Dia Internacional da Síndrome de Asperger

Aprendizagem e Perturbações do Espectro do Autismo

Hoje, que se assinala o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, falamos-lhe dos desafios de aprendizagem em crianças que sofrem de perturbações do espectro do autismo.

Considerada uma disfunção do espectro do autismo, a Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental que se manifesta, sobretudo, na interação social, na comunicação e no comportamento.

Embora as suas causas não estejam completamente esclarecidas, sabe-se que afeta maioritariamente crianças do sexo masculino.

Estas crianças, apesar de poderem apresentar alguns problemas na linguagem, não têm dificuldades de aprendizagem tão acentuadas como os autistas. Na realidade, elas apresentam, com alguma frequência, uma inteligência acima da média.

O seu comportamento, no entanto, leva a que sejam considerados excêntricos ou esquisitos, grande parte das vezes.

Daniel tem seis anos e, aos quatro, foi diagnosticado com Perturbação do Espectro do Autismo. Um dos principais sinais de alerta surgiu, exatamente, na área da comunicação.

“Nós perguntávamos qualquer coisa ao Daniel e se a resposta fosse não ele dizia não, mas se a resposta fosse afirmativa ele repetia a pergunta. Antes disso, tínhamos a sensação que, ao falarmos com o Daniel, ele não percebia nada do que estávamos a dizer”, começa por contar o pai, Nuno Delgado.

“Por fim, a parte comportamental: o Daniel não sabia reagir à frustração e fazia birras incontroláveis, que eram muito complicadas de parar”, acrescenta admitindo que, embora ainda as faça, as suas birras são hoje muito mais ligeiras.

Dados os alertas seguiram-se as consultas e os teste de despiste “através de uma consulta com o Dr. Fernando Santos, pedopsiquiatra do Hospital da Luz, onde fez uma avaliação especifica em relação à fala e desenvolvimento”. Tinha o Daniel três anos.

“No caso do Daniel esses testes iniciais foram inconclusivos, porque ele em termos cognitivos estava perto da linha de desenvolvimento, só falhando na parte da comunicação e compreensão”, recorda o pai.

Quando finalmente foi conhecido o diagnóstico, e apesar de todas as dúvidas e receios, Nuno e a mulher, Ana, decidiram arregaçar as mangas e fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar o Daniel.

“Foi como uma bomba, claro. Mas recompusemo-nos e dissemos: ok, o que é que temos de fazer para dar ao Daniel o melhor possível? E começámos a trabalhar com a equipa do Centro de Neurodesenvolvimento e Comportamento da Criança e do Adolescente, do Hospital da Luz, com a coordenação da Dra. Luísa Teles, e as terapeutas da fala e desenvolvimento, de maneira a começar a dar ferramentas ao Daniel para começar a comunicar e poder acompanhar, dentro do ritmo dele, as crianças da sua idade”, conta Nuno.

Aspectos como integração e acompanhamento a nível escolar são, agora, as principais preocupações de Nuno e Ana.

“O nosso sistema de ensino público não está preparado, convenientemente, para receber uma criança com este tipo de transtorno, uma vez que é necessário um acompanhamento muito individualizado”, justifica o pai de Daniel.

De acordo com Piedade Líbano Monteiro, presidente da Associação Portuguesa da Síndrome de Asperger (APSA), apesar de “em termos de lei das bases da educação e, no que diz respeito às necessidades educativas especiais, a nossa legislação estar muito bem estruturada, o problema é passar à prática”.

Quer isto dizer que, é preciso “gerir da melhor forma os recursos humanos e monitorizar o processo de integração destas crianças”.

Por outro lado, Piedade Líbano Monteiro refere a importância dos próprios professores estarem preparados para lidar com casos com este.

“Tudo seria diferente se, de facto, os professores tivessem preparação em PEAs no seu currículo. Regra geral não estão preparados para acolher estas crianças, mas existem exceçoes à regra e, cada vez mais, solicitam ajuda e tentam munir-se de meios para terem uma intervenção válida com as crianças”, afirma.

O trabalho desta associação passa também por esta área, dando apoio às escolas, sempre que solicitado, através do Projeto Gaivota. “O nosso trabalho é exatamente explicar o que é a Síndrome de Asperger e dar estratégias a pais e professores para melhor lidarem com esta problemática. Independentemente da sua formação de base, os professores devem ser pessoas vocacionalmente preparadas para este trabalho e com grande sensibilidade para poder «observar e sentir» o comportamento destas crianças”, explica a presidente da APSA.

