Sociedade Portuguesa de Cardiologia

A diabetes está subdiagnosticada em Portugal

Cerca de 13% da população portuguesa sofre de diabetes, e apenas metade está diagnosticada.

A diabetes é uma doença com prevalência crescente, e segundo dados de 2014, estima-se que 13,1% da população sofre desta doença, o que corresponde a mais de um milhão de portugueses. No mundo, calcula-se que cerca de 422 milhões de pessoas tenham diabetes e a tendência é para um aumento significativo nos próximos anos, prevendo-se que em 2025, existam cerca de 300 milhões de diabéticos.

Para a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, a incidência da diabetes é verdadeiramente preocupante, pois esta é considerada um equivalente de doença cardiovascular, sendo um dos fatores de risco mais importantes. Para além das complicações vasculares, tais como o acidente vascular cerebral e o enfarte, estima-se que 1 em cada 10 diabéticos desenvolva insuficiência cardíaca, a pandemia do século XXI para a qual os cardiologistas vêm chamando a atenção.

Nos últimos anos o aumento da obesidade infantil e juvenil, o sedentarismo e a dieta hipercalórica, rica em hidratos de carbono, tem levado ao aparecimento de diabetes em idades cada vez mais jovens, incluindo abaixo dos 18 anos.

No Dia Mundial da Diabetes, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para a importância de manter um estilo de vida saudável, baseado em atividade física regular, alimentação saudável e controlo do peso corporal e de apostar na prevenção e na consciencialização da população para os sintomas, deste que é um dos maiores fatores de risco para a Doença Cardiovascular e um grave problema de Saúde Pública, com elevada morbilidade e mortalidade.

O que é a diabetes?
A Diabetes é uma doença causada pelo excesso de glucose no sangue. Em pessoas saudáveis, o pâncreas produz uma substância chamada insulina, que é responsável por levar a glucose até ao interior das células. No entanto, no caso dos diabéticos, a insulina pode não ser produzida ou não se encontra em quantidades suficientes para desempenhar a sua função.

Há vários tipos de diabetes:

- Diabetes tipo I: É uma doença autoimune em que o próprio organismo destrói as células do pâncreas responsáveis por produzir insulina, o que faz com que a glucose aumente no sangue. Este tipo é mais comum entre crianças e jovens e não está diretamente relacionado com hábitos alimentares ou obesidade. Quem sofre deste tipo de diabetes tem de administrar insulina diariamente. A taxa de incidência é, apesar de tudo, baixa quando comparada com a diabetes tipo II.

- Diabetes tipo II: É o tipo mais comum desta doença e, neste caso, inicialmente, a quantidade de insulina produzida pelo organismo poderá ser exagerada em comparação com a que é produzida em pessoas saudáveis. Isto acontece porque o corpo precisa de mais insulina para que esta consiga desempenhar a sua função. Porém, com o passar do tempo, o organismo vai-se tornando resistente à insulina e os níveis de glucose vão começar a aumentar. A diabetes tipo II pode aparecer em pessoas de qualquer idade e está muito ligada à obesidade e hábitos alimentares pouco saudáveis, embora nem sempre seja o caso.

- Diabetes gestacional: É um tipo de diabetes que aparece quando a mulher engravida (taxa de incidência de 1 em cada 20 grávidas), mesmo que anteriormente à gravidez nunca tenha apresentado sinais da doença. Embora normalmente desapareça após o parto, é importante que sejam tomadas medidas de prevenção para que não se venha a desenvolver diabetes tipo II. Há ainda outros tipos de diabetes causados por patologias no pâncreas, sistema endócrino, ou nas células-beta (responsáveis pela produção de insulina).

Fatores de risco:
É urgente alertar a população para os fatores de risco, como o excesso de peso/obesidade, alimentação desequilibrada, sedentarismo, historial de diabetes na família, pressão arterial elevada e diabetes gestacional prévia.

Prevenção:
Para além dos fatores de risco, é igualmente imperativo consciencializar os portugueses para a prevenção desta doença. Relativamente à diabetes tipo I, não há medidas que possam ser tomadas no sentido de prevenir o seu aparecimento uma vez que se trata de uma doença autoimune. A diabetes tipo II é diferente, pois na maior parte dos casos está associada a hábitos de vida pouco saudáveis. Assim, é importante que se procure seguir um plano nutricional mais equilibrado e fazer exercício frequentemente.

Sintomas e diagnóstico:
No caso da diabetes, um diagnóstico precoce faz a diferença, por isso o reconhecimento dos sintomas pode ser de extrema importância. Fome e sede constantes, boca seca, prurido no corpo, fadiga, visão turva e vontade de urinar com muita frequência são alguns dos principais sinais de alerta.

Fonte: 
SConsulting
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Pixabay

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.