No dia Mundial do Coração
O Centro de Responsabilidade Integrada Cérebro-Cardiovascular do Alentejo (CRIA), do Hospital do Espírito Santo de Évora EPE,...

Ao longo da manhã, o evento reúne responsáveis e profissionais da área da saúde e utentes do CRIA. A inovação no tratamento das doenças cardiovasculares em Évora é o foco deste evento, contemplando também temas como a comunicação entre as entidades regionais e locais, os profissionais de saúde e os doentes, a rede de referenciação e a importância do Novo Hospital Central do Alentejo para a região e para a especialidade de cardiologia.  

Os participantes vêm de todo o Alentejo e a sessão de abertura conta com a presença da Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, Profª. Doutora Maria Filomena Mendes, do Presidente da Câmara Municipal de Évora, Dr. Carlos Pinto Sá, e do Presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, Dr. Eduardo Infante de Oliveira.

O Prof. Doutor Lino Patrício, Diretor do CRIA e responsável pelo evento, realça "a importância de reunir, no interior do país, todos os intervenientes na prestação de cuidados de saúde no Alentejo para dar a conhecer a inovação no diagnóstico e nos tratamentos cardiovasculares em Évora.

Com uma equipa multidisciplinar e altamente diferenciada, o CRIA possui uma infraestrutura e equipamentos que facilitam o acesso a todas as áreas de intervenção cérebro-cardiovascular, com a utilização de novas opções técnicas com recurso a tecnologias avançadas, garantindo uma oferta de serviços diferenciada. Desta forma, pretendemos garantir a equidade na prestação de cuidados a todos os Utentes do Alentejo, um dos objetivos a que nos propusemos desde o início da criação deste Centro. Os Utentes podem contar com tratamentos inovadores e diferenciados na região do Alentejo, sem terem necessidade de se deslocar aos grandes Centros."

Opinião
Os programas de benefícios flexíveis são, hoje, um dos grandes motivos para a satisfação dos colabor

Do outro lado do Atlântico, no Brasil, temos um exemplo que deve servir de referência e como inspiração: o chamado “Programa de Alimentação do Trabalhador”. O nome denuncia a vantagem da iniciativa. O propósito é o de assegurar que os profissionais sejam apoiados com programas de nutrição personalizados e prevê mesmo a integração de nutricionistas nas empresas para garantir a cada colaborador a dieta mais adequada.

Por cá, a realidade da alimentação saudável nas empresas não se encontra tão sedimentada, mas não será difícil vaticinar os grandes benefícios da presença de um nutricionista no espaço de trabalho. É que até os colaboradores mais felizes estão suscetíveis a hábitos alimentares menos adequados e, como tal, a tudo o que isso pode significar: colesterol alto, excesso de peso, problemas de sono, falta de energia e condições mais indesejáveis, como as doenças crónicas. O absentismo laboral e a menor produtividade estariam entre as consequências.

Sublinhe-se: a resposta está no acompanhamento nutricional por parte de um especialista que auxilia na escolha inteligente dos alimentos e, não menos importante, na manutenção do foco dos colaboradores. É uma necessidade indispensável e pode ser satisfeita com poucos cliques. Com aplicações móveis dedicadas, os trabalhadores poderão ter um contacto facilitado - sem fronteiras - com um nutricionista e receber feedback em tempo real, ao mesmo tempo que conseguem trazer o plano alimentar no bolso.

A literacia alimentar também não deve ser esquecida. Mais do que a disponibilização de consultas nutricionais, as empresas têm outras opções a considerar, como a organização de webinars ou de workshops pedagógicos. Para a transformação de hábitos alimentares, também fazem a diferença.

De um modo personalizado, contínuo e totalmente digital, as equipas de trabalho encontram um benefício com todo o potencial para melhorar a relação dos colaboradores com a comida, com o corpo, com a mente e, sim, com o trabalho também, em virtude da saúde e da autoestima que se ganha. Essa deve ser prioridade das empresas: ter colaboradores felizes e mais saudáveis ainda.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha educativa
Focada em sensibilizar a população para os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), a Faculdade de Medicina e...

“Este foi um desafio proposto aos estudantes no contexto do Projeto de Intervenção Comunitária MovIMento e foi assumido por todos com muito empenho. Este é um tema sério, mas a verdade é que também se pode aprender de forma lúdica, principalmente quando os visados são as crianças. Como tal, decidimos abraçar a iniciativa FAST Heroes, prestando todo o apoio necessário junto da comunidade escolar do concelho de Loulé, onde realizámos a fase piloto no ano letivo de 2021/22. Neste ano letivo, queremos ir mais além e chegar a todas as escolas do Ensino Básico do Algarve.”, explica Manuela Marta de Castro, criadora do projeto e regente da unidade curricular.

“A Equipa da Unidade de AVC do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) tem tido um papel determinante na promoção desta iniciativa na região e julgo que, em conjunto, ajudaremos este encantador projeto a chegar mais longe", acrescenta.

O Projeto MovIMento resulta de uma parceria entre a FMCB da UAlg, o Algarve Biomedical Center (ABC) e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), que pretende trabalhar temas que se enquadrem nos principais problemas identificados nos Planos Municipais de Saúde dos 16 municípios do Algarve. Tem como missão realizar intervenções junto da comunidade, visando responder aos problemas identificados e a contribuir para o aumento do nível de literacia em saúde. A iniciativa FAST Heroes 112 foi assim incluída neste projeto de forma a aumentar a literacia em saúde das crianças do ensino básico e, consequentemente, fazer chegar este conhecimento também às suas famílias.

