Inovação clínica de médicos fisiatras reconhecida em congresso da SPMFR
Um programa estruturado de reabilitação cardíaca de sobreviventes de cancro que demonstrou melhorias significativas nos...

O trabalho Impacto de programas de reabilitação cardíaca em Sobreviventes de Cancro com Elevado Risco Cardiovascular, apresentado por Sofia Meixedo, da ULS Gaia-Espinho, venceu o prémio Melhor Comunicação Oral. Este é um estudo prospetivo desenvolvido no Centro de Reabilitação do Norte, que avaliou um programa estruturado de reabilitação cardíaca em sobreviventes de cancro com elevado risco cardiovascular. Demonstraram-se melhorias significativas, nomeadamente em parâmetros de risco cardiovascular e no bem-estar psicossocial.

“Esta distinção representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipa liderada pela Professora Doutora Sofia Viamonte e reforça a importância da integração sistemática da reabilitação cardíaca nos cuidados de suporte nesta população sobrevivente de cancro", refere Sofia Meixedo.

Foram também premiados estudos sobre as limitações que a dor causada por doenças músculo-esqueléticas pode colocar na reabilitação cardíaca de um paciente, sobre crianças com paralisia cerebral ou a fadiga na esclerose múltipla.

“Os projetos distinguidos em categorias como Melhor Comunicação Oral, Melhor Artigo na Revista de 2025, Imagens Clínicas ou Melhor Poster, entre outras, reforçaram a relevância dos cuidados de reabilitação e da existência de equipas multidisciplinares em toda a cadeia de cuidados, acompanhando os doentes desde a fase aguda, durante a jornada de recuperação e no regresso à vida em comunidade”, considera o presidente da SPMFR, Renato Nunes.

Fadiga na esclerose múltipla: Existe associação com a severidade clínica, funcionalidade e atividade da doença? Um estudo transversal, apresentado por Rita Almeida e Silva (ULS S. João) recebeu a 1ª Menção Honrosa nesta categoria da Melhor Comunicação Oral. E Rita Correia D’Horta (ULS Alentejo Central, Évora) foi distinguida com a 2ª Menção Honrosa com um estudo sobre crianças com paralisia cerebral (LIFE-CP: Lifestyle, Function, and Bone Integrity in Children with Cerebral Palsy – Insights from a Cross-Sectional Comparative Study).

O prémio para o Melhor Póster do congresso foi atribuído a Vasco Folhadela Simões, pelo trabalho “Implicações da patologia músculo-esquelética num programa de reabilitação cardíaca”. O trabalho demonstrou como a dor e as limitações funcionais podem condicionar a participação no exercício e, potencialmente, comprometer os ganhos em saúde cardiovascular. Representa um reforço da necessidade de integrar a avaliação músculo-esquelética na abordagem global do doente cardíaco.

O médico fisiatra sublinha que esta distinção reconhece “a relevância clínica da investigação em Medicina Física e de Reabilitação” e destaca o trabalho desenvolvido pelo Programa de Reabilitação Cardíaca da ULS-Região de Leiria, “que se afirma como uma unidade de excelência na recuperação e prevenção secundária dos nossos doentes".

Foi atribuída Menção Honrosa a José Inácio Meneses, com o trabalho “Reintegração profissional pós-síndrome de Guillain-Barré: experiência de um centro de reabilitação”.

Na categoria Imagens Clínicas, foi distinguida Daniela Teixeira com “A espargata involuntária: padrão atípico de tetraparesia espástica”, que descreve o caso de um bebé de 5 meses com Síndrome de Cornélia de Lange. Após infiltração ecoguiada de toxina botulínica aos músculos, conseguiu-se reduzir o tónus muscular e a dor, permitindo-lhe estar deitado de lado e sentar-se com suporte. “Este desfecho traduziu-se num ganho funcional relevante, com impacto direto no conforto da lactente e na qualidade dos cuidados prestados”, refere Daniela Teixeira, que sublinha “o trabalho multi e interdisciplinar da equipa de Reabilitação Pediátrica do Hospital de Faro” que representou no Congresso da SPMFR. Para a especialista, “casos complexos exigem soluções centradas na funcionalidade, constituindo este um exemplo claro da repercussão que uma intervenção específica, integrada num programa de reabilitação, pode ter na qualidade de vida dos doentes.”

Nesta categoria, foram atribuídas Menções Honrosas a Bruno Paiva, por “Quisto de Baker com fragmentos osteocondrais: quando a harmonia dispensa intervenção”, e a Rita Almeida, com “O nervo sem etiqueta à mesa: um desafio diagnóstico inesperado”.

 

O Prémio Melhor Artigo Original na Revista da SPMFR de 2025 foi atribuído ao estudo “A Relevância da Vigilância da Mobilidade e da Funcionalidade das mãos em pacientes com Esclerose Sistémica”.

O trabalho, de natureza transversal, analisou a função da mão em doentes com Esclerose Sistémica. Concluiu-se que é “importante a vigilância da amplitude articular da mão e a prescrição de produtos de apoio para a realização de atividades de vida diária como a autoalimentação”, diz um dos autores do estudo, Nuno Madureira, reconhecendo que este é mais um contributo para afirmar a relevância que a avaliação em MFR deve ter.

O Melhor Artigo da categoria Caso Clínico na Revista da SPMFR 2025  foi “Características Clínicas e Resultados Funcionais após Reabilitação na Neuropatia do Femoral Secundária a Hematomas do Iliopsoas: Uma série de casos”. O estudo descreve três casos de uma condição relativamente rara, mas que pode ser incapacitante e cuja abordagem atempada pode influenciar o prognóstico funcional.

“Este trabalho evidencia o papel fundamental da Medicina Física e de Reabilitação no diagnóstico, tratamento e recuperação das lesões neurológicas periféricas”, refere Sofia Moreira, em nome da equipa composta também por Sandra Assunção, André Ribeiro, Sara Cabete Martins, Inês Morais, Joana Machado Santos, Teresa Rodrigues.

O prémio Melhor Artigo de Revisão também na Revista da SPMFR distinguiu “Tratamento Farmacológico da Disfunção Erétil Neurogénica: Uma revisão narrativa”, de Mariana Martins, Ana Pereira, Marta Amaral Silva, Elsa Marques.

O congresso de 2026 da SPMFR, realizado entre 26 e 28 de fevereiro, reuniu cerca de 500 médicos fisiatras em Braga.

 

Update em Medicina 2026
Levar a contraceção de longa duração até às mulheres que dela mais necessitam, e que menos facilmente a ela conseguem aceder, é...

