No Porto

Hospital de Santo António iniciou tratamento de doentes com hipertensão pulmonar crónica

O Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Santo António realizou hoje um tratamento percutâneo da hipertensão pulmonar crónica tromboembólica que até há poucos meses obrigava à deslocação dos doentes a Paris.

Segundo explicou Henrique Cyrne de Carvalho, diretor do Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar do Porto e professor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, trata-se de “um tratamento pioneiro de um grupo de doentes que tem uma morbilidade e mortalidade muito alta”.

“Os doentes que tinham indicação para angioplastia pulmonar iam a França ao centro onde está concentrada esta atividade. Agora já podem fazê-lo em Portugal, o que representa um benefício enorme, não só ao nível de encargos financeiros, mas também de desconforto para os doentes”, sublinhou.

Henrique Cyrne de Carvalho disse que as primeiras angioplastias pulmonares do Laboratório de Hemodinâmica do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santo António foram realizadas em abril. Hoje realizou-se uma segunda sessão, que foi inserida numa iniciativa formativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

Os doentes foram selecionados pela Unidade de Doença Vascular Pulmonar e avaliados pelo especialista francês Philippe Brenot, responsável pelo polo de imagiologia e terapêutica de intervenção do Hospital Marie-Lannelongue (Paris), que hoje esteve presente e orientou as intervenções.

Habitualmente os doentes do Centro Hospitalar do Porto (CHP) com indicação para esta terapêutica eram tratados em Paris, através do programa de Mobilidade Internacional de Doentes da Direção-Geral da Saúde.

“O desenvolvimento do trabalho de cooperação clínica e científica entre o CHP e o Hospital Marie-Lannelongue, permitirá tratá-los no nosso hospital”, sublinhou Henrique Cyrne Carvalho.

Referiu que sendo o CHP uma referência nacional e um centro europeu reconhecido em doença vascular pulmonar, pretende-se o desenvolvimento desta “técnica inovadora”, com benefícios para os doentes, ganhos económicos e crescimento técnico-científico da instituição.

Um dos casos intervencionados em abril foi “uma doente que precisava de oxigénio 14 horas por dia e que neste momento vive a sua vida independente do oxigénio”, frisou Henrique Cyrne de Carvalho.

Em declarações à Lusa, Abílio Reis, coordenador da Unidade da Doença Vascular Pulmonar do CHP, esta é uma das opções para tratamento destes doentes, existindo ainda a cirurgia (endarterectomia pulmonar), que pode ser curativa, e o tratamento com fármacos.

“Quando a cirurgia não é indicada, por diversas razões, nessa altura, utilizamos a terapêutica médica e este tipo de procedimento que consiste em ir ao local das leões e tentar ‘esmagar’ o tronco que lá existe, fazendo com que o sangue volte a circular naquela zona”, explicou Abílio Reis.

A hipertensão pulmonar tromboembólica crónica caracteriza-se pela persistência de trombos sob a forma de tecido organizado obstruindo as artérias pulmonares. A consequência é um aumento da resistência vascular pulmonar resultando em hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita progressiva.

