Relatório

Hospitais vivem em "estrangulamento de tesouraria" e fazem "esforço inglório"

Os hospitais públicos vivem em “estrangulamento de tesouraria”, com um endividamento crónico e a fazer um “esforço inglório” para manter níveis adequados de prestação de serviços, concluiu um relatório realizado por um conjunto de peritos portugueses.

O relatório final do projeto 3 F – Financiamento, Fórmula para o Futuro vai ser hoje apresentado em Lisboa e contém um conjunto de dez recomendações para melhorar o modelo de organização e de financiamento do Serviço Nacional de Saúde.

O documento recorda que o período da ‘troika’ motivou uma “forte restrição da despesa pública” cujas medidas resultaram numa “suborçamentação da saúde”, com “estrangulamento de tesouraria” nos hospitais, que vivem dependentes da decisão do poder ministerial.

“Esta situação limita a gestão e a autonomia das instituições hospitalares, resultando num endividamento crónico destas instituições e materializando-se num esforço inglório pela manutenção de níveis adequados de prestação de serviços”, refere o relatório, a que a agência Lusa teve acesso.

Para os peritos, é essencial recuperar a autonomia de gestão dos hospitais, sendo “urgente” adotar uma gestão e uma prestação de cuidados menos dependentes de processos administrativos, através de uma “autonomia e responsabilização dos gestores hospitalares pelos resultados obtidos”.

Quanto ao financiamento, o relatório aponta para uma suborçamentação na área da saúde, indicando que é imperioso repensar o modelo de organização do sistema de saúde.

É preciso desviar a atenção da prestação de cuidados e focar na promoção da saúde e prevenção da doença, integrando cuidados.

Assim, “o orçamento deve ser independente da instituição onde o doente é tratado, promovendo a qualidade do tratamento e não a quantidade de procedimentos realizados”.

A iniciativa 3 F, liderada pela Associação dos Administradores Hospitalares, pretende ainda avançar com dois projetos-piloto que visam uma alteração do modelo de financiamento e de organização dos cuidados.

O projeto-piloto FAROL, que vai ser desenvolvido no Instituto Português de Oncologia do Porto, será direcionado a doentes com cancro do pulmão e pretende medir os resultados em saúde (clínicos e de experiência do doente) ao longo de todo o percurso, para também determinar o custo real de tratamento.

Com este projeto será possível determinar a qualidade assistencial, comparar o custo real de tratamento do doente com cancro do pulmão com o preço atribuído pela administração central da saúde, bem como testar diferentes modelos de incentivos para premiar as instituições com melhores resultados.

Outro projeto-piloto definido pelo 3 F é o POLARIS, que se foca na integração de cuidados e prevenção da doença e que decorrerá no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Pretende-se com este projeto testar um modelo de financiamento de base populacional, para ser depois comparado com os atuais orçamentos, que são baseados em atividade, quer nas unidades de cuidados de saúde primários como secundários na área do CHTMAD.

Os dois projetos-piloto têm como objetivo abandonar as modalidades de pagamento às instituições de saúde que são baseadas em volume de cuidados prestados.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.