Testada em ratos

Pode estar a chegar uma vacina contra o stress

Uma equipa de investigadores nos EUA conseguiu que ratos de laboratório exibissem um comportamento menos ansioso e stressante, após terem sido imunizados com determinadas bactérias benéficas. Os cientistas acreditam que podemos estar perante o surgimento de uma vacina contra o stress.

A imunização através de certas bactérias benéficas pode ter efeitos anti-inflamatórios de longa duração no cérebro, tornando-o mais resistente aos efeitos físicos e comportamentais do stress. Esta é a conclusão de um estudo recente da Universidade do Colorado, em Boulder (CU Boulder), nos EUA.

De acordo com os cientistas, as conclusões da investigação, realizadas em ratos, podem ser aplicadas em ensaios clínicos e criar novos tipos de imunização baseadas em probióticos para proteger as pessoas contra a ansiedade e o transtorno pós-traumático (TEPT). A partir das descobertas do estudo foi possível perceber também que podem ser criados novos fármacos para a depressão, revela a universidade em comunicado.

«Descobrimos que nos ratos a bactéria Mycobacterium vaccae muda a perceção do cérebro perante um estado anti-inflamatório», explicou o principal autor, Matthew Frank, investigador do Departamento de Psicologia e Neurociência da universidade norte-americana. «Caso fosse possível utilizar a bactéria nas pessoas, tal poderia ter várias implicações em diversas doenças neuro inflamatórias», continuou. Um facto muito importante para o avanço da medicina, uma vez que a ansiedade, o TEPT e outros transtornos mentais relacionados com o stress afetam um em cada quatro indivíduos ao longo da vida.

A pesquisa sugere que a inflamação cerebral induzida pelo stress pode aumentar o risco desses distúrbios, devido à influência dos neurotransmissores (noradrenalina ou dopamina) na mudança de humor. De acordo com o autor do estudo, existe uma corelação entre a indução imune às inflamações e o desenvolvimento rápido de doenças mentais, tais como depressão e ansiedade. Também os traumas, as doenças ou as cirurgias podem sensibilizar certas zonas do cérebro, criando uma resposta inflamatória capilar aos fatores de stress e que podem causar transtornos de humor e declínio cognitivo.

«Descobrimos que a Mycobacterium vaccae bloqueou também os efeitos sensibilizadores do stress, criando um fenótipo [termo genético utilizado para descrever as características observáveis de um indivíduo resultantes da interação dos fatores epigenéticos (características de organismos unicelulares e multicelulares) com o genótipo (conjunto completo de genes herdados dos pais) e os fatores  resistente ao stress prolongado no cérebro», esclareceu Matthew Frank.

Num anterior estudo da CU Boulder, publicado na revista ‘Proceedings’ da Academia Nacional de Ciências (PNAS, sigla em inglês), descobriu-se que os ratos injetados com uma mistura de substâncias químicas, incluindo a bactéria M. vaccae, e depois expostos, durante 19 dias, a um rato macho agressivo demonstravam menores níveis de ansiedade e eram menos propensos a sofrer colite ou inflamação nos tecidos periféricos.

Neste novo estudo, o autor principal e o autor sénior, Christopher Lowry, professor de Fisiologia Integrativa, o objetivo passava por descobrir o que esta bactéria faz exatamente ao cérebro. Para isso, estudaram o comportamento de ratos após três injeções da bactéria nestes animais, com um período de intervalo de uma semana. Verificaram que os ratos apresentavam níveis significativamente mais altos da proteína anti-inflamatória interleucina-4 no hipocampo (região do cérebro responsável por modular a função cognitiva, a ansiedade e o medo) 8 dias após a última injeção.

Depois de os exporem a fatores de stress, os animais imunizados também mostraram níveis mais baixos de proteína induzida pelo stress – a HMGB1 – que, segundo os autores e investigadores, ajuda na sensibilização do cérebro à inflamação. Tal como no primeiro estudo, os ratos imunizados exibiram um comportamento menos ansioso após os testes de stress.

«Se olharmos para o campo dos probióticos em geral, eles mostraram ter fortes efeitos nos domínios da função cognitiva, da ansiedade e do medo», disse Christopher Lowry. «Este estudo ajuda a sustentar essa teoria, sugerindo que esses micróbios benéficos ou que os sinais derivados desses micróbios chegam ao hipocampo e induzem os animais num estado anti-inflamatório», acrescentou.

O cientista Christopher Lowry prevê que um dia a M.Vaccae seja administrada em pessoas com alto risco de TEPT, como soldados ou trabalhadores dos pronto-socorro, para que essas mesmas pessoas vejam os efeitos do stress do seu dia-a-dia desvanecerem-se.

Entretanto, o investigador está numa outra investigação, em conjunto com uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado, em Denver, nos EUA, na qual procuram perceber se os veteranos com TEPT podem beneficiar de um probiótico oral que consiste numa estirpe bacteriana diferente, o Lactobacillus reuteri.

Contudo, finaliza, dizendo que existe a necessidade de fazer mais pesquisa e investigação, «mas é possível que outras bactérias benéficas ou probióticos possam ter um efeito similar no cérebro».

Fonte: 
Mood
Nota: 
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