Perguntas frequentes

Gripe sazonal

É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.
Gripe sazonal

O que é a gripe?
É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.

Porque existe tanta variedade de estirpes de vírus Influenza?
A variedade de estirpes dos vírus Influenza é consequência da sua elevada taxa de mutação. Esta taxa faz parte da estratégia de sobrevivência do vírus. Cada pessoa só pode ser infectada uma vez por cada estirpe e, de cada vez que é infectada, é por uma versão ligeiramente diferente do vírus. Se existisse apenas uma variante do vírus, ou estirpe, a longo prazo as pessoas estariam todas imunes e o vírus não sobreviveria. O vírus depende da sua taxa de mutação para criar novas estirpes para as quais as pessoas não têm imunidade e assim prosperar.

Em que altura do ano é que surge a gripe?
A gripe ocorre, geralmente, entre Novembro e Março, no hemisfério Norte, e entre Abril e Setembro, no hemisfério Sul (meses frios locais), pelo que é designada por sazonal (relacionada com a estação do ano). Durante a Primavera e o Verão podem surgir doenças que, eventualmente, se confundem com a gripe mas que são provocadas por outros vírus.

Porque é que as pessoas ficam mais infectadas com gripe no Inverno?
Quando a temperatura é baixa e na ausência de radiação ultravioleta, o vírus sobrevive o tempo suficiente para poder ser transmitido de um pessoa infectada para uma pessoa saudável. Para além disso, no Inverno, existem outros factores facilitadores da transmissão do vírus, tal como, o agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios colectivos de transporte, discoteca).

Existe uma teoria que defende que o arrefecimento da superfície do corpo com o tempo frio induz uma constrição pronunciada dos vasos sanguíneos do nariz, aumentando a nossa susceptibilidade às infecções respiratórias. Quando saímos à rua, mesmo bem agasalhados, temos o nosso nariz exposto ao frio. Se esta teoria for verdadeira, usar um cachecol, ou outra peça de roupa, à volta da cara, de modo a aquecer o nariz, ajudaria a prevenir gripes ou constipações. No entanto, a explicação mais aceite para os picos de gripe acontecerem no inverno é outra. Costumamos estar mais juntos em espaços fechados e mal ventilados. Nestas condições qualquer pessoa infectada pode infectar mais pessoas do que no verão, altura em que passamos mais tempo em espaços abertos e as nossas casas são muito mais arejadas.

O que é uma pandemia de gripe?
É a ocorrência de casos de gripe em número superior ao esperado numa determinada comunidade ou região. Ou sejam, uma epidemia que abrange uma grande parte da população a nível mundial. No século XX ocorreram três pandemias de gripe: em 1918/19 (gripe espanhola), em 1957/58 (gripe asiática) e em 1968/69 (gripe de Hong Kong). As pandemias são causadas por novos subtipos de vírus para os quais a população ainda não tem imunidade/protecção e podem surgir em qualquer altura do ano.

Como se transmite a gripe?
O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto directo, por exemplo, através das mãos. Mas isso só acontece se estivermos a menos de um metro de um doente que expele as gotículas e, nesse caso, é preciso mais de uma hora de exposição para a infecção se tornar efectiva. Já o mesmo não acontece, se o doente espirra ou tosse directamente para cima de nós. Uma forma indirecta de contágio surge quando tocamos em superfícies ou objectos onde há gotículas infectadas e depois as levarmos à boca, ao nariz ou aos olhos. Não há transmissão através da água ou dos alimentos.

De forma a evitar o contágio dos outros, como devemos espirrar?
Não devemos colocar a mão à frente da boca, durante o espirro. Ela ficará contaminada e ao tocar em superfícies ou objectos os vírus poderão passar novamente para outro hospedeiro.

Em que fase uma pessoa nos pode contagiar?
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus um dia antes e até sete dias após aparecerem os primeiros sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Qual o período de incubação?
O período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.

Quanto tempo demora a passar a gripe?
Normalmente, uma pessoa saudável recupera da gripe ao fim de cinco a sete dias.

Quais os sintomas/sinais da gripe?
No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de febre alta, calafrios, dores de cabeça, dor de garganta, dores musculares e articulares, tosse seca, congestão nasal e mal-estar geral.

