Em 2014
Dois em cada dez pacientes que se dirigiram a um hospital com sintomas de enfarte no ano passado viram-lhes atribuída pulseira...

Esta é uma das conclusões do balanço de três anos de actividade do Stent For Life, a serem hoje apresentadas, num encontro onde serão também debatidos os desafios da Saúde em geral, e nesta área do Enfarte Agudo do Miocárdio, em particular.

Segundo Hélder Pereira, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que apoia em Portugal a iniciativa Stent For Life, a dificuldade em detetar os sintomas de enfarte é uma das principais causas de atraso no atendimento e intervenção nestes doentes.

Por um lado, verifica-se um atraso do próprio doente – em particular mulheres e idosos – que tende a dirigir-se pelo seu pé para uma unidade de saúde que não pratique angioplastia primária, ou que, quando os sintomas surgem de noite, espera pela manhã seguinte.

Por outro lado, há atrasos relacionados com o sistema, “em que melhorámos mas ainda estamos longe dos objectivos, pois continuamos a ter um tempo muito prolongado de espera na transferência entre unidades de saúde [mediana de duas horas], quando o doente se dirige para um hospital geral e tem de ser transportado para um hospital com cardiologia de intervenção”.

Outra consequência é o risco de uma análise errada na triagem.

“O sistema de Manchester comporta sempre um erro. Se um doente entra num hospital geral com dor abdominal superior (estômago) e vómitos, o algoritmo pode não apontar para enfarte e fica com pulseira amarela. Isto aconteceu em mais de 20% [21,6%] dos casos em 2014”, disse Hélder Pereira.

Neste aspecto, o responsável acredita que a norma da Direcção-Geral da Saúde publicada no dia 6 de Março “vai ajudar”, pois prevê que perante uma dor torácica seja sempre realizado um eletrocardiograma.

O desejável, explica Hélder Pereira, é que o paciente, perante uma dor torácica, ligue imediatamente para o 112, para ser transportado pelo INEM para um hospital com angioplastia primária, onde lhe será imediatamente efectuado um eletrocardiograma e detectada a presença, ou não, de um enfarte e realizada a angioplastia primária, se for o caso.

Nesta matéria “tem havido uma evolução positiva do número de angioplastias primárias, já ultrapassámos as 300, que é um número razoável para os países do sul da Europa”, explicou.

Este número traduz perto de uma centena de angioplastias primárias a mais realizadas, quando comparadas com as de 2011 [201], ano em que arrancou o projecto Stent For Life.

No ano passado, 37% dos doentes com sintomas de enfarte chamaram o INEM, valor que se mantém semelhante ao de há três anos atrás, mas o número de pacientes que foram para hospitais sem cardiologia de intervenção desceu consideravelmente, de 62% para 46%.

Neste balanço é ainda apontada uma fragilidade ao nível das redes hospitalares da zona Centro do país, onde se verificam os maiores atrasos no tratamento destes doentes, por culpa do sistema.

“Toda a zona da Guarda, Covilhã e Castelo Branco têm este problema e é um tempo importante que se perde, porque os doentes têm que ser transportados para Coimbra ou Viseu”, as únicas localidades na zona com cardiologia de intervenção, explicou.

Em relação a esta realidade, Hélder Pereira é da opinião de que “provavelmente faria sentido um centro de cardiologia de intervenção na Covilhã. Ainda por cima, temos lá uma faculdade de medicina. Faz sentido, do ponto de vista académico e do atendimento das pessoas”.

Estudo
O número de cáries dentárias nas crianças portuguesas de seis e 12 anos tem diminuído desde 2000 e, em 2013, mais de metade das...

Um estudo que é hoje apresentado em Lisboa mostra que o número de crianças com seis anos que estavam livres de cáries subiu de 33% para 54% entre 2000 e 2013, ou seja, uma redução de 21 pontos percentuais no número de cáries.

Evolução semelhante foi registada nas crianças de 12 anos, em que 53% não têm qualquer cárie. Quando analisados os jovens com 18 anos, essa percentagem baixa para 32,4%.

O estudo da Direcção-geral da Saúde, realizado em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas, contou com uma amostra de 1.326 crianças aos 6 anos, 1.309 aos 12 anos e 1.075 aos 18 anos, com representatividade nacional e regional, do continente e das regiões autónomas.

De acordo com os responsáveis do estudo, a situação da dentição em crianças com menos de 18 anos melhorou devido à redução dos níveis de doença mas também ao aumento da resposta curativa, nomeadamente através do programa que atribui cheques-dentista.

“Um dos factores que certamente contribuiu para a melhoria do estado geral da saúde oral dos jovens é a existência de um programa como o cheque-dentista”, comentou o secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas, Paulo Melo.

Aliás, as crianças e jovens são os principais utilizadores do programa cheque-dentista, que serve também idosos com complemento solidário, grávidas e portadores de VIH/sida.

Do estudo destaca-se outro indicador, também considerado positivo, que é a diminuição para metade da média de dentes cariados por pessoa aos 12 anos de idade, que passou de 0,75 para 0,37.

Acresce que a média de dentes tratados aumentou cerca de 15%, com dois em cada três dentes cariados a encontrarem-se tratados.

Os resultados atingidos no índice que mede o número de dentes cariados por pessoa fazem com que, nos jovens com 12 anos, Portugal já tenha ultrapassado as metas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde para 2020.

De acordo com Paulo Melo, o estudo confirmou ainda que a prevalência e a gravidade da cárie dentária são maiores em crianças de estratos socioeconómicos mais desfavorecidos e que moram fora dos grandes centros urbanos.

Fica ainda demonstrado que os hábitos de higiene oral nas crianças e jovens estão a aumentar de acordo com a idade: aos seis anos, 79% das crianças dizem escovar todos os dias, aos 12 anos são cerca de 90% e aos 18 anos 96%.

Ajudar crianças doentes
Trezentas escolas do país assinalam hoje o Dia do Nariz Vermelho, uma iniciativa para ajudar crianças hospitalizadas e permitir...

A iniciativa é da Operação Nariz Vermelho, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que promove semanalmente visitas de “Doutores Palhaços” às enfermarias pediátricas de 13 hospitais do país. Pretende sensibilizar a população escolar para esse trabalho e também angariar fundos.

Hoje, além das 300 escolas, o chamado Dia do Nariz Vermelho é assinalado com uma “invasão” de “Doutores Palhaços” numa estação do metropolitano em Lisboa (Marquês de Pombal).

O objectivo é sempre o mesmo, sensibilizar para o trabalho dos palhaços e angariar donativos, que, em comunicado, a associação considera “fundamentais para garantir a continuidade “ do trabalho.

