Nutricionistas
A bastonária da Ordem dos Nutricionistas garantiu que a norma de orientação profissional, em consulta pública, não vai afastar...

Alexandra Bento falava a propósito das críticas da nutricionista Filipa Cortez, que coordena uma equipa de 200 nutricionistas que exercem atividade em farmácias comunitárias, e que considera que os requisitos desta norma são demasiado exigentes.

Filipa Cortez acredita que a maioria dos nutricionistas deixará de exercer nas farmácias, onde têm obtido “resultados muito bons”, nomeadamente no combate ao excesso de peso, posição com a qual a Ordem dos Nutricionistas discorda.

Para a bastonária, a exigência da norma é “a necessária”. “Não creio que os profissionais não a cumpram”, disse.

Em relação à crítica de Filipa Cortez à exigência de um estadiómetro, que avalia a estrutura ou altura, alegando que estes “apenas são exigidos para as farmácias”, a bastonária desmentiu, garantindo que “todos os estabelecimentos de saúde o têm”.

“É facílimo ter um equipamento deste género”, adiantou.

A bastonária também refuta a crítica de Filipa Cortez em relação à dimensão do local das consultas.

“São exigidas infraestruturas e equipamentos que as farmácias não têm atualmente, como a dimensão de gabinetes (sete metros quadrados)”, disse Filipa Cortez, recordando que muitas das farmácias já existem há muito tempo e não têm estas dimensões.

Alexandra Bento esclarece: “Só respondemos ao que são as condições mínimas de instalações e equipamentos da Direção Geral da Saúde (DGS)”.

A bastonária acrescenta que a norma leva em conta “o que é preconizado pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), a Ordem dos Farmacêuticos e a DGS”.

 

Normas "demasiado exigentes"
Os requisitos para a atuação do nutricionista na farmácia comunitária são de tal forma exigentes que a maioria destes...

Em causa está a Norma de Orientação Profissional da Ordem dos Nutricionistas, que está em consulta pública até segunda-feira, data limite para receber contributos.

Filipa Cortez, nutricionista e coordenadora de uma equipa de 200 nutricionistas que exercem atividade em farmácias comunitárias, considera que os requisitos desta norma são demasiado exigentes e acredita que a maioria dos nutricionistas deixará de exercer nas farmácias, onde têm obtido “resultados muito bons”, nomeadamente no combate ao excesso de peso.

“São exigidas infraestruturas e equipamentos que as farmácias não têm atualmente, como a dimensão de gabinetes (sete metros quadrados)”, disse Filipa Cortez, recordando que muitas das farmácias já existem há muito tempo e não têm estas dimensões.

Também os equipamentos que têm de estar disponíveis, como um estadiómetro, que avalia a estrutura ou altura, apenas são exigidos para as farmácias, o mesmo não acontecendo para os centros de saúde ou hospitais, prosseguiu.

“Parece-nos exagerado. Só as farmácias com instalações recentes e modernas é que conseguirão corresponder às exigências”, afirmou a nutricionista

Por outro lado, a norma não permite o uso de suplementos alimentares nem substitutos de refeição, o que “retira aos nutricionistas a liberdade de escolha dos melhores mecanismos para cada atuação”.

Filipa Cortez acredita que, em virtude da incapacidade de cumprimento desta norma, cerca de 350 nutricionistas (10% dos profissionais em Portugal) que exercem nas farmácias vão ficar sem trabalho.

“É voltar dez anos atrás, apesar dos ótimos resultados que temos obtido, nomeadamente no combate à obesidade”, disse.

Segundo Filipa Cortez, os nutricionistas realizaram mais de 400 mil consultas nas farmácias comunitárias, em 2017.

 

Nobel da Medicina diz
É capaz de haver pouca coisa menos consensual do que as dietas, porém num ponto a maioria parece estar de acordo: comer de três...

São uma espécie de verdades absolutas da nutrição: o corpo é uma máquina que precisa regularmente de combustível para funcionar, deixá-lo sem energia desacelera o metabolismo, logo comer a cada três horas ajuda a emagrecer, muito mais do que qualquer jejum. Certo?

Errado, a avaliar por um estudo do biólogo celular japonês Yoshinori Ohsumi, Nobel de Medicina de 2016 e investigador do Instituto de Tecnologia de Tóquio, galardoado justamente por ter descoberto e esclarecido os mecanismos da autofagia – um processo fundamental para a degradação e reciclagem dos componentes das células.

Segundo o cientista, escreve o Notícias Magazine, o corpo necessita de fazer pausas mais longas entre refeições de modo a permitir a reciclagem das células degradadas. Para chegar a essa conclusão, começou por deixar células de levedura “com fome”, sujeitando-as a uma situação de stress para forçá-las a reagir, tal como sucede no organismo quando passa longos períodos em jejum.

Foi quando percebeu que a degradação das células gerava outra ação: nos reservatórios de reciclagem, após 30 minutos de fome, acumulavam-se muitas pequenas vesículas que, nas células, servem para o transporte celular até ao lisossoma (organelos responsáveis por degradar partes inúteis de células e estruturas potencialmente nocivas).

Para a comitiva de médicos que integrou o Nobel, a autofagia acontece sobretudo quando o corpo está em estado de jejum e “pode rapidamente fornecer combustível para a renovação de componentes celulares, sendo essencial para responder à fome e outros tipos de stress”.

 

Obesidade infantil
A pediatra Margarida Lobo Antunes defende que a aplicação de taxas é a medida mais eficaz para travar a obesidade infantil.