E nas crianças, os sintomas da gripe são idênticos aos do adulto?
Nas crianças, a gripe manifesta-se consoante o grupo etário: prostração (50 por cento das crianças com idade inferior a 4 anos e só 10 por cento no grupo etário dos 5 aos 14 anos). Os sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos, diarreia, dor abdominal) são frequentes e ocorrem em mais de 40% dos casos. A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário do 1 a 3 anos.

A gripe e a constipação são a mesma doença?
Não. Os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da constipação são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.

Como se diagnostica a gripe?
O diagnóstico tem por base os sintomas típicos: febre, arrepios, dor de cabeça, tosse e dor no corpo.

Qual a gravidade da gripe?
A maioria das pessoas recupera da doença em 1 ou 2 semanas mas, nalguns casos, como por exemplo pessoas mais idosas ou portadoras de algumas doenças crónicas, pode ser mais grave.

Quais são as complicações da gripe?
O quadro clínico pode complicar-se com uma bronquite, pneumonia viral ou pneumonia bacteriana, ou com um agravamento da doença crónica existente (asma, diabetes, doenças cardíacas, pulmonares ou renais), necessitando, eventualmente de internamento hospitalar.

Como se evita a gripe?
A gripe pode ser evitada através da vacinação anual e da redução de contactos com as pessoas infectadas. Esta vacina só confere protecção contra a gripe sazonal. Lavar frequentemente as mãos reduz o risco de contrair a gripe e outras infecções.

Qual é a maneira correcta de lavar as mãos?
Parece banal mas não é bem assim. Demore-as algum tempo debaixo da água corrente. O famoso gel alcoólico serve sobretudo para locais onde não há instalações sanitárias. Água e sabonete em doseador são suficientes (e mais baratos).

Quem deve ser vacinado contra a gripe?
Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:

- Pessoas com 65 e mais anos de idade, principalmente se residem em instituições;
- As pessoas com mais de 6 meses de idade que sofram de doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado; diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina) ou outras doenças que diminuam a resistência às infecções.

Quem não deve ser vacinado contra a gripe?
As pessoas com alergia grave ao ovo ou que tenham tido uma reacção alérgica grave a uma dose anterior de vacina contra a gripe.

A vacina contra a gripe funciona?
Sim. A vacinação reduz muito o risco de contrair a infecção e se a pessoa vacinada for infectada terá uma doença mais ligeira.

A vacina pode provocar a gripe?
Não. A vacina contra a gripe não contém vírus vivos, pelo que não pode provocar a doença. No entanto, as pessoas vacinadas podem contrair outras infecções respiratórias virais que ocorrem durante a época de gripe.

Quando deve ser feita a vacinação?
Como, em Portugal, o pico da actividade gripal tem ocorrido entre Dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita, preferencialmente em Outubro/Novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o Outono e Inverno.

Devo vacinar-me contra a gripe todos os anos?
Deve vacinar-se se pertencer a um grupo de risco.

Onde se compra a vacina?
A vacina compra-se nas farmácias e é comparticipada.

Como se deve guardar a vacina?
Depois de comprada, a vacina deve ser administrada assim que possível. Até a levar ao serviço de saúde para ser administrada, a vacina deve ser conservada dentro da embalagem, no frigorífico, entre +2º e +8ºC (nas prateleira do meio do frigorifico e não na porta).

A vacina dá protecção a longo prazo?
Não, porque o vírus muda constantemente - mudança e flutuação genética - com novas estirpes e variantes a emergirem, pelo que as pessoas não conseguem desenvolver imunidade específica às estirpes individuais que vão aparecendo.

Qual é a eficácia da vacina para a gripe?
O tempo que vai desde Fevereiro até ao início da época da gripe - por volta de Novembro - é necessário para a produção da quantidade de vacina necessária para comercialização. As estirpes do vírus em circulação podem não ser as mesmas em que a vacina foi baseada, mas sabe-se que as estirpes do vírus em circulação no fim da época anterior (ou em Fevereiro) são normalmente as que mais semelhanças apresentam com as que vão circular na época para a qual a vacina é produzida. Deste modo, a vacina contra a gripe que é produzida todos os anos não é a melhor vacina possível mas apenas uma aproximação baseada nas estirpes do ano anterior. No entanto, sabe-se que evita o aparecimento de sintomas em 70 por cento dos casos. Nos idosos e nos mais debilitados ou nos doentes crónicos, a vacina pode não prevenir a gripe com tanta eficácia, mas reduz a gravidade dos sintomas.

