Como afectam o corpo humano

Infecções

Certas infecções causam modificações no corpo humano, seja no sangue, no coração, nos pulmões, no cérebro, nos rins, no fígado e nos intestinos. Saiba quais são.
Infecções

A presença de uma infecção provoca, habitualmente, sintomas diversos dependendo do tipo e da gravidade da infecção. São vários os agentes causadores das infecções, logo também são diferentes as alterações, seja ao nível dos sinais/sintomas, seja ao nível do órgão afectado.

Alterações no sangue:
Como parte das defesas do organismo contra a infecção, a quantidade de glóbulos brancos costuma aumentar. Esse aumento pode verificar-se em poucas horas, em grande medida pela libertação de glóbulos brancos armazenados na medula óssea. O primeiro a aumentar é o número de neutrófilos e, se a infecção persistir, aumentam os monócitos, sendo ambos duas variedades de glóbulos brancos. Os eosinófilos também o são e aumentam nas reacções alérgicas e nas infecções parasitárias; não o fazem habitualmente nas infecções bacterianas.

Certas infecções, como a febre tifóide, fazem diminuir o número de glóbulos brancos. Essa diminuição pode verificar-se porque a infecção é tão importante que a medula óssea é incapaz de fabricar glóbulos brancos com suficiente rapidez para que substituam os leucócitos perdidos na luta contra a invasão.

A anemia pode ser o resultado de uma hemorragia, por causa da infecção, dever-se à destruição dos glóbulos vermelhos ou então resultar da depressão da medula óssea. A infecção grave pode provocar uma coagulação disseminada em todos os vasos sanguíneos, o que é conhecido por coagulação vascular disseminada. A melhor maneira de inverter essa situação é tratar da doença de base, neste caso a infecção.

Uma baixa nos valores das plaquetas do sangue sem nenhuma outra alteração pode também indiciar uma infecção subjacente.

Alterações no coração, nos pulmões e no cérebro:
As alterações cardíacas possíveis de ocorrer durante uma infecção consistem numa aceleração do ritmo cardíaco e num aumento ou diminuição do volume de sangue expelido em cada contracção (débito cardíaco).

Embora no decurso das infecções, habitualmente, o ritmo cardíaco aumente, algumas, como a febre tifóide, fazem com que o pulso seja mais lento do que se poderia esperar dada a gravidade da febre. A tensão arterial pode baixar. Numa infecção grave, a dilatação dos vasos sanguíneos pode derivar de uma forte queda da tensão arterial (choque séptico).

A infecção e a febre costumam fazer com que se respire mais rapidamente - aumento da frequência respiratória. A rigidez pulmonar aumenta e isso pode interferir na respiração e levar a uma doença conhecida como a síndroma da insuficiência respiratória aguda. Os músculos respiratórios do tórax também se podem cansar.

As infecções graves podem igualmente provocar anomalias na função cerebral, quer um microrganismo invada o cérebro de forma directa, ou não. As pessoas de idade avançadas são particularmente propensas a sofrer estados de confusão. A febre muito elevada pode provocar convulsões.

Alterações renais, hepáticas e intestinais:
As alterações renais podem ir desde uma ligeira perda de proteínas através da urina até uma insuficiência renal aguda. Podem ser provocadas pelo enfraquecimento do coração, pela queda da tensão arterial ou pelo efeito directo dos microrganismos sobre o rim.

Muitas infecções podem alterar a função hepática, mesmo quando os microrganismos não atacam directamente o fígado. Um problema frequente é a icterícia causada por uma acumulação de bílis (icterícia colestática). A icterícia é um sinal preocupante quando se instala a partir de uma infecção.

Uma infecção grave pode provocar úlceras de stress na parte mais alta do intestino, podendo originar uma hemorragia. Em geral só se verifica uma perda de sangue diminuta, mas numa pequena percentagem de indivíduos a hemorragia pode ser grave.

Fonte: 
Manual Merck
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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