"Esta história dos refrigerantes e de aumentar as taxas nos produtos açucarados teve impacto", afirma Margarida Lobo Antunes, que lamenta as dificuldades no combate à obesidade infantil e o facto de ser necessário aplicar taxas.

A pediatra refere que o combate à obesidade infantil é uma área com uma taxa de sucesso muito reduzida e afirma que é muito difícil sensibilizar as pessoas, escreve a TSF.

"Vamos tem que tomar medidas muito concretas nas escolas, na alimentação nas escolas" defende Margarida Lobo Antunes, que considera que, "para ter um sucesso, provavelmente, vamos de ter de taxar".

A pediatra dá o exemplo de Inglaterra como um país com projetos interessantes para combater a obesidade. "Tinha um sistema de autocarro a pé, os pais iam todos a pé e levavam as pessoas às compras para mostrar o que é que podem comprar", conta Margarida Lobo Antunes que lamenta: "há muitas medidas que têm um impacto a curto prazo, mas a longo prazo as pessoas não mudam. As únicas coisas que têm mostrado eficácia, são de facto taxas".

 

Estudo
Pode ser uma descoberta revolucionária para o tratamento da diabetes. Investigadores suecos e finlandeses acreditam que a...

Até agora, a doença é divida em dois tipos. A diabetes de tipo 1 surge maioritariamente na infância e é também conhecida como Diabetes Insulino-Dependente, enquanto a de tipo 2, mais comum, é diagnosticada normalmente na idade adulta e causada por um desequilíbrio no metabolismo da insulina.

Um grupo de investigadores suecos e finlandeses da Universidade de Lund, na Suécia, desenvolveu uma investigação que mostra que esta classificação é limitativa e considera que há mais tipos de diabetes, escreve a TSF.

O estudo, publicado na revista The Lancet, defende que a diabetes de tipo 2 tem várias formas e propõe uma nova classificação da doença que acreditam que pode ser uma ferramenta útil no tratamento e ajudar a fazer um diagnóstico mais preciso dos doentes.

A investigação propõe cinco tipos de diabetes - as análises mostram diferenças genéticas em cada grupo.

A primeira conclusão do estudo é que a diabetes de tipo 1 e aquela que é autoimune mas tem um início tardio pode ser agrupada no mesmo grupo - Diabetes grave autoimune (Grupo 1).

Quanto à diabetes até agora conhecida como de tipo 2, os investigadores dividiram em quatro grupos:

Grupo 2 - Diabetes deficitária em insulina: os doentes são novos, têm peso saudável, mas têm dificuldades em produzir insulina. No entanto, a doença não é autoimune. A retinopatia diabética é a mais vulgar deste grupo

Grupo 3 - Diabetes resistente à insulina: os doentes têm geralmente excesso de peso e produzem insulina, mas o corpo já não consegue reagir a essa produção. Há uma grande probabilidade destes doentes desenvolverem doenças hepáticas e renais.

Grupo 4 - Diabetes relacionada com a obesidade: observada especialmente em pessoas com excesso de peso, mas com poucas alterações metabólicas.

Grupo 5 - Diabetes relacionada com a idade: doentes que desenvolvem sintomas quando já têm uma idade muito avançada; a doença é menos grave.

Nos dois últimos casos, os investigadores dizem que a doença pode ser controlada com medicamentos (como a metformina) e alterações no estilo de vida.

Os investigadores consideram que este estudo pode ser revolucionário na forma como são definidos os tratamentos para a diabetes, no caminho de uma medicina de precisão.

A investigação analisou 8980 diabéticos diagnosticados na idade adulta e as conclusões foram confirmadas com dados de outros 5795 doentes na Suécia e na Finlândia.

 

Ministério da Saúde brasileiro
O número de mortes por febre-amarela no Brasil chegou a 237 ultrapassando as registadas no mesmo período do ano passado,...

Os dados levam em consideração os casos entre 01 de julho de 2017 e 28 de fevereiro de 2018.

No mesmo período foram registadas 2.867 notificações de casos suspeitos de febre-amarela, dos quais 723 foram confirmados, 1.359 descartados e outros 785 permanecem em investigação.

Entre julho de 2016 e 28 fevereiro de 2017 foram confirmados 576 casos, entre os quais se registaram 184 mortes.

"Embora os casos do atual período de monitoramento tenham sido superiores à sazonalidade passada, o vírus da febre-amarela hoje circula em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 32,3 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina", destacou o Ministério da Saúde brasileiro.

O mesmo órgão acrescentou que "na sazonalidade passada [registada em 2016], por exemplo, o surto atingiu uma população de 8 milhões de pessoas, muito menor que a atual".

O Governo brasileiro anunciou ainda que a campanha de vacinação na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, os três Estados onde há risco maior de circulação do vírus, atingiu apenas 5,5 milhões de pessoas até 27 de fevereiro.

O número corresponde a 23,2% do público-alvo previsto na campanha do Ministério da Saúde, que prevê atingir 23,8 milhões de pessoas.

 

Mau tempo
A Organização Mundial de Saúde alertou hoje para os riscos do frio que têm assolado toda a Europa, lembrando os perigos...

A responsável da organização para a Europa, Zsuzsanna Jakab, afirmou que o frio, mesmo quando não está no seu pico, “pode ser prejudicial para a saúde das pessoas de muitas formas”.

De acordo com Zsuzsanna Jakab, as temperaturas que se têm feito sentir em muitos países da Europa “podem agravar condições existentes e aumentar o risco de pressão alta, ataques cardíacos e AVC”.