“Porque estar doente não tem graça nenhuma, recordamos que os donativos permitirão que os Doutores Palhaços continuem a receitar alegria e sorrisos a mais de 40.000 crianças hospitalizadas anualmente”, diz Magda Ferro, da Operação Nariz Vermelho.

Este ano, diz ainda a organização, cada escola vai receber um jogo que tem como objectivo ensinar sobre a importância da solidariedade social.

No ano passado o Dia do Nariz Vermelho permitiu angariar 115.000 euros em donativos, o que garantiu a visita semanal de uma dupla de “Doutores Palhaços” a quatro hospitais durante um ano. A edição do ano passado teve a participação de 220 escolas, envolvendo mais de 90.000 alunos.

A Operação Nariz Vermelho foi criada em 2002 e tem actualmente uma equipa de 22 “doutores palhaços”, artistas profissionais que trabalham em colaboração com as autoridades de saúde e que fazem actuações adaptadas a cada criança e situação.

Bial
A Bial apresentou os resultados de ensaios clínicos de fase III do medicamento Opicapone para Parkinson, que revelaram uma ...

De acordo com a empresa, o estudo, que envolveu 600 pessoas de 106 centros, mostrou que a toma diária de 50 miligramas de Opicapone “levou a uma diminuição significativa (duas horas) do período ‘off-time’, que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes”.

“O Opicapone vem oferecer uma nova esperança para médicos e pacientes. Estamos orgulhosos da estratégia de longo prazo que implementámos, focada na Investigação & Desenvolvimento, e no programa de inovação terapêutica que permitiu desenvolver esta nova terapia”, disse, no comunicado, o presidente executivo da Bial, António Portela, sobre aquele que é o segundo produto de investigação da farmacêutica.

A Bial já investiu 200 milhões de euros no desenvolvimento do Opicapone, que está a ser trabalhado como “terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de eleição na terapêutica sintomática da doença de Parkinson”.

Os dados do ensaio clínico foram apresentados no 12.º Congresso Internacional sobre as doenças de Alzheimer e Parkinson e distúrbios neurológicos relacionados, em Nice.

O comunicado da empresa acrescentou ainda declarações do professor do Departamento de Neurologia e Farmacologia Clínica da Universidade de Lisboa Joaquim Ferreira, segundo quem “nos últimos 10 anos tem havido poucas opções de novos tratamentos para a doença de Parkinson e o Opicapone pretende dar resposta à necessidade de um inibidor COMT mais potente.”

Parkinson é "uma doença crónica que afecta o sistema motor, ou seja, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha”, segundo a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

Governo
O Governo aprovou hoje a criação de um programa que visa aumentar o número de médicos com formação científica adequada com...

O Programa Integrado de Promoção da Excelência em Investigação Médica, que arranca este ano, destina-se a financiar "o desenvolvimento de uma nova geração de investigadores médicos clínicos com potencial para transformar o panorama científico nacional numa área estratégica para o país".

De acordo com um comunicado do ministério, o programa, cujas linhas gerais foram aprovadas em Conselho de Ministros, é financiado por fundos públicos, no total de 33 milhões de euros, cerca de três milhões de euros por ano, estando aberto a fundos privados, através de entidades que a ele se queiram associar.

O programa vigora por cinco anos, podendo ser renovado após a sua avaliação. A conclusão das actividades tem como horizonte 2023.

O financiamento público é suportado pelos ministérios da Saúde, através de verbas inscritas no orçamento do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, e da Educação e Ciência, mediante verbas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

"Pretende-se, assim, aumentar o número de médicos clínicos com formação e cultura científica adequada e traduzir esse aumento num crescimento da produção científica no âmbito da investigação clínica", assinala a nota do Ministério da Educação e Ciência.

O Programa Integrado de Promoção da Excelência em Investigação Médica propõe-se "consolidar os programas de treino e formação científica para médicos desenvolvidos até à data, alargar o leque de oportunidades de formação, introduzir novas iniciativas, garantir a indispensável internacionalização do programa, tendo em vista o desenvolvimento de investigação clínica de alta qualidade".

Cabe ao Ministério da Saúde criar as condições, na lei, para que os médicos incluídos no programa possam desenvolver actividades de investigação, assim como medidas de incentivo para as unidades de saúde "que estimulem a maior e melhor produtividade científica".

Os concursos para as iniciativas abrangidas pelo programa serão lançados pela FCT, adiantou o Ministério da Educação e Ciência.

A concretização e o acompanhamento do programa são assegurados por uma comissão formada pelo presidente da FCT, na qualidade de representante do Ministério da Educação e Ciência, e pelos presidentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e do Infarmed, enquanto representantes do Ministério da Saúde.

A comissão poderá, ainda, integrar outros elementos, de outras eventuais entidades financiadoras.

Um Conselho Consultivo Internacional, constituído por personalidades de reconhecido mérito, designadas pelos membros do Governo responsáveis pelas pastas da saúde e da ciência, fará a monitorização científica e o controlo do programa.

Governo aprova
O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação de um Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde junto do Infarmed...

"Passaremos a ter um organismo dedicado à avaliação de tecnologias de saúde, em linha com aquilo que se faz já num grande número de países europeus e não só, que terá como principal vantagem permitir uma avaliação transparente e reprodutível daquilo que são as tecnologias que verdadeiramente nos interessa ter no nosso sistema", afirmou o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Fernando Leal da Costa acrescentou que a criação deste organismo "permitirá ajudar a uma definição do valor acrescentado e do preço pelo qual estas tecnologias devem ser adquiridas, e logo à partida o próprio sistema prevê mecanismos que condicionarão de imediato a diminuição dos preços dos medicamentos, o que é seguramente sempre uma boa notícia".

Segundo o secretário de Estado, as tecnologias na área de saúde "a partir de agora serão melhor avaliadas e terão uma melhor atribuição de relação de preço em função do seu valor acrescentado enquanto instrumentos de promoção de saúde".

Numa nota distribuída à comunicação social, o Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde, que vai funcionar junto do Infarmed, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., é apresentado como "uma importante reforma estrutural que responde a uma necessidade há muito identificada e nunca antes satisfeita".

"O Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde integra todas as entidades públicas e privadas que tenham actividade com o Serviço Nacional de Saúde, e visa, em harmonização com outros sistemas europeus, a obtenção de ganhos através de um modelo integrado de avaliação técnico-económica de medicamentos, dispositivos médicos e outras tecnologias de saúde. O novo modelo pressupõe a introdução de medidas que garantam transparência, previsibilidade, equidade na utilização e obtenção de ganhos em saúde que justifiquem o seu financiamento público", refere a mesma nota.

