das doenças cardiovasculares nas pessoas com diabetes e na população em geral. 2

“É preocupante que a doença cardiovascular seja a causa mais comum de morte em pessoas com diabetes tipo 2, quando muitos desses doentes desconhecem este risco", diz Alan Moses, vice-presidente sénior e diretor médico da Novo Nordisk. "Estamos muito satisfeitos em apoiar a IDF no lançamento deste inquérito, Levar a Diabetes ao Coração, para entender melhor o conhecimento atual e a consciência das doenças cardiovasculares entre pessoas com diabetes tipo 2, o que, em última instância, levará à identificação das ações necessárias para ajudar a melhorar os resultados em saúde.

Os resultados desta ação culminam num relatório com dados específicos de cada país e recursos para ajudar no aumento do conhecimento e consciencialização mundial do risco de doenças cardiovasculares na diabetes tipo 2.

Para mais informações sobre o questionário visite www.idf.org/takingdiabetes2heart

Para mais informação sobre a diabetes e doenças cardiovasculares, visite www.idf.org/cvd

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