O risco é maior no que respeita às pessoas com menos rendimentos.

“Normalmente, as casas mais pobres são as mais atingidas”, porque as pessoas “têm menos dinheiro para aquecer adequadamente as casas”.

Mas o maior perigo refere-se a “pessoas sem-abrigo, refugiados e migrantes”, disse Zsuzsanna Jakab, sublinhando que estes são os alvos mais vulneráveis ao frio, sobretudo quando não têm “roupa apropriada, comida ou cuidados médicos”.

A vaga de frio proveniente da Sibéria provocou, até final de quarta-feira, a morte de quase 50 pessoas na Europa, muitas delas sem-abrigo, e continua a causar estragos e a semear o caos nos transportes.

Apontada como "A Besta do Oriente" pelos meios de comunicação britânicos, "O Urso Siberiano" pelos media na Holanda ou o "Canhão de Neve" na Suécia, a onda de frio fez pelo menos 47 mortos desde sexta-feira.

De acordo com um balanço feito com informação da agência AFP, registaram-se 18 mortos na Polónia, seis na República Checa, cinco na Lituânia, quatro em França e na Eslováquia, dois em Itália e na Roménia, na Sérvia e na Eslovénia, um na Holanda e pelo menos um em Espanha, no País Basco. Na Estónia, o frio matou sete pessoas em fevereiro.

Na noite de terça para quarta-feira, o mercúrio caiu para -21°C nas regiões montanhosas da Croácia e da Bósnia, -20°C em Lübeck, no norte da Alemanha, -19°C no sul da Polónia, -18°C perto de Liège na Bélgica e -10°C nas proximidades de Londres.

Em toda a Europa, a neve e o gelo causaram estragos nas estradas e muitos voos foram cancelados além de encerrar muitas escolas, incluindo em Portugal.

 

Concurso público
A Unidade Local de Saúde do Nordeste divulgou hoje que tem 21 vagas para especialistas nas áreas hospitalar e de saúde pública...

O organismo responsável pelos hospitais e centros de saúde no distrito de Bragança foi contemplado com 21 vagas por despacho do Governo publicado em Diário da República, na quarta-feira, como informou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) do nordeste.

Esta região tem para preencher dois lugares em Anestesiologia, dois em Cirurgia Geral, um em Ginecologia/Obstetrícia, três em Medicina Interna, dois em Ortopedia, e uma vaga em Nefrologia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria, Radiologia, Urologia e Saúde Pública.

O despacho do Ministério da Saúde que abre estas vagas identifica os serviços e estabelecimentos de saúde com maiores carências de pessoal médico, tendo em vista o recrutamento de especialistas para fazer face a essas necessidades.

“Desta forma, o Ministério da Saúde viabiliza a contratação de clínicos, criando as condições para que todos os médicos que anualmente adquirem o grau de especialista possam manter-se vinculados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), contribuindo assim para a melhoria da atividade assistencial dos serviços que o integram”, explica a ULS do Nordeste, em comunicado.

A responsável pela Saúde nesta região “congratula-se com a atribuição destas vagas para a contratação de especialistas, na expectativa de que possa vir a reforçar o seu quadro de pessoal médico, tendo em vista a melhoria contínua dos cuidados de saúde de proximidade prestados à população”.

Ao longo dos últimos anos têm sido abertos vários concursos para recrutar médicos especialistas para o distrito de Bragança, mas a maior parte das vagas fica por preencher por falta de candidatos interessados.

 

Conselho de Ministros
Os responsáveis por equipamentos de maior risco para a infeção por ‘legionella’ vão ser obrigados a registo, a ter planos de...

A proposta de lei que estabelece o regime de prevenção e controlo da doença dos legionários, provocada pela bactéria ‘legionella’, propõe à Assembleia da República “um regime próprio que estabelece um conjunto de procedimentos relativos à instalação, ao uso e à manutenção de redes, sistemas e equipamentos nos quais a ‘legionella’ é capaz de proliferar e disseminar”.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, “os responsáveis por equipamentos de maior risco (torres de arrefecimento, equipamentos industriais de utilização intensiva que usem água, etc.) ficam sujeitos a obrigações de registo, planos de prevenção e auditorias trienais”.

“Para os equipamentos de menor risco (piscinas, termas, fontes, redes prediais de água quente, etc.), há obrigações atenuadas: planos de prevenção ou apenas manutenção/limpeza”, prossegue o comunicado.

Nos últimos meses registaram-se dois surtos de ‘legionella’. O primeiro ocorreu em novembro do ano passado e atingiu o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, infetando 59 pessoas e causando cinco mortos.

No final de janeiro, um surto desta bactéria foi detetado no hospital CUF Descobertas, infetando 15 pessoas.

A bactéria ‘legionella’ é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

A comunicação social foi convocada hoje para a habitual conferência de imprensa que se realiza no final da reunião do Conselho de Ministros, mas o encontro acabou por ser anulado porque a reunião se prolongou e a ministra da Presidência, por questões de agenda, estava indisponível.

 

Governo
A secretária de Estado da Saúde anunciou hoje que as negociações entre a ADSE e os operadores privados para a nova tabela de...

Rosa Valente de Matos falava aos jornalistas no final da conferência “O estado da saúde em Portugal”, organizada pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), durante a qual o acordo entre o subsistema dos funcionários públicos (ADSE) e os operadores privados foi abordado.