Após tratamento com antibióticos
Uma equipa de investigadores liderada por Karina Xavier, do Instituto Gulbenkian de Ciência, descobriu, numa experiência com...

Justificando a pertinência do estudo, publicado na revista Cell Reports, Karina Xavier que tratamentos após tratamentos com antibióticos "matam" a flora intestinal, deixando-a mais susceptível a outras infecções, uma vez que os antibióticos destroem um determinado número de bactérias "boas", as que protegem naturalmente o organismo contra agentes nocivos.

"Temos uma comunidade de bactérias saudáveis que, à partida, vai ser capaz de se defender contra a invasão de organismos patogénicos. Quando tomamos um antibiótico, porque, por alguma razão, estivemos expostos a um organismo violento e temos que o destruir, vamos ter o efeito secundário de estar a romper a comunidade bacteriana, que vai ficar mais susceptível a outros invasores", assinalou.

No intestino dos ratinhos, tal como no dos humanos, há uma grande quantidade de bactérias "boas", as que não são invasoras e nocivas.

As bactérias, esclareceu a investigadora, "comunicam entre si, usando sinais químicos que regulam muitas funções".

A sua equipa concluiu que, manipulando a comunicação entre bactérias no intestino, é possível aumentar a quantidade dessas bactérias e, com isso, "ajudar o processo de recuperação natural da microbiota" (conjunto de microrganismos, como as bactérias, que habitam naturalmente órgãos, como o intestino) após a toma de antibióticos.

Para chegarem a esta conclusão, Karina Xavier e outros cientistas deram a ratinhos três espécies de bactéria E.coli, com "dosagens" diferentes, obtidas por técnicas de biologia molecular, do sinal químico autoindutor-2 (AI-2), que promove a comunicação bacteriana no intestino.

Na experiência, havia roedores sem qualquer alteração no AI-2 e outros que, depois de suprimidas proteínas, tinham mais este sinal ou tinham a molécula auto-indutora destruída.

Aos ratinhos, foi-lhes ainda administrado estreptomicina, "um antibiótico potente conhecido por causar desequilíbrios na comunidade de bactérias do intestino".

No final, os investigadores analisaram as fezes dos roedores.

Segundo Karina Xavier, os ratinhos "colonizados" com a bactéria E.coli que estava a produzir muito AI-2 "tinham sido menos prejudicados pelo tratamento antibiótico", porque foram destruídas menos bactérias "boas".

A cientista crê que os resultados obtidos serão semelhantes nos humanos, pois as bactérias naturais no intestino humano e no dos ratinhos "são muito parecidas".

A equipa pretende, num próximo passo, dar aos roedores uma droga, com as alterações químicas induzidas na E.coli, organismo facilmente manipulável, para "potenciar o efeito" conseguido, o de acelerar, após a ingestão de antibióticos, a recuperação da microbiota.

Além disso, o grupo de Karina Xavier propõe-se também estudar as funções que, no intestino, estão a ser, efectivamente, afectadas com a alteração da comunicação entre bactérias.

BIAL
O grupo BIAL acaba de revelar resultados positivos de um ensaio clínico de fase III (BIPARK I) com o Opicapone em doentes de...

Este fármaco é um novo inibidor COMT (catecol-O-metiltransferase) para uso como terapia adjuvante da levodopa em doentes de Parkinson. No estudo, a toma diária de 50 mg de Opicapone levou a uma diminuição significativa (2 horas) do período OFF-time, que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes. Em termos gerais o Opicapone foi considerado seguro e bem tolerado.

Os detalhes deste ensaio clínico são apresentados hoje à comunidade médica e científica num poster exibido na 12th International Conference on Alzheimer's and Parkinson's Diseases and Related Neurological Disorders, que decorre na cidade francesa de Nice.

De acordo com o Prof. Joaquim Ferreira, do Departamento de Neurologia e Farmacologia Clínica da Universidade de Lisboa, “nos últimos 10 anos tem havido poucas opções de novos tratamentos para a doença de Parkinson e o Opicapone pretende dar resposta à necessidade de um inibidor COMT mais potente.”

O Prof. Andrew Lees, do Departamento de Neurologia do National Hospital for Neurology and Neurosurgery, em Londres, acrescenta “o Opicapone representa uma importante alternativa aos inibidores COMT actuais com a vantagem de ser um fármaco de toma única diária”.

A investigação e desenvolvimento (I&D) de Opicapone é reflexo do compromisso da BIAL na investigação e desenvolvimento de soluções terapêuticas inovadoras. Para António Portela, CEO da BIAL, “o Opicapone vem oferecer uma nova esperança para médicos e pacientes. Estamos orgulhosos da estratégia de longo prazo que implementámos, focada na Investigação & Desenvolvimento, e no programa de inovação terapêutica que permitiu desenvolver esta nova terapia”.

BIAL submeteu já junto das autoridades regulamentares europeias o pedido de autorização de introdução no mercado do Opicapone, que está agora a ser analisado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Depois da comercialização de Zebinix®/Aptiom® (acetato de eslicarbazepina) para o tratamento da epilepsia, já disponível na maioria dos mercados europeus e nos Estudo Unidos, este é o segundo produto de investigação BIAL, reforçando a sustentabilidade do projecto de I&D da companhia.

O Opicapone está a ser desenvolvido como terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de eleição na terapêutica sintomática da doença de Parkinson. Com a evolução da doença, os doentes de Parkinson desenvolvem o fenómeno “wearing off” (deterioração de fim de dose), em que a duração do efeito da levodopa é diminuída. Para responder ao fenómeno “wearing off” é utilizada terapêutica adjuvante para manter ou aumentar o efeito da levodopa, nomeadamente com fármacos inibidores da COMT, como este novo produto BIAL.

O ensaio clínico BIPARK I com o Opicapone envolveu 600 doentes de 106 centros de estudo em diferentes países europeus, incluindo Portugal.

Estudo revela
O excesso de peso é o maior dos maiores inimigos da saúde e no caso das mulheres pode significar mais 40% de hipóteses de...

Cancro da mama, da vesícula biliar, do intestino, dos rins, do pâncreas, do útero e do esófago. Sim, são sete tipos de cancro que, quando associados à obesidade feminina, podem ser fatais.

Segundo a mais recente pesquisa Cancer Research UK, as mulheres com excesso de peso têm 40% mais de probabilidade de desenvolver um destes sete tipos de cancro.

Em causa, explicam os especialistas à BBC, está o facto de a obesidade nas mulheres estar relacionada com a produção de hormonas em células de gordura, principalmente o estrogénio, que, segundo alguns médicos, é o responsável número um pelo desenvolvimento de cancros.

