Conselhos para os pais

Como tornar o regresso às aulas mais fácil

A psicóloga do IVI Lisboa, Filipa Santos, partilha algumas dicas para facilitar o regresso à rotina escolar, em que a atitude, a intuição dos pais e a informação prévia têm um papel decisivo na forma como as crianças vivenciam o momento.

Atualmente o regresso às aulas representa um momento significativo na maioria das casas. Possivelmente potenciado pelo protagonismo crescente que o tema tem tido junto dos meios de comunicação e pela importância que a publicidade lhe atribui. Isto faz com que, cada vez mais, os pais estejam atentos e procurem formas de facilitar a adaptação e o regresso à rotina depois de um período de descanso e diversão, como o verão.

A Filipa Santos, psicóloga do IVI Lisboa, partilha algumas sugestões para uma melhor transição no regresso à rotina.

A atitude dos pais
Esta temática é pertinente em setembro, mas também ao longo de todo o ano. Quantas vezes ouvimos queixas a um domingo por no dia seguinte ter de regressar ao trabalho?

Uma das formas de aprendizagem das crianças é a imitação. As crianças captam as queixas e a insatisfação diária dos adultos em relação ao trabalho. É certo que trabalhar todos os dias, pode ser desgastante, mas devemos também enfatizar alguma satisfação, valorizar algo que tenhamos conseguido por trabalhar ou algo interessante que tenha ocorrido durante o dia e contá-lo à família. Se as crianças se rirem e acharem engraçado um episódio do dia a dia dos pais no trabalho, percebem que, apesar do esforço necessário, o trabalho compensa. Os pais são uma referência muito importante em certas idades e por vezes reforçam comportamentos e formas de pensar e sentir aos filhos sem dar conta.

Envolver as crianças na organização do seu material escolar e do seu quarto
É importante que as crianças participem na organização do material escolar e que aprendam a preparar a mochila com tudo o que necessitam para as aulas. Da mesma forma, é positivo que se envolvam também na organização dos seus quartos e zonas de estudo.

Dar informação prévia sobre o novo ano letivo
Tal como acontece aos adultos quando mudam de departamento, de colegas ou de chefe, as crianças também sentem alguma inquietação com a aproximação do novo ano letivo. Para ajudá-los devemos conversar com as crianças sobre a nova etapa no colégio, evitando muitos detalhes ou juízos de valor.

Recordar algum momento divertido no ano letivo anterior
É muito positivo valorizar alguma situação ou experiência que tenha marcado positivamente a criança. Pode ajudar ter contacto prévio com algum amigo ou visitar as instalações da escola antes do inicio do novo ano escolar.

Estrear algo
Sem cair no consumismo supérfluo é positivo que a criança estreie algum material escolar. Uma mochila, uma caixa de lápis, algo simples, mas que a criança goste.

Recuperar as rotinas do quotidiano da vida escolar
É recomendável recomeçar as rotinas e os horários do período escolar uns dias antes do inicio do regresso às aulas, deste modo, não são tão bruscas as alterações nos primeiros dias de aulas.

A intuição dos pais
Ninguém conhece tão bem as crianças como os próprios pais. Os profissionais podem dar alguns conselhos práticos para ajudar um pouco, mas os pais devem seguir a sua intuição e fazer o que acreditam ser melhor para os filhos.

O valor das palavras
Lamentavelmente nos últimos anos tornou-se moda a expressão: “Depressão pós-férias”, que implica uma conotação muito negativa. De um modo geral, voltamos de férias de verão com boa aparência, alguns até voltam bronzeados, aproveitámos a natureza, vivemos bons momentos com amigos e família, pusemos a leitura em dia, descansámos…Porque não trocar a expressão “depressão pós-férias”, pelo título da canção “Meu querido mês de agosto”! Esta sim, está mais conotada com os bons momentos vividos no verão.

A forma como encararmos o nosso dia a dia e o narramos aos nossos filhos é fundamental para a forma como eles próprios vão entender e organizar as suas vivências.

Fonte: 
Grupo IVI
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
Pixabay