“Foi com muita felicidade que recebemos a notícia de que estes futuros profissionais de medicina nos querem apoiar, fomentando o interesse das escolas, crianças e famílias da região do Algarve na nossa iniciativa. Queremos chegar a mais famílias e salvar as vidas de quem mais gostamos, contando com a ajuda de todos para o fazer!”, afirma Jan Der Merwe, responsável pela campanha FAST Heroes.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2020, as doenças do aparelho circulatório foram as que mais mataram em Portugal, com 34.593 óbitos, um aumento de 2,9% face ao ano anterior. Destas, destaca-se o aumento de mortes devido aos acidentes vasculares cerebrais (+ 4,2%), com um total de 11.439 óbitos, mais do que as mortes por covid-19 (7.125), que foi a segunda causa de morte em Portugal.

A iniciativa Fast Heroes tem como objetivo contribuir para a redução dos elevados números associados a esta patologia, educando crianças relativamente aos sintomas do AVC para que estas saibam rapidamente identificar quando um familiar, como um dos seus avós, estiver a ter um. Desta forma, é possível garantir que os doentes chegam ao hospital de forma atempada, evitando consequências mais graves.

Além disso, a iniciativa aproveita o incrível entusiasmo das crianças pela aprendizagem e partilha dos conhecimentos com quem as rodeia, incentivando-as a ensinar toda a sua família, especialmente os avós.

Através de recursos educativos e interativos, pretende-se assim que as crianças adquiram competências práticas para salvar vidas de uma forma envolvente e divertida. Tudo isto enquanto descobrem um pouco mais sobre a importância da empatia e do amor. Para o fazer, a campanha disponibiliza de forma gratuita cinco e-books e várias atividades online. As atividades, que podem ser implementadas nas escolas e em casa, giram à volta de quatro super-heróis: Francisco (a Face), Fernando (a Força) e Fátima (a Fala) são três super-heróis reformados que representam os três principais sintomas de AVC. Já Tomás (a Tempo) reforça a importância de agir de forma atempada, ligando para o 112.

Desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, conta com o apoio da Organização Mundial de AVC, da Sociedade Portuguesa do AVC e da Iniciativa Angels. Além do português, os materiais estão já adaptados para várias línguas.

Para participar na campanha, basta ir ao website oficial, em www.fastheroes.com, e inscrever a sua criança ou registar-se como professor, caso queira implementar a iniciativa nas suas aulas.

Até 29 de setembro
A Sociedade Portuguesa de Senologia anuncia o prolongamento do prazo de submissão dos trabalhos científicos, no âmbito das XIX...

Todos os trabalhos científicos submetidos serão avaliados por uma Comissão Avaliadora composta por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica nas seguintes áreas: Oncologia, Radioncologia, Cirurgia, Anatomia Patológica e Radiologia.

O envio dos trabalhos apenas pode ser feito online, através de um formulário disponibilizado na página do evento, sendo necessário um registo prévio. O regulamento pode ser consultado aqui.

As XIX Jornadas de Senologia decorrem nos próximos dias 28 e 29 de outubro, no Centro de Congresso do Estoril, sob o mote “Cancro da mama em idades extremas”. Em foco estará a importância do diagnóstico, da investigação e do tratamento na área da patologia mamária, nas faixas etárias abaixo dos 40 e acima dos 70 anos.

 

Números da sintomatologia depressiva entre adolescentes no país são, amanhã, analisados em Coimbra,
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) recebe, amanhã, o XI Encontro Mais Contigo, espaço onde serão divulgados os...

Neste evento, a ter lugar nas instalações da ESEnfC em São Martinho do Bispo (Auditório António Arnaut, no Polo B), será também apresentado o padrinho do projeto, outrora conhecido por ‘Pacman’ (vocalista dos Da Weasel) e hoje Carlão.

Com uma conferência inicial logo às 9h00 (“Mais Contigo em tempos de pandemia - Resultados 2021/2022”, a proferir pela enfermeira Maria Pedro Erse, da equipa coordenadora do programa), o encontro organiza-se em quatro painéis ao longo do dia.

Sónia Araújo (psicóloga clínica e terapeuta sexual) e Carlos Braz Saraiva (psiquiatra) falarão, a partir das 9h30, sobre “Identidade de género e comportamentos suicidários”, seguindo-se, pelas 10h35, o segundo painel, dedicado ao tema “Saúde mental na comunidade”, com as preleções de Paula Correia (presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência) e José Lima (presidente da Associação de Unidades de Cuidados na Comunidade).

Agendada para as 11h20 está a sessão de abertura deste encontro anual do programa Mais Contigo, que é dinamizado pela ESEnfC e pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, contando com vários parceiros pelo país (território continental e insular). Intervirão Ana Matos Pires (Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental), Rosa Reis Marques (presidente da ARS Centro), Fernando Amaral (Presidente da ESEnfC), Áurea Andrade (enfermeira diretora do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), Carlão (padrinho do Mais Contigo, com uma participação à distância) e José Carlos Santos (coordenador do Programa Mais Contigo).

No período da tarde será ocasião para escutar os “Testemunhos das Equipas Locais Mais Contigo” (14h00), com a participação de parceiros de Estremoz, Faro, Funchal, Fundão, Gondomar e Sintra.

