Perguntas frequentes

Gripe sazonal

É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.
Gripe sazonal

O que é a gripe?
É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.

Porque existe tanta variedade de estirpes de vírus Influenza?
A variedade de estirpes dos vírus Influenza é consequência da sua elevada taxa de mutação. Esta taxa faz parte da estratégia de sobrevivência do vírus. Cada pessoa só pode ser infectada uma vez por cada estirpe e, de cada vez que é infectada, é por uma versão ligeiramente diferente do vírus. Se existisse apenas uma variante do vírus, ou estirpe, a longo prazo as pessoas estariam todas imunes e o vírus não sobreviveria. O vírus depende da sua taxa de mutação para criar novas estirpes para as quais as pessoas não têm imunidade e assim prosperar.

Em que altura do ano é que surge a gripe?
A gripe ocorre, geralmente, entre Novembro e Março, no hemisfério Norte, e entre Abril e Setembro, no hemisfério Sul (meses frios locais), pelo que é designada por sazonal (relacionada com a estação do ano). Durante a Primavera e o Verão podem surgir doenças que, eventualmente, se confundem com a gripe mas que são provocadas por outros vírus.

Porque é que as pessoas ficam mais infectadas com gripe no Inverno?
Quando a temperatura é baixa e na ausência de radiação ultravioleta, o vírus sobrevive o tempo suficiente para poder ser transmitido de um pessoa infectada para uma pessoa saudável. Para além disso, no Inverno, existem outros factores facilitadores da transmissão do vírus, tal como, o agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios colectivos de transporte, discoteca).

Existe uma teoria que defende que o arrefecimento da superfície do corpo com o tempo frio induz uma constrição pronunciada dos vasos sanguíneos do nariz, aumentando a nossa susceptibilidade às infecções respiratórias. Quando saímos à rua, mesmo bem agasalhados, temos o nosso nariz exposto ao frio. Se esta teoria for verdadeira, usar um cachecol, ou outra peça de roupa, à volta da cara, de modo a aquecer o nariz, ajudaria a prevenir gripes ou constipações. No entanto, a explicação mais aceite para os picos de gripe acontecerem no inverno é outra. Costumamos estar mais juntos em espaços fechados e mal ventilados. Nestas condições qualquer pessoa infectada pode infectar mais pessoas do que no verão, altura em que passamos mais tempo em espaços abertos e as nossas casas são muito mais arejadas.

O que é uma pandemia de gripe?
É a ocorrência de casos de gripe em número superior ao esperado numa determinada comunidade ou região. Ou sejam, uma epidemia que abrange uma grande parte da população a nível mundial. No século XX ocorreram três pandemias de gripe: em 1918/19 (gripe espanhola), em 1957/58 (gripe asiática) e em 1968/69 (gripe de Hong Kong). As pandemias são causadas por novos subtipos de vírus para os quais a população ainda não tem imunidade/protecção e podem surgir em qualquer altura do ano.

Como se transmite a gripe?
O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto directo, por exemplo, através das mãos. Mas isso só acontece se estivermos a menos de um metro de um doente que expele as gotículas e, nesse caso, é preciso mais de uma hora de exposição para a infecção se tornar efectiva. Já o mesmo não acontece, se o doente espirra ou tosse directamente para cima de nós. Uma forma indirecta de contágio surge quando tocamos em superfícies ou objectos onde há gotículas infectadas e depois as levarmos à boca, ao nariz ou aos olhos. Não há transmissão através da água ou dos alimentos.

De forma a evitar o contágio dos outros, como devemos espirrar?
Não devemos colocar a mão à frente da boca, durante o espirro. Ela ficará contaminada e ao tocar em superfícies ou objectos os vírus poderão passar novamente para outro hospedeiro.

Em que fase uma pessoa nos pode contagiar?
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus um dia antes e até sete dias após aparecerem os primeiros sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Qual o período de incubação?
O período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.

Quanto tempo demora a passar a gripe?
Normalmente, uma pessoa saudável recupera da gripe ao fim de cinco a sete dias.

Quais os sintomas/sinais da gripe?
No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de febre alta, calafrios, dores de cabeça, dor de garganta, dores musculares e articulares, tosse seca, congestão nasal e mal-estar geral.

E nas crianças, os sintomas da gripe são idênticos aos do adulto?
Nas crianças, a gripe manifesta-se consoante o grupo etário: prostração (50 por cento das crianças com idade inferior a 4 anos e só 10 por cento no grupo etário dos 5 aos 14 anos). Os sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos, diarreia, dor abdominal) são frequentes e ocorrem em mais de 40% dos casos. A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário do 1 a 3 anos.

A gripe e a constipação são a mesma doença?
Não. Os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da constipação são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.

Como se diagnostica a gripe?
O diagnóstico tem por base os sintomas típicos: febre, arrepios, dor de cabeça, tosse e dor no corpo.

Qual a gravidade da gripe?
A maioria das pessoas recupera da doença em 1 ou 2 semanas mas, nalguns casos, como por exemplo pessoas mais idosas ou portadoras de algumas doenças crónicas, pode ser mais grave.