“A disfunção dos nossos filhos não é visível, é comportamental o que complica tudo. O estar sentado durante muito tempo, o estarem expostas a vários estímulos sensoriais, o facto de serem alvo de inúmeras informações ao mesmo tempo, sem tempo para as decifrarem e relacionarem, é para eles uma tortura e motivo de tensão e faz com que estejam sempre distantes do que se passa na sala de aula. E depois ainda há temas que não lhes interessam mesmo”, acrescenta Piedade Líbano Monteiro, revelando que estas são as principais barreiras para uma criança com uma Perturbação do Espectro do Autismo (PEA).

Daniel não foge à regra. “A principal limitação do Daniel é o período de atenção que se consegue manter interessado. A nível de aprendizagem, aprende rápido as coisas que ele gosta muito, como as letras ou matemática”, revela Nuno.

A verdade é que, com dois anos, o Daniel já sabia o alfabeto em português e inglês. “E contava até 15”, acrescenta o pai afirmando que o filho aprendeu, tudo isto, sozinho “só de ver os vídeos na internet”.

Atualmente a frequentar o ensino pré-escolar, Daniel recebe todo o apoio que necessita para poder progredir. “Na escola é acompanhado pela educadora da sala que está sensibilizada para o problema do Daniel, e tenta, dentro das possibilidades, apoiá-lo e dar-lhe um pouco mais de foco e atenção quando necessário. Acaba por ser os nossos olhos dentro da sala, comunicando sempre as evoluções e regressões do Daniel”, explica o pai.

“Quando fui informada, pelo diretor pedagógico do Colégio, que iria receber uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo, que necessitava de ser estimulada para se perceber o seu desenvolvimento cognitivo, fiquei apavorada”, admite Carla Ferreira, educadora de infância.

“Tenho 22 anos de serviço e foi a primeira vez que tive na minha sala uma criança com necessidades educativas especiais”, justifica explicando que não teve qualquer formação ou contato com esta realidade antes.

“Partilhei este receio com os pais, que iria dar o meu melhor mas que, efetivamente, não tinha nem formação nem experiência no acompanhamento destas crianças”, recorda.

“Os pais e as técnicas (que acompanham o Daniel) foram bastante compreensivos e, ainda hoje, existe uma partilha constante sobre as atividades, os sucessos ou fracassos e as estratégias que poderão ser usadas para melhorar o desenvolvimento cognitivo do Daniel”, afirma a educadora.

Uma vez que a sua maior dificuldade é a linguagem compreensiva e expressiva, Carla tem sempre algum cuidado quando lhe coloca alguma questão. “Quando o faço, específico de forma a facilitar a resposta. Por exemplo, se quero que ele me diga o nome de frutos, começo eu por dizer um ou dois para ele depois dar continuidade”, exemplifica.

Não obstante, também não faltam, aos pais, estratégias para o ajudar a superar as dificuldades.

Para além de criarem e manterem uma rotina, procuram antecipar os conteúdos desenvolvidos na sala de aula.

“Temos de criar espaços temporais de apoio, curtos e frequentes, para que o Daniel saiba que naquele dia, àquela hora, é aquilo que tem de fazer”, começa por explica Nuno Delgado.

“Temos um calendário feito por nós, pendurado no frigorífico, com fotografias e grafismos do que é para fazer todos os dias. Assim, se ele tiver dúvidas ou ficar baralhado, vai lá e vê o que tem de fazer”, afirma.

“Em termos de antecipação, pedindo a programação da semana à professora Carla, e usando-a para lançar pistas para que ele nos conte o dia-a-dia. Quando for para a primária, tentar antecipar as matérias para que ele vá mais bem preparado”, acrescenta.

No entanto, e apesar de tudo, para estes pais a integração é a chave do sucesso, independentemente das estratégias que possam ser usadas.

“O importante é incluí-los no meio de crianças sem este transtorno, de forma a ser-lhes «imposto» a maneira de estar, as suas práticas e métodos de aprendizagem. Uma resposta certa, em contexto de escola à professora, ou uma ida ao quadro com sucesso é, para estas crianças, valorizado duas vezes mais, aumentando-lhes a auto confiança”, afirma o pai.

Também a educadora garante que beneficiou não só o Daniel, como o resto da turma. “Todos os alunos da sala enriqueceram a sua formação pessoal e social. Tornaram-se mais responsáveis e mais crescidos ao “tomar conta” do Daniel”, revela.