Antes da sessão de encerramento, prevista para as 17h00, haverá, também, o habitual painel de “Testemunhos de Alunos e Pais Mais Contigo” (15h45), para partilha de experiências, desta feita trazidas de Estremoz, do Fundão e de Guimarães/Taipas.

O programa Mais Contigo, que trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência, é reconhecido como uma boa prática pela Direção-Geral da Saúde e pelo ICN – Conselho Internacional de Enfermeiros.

 

Vacinação sazonal
Os distribuidores farmacêuticos de serviço completo vão assegurar a entrega de cerca de 800 mil doses de vacinas contra a gripe...

De acordo com a associação que representa os distribuidores farmacêuticos, as vacinas serão colocadas nas farmácias já a partir de hoje, garantindo que campanha de vacinação contra a gripe arranca na data prevista, a 28 de setembro.

Ao assegurarem o fornecimento atempado, seguro e adequado das mais diversas tipologias de produtos de saúde, através dos mais de 600 veículos e das 26 plataformas logísticas localizadas em todo o território nacional, as empresas associadas da ADIFA desempenham uma atividade de interesse público essencial em Portugal.

Num momento em que o setor enfrenta novos desafios, nomeadamente decorrentes da subida do preço dos custos energéticos, Nuno Flora, Presidente da ADIFA, sublinha que “a Distribuição Farmacêutica de Serviço Completo está verdadeiramente empenhada em dar um forte contributo na campanha de vacinação contra a gripe, reforçando, assim, o seu contributo com a Saúde Pública.”

E acrescenta que “devido à sua capacidade logística e resiliência operacional, os distribuidores farmacêuticos estão em plenas condições fazer chegar as vacinas às farmácias de todo o país, de forma adequada e contínua, para que os utentes possam aceder a este medicamento ao longo de toda a época vacinal 2022/ 2023.

Por forma a garantir o acesso universal da população às vacinas da gripe, os associados da ADIFA participam também este ano em mais uma edição do programa “Vacinação SNS Local”, uma colaboração entre o Ministério da Saúde, e os agentes do setor, que tem como objetivo vacinar, gratuitamente nas farmácias, contra a gripe, pessoas entre os 6 meses e os 64 anos de idade.

A prescrição é uma caminhada
Há uma nova solução tecnológica que quer colocar os portadores da doença arterial periférica a caminhar nas suas áreas de...

A tecnologia integra um programa de exercício físico que pode ser realizado em domicílio (Home Based Exercise Therapy — HBET) baseado em percursos estruturados que ocorrem no ambiente pessoal do doente e não num ambiente clínico. “A WalkingPAD é uma ferramenta que ultrapassa limitações ao ser um programa participativo de exercício físico, realizado num ambiente familiar. É por isso mais atrativo, personalizado, eficaz e de muito baixo custo e risco quando comparado com um programa de reabilitação realizado no hospital”, explica Ivone Silva, cirurgiã vascular do Hospital de Santo António e membro do Conselho Científico da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS).

A WalkingPAD inclui um programa personalizado e supervisionado por profissionais de saúde que prescrevem um regime de exercícios semelhante ao dos programas realizados em ambiente clínico. Este plano leva em consideração quatro importantes fatores: o tipo de exercício (como caminhadas), a intensidade, a frequência e a distância.  

“A sua fácil monitorização, o necessário feedback e a intervenção motivacional para a mudança comportamental fazem desta ferramenta um verdadeiro recurso de literacia em saúde. Esta tecnologia permite agir na prevenção dos efeitos da doença e a promover a saúde”, defende a Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Cristina Vaz de Almeida.  

Do ponto de vista clínico, a aplicação para dispositivos móveis permite importar receitas para que o paciente possa aceder a várias opções de caminhada pré-definidas, apresentando também a opção de caminhada livre. A prescrição médica contempla ainda o número expectável de caminhadas semanais, bem como um limite mínimo de tempo de caminhada. Segundo a coordenadora do projeto, Ivone Silva, existem várias vantagens para o paciente: desde logo a comodidade, porque permite a autogestão da sua caminhada respeitando o horário laboral; a adoção de hábitos mais saudáveis, através da redução do absentismo; e a redução da despesa com os custos associados à deslocação para a instituição hospitalar.  

“Trata-se de uma abordagem inovadora para redução de internamentos, cirurgias e sobretudo de amputações, que tem grande impacto negativo nos doentes, nas suas famílias, cuidadores e a sociedade como um todo”, conclui a médica. Futuramente, a equipa ambiciona evoluir a aplicação para um dispositivo médico capaz de analisar padrões de caminhadas recorrendo a algoritmos de inteligência artificial.

Além da especialista em cirurgia vascular Ivone Silva, a equipa é composta ainda por Hugo Paredes, professor associado com agregação do Departamento de Engenharias da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e investigador no INESC TEC; Carlos Veiga, especialista em cirurgia vascular; Susana Pedras, psicóloga da saúde e investigadora; e Rafaela Oliveira, cardiopneumologista.  

A app pode ser instalada através deste link.

 

Monitorização eficaz da terapêutica evita o uso incorreto dos medicamentos
Acaba de ser lançada em Portugal a Terah, uma nova aplicação mobile, que tem como missão auxiliar os utentes na gestão dos seus...

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que "50% dos utentes não efetua a toma dos medicamentos corretamente", sendo que “10% dos internamentos se deva ao uso incorreto de medicamentos”, representando cerca de 8% da despesa a nível mundial, que pode ser evitada.

