Recém-nascido de alto risco

Avaliação Oftalmológica

Os riscos de morbilidade ocular nos recém-nascidos podem ser agrupados segundo três níveis: factores de risco, história familiar, sinais e sintomas oftalmológicos. Devem ser pesquisados e ponderados para uma referenciação precoce do recém-nascido e observação em Oftalmologia.
Avaliação Oftalmológica

 

 

 

 

 

 

 

Indicadores de risco do recém-nascido para referenciação à Oftalmologia

Níveis de Risco Exemplos
Factores de risco (doenças sistémicas ou condições de morbilidade do recém nascido)

Prematuridade de baixo peso: Retinopatia da prematuridade (RP)

Complicações sistémicas perinatais:

Sépsis, Infecção TORCH, Infecção HIV, Doenças metabólicas, Doenças neurológicas, Traumatismos de parto

Síndromas malformativos

História Familiar

Retinoblastoma

Glaucoma congénito

Catarata congénita

Distrofias retinianas

Sinais e sintomas oftalmológicos

Nistagmo

Malformação

Sinais e sintomas de Glaucoma (assimetria tamanho do globo ocular, fotofobia, lacrimejo)

Leuco Cória

Factores de risco (doenças sistémicas ou condições de morbilidade do recém-nascido)

Retinopatia de Prematuridade
A retinopatia de prematuridade é uma doença vaso proliferativa da retina que pode afectar o grupo de recém-nascidos prematuros de muito baixo peso à nascença.

Esta doença pode ser silenciosa, progredindo para a cegueira, sem apresentar sinais exteriores da sua presença. A Leuco Cória pode ser visível apenas tardiamente, em fase já irreversível. É portanto obrigatório o rastreio de todos os recém-nascidos prematuros, com risco de desenvolverem retinopatia de prematuridade, cujos critérios são:

  • Peso à nascença inferior ou igual a 1500g;
  • Idade gestacional inferior ou igual às 32 semanas;
  • Por orientação dos neonatalogistas.

Na existência de algum destes critérios deve ser cumprido, em Oftalmologia, o Protocolo de Avaliação da retinopatia de prematuridade (ICROP e ETROP). O encaminhamento para Oftalmologia deverá ser feito logo na primeira observação da criança: pelo menos na 30ª semana de Idade Pós Menstrual ou entre o 30º e o 42º dia de vida (idade cronológica). Assim, um recém-nascido prematuro, com idade gestacional inferior às 25 semanas, será observado pela primeira vez na 30ª semana.

Complicações sistémicas perinatais
Os recém-nascidos com doenças sistémicas que possam ter envolvimento ocular, nomeadamente: sépsis precoces, infecções suspeitas do grupo TORCH (Toxoplasmose, Sífilis, Rubéola, Citomegalovirus, Herpes Simples), infecção VIH, doenças metabólicas e doenças neurológicas, bem como os recém-nascidos sujeitos a graves traumatismos de parto, deverão ser observados por um Oftalmologista.

Sindromas Malformativos
A colaboração interespecialidades é importante para o diagnóstico completo da patologia na criança, sobretudo se existirem síndromas polimalformativos. A observação oftalmológica colabora no diagnóstico completo.

História familiar
Recém-nascidos com história familiar de retinoblastoma, de glaucoma congénito, de catarata congénita e de distrofias retinianas, deverão ser observados por oftalmologista, nos primeiros 2 meses de vida.

Retinoblastoma
Na ausência de história familiar de retinoblastoma a doença é geralmente diagnosticada pelo aparecimento de Leuco Cória, que por vezes é detectada nas fotografias.

Outro sinal pode ser o aparecimento de um estrabismo, em geral unilateral.

A presença de olho vermelho por glaucoma; de celulite orbitária por necrose tumoral; de hifema ou hipópion, são ainda outros sinais possíveis da manifestação do tumor.

Uma história familiar de retinoblastoma impõe o rastreio da criança com o fim de detectar a doença ainda em fase de pequenos tumores, com mais fácil controlo e antes do aparecimento de outros sinais e sintomas.