A conclusão do estudo deste organismo britânico teve por base a análise de mil mulheres classificadas como obesas e outras mil que se encontravam com um peso normal.

Do grupo das mulheres com excesso de peso, 274 apresentaram uma maior tendência de padecer de cancro em algum momento da sua vida; já as que estavam com o peso correcto, apenas 194 tinham hipótese de ter cancro mais tarde.

“Parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são as dicas deixadas pelos especialistas às mulheres que apresentam excesso de peso e que, com isso, tornam a própria saúde mais débil.

Lidam com doentes graves
Nos cuidados paliativos, onde a taxa de burnout é substancialmente mais baixa do que nos cuidados intensivos, os profissionais...

Os médicos e enfermeiros que trabalham em unidades de cuidados paliativos evidenciam um risco muito mais baixo de desenvolver burnout (exaustão e falta de realização profissional) do que os profissionais de saúde das unidades de cuidados intensivos. Mesmo assim, somando os médicos e enfermeiros dos dois tipos de unidades, mais de um quarto (27%) encontram-se num estado de exaustão, indica o estudo Burnout em Cuidados Intensivos e Paliativos em Portugal, que esta sexta-feira vai ser apresentado.

O estudo, que avaliou 355 médicos e enfermeiros de 19 unidades, permite perceber de forma clara que os níveis de burnout nos cuidados intensivos são muito superiores aos identificados nos paliativos. Do bolo dos profissionais identificados como sofrendo desta síndrome (que, além de pôr em risco a sua saúde, afecta a qualidade do serviço prestado), 86% são médicos e enfermeiros que trabalham em cuidados intensivos.

Há formas de prevenir o burnout, comenta a investigadora principal deste estudo, a enfermeira Sandra Martins Pereira, do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, que lembra que todos estes profissionais trabalham em "contextos de fim de vida", apesar de haver contornos diferentes. “Nos cuidados intensivos a morte é considerada um fracasso, os profissionais são treinados para salvar vidas, enquanto nos paliativos a morte não é sentida como uma frustração”, enfatiza.

Os profissionais dos cuidados paliativos beneficiam também de um conjunto de factores protectores, não só porque a tomada de decisões éticas (por exemplo, quando avançar com a sedação terminal) é feita em equipa e porque têm estratégias para lidar com as situações mais stressantes e com a morte, como "rituais como acender uma vela, ter um livro onde expressam os sentimentos", exemplifica.

As decisões éticas em cuidados paliativos estão em consonância com as recomendações do Conselho da Europa, como indica um estudo do projecto piloto DELiCaSP (Decisions in End of Live Care in Spain and Portugal), principalmente no que se refere ao respeito pela autonomia das pessoas doentes e também no que toca ao processo de deliberação, que neste caso envolve todas as partes implicadas (doente, família e profissionais) e assume “uma dimensão de discussão predominantemente colectiva”, reforça Sandra Pereira.

Formação avançada

Tendo em conta estes resultados e a diferença encontrada nos níveis de exaustão dos profissionais que trabalham em paliativos e intensivos, os autores do estudo defendem, assim, a necessidade de desenvolver estratégias e medidas que permitam incorporar a filosofia, princípios e metodologias de trabalho dos cuidados paliativos noutros contextos. Preconizam ainda a aposta na “formação avançada” de todos os que exercem funções tão complexas quanto estas.

"O risco de burnout existe em várias profissões, sobretudo nas chamadas profissões de ajuda. As pessoas começam a trabalhar muito motivadas e com elevadas expectativas e depois a realidade é um choque”, explica Sandra Pereira. Nas unidades de cuidados paliativos e continuados, porém, o risco de burnout aumenta não só devido ao contacto repetido com a vulnerabilidade humana, o sofrimento, a morte, mas também por causa do impacto das experiências de trabalho (turnos, conflitos, decisões de fim de vida). Resultado? Muitos profissionais ficam “completamente esgotados”, sintetiza a investigadora.

“Os profissionais em burnout ficam mais cínicos, mais frios, distantes, já não são capazes de estabelecer uma relação tão humana”, descreve, notando que aos altos níveis de exaustão emocional e de despersonalização somam-se os baixos níveis de realização pessoal e profissional. O problema é que, além de ter um grande impacto na saúde dos profissionais, a síndrome de burnout acaba por afectar a qualidade do serviço prestado, uma vez que potencia o risco de erros e os níveis de absentismo.

Este estudo, que vai ser apresentado sexta-feira nas Jornadas de Investigação em Cuidados Paliativos, em Castelo Branco, partiu de dois trabalhos académicos, duas teses de doutoramento em bioética.

Investigação
Estudo brasileiro de longa duração encontrou uma ligação entre o tempo de amamentação e a inteligência das crianças.

A investigação realizada no Brasil envolveu 6 mil bebés desde 1982 até à idade adulta, de várias classes sociais e ambientes, e descobriu que aqueles que foram amamentados durante mais tempo provaram ser mais inteligentes, passaram mais tempo na escola e ganharam mais do que os que tiveram um período menor de amamentação.

Da amostra inicial, 3500 indivíduos aceitaram ser entrevistados e submetidos a um teste de Quociente de Inteligência 30 anos depois da primeira análise. Embora vários estudos demonstrem os benefícios da amamentação na saúde da mãe e do bebé – e a Organização Mundial de Saúde recomendar a amamentação exclusiva durante, pelo menos seis meses – o médico Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil, quis perceber se o aumento ligeiro da capacidade cognitiva causado pela amamentação era suficiente para alterar as perspectivas do bebé quando chegava a adulto.

“O nosso estudo fornece a primeira evidência de que o prolongamento da amamentação não só aumenta a inteligência pelo menos até à idade de 30 anos, como também tem um impacto a nível individual e social, melhorando o nível de escolaridade e as capacidades”, explicou Lessa Horta ao jornal britânico Guardian.

Para o médico brasileiro, a investigação oferece uma visão única porque a amamentação está distribuída de igual forma entre a população estudada – tanto as mães mais ricas e de classes mais altas como as menos abastadas e de classes baixas amamentavam em igual número no Brasil, em 1982. A única diferença era que algumas amamentavam apenas durante um mês e outras amamentavam durante um ano inteiro.

Aqueles que beberam leite materno durante 12 meses, tiveram mais quatro pontos do que aqueles que foram amamentados durante menos tempo, tinham pelo menos mais um ano de escolaridade no currículo e ganhavam um ordenado mais elevado.