"Contraceção + Perto", da autoria de Raquel Filipa Martins (USF A Ribeirinha), Rosália Oliveira (UCSP Guarda), Cláudia G. Silva (USF Carolina Beatriz Ângelo), Joana Santos Figueiredo (UCSP Almeida) e Juliana Gomes (USF A Ribeirinha), nasceu para responder a um problema concreto: em zonas periféricas, a escassez de recursos humanos e de experiência técnica limitam o acesso à contraceção de longa duração nos cuidados de saúde primários. A resposta foi criativa e determinada: equipas itinerantes de médicos internos de Medicina Geral e Familiar, acompanhados por especialistas, deslocam-se às unidades de saúde para realizar procedimentos, como a colocação de dispositivos intrauterinos e implantes subcutâneos, dispensando a referenciação hospitalar ou o recurso ao setor privado.

Em apenas cinco meses, o projeto realizou 28 procedimentos em quatro unidades de saúde, abrangendo uma área geográfica superior a 100 quilómetros, isto sem qualquer financiamento dedicado, mas com muito voluntariado, compromisso e impacto real na vida das utentes.

Prémio Infosaudemgf 2026: já são conhecidos os finalistas

Fiel ao compromisso com a promoção da investigação e da literacia em saúde, o Update em Medicina anuncia também os finalistas do Prémio Infosaudemgf 2026, que reforça a importância da integração entre formação médica contínua e produção de conteúdos educativos de elevada qualidade. Distribuídos pelas categorias de Vídeo Informativo e Folheto Informativo, os trabalhos selecionados, desenvolvidos por profissionais de Medicina Geral e Familiar, evidenciam criatividade, rigor científico e uma forte orientação para a capacitação dos cidadãos.

Na categoria de Vídeo Informativo, os finalistas são:

  • Implante Contracetivo: Verdades e Vivências, de Mariana Cariano, Maria Cardoso, Carolina Silva, Inês Monteiro (USF Valflores); Filomena Costa, Maria José Alves (MAC).
  • Educação terapêutica digital na Fascite Plantar, exercícios guiados no domicílio, de João Teixeira (USF Valbom), Catarina Brazão (USF Renascer).
  • Dormir Melhor: Pequenos Hábitos, Grandes Mudanças, de Ana Lobão, Cátia Sousa, Luísa Santos (USF Abel Salazar); Sara Bastos (USF S. Félix-Perosinho)

Na categoria de Folheto Informativo, os finalistas são:

  • Ansiedade? Sem stress, de Vitória Cruz, Bárbara Alvarenga, Mário Gomes (USF Faria Guimarães).
  • Cada Passo Conta: Saiba Mais sobre Fascite Plantar, de Catarina Brazão (USF Renascer), João Teixeira (USF Valbom).
  • Como falar com os filhos sobre sexualidade, de Inês Mendes Correia, Ana Santos, Tatiana Bento, Heidy Neves, Joana Pereira (USF Alviela); Ana Peixoto (Colégio Andrade Corvo); Alexandra Gavino, Mariana Dores (Hospital de Santarém).

Os trabalhos vencedores serão anunciados durante o Update em Medicina 2026, cujas inscrições continuam abertas, até 10 de abril, e os conteúdos premiados serão posteriormente disponibilizados ao público através da plataforma Infosaudemgf.

Mais informações e inscrições em: https://updatemedicina.pt/

 

Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia
A Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), com o apoio da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal ...

“Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Pé Diabético, queremos aproximar este tema da população. Este webinar é uma oportunidade para esclarecer dúvidas, partilhar conhecimento e reforçar a importância dos cuidados preventivos e do acompanhamento adequado, dando também a conhecer os tratamentos disponíveis”, afirma Paulo Felicíssimo, presidente da SPOT e moderador do evento.

O primeiro momento intervenção de Rui será dedicado ao tema “Insensibilidade no Pé Diabético: porque aparece e que cuidados se devem ter”, com a intervenção da Dra. Ana Luísa Costa, médica diabetologista na APDP. Seguir-se-á a Oliveira, enfermeiro na APDP, que abordará a escolha do calçado mais adequado para manter os pés saudáveis.

O evento culminará com uma sessão de debate, promovendo a troca de ideias sobre o tema.

A participação neste webinar é gratuita, mas as inscrições são limitadas. Inscreva-se através do seguinte link:   https://zoom.us/webinar/register/WN_srXMgTdPQiGjA7ogkbv_BA

FMUC
O Laboratório de Microbiologia de Águas da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) foi recentemente acreditado...

A acreditação pelo IPAC, após um exigente processo de validação de métodos analíticos e de formação técnica especializada, de acordo com as normas nacionais e internacionais, vem reforçar as competências do Laboratório de Microbiologia de Águas da FMUC, que já assegurava ensaios acreditados para águas de consumo humano, águas de piscina e águas termais, fortalecendo o seu contributo para a proteção da saúde pública.

Com esta acreditação, o Laboratório passa a integrar a rede de entidades capacitadas para apoiar empresas e instituições no cumprimento da Lei n.º 52/2018 (que estabelece o regime de prevenção e controlo da bactéria Legionella em sistemas de água) e do Despacho n.º 1547/2022 (que define os procedimentos técnicos para a monitorização da qualidade da água), podendo reforçar a monitorização regular de infraestruturas críticas, como hospitais, hotéis, unidades industriais, clínicas, residências de apoio à terceira idade e estabelecimentos termais.

O Laboratório de Microbiologia de Águas, criado em finais de século XIX e integrado no Instituto de Higiene e Medicina Social da FMUC, tem como principal atividade a análise microbiológica de águas de diversas matrizes (consumo humano; piscinas; minerais de nascente e termais; origem subterrânea e superficial; residuais; praias fluviais e rios) e realiza também análises de microbiologia alimentar. Localizado na Subunidade 3 da FMUC (Polo III – Ciências da Saúde), pode ser contactado através do telefone 239 857 753 e do e-mail [email protected].

Opinião
O tubo digestivo é colonizado por milhões de bactérias, muitas das quais na proporção e quantidade a

 A síndrome do sobrecrescimento bacteriano (SIBO) carateriza-se pelo crescimento excessivo de bactérias do cólon no intestino delgado, contribuindo para sintomas gastrointestinais, por má absorção de gorduras e nutrientes, e má nutrição, a longo prazo. Os sintomas gastrointestinais, muitas vezes inespecíficos, são comuns a muitas outras doenças gastrointestinais, e incluem a dor e distensão abdominal, as náuseas, a má digestão, a flatulência, a diarreia ou menos comumente a obstipação, a perda de peso e a fadiga.

Esta condição tende a ser consequência de variadas doenças que contribuem para o baixo conteúdo ácido no estômago, alterações anatómicas, certos medicamentos, condições que diminuam a imunidade ou motilidade do intestino delgado e doenças metabólicas ou sistémicas, como a diabetes, hipotiroidismo, doenças inflamatórias do intestino, divertículos ou cirurgias abdominais, entre outras.

A consciencialização crescente sobre este problema resultou na celebração do dia 8 de abril como Dia Mundial da SIBO – “SIBO Awareness Day”, destacando uma importante causa de sintomas incómodos que interferem na qualidade de vida dos indivíduos.  

