Sensação de pernas inchadas

Livre-se da retenção de líquidos

Atualizado: 
03/08/2018 - 11:29
Com a chegada das temperaturas mais altas, muitas são as mulheres que se queixam (ainda mais!) da retenção de líquidos. Descubra com este artigo que com os cuidados certos pode combater o inchaço.

A retenção de líquidos traduz-se numa acumulação excessiva de água no organismo que conduz a inchaço (edema). Erros alimentares, alterações hormonais ou má circulação podem esta na origem de um problema que afeta maioritariamente mulheres. No entanto, fatores como herediatariedade ou falta de exercício físico podem contribuir (e muito!) para o agravamento do problema.

De acordo com os especialistas, sempre que existe algum tipo de desequílibrio no nosso organismo, este acaba por acumular água em determinadas zonas. Talvez isso explique porque a retenção de líquidos é tão comum no período pré-menstrual, altura em que os níves de estrogénio e progesterona se alteram.

O que acontece, nestes casos, é que os líquidos saem dos vasos sanguíneos e vão-se acumulando no tecido subcutâneo - sobretudo nas pernas, tornozelos, mãos, pés e abdómen - provocando o “famoso” edema. Sensação de pernas pesadas, desconforto e um aumento de peso até 2,3 quilos são outros sintomas.

Embora se apontem algumas causas como fatores hormonais, a hereditariedade, a ingestão excessiva de sal, a carência de algumas vitaminas ou a sedentariedade, a verdade é que há outros aspetos que lhe parecem estar associados.

Na realidade, de acordo com um artigo publicado no Washington Post, usar roupa demasiado apertada, ficar demasiado tempo em pé ou sentado, estar exposto a elevadas doses de stress ou ansiedade, e as temperaturas altas podem ser a causa para a retenção.

Se costuma sofrer com frequência deste “mal” saiba que com os cuidados certos pode livrar-se do inchaço.

Especialistas aconselham a que ingira entre 1,5 ou 2 litros de água por dia. Ainda que pareça um contra-senso, a ingestão de líquido irá ajudar o organismo a eliminar, de forma eficaz,  as toxinas que se vão acumulando ao longo do dia.

Para além da água, aposte nas infusões, nos chás e aumente o consumo de alimentos ricos em água, como os vegetais ou frutas.

Entre os chás mais indicados, graças à sua ação diurética, está o chá verde, chá de cavalinha, chá de funcho e erva-príncipe ou dente-de-leão.

Frutas como papaia, melancia ou acabaxi, para além de ajudá-lo a conseguir o aporte de água diário recomendado, trazem-lhe outros benefícios.

Fonte de cálcio e potássio, a papaia tem um papel importante na regulação da pressão arterial e no equilíbrio hídrico.

A melancia, constituída por 92 por cento de água e apenas 6 por cento de açúcar, vai ajudá-lo a manter-se hidratado sem comprometer, por exemplo, os níveis de glicemia no sangue.

Já o abacaxi, tendo na sua constituíção uma enzima protoelítica que possui propriedades anti-inflamatórias, – a bromelina – vai ajudar na diminuição do edema.

Entre os vegetais escolha o pepino e o aipo com ação antidiurética e anticelulítica.

Por outro lado, aposte na redução do sal, um dos grandes responsáveis pela retenção hídrica.

Um dos truques, quando vai ao supermercado, é ler os rótulos para detetar a presença de sal nos alimentos.  Sódio, Na+, glutamatomonosodico, bicabornato de sódio, bissulfato de sódio, fosfato dissodico, hidróxido de sódio, propionato de sódio são algumas das formas como é designado. Tenha atenção!

Caldos industrializados, sopas instantâneas, comida congelada, enchidos ou conservas escondem níveis elevados de sódio.

Em casa, ao confeccionar as refeições, opte pelas ervas aromáticas em substituição do sal.  Estragão, funcho ou salsa são bons exemplos.

Ainda no que diz respeito à alimentação, aumente o consumo de fibras para o bom funcionamento do seu intestino e para se ver livre da sensação de barriga inchada.

Evite, também, os alimentos processados, tendencialmente ricos em gorduras trans e açucares simples que contribuem para o excesso de peso e acumulação de gordura.

Autor: 
Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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