No caso de uma pandemia, como o novo vírus que surge é completamente diferente dos que estavam em circulação no ano anterior, a vacina produzida todos os anos com base nas estirpes em circulação no fim da época anterior, é inútil.

Porque é a vacina para a gripe diferente todos os anos?
Porque o vírus da gripe está constantemente a mudar, por um processo de mutação genética, sendo diferente todos os anos. Daí que todos os anos tenha que produzir-se uma nova vacina.

Porque não há vacinas para toda a gente?
O processo de fabrico de uma vacina é demorado e não se consegue fabricar numa quantidade ilimitada. A Organização Mundial de Saúde (OMS), partindo da experiência adquirida durante a crise da gripe aviária H5N1, considera, na teoria, que podem ser produzidas 4,9 mil milhões de doses durante 12 meses. Mas ainda há dados que se desconhecem como, por exemplo, a quantidade de antigénio necessária para que o nosso corpo desencadeie uma resposta imunitária suficiente para ficarmos imunizados. Por isso, as estimativas reais são muito mais baixas, havendo necessidade de dar prioridade aos grupos de risco.

Em caso de gripe, como proceder?
Existem linhas de apoio do Ministério da Saúde:
Para adultos, ligue para a Linha Saúde Pública - 808 211 311 e para crianças, ligue para a Linha Saúde 24 - 808 24 24 00.

Para além disso, deve:
- Procurar isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o contágio;
- Descansar e ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação, comendo o que apetecer mais, evitar mudanças de temperatura;
- Não se abafar demasiado;
- Contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada;
- Tomar medicamento para baixar a febre. Se a dor for intensa também pode tomar analgésicos, fazer atmosfera húmida, se tiver tosse, aplicar soro fisiológico para desentupir/descongestionar o nariz;
- Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse;
- Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, dado serem recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe;
- Grávidas e mães a amamentar só podem tomar paracetamol até contactar o médico assistente;
- Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico;
- Durante o período de doença não deverá ser vacinado;
- As pessoas que vivem sozinhas, especialmente se são idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem.

Como é monitorizada a gripe a nível global?
Existe uma rede global de 112 centros nacionais de monitorização da gripe, espalhados por todo o mundo, incluindo Portugal, que fazem parte da rede de monitorização global da gripe (Global Influenza Surveillance network). Esta rede, criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), colhe amostras de vírus Influenza com vista à identificação das diferentes estirpes em circulação. Com base nestes dados, a OMS sugere, todos os anos em Fevereiro, a composição da vacina a ser produzida para o ano seguinte. Esta vacina é trivalente, ou seja, é produzida com base em três estirpes do vírus Influenza, uma pertencente ao subtipo H3N2, outra ao subtipo H1N1, ambos subtipos de Influenza A, e ainda uma estirpe pertencente ao vírus Influenza B.

Como é monitorizada a progressão da gripe em Portugal?
Actualmente, o Sistema Nacional de Vigilância da Gripe é coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) sob coordenação da Direcção Geral da Saúde. O sistema consiste na recolha, e processamento de dados de base clínica e laboratorial através da rede de Médicos-Sentinela e das Unidades de Urgência dos Hospitais e Centros de Saúde. Semanalmente, à quinta-feira, é elaborado um Boletim de Vigilância Epidemiológica.

Porque é que a vigilância epidemiológica da gripe tem uma semana de atraso?
O sistema de vigilância epidemiológica da gripe é um dos mais rápidos. A semana de atraso é inerente ao sistema de compilação de dados e elaboração do relatório semanal pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, na sua qualidade de laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde para a Gripe em Portugal.

O que fazer se vou viajar?
Deve adoptar exactamente os mesmos cuidados enquanto em Portugal. A automedicação é desaconselhada, por isso, caso suspeite de sintomas de gripe, deve recorrer às instituições locais de saúde, para o diagnóstico ser confirmado e receber o tratamento adequado.