Quando clinicamente justificado, um teste respiratório com hidratos de carbono que mede os níveis de hidrogénio e/ou metano no ar expirado, permite determinar a quantidade de bactérias intestinais produtoras de gás. Análises ao sangue e fezes e exames adicionais de imagem poderão ajudar a identificar as causas e complicações da SIBO, incluindo défices de vitaminas e proteínas e excesso de gorduras ou ácidos biliares não digeridos e/ou absorvidos.

O tratamento da SIBO envolve o uso de antibióticos, para eliminar o excesso de bactérias intestinais, e o suporte nutricional e suplementação de vitaminas e minerais em défice, para tratar as suas consequências. É igualmente importante identificar e tratar as causas subjacentes para evitar a recorrência da SIBO, mais frequente em idosos e indivíduos com comorbilidades pré-existentes, como diabetes, síndrome do intestino irritável ou doença crónica do fígado. 

Para saber mais sobre este e outros temas de saúde digestiva, consulte: www.saudedigestiva.pt.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Veterinária explica
Com a chegada dos meses mais quentes e o início da primavera, aumenta a presença da lagarta do pinheiro em várias zonas de...

Nos últimos anos, tem-se registado uma maior sensibilização por parte dos tutores para este risco sazonal, mas continuam a existir casos de exposição acidental durante passeios. A curiosidade natural dos cães leva-os a cheirar, lamber ou até ingerir estas lagartas, o que pode desencadear reações inflamatórias intensas. Perante este cenário, a informação e a prevenção tornam-se fundamentais para proteger os patudos.

“A lagarta do pinheiro é um risco sazonal que exige atenção redobrada por parte dos tutores, sobretudo durante os passeios”, explica Elena Díaz, médica veterinaria da Kivet, clínicas veterinarias da Kiwoko.

“Promover a sensibilização para este tema é fundamental, especialmente numa altura do ano em que o risco aumenta e os momentos ao ar livre são mais frequentes”, conclui.

 

Como identificar a lagarta do pinheiro

A lagarta do pinheiro é facilmente reconhecível pelo seu comportamento característico: desloca-se em fila, formando uma espécie de “procissão”. Apresenta um corpo castanho-escuro com pelos urticantes que libertam toxinas perigosas. É mais comum encontrá-la no solo, em parques, jardins e zonas florestais com pinheiros, sobretudo entre o final do inverno e o início da primavera. Os ninhos, em forma de bolsas brancas, são visíveis nas copas dos pinheiros e indicam a sua presença na área.

 

Porque a lagarta do pinheiro é perigosa

A lagarta do pinheiro representa um risco significativo devido aos seus pelos urticantes microscópicos, conhecidos como tricomas, que contêm uma toxina altamente irritante. Quando entram em contacto com a pele, mucosas ou olhos, estes pelos libertam substâncias que desencadeiam reações inflamatórias intensas.

Nos cães, o perigo é particularmente elevado porque o contacto ocorre frequentemente através da boca, ao cheirar, lamber ou tentar ingerir a lagarta. Esta exposição pode provocar lesões graves na língua e cavidade oral, incluindo inflamação severa e, em casos mais avançados, necrose dos tecidos.

Além do contacto direto, os tricomas podem ser transportados pelo ar, o que significa que mesmo a proximidade a zonas infestadas pode ser suficiente para causar reação. Em situações mais graves, a resposta do organismo pode evoluir para dificuldade respiratória ou choque anafilático, tornando esta uma condição potencialmente fatal e que exige intervenção imediata.

 

Principais sintomas após contacto

O contacto com a lagarta pode provocar reações quase imediatas e potencialmente graves. Entre os sinais mais comuns estão a salivação excessiva, o inchaço da língua, lábios ou focinho, bem como dor intensa e agitação. Em alguns casos, podem surgir vómitos, dificuldade respiratória e alterações na coloração da língua, que podem evoluir para necrose. Em situações mais severas, existe ainda o risco de choque anafilático, colocando a vida do animal em perigo.

 

O que fazer de imediato

Perante a suspeita de contacto, é essencial agir rapidamente e com cautela. Deve evitar tocar diretamente na zona afetada, uma vez que os pelos da lagarta são igualmente urticantes para humanos. A área deve ser lavada com água abundante, sem esfregar, de forma a remover os pelos tóxicos. É importante impedir que o cão agrave a situação através de lambidelas ou fricção e procurar assistência veterinária com a maior brevidade possível, garantindo uma avaliação e tratamento adequados. Em situações de ingestão, a urgência é ainda maior, mesmo que os sintomas iniciais pareçam ligeiros.

 

Como prevenir o contacto

A prevenção assume um papel fundamental na proteção dos animais. Durante os períodos de maior risco, é aconselhável evitar passeios em zonas com elevada presença de pinheiros e manter o cão sob vigilância, preferencialmente com trela. A atenção à presença de ninhos nas árvores ou de lagartas no solo pode ajudar a evitar situações de perigo, sendo também importante sinalizar às autoridades locais eventuais focos de infestação.

 

UMinho
15.ª edição do SpinUM, promovido pela TecMinho, atribuiu prémios e serviços superiores a 5000 euros.

Manuel Padrão e Francisco Martins, autores da “primeira plataforma inteligente de suporte contínuo em saúde mental”, chamada “Cozecare”, acabam de vencer o 1.º prémio do SpinUM – Concurso de Ideias de Negócio da Universidade do Minho. O 2.º prémio vai para Eduardo Silva, Guilherme Santos e Pedro Ferreira Borges, pela inovação “SEIVA”, que propõe sensores térmicos sem bateria para a deteção precoce de incêndios florestais e sobreaquecimento de infraestruturas.

A final da 15.ª edição do SpinUM decorreu no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, e foi promovida pela interface TecMinho, tendo atribuído 5870 euros em prémios monetários e em serviços de formação e apoio à criação de empresas. O júri foi constituído por Céu Filipe, diretora de inovação da Associação Empresarial de Portugal; João Henriques, partner da IBERIS Capital; Raúl Fangueiro, pró-reitor para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da UMinho; e Rute Sousa, angel investor da COREangels Porto. Na sessão foram ainda apresentados os projetos “Axios Care”, “Benno AI”, “Dermaleaf Cosmetics” e “FermentAtelier”. A iniciativa teve financiamento do TecMinho Incubation Hub, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do programa europeu NextGenerationEU.

 

Mudar a jornada dos cuidados

“A ‘Cozecare' poderá revolucionar toda a jornada dos cuidados de saúde mental ao resolver crises de descontinuidade e ineficiência clínica, através do suporte contínuo ao paciente, da automação para terapeutas e da gestão preditiva de riscos para empresas”, explica Manuel Padrão, formado em Engenharia e Gestão Industrial pela UMinho, onde também investigou no Centro Algoritmi. A plataforma vai integrar várias interfaces em paralelo. Por exemplo, para terapeutas e clínicas, simplifica registos clínicos, monitoriza progressos e reduz tarefas administrativas, entre outros. Para pacientes, prevê correspondência inteligente com terapeutas, check-ins regulares, exercícios personalizados ou videochamadas.