O aconselhamento genético é fundamental nesta patologia. Doentes e familiares deverão ser estudados e enviados a uma consulta de genética.

Até muito recentemente o tratamento incluía quase só a enucleação e radiação, mas a descoberta de que a radiação pode induzir o aparecimento de novos tumores fatais (tumores secundários não oculares como sarcomas e osteossarcomas), impôs a modificação do tratamento, utilizando quimioterapia e terapia focal.

Se controlado localmente o retinoblastoma permite boas hipóteses de sobrevivência, mas a sua disseminação, em particular por extensão directa para o nervo óptico ou por disseminação para a órbita, via vasos ciliares ou nervos, pode acontecer e é extremamente perigosa. A metastização também pode ocorrer por via de drenagem do humor aquoso, particularmente se está presente o glaucoma. A medula óssea e o fígado são os órgãos mais atingidos por metástases.

Glaucoma Congénito
O Glaucoma Congénito (GC), sendo a forma mais rara de glaucoma, está sempre associado a hipertensão intraocular e manifesta-se desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida.

No GC, a criança apresenta olhos grandes, lacrimejo intenso, com córneas grandes (megalocórneas) e turvas. Sendo devido a uma alteração congénita do ângulo iridocorneano pouco lugar há para a prevenção e o seu tratamento é cirúrgico.

Catarata Congénita
Estão presentes ao nascer mas podem manter-se sem dar sinais até que a visão diminua ou haja o aparecimento de um reflexo branco na pupila (Leuco Cória). A catarata congénita, tal como outras patologias da criança (Retinoblastoma, Persistência de Vítreo Primário, Doença de Coat), enquadra-se no que habitualmente se denomina Leuco Cória (“pupila branca”), para a qual é necessário um diagnóstico diferencial.

No sentido de evitar a ambliopia de privação, um diagnóstico e tratamento atempado são necessários para cataratas visualmente significantes em neonatais, bebés ou crianças que começam a andar. Em cataratas congénitas unilaterais a intervenção deve ser realizada antes do “período de janela”, que é de 6 semanas de vida, para minimizar os efeitos de privação no desenvolvimento do sistema visual e poder conseguir-se uma recuperação visual binocular.

Distrofias Retinianas
Diversas distrofias retinianas podem ser enquadradas como factores de risco, aconselhando a orientação prioritária da criança para uma consulta de Oftalmologia.

Sinais ou sintomas oftalmológicos
A presença de Nistagmo (tremor ocular), de Leuco Cória, de sinais ou sintomas de glaucoma congénito, implica uma observação prioritária por oftalmologista. Nalguns casos (ex.: a catarata congénita que pode causar ambliopia), o tratamento atempado poderá resultar num bom desenvolvimento da criança, noutros, pode mesmo significar a conservação da vida (ex.: retinoblastoma).

Todos os recém-nascidos com Leuco Cória devem ser investigados com carácter urgente. Devem ser observados antes da alta da maternidade pelo pediatra e de imediato referenciados para a consulta de oftalmologia, com prioridade absoluta.

A detecção pelo médico de família de anomalias oculares que configurem a existência de Leuco Cória terá obrigatoriamente prioridade absoluta na observação pelo oftalmologista hospitalar, de preferência com experiência pediátrica.

Fonte: 
DGS
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Foto: 
ShutterStock

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Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. 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O tratamento habitual é o seguinte: Adultos: Frenalgil deve ser aplicado na pele 3 ou 4 vezes por dia, friccionando levemente. A quantidade necessária depende das dimensões da zona dolorosa (por ex: 2-4 g de Frenalgil é suficiente para tratar uma área de aproximadamente 400-800 cm2). Devem lavar-se as mãos após a aplicação, excepto se forem estas o local a tratar. A duração do tratamento depende da indicação e da resposta obtida. Recomenda-se proceder a uma avaliação do tratamento decorridas 2 semanas. Crianças: Não foram devidamente estabelecidas recomendações posológicas e indicações para o uso de Frenalgil em crianças. Se utilizar mais Frenalgil do que deveria A reduzida absorção sistémica de diclofenac tópico torna improvável a ocorrência de sobredosagem. 4. 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