Fonte: 
DGS
gripenet.pt
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Foto: 
ShutterStock

Transact Lat, 40 mg, penso impregnado Flurbiprofeno Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém informação importante para si. Utilize este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. - Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. - Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. - Se não se sentir melhor ou se piorar 5 dias, tem de consultar um médico. O que contém este folheto: 1. O que é Transact Lat e para que é utilizado 2. O que precisa de saber antes de utilizar Transact Lat 3. Como utilizar Transact Lat 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Transact Lat 6. Conteúdo da embalagem e outras informações. 1. O que é Transact Lat e para que é utilizado Grupo farmacoterapêutico: 9.1.10 Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroides. Anti-inflamatórios não esteroides para uso tópico. Indicações terapêuticas: TransAct LAT está indicado no tratamento sintomático das situações de inflamação musculoesquelética localizada de origem pós-traumática ou reumática, resultando em dores musculares ou das articulações, que podem ser de natureza aguda ou crónica. Transact Lat é um penso impregnado, o qual liberta de uma forma sustentada níveis de flurbiprofeno diretamente para a área afetada com uma absorção sistémica mínima. Se não se sentir melhor ou se piorar após 5 dias, tem de consultar um médico. 2. O que precisa de saber antes de utilizar Transact Lat Não utilize Transact Lat:- Se tem alergia (hipersensibilidade) ao flurbiprofeno ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). - Se tem hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides - Se sofre ou sofreu de: - Hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINE. - Colite ulcerosa, doença de Crohn, úlcera péptica recorrente ou hemorragia gastrointestinal (definida como dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada). - Insuficiência cardíaca grave. - Terceiro trimestre de gravidez - Em peles feridas ou muito frágeis, nem em locais afetados por dermatoses ou infeção. Advertências e precauções Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Transact Lat. Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea de Transact Lat, não é possível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos. O risco de ocorrência destes efeitos depende, entre outros fatores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo de exposição. Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção “Como utilizar Transact Lat” e informação sobre os riscos GI (gastrointestinais) e cardiovasculares em seguida mencionados).Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados. Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC). Não existem dados suficientes para eliminar o risco de ocorrência destes efeitos aquando da utilização de flurbiprofeno. Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com flurbiprofeno após cuidadosa avaliação. As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidémia, diabetes mellitus e hábitos tabágicos). Os medicamentos tais como Transact Lat podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos prolongados. Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de duração do tratamento. Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir a sofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, elevados níveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seu médico ou farmacêutico. Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal Têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves. O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de flurbiprofeno, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem ser instruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomas abdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento. Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a utilizar Transact Lat, o tratamento deve ser interrompido. Flurbiprofeno deve ser administrado com precaução em doentes com história de úlcera péptica e doença inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn), uma vez que estas situações podem ser exacerbadas. Foi demonstrado que o flurbiprofeno administrado por via sistémica pode prolongar o tempo de hemorragia; Transact Lat deve ser usado com cuidado em doentes com tendência para hemorragias anormais. Tal como com outros AINE, flurbiprofeno pode inibir a agregação plaquetária e prolongar o tempo de hemorragia. Idosos Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais. Transact Lat deve ser utilizado com precaução em doentes com história de asma não alérgica. Foram reportados casos de broncospasmo com o uso de flurbiprofeno em doentes com antecedentes de asma brônquica. Recomenda-se precaução especial quando o flurbiprofeno é utilizado por doentes com história de insuficiência cardíaca ou hipertensão uma vez que foram reportados edema e retenção de fluídos associados com a administração de flurbiprofeno. Flurbiprofeno deve ser administrado com precaução em doentes com insuficiência renal, cardíaca ou hepática. No início de tratamento, flurbiprofeno tal como outros AINE deve ser administrado com precaução em doentes com considerável desidratação. Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea de Transact Lat, não é possível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos. O risco de ocorrência destes efeitos depende, entre outros fatores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo de exposição. Segurança Cutânea dos AINE: Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas a administração de AINE (ver secção 4. Efeitos secundários possíveis). Aparentemente o risco de ocorrência destas reações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações se manifestam durante o primeiro mês de tratamento. Transact Lat deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas ou outras manifestações de hipersensibilidade. Outros medicamentos e Transact Lat Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, tiver utilizado recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos. Desconhecem-se quaisquer interações medicamentosas com a utilização de Transact Lat. Por via sistémica, podem ocorrer possíveis interações com a digoxina, tolbutamina, ciclosporina, antiácidos, ácido acetilsalicílico e outros medicamentos contendo anti-inflamatórios não esteroides. Diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e Antagonistas da Angiotensina II (AAII): Os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores. Nalguns doentes com função renal diminuída (ex: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deverá ser tida em consideração em doentes a fazer a aplicação de flurbiprofeno, sobretudo se for em zonas extensas da pele e por tempo prolongado, em associação com IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então. Glicósidos cardíacos: Os AINE podem exacerbar uma insuficiência cardíaca, reduzir a taxa de filtração glomerular e aumentar os níveis plasmáticos de glicósidos cardíacos. Anticoagulantes: os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina. Ácido acetilsalicílico: Tal como com outros medicamentos contendo AINE, a administração concomitante de flurbiprofeno com ácido acetilsalicílico não é recomendada devido a um potencial aumento de efeitos adversos. Agentes antiagregantes plaquetários e inibidores seletivos da recaptação da serotonina: aumento do risco de hemorragia gastrointestinal. Sais de lítio: Os AINE podem diminuir a depuração renal do lítio com resultante aumento dos níveis plasmáticos e toxicidade. Caso flurbiprofeno seja utilizado por um doente a fazer terapêutica com lítio, deve ser feita uma monitorização apertada dos níveis de lítio. Metotrexato: os AINE podem aumentar os níveis de metotrexato pelo que a administração concomitante de flurbiprofeno e metotrexato deve ser efetuada com precaução. Ciclosporina: A administração de AINE e ciclosporina apresenta um risco aumentado de nefrotoxicidade. Corticosteroides: Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal. Inibidores seletivos da ciclooxigenase-2: A administração concomitante de flurbiprofeno com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada, devido ao potencial efeito aditivo. Digoxina: Os AINE podem aumentar os níveis plasmáticos de digoxina. Antibióticos da classe das quinolonas: Dados em animais indicam que os AINE, em associação com antibióticos da classe das quinolonas, podem aumentar o risco de convulsões. Os doentes a tomar AINE e quinolonas podem apresentar um risco aumentado de desenvolver convulsões. Mifepristona: Não se deve tomar AINE durante 8-12 dias após a administração de mifepristona, uma vez que os AINE podem reduzir os efeitos da mifepristona. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento. A segurança do Transact Lat durante a gravidez e o aleitamento não foram ainda estabelecidas. Os dados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de aborto espontâneo, de malformações cardíacas e de gastrosquise na sequência da utilização de um inibidor da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. Deste modo, flurbiprofeno não deverá ser administrado durante o 1º e 2º trimestre de gravidez, a não ser que seja estritamente necessário. A administração de flurbiprofeno está contraindicada durante o terceiro trimestre de gravidez Não se recomenda a utilização de flurbiprofeno em mulheres a amamentar. Condução de veículos e utilização de máquinas Não se aplica. 