Para colmatar este problema de saúde pública, a app Terah recorre à tecnologia loT e a um avançado conhecimento científico e farmacológico, para indicar as sobreposições e interações terapêuticas, as recomendações sobre as tomas, bem como alertar o utilizador para a toma da sua medicação no horário prescrito, potencializando assim a adesão e os efeitos terapêuticos.

Segundo João Mota, Farmacêutico e fundador desta app, “A Terah assume-se como uma plataforma inovadora, que se pretende única no mercado nacional e internacional, e que assenta a sua vantagem competitiva num conjunto de valências reunidas num único suporte, à distância de um clique”:

  • base de dados com todas as terapêuticas aprovadas pelo Infarmed – mais de 50.000 medicamentos;
  • alerta para incompatibilidades entre prescrições terapêuticas;
  • memorandos na hora da toma de medicação;
  • garantia do controlo do historial de dados clínicos (ex: terapêuticas e IMC);
  • disponibilidade de acesso pelo médico e por outros profissionais de saúde às terapêuticas do paciente.

Disponível para sistemas operativos Android e IOS, a Terah dispõe ainda de um website – www.terah.app -, onde pode conhecer a equipa de especialistas coordenadores da app, bem como esclarecer todas as dúvidas sobre as funcionalidades desta aplicação mobile.

1º Simpósio de Nefrologia e Transplantação do CHUP debateu o tema
“A infeção por Covid-19 está longe de estar resolvida e os nossos doentes transplantados renais são particularmente vulneráveis...

As declarações resumem o que a especialista diz serem as conclusões do evento, que reuniu vários especialistas e onde se confirmou que os transplantados renais continuam a ser muito vulneráveis à Covid-19, sobretudo porque a vacina destinada a protegê-los não é suficiente para o fazer. “Precisamos de todas as ferramentas existentes para proteger estes doentes. Estamos a falar de doentes que têm uma jornada longa ao nível da doença renal, nos quais o Serviço Nacional de Saúde já investiu muito em diálise e tratamentos, ou mesmo num transplante, e perante este investimento tão grande, tem de acautelar o que pretendia: pessoas mais saudáveis e capazes”, refere a especialista.

“Acima de tudo, estamos a falar de vidas, de pessoas que têm o direito de ter à sua disposição as terapêuticas que se julguem adequadas e eficazes ao seu tratamento e não têm”, acrescenta.

Além da vacina, a especialista fala na existência de medicamentos capazes não só de tratar a infeção causada pela Covid-19, mas também de agir ao nível da sua prevenção nestas populações mais vulneráveis, como é o caso dos anticorpos monoclonais, já aprovados pela EMA e que já estão disponíveis em vários países europeus.

Em Portugal, “existe uma norma que regula o uso de medicamentos apenas para o tratamento e não para a prevenção da infeção por Covid-19, que até já foi revista pelos especialistas, segundo informação que obtivemos, mas que continua na gaveta. Enquanto essa norma não sair é preciso fazer uma série de pedidos, ver as situações caso a caso, um conjunto de burocracias que custa vidas.” 

 

Vão ser leiloadas peças de 31 artistas contemporâneos
No próximo dia 10 de outubro — data em que se assinala o Dia Mundial da Saúde Mental —, Lisboa recebe a sexta edição do leilão...

Este ano, a causa surge com um novo nome, CAPITI Art Mind, associado ao também novo conceito “Ver para além da moldura” — quando criam, os artistas não podem estar presos aos limites que a sociedade tantas vezes lhe impõe. É preciso surpreender, sair da caixa, sair da moldura; tal como para olhar para uma pessoa é preciso ver para além do seu diagnóstico.

É desta forma que a CAPITI desafia todos os portugueses a verem para além da moldura nesta sexta edição da iniciativa anual de angariação de fundos. O evento solidário, que já faz parte da agenda cultural da cidade de Lisboa, vai ter lugar no Museu da Eletricidade, entre as 12h00 e as 19h00, no dia 10 de outubro, no qual será possível ver todas as obras expostas e participar no leilão live online. A partir de 3 de outubro, também será possível licitar as obras em www.pcv.pt.

Só em 2021, a CAPITI registou um crescimento de 66% na procura dos seus serviços e conseguiu aumentar o acompanhamento regular de crianças e jovens em 33%. Fundada em 2016, a associação vive de doações, tendo apoiado até ao momento um total de 340 crianças, tornando possível a realização de mais de 13.000 atos clínicos, que englobam consultas com médicos, técnicos e avaliações para diagnóstico.

“Há seis anos que fazemos da saúde mental infantil o tópico do nosso dia a dia, mas nos últimos tempos ganhou uma dimensão ainda maior: primeiro com os efeitos da pandemia nas famílias carenciadas; agora com o impacto da guerra nas crianças. São desafios atrás de desafios e é cada vez mais imperativo garantir que continuamos a dar apoio às tantas famílias que chegam até nós”, refere Mariana Saraiva, presidente da CAPITI. “Pedimos a todos os portugueses que, este ano, vejam além da moldura e se juntem a nós nesta importante missão”, acrescenta.

Saiba mais em https://capiti.pt.

Aterectomia Orbital
O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou esta semana, pela primeira vez, uma intervenção coronária percutânea com...