Este projeto já foi testado em 350 sessões de acompanhamento, envolvendo 20 psicólogos e 15.000 minutos de terapia. A “Cozecare” está incubada em Lisboa, tem várias distinções do portal de inovação F6S e participa em programas de aceleração da NVIDIA, Startup Braga, TecMinho, Factory Lisboa e Apollo Junitec. Um em cada oito portugueses vive com perturbações mentais, na sua maioria sem acompanhamento adequado e com meses de espera para consulta, enquanto profissionais acumulam subtarefas. A saúde mental custa 5.3 mil milhões de euros por ano em Portugal, segundo a Ordem dos Psicólogos e um bilião de euros no mundo, segundo a ONU.

 

Concurso de referência

O SpinUM distingue anualmente ideias de negócio com elevado potencial de inovação e de mercado, ligadas a qualquer área científica da UMinho. Vários dos projetos conquistaram depois alguns dos principais prémios de inovação nacionais e também internacionais. O SpinUM tem, também por isso, merecido a atenção crescente de investidores. O pró-reitor Raúl Fangueiro sublinha a importância estratégica do empreendedorismo nesta academia e a criação do espaço UMinho Seed no campus de Azurém, em Guimarães, reforçando a aposta em novas iniciativas empresariais de base inovadora.

As ideias vencedoras das edições anteriores do SpinUM foram, por ordem, a “iSurgical3D” (correção do peito escavado), “NanoBiodelivery” (libertação controlada de terapias no combate ao cancro), “euPA” (monitorização de saúde e emergência por GPS), “BMLab” (modelo para maximizar novos fármacos), “Nanopaint” (tintas para imprimir sensores eletrónicos), “medQuizz” (aplicação constrói e corrige exames), “Analisador da Distorção Luminosa” (preditor de complicações oculares pré-cirurgia), “GenSYS” (software para produção massiva de produtos diferenciados), “Lipidomix” (serviços para quantificar e analisar lípidos), “TopoSEM” (recria 3D superfícies 10.000 vezes mais finas do que um cabelo), “beWOODful” (tecnologia acopla o tratamento e a coloração da madeira), "Karion Therapeutics" (molécula promissora para tratar o cancro renal), "Screen4Health" (acelera a seleção de fármacos para doenças raras) e "PhotoUP" (microalgas para converter biogás).

 

ESTeSC-IPC investe
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) vai apresentar, na próxima semana, um...

Denominado VERTTM , este equipamento permite realizar uma simulação tridimensional e interativa do tratamento em radioterapia, recriando ambientes de treino altamente realistas. O manuseamento é feito com comandos reais e, através de óculos de realidade virtual, os utilizadores acedem a imagens médicas em contexto simulado, o que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas com elevados padrões de segurança e qualidade formativa.

A ESTeSC-IPC é a primeira Escola de Saúde em Portugal a adquirir este equipamento. Ainda assim, a prática em contexto real continuará a integrar o percurso formativo dos estudantes. Tal como até aqui, o processo de aprendizagem prática continuará a desenvolver-se em três etapas: simulação na Escola, simulação entre pares e ensino clínico. A principal diferença reside no reforço da preparação prévias à prática clínica, uma vez que os estudantes passam a dispor de melhores condições e facilidade de acesso ao treino de simulação, aspeto particularmente relevante na área da radioterapia, devido à utilização de radiação ionizante.

Fabricado pela Vertual e representado em Portugal pela ABGT, o VERTTM permite também realizar simulações na ótica do doente, com o objetivo de esclarecer sobre a forma como procedimento decorre, diminuindo assim a ansiedade pré-tratamento oncológico. Esta funcionalidade será apresentada à comunidade pelos estudantes da ESTeSC-IPC durante a Semana das Ciências Aplicadas à Saúde (SCAS), que decorrerá entre os dias 13 a 19 de abril, no Centro Comercial Alma Shopping.

“Mais uma vez, a ESTeSC-IPC marca a diferença ao praticar um ensino inovador e atual”, afirma o Presidente da Escola, Graciano Paulo. Considerando a aquisição do VERTTM um “marco particularmente relevante para a formação em Imagem Médica e Radioterapia”, Graciano Paulo frisa que este não é um investimento isolado. “Desde que assumimos a presidência da Escola, temos vindo a realizar um investimento muito significativo e transversal aos vários cursos em tecnologia de ponta, nomeadamente em equipamentos de simulação clínica. Estes investimentos reforçam, de forma decisiva, a qualidade dos processos de ensino aprendizagem praticados na ESTeSC-IPC”, conclui.

 

APORMED distingue equipa do Observador
A reportagem “Pulseiras para a recuperação de AVC e próteses personalizadas. Como a impressão 3D está a revolucionar a área da...

O trabalho jornalístico, desenvolvido pela equipa de reportagem constituída por Martim Andrade e Diogo Ventura, aborda o papel da impressão tridimensional na criação de protótipos para área da saúde, desenvolvidos no único centro dedicado a esta área em Portugal, o laboratório do 3D Printing Centre for Health, no Edifício Excelência da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT).

“Próteses, modelos de ossos e dispositivos de sinalização para paraplégicos. Quando se entra no laboratório do 3D Printing Centre for Health, no Edifício Excelência da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), encontramos «brinquedos» espalhados um pouco por toda a sala. É o único centro em Portugal que se dedica à impressão tridimensional de protótipos exclusivos para a área da saúde, contando com múltiplas colaborações com quase todos os hospitais públicos de Lisboa e arredores. Agora, o foco está na recuperação dos sobreviventes de AVC, através de pulseiras”, explica Martim Andrade na reportagem publicada online.

De acordo com Antonieta Lucas, presidente da APORMED e membro do júri, “a peça jornalística do Observador conquistou o consenso do júri pela forma rigorosa com que ilustra a pertinência, relevância e impacto dos dispositivos médicos na resposta às necessidades concretas das pessoas”.

O júri da 4.ª edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos 2025 foi composto por Antonieta Lucas, presidente da APORMED, João Gonçalves, diretor executivo da APORMED; João Gamelas, Diretor Clínico da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental; Mafalda Fateixa, responsável de comunicação e marketing da B. Braun Portugal; Nicole Matias, responsável de comunicação da Fresenius Medical Care; e Andreia Garcia, professora doutorada em Ciências da Comunicação e docente na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa.

A quinta edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos será anunciada brevemente.

 

Opinião
Hoje em dia, toda a gente tem alguma coisa. Ansiedade, burnout, depressão.