O curso a decorrer hoje no Hospital de Santo António insere-se na iniciativa D@CL da APIC que pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos, em cardiologia de intervenção.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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Resumo das Características do Medicamento: 1. NOME DO MEDICAMENTO Beacita 60 mg cápsulas. 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada cápsula contém 60 mg de orlistato. 3. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS Beacita é indicado para perda de peso em adultos com excesso de peso (índice de massa corporal, IMC, ≥28 Kg/m2) e deve ser tomado em associação a uma dieta moderadamente hipocalórica e de baixo teor em gorduras. 4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO Adultos: A dose recomendada de Beacita é uma cápsula de 60 mg três vezes ao dia. Não devem ser tomadas mais do que três cápsulas de 60 mg em 24 horas. O tratamento não deve exceder 6 meses. Caso os doentes não consigam perder peso após 12 semanas de tratamento com Beacita, devem consultar o seu médico ou um farmacêutico. Pode ser necessário descontinuar o tratamento. A dieta e o exercício são partes importantes dum programa para perder peso. Recomenda-se que se inicie uma dieta e um programa de exercício antes de iniciar o tratamento com Beacita. Enquanto estiver a tomar Beacita, o doente deve fazer uma dieta equilibrada do ponto de vista nutricional, moderadamente hipocalórica e em que as gorduras contribuam aproximadamente em 30% para o valor calórico total (por exemplo, numa dieta de 2000 kcal/dia, isto equivale a <67 g de gordura). A ingestão diária de gorduras, de hidratos de carbono e de proteínas deve ser distribuída pelas três refeições principais. A dieta e o programa de exercício devem continuar a ser seguidos após interrupção do tratamento com Beacita. Populações especiais. População pediátrica: Beacita não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido a insuficiente informação sobre segurança e eficácia. Idosos (> 65 anos de idade): existem dados limitados sobre o uso do orlistato em idosos. No entanto, como o orlistato é minimamente absorvido, não é necessário ajustar a dose para idosos. Disfunção hepática e renal: não foram estudados os efeitos do orlistato em doentes com insuficiência hepática e/ou renal. Contudo, como o orlistato é absorvido em frações mínimas, não é necessário ajustar a dose nos doentes com compromisso hepático e/ou renal. Modo de administração: a cápsula deve ser tomada com água imediatamente antes, durante ou até 1 hora após cada refeição principal. Se for omitida uma refeição ou se esta não contiver gordura, a dose de Beacita deve ser omitida. 4.3 CONTRAINDICAÇÕES Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, tratamento concomitante com ciclosporina, síndrome de mal absorção crónica, colestase, gravidez, amamentação, tratamento concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes orais. 4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS As reações adversas ao orlistato são essencialmente de natureza gastrointestinal e relacionadas com o efeito farmacológico do fármaco na prevenção da absorção da gordura ingerida. Infeções e infestações: Muito frequentes: Influenza, Doenças do sangue e do sistema linfático: Frequência desconhecida: Diminuição do valor da protrombina e aumento de INR, Doenças do sistema imunitário, Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo, anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do sistema imunitário: Frequência desconhecida: Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, broncospasmo, angioedema, prurido, erupção cutânea e urticária, Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito frequentes: Hipoglicémia, Perturbações do foro psiquiátrico, Frequentes: ansiedade, Doenças do sistema nervoso, Muito frequentes: cefaleias, Doenças respiratórias, toráxicas e do mediastino, Muito frequentes: Infeção respiratória superior, Frequentes, Infeção respiratória inferior, Doenças gastrointestinais, Muito frequentes, Eliminação de manchas oleosas pelo reto, Gases com descarga, Sensação de urgência em defecar, Fezes gordurosas/oleosas, Evacuação oleosa, Flatulência, Fezes moles; Frequentes: Dor abdominal, Incontinência fecal, Fezes líquidas, Aumento da defecação, Distensão abdominal, Afeção nos dentes, Afeção nas gengivas, Frequência desconhecida: Diverticulite, Pancreatite, Hemorragia retal ligeira; Afeções hepatobiliares: Frequência desconhecida: Hepatite que se pode tornar grave, Colelitíase, Aumento das transaminases e da fosfatase alcalina; Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Frequência desconhecida: Erupções vesiculares; Doenças renais e urinárias: Frequência desconhecida: Nefropatia por oxalato; Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: Fadiga. 5. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Actavis Group PTC ehf., Reykjavikurvegur 76-78, IS-220, Hafnarfjordur, Islândia. 6. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474143, blister de 60 unidades. Registado no Infarmed I.P. com o nº 5474150, blister de 84 unidades. 7. DATA DA REVISÃO DO TEXTO 29 de outubro de 2012. Para mais informações deverá consultar o titular de autorização no mercado. Medicamento Não Sujeito a Receita Médica.