Quais são as complicações da gripe?
O quadro clínico pode complicar-se com uma bronquite, pneumonia viral ou pneumonia bacteriana, ou com um agravamento da doença crónica existente (asma, diabetes, doenças cardíacas, pulmonares ou renais), necessitando, eventualmente de internamento hospitalar.

Como se evita a gripe?
A gripe pode ser evitada através da vacinação anual e da redução de contactos com as pessoas infectadas. Esta vacina só confere protecção contra a gripe sazonal. Lavar frequentemente as mãos reduz o risco de contrair a gripe e outras infecções.

Qual é a maneira correcta de lavar as mãos?
Parece banal mas não é bem assim. Demore-as algum tempo debaixo da água corrente. O famoso gel alcoólico serve sobretudo para locais onde não há instalações sanitárias. Água e sabonete em doseador são suficientes (e mais baratos).

Quem deve ser vacinado contra a gripe?
Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:

- Pessoas com 65 e mais anos de idade, principalmente se residem em instituições;
- As pessoas com mais de 6 meses de idade que sofram de doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado; diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina) ou outras doenças que diminuam a resistência às infecções.

Quem não deve ser vacinado contra a gripe?
As pessoas com alergia grave ao ovo ou que tenham tido uma reacção alérgica grave a uma dose anterior de vacina contra a gripe.

A vacina contra a gripe funciona?
Sim. A vacinação reduz muito o risco de contrair a infecção e se a pessoa vacinada for infectada terá uma doença mais ligeira.

A vacina pode provocar a gripe?
Não. A vacina contra a gripe não contém vírus vivos, pelo que não pode provocar a doença. No entanto, as pessoas vacinadas podem contrair outras infecções respiratórias virais que ocorrem durante a época de gripe.

Quando deve ser feita a vacinação?
Como, em Portugal, o pico da actividade gripal tem ocorrido entre Dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita, preferencialmente em Outubro/Novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o Outono e Inverno.

Devo vacinar-me contra a gripe todos os anos?
Deve vacinar-se se pertencer a um grupo de risco.

Onde se compra a vacina?
A vacina compra-se nas farmácias e é comparticipada.

Como se deve guardar a vacina?
Depois de comprada, a vacina deve ser administrada assim que possível. Até a levar ao serviço de saúde para ser administrada, a vacina deve ser conservada dentro da embalagem, no frigorífico, entre +2º e +8ºC (nas prateleira do meio do frigorifico e não na porta).

A vacina dá protecção a longo prazo?
Não, porque o vírus muda constantemente - mudança e flutuação genética - com novas estirpes e variantes a emergirem, pelo que as pessoas não conseguem desenvolver imunidade específica às estirpes individuais que vão aparecendo.

Qual é a eficácia da vacina para a gripe?
O tempo que vai desde Fevereiro até ao início da época da gripe - por volta de Novembro - é necessário para a produção da quantidade de vacina necessária para comercialização. As estirpes do vírus em circulação podem não ser as mesmas em que a vacina foi baseada, mas sabe-se que as estirpes do vírus em circulação no fim da época anterior (ou em Fevereiro) são normalmente as que mais semelhanças apresentam com as que vão circular na época para a qual a vacina é produzida. Deste modo, a vacina contra a gripe que é produzida todos os anos não é a melhor vacina possível mas apenas uma aproximação baseada nas estirpes do ano anterior. No entanto, sabe-se que evita o aparecimento de sintomas em 70 por cento dos casos. Nos idosos e nos mais debilitados ou nos doentes crónicos, a vacina pode não prevenir a gripe com tanta eficácia, mas reduz a gravidade dos sintomas.

No caso de uma pandemia, como o novo vírus que surge é completamente diferente dos que estavam em circulação no ano anterior, a vacina produzida todos os anos com base nas estirpes em circulação no fim da época anterior, é inútil.

Porque é a vacina para a gripe diferente todos os anos?
Porque o vírus da gripe está constantemente a mudar, por um processo de mutação genética, sendo diferente todos os anos. Daí que todos os anos tenha que produzir-se uma nova vacina.

Porque não há vacinas para toda a gente?
O processo de fabrico de uma vacina é demorado e não se consegue fabricar numa quantidade ilimitada. A Organização Mundial de Saúde (OMS), partindo da experiência adquirida durante a crise da gripe aviária H5N1, considera, na teoria, que podem ser produzidas 4,9 mil milhões de doses durante 12 meses. Mas ainda há dados que se desconhecem como, por exemplo, a quantidade de antigénio necessária para que o nosso corpo desencadeie uma resposta imunitária suficiente para ficarmos imunizados. Por isso, as estimativas reais são muito mais baixas, havendo necessidade de dar prioridade aos grupos de risco.

Em caso de gripe, como proceder?
Existem linhas de apoio do Ministério da Saúde:
Para adultos, ligue para a Linha Saúde Pública - 808 211 311 e para crianças, ligue para a Linha Saúde 24 - 808 24 24 00.