Trata-se de uma técnica que permite a remoção de fragmentos de placas ateroscleróticas calcificadas, possibilitando a realização da angioplastia coronária em situações de elevada complexidade. Esta intervenção tem menor incidência de algumas das complicações associadas a estes procedimentos, sendo um tratamento destinado para cenários muito específicos e com um custo equivalente à Aterectomia Rotacional, técnica mais comumente utilizada.

Para Jorge Marques, Diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga, “esta é mais uma ferramenta ao dispor dos clínicos para o tratamento da doença coronária e que, estando associada a uma menor incidência de complicações, poderá representar uma nova oportunidade de tratamento para alguns doentes com patologia particularmente complexa”.

O Hospital de Braga foi um dos primeiros Hospitaisa realizar este procedimento, no nosso país. 

 

Setembro | Mês de sensibilização para as doenças hemato-oncológicas
A leucemia mieloide aguda (LMA) é atualmente uma doença com opções terapêuticas disponíveis, mas o diagnóstico precoce continua...

Manuel Abecasis, hematologista e presidente da APCL, explica que “a maior dificuldade enfrentada pelo doente com LMA é o diagnóstico da doença e a sua considerável gravidade”. O também Diretor do Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) refere que, quando o doente recebe o diagnóstico, “o choque é tremendo e exige da equipa médica e de enfermagem uma grande disponibilidade para informar, esclarecer e ajudar o doente e a sua família”.

O especialista afirma que não se pode descurar o apoio psicológico, crucial para muitos doentes durante o processo de aceitação da sua situação e da necessidade de tratamentos complicados, internamentos frequentes, transfusões, entre outros. “O estabelecimento de uma relação de confiança com a equipa cuidadora tem um papel muito importante, no seio da qual os doentes devem esclarecer as suas dúvidas”, defende Manuel Abecasis.

Neste contexto, o presidente da APCL lamenta que os serviços hospitalares portugueses e as suas equipas estejam sobrecarregados devido às exigências de tratamentos altamente complexos. Esta situação é ainda agravada pela escassez de recursos humanos que é transversal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e cujo impacto no tratamento das leucemias agudas é particularmente gravoso.

Por ser uma doença rara, verifica-se um grande desconhecimento relativamente a esta por parte da população. “A informação de fontes credíveis deve ser promovida e valorizada”, sublinha o hematologista, acrescentando que “é importante dar a conhecer às pessoas que a LMA é hoje uma doença tratável, com possibilidade de cura em alguns casos”.

Relativamente à evolução das terapêuticas, Manuel Abecasis explica que “o panorama do tratamento da LMA alterou-se substancialmente nos últimos anos com a introdução de novos medicamentos”.  Frisa ainda que “é particularmente importante estudar as alterações genéticas e moleculares aquando do diagnóstico da doença”.

A APCL aconselha a que os doentes recorram ao seu médico assistente quando surgem sintomas ou sinais que possam estar associados à LMA, ainda que não sejam específicos, nomeadamente cansaço acentuado, febre persistente e hemorragias. A associação tem como missão contribuir a nível nacional para aumentar a eficácia do tratamento das leucemias e outras neoplasias hematológicas afins.

No âmbito do mês de sensibilização para os cancros do sangue, a Astellas Farma junta-se ao alerta da associação. “Ainda que seja uma doença rara, a população deve conhecê-la para saber quando procurar ajuda”, refere Filipe Novais, diretor geral da Astellas Farma. “A literacia da população é, assim, fundamental e as associações de doentes, como é a APCL, têm um papel essencial. Ao alertar para a doença podem contribuir para uma maior rapidez na procura de ajuda médica”, defende Filipe Novais.

A LMA é um cancro raro e agressivo do sangue e da medula óssea que interfere no desenvolvimento de células sanguíneas saudáveis. A incidência desta patologia em Portugal é de 2-3 casos novos por cada 100.000 habitantes, o que representa cerca de 200 a 300 novos casos por ano. Embora possa ser diagnosticada em qualquer fase da vida, a incidência aumenta com a idade.

A APCL disponibiliza no seu website informação médica de conteúdo acessível, atualizado e rigoroso sobre esta e outras doenças hematológicas. Consulte todas as informações em www.apcl.pt.

Como limpar os ouvidos?
Os ouvidos não precisam de ser limpos diariamente.

“Como devo limpar os meus ouvidos?”. Esta é, sem dúvida, uma questão muito frequente no que à nossa higiene diz respeito. Certamente, a maioria das pessoas já ouviu o ditado popular: “os olhos e os ouvidos limpam-se com os cotovelos”. Mas o que quer isto dizer?

Antes de mais, é importante saber que a cera é uma substância naturalmente produzida pelo corpo humano e que tem a função de limpar, proteger e lubrificar os nossos ouvidos. Se por um lado, a cera permite que partículas em pó ou outro tipo de partículas com origem no exterior, fiquem presas, evitando que entrem profundamente no ouvido; por outro lado, através da mastigação, movimentos da mandíbula e crescimento da pele no canal auditivo ocorre a mobilização da cera “mais antiga” em direção à abertura do canal auditivo, onde ela se solta ou é removida quando tomamos banho. Deste modo, compreendemos que a presença de cera não é sinal de má higiene ou sujidade do ouvido, mas sim de proteção.

No entanto, em algumas situações, este processo de autolimpeza pode não ocorrer de forma eficaz e levar à acumulação de cera, em excesso, no canal auditivo, trazendo consequências para a audição, como por exemplo dificultar o diagnóstico de doenças do ouvido, como a otite média aguda.

