“Carcinoma da Próstata Resistente à Castração”

Novo livro sobre carcinoma da próstata alerta médicos para os melhores tratamentos

“Carcinoma da Próstata Resistente à Castração” é o mais recente livro da autoria de Fernando Calais, urologista do Grupo Português Génito-Urinário, uma obra que vem esclarecer os profissionais de saúde que tratam esta doença sobre os tratamentos que estão atualmente disponíveis no mercado, como atuam e como devem ser administrados. O livro é apresentado no dia 13 de dezembro, às 19h, na Ordem dos Médicos, em Lisboa.

O autor explica que “este livro é dedicado ao carcinoma da próstata resistente à castração, e pretendem alertar os urologistas e oncologistas para o perfil farmacodinâmico, farmacocinético e o modo de ação dos novos fármacos que existem para o seu tratamento. Obviamente, em relação a todos os fármacos, será sempre explicado também, quais as dosagens e esquemas de tratamento. Assim como interações, e efeitos secundários”.

Apesar de este livro ser dedicado ao tratamento, Fernando Calais realça que o seu sucesso depende muito do estadio em que a doença é diagnosticada e explica que “a deteção precoce deve ser feita a partir dos 50 anos e até aos 70 anos. Se o homem tiver um familiar próximo (pai, avô, irmão, tio) com carcinoma da próstata deve começar aos 40 anos”.

Relativamente ao diagnóstico, o urologista esclarece que “precisamos inicialmente de fazer uma análise de sangue (PSA) e só depois, se se confirmar a possível suspeita, será feita uma biópsia prostática. Tem de se fazer sempre uma biópsia, uma vez que é a única maneira de confirmarmos se há ou não um carcinoma. Este procedimento é sempre feito com consentimento do doente, devendo ser-lhe sempre explicado todos os passos, assim como todos os prós e contras”.

“Há uma grande controvérsia em relação ao rastreio e diagnóstico precoce, no entanto manda o bom senso que quanto mais cedo for possível diagnosticar, maiores são as possibilidades de sucesso no tratamento”, conclui o especialista.

De acordo com o GPGU, as causas do cancro da próstata são objeto de intensa pesquisa. É provável que diversas causas estejam na sua origem, mas sabe-se que afeta predominantemente homens maduros, sendo raramente diagnosticado antes dos 40 anos, idade a partir da qual a sua incidência aumenta consideravelmente.

Estima-se que 30 a 40% dos homens com idade superior a 50 anos desenvolvam alguma forma de cancro prostático, embora só 20 a 25% destes cancros venham a ter significado clínico. No mundo, a incidência de cancro da próstata é muito variável consoante a zona geográfica. É maior na América do Norte e nos países nórdicos da Europa e menor nos países Asiáticos. Embora algumas destas diferenças possam ser atribuíveis ao desenvolvimento de programas de rastreio e ao risco existente para outras doenças em algumas regiões, é provável que, em parte, se devam a uma predisposição genética, aos hábitos alimentares e outros fatores ambientais.

Os homens com antecedentes familiares de cancro da próstata apresentam um risco acrescido de desenvolver a doença: estima-se que esse risco seja 2 a 11 vezes superior ao dos indivíduos sem história familiar da doença.

Existem alguns indicadores de que o estilo de vida ocidental esteja associado a um maior risco de cancro da próstata, mas não se sabe bem que fator ou fatores específicos deste estilo de vida podem estar diretamente implicados: ingestão excessiva de calorias, ingestão excessiva de gorduras e açúcar refinado, ingestão reduzida de frutas e legumes, falta de exercício físico, ou obesidade de um modo geral. Está, contudo, provado que a obesidade acarreta um maior risco de morte por cancro da próstata.

Fonte: 
Hill+Knowlton Strategies Portugal
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
ShutterStock

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.