“Quando recebi o Daniel e o apresentei ao grupo, disse-lhes que íamos ter um menino especial que precisava da nossa ajuda e do nosso carinho. E tem sido assim ao longo destes dois anos”, acrescenta Carla Ferreira.

“O Daniel é muito protegido e muito acarinhado pelos colegas. Como é muito meigo as meninas disputam entre si quem lhe dá a mão. Os rapazes defendem-no, avisam-me quando lhe falta algum material, consolam-no quando está triste e partilham com ele brinquedos e brincadeiras”, conclui.

Ana Santos
Nota: 
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Transact Lat, 40 mg, penso impregnado Flurbiprofeno Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém informação importante para si. Utilize este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. - Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. - Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. - Se não se sentir melhor ou se piorar 5 dias, tem de consultar um médico. O que contém este folheto: 1. O que é Transact Lat e para que é utilizado 2. O que precisa de saber antes de utilizar Transact Lat 3. Como utilizar Transact Lat 4. Efeitos secundários possíveis 5. Como conservar Transact Lat 6. Conteúdo da embalagem e outras informações. 1. O que é Transact Lat e para que é utilizado Grupo farmacoterapêutico: 9.1.10 Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroides. Anti-inflamatórios não esteroides para uso tópico. Indicações terapêuticas: TransAct LAT está indicado no tratamento sintomático das situações de inflamação musculoesquelética localizada de origem pós-traumática ou reumática, resultando em dores musculares ou das articulações, que podem ser de natureza aguda ou crónica. Transact Lat é um penso impregnado, o qual liberta de uma forma sustentada níveis de flurbiprofeno diretamente para a área afetada com uma absorção sistémica mínima. Se não se sentir melhor ou se piorar após 5 dias, tem de consultar um médico. 2. O que precisa de saber antes de utilizar Transact Lat Não utilize Transact Lat:- Se tem alergia (hipersensibilidade) ao flurbiprofeno ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). - Se tem hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides - Se sofre ou sofreu de: - Hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINE. - Colite ulcerosa, doença de Crohn, úlcera péptica recorrente ou hemorragia gastrointestinal (definida como dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada). - Insuficiência cardíaca grave. - Terceiro trimestre de gravidez - Em peles feridas ou muito frágeis, nem em locais afetados por dermatoses ou infeção. Advertências e precauções Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Transact Lat. Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea de Transact Lat, não é possível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos. O risco de ocorrência destes efeitos depende, entre outros fatores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo de exposição. Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção “Como utilizar Transact Lat” e informação sobre os riscos GI (gastrointestinais) e cardiovasculares em seguida mencionados).Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados. Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC). Não existem dados suficientes para eliminar o risco de ocorrência destes efeitos aquando da utilização de flurbiprofeno. Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com flurbiprofeno após cuidadosa avaliação. As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidémia, diabetes mellitus e hábitos tabágicos). Os medicamentos tais como Transact Lat podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos prolongados. Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de duração do tratamento. Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir a sofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, elevados níveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seu médico ou farmacêutico. Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal Têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves. O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de flurbiprofeno, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem ser instruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomas abdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento. Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a utilizar Transact Lat, o tratamento deve ser interrompido. Flurbiprofeno deve ser administrado com precaução em doentes com história de úlcera péptica e doença inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn), uma vez que estas situações podem ser exacerbadas. Foi demonstrado que o flurbiprofeno administrado por via sistémica pode prolongar o tempo de hemorragia; Transact Lat deve ser usado com cuidado em doentes com tendência para hemorragias anormais. Tal como com outros AINE, flurbiprofeno pode inibir a agregação plaquetária e prolongar o tempo de hemorragia. Idosos Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais. Transact Lat deve ser utilizado com precaução em doentes com história de asma não alérgica. Foram reportados casos de broncospasmo com o uso de flurbiprofeno em doentes com antecedentes de asma brônquica. Recomenda-se precaução especial quando o flurbiprofeno é utilizado por doentes com história de insuficiência cardíaca ou hipertensão uma vez que foram reportados edema e retenção de fluídos associados com a administração de flurbiprofeno. Flurbiprofeno deve ser administrado com precaução em doentes com insuficiência renal, cardíaca ou hepática. No início de tratamento, flurbiprofeno tal como outros AINE deve ser administrado com precaução em doentes com considerável desidratação. Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea de Transact Lat, não é possível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos. O risco de ocorrência destes efeitos depende, entre outros fatores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo de exposição. Segurança Cutânea dos AINE: Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas a administração de AINE (ver secção 4. Efeitos secundários possíveis). Aparentemente o risco de ocorrência destas reações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações se manifestam durante o primeiro mês de tratamento. Transact Lat deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas ou outras manifestações de hipersensibilidade. Outros medicamentos e Transact Lat Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, tiver utilizado recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos. Desconhecem-se quaisquer interações medicamentosas com a utilização de Transact Lat. Por via sistémica, podem ocorrer possíveis interações com a digoxina, tolbutamina, ciclosporina, antiácidos, ácido acetilsalicílico e outros medicamentos contendo anti-inflamatórios não esteroides. Diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e Antagonistas da Angiotensina II (AAII): Os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores. Nalguns doentes com função renal diminuída (ex: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deverá ser tida em consideração em doentes a fazer a aplicação de flurbiprofeno, sobretudo se for em zonas extensas da pele e por tempo prolongado, em associação com IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então. Glicósidos cardíacos: Os AINE podem exacerbar uma insuficiência cardíaca, reduzir a taxa de filtração glomerular e aumentar os níveis plasmáticos de glicósidos cardíacos. Anticoagulantes: os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina. Ácido acetilsalicílico: Tal como com outros medicamentos contendo AINE, a administração concomitante de flurbiprofeno com ácido acetilsalicílico não é recomendada devido a um potencial aumento de efeitos adversos. Agentes antiagregantes plaquetários e inibidores seletivos da recaptação da serotonina: aumento do risco de hemorragia gastrointestinal. Sais de lítio: Os AINE podem diminuir a depuração renal do lítio com resultante aumento dos níveis plasmáticos e toxicidade. Caso flurbiprofeno seja utilizado por um doente a fazer terapêutica com lítio, deve ser feita uma monitorização apertada dos níveis de lítio. Metotrexato: os AINE podem aumentar os níveis de metotrexato pelo que a administração concomitante de flurbiprofeno e metotrexato deve ser efetuada com precaução. Ciclosporina: A administração de AINE e ciclosporina apresenta um risco aumentado de nefrotoxicidade. Corticosteroides: Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal. Inibidores seletivos da ciclooxigenase-2: A administração concomitante de flurbiprofeno com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada, devido ao potencial efeito aditivo. Digoxina: Os AINE podem aumentar os níveis plasmáticos de digoxina. Antibióticos da classe das quinolonas: Dados em animais indicam que os AINE, em associação com antibióticos da classe das quinolonas, podem aumentar o risco de convulsões. Os doentes a tomar AINE e quinolonas podem apresentar um risco aumentado de desenvolver convulsões. Mifepristona: Não se deve tomar AINE durante 8-12 dias após a administração de mifepristona, uma vez que os AINE podem reduzir os efeitos da mifepristona. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento. A segurança do Transact Lat durante a gravidez e o aleitamento não foram ainda estabelecidas. Os dados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de aborto espontâneo, de malformações cardíacas e de gastrosquise na sequência da utilização de um inibidor da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. Deste modo, flurbiprofeno não deverá ser administrado durante o 1º e 2º trimestre de gravidez, a não ser que seja estritamente necessário. A administração de flurbiprofeno está contraindicada durante o terceiro trimestre de gravidez Não se recomenda a utilização de flurbiprofeno em mulheres a amamentar. Condução de veículos e utilização de máquinas Não se aplica. 