“Algumas pessoas dizem que não é a amamentação que influencia o desenvolvimento do bebé mas sim a motivação e habilidade de cada mãe em estimular a criança”, disse o médico, citando ainda outros estudos que dizem que bebés com um genótipo em particular têm maior tendência para tirar vantagem da amamentação. Lessa Horta revelou, no entanto, que os resultados do estudo estão em conformidade com as informações conseguidas em análises nutricionais, que mostram que o leite materno é rico em ácidos gordos saturados, responsáveis pelo desenvolvimento cerebral.

Publicado na revista científica The Lancet Global Health, o estudo realça que pode haver outros factores além da amamentação que tenham um impacto directo na inteligência, embora os investigadores responsáveis tenham medido de igual forma a influência da educação da mãe, o rendimento familiar e o peso à nascença.

“É importante notar que a amamentação é um dos muitos factores que podem contribuir para o sucesso de uma criança. Mas o que este estudo mostra é que é necessário uma promoção continuada e melhorada da amamentação”, acrescentou.

CIP reclama
A Confederação Empresarial de Portugal defendeu que é necessário criar condições para que o país tenha um sistema de saúde de...

A posição da confederação sobre o sector foi transmitida durante a apresentação do Conselho Estratégico da Saúde, órgão consultivo da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que reúne as principais federações e associações do sector.

"Depois da troika e do estado de exceção que se viveu, é tempo de Portugal olhar para o futuro. No caso da saúde, é tempo de criar as condições para que o país tenha um sistema de saúde de qualidade, eficiente, em que os portugueses tenham confiança e que seja um factor de competitividade", refere em comunicado.

A saúde, segundo a CIP, deve estar no centro das preocupações e deve ser destacada como um sector estratégico para a economia de Portugal.

“É tempo de assumir que o sector da saúde tem um enorme potencial de arrasto sobre a restante economia. É um sector de ponta em termos de investigação, tem uma ligação profunda às universidades e encara com naturalidade a translação do conhecimento", advoga a CIP, num documento assinado pelo seu Conselho Estratégico da Saúde.

As actividades económicas da saúde, adianta a confederação, empregam mais de 250 mil pessoas em Portugal e contribuem com exportações anuais superior a 1.000 milhões de euros, cerca de 20 mil empresas e um valor acrescentado superior a oito mil milhões de euros, com mais de seis mil pessoas afetas à investigação e desenvolvimento de inovação.

“Olhar para a saúde na óptica da despesa é não só redutor, como significa desperdiçar uma importante alavanca da economia”, afirma a confederação empresarial.

O investimento na saúde, assegura a CIP, permitirá ganhos para os cidadãos e maior previsibilidade dos sistemas, defendendo que há condições para alinhar autoridades, centros de investigação, indústrias na área da saúde e contribuir com um impulso positivo na economia.

O Conselho Estratégico da Saúde da CIP defende ainda uma discussão a médio prazo, nomeadamente em termos orçamentais, que permita a toda a sociedade e agentes económicos terem a percepção de quais as prioridades em termos de saúde, e quais os mecanismos de financiamento que lhes estão associados.

Em comunicado, a CIP refere que as associações que integram este órgão consultivo representam mais de 5.000 empresas, a operar em Portugal, que empregam cerca de 100 mil pessoas e geram um volume de negócios anual superior a 12 mil milhões de euros.

Ordem dos Advogados
A delegação da Ordem dos Advogados de Vila Franca de Xira disse que prestou aconselhamento jurídico a 194 pessoas e que a...

De acordo com o relatório final do surto de 'legionella', a doença, registada a partir de 7 de Novembro do ano passado, no concelho de Vila Franca de Xira, com maior incidência nas freguesias de Vialonga e da Póvoa de Santa Iria/Forte da Casa, causou 12 mortos e infectou 375 pessoas.

Neste momento ainda decorre um inquérito no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Comarca de Lisboa Norte-Vila Franca de Xira, relativo ao surto de 'legionella', que está em segredo de justiça.

Na sequência deste surto, a Câmara de Vila Franca de Xira e a delegação local da Ordem dos Advogados (OA) local assinaram um protocolo para que fosse prestado, durante três meses, aconselhamento jurídico gratuito às pessoas que estivessem interessadas em avançar com processos-crime e civis para os tribunais.

As consultas de aconselhamento jurídico terminaram hoje e, em declarações, o presidente da delegação da OA de Vila Franca de Xira, Paulo Rocha, disse que aquelas foram solicitadas por 194 pessoas, indo a maioria avançar “imediatamente com queixas-crime contra desconhecidos”.

“O prazo legal para a apresentação de queixas-crime é de seis meses após a ocorrência do facto e esse prazo termina já em Maio”, justificou.

Paulo Rocha explicou que a queixa-crime não tem custas judiciais e que cada uma irá ser independente do inquérito que ainda decorre no DIAP.

“Cada uma vai dar origem a novos inquéritos. No final até poderão ser aglutinadas num só, mas parece-me pouco provável”, perspectivou.

Contudo, no que diz respeito a acções cíveis, para possíveis indeminizações, Paulo Rocha esclareceu que os interessados deverão aguardar pela conclusão do inquérito.

“Nesta fase seria tecnicamente mais complexo e difícil provar qual foi o foco causador da doença e estabelecer um nexo de causalidade”, apontou.

Paulo Rocha disse ainda que o aconselhamento jurídico às vítimas do surto de ‘legionella’ mobilizou 34 advogados.

O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, foi considerado extinto a 21 de Novembro, no final da última reunião da 'taskforce' criada para acompanhar o assunto, com entidades da área da saúde, do ambiente e da meteorologia, quando o ministro da Saúde, Paulo Macedo, realçou a resposta dos hospitais que "trataram mais de 300 pneumonias".

Com a divulgação de resultados laboratoriais a apontar para uma relação entre as bactérias recolhidas em doentes para análise e aquelas encontradas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal, e com o caso a passar para a Procuradoria-Geral da República, o segredo de justiça é o argumento de algumas entidades, como a Inspecção Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT), para não se falar sobre o desenvolvimento do processo.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Enfermeiros dos Açores
A Ordem dos Enfermeiros nos Açores disse que há médicos na região a prescrever receitas por telefone sem observarem os...

A denúncia foi divulgada em carta aberta enviada aos órgãos de comunicação social e dirigida ao presidente do Conselho Distrital do Conselho Médico da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Médicos.

Na carta, os enfermeiros referem pretender que os médicos cumpram a posição tomada pela Ordem contra a prescrição terapêutica via telefone.

Contactado, o presidente da secção da Ordem dos Médicos nos Açores, Jorge Santos, disse que este assunto, a par de outras questões, será apreciado na próxima reunião da estrutura regional da ordem, não havendo razões para uma resposta urgente.