Muitos são os profissionais de saúde auditiva que desaconselham o uso de cotonetes ou outros instrumentos para limpar os ouvidos, uma vez que, na maioria das vezes, pode ocorrer apenas uma remoção parcial da cera, sendo a restante empurrada, ainda mais, para dentro do canal auditivo, agravando os sintomas.

6 conselhos para limpar e prevenir cera nos ouvidos:

  • Não colocar nada nos ouvidos. O revestimento da orelha é sensível e pode ser facilmente danificado;
  • Não usar cotonetes. Estes podem danificar o canal auditivo, uma vez que empurram a cera para dentro, dificultando a sua remoção;
  • Lavar a parte visível da orelha e atrás da orelha com um pouco de sabonete. Em seguida, limpe o sabonete com os dedos lavados e seque com uma toalha fina;
  • Não mergulhar os ouvidos na água do banho, pois as bactérias do corpo podem entrar no canal auditivo e causar infeção;
  • Usar protetores auriculares para proteger os ouvidos das poeiras e do ruído;
  • Não ignorar os problemas de ouvidos. Eles não vão melhorar sem o tratamento adequado.

Em suma, podemos concluir que os ouvidos não necessitam de ser limpos diariamente nem em profundidade. No entanto, caso surjam sintomas, estes devem ser avaliados por um médico que indicará a forma mais eficaz e segura de tratamento.

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
30 de setembro
A Unidade de Urologia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda vai realizar, no dia 30 de setembro, as I Jornadas de Urologia...

Neste evento, que visa a aproximação dos Cuidados de Saúde Primários com a especialidade de Urologia, vão ser abordadas as mais frequentes patologias urológicas, procurando-se clarificar o papel dos médicos de família no diagnóstico, tratamento e referenciação destes doentes. Será também explicado o papel dos urologistas na orientação destas patologias quando os doentes são referenciados pelos médicos de família.

As Jornadas vão reunir profissionais nas mais diversas vertentes da Medicina, desde médicos de Medicina Geral e Familiar, outras especialidades médicas e cirúrgicas, enfermeiros e todos os interessados na área da Urologia.

 

Reduzir a pegada ambiental
A GSK lançou na Semana do Clima de Nova Iorque um novo Programa de Abastecimento Sustentável, de forma a ajudar os seus...

As cadeias de abastecimento representam uma parte significativa da pegada ambiental da indústria farmacêutica, particularmente a produção de ativos que consomem recursos de aquecimento, energia e água de forma intensiva durante o processo de produção. 40% da pegada de carbono da GSK ocorre dentro da sua cadeia de abastecimento, e os fornecedores representam uma parte substancial do impacto da empresa na água, resíduos e biodiversidade globalmente. Isto significa que colaborar com cadeias de abastecimento é fundamental para alcançar as metas ambientais da GSK.

O Programa de Abastecimento Sustentável da GSK vai exigir e ajudar os fornecedores a implementarem medidas relacionadas com as emissões de carbono, energia, aquecimento, transporte, água, resíduos e fornecimento sustentável de materiais que não impliquem desflorestação. As áreas específicas de ação vão incluir: divulgação de emissões, definição de metas de redução de carbono e planos de entrega alinhados com a iniciativa da Science Based Targets de limitar o aquecimento global a 1,5 graus, de várias formas, tais como a mudança para fontes renováveis de energia e aquecimento, alcance da neutralidade da água em áreas em stress hídrico, diminuição de 10% dos resíduos produzidos, alinhamento com os padrões mínimos de fornecimento que a GSK é responsável e transportadoras com soluções de transporte verde.

A ação do fornecedor, por sua vez, vai ajudar a GSK a alcançar os seus objetivos ambientais no clima e na natureza, e contribuir para criar valor a longo prazo e construir mais resiliência de negócio.

Como parte deste novo programa, a GSK vai apoiar ativamente os seus fornecedores na formação e na adoção de novas medidas de sustentabilidade ambiental. No próximo mês, a GSK reunirá mais de 160 fornecedores que são cruciais para atingir as metas de sustentabilidade da empresa, de forma a discutir como trabalhar em conjunto tendo em conta estes objetivos comuns, e de forma a perceber o apoio que os fornecedores vão precisar.

"O lançamento do Programa de Abastecimento Sustentável é um grande passo para trazer os nossos fornecedores para o caminho da sustentabilidade e para a GSK alcançar os seus objetivos climáticos e para com a natureza. Enquanto empresa global biofarmacêutica comprometida em vencer as doenças, devemos trabalhar mais do que nunca com a nossa cadeia de abastecimento para catalisar mudanças positivas nos sistemas ambientais, proteger a saúde do planeta e das pessoas", refere Lisa Martin, Chief Procurement Officer na GSK.

“A nossa missão é permitir que os nossos clientes tornem o mundo mais saudável, limpo e seguro. Como fornecedor de longa data e parceiro estratégico da GSK, estamos orgulhosos de nos juntarmos a esta iniciativa antecipando o nosso impacto ambiental, contribuindo para as nossas metas comuns de impacto zero e protegendo a natureza juntos”, afirma Konrad Bauer, SVP Global Business Services da Thermo Fisher Scientific.

Ação da GSK na sustentabilidade da cadeia de abastecimento

A GSK lidera o desenvolvimento de vários projetos de colaboração entre setores para identificar a causa dos impactos climáticos e naturais na cadeia de abastecimento, e desenvolver soluções à escala industrial.