3. Como utilizar Transact Lat Utilize este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver “Advertências e Precauções”). O TransAct LAT é exclusivamente para uso externo. Recomenda-se a aplicação de um só penso impregnado, sobre a área afetada, devendo ser substituído de 12 em 12 horas. Crianças: Não é recomendado em crianças Idosos ou doentes com insuficiência renal: Apesar de flurbiprofeno ser bem tolerado pelos doentes idosos, alguns deles especialmente os que têm insuficiência renal, apresentam uma eliminação lenta dos anti-inflamatórios não esteroides, devendo nestes casos Transact Lat ser administrado com precaução. Modo e via de administração Uso cutâneo A pele sob a área músculo-esquelética afetada deve ser limpa antes da aplicação de Transact Lat. Remover o revestimento protetor do penso impregnado e aplicar o lado aderente sobre a pele. Quando se aplica o Transact Lat sobre uma articulação, como por exemplo o cotovelo e o joelho, deve ser colocado com a articulação um pouco fletida, podendo ser conveniente a utilização de uma ligadura ou manga (inclusa) sobre o penso impregnado. Modo de aplicação Passo 1 Lavar e secar cuidadosamente a zona afetada Passo 2 Retirar um penso impregnado da saqueta e fechá-la em seguida. Passo 3 Com as duas mãos segure o penso impregnado tal como indicado na figura e puxe ligeiramente para fora. O revestimento protetor solta-se a partir do meio do penso impregnado. Remover o revestimento protetor e aplicar a parte aderente diretamente sobre a pele. Passo 4 Aplicar a parte aderente diretamente sobre a zona afetada de forma uniforme evitando a formação de pregas. Logo após a aplicação pode ocorrer uma sensação de frio. Passo 5 Se a zona afetada for uma articulação, aplicar o penso impregnado com a articulação um pouco fletida Passo 6 Em caso de aplicação de Transact Lat sobre articulações móveis, como exemplo o cotovelo ou o joelho, é aconselhável o uso de uma ligadura ou manga (inclusa) Se utilizar mais Transact Lat do que deveria A ocorrência de sobredosagem é muito improvável dada a natureza desta formulação e a sua via de administração. Em caso de administração incorreta desta formulação, os sintomas de sobredosagem podem incluir dor abdominal, náuseas e vómitos. Não existe antídoto específico para flurbiprofeno. As medidas a tomar serão a lavagem gástrica e se necessário a correção dos eletrólitos séricos. Caso se tenha esquecido de utilizar Transact Lat Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar. Se parar de utilizar Transact Lat Não se aplica. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. 4. Efeitos secundários possíveis Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. O flurbiprofeno atinge níveis séricos mais baixos do que o mesmo fármaco administrado por via oral (é de realçar contudo, o facto de atingir níveis idênticos aos desta via sistémica, nas articulações e noutros tecidos situados profundamente sob a área cutânea onde o penso impregnado é aplicado). Sendo assim, é extremamente improvável a ocorrência de efeitos colaterais sistémicos. Em ensaios clínicos com flurbiprofeno de uso cutâneo, os efeitos adversos mais frequentemente reportados foram de reações locais (incluindo rubor, erupção cutânea, prurido, irritação da pele, entorpecimento e ardor); contudo a incidência foi baixa (4,6%). Efeitos secundários observados com AINE: Gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal. Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais. Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemese, flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos. Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite. Cardiopatias: Edema, hipertensão arterial, e insuficiência cardíaca, têm sido notificados em associação ao tratamento com AINE. Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC). Reações bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (muito raro). Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. 5. Como conservar Transact Lat Não conservar acima de 25ºC. Duração de estabilidade após a abertura de cada saqueta é de 1 mês. Fechar bem as saquetas após a retirada de cada penso impregnado. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize Transact Lat após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não utilize se verificar sinais visíveis de deterioração. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente. 6. Conteúdo da embalagem e outras informações Qual a composição do Transact Lat - A substância ativa é o flurbiprofeno. Cada penso impregnado contém 40 mg de flurbiprofeno (0,294 mg de flurbiprofeno/cm2 de penso impregnado). - Os outros componentes são: Óleo essencial de hortelã-pimenta, miristato de isopropilo, glicerol, dióxido de titânio (E171), carmelose sódica, caulino pesado, ácido tartárico, polissorbato 80, sesquioleato de sorbitano, poliacrilato de sódio e água purificada. Qual o aspeto de Transact Lat e conteúdo da embalagem Transact Lat é constituído por uma película aderente de poliéster impregnada com 40 mg de flurbiprofeno. Os pensos impregnados são fornecidos em embalagens com uma ou duas saquetas laminadas e fechadas, contendo cada uma 5 pensos impregnados. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Amdipharm Limited Temple Chambers 3, Burlington Road Dublin 4 Irlanda Fabricantes Abbott S.r.L Strada Statale Pontina - Km 52 I-04010 Campoverdi di Aprilia - Latina Itália Amdipharm Plc Regency House - Miles Gray Road, Basildon SS14 3AF Essex Reino Unido Waymade Plc Sovereign House, Miles Gray Road, Basildon SS14 3FR Essex Reino Unido Distribuído por: Jaba Recordati, S. A. Lagoas Park, Edificio 5, Torre C, Piso 3 2740-298 Porto Salvo Este folheto foi revisto pela última vez em