Na carta divulgada, os enfermeiros dos Açores lembram que, em Agosto de 2013, já tinham alertado para esta situação mas que não houve alterações entretanto.

Em Julho de 2014, a direcção regional da Saúde dos Açores solicitou às unidades de saúde públicas a divulgação de uma recomendação para que os médicos não prescrevessem receitas sem observarem os doentes, mas, de acordo com os enfermeiros, “os procedimentos médicos não sofreram alterações significativas”.

A organização dos enfermeiros nos Açores considera “existir uma incongruência grave” entre o que Ordem dos Médicos defende e o que se tem verificado e refere que, uma vez “goradas as primeiras tentativas de debelar este problema”, o responsável pelos médicos no arquipélago deve “actuar em conformidade” com as atribuições e competências definidas.

A secção dos enfermeiros dos Açores adianta que quer resolver a questão antes que se “ultrapasse os limites do razoável” e que algum cidadão “sofra directa ou indirectamente” com esta prática, admitindo proporções que “levem à necessidade de intervenção de instâncias superiores”.

A organização dos enfermeiros dos Açores anexa ao documento uma entrevista concedida pelo responsável regional da Ordem dos Médicos, Jorge Santos, a um jornal de Ponta Delgada, em Outubro de 2013, onde este se afirma contra a teleconsulta nos Açores.

Os enfermeiros recordam, por outro lado, que o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos admitiu, em Outubro de 2014, a instauração de processos disciplinares aos profissionais que estivessem a praticar telemedicina numa clínica instalada em Almada.

Sindicato dos Médicos do Norte
O Sindicato dos Médicos do Norte acusou o Instituto Português de Oncologia do Porto de ilegalidades ao impedir os médicos de...

Em comunicado enviado às redacções, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) diz que em causa está o Boletim Informativo do Conselho de Administração (CA) do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, segundo o qual "os médicos estão impedidos de gozar de descanso após uma jornada de trabalho que inclua 12 horas em período nocturno".

"Tal situação é contrária à Lei e ao recente esclarecimento efectuado pela Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS) no Ofício Circular n.º 1068/2015", acrescenta o mesmo comunicado.

A agência Lusa contactou o IPO do Porto mas até momento não conseguiu obter qualquer esclarecimento.

Segundo o SMN, "os médicos do IPO do Porto, após uma noite de trabalho, prosseguem a sua jornada laboral prestando atos médicos ao doente oncológico, como por exemplo, bloco cirúrgico, prescrição de quimioterapia, internamento, decisões em consultas de grupo e consulta externa".

"Assim, é evidente que o CA coloca em risco a saúde e segurança dos doentes oncológicos e do próprio trabalhador médico", condenam.

De acordo com o sindicato, a tudo isto acresce que, "com frequência, o trabalhador médico é obrigado a prestar jornadas de trabalho de 24 horas, em regime de residência, pelo menos duas vezes por semana, sem o seu acordo, e ultrapassando também o máximo de horas semanais que podem ser exigidas para este tipo de trabalho".

"O excesso de trabalho assistencial acrescido destes atropelos à lei, que tem impedido o cumprimento dos descansos compensatórios, tem culminado em casos de exaustão de alguns profissionais, levando mesmo ao seu absentismo", alertam.

O SMN garante que tem efectuado múltiplas diligências desde o final de 2014 e numa última carta enviada ao CA do IPO do Porto no início de Março solicitou "com carácter de urgência a realização de uma reunião para abertura de mesa negocial", para a qual ainda não obteve qualquer resposta.

"Dada a gravidade do exposto e da ausência de respostas, o SMN efectuou então denúncia à Autoridade para as Condições do Trabalho, ao Provedor de Justiça e iniciou processo judicial junto dos Tribunais contra o CA do IPO do Porto, com o objectivo de garantir a segurança dos trabalhadores médicos, e consequente redução do risco na prestação dos cuidados de saúde aos doentes oncológicos", revelam ainda.

Como aprovado em França
O presidente da Associação Portuguesa de Bioética lembrou que em Portugal já é possível uma sedação profunda e contínua a...

De acordo com a agência France Presse, na terça-feira os deputados franceses aprovaram com larga maioria uma lei que permite uma “sedação profunda e continuada” dos doentes em fase terminal, ao mesmo tempo que fecharam a porta à eutanásia e ao suicídio assistido.

Em declarações, Rui Nunes considerou positivo a criação de um diploma que legisle um direito fundamental das pessoas, alertando que é essencial definir limites éticos e médicos para uma intervenção como a sedação paliativa terminal.

O especialista lembra que a sedação paliativa é uma ferramenta de uso frequente por decisão médica e que o diploma francês vem consagrar que possa ser a pessoa a escolhê-lo quando ainda tem competência e capacidade para o efeito.

Em Portugal, através do testamento vital, já é possível pedir uma sedação contínua ou profunda.

“Não há motivo para isso não ser possível. Mas geralmente os doentes não estão devidamente informados sobre essa plausibilidade e portanto isso depois só se coloca geralmente quando já não é o doente que decide”, especificou Rui Nunes.

Essa sedação já é possível em Portugal desde que “o objectivo principal seja avaliar o sofrimento, mesmo que pela via da inconsciência, e não uma foram encapotada de eutanásia”.

O doente pode, em Portugal, deixar expresso que pretende, no caso de doença terminal, uma sedação paliativa e o médico tem de o cumprir caso isso não viole as leis da medicina, ou seja, caso não seja uma forma de eutanásia.

Segundo as linhas de orientação da Associação Portuguesa de Bioética, datadas de 2010, “a sedação paliativa contínua até à inconsciência” pode ser aplicada em doentes terminais e se o doente ou o seu representante legal (procurador de cuidados de saúde) prestaram consentimento válido e eficaz.

Além disso, deverão existir “sintomas graves e severos para os quais não haja tratamento adequado na perspectiva do doente”.

É ainda dada a orientação de que a sedação profunda seja aplicada no caso de o doente estar “em profundo sofrimento existencial, sofrimento para o qual todas as alternativas de tratamento razoável e efectivo são para si inaceitáveis”.

O presidente da Associação de Bioética vinca que está consensualizado na classe médica em geral que “a sedação paliativa terminal é sempre legítima, desde que não antecipe o momento da morte”.

“É uma ferramenta de tratamento que tem como objectivo principal aliviar o sofrimento e não provocar a morte”, especifica.

Apesar de já ser possível em Portugal a mesma medida aprovada em França, o especialista elogia o caso francês por criar uma lei específica para o efeito que consagre estes direitos de forma mais inequívoca: “Em parte pode ser enquadrado no testamento vital. Nada impede que acabe por fazer esta opção e a venha a plasmar num testamento vital. Mas a lei francesa especifica esta matéria e não a mete num pacote alargado como a que está sob a alçada do testamento vital. Haver uma lei é também um sinal que se dá à população, é uma opção ética da sociedade que é vertida em lei”.