Em causa estão negociações que decorrem há meses, após a ADSE ter apresentado uma tabela de preços a pagar aos operadores privados que os levou a ameaçar deixar a convenção, tendo em conta a diminuição dos valores.

Essa tabela, contestada pelos operadores privados, deveria ter entrado em vigor hoje.

Desde então, a ADSE e os operadores privados, representados pela Associação Portuguesa da Hospitalização Privada (APHP), têm estado em negociações, as quais deverão ser concluídas hoje ou sexta-feira, segundo a secretária de Estado da Saúde.

“Entre hoje e amanhã as negociações entre a ADSE e os privados deverão estar concluídas”, afirmou Rosa Valente de Matos.

A mesma ideia foi transmitida pelo presidente da APHP, Óscar Gaspar, que confirmou uma reunião na quarta-feira com a direção da ADSE.

Segundo Óscar Gaspar, a nova tabela está prestes a ser publicada, com o objetivo de entrar em vigor um mês depois.

 

Pessoas com deficiência
O Município de Leiria anunciou hoje que pretende dar prioridade ao desporto para deficientes, pelo que irá beneficiar os clubes...

"O desporto adaptado é uma das grandes prioridades do Município. Vamos receber no dia 29 de abril o Campeonato Nacional de Ténis de Mesa adaptado, que é uma área onde vamos trabalhar", salientou o vereador do Desporto, Carlos Palheira (PS).

Segundo explicou Carlos Palheira, "quem desenvolver trabalho federado ou não com populações especiais vai ter, por exemplo, acesso preferencial a equipamentos municipais".

"Vai haver uma enorme revolução ao nível do preçário de utilização para estas populações especiais, desde o estádio, a pavilhões e piscinas. Terão condições muito excecionais", reforçou.

O vereador adiantou que está a ser preparada uma alteração aos regulamentos de utilização dos espaços desportivos municipais. Os clubes ou associações que permitam a prática de desporto a pessoas com deficiência terão uma "dupla majoração" no apoio autárquico, "quer em termos de apoio individual por equipa e por atleta", quer "através do acesso preferencial à instalação em condições únicas".

Também haverá majoração para os clubes que aumentarem a prática de desporto feminino federado. "Verificamos que, a nível informal, desporto feminino tem níveis idênticos ao do masculino, mas no aspeto federado há um decréscimo feminino em cerca de um terço. Queremos fazer uma discriminação positiva".

Na apresentação das principais atividades para o primeiro semestre de 2018, Carlos Palheira destacou a realização, já este fim de semana, da Taça de Portugal de Triatlo, onde são esperadas cerca de 450 pessoas na zona da Ervedeira e Pedrógão.

"É uma prova de grande expectativa, porque vai estar sob o olhar das televisões e vai ser uma oportunidade para promover a região de Leiria".

Nos dias 10 e 11, Leiria será palco de um "evento de enorme expressão a nível internacional". A Taça da Europa de lançamentos levará a Leiria "campeões olímpicos e seleções nacionais de mais de 20 países".

Uma das novidades é o acolhimento do torneio de apuramento do Campeonato do Mundo de Andebol de juniores A em femininos, com a presença das seleções de Portugal, Espanha, Áustria e Bulgária.

O desporto informal é também uma das prioridades da autarquia, que irá reforçar a organização da rede de percursos pedestres, em colaboração com o Núcleo de Espeleologia de Leiria, passando de seis para dez.

"Vamos começar a desenvolver atividades do desporto informal em conjunto com os ginásios da cidade, na arena do desporto, que se localizará no centro de Leiria", revelou ainda.

Provas do Campeonato do Mundo de Aeromodelismo e de Drones, etapas nacionais de skate e futebol de formação fazem parte da programação do Município de Leiria, que espera ainda a presença entre 800 a 1.000 pessoas no OCR-Police Challenge, uma "prova de obstáculos, desafios e superação".

"Será uma prova de ‘aferição' para o ano pensar-se numa etapa do campeonato do mundo da modalidade", disse Carlos Palheira.

O vereador informou ainda que está ser feito um investimento em várias infraestruturas do concelho ao nível da eficiência energética, melhoramentos físicos e de equipamentos, nomeadamente no Estádio de Leiria, nas piscinas municipais, nas piscinas da Maceira e Caranguejeira, no Centro Nacional de Lançamentos e em vários pavilhões.

"De referir que o pavilhão das Cortes será o único do país inclusivo, cujas obras deverão arrancar até ao final do ano. Terá características únicas no apoio às pessoas do desporto adaptado", frisou.

Outra das novidades apresentadas será o modelo de apoio aos clubes, que irá ao encontro temporal da sua atividade, já que uns trabalham com a época desportiva e outras com o ano civil.

 

Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
Perto de um quinto dos portugueses adiciona sal no prato da sua comida e 13,7% das pessoas com hipertensão arterial tem este...

Realizado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este inquérito analisou o consumo adicional de sal dos portugueses e concluiu que 1,19 milhões (17,7%) costuma juntar este tempero ao alimento já confecionado.

O INSEF estudou 4.911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), cerca de três quintos (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

Em relação ao consumo adicional de sal, os homens 8um em cada cinco) consomem mais do que as mulheres (uma em sete).

O grupo etário dos 25 aos 34 anos é aquele que mais adiciona o sal aos alimentos quando estes já estão no prato e o Algarve a região do Algarve onde é mais frequente este hábito: 35,8%.

O consumo adicional de sal foi mais frequente nas pessoas empregadas (19,6%), seguindo-se os desempregados (16,9%) e os reformados, domésticos ou estudantes (13,6%).

