Prevalência aumenta com a idade

Hiperplasia Benigna da Próstata: uma doença benigna mas preocupante

A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é uma das doenças benignas mais comuns nos homens. Desconhecida pela maioria da população, a verdade é que falamos de uma patologia com mais incidência do que o cancro da próstata.

A próstata é uma glândula que se situa entre a bexiga e o pavimento pélvico, sendo atravessada pela parte inicial da uretra e desempenha importantes funções para a fertilidade masculina. Quando esta aumenta de volume, pode estreitar de forma gradual a uretra dificultando assim o fluxo da urina.

A hiperplasia benigna de próstata (HBP) é uma entidade clínica difícil de caracterizar porque praticamente todas as próstatas crescem com o envelhecimento e histologicamente tem hiperplasia do tecido prostático. Isto acontece porque após a puberdade, os testículos começam a produzir testosterona que se vai transformar em dihidrotestosterona na próstata e esta hormona induz o crescimento prostático. Assim, praticamente todas as próstatas vão crescer umas mais do que outras sendo esse crescimento determinado em princípio por fatores genéticos já que até agora nunca foi demonstrado que os fatores ambientais tais como a alimentação, a atividade sexual ou outros tivessem influência no crescimento da próstata.

A Hiperplasia Benigna da Próstata está muito relacionada com o envelhecimento, sendo muito comum nos homens com mais de 40 anos. A sua prevalência aumenta progressivamente com a idade, atingindo o pico por volta dos 80-90 anos. Em Portugal, cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos têm sintomas sugestivos de HBP, podendo esta percentagem atingir os 80% nos homens com mais de 75 anos.

Esta resulta não só no obstáculo ao fluxo urinário como consequência do aumento do volume da próstata, bem como na disfunção da bexiga e apresenta um forte impacto na qualidade de vida dos doentes: jato urinário fraco, fino e, por vezes, interrompido, idas frequentes à casa de banho, vontade súbita de urinar com perdas involuntárias de urina, dificuldade em iniciar a micção e interrupção frequente do sono para ir 3 ou 4 vezes à casa de banho, que se torna menos descansado e retemperador. Estes são sintomas que podem ser extremamente perturbadores e incapacitantes ao provocar estados de ansiedade/depressão e obrigarem o doente a mudar o modo de vida para enfrentar os sintomas urinários.

Apesar de não existir forma de prevenir o aparecimento da doença, é possível melhorar os sintomas. O objetivo do tratamento é a melhoria dos sintomas do trato urinário inferior (LUTS) e da qualidade de vida do doente, bem como prevenir complicações relacionadas com a HBP.

Existe ainda muita falta de informação ou vergonha por parte dos doentes em falar, o que prejudica o diagnóstico atempado. Contudo, verifica-se que cada vez mais os homens preocupam-se com a sua saúde e procuram ajuda médica para avaliar se sofrem de algum problema deste foro, o que representa um sinal muito positivo de evolução. O importante é efetuar um diagnóstico precoce, mediante consulta médica e testes laboratoriais, para minorar o impacto dos sintomas e a prevenir eventuais complicações que venham a ocorrer, permitindo uma intervenção terapêutica mais precoce e, por isso, mais eficaz.

Existem atualmente terapêuticas farmacológicas e cirúrgicas, capazes de relaxar os músculos da bexiga e assim reduzir as dimensões da próstata após alguns meses de tratamento. O objetivo principal do tratamento é a melhoria destes sintomas, o que se consegue na maior parte dos doentes através de medicação.

Prof. Estevão Lima - Diretor de Serviço de Urologia do Hospital de Braga
Nota: 
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Antiinflamatórios não esteróides para uso tópico Código ATC: M02AA15 Frenalgil está indicado no tratamento da inflamação pós-traumática dos tendões, ligamentos, músculos e articulações (devida, por ex., a entorses, luxações e contusões); formas localizadas de reumatismo dos tecidos moles, (por ex: tendovaginite, bursite, síndroma ombro-mão e periartropatia) e formas localizadas de reumatismo degenerativo (por ex: osteoartrose das articulações periféricas e da coluna vertebral). 2. ANTES DE UTILIZAR DICLOFENAC JABA Não utilize Diclofenac Jaba -se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Diclofenac Jaba. -se tiver crises de asma, urticária ou rinite aguda precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides. 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