Um desgosto amoroso é logo um “trauma”. Um dia mau já é um “episódio depressivo”. Há uma certa moda em não estar bem — e, curiosamente, quanto mais se fala disso, mais pessoas aparecem com o mesmo problema.

A verdade é que, se a pessoa continua a trabalhar, a sair com amigos e a rir, dificilmente está assim tão mal. A depressão a sério vê-se. Nota-se. Quem está deprimido não funciona. Tudo o resto é uma enorme falta de vontade ou uma fase que passa. Pelo menos para os fortes de carácter. Para esses, há sempre escolha. Têm em si a capacidade de se superar.

Há sempre a explicação da “química do cérebro” para justificar a preguiça de uns e outros. Um conceito conveniente, difícil de provar e fácil de usar para justificar tudo. No fundo, transforma-se sofrimento humano em diagnóstico e diagnóstico em tratamento — muitas vezes sem questionar se era mesmo necessário.

Criou-se a ideia de que toda a gente precisa de terapia. Ir ao psicólogo ou ao psiquiatra passou de excepção a rotina. E que sociedade essa a que estamos a criar - tudo precisa de ser analisado, tratado ou medicado.

E depois há a questão da medicação. Antidepressivos, ansiolíticos e outros tais - hoje tomam-se como quem toma vitaminas. Mas a que custo? Há quem diga que não causam dependência mas a verdade é que muitas pessoas não conseguem estar sem eles. Começam com uma dose pequena e, de repente, não sabem viver de outra forma.

Nem tudo é doença. Nem tudo precisa de intervenção.

Ou será que precisa?

Se leu isto tudo e concordou, então é parte do problema.

É isto que os doentes ouvem todos os dias — em casa, no trabalho, na rua.

E é por isto que chegam tarde. E é por isto que chegam pior.

Tudo o que leu acima está errado.

 

Feliz Dia das Mentiras.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência
No âmbito da consulta pública do PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência do Governo Constitucional, a Ordem...

Na sequência do processo de consulta público do PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência do Governo Constitucional, a Ordem dos Nutricionistas apresenta ao Governo várias propostas concretas e ainda o desenvolvimento de Plano Nacional de Segurança Alimentar em Situações de Catástrofe.

“As situações de emergência podem comprometer rapidamente o acesso a alimentos e a cuidados básicos de saúde, aumentando o risco de desnutrição e agravando a morbilidade e mortalidade nas populações afetadas. Assim, garantir o acesso a uma alimentação adequada constitui uma prioridade fundamental nas respostas de saúde pública em contexto de crise”, sublinha a Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

A Ordem dos Nutricionistas propõe a implementação de um Plano Nacional de Segurança Alimentar em Situações de Catástrofe com o objetivo de reforçar a capacidade do país para garantir o acesso a uma alimentação adequada, segura, suficiente e nutricionalmente equilibrada em contextos de emergência e disrupção social, ambiental ou económica. Esta medida pretende promover uma abordagem integrada, envolvendo as áreas da saúde, setor social, agrícola, cadeia de produção e distribuição agroalimentar, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e com as estruturas municipais de proteção civil, assegurando a coordenação entre entidades nacionais, regionais e locais.

“Pretende-se, com este Plano, estruturar mecanismos de planeamento, prevenção e resposta atempada que garantam a continuidade do abastecimento alimentar, com especial atenção a grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com doença crónica, pessoas institucionalizadas e populações isoladas, assegurando simultaneamente a qualidade nutricional das respostas alimentares em situações de crise”, sublinha a Bastonária.

O mesmo plano prevê ainda a integração de nutricionista nas estruturas de resposta alimentar em situações de emergência, bem como a sua presença obrigatória nas estruturas municipais de proteção civil, em articulação com os serviços de saúde e de ação social, para apoiar a resposta alimentar em situações de crise, incluindo a avaliação das necessidades nutricionais das populações afetadas e a garantia da segurança e qualidade nutricional das refeições disponibilizadas.

O documento apresenta ainda propostas como a formação de agentes locais e autarcas em gestão alimentar e nutricional em emergência, a implementação de programas escolares resilientes, capaz de assegurarem a continuidade da oferta e distribuição de refeições escolares equilibradas durante encerramentos ou a formação universitária e pós-graduada em gestão alimentar em contextos de crise.

 

APCL
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) realiza, no próximo dia 11 de abril, um seminário sobre o mieloma múltiplo no...

Este encontro, que se antevê repleto de informação relevante e partilha de experiências pessoais, focará o mieloma múltiplo, uma forma de cancro que atinge os plasmócitos na medula óssea. A doença caracteriza-se por sintomas como fadiga extrema, dores ou fraturas ósseas e infeções frequentes, que afetam significativamente a qualidade de vida. O seminário proporcionará um espaço para colocar questões diretamente a especialistas de diversas áreas, promovendo um maior conhecimento sobre a patologia.  

O programa, abrangente e informativo, será conduzido por especialistas nacionais de renome e terá início com uma sessão sobre o estado da arte das novas terapêuticas, apresentada por Cristina João, hematologista da Fundação Champalimaud. De seguida, Fernando Leal da Costa, do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, irá aprofundar os mecanismos de resistência ao tratamento. A manhã prosseguirá com Joana Vieira, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria, que partilhará a experiência portuguesa com o tratamento de células CAR-T, e finalizará com uma intervenção de Paula Barão, da Unidade de Farmacovigilância, que explicará o que é a farmacovigilância e como se notificam os efeitos secundários. 

A tarde começará com Paulo Bernardo, do IPO Lisboa, que abordará a monitorização clínica e laboratorial, focando-se na interpretação de resultados e na participação ativa do doente. O programa dará então voz à experiência vivida com o mieloma múltiplo, através do testemunho na primeira pessoa de Filomena Duarte. Logo após, Rita Pombal do Grupo de Estudos de Hematologia irá detalhar a importância do diagnóstico precoce e o papel do médico de medicina geral e familiar. O seminário continuará com a perspetiva do Infarmed sobre o acesso à inovação, e terminará com uma sessão dedicada a “Cuidar de quem cuida”, orientada pela psicóloga Andreia Cardoso. 

“Este seminário representa um marco para a associação e para a comunidade de mieloma múltiplo em Portugal," afirma Manuel Abecasis, presidente da APCL.  "O nosso objetivo é criar uma ponte entre conceituados especialistas do país e aqueles que vivem diariamente com a doença – os doentes e os seus cuidadores. Queremos capacitar com informação, promover a partilha de experiências e, acima de tudo, reforçar a mensagem de que ninguém está sozinho nesta jornada. O conhecimento é uma ferramenta poderosa, e é isso que queremos oferecer." 

A APCL convida todos os interessados a participar nesta iniciativa, contribuindo para o progresso do conhecimento e melhoria contínua dos cuidados prestados na área do mieloma múltiplo. A inscrição no evento pode ser feita através do preenchimento do formulário online.  

