Instituto Politécnico de Coimbra

Escola Superior de Tecnologia da Saúde estabelece valores de referência para exames com radiação X

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra liderou um estudo pioneiro que estabeleceu valores de referência para exames com radiação X, nomeadamente radiografias e tomografia computorizada, foi hoje anunciado.

Com base neste estudo, que permitiu caraterizar os valores dose de radiação ionizante utilizada nos exames de imagem médica mais frequentes em Portugal, foram estabelecidos Níveis de Referência de Diagnóstico (NRD), que deverão passar a ser considerados por todos os centros portugueses que realizam este tipo de procedimentos.

O estudo, que conta com o apoio Científico da Direção Geral da Saúde (DGS), será apresentado publicamente na sexta-feira na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC). Uma das suas principais conclusões é a de que alguns dos Níveis de Referência de Diagnóstico portugueses estão tendencialmente acima da média europeia, situação que poderá ser corrigida daqui para a frente.

"Pela primeira vez, existem valores de referência em Portugal que vão permitir melhorar práticas e diminuir os riscos de exposição à radiação ionizante", explica Joana Santos, docente do departamento de Imagem Médica e Radioterapia da ESTeSC-IPC e coordenadora do estudo NRD Portugal.

O desafio passa agora por sensibilizar os profissionais de imagem médica e radioterapia que estão no terreno, no sentido de diminuir os valores apresentados, avança a ESTeSC-IPC.

O estudo decorreu entre março e junho, tendo contado com a colaboração de mais de 75% dos centros nacionais, que responderam a um inquérito sobre a exposição dos doentes à radiação.

A investigação teve por base as recomendações internacionais da área, tendo ainda a validação externa de um elemento da Agência Internacional de Energia Atómica e Comissão Internacional de Proteção Radiológica.

No total, foram registados os valores de radiação ionizante utilizados em 1.563 exames realizados em Portugal continental neste período, para um perfil de doente com 60 a 80 kg e 160 e 180 cm de altura, explica a ESTeSC.

Além de indicar os valores de radiação utilizados em diferentes radiografias e tomografia computorizada (TAC), consoante a região anatómica em análise, o estudo NRD Portugal apurou ainda o nível de exposição à radiação mediante a indicação clínica do procedimento.

Assim, explicam os autores do estudo, apresentam-se valores para exames de doentes com quadros de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo, metástases hepáticas, estudos de patologias pulmonares e doentes oncológicos, entre outros.

"Os níveis de exposição à radiação devem sempre ser adequados a cada doente e à sua informação clínica", explica Joana Santos, lembrando que só desta forma podem ser diminuídos os riscos de exposição à radiação X.

O estudo NRD Portugal foi realizado por uma equipa da ESTeSC (composta pelos docentes Joana Santos e Graciano Paulo) na condição de Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Proteção Contra as Radiações e Saúde, em parceria com o Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico, a Divisão de Física Médica da Sociedade Portuguesa de Física e a Sociedade Portuguesa Radiologia e Medicina Nuclear e com o apoio científico da Direção-Geral da Saúde.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.