3. Como utilizar Transact Lat Utilize este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver “Advertências e Precauções”). O TransAct LAT é exclusivamente para uso externo. Recomenda-se a aplicação de um só penso impregnado, sobre a área afetada, devendo ser substituído de 12 em 12 horas. Crianças: Não é recomendado em crianças Idosos ou doentes com insuficiência renal: Apesar de flurbiprofeno ser bem tolerado pelos doentes idosos, alguns deles especialmente os que têm insuficiência renal, apresentam uma eliminação lenta dos anti-inflamatórios não esteroides, devendo nestes casos Transact Lat ser administrado com precaução. Modo e via de administração Uso cutâneo A pele sob a área músculo-esquelética afetada deve ser limpa antes da aplicação de Transact Lat. Remover o revestimento protetor do penso impregnado e aplicar o lado aderente sobre a pele. Quando se aplica o Transact Lat sobre uma articulação, como por exemplo o cotovelo e o joelho, deve ser colocado com a articulação um pouco fletida, podendo ser conveniente a utilização de uma ligadura ou manga (inclusa) sobre o penso impregnado. Modo de aplicação Passo 1 Lavar e secar cuidadosamente a zona afetada Passo 2 Retirar um penso impregnado da saqueta e fechá-la em seguida. Passo 3 Com as duas mãos segure o penso impregnado tal como indicado na figura e puxe ligeiramente para fora. O revestimento protetor solta-se a partir do meio do penso impregnado. Remover o revestimento protetor e aplicar a parte aderente diretamente sobre a pele. Passo 4 Aplicar a parte aderente diretamente sobre a zona afetada de forma uniforme evitando a formação de pregas. Logo após a aplicação pode ocorrer uma sensação de frio. Passo 5 Se a zona afetada for uma articulação, aplicar o penso impregnado com a articulação um pouco fletida Passo 6 Em caso de aplicação de Transact Lat sobre articulações móveis, como exemplo o cotovelo ou o joelho, é aconselhável o uso de uma ligadura ou manga (inclusa) Se utilizar mais Transact Lat do que deveria A ocorrência de sobredosagem é muito improvável dada a natureza desta formulação e a sua via de administração. Em caso de administração incorreta desta formulação, os sintomas de sobredosagem podem incluir dor abdominal, náuseas e vómitos. Não existe antídoto específico para flurbiprofeno. As medidas a tomar serão a lavagem gástrica e se necessário a correção dos eletrólitos séricos. Caso se tenha esquecido de utilizar Transact Lat Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar. Se parar de utilizar Transact Lat Não se aplica. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. 4. Efeitos secundários possíveis Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. O flurbiprofeno atinge níveis séricos mais baixos do que o mesmo fármaco administrado por via oral (é de realçar contudo, o facto de atingir níveis idênticos aos desta via sistémica, nas articulações e noutros tecidos situados profundamente sob a área cutânea onde o penso impregnado é aplicado). Sendo assim, é extremamente improvável a ocorrência de efeitos colaterais sistémicos. Em ensaios clínicos com flurbiprofeno de uso cutâneo, os efeitos adversos mais frequentemente reportados foram de reações locais (incluindo rubor, erupção cutânea, prurido, irritação da pele, entorpecimento e ardor); contudo a incidência foi baixa (4,6%). Efeitos secundários observados com AINE: Gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal. Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais. Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemese, flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos. Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite. Cardiopatias: Edema, hipertensão arterial, e insuficiência cardíaca, têm sido notificados em associação ao tratamento com AINE. Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC). Reações bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (muito raro). Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. 5. Como conservar Transact Lat Não conservar acima de 25ºC. Duração de estabilidade após a abertura de cada saqueta é de 1 mês. Fechar bem as saquetas após a retirada de cada penso impregnado. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize Transact Lat após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não utilize se verificar sinais visíveis de deterioração. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente. 6. Conteúdo da embalagem e outras informações Qual a composição do Transact Lat - A substância ativa é o flurbiprofeno. Cada penso impregnado contém 40 mg de flurbiprofeno (0,294 mg de flurbiprofeno/cm2 de penso impregnado). - Os outros componentes são: Óleo essencial de hortelã-pimenta, miristato de isopropilo, glicerol, dióxido de titânio (E171), carmelose sódica, caulino pesado, ácido tartárico, polissorbato 80, sesquioleato de sorbitano, poliacrilato de sódio e água purificada. Qual o aspeto de Transact Lat e conteúdo da embalagem Transact Lat é constituído por uma película aderente de poliéster impregnada com 40 mg de flurbiprofeno. Os pensos impregnados são fornecidos em embalagens com uma ou duas saquetas laminadas e fechadas, contendo cada uma 5 pensos impregnados. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Amdipharm Limited Temple Chambers 3, Burlington Road Dublin 4 Irlanda Fabricantes Abbott S.r.L Strada Statale Pontina - Km 52 I-04010 Campoverdi di Aprilia - Latina Itália Amdipharm Plc Regency House - Miles Gray Road, Basildon SS14 3AF Essex Reino Unido Waymade Plc Sovereign House, Miles Gray Road, Basildon SS14 3FR Essex Reino Unido Distribuído por: Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740-298 Porto Salvo Este folheto foi revisto pela última vez em