 

Projeto FAST Heroes 112
No Dia Nacional do Doente com AVC (31 de março), o projeto educativo relembra que ensinar os mais novos a identificar três...

Só neste ano letivo, o projeto FAST Heroes 112 já capacitou mais de 9 mil crianças em Portugal a reconhecer os sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a saber como agir para salvar os seus familiares, em particular os avós. 

O acidente vascular cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal, uma emergência médica onde cada segundo é crucial para o futuro do doente. Neste contexto, e para assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC, o projeto FAST Heroes 112 reforça o poder da educação como ferramenta para mudar esta realidade, focando-se num público fundamental: as crianças. 

A iniciativa FAST Heroes 112 ensina crianças em idade escolar a reconhecer os três principais sinais de alerta de um AVC, personificados pelos heróis Francisco (Face descaída), Fernando (falta de Força num braço) e Fátima (Fala alterada). A lição mais importante é a do herói Tomás: não perder Tempo e ligar imediatamente para o 112. O objetivo é transformar os alunos em "embaixadores da saúde" que levam este conhecimento para casa, protegendo toda a família, em especial os avós. 

Este efeito multiplicador é fundamental para construir uma sociedade mais consciente e educar a população de que, perante os primeiros sintomas, o AVC é uma emergência médica.

“Este ano, alcançámos, a nível global, o marco de 1 milhão de crianças envolvidas na iniciativa FAST Heroes,  um motivo de enorme orgulho, assim como ver este projeto crescer em Portugal. Estamos a proporcionar a estas crianças o superpoder mais importante de todos: o conhecimento que pode salvar vidas”, afirma Jan Van der Merwe, um dos criadores do projeto. “Este é um feito que só foi possível graças à dedicação de uma vasta comunidade, e estamos profundamente gratos a todos: professores, profissionais de saúde, pais, avós e, acima de tudo, a cada um dos nossos pequenos heróis. Celebramos este momento, mas o nosso trabalho continua. Juntos, vamos salvar o mundo, um avô de cada vez.” 

Desde o seu arranque em Portugal, em 2021, o FAST Heroes 112 já chegou a mais de 15 mil crianças e de 350 escolas. A iniciativa, desenvolvido em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, conta com o apoio de entidades como a Organização Mundial do AVC, a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC), a Direção-Geral da Educação e a Iniciativa Angels. 

Para expandir esta rede de pequenos heróis, o projeto convida escolas, professores e encarregados de educação a inscreverem as suas turmas e crianças. A participação é totalmente gratuita e a inscrição pode ser feita através do site oficial do FAST Heroes 112.  

 

Opinião
A compulsão alimentar consiste em consumir alimentos numa quantidade excessiva, num período de tempo

Esta perturbação do comportamento alimentar caracteriza-se pela ingestão de uma elevada quantidade de alimentos num curto período de tempo, ou seja, por um consumo de uma quantidade definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período de tempo sob circunstâncias semelhantes.  
 
Habitualmente, este período de tempo é inferior a duas horas, surge acompanhado por um sentimento de perda de controlo e não está associado a comportamentos compensatórios, como indução do vómito ou utilização de laxantes. 

 
Quais os sinais do transtorno de compulsão alimentar? 
 
De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5),l para ser considerado transtorno de compulsão alimentar, esta ingestão alimentar compulsiva deve ser acompanhada por um sofrimento marcado e por, pelo menos, três das seguintes características:  
 

  1. Consumir alimentos mais rápido do que o normal;  
  2. Comer até se sentir excessivamente cheio;  
  3. Ingerir grandes quantidades de alimentos sem sentir fome;  
  4. Comer sozinho para evitar o constrangimento associado à elevada quantidade de alimentos consumidos; 
  5. Sentimento de culpa após o episódio de compulsão alimentar.  

 
Além disso, os episódios de compulsão alimentar devem ocorrer, pelo menos, uma vez por semana durante três ou mais meses. 

 
Como é feito o diagnóstico de doenças de comportamento alimentar?  
 
A prevalência de doenças do comportamento alimentar é, muitas vezes, subdiagnosticada, uma vez que estes indivíduos tendem a esconder os seus comportamentos, negando a sua existência, mesmo quando confrontados com a situação.  

 
Quem está mais propenso a desenvolver este tipo de compulsão?  
 
Segundo o DSM-5, a prevalência de 12 meses do transtorno de compulsão alimentar entre adultos norte-americanos é de 1,6% no sexo feminino e 0,8% no sexo masculino. Habitualmente, surge na adolescência ou no início da idade adulta, mas pode ter início posteriormente.  
 
Sabe-se que a prevalência de transtorno de compulsão alimentar é frequente nos indivíduos que procuram tratamento para o excesso de peso. A evidência científica tem demonstrado que a obesidade está frequentemente associada a perturbações do foro psicológico, nomeadamente à ansiedade e depressão. Uma vez que os indivíduos com um maior índice de massa corporal são mais vulneráveis à discriminação, existe muitas vezes associado um sentimento de insatisfação com a imagem e o peso corporal, aumentando o risco de desenvolver perturbações do comportamento alimentar.  
 
Indivíduos com história de compulsão alimentar referem com frequência que é sob certas emoções que esses períodos de ingestão alimentar compulsiva são despoletados.  
Importa realçar que apesar do transtorno de compulsão alimentar ser associado ao excesso de peso, também ocorre em indivíduos com um peso considerado adequado para a altura. 

 
Quais as principais consequências de comer compulsivamente?  
 
As perturbações do comportamento alimentar causam diversos problemas de natureza física. Nos indivíduos com um transtorno de compulsão alimentar, verifica-se uma maior incidência de hipertensão arterial, doença cardiovascular, diabetes e obesidade. No entanto, também pode ter consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente ansiedade e depressão, que contribuem para uma diminuição da qualidade de vida. 

 
O nutricionista pode ajudar neste tipo de casos? 
 
Sim e de facto os nutricionistas têm um papel muito importante no acompanhamento, tratamento e recuperação de vários transtornos e compulsões alimentares.  
 
A atuação do nutricionista perante as doenças do comportamento alimentar é sempre um desafio, uma vez que a mudança de comportamentos e hábitos alimentares não é fácil. Acaba por não existir uma abordagem padrão e universal, nem um protocolo reconhecido – cada caso é um caso. A intervenção deve ser sempre individualizada e personalizada e é essencial estabelecer uma relação de confiança entre profissional e doente para garantir uma aumentar a adesão à intervenção adotada. 
 
O principal objetivo do nutricionista é realizar uma reeducação alimentar, sendo que o tratamento deve envolver uma equipa multidisciplinar de forma a abranger todas as dimensões da doença. 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Médicos do Mundo
O apelo convoca a sociedade para sair da indiferença e reforçar, de forma cívica, as respostas que chegam a quem continua...