O testamento vital, ou directiva antecipada de vontade, estabelece os cuidados de saúde que um cidadão deseja ou não receber no caso de se encontrar incapaz de expressar a sua vontade.

Não ser submetido a reanimação cardiorrespiratória, não ser submetido a meios invasivos de suporte artificial de funções vitais e não ser submetido a medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte são algumas das opções constantes no testamento vital.

Organização Mundial de Saúde
A directora da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, apelou para uma “acção global” para acabar com a indústria...

Falando na Conferência Mundial do Tabaco, que decorre na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, Margaret Chan felicitou os vários países, como a Austrália, que introduziram embalagem simples nos pacotes de cigarros, exortando outros Estados a adoptarem a mesma decisão.

A responsável da agência da ONU assinalou que as empresas de tabaco “usam todo tipo de táticas, incluindo o financiamento de partidos políticos e de políticos individualmente para trabalhar para elas” e que “não há nada que não explorem para prejudicar os governos na sua determinação de proteger o próprio povo”.

"Vai ser uma luta dura” mas “não devemos desistir até termos a certeza de que a indústria tabaqueira acabou", assegurou Margaret Chan.

Em 2014, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou novas orientações, no âmbito da Convenção Quadro de Controle do Tabaco, a exortar os Estados membros da ONU a aumentarem os impostos que incidem sobre produtos derivados do tabaco, produto que anualmente mata cerca de seis milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a agência.

"O tabagismo caiu em vários países maioritariamente graças às medidas legislativas”, afirmou Margaret Chan, apontando o mais recente relatório da OMS, em que se demonstra que a proporção de homens que fumam registou uma queda em 125 países.

Para a directora geral da OMS, ser não fumador "está a tornar-se uma norma”.

"Estamos felizes por ver esse progresso em tantos países”, disse à margem da conferência, onde instou as nações que produzem folhas de tabaco para "se moverem mais rápido” no combate ao tabagismo, estabelecendo parcerias com a Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a OMS.

Na véspera da preparação da Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da OMS (COP6), que decorreu em Outubro último na Rússia, diversos produtores africanos de tabaco mostraram-se alarmados com a suposta exclusão dos governos de África nos debates sobre políticas ligadas à indústria tabaqueira.

“As pessoas que definem estas políticas estão completamente alheadas da realidade e não conseguem reconhecer o contributo económico positivo da produção de tabaco em África”, disse na altura o presidente da Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA, sigla em inglês), François van der Merwe.

Aquele responsável afirmou que os produtores do Zimbabué, do Maláui, da Zâmbia, do Quénia e da África do Sul consideravam o tabaco “uma cultura de elevado valor comercial e bastante adequada à agricultura de pequena escala, tendo mudado para melhor a vida de muitos agricultores africanos”, pelo que os produtores exigiam a sua inclusão nos debates da OMS sobre as políticas do sector.

Até 2025, a OMS pretende reduzir para 30% o consumo de tabaco, pelo que Margaret Chan afirmou que, apesar de uma queda no número de fumadores em muitos países é necessário fazer muito mais para conter a prática do uso de tabaco.

Ciclo de conferências sobre a “Saúde e Direito”
Chamar a atenção para os direitos do doente crónico e sua relação com os familiares que, por vezes mais que qualquer...

A Plataforma Saúde em Diálogo, em conjunto com o Centro Biomédico da Universidade de Coimbra, quer chamar a atenção para os direitos do doente crónico e sua relação com os familiares que, por vezes mais que qualquer profissional de saúde, são o seu primeiro auxílio. Proteção civil, benefícios fiscais e apoio da segurança social são alguns dos assuntos em destaque na Conferência que se realiza amanhã, quinta-feira, dia 19 de Março, pelas 14h30 no Espaço Saúde em Diálogo no Norte, situado na sede da delegação norte da ANF.

A conversa será dinamizada pelo Presidente da ERS, Jorge Simões e contará com os contributos de juristas e investigadores sociais.

A Plataforma Saúde em Diálogo é uma IPSS, sem finalidade lucrativa, com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade no sector da Saúde, constituída por associações de doentes, promotores e profissionais de saúde e consumidores, entre os quais promove o contacto estreito e permanente. Entre as 43 instituições que já compõem a Plataforma estão associações de doentes crónicos, associações de consumidores, associações de promotores e profissionais de saúde.

  • Conferência “A família e o doente crónico”
  • Dia 19 de março, 14h30, Auditório do Edifício da Associação Nacional das Farmácias no Porto (Centro Empresarial Rua Eng.º Ferreira Dias, n.º 728)

Programa da Conferência

Moderador | Prof. Doutor Jorge Simões, Presidente da ERS, Entidade Reguladora da Saúde

14h30 | A Plataforma Saúde em Diálogo. Breve apresentação e enquadramento do tema nas suas prioridades e objetivos. A perspetiva do Doente Crónico

Dra. Mariana Pinote

14h50 | Garantias de Não Discriminação nas áreas dos Seguros, da Banca e Laboral

Prof. Doutor André Dias Pereira, Professor da FDUC; Diretor do CDB - Centro de Direito Biomédico

15h10 | Apoios da Segurança Social

Dr. Pedro Morgado, Jurista – Liga Portuguesa Contra o Cancro; Investigador do CDB

15h30 | Benefícios Fiscais

Mestre Fernando Rocha Andrade, Assistente da FDUC

15h50 | Pausa para Café

16h10 | Os desafios das doenças neuro-degenerativas no Direito

Mestre Ana Elisabete Ferreira, Investigadora do CDB

16h30 | O Aluno com NEE - Necessidades Especiais de Ensino e os Direitos dos Pais Trabalhadores

Dr. Ferreira Ramos, Advogado

16h50 | A importância da Intervenção Precoce

Dr.ª Maria do Rosário Zincke dos Reis, Advogada; Presidente da Plataforma A Saúde em Diálogo

17h10 | Aspetos éticos das doenças degenerativas

Prof. Doutor Luís Borges, FMUC; Presidente da ANIP – Associação Nacional da Intervenção Precoce

17h30 | Debate

18h00 | Conclusões

18h30 | Encerramento

 

Ordem dos Médicos Dentistas exige
A Ordem dos Médicos Dentistas vai exigir ao governo que tome medidas para garantir maior protecção aos consumidores que...

