78% da população portuguesa apresenta défice de vitamina D

O que a Vitamina D pode fazer pela sua saúde

No passado dia 2 de Novembro assinalou-se o dia Mundial da Vitamina D. Descubra o que esta vitamina pode fazer pela sua saúde.

Como vitamina lipossolúvel, a Vitamina D encontra-se presente principalmente em alimentos gordos como o salmão, o peixe-espada, os óleos de peixe, os ovos e os produtos lácteos, entre outros. Porém, o consumo de alimentos fortificados como cereais de pequeno-almoço e de alternativas vegetais ao leite e os suplementos alimentares também podem contribuir para a ingestão deste nutriente.

Para além das fontes alimentares, a vitamina D pode ainda ser produzida na pele após a exposição solar aos raios ultravioleta. Neste caso é necessário ter em conta que a estação do ano, a altura do dia, o número de horas úteis de sol, a nebulosidade, a poluição, a pigmentação da pele (melanina), a área da pele exposta ao sol são fatores que condicionam a quantidade de vitamina D produzida na pele.

Esta vitamina desempenha uma grande diversidade de funções no organismo sendo a mais conhecida, a regulação dos níveis de cálcio e de fósforo no organismo. Por este motivo, a vitamina D assume um papel fundamental na manutenção da saúde óssea, promovendo um crescimento saudável nas crianças e prevenindo a osteoporose nos adultos. Adicionalmente contribui para a prevenção de cáries dentárias, para o crescimento celular, para a função neuromuscular, para as defesas imunitárias e para reduzir os níveis de inflamação do organismo.

Porém, de acordo com estudos recentes, 78% da população portuguesa apresenta défice de vitamina D. Estes valores sofrem ainda flutuações ao longo do ano, sendo mais prevalente no Inverno (95%) do que no Verão (62%). Este problema poderá ser explicado em parte por uma ingestão insuficiente de alimentos ricos neste nutriente, como reflexo, por exemplo, de um consumo decrescente de peixe no quotidiano dos portugueses. Por outro lado, devido à preocupação com o cancro de pele, ou melanoma, muitas pessoas não atingem a exposição solar diária de 10 a 15 minutos para produzirem vitamina D suficiente. Na maioria das horas úteis de exposição solar, as pessoas passam ainda o tempo em espaços fechados, para além de utilizarem protetores solares ou produtos cosméticos que apresentam algum tipo de fator de proteção solar e que reduzem a quantidade de vitamina D produzida na pele.

O défice de vitamina D representa uma preocupação de saúde, não só pelo papel que desempenha no organismo tal como referido no início, mas também porque se encontra associado ao risco de desenvolvimento de algumas doenças. Nos últimos anos têm surgido vários estudos que relacionam o défice de vitamina D com a prevalência de vários tipos de cancro, como o do cólon, da mama, da próstata e o da pele. A ocorrência e progressão de outras doenças como a cardiovascular, doenças do foro imunitário, tal como a esclerose múltipla e a artrite reumatoide, encontram-se associadas aos níveis de vitamina D no organismo.

Ainda que seja importante ter uma atitude responsável e preventiva no que diz respeito à exposição solar, torna-se fundamental corrigir os défices nutricionais desta vitamina lipossolúvel. Os sintomas de défice são muito ténues, tais como fraqueza muscular e dores ósseas, sendo pouco específicos e passando despercebidos à maioria das pessoas. Por este motivo, o ideal será realizar um doseamento sérico dos níveis de vitamina D para melhor determinar a abordagem a adotar. Em caso de défice grave, será necessário recorrer à utilização de suplementação alimentar apropriada. Nos restantes casos, destaca-se a importância da inclusão de mais alimentos ricos em vitamina D e de alimentos fortificados no quotidiano. Juntamente com uma exposição solar apropriada, poder-se-á assim evitar o desenvolvimento ou o agravamento do défice desta vitamina tão importante para a saúde.

Sara Pereira - Nutricionista Celeiro
Nota: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.