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Tipos de acne: tratamento e prevenção

A acne é um problema cutâneo que afecta sobretudo os adolescentes, causando grande ansiedade e até diminuição da auto-estima, depressão e isolamento.
Prevenir a tratar acne
A acne é um problema de pele que pode apresentar várias formas: lesões cutâneas, pápulas, pústulas e pontos negros, entre outras. Existe quando as secreções das glândulas sebáceas são produzidas em excesso e retidas na pele. Nessa altura as bactérias multiplicam-se e libertam enzimas que alteram e provocam a inflamação do sebo.

Calcula-se que 80 por cento dos indivíduos, entre os 12 e os 24 anos tenha acne, mas pode também surgir na idade adulta, sendo que o sexo feminino é o mais afectado. Por se tratar de uma doença com predisposição genética as suas manifestações dependem da presença de hormonas sexuais. Por isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que as hormonas começam a ser produzidas pelo organismo.

Como se manifesta a acne?

As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microrganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comummente envolvido.
A doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade.

Este problema cutâneo manifesta-se através de pontos negros e brancos, borbulhas e, em casos graves, abcessos. Independentemente do local do aparecimento, a pele fica com um aspecto gorduroso e borbulhento, bastante inestético e incomodativo.

A sua evolução é imprevisível, de uma maneira geral cura-se espontaneamente mas requer cuidados adaptados.

Diferentes tipos de acne

O quadro clínico da acne pode ser dividido em quatro diferentes estágios:

Acne Grau I – Hiperseborreia - apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas). É a etapa inicial de qualquer forma de acne. Existe oleosidade excessiva, a pele brilha e surgem pequenas borbulhas.

Acne Grau II – Retencional - cravos e "espinhas" pequenas, como pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas). O sebo acumula-se nos folículos sebáceos e provoca a formação de comedões abertos (pontos negros) ou fechados (microquistos).

Acne Grau III – Inflamatória - cravos, "espinhas" pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos). Proliferação de bactérias ( Propionibacterium acnes) e ruptura do folículo na derme, aparecimento de uma inflamação e de uma borbulha vermelha (pápula) que se torna purulenta (pústula).

Acne Grau IV – Nodulocística - cravos, "espinhas" pequenas e grandes lesões císticas, comunicantes (acne conglobata), com muita inflamação e aspecto desfigurante. Dilatação e inflamação das glândulas sebáceas que formam nódulos que supuram.

Causas da acne

A fase da adolescência é o principal factor de risco, devido à actividade excessiva das glândulas sebáceas que segregam sebo às hormonas sexuais que inundam o organismo neste momento importante da vida.

Por outro lado, estudos apontam o stress como outro factor que pode estar na sua origem, uma vez que promove uma maior actividade das glândulas sebáceas, ou agravá-la através da tendência de espremer ou coçar as borbulhas.

A exposição solar que, inicialmente, contribui para a inibição da produção de sebo, deve ser feita com a aplicação de um factor de protecção adequado e sem óleo. Caso contrário, a pele, em reacção, aumenta a sua espessura e a retenção do sebo.

Tratamento da acne

Sendo uma doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o início dos primeiros sinais, de modo a evitar as suas sequelas - sejam as cicatrizes na pele que podem ficar, sejam os distúrbios emocionais que podem surgir devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.

O tratamento desta doença deve ser indicado pelo médico dermatologista. Pode ser necessário a utilização de medicação de uso local com o objectivo de desobstruir os folículos e controlar a proliferação bacteriana e da oleosidade. Por outro lado, podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção ou, no caso de doentes do sexo feminino, terapia hormonal com medicações anti-androgénicas.

Conselhos para evitar a acne:

- Evite usar água quente pois numa pele oleosa só vai fazer com que aumente a produção de sebo;
- Lave a pele duas vezes por dia, com produtos apropriados.
- Use produtos de limpeza em gel ou loções micelares, cuja fórmula emulsionante remove o excesso de oleosidade;
- O uso de loção adstringente, sem álcool, após a limpeza da pele ajuda a manter a pele mais limpa, menos oleosa e com poros menos dilatados;
- O uso de máscaras como a de argila branca, uma vez por semana, ajuda a controlar a oleosidade e a diminuir aparecimento de espinhas;
- Evite alimentos gordurosos e ingira bastante água, fruta e vegetais;
- Evite utilizar cosméticos com óleo, optando por cremes concebidos para peles com acne;
- A limpeza de pele, que pode ser realizada por esteticistas devidamente capacitadas, tem acção importante para o esvaziamento de lesões não inflamatórias (cravos), evitando a sua transformação em espinhas.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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