A Médicos do Mundo dirige ao país um apelo público de participação cívica, sublinhando que persistem desigualdades no direito e acesso à saúde em várias regiões do país, com impacto particular em pessoas em situação de sem-abrigo, adultas mais velhas, migrantes, refugiadas e outras comunidades excluídas. Segundo a organização, continuam a verificar-se barreiras no acesso a cuidados essenciais, acompanhamento e serviços de proximidade.

Para reforçar este apelo e tornar visíveis situações que permanecem fora do olhar público, a organização lançou a nova campanha pública “Um colete à prova de injustiça”, que utiliza o colete das suas equipas no terreno como símbolo de proximidade e participação cívica. O colete assume o centro da mensagem como convite a enfrentar a injustiça, a indiferença, a desigualdade e o abandono.

A presença de figuras públicas como João Baião, Hernâni Carvalho, Joana Aguiar, Fernando Rocha, Mónica Jardim e Mariana Monteiro reforça este apelo nacional, ajudando a aproximar o debate público das realidades acompanhadas pelas equipas da Médicos do Mundo.

 

Necessidades que não param de crescer

Com as necessidades a aumentar, é essencial reforçar consultas, prevenção, distribuição de materiais de apoio e de proteção e acompanhamento psicossocial. Há várias formas de “vestir o colete” e apoiar quem está mais frágil; uma ao alcance de todos é a consignação de 1% do IRS, um gesto simples e sem custos que ajuda a manter respostas de proximidade no terreno.

 

Um apelo nacional ao envolvimento

“Um colete à prova de injustiça” pretende sensibilizar para a participação cívica e lembrar que pequenos gestos individuais podem ajudar a transformar a vida de quem vive em maior vulnerabilidade. A organização sublinha que o apelo é dirigido a toda a sociedade e que a continuidade da sua resposta depende do envolvimento cívico e da consciência coletiva para as desigualdades que persistem.

 

Investigação da Universidade de Aveiro
Uma investigação da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu microagulhas microscópicas inovadoras que podem funcionar como...

O trabalho abre novas perspetivas para sistemas injetáveis capazes de melhorar a eficácia da entrega e retenção de células em locais de lesão.

Nos sistemas de terapia celular, pequenas plataformas que transportam células — conhecidas como sistemas de entrega celulares — são fundamentais para garantir que as células chegam ao local pretendido e permanecem aí tempo suficiente para exercer o seu efeito terapêutico. O desenho dessas plataformas é determinante: o tamanho, a geometria e as propriedades da superfície podem influenciar diretamente funções celulares como a adesão e a proliferação.

Neste estudo, os investigadores apresentam a síntese “bottom-up” e a formação espontânea de microagulhas feitas a partir de híbridos de polioxometalatos. Estas estruturas microscópicas apresentam uma geometria quase unidimensional, semelhante a pequenas agulhas, que lhes confere uma elevada relação superfície-volume — cerca de duas vezes superior à de um sistema de entrega esférico com o mesmo volume — favorecendo assim a adesão celular.

A forma alongada das microagulhas oferece ainda outra vantagem: facilita a retenção das células no local onde são administradas, um fator crucial para aumentar a eficácia das terapias baseadas em células.

O trabalho é assinado por Marta Maciel, José Silvares, Tiago Correia, Carlos Mendonça, Ana Martins, Eduardo Silva, Nuno Silva, Filipa Sousa e João Mano, investigadores do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

Os testes realizados demonstraram que estas estruturas apresentam elevada citocompatibilidade, na ordem dos 95 por cento, permitindo a adesão espontânea das células, mesmo quando existem outras superfícies aderentes no ambiente.

Outra característica inovadora destas microagulhas é a possibilidade de funcionalização magnética da sua superfície. Esta propriedade permite controlar o movimento e a orientação das estruturas, bem como realizar rastreamento tridimensional e fixação em tecidos criados por bioengenharia, o que poderá abrir caminho a novas estratégias para terapias celulares mais precisas e controladas.

O estudo destaca o potencial destas plataformas microscópicas como novas ferramentas para aplicações em medicina regenerativa e engenharia de tecidos, áreas em que a entrega eficiente e direcionada de células continua a ser um dos principais desafios.

Opinião
“Já estou melhor, doutora.”. “Acho que afinal não era nada.”.

O sol chegou e com ele o humor mais leve, mais energia, menos cansaço, maior produtividade. Voltam a rir, a trabalhar melhor, a achar que exageraram. E fazem o que qualquer pessoa faria: concluem que afinal não tinham nada de grave.

Mas o padrão esse ficou intacto. A vulnerabilidade permanece. O próximo Outono já está escrito.

Eu digo muitas vezes em consulta: melhorar não é o mesmo que estar tratado. E esta é uma das armadilhas mais típicas da depressão sazonal.

Na saúde mental precisamos de ser sérios, sim, mas sem perder a leveza e o humor. É assim que gosto de trabalhar. E por isso, às vezes, digo aos meus doentes — meio a brincar, meio a sério: o frio não é só psicológico.

Mas, na realidade, este ditado deixa muito a desejar. O que pesa não é tanto o frio em si, mas a ausência de luz solar. São os dias curtos e cinzentos que nos mexem mais com a cabeça. A luz é determinante para manter o nosso relógio biológico alinhado e para regular a produção de serotonina — uma molécula central na regulação do humor. Quando a luz aparece mais tarde e desaparece mais cedo, o cérebro ressente-se. E em algumas pessoas, a depressão sazonal ganha terreno.

Mas a história não acaba aqui. A ciência tem vindo a acrescentar novas peças a este puzzle. Hoje sabemos que o sistema imunitário também entra em jogo. A chamada teoria imuno-sazonal sugere que, no Inverno, o organismo activa mais intensamente a resposta inflamatória — a resposta Th1. É a nossa equipa de combate: combate vírus, bactérias, protege-nos. Mas fá-lo à custa de energia. E, no cérebro, este “modo de defesa” traduz-se em lentidão, fadiga extrema, menor motivação, vontade de hibernar.

É como se o corpo dissesse: pára, recolhe-te, poupa energia, concentra-te em sobreviver.

Isto é útil para atravessar o Inverno do ponto de vista biológico. Mas, em cérebros mais sensíveis, pode manifestar-se como depressão.

E depois há o efeito colateral óbvio: o frio fecha portas. Menos convívio, menos movimento, mais isolamento. Ou seja, juntam-se dois factores perigosos — maior vulnerabilidade biológica e menos estratégias protectoras activas. O terreno fica fértil para a doença aparecer

Mas então chega a Primavera. E o sol e o calor. A falsa sensação de “cura” gera uma confusão entre melhoria sazonal e remissão da doença. Há uma enorme dificuldade, característica desta doença, em perceber a diferença entre estar melhor e estar tratado

“Já passou”: a frase mais perigosa da história que hoje vos conto. Porque não passou.