Para além disso, deve:
- Procurar isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o contágio;
- Descansar e ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação, comendo o que apetecer mais, evitar mudanças de temperatura;
- Não se abafar demasiado;
- Contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada;
- Tomar medicamento para baixar a febre. Se a dor for intensa também pode tomar analgésicos, fazer atmosfera húmida, se tiver tosse, aplicar soro fisiológico para desentupir/descongestionar o nariz;
- Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse;
- Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, dado serem recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe;
- Grávidas e mães a amamentar só podem tomar paracetamol até contactar o médico assistente;
- Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico;
- Durante o período de doença não deverá ser vacinado;
- As pessoas que vivem sozinhas, especialmente se são idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem.

Como é monitorizada a gripe a nível global?
Existe uma rede global de 112 centros nacionais de monitorização da gripe, espalhados por todo o mundo, incluindo Portugal, que fazem parte da rede de monitorização global da gripe (Global Influenza Surveillance network). Esta rede, criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), colhe amostras de vírus Influenza com vista à identificação das diferentes estirpes em circulação. Com base nestes dados, a OMS sugere, todos os anos em Fevereiro, a composição da vacina a ser produzida para o ano seguinte. Esta vacina é trivalente, ou seja, é produzida com base em três estirpes do vírus Influenza, uma pertencente ao subtipo H3N2, outra ao subtipo H1N1, ambos subtipos de Influenza A, e ainda uma estirpe pertencente ao vírus Influenza B.

Como é monitorizada a progressão da gripe em Portugal?
Actualmente, o Sistema Nacional de Vigilância da Gripe é coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) sob coordenação da Direcção Geral da Saúde. O sistema consiste na recolha, e processamento de dados de base clínica e laboratorial através da rede de Médicos-Sentinela e das Unidades de Urgência dos Hospitais e Centros de Saúde. Semanalmente, à quinta-feira, é elaborado um Boletim de Vigilância Epidemiológica.

Porque é que a vigilância epidemiológica da gripe tem uma semana de atraso?
O sistema de vigilância epidemiológica da gripe é um dos mais rápidos. A semana de atraso é inerente ao sistema de compilação de dados e elaboração do relatório semanal pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, na sua qualidade de laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde para a Gripe em Portugal.

O que fazer se vou viajar?
Deve adoptar exactamente os mesmos cuidados enquanto em Portugal. A automedicação é desaconselhada, por isso, caso suspeite de sintomas de gripe, deve recorrer às instituições locais de saúde, para o diagnóstico ser confirmado e receber o tratamento adequado.

Fonte: 
DGS
gripenet.pt
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Foto: 
ShutterStock

NOME DO MEDICAMENTO: Septolete Mel e Lima, 5 mg + 1 mg, pastilhas. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada pastilha contém 5 mg de benzocaína e 1 mg de cloreto de cetilpiridinio. Excipientes: maltitol: 1250 mg/pastilha; maltitol líquido: 478 mg/pastilha; corante vermelho AC (E129): 0,01 mg/ pastilha. FORMA FARMACÊUTICA: Pastilha. Indicações terapêuticas: Septolete Mel e Lima encontra-se indicado no alívio sintomático da dor, sensação de queimadura e comichão na garganta: em infecções ligeiras na cavidade bucofaríngea (faringe, laringe), na inflamação das gengivas e da membrana da mucosa oral (estomatite, gengivite) e na gripe e em constipações. Posologia e modo de administração: A dose recomendada para adultos e crianças com idade superior a 12 anos é até 8 pastilhas por dia. Dissolver 1 pastilha na boca de 2 em 2 horas ou de 3 em 3 horas. A dose recomendada para crianças com idades compreendidas entre 6 e 12 anos é até 4 pastilhas por dia. Dissolver 1 pastilha na boca de 4 em 4 horas. A experiência em crianças é limitada. Não se recomenda a utilização de Septolete Mel e Lima em crianças com idade inferior a 6 anos devido aos dados limitados de segurança. Contra-indicações: Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Os doentes não deverão tomar Septolete Mel e Lima se apresentarem feridas na boca uma vez que o cloreto de cetilpiridínio abranda a cicatrização das feridas. Em infecções graves acompanhadas de febre elevada, dor de cabeça e vómitos, deverá consultar o médico, especialmente se a doença não apresentar melhorias num prazo de três dias. Os doentes diabéticos deverão ter conhecimento de que cada pastilha contém cerca de 1 g de maltitol. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Septolete Mel e Lima não deverá ser tomado juntamente com leite uma vez que o leite reduz a eficácia antimicrobiana do cloreto de cetilpiridinio. Este medicamento não influencia os efeitos de outras substâncias. Efeitos indesejáveis: Raros: Problemas gastrointestinais (especialmente com a utilização de doses mais elevadas do que as que foram prescritas); Pouco frequentes: Reacção de hipersensibilidade. A reacção de hipersensibilidade de dermatite de contacto ocorre em menos de 1% dos doentes. Em doentes com hipersensibilidade à benzocaína, existe possibilidade de hipersensibilidade cruzada a outros ésteres do ácido 4-aminobenzóico (por ex. procaína, tetracaína). Caso ocorram efeitos indesejáveis graves, o tratamento deverá ser interrompido.