De acordo com os dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), 13,7% das pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial referiu adicionar sal no prato da sua comida.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, se cada pessoa consumisse menos duas grãos de sal por dia a taxa de Acidente Vascular Cerebral (AVC) cairia entre 30 e 40% nos cinco anos seguintes e ocorreriam menos 11 mil casos por ano em Portugal.

O consumo excessivo de sal é responsável por 2,3 milhões de mortes por ano, devido a doenças cardiovasculares, em todo o mundo.

 

Relatório
O tratamento de dependência de drogas faz parte do direito fundamental à saúde e como tal os governos devem reforçar esforços...

A recomendação consta no relatório anual do Órgão Internacional de Fiscalização de Estupefacientes (International Narcotics Control Board – INCB, na designação em inglês), um organismo independente que monitoriza a aplicação das convenções internacionais das Nações Unidas para o controlo de drogas.

Atualmente apenas uma em cada seis pessoas que precisam de tratamento tem acesso a programas de reabilitação, segundo os números globais avançados pelo INCB, que lançam um alerta: “Mesmo quando o tratamento está disponível, muitas vezes é de má qualidade e não pode ser realizado de acordo com os padrões internacionais”.

“O acesso ao tratamento de dependência de drogas deve ser encarado como um elemento do direito à saúde”, enfatizou o órgão criado em 1968, lembrando desta forma que os Estados têm a obrigação de prestarem serviços de tratamento a todos aqueles que sofrem de adição de estupefacientes.

No relatório, o organismo, com sede em Viena, insta os governos pelo mundo inteiro a darem um maior relevo às áreas de tratamento, reabilitação e reintegração de pessoas com transtornos relacionados com o uso de drogas, em vez de focarem a maior parte dos esforços na prevenção.

Tal postura deve ter também em conta, segundo o INCB, o facto de os toxicodependentes lutarem contra estigmas e preconceitos sociais.

“Esta estigmatização não só prejudica seriamente as suas oportunidades e o respetivo acesso ao tratamento, mas também afeta as suas perspetivas de reintegração social”, referiu o órgão, que dá uma atenção especial a grupos da população que sentem necessidades também elas classificadas como especiais.

Entre esses grupos de pessoas, e como o relatório frisa, estão as mulheres ou indivíduos socialmente marginalizados, como os migrantes e os refugiados, que “muitas vezes não têm acesso a serviços de tratamento que tenham em conta as suas necessidades especiais”.

“É fundamental que os governos protejam e promovam os direitos de todas as pessoas com transtornos relacionados com o uso de drogas. À luz dos termos das convenções internacionais, todos os Estados são obrigados a tomar todas as medidas possíveis para a prevenção do uso de substâncias, bem como para a identificação precoce, tratamento, educação, pós-atendimento, reabilitação e reintegração social das pessoas afetadas”, defendeu o presidente do INCB, o tailandês Viroj Sumyai, citado no documento.

Entre as várias recomendações inscritas no relatório anual, o organismo faz ainda questão de reafirmar que a legalização da cannabis para fins não medicinais é incompatível com as obrigações dos Estados decorrentes dos tratados internacionais sobre o controlo de drogas.

“O INCB enfatiza uma vez mais que tal uso seria contrário às convenções internacionais de controlo de drogas. Limitar o uso controlado de substâncias para fins médicos e científicos é um princípio fundamental dos tratados internacionais de controlo de drogas para o qual nenhuma exceção é possível”, afirmou o organismo.

Numa análise pelas várias áreas geográficas do mundo, o relatório do INCB, relativo a 2017, destaca, entre outras situações, a grave e mortífera epidemia de opioides (substância, natural ou sintética, que possui propriedades e efeitos semelhantes aos do ópio) que atravessa países como os Estados Unidos ou o Canadá.

Em 2016, só no território norte-americano, as mortes por overdose de opioides ultrapassaram as 64 mil.

O cenário também não é animador no espaço dos ainda 28 países da União Europeia (UE), onde está incluído Portugal. O organismo independente aponta que as mortes por overdose no espaço comunitário aumentaram pelo terceiro ano consecutivo, a maioria relacionadas com o uso de heroína e de outros opiáceos.

Ainda sobre o consumo nos países da UE, o INCB indica que quase um por cento dos adultos residentes no espaço comunitário consume cannabis diariamente ou quase todos os dias. Aliás, o consumo de cannabis na UE é aproximadamente cinco vezes superior ao consumo de outras drogas.

Na segunda posição, em termos de consumo, surge a cocaína, com o organismo a sublinhar que a tendência de decréscimo verificada em anos anteriores foi interrompida.

Em termos globais, o INCB estima que mais de um quarto (25%) da população geral da UE com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos – mais de 93 milhões de pessoas – já terá experimentado drogas ilícitas pelo menos uma vez na vida.

O INCB é um órgão independente composto por 13 membros, eleitos pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). Três dos elementos são propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e os restantes 10 elementos são selecionados a partir de uma lista de técnicos apresentada pelos Estados-membros.

 

Relatório
A organização ecologista Greenpeace denunciou a presença de níveis excessivos de radioatividade em áreas que foram reabertas à...

Num relatório publicado na quarta-feira, baseado em mediações realizadas pela própria organização, a Greenpeace assinala que muitas das áreas se encontram em situação de “emergência radiológica”, apesar de o Governo nipónico ter levantado as restrições de acesso a estes locais, após anos de limpeza e descontaminação radioativa.