O erro que se repete todos os anos. Até ao próximo Outono que, esse, já está escrito.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
APCP preocupada
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) tomou conhecimento da aprovação e publicação do Plano Estratégico de...

Em primeiro lugar, considera importante assinalar que o Plano é publicado já em 2026, para um biénio que se iniciou em 2025. De acordo com a presidente da APCP, Catarina Pazes, “esta publicação tardia coloca desde logo em causa a exequibilidade do documento no horizonte temporal a que se propõe”.

A Associação considera, no entanto, que mais relevante ainda é o facto de o Plano enunciar eixos estratégicos e objetivos de forma genérica, sem os traduzir em compromissos operacionais proporcionais à gravidade dos problemas que ele próprio reconhece. Como refere Catarina Pazes, “faltam metas quantitativas, cronogramas de execução, identificação de responsáveis, indicadores de resultado e um modelo explícito de monitorização e prestação de contas públicas. Um plano estratégico que não responde às questões - quem faz, com que recursos, até quando e como se mede - é, na prática, uma declaração de intenções. Os planos anteriores seguiram o mesmo alinhamento — e o resultado está documentado: problemas estruturais que se perpetuam”.

De acordo com a Associação, acresce uma preocupação sobre a governação do Plano. O documento invoca a Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CNCP) como entidade de referência, mas Portugal encontra-se já há mais de um ano sem uma comissão efetivamente nomeada e em funções. Sem esta estrutura operacional, fica por responder uma questão essencial: quem coordena, acompanha e é responsabilizado pela execução deste Plano?

Como recorda Catarina Pazes, “os Cuidados Paliativos são uma área diferenciada, com exigências clínicas, formativas e organizacionais próprias, amplamente reconhecidas pelas organizações internacionais de referência. A elaboração de documentos estratégicos nesta área beneficiaria substancialmente de um processo formal de auscultação das entidades técnico-científicas relevantes. A APCP, tal como outras organizações com intervenção neste domínio, não foi envolvida neste processo — o que representa uma oportunidade perdida para enriquecer o documento com a experiência acumulada no terreno”.

A APCP reforça a sua total disponibilidade para colaborar com as entidades decisoras e reguladoras na procura de soluções concretas, para que quem necessita de acesso aos cuidados paliativos não tenha de continuar à espera. 

 

Opinião
Vivemos numa cultura que celebra a pressa. Agenda cheia significa sucesso.

O movimento Slow Life não é fugir das responsabilidades. É recuperar o controlo do ritmo. É viver com intenção, não por impulso. Psicologicamente, quando reduzimos estímulos e desaceleramos, regulamos o sistema nervoso, diminuímos o stress e melhoramos a clareza mental. A pausa não é improdutiva, é estratégica por um modo vida mais saudável e equilibrado.

Se quer começar, experimente este plano simples:

1. Manhã sem pressa. Acorde 15 minutos mais cedo. Evite o telemóvel. Respire fundo, alongue-se, tome o café com presença. O tom do dia define-se nos primeiros minutos.

2. Uma tarefa de cada vez. Durante pelo menos uma hora, faça apenas uma coisa. O cérebro funciona melhor em foco profundo do que em constante alternância.

3. Pausas conscientes. A cada 2 ou 3 horas, pare 5 minutos. Levante-se, caminhe, olhe pela janela. Pequenas pausas previnem grandes quebras.

4. Dieta digital. Defina horários para redes sociais e notícias. Menos estímulo, menos ansiedade.

5. Aprenda a dizer não. Antes de aceitar algo, pergunte: isto acrescenta valor real à minha vida?

6. Agende o ócio. Uma caminhada sem destino, um livro por prazer, silêncio. O cérebro precisa de espaço vazio para reorganizar-se.

Para concluir entender que abrandar, não é perder tempo, é ganhar lucidez. É ter tempo para recuperar aquela parte de si que ficou para trás na correria.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
31 de março: Dia Nacional do Doente com AVC
O país continua muito aquém das metas com que se comprometeu, ao subscrever o Plano de Ação para o AVC na Europa em 2021 –...

Logo quando ocorre, o acesso ao internamento especializado em Unidades de AVC,  deixa o nosso país cada vez mais na cauda da Europa, com uma taxa de apenas 40% a 50% na média nacional. Quando a meta fixada até 2030, é que 90% das pessoas sejam internadas em unidades especializadas.

“Tem consequências muito gravosas, na sobrevida, no tratamento o mais eficaz possível, e no início quase imediato do processo de reabilitação e na continuidade adequada do mesmo, aspetos essenciais para minorar a eventual incapacidade” – refere António Conceição, Presidente da associação Portugal AVC – “Como afirma a Organização Europeia do AVC, está cientificamente provado que esta é a medida isolada mais eficaz para reduzir a morte e a incapacidade após um AVC”, acrescenta.

Continua a faltar também, como refere o mesmo Plano Europeu, e que foi reforçado pela Resolução da Assembleia da República nº 339/2021, ainda não levada à prática, o estabelecimento de uma estratégia nacional de acesso à reabilitação para sobreviventes de acidente vascular cerebral. Como afirma ainda António Conceição, “Este é também um passo fundamental e muito urgente. Aliás, custa crer como ainda não foi entendido por quem de direito que, estas medidas, não podem ser encaradas como um custo, mas um investimento com retorno imediato. São cada vez mais os estudos que o apontam. Com claro benefício para sobreviventes, famílias, sociedade e o próprio Estado!”

Jornalismo ao serviço da saúde: premiadas as melhores reportagens sobre AVC

É para dar palco aos desafios, à reabilitação, ao regresso à vida profissional e social, ao papel dos cuidadores e à realidade do AVC que a Portugal AVC, com o apoio da AbbVie, promove o Prémio de Jornalismo sobre o Acidente Vascular Cerebral, que este ano repartiu os 6.000 euros de prémio (3.000 euros para o 1.º lugar, 2.000 euros para o 2.º e 1.000 euros para o 3.º) por:

1.º - “Esta doença não é (só) para velhos”, de Raquel Morão Lopes, da Antena 1 e 3

2.º - “AVC. Sobreviver. Lutar. Trabalhar”, de Sara Dias Oliveira, do Notícias Magazine/JN

3.º - “Tempo é cérebro”, de Inês Linhares Dias, da Antena 1 e Antena 1 Açores

Uma escolha dificultada não só pelo número mais elevado de candidaturas, mas também pela qualidade das mesmas.

Lançamento de Bolsa de Investigação

Como mais um contributo para tão importante área, a Portugal AVC vai lançar, também assinalando o Dia Nacional do Doente com AVC, uma Bolsa de Investigação para incentivar e premiar trabalhos científicos que tenham como objetivo a melhoria da qualidade da “Vida após AVC”.

A partir de 31.março, regulamento disponível em www.portugalavc.pt.

 

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