Perante as conclusões do relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) “Os Seguros de Saúde e o Acesso dos Cidadãos aos Cuidados de Saúde” que denuncia uma situação de oligopólio nos seguros de saúde e a ausência de legislação aplicável aos contratos de planos de saúde, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) vai pedir ao governo que tome medidas com carácter de urgência.

A OMD tem vindo a pedir uma maior intervenção do governo e do regulador nesta área, por serem cada vez mais as queixas sobre irregularidades quer de consumidores quer de profissionais da saúde oral.

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, considera que “as conclusões do relatório da ERS vêm dar razão às denúncias que a OMD tem efectuado, e provam que é urgente tomar medidas sobre este descontrolo. Duas seguradoras controlam mais de metade do mercado português de seguros de saúde e no caso dos planos de saúde a situação é ainda mais grave porque, como reconhece a ERS, não há legislação que enquadre estes contratos, ou seja, quem subscreve um plano de saúde não tem como garantir os seus direitos”.

O relatório da ERS refere que “os contratos dos planos de saúde não são tipificados, pelo que a lei actual não os denomina ou define, nem estipula o seu enquadramento legal”, acrescentando que “os cartões de saúde são, na prática, apenas cartões de desconto (…) que podem chegar a 100%, por vezes, o que significa que os prestadores que aceitam integrar as suas redes de prestadores (directório clínico) se comprometem a oferecer serviços gratuitos”.

Sobre a concentração nos seguros de saúde, a ERS denuncia que “o rácio de concentração dos dois maiores concorrentes, medido pela soma das suas quotas de mercado, é superior a 50%, poderá estar-se na verdade perante uma estrutura de mercado de oligopólio”, acrescentando que o” tipo de estrutura de mercado dos seguros de saúde poderá ser de concorrência monopolística – uma situação intermédia entre concorrência perfeita e monopólio, que se caracteriza por concorrência imperfeita, algumas barreiras à entrada no mercado, diferenciação do produto e capacidade de definição de preços com alguma liberdade por parte das seguradoras”.

Para o bastonário da OMD “estas denúncias são graves e requerem uma acção imediata por parte do legislador e do regulador. A conjuntura económica difícil que o país atravessa é propícia a abusos que urge combater até porque há casos em que a qualidade da prestação do serviço médico pode estar em causa”.

A medicina dentária é particularmente afectada por esta situação, uma vez que é exercida essencialmente pelo sector privado, em que os seguros e planos de saúde têm uma relevância substancial.

Ao subscreverem seguros e planos de saúde em que coberturas e garantias não são transparentes e nalguns casos de legalidade duvidosa, os consumidores ficam numa posição de fragilidade, culpando muitas vezes os médicos dentistas por situações a que estes são alheios e pondo em causa uma relação que deve ser de confiança.

 

A Jaba Recordati integrou no seu portefólio uma formulação inovadora de vitamina D3 com principio activo colecalciferol 22.400...

O novo suplemento de vitamina D3 (colecalciferol) com uma dose diária de 800 U.I. está recomendado para adultos acima dos 65 anos. A vitamina D3 tem como característica diferenciadora ser apenas de uma toma mensal, fornecendo a quantidade necessária diariamente.

A discussão científica em torno dos benefícios da suplementação de vitamina D é um tema actual e está cientificamente aceite que há populações de risco nas quais é obrigatório intervir. De acordo com as recomendações da Endocrine Society (1) em 2011 devem ser rastreados, para identificar potenciais deficiências de vitamina D, apenas indivíduos em risco tais como idosos com mais de 65 anos, institucionalizados (sobretudo acamados), mulheres pós-menopausa e grávidas. 

Evidências recentes correlacionam níveis insuficientes de vitamina D ao desenvolvimento ou agravamento de algumas patologias crónicas aumentando o seu risco, tais como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, demência e osteoporose, entre outras.

Doseamento e défice de vitamina D

A vitamina D é única entre as vitaminas, pois funciona como uma “hormona” e pode ser sintetizada na pele a partir da exposição à luz solar. Portugal é um país de sol e está assumido no senso comum que todos podem ter acesso os níveis de vitamina D adequado. Para sintetizar a vitamina D nas doses diárias necessárias, seria necessário uma exposição solar diária entre 20 e 30 minutos com protecção U.V. inferior a 8. Tal não é muito viável na prática e uma exposição ao sol por períodos longos de tempo exige o uso de protecção solar com índice de protecção U.V. exponencialmente superior. Este fato é mais evidente no target que mais necessita de vitamina D nas quantidades adequadas (crianças e idosos) que correspondem aos que menos exposição solar têm.

Além dos seus efeitos no metabolismo fosfocálcico, evidências recentes correlacionam níveis insuficientes de vitamina D com um risco aumentado de desenvolvimento de outras patologias não ósseas.

Conceptualmente, associa-se a vitamina D à formação óssea e equilíbrio muscular, mas a evidência recente demonstra-nos que vai muito além. A vitamina D tem uma acção protectora, de redução de risco, ao nível das doenças cardiovasculares, podendo interferir na redução de eventos. Esta evidência científica recente vem demonstrar que a vitamina D pode ser uma aliada do coração, evitando o aumento de risco de doenças como a Diabetes e a HTA. Foi com base neste racional de benefícios da vitamina D ao nível da doença cardiovascular que assenta a aposta da Jaba Recordati nesta formulação inovadora.

A nova vitamina D3 de uma única dose mensal da Jaba Recordati vem complementar uma oferta vasta do portefólio cardiovascular da companhia. Neste contexto de inovação, mercado dinâmico e imergente, a Jaba Recordati, inclusive pelo actual portefólio na área cardiovascular, sentiu-se responsável por actuar também neste segmento de mercado enquanto parceiro do profissional de saúde, oferecendo opções terapêuticas adequadas e inovadoras para melhorar o estado de saúde da nossa população.

Sobre a Jaba Recordati

Com cerca de 130 colaboradores, a subsidiária portuguesa da Recordati actua em três áreas de negócio, produtos inovadores sujeitos a prescrição médica, genéricos e produtos de venda livre. A Jaba Recordati foi responsável em 2013 por um volume de negócios de 32,9 milhões de euros, correspondente a cerca de 4% da facturação global do grupo Recordati. Nos primeiros nove meses de 2014 a filial contribuiu com um volume de 26.8 milhões de euros, um aumento de 13.3% em relação ao período homólogo de 2013 contribuindo com 3,7% dos resultados do grupo. A filial tem operações nos PALOP, nomeadamente Angola, Cabo Verde e Moçambique. www.jaba.pt

 

(1) http://www.sciencedirect.com/science/refhub/S1646-3439(13)00008-4/sbref0015

http://press.endocrine.org/doi/abs/10.1210/jc.2011-0385

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