Este panorama contrasta com a versão das autoridades do Japão, que falam de uma progressiva volta à normalidade nestas zonas afetadas pela catástrofe nuclear causada pelo terramoto e tsunami de 11 de março de 2011.

O documento detalha, por exemplo, que nas localidades de Namie e Iitate, situadas entre 10 a 40 quilómetros da central e onde se levantaram parcialmente as ordens de evacuação há um ano, a radiação continua em níveis “muito acima dos padrões internacionais”.

A organização assinalou a “escassa eficácia” dos trabalhos de descontaminação nas zonas afetadas, e criticou que Tóquio tenha decidido “demasiado depressa” a reabertura do acesso a algumas áreas, apesar do “alto risco” que isso representa para os seus habitantes.

Por sua parte, o executivo japonês mantém que a radioatividade nas áreas reabertas não representa riscos para a saúde humana, e aponta dados corroborados por especialistas médicos do arquipélago e organismos como o Comité Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação.

O acidente nuclear de Fukushima é considerado o pior da história, depois do ocorrido em Chernobyl (Ucrânia) em 1986, e mantém ainda deslocadas dezenas de milhares de pessoas, além de provocar graves prejuízos à economia local, significando um custo total para o erário púbico estimado em 152 milhões de euros.

 

Estudo
Uma bactéria benigna da pele que tem capacidade para proteger contra o cancro foi identificada por investigadores da...

No trabalho publicado na revista Science Advances, investigadores da Faculdade de Medicina da universidade norte-americana revelam o potencial novo papel para uma bactéria naturalmente presente na pele saudável, sublinhando que a ciência continua a desvendar as camadas do microbioma da pele para revelar as suas propriedades protetoras.

“Identificámos uma estirpe de 'Staphylococus epidermidis', comum na pele humana saudável, que tem uma capacidade seletiva para inibir certos tipos de cancro”, disse Richard Gallo, responsável pelo Departamento de Dermatologia da faculdade.

“Esta espécie única de bactéria da pele produz um químico que mata vários tipos de células cancerígenas, mas não parece ser tóxico para as células normais”, refere um comunicado divulgado pela universidade.

A equipa de investigadores descobriu que a bactéria produz o componente químico 6-N-hydroxyaminopurina (6-HAP). Em experiências com ratos, os animais com 'Staphylococus epidermidis' na pele que não produziram 6-HAP tiveram muitos tumores de pele depois de serem expostos a raios ultravioleta (UV) causadores de cancro, mas os ratos com a aquela estirpe da bactéria que produz 6-HAP resistiram ao desenvolvimento de tumores.

A universidade explica que a 6-HAP é uma molécula que reduz a produção de ADN, conhecida como síntese de ADN, e previne a expansão das células tumorais transformadas, além de ter potencial para suprimir o desenvolvimento de tumores de pele induzidos por UV.

Os ratos que receberam injeções intravenosas de 6-HAP a cada 48 horas durante um período experimental de duas semanas não apresentaram efeitos tóxicos, mas quando transplantados com células de melanoma, o tamanho dos seus tumores foi suprimido em mais de 50% face aos registos.

“Há indícios crescentes de que o microbioma da pele é um elemento importante na saúda humana. Na verdade, reportamos anteriormente que algumas bactérias na nossa pele produzem péptidos antimicrobianos que defendem contra bactérias patogénicas como a 'Staphylococus aureus', afirmou Gallo.

O melanoma é a forma mais séria de cancro da pele que começa nas células de produção de pigmento da pele, os chamados melanócitos.

 

Administração Regional de Saúde
A capacidade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados na região Centro vai ser aumentada este ano com mais 142 camas...

O anúncio foi feito no encontro "Cuidar em Casa", que decorreu durante o dia em Coimbra, organizado pela Equipa Coordenadora Regional da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Na sua intervenção, Rosa Reis Marques considerou "razoável" a resposta da rede na região Centro, onde existem 65 unidades de internamento com 2.291 camas nas diferentes tipologias de cuidados e 66 equipas domiciliárias, com 846 lugares.

Relativamente às Equipas de Cuidados Continuados Integrados no domicílio, a presidente da ARSC adiantou que está em curso o reforço dos recursos humanos, com a colocação de mais 103 enfermeiros nas unidades de Cuidados de Saúde Primários, que efetuam a referenciação dos doentes.

O coordenador nacional da reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados defendeu ontem que o futuro do setor passa pela prestação de cuidados em casa.

Segundo Manuel Lopes, cuidar em casa vai ser "um dos mais importantes complementos aos restantes cuidados e, provavelmente, vai ser aquele que mais se vai desenvolver nos tempos mais próximos".

"É uma mudança de paradigma, não tenho dúvidas nenhumas sobre isso, e estou em crer que vai cumprir alguns critérios muito interessantes: torna os cuidados mais baratos, com menos riscos [do que nos hospitais] e, ao mesmo tempo, vai aumentar a satisfação dos doentes com os cuidados", disse.

De acordo com Manuel Lopes, existem atualmente cerca de 3.000 vagas nas Equipas de Cuidados Continuados Integrados que não estão a ser preenchidas por falta de referenciação dos Cuidados Primários de Saúde.

"Isto preocupa-nos, porque queremos que estas equipas estejam a ser utilizadas na sua total capacidade", sublinhou o responsável, referindo que, no caso das unidades de institucionalização, não existem vagas.