O programa Energize, anunciado na COP26, visa acelerar a adoção de energia renovável e permitir uma ação climática ousada na indústria farmacêutica. Este programa industrial inédito permitirá que fornecedores de empresas farmacêuticas aprendam mais sobre a adoção e contratação de energia renovável, permitindo aos fornecedores – que podem não ter os recursos internos ou experiência disponíveis – a oportunidade de participar no mercado de contratos de compra de energia.

Em parceria com a Manufacture 2030, a GSK está a abordar os principais desafios inerentes à produção de ativos farmacêuticos. Estes consomem muitos recursos na produção e muitos fornecedores estão localizados em regiões com difícil acesso a infraestruturas ou financiamentos verdes. A GSK e a Manufacture 2030 estão a convidar para uma colaboração mais ampla todo o setor farmacêutico, de forma a solucionar este desafio comum, e estão a organizar uma mesa redonda do setor durante a Semana do Clima de Nova Iorque, de forma a discutir os próximos passos deste programa.

Conversas com Barriguinhas
O aumento de peso durante a gravidez é natural e necessário para que o corpo da mulher se adapte e prepare para o...

O receio de ter uns quilos a mais, ou a menos, na gravidez é, atualmente, uma das principais preocupações das futuras mães e, por isso, a nutricionista Mariana José estará presente na sessão online das Conversas com Barriguinhas, no dia 27 de setembro, pelas 17 horas, para partilhar dicas de alimentação em prol de um aumento saudável de peso ao longo da gestação.

A ingestão adequada de água também faz parte dos cuidados essenciais a ter com o corpo, pois, a par da alimentação saudável, garante que os nutrientes necessários chegam ao bebé. A sessão online conta, por isso, com a participação da enfermeira especialista em pediatria e conselheira em aleitamento materno Célia Pinheiro, para falar sobre os benefícios da água mineralizada na gravidez, na amamentação e no alívio das cólicas do bebé.

A Crioestaminal – o laboratório português líder em Células Estaminais e o único com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), vai ainda marcar presença com uma especialista para falar sobre a importância de guardar as células estaminais do cordão umbilical do bebé.

As inscrições gratuitas já estão disponíveis na plataforma.

 

Para profissionais de saúde
A 28 de setembro, às 21h, decorre a terceira edição de 2022 do “EnconTRU” dedicado ao tema “Diabetes tipo 2 e literacia em...

Direcionado a profissionais de saúde, o objetivo da iniciativa é salientar a importância da literacia em saúde na diabetes, destacando-se a sua importância na prevenção e no tratamento da diabetes tipo 2.

O evento terá transmissão online e será moderado por Dr. João Jácome de Castro, especialista em Endocrinologia e Presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM). Como oradores convidados conta-se com a Dra. Cristina Valadas, especialista em Endocrinologia e Diretora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Beatriz Ângelo e o Dr. João Ramos, especialista em Medicina Geral e Familiar da USF Carnide Quer.

A diabetes tipo 2, sendo uma doença crónica, exige um controlo diário da pessoa com diabetes. Nesse sentido, é primordial o conhecimento da doença para garantir uma melhor gestão, aumentar a adesão otimizar o controlo glicémico e reduzir as comorbilidades associadas à doença.

Neste EnconTRU serão abordados vários pontos de interesse como a importância da literacia em saúde, como promovê-la e quais os benefícios e implicações para a saúde. Serão ainda discutidos aspetos práticos da comunicação, nomeadamente como gerir expetativas no momento do diagnóstico e ao longo da doença e aumentar a capacitação dos doentes, melhorando o seu prognóstico.

Para assistir deverá registar-se através do link: https://account.lilly.com/pt-PT/signin?&event=EnconTRU%20na%20Diabetes%20-%20Diabetes%20tipo%202%20Diabetes%20tipo%202%20e%20literacia%20em%20sa%C3%BAde&time=2022%2F09%2F28%2021%3A00&flow=o&eventid=3675179&key=263798897D62004B30E2D5B270F2D948&sessionid=1&partnerref=SOA-banner-PR

Opinião
O tabagismo continua a ser o principal fator de risco prevenível de morbilidade e mortalidade precoc

A Europa é a região com maior proporção de mortes pelo tabaco, com cerca de 1,5 milhões de mortes anuais atribuíveis ao tabaco. Apesar da tendência para a diminuição dos hábitos tabágicos na Europa, estima-se que pelo menos 1 em cada 4 pessoas com mais de 14 anos ainda seja fumador ativo.

Nos países desenvolvidos, o tabagismo está associado a uma diminuição da esperança média de vida em pelo menos 10 anos. Contudo, a cessação tabágica, especialmente antes dos 40 anos de idade, pode reduzir dramaticamente esse risco de morte prematura.

O risco de desenvolver doenças associadas ao tabaco, nomeadamente o Acidente Vascular Cerebral (AVC), é tanto maior quanto maior for o número de cigarros fumados durante a vida. Estima-se que o risco de AVC nos fumadores seja 2 a 4 vezes superior ao dos não fumadores. Mesmo o fumo passivo pode aumentar o risco de AVC em cerca de 25%.

