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Implante Contraceptivo

É um pequeno bastonete de plástico semi‐rígido, com quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro (com a dimensão de um pequeno fósforo).

Como actua?

O implante liberta diariamente uma pequena quantidade de hormona para a corrente sanguínea – progestagénio – que actua como contraceptivo de duas formas:

• impedindo a ovulação (não há a libertação do óvulo);

• tornando mais espesso o muco do colo do útero, o que dificulta a entrada dos espermatozóides no útero.

É um método contraceptivo muito seguro, sendo eficaz durante três anos, ao fim dos quais pode ser substituído por um novo, se a mulher assim o desejar.

Como e quando pode ser colocado?

‐ É aplicado sob anestesia local por baixo da pele, na face interna do braço. Colocar ou retirar o implante constituem procedimentos simples que se realizam em consulta.

‐ O implante deve ser colocado até ao 5º dia do ciclo menstrual, ficando a mulher desde logo protegida de uma gravidez não desejada. Se o implante for colocado em qualquer outro dia do ciclo é necessário utilizar outra forma de contracepção durante os 7 dias a seguir à colocação para que não haja risco de gravidez.

Quais as vantagens?

• É um método muito eficaz;

• A mulher não tem que pensar todos os dias em contracepção. Este facto torna‐o por si só um bom método para as mulheres que se esquecem com frequência de tomar a “pílula”;

• É um método “invisível”;

• Pode ser utilizado por mulheres que não podem ou não querem tomar estrogénios;

• Pode ser usado durante a amamentação: não tem efeitos sobre o recém-nascido, nem diminui a produção de leite materno;

• A mulher pode engravidar logo após retirar o implante.

Quais as desvantagens?
Os ciclos menstruais podem deixar de ser regulares. Algumas mulheres têm perdas de sangue irregulares entre as menstruações e outras deixam de menstruar. Muitas vezes com a continuação, os ciclos tornam‐se mais regulares e previsíveis.Se bem que possa parecer inicialmente estranho, é importante que a própria mulher se sinta tranquila e saiba que as alterações são normais para o método, não provocam risco de doença ginecológica ou infertilidade futura (não tornam mais difícil vir a engravidar um dia).

Quando se cessa a toma da pílula os ciclos retomam a sua normalidade.

O que interfere na sua eficácia?
Alguns medicamentos podem diminuir a eficácia deste método, como por exemplo, os fármacos utilizados no tratamento da epilepsia e da tuberculose. Quando se inicia uma nova terapêutica deve‐se dizer que se utiliza este contraceptivo e indagar se existe alguma possibilidade de que diminua a eficácia do método.

E não se esqueça ...
O implante contraceptivo não protege das infecções de transmissão sexual (ITS). Faz por isso todo o sentido utilizar o preservativo como forma de as prevenir... mesmo que se utilize um método de contracepção seguro. A prevenção das ITS é um comportamento saudável.

Fonte: 
DGS
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Foto: 
ShutterStock