 

Estudo
Uma equipa internacional que inclui investigadores portugueses descobriu um mecanismo de resposta imunitária a um componente de...

Em comunicado, aquela universidade, que integra a equipa internacional juntamente com outras instituições portuguesas como o Instituto Português de Oncologia do Porto e o Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade de Lisboa, explica que o referido fundo, "Aspergillus fumigatus", mata 200 mil pessoas por ano e provoca doenças pulmonares e alérgicas em milhões de outras.

A investigação, publicada na revista “Nature”, "explica a resposta do sistema imunitário" àquele organismo.

Segundo o texto, a equipa internacional, liderada pelo MRC Center for Medical Mycology da Universidade de Aberdeen (Reino Unido), "descobriu um mecanismo de resposta imunitária a um componente "inesperado" do fungo".

O recetor agora identificado, refere, "reconhece um pigmento específico do fungo chamado melanina".

Em Portugal, o trabalho foi coordenado pelo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, tendo sido identificadas mutações neste recetor que aumentam o risco de contrair infeções em doentes submetidos a transplante em cerca de 25%.

"Esta descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e terapias personalizadas para combater esta infeção", salienta a UMinho, que refere ainda que "a infeção causada por este micro-organismo é uma das complicações que mais preocupa os doentes submetidos a tratamentos médicos complexos, como transplante de medula, sendo fatal em metade dos casos".

Os investigadores o ICVS Agostinho Carvalho e Cristina Cunha apontam ainda que se acredita que aquele fungo "seja responsável por uma série de doenças pulmonares, incluindo a asma, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo".

Os investigadores explicam ainda que o trabalho desenvolvido permitiu melhorar o nível de conhecimento do sistema imunitário: "Respiramos diariamente centenas de esporos deste fungo, embora sem consequências graves. No entanto, em situações de debilidade do sistema imunitário esta infeção é fatal na maioria dos casos. Esta investigação permitiu melhorar o conhecimento sobre como o nosso sistema imunitário responde a este micro-organismo, sendo esta informação crucial para melhorar a capacidade de diagnosticar a sua presença em pessoas infetadas e conceber novas terapias capazes de ajudar no tratamento desta doença complexa", realça Agostinho Carvalho.

O estudo envolveu ainda o National Institute of Allergy and Infectious Diseases, o National Institutes of Health (ambos dos EUA), o Instituto Pasteur (França), o Imperial College London (Reino Unido), a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), o Centro Médico da Universidade Radboud (Holanda).

 

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde vai abrir 503 vagas para o concurso dos cerca de 700 médicos recém-especialistas que concluíram o...

De acordo com o despacho conjunto dos Ministérios da Saúde e das Finanças vão ser contratados 503 médicos dos mais de 700 médicos que concluíram a especialidade no ano passado, sendo 483 para a área hospitalar e 20 para a área da saúde pública.

Eram mais de 700 os médicos recém-especialistas que aguardavam a abertura do concurso, sendo que serão celebrados 503 contratos para os quadros do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o despacho do Governo, trata-se de abrir concurso para contratar os médicos “que se encontram atualmente sem uma relação jurídica por tempo indeterminado”.

A diferença entre as vagas para concurso e o número de especialistas que concluiu o internato pode estar relacionada com o facto de alguns profissionais terem já sido contratados diretamente pelas unidades de saúde, como hoje admitiu o próprio ministro da Saúde.

“Alguns médicos terão sido contratados, entretanto por razões de imperativa necessidade”, afirmou o ministro Adalberto Campos Fernandes hoje aos jornalistas no final da comissão parlamentar de Saúde.

O despacho agora publicado vai, segundo o ministro, “em linha com os médicos que concluíram o internato” e que ainda não têm vínculo de trabalho por tempo indeterminado.

Em anatomia patológica vão abrir 11 vagas, em anestesiologia abrem 32, angiologia e cirurgia vascular são quatro vagas, 12 abrem para cardiologia, para cirurgia geral há disponíveis 34 vagas, três para dermatologia, sete para doenças infecciosas, 11 para endocrinologia, cinco para gastro, 35 para ginecologia e obstetrícia, 73 para medicina interna, 13 para nefrologia, 16 serão para oftalmologia, 17 em oncologia, 19 em ortopedia, 15 em otorrino, 23 em pediatria, 26 vagas para psiquiatria e mais 10 para psiquiatria da infância e adolescência, 15 para radiologia e sete para urologia, entre outras especialidades.

Do total de vagas para especialidades hospitalares, cerca de 30 são para o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, que hoje o ministro da Saúde reconheceu que tem carência de profissionais.

Contudo, Adalberto Campos Fernandes disse que há hoje mais 315 profissionais de saúde no Algarve do que havia em 2015.

“A questão do Algarve trata-se de conseguir fazer do Algarve uma região que atrai e fideliza profissionais. É uma região particular porque é favorável à iniciativa privada. Os hospitais privados têm no Algarve um mercado que é muito forte. A luta e a competição dos recursos no Algarve é brutal. Estamos a estudar para ver se este ano podemos avançar com um procedimento legislativo para mobilizar mais recursos para o Algarve no verão, independente da vontade dos hospitais de origem”, afirmou o ministro da Saúde.

 

Encontro “Cuidar em Casa”
O coordenador nacional da reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados defendeu hoje, em...

Segundo Manuel Lopes, que falava no Encontro “Cuidar em Casa”, promovido pela Administração Regional de Saúde do Centro, cuidar em casa vai ser "um dos mais importantes complementos aos restantes cuidados e, provavelmente, vai ser aquele que mais se vai desenvolver nos tempos mais próximos".

