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Labioplastia: solução cirúrgica para a hipertrofia dos lábios vaginais

Da mesma forma que as mulheres se preocupam com a aparência de outras partes do corpo, também se preocupam com a aparência do órgão sexual. No entanto, o motivo que leva as mulheres a recorrer à cirurgia íntima, especialmente à labioplastia, vai muito para além da questão estética. Neste artigo, a especialista em cirurgia plástica reconstrutiva e estética, Luísa Magalhães Ramos esclarece as principais dúvidas sobre a labioplastia.

O que é a hipertrofia dos lábios vaginais

A anatomia feminina é complexa e cada organismo possui as suas características próprias. Embora seja normal os lábios vaginais apresentarem diversas formas e tamanhos, algumas mulheres preferem ter um tamanho menor. A hipertrofia dos lábios vaginais não é considerado um problema de saúde mas ter uns lábios vaginais grandes e proeminentes pode causar desconforto na realização de algumas atividades e vergonha ao vestir roupas mais justas por se notar um maior volume nessa zona. A hipertrofia dos lábios vaginais não limita a atividade sexual mas, em alguns casos, pode causar dor devido ao atrito.

Causas da hipertrofia dos lábios vaginais

A maioria das alterações do órgão genital feminino estão relacionadas com o avançar da idade. Mas há outros fatores que podem contribuir para o crescimento dos lábios vaginais:

  • Alterações hormonais na adolescência;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Gestações;
  • Alguns medicamentos;
  • Anabolizantes.

O que é labioplastia?

A labioplastia, também conhecida como ninfoplastia, é um procedimento cirúrgico que consiste em diminuir o tamanho dos pequenos lábios vaginais e eliminar zonas pingmentadas dos mesmos. Para além de diminuir o tamanho, quando necessário, é também eliminada a pele em excesso que cobre o capuz do clitóris.  

Como saber se está indicada para a cirurgia?

Tal como referi anteriormente, não há um tamanho exato que confirme se a mulher precisa ou não de realizar uma labioplastia. De um modo geral, as mulheres com hipertrofia dos lábios vaginais e que são candidatas à cirurgia, apresentam um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Desconforto na realização de algumas atividades que causam fricção na zona (por exemplo, andar de bicicleta, atividade sexual, etc);
  • Dor e/ou irritação devido à fricção;
  • Aumento de volume que é notável com algumas roupas; 

Como é realizada a cirurgia?

A Labioplastia é uma cirurgia relativamente simples, realizada em ambulatório com anestesia local e sedação leve e demora cerca de 1 hora. As suturas são realizadas com recurso a fio absorvível que caem espontaneamente após alguns dias (não é necessário remover os pontos).

O período pós-operatório

É expetável algum desconforto e edema no período pós-operatório, principalmente na primeira semana, sendo, por isso, recomendado fazer repouso no pós-operatório imediato e seguir todas as indicações médicas. A maior parte das pacientes consegue retomar a atividade profissional após 2-3 dias. Os cuidados pós-operatórios incluem restrição da atividade física e atividade sexual, utilização de vestuário largo e higiene íntima com produtos específicos.

As cicatrizes

Por ser uma zona que não está exposta, as cicatrizes ficam escondidas e não se notam. O processo de cicatrização total é esperado 4 a 6 semanas após a cirurgia. Durante o período de cicatrização, a paciente deve seguir todas as indicações médicas e ser muito rigorosa com a higiene íntima.

Impacto da labioplastia no dia-a-dia da mulher

As mulheres que realizam a labioplastia referem um aumento da autoestima e melhoria significativa na qualidade de vida. Após a labioplastia, conseguem realizar atividades que causavam desconforto e passam a sentir-se mais confortáveis ao vestir roupas mais justas. Referem também uma melhoria na vida íntima por se sentirem mais desinibidas em relação ao parceiro.

Dra. Luísa Magalhães Ramos - especialista em cirurgia plástica reconstrutiva e estética (Clínica de Cirurgia Plástica LMR)
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.