Quando o fumo do cigarro é inalado, a nicotina e monóxido de carbono entram na circulação sanguínea. A nicotina aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, enquanto que o monóxido de carbono torna o transporte de oxigénio no sangue menos eficiente. A exposição tabágica também acelera os processos ateroscleróticos, causa lesões na camada interna da parede das artérias, facilita a agregação das plaquetas e formação de “coágulos”, diminui a proporção de colestrol-HDL (o “bom” colestrol) e aumenta o risco de certas arritmias cardíacas, nomeadamente a fibrilhação auricular, que aumentam o risco de AVC.

Nunca é tarde para deixar de fumar! Depois de 5 anos sem fumar, o risco de AVC parece ser semelhante ao dos não-fumadores. Mesmo após um AVC, a cessação tabágica tem benefícios na recuperação e prevenção de novos eventos.

Se é fumador, deixar de fumar é o passo mais importante que pode dar pela sua saúde. Os que o rodeiam também vão agradecer! Até o ambiente ficará a ganhar com a redução do consumo do tabaco.

Se é já um ex-fumador, já está a usufruir de mais e melhor tempo de vida e saúde, benefício que começou no dia em que fumou o último cigarro. Desejamos que continue a celebrar essa

conquista e que inspire outros a valorizar a liberdade e o bem-estar que advêm da cessação tabágica.

Para mais informações, consulte os sites: https://www.dgs.pt/programa-nacional-para-a-prevencao-e-controlo-do-tabagismo/quer-deixar-de-fumar.aspx

 https://www.sns24.gov.pt/guia/deixar-de-fumar/

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Entrevista
Em Portugal, estima-se que todos os anos surjam 1 a 1,5 novos casos de Leucemia Mieloide Crónica, po

Considerada uma doença rara, representando 15% das leucemias diagnosticadas em adultos, os últimos dados mostram que os casos de Leucemia Mieloide Crónica têm vido a aumentar. Uma vez que se trata de um tipo de cancro no sangue pouco conhecido, peço-lhe que explique que doença é esta, quais as causas e em que década de vida é mais frequente?

A prevalência da LMC tem vindo a aumentar graças à extraordinária eficácia dos medicamentos inibidores da tirosina cinase (TKI), imatinib e sucedâneos. A incidência propriamente dita tem variado pouco nas últimas décadas. A doença resulta de uma alteração genética adquirida que conduz a uma proliferação excessiva dos glóbulos brancos.

Apesar dos sinais serem, frequentemente, impercetíveis, quais as suas manifestações clínicas e como é feito o seu diagnóstico?

Não é raro ser diagnosticada em análises de rotina. Por outro lado, sintomas como o cansaço fácil, suor exagerado, emagrecimento, sensação de desconforto abdominal podem surgir, embora não sejam específicos da doença.

Relativamente ao seu tratamento, se até há uns anos a esperança média de vida era relativamente curta, hoje em dia já é possível viver mais e melhor com a doença. Assim, pergunto: que opções terapêuticas existem para a tratar a Leucemia Mieloide Crónica e que inovações têm existido nesta área?

Como foi referido acima, a introdução no início do século XXI dos TKI veio revolucionar o tratamento e prognóstico da doença. No entanto, há uma pequena percentagem para a qual a transplantação de medula óssea continua a ser necessária.

Como evolui esta doença e que complicações lhe podem estar associadas?

Adequadamente tratada, com o apoio de um laboratório de biologia molecular que permite avaliar com grande rigor a resposta ao tratamento, é possível estabilizar a doença e, nalguns casos, parar o tratamento. As complicações atualmente são sobretudo iatrogénicas, associadas aos efeitos adversos dos TKI.

Quais as ideias-chave sobre este tema?

  • Diagnóstico deve ser confirmado com recurso a citogenética e biologia molecular
  • Doença tratável, por vezes curável com a medicação
  • Necessidade de tratamento e acompanhamento por um especialista na área, que tenha ao seu dispor os recursos laboratoriais indispensáveis à boa condução do tratamento.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Evento acolhe 9 workshops
Acontece, amanhã e depois (dias 27 e 28 de setembro), na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o II Encontro...

O evento, a ter lugar na sala de conferências da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E) – instalações do Polo C, na Rua Dr. José Alberto Reis –, visa divulgar e debater estratégias inovadoras e contributos científicos relevantes no âmbito da intervenção em saúde mental em contexto comunitário.

Este segundo encontro, que beneficia da participação de vários investigadores nacionais e internacionais (incluindo presenças dos Estados Unidos da América e da Eslovénia), compreende a realização de nove workshops, sobre temas como “Jogos de Aprendizagem e Ferramentas de Design”, "Bem querer melhor bem[1]estar - Relaxamento terapêutico e promoção da saúde mental”, ou “Estigma: o que está por trás dele e como pode ser mitigado?” (dado em inglês)

As oficinas de formação do primeiro dia do encontro incluem dois outros temas apresentados na língua inglesa: “Espiritualidade na promoção da saúde mental” e “Intervenções móveis para gestão do stresse”.

Já para o segundo dia do encontro, serão tratados os temas “Resgate de emoções/Intervenções Assistidas por Animais”, “Musicoterapia um catalisador de afetos - técnicas de intervenção”, “Mergulhar no Mindfulness” e “Yoga do Riso: Auto-Casamento”.

Já para o segundo dia do encontro, serão tratados os temas “Resgate de emoções/Intervenções Assistidas por Animais”, “Musicoterapia um catalisador de afetos - técnicas de intervenção”, “Mergulhar no Mindfulness” e “Yoga do Riso: Auto-Casamento”.

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