"É uma mudança de paradigma, não tenho dúvidas nenhumas sobre isso, e estou em crer que vai cumprir alguns critérios muito interessantes: torna os cuidados mais baratos, com menos riscos [do que nos hospitais] e, ao mesmo tempo, vai aumentar a satisfação dos doentes com os cuidados", disse à agência Lusa.

De acordo com Manuel Lopes, existem atualmente cerca de 3.000 vagas nas Equipas de Cuidados Continuados Integrados que não estão a ser preenchidas por falta de referenciação das unidades de saúde, Segurança Social e instituições de solidariedade social.

"Isto preocupa-nos, porque queremos que estas equipas estejam a ser utilizadas na sua total capacidade", sublinhou o responsável, referindo que, no caso das unidades de institucionalização, não existem vagas.

Manuel Lopes entende que são necessárias mais Equipas de Cuidados Continuados Integrados no país, mas defendeu que enquanto estas vagas não forem totalmente ocupadas, ou a pelo menos 85%, tem dificuldade em dizer que são precisas mais.

"Eu sei que a população precisa, tenho esses dados, mas se as equipas não estão a ser usadas”, coloca-se a questão de se estarem a canalizar recursos que não são usados e que são necessários noutros contextos, enfatizou.

Atualmente, são cuidados em casa mais de 6.000 pessoas diariamente, um número que tem vindo a aumentar, de acordo com Manuel Lopes, que considera ser esta a forma de, no futuro, cuidar das pessoas com dependência e multimorbilidade e "um dos mais importantes complementos aos restantes cuidados".

O coordenador nacional da reforma do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados disse ainda que, em breve, vai sair um manual de orientações para os profissionais de saúde apoiarem os cuidadores informais, "que estão a assumir um papel muito importante".

"Se olharmos para as pessoas que estão a ser ajudadas pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados temos mais de 6.000 cuidadores informais, mas há quem diga que o número de cuidadores informais no país ultrapassa os 50 mil", frisou.

O encontro "Cuidar em Casa", que decorre durante o dia de hoje, debate a importância de levar os cuidados continuados integrados a casa do doente, evitando, sempre que possível, a sua deslocação.

 

Formação especializada
A Ordem dos Médicos e o Conselho Nacional do Médico Interno saudaram hoje a aprovação do diploma do internato médico, mas...

Apesar de saudarem “algumas das alterações” introduzidas pelo diploma, que entrou em vigor na segunda-feira e veio instituir o novo Regime Jurídico do Internato Médico (RJIM), as duas entidades manifestam, em comunicado, a sua “preocupação relativamente ao futuro da formação especializada em Portugal”, que consideram ser “estruturante para a solidez e qualidade” do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Tendo em conta que a operacionalização do presente regime jurídico carece ainda de regulamentação específica a ser publicada nos próximos 90 dias”, a Ordem dos Médicos (OM) e o Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI) alertam para a necessidade de consagrar algumas medidas.

As duas entidades elogiam medidas como o facto de o novo diploma aplicar um fator de normalização entre as escolas médicas e reintroduzir a formação geral, além de estabelecer 12 horas semanais como tempo máximo de trabalho nas urgências.

No entanto, consideram que houve um “grave retrocesso” com o novo regime jurídico, já que passa a ser exigida a prestação da prova nacional de acesso apenas no acesso à especialidade.

A situação, referem as entidades, contribui “para o aumento dos médicos sem especialidade” e representa “um grave retrocesso na formação médica, com repercussões sérias na prestação de cuidados aos doentes e pondo em risco a segurança clínica”.

Por isso, pedem a OM e a CNMI, a situação deve ser corrigida para que haja “uma sempre crescente elevação da qualidade técnico-científica dos médicos”.

Por outro lado, a Ordem dos Médicos e o Conselho Nacional do Médico Interno dizem que o novo regime não contempla uma reivindicação que faziam para salvaguardar este ano que a desistência durante o primeiro ano da formação especializada não seja punida com a proibição de acesso aos concursos de ingresso no internato.

As entidades criticam ainda que não esteja previsto remunerar os recém-especialistas como assistentes, apesar destes executarem funções de especialista enquanto aguardam concurso, o que, segundo entendem “poderá afastar os médicos do Serviço Nacional de Saúde”.

A necessidade de regulamentação específica a ser publicada nos próximos 90 dias, leva o CNOM e o CNMI a apelar para a necessidade de adotar “regimes de transição relativos ao procedimento concursal ao Internato Médico de 2018 que salvaguardem as legítimas expectativas dos candidatos” no que respeita à data do concurso que este ano deve manter-se em junho, bem como aos critérios de desempate na ordenação de candidatos.

A “atualização remuneratória dos recém-especialistas após a publicação da obtenção da especialidade” e a “atribuição de tempo no horário dos orientadores de formação para esta atividade”, são outras medidas defendidas pelos médicos.

Consideram também ser urgente definir “uma estratégia de curto e médio prazo” para reduzir o número de médicos sem especialidade, adequando a formação pré-graduada à pós-graduada e “corrigindo as múltiplas insuficiências” no SNS “ao nível do capital humano, dos concursos, dos equipamentos e materiais médicos”.

A OM e o CNIM apelam ainda ao Governo a manter “uma atitude de abertura e diálogo” com os parceiros institucionais, para que no articulado do regulamento “possam ser corrigidas e evitadas as insuficiências” detetadas.

 

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