15.ª edição do Congresso da Sociedade Ibérica de Citometria

Citometria de Fluxo: uma tecnologia em expansão

A citometria de fluxo e seus avanços tecnológicos são o tema central da 15.ª edição do Congresso da Sociedade Ibérica de Citometria (SIC), que terá lugar entre os dias 25 e 27 de maio, em Lisboa.

Desde há muitos anos que a citometria de fluxo, fruto da sua capacidade de estudar vários parâmetros simultaneamente numa única célula, se tem afirmado como uma ferramenta de utilidade reconhecida na área clínica, nomeadamente no diagnóstico, prognóstico e monitorização terapêutica das hemopatias malignas, na monitorização da infecção pelo VIH, e também na investigação aplicada à clínica e na investigação básica.

O aparecimento de novos citometros de fluxo, com uma maior capacidade multiparamétrica e de processar uma grande quantidade de células em menor tempo, associado a softwares de análise mais versáteis e capazes de realizar uma análise automática de todas as populações celulares presentes numa amostra e, acima de tudo, capazes de cruzar a informação obtida nessa amostra com uma base de dados representativa da maioria das hemopatias malignas, vai reduzir de forma significativa a subjectividade diagnóstica dependente do “expertise” de quem analisa e permitir, através da estandardização dos painéis de diagnóstico e de calibração dos equipamentos, que se obtenha, para uma mesma amostra processada em laboratórios diferentes, o mesmo resultado.

Estes avanços irão, seguramente, colocar a citometria de fluxo numa posição de maior relevo na área clínica das hemopatias malignas, quer ao nível do diagnóstico, quer no aumento da sensibilidade para a pesquisa da doença mínima residual. Estes mesmos avanços tecnológicos em citometria de fluxo serão igualmente uma mais-valia no que respeita ao diagnóstico das imunodeficiências primárias.

Perspectivam-se, também, novas áreas de intervenção da citometria de fluxo, nomeadamente no estudo de alterações periféricas (numéricas ou funcionais) que ocorrem nas células do sistema imune, após terapêutica imunomoduladora, em particular as com base em anticorpos monoclonais, e que estão a ser cada vez mais utilizadas no tratamento de tumores.

Finalmente, fruto da capacidade que alguns citometros de fluxo têm de funcionar como separadores celulares (“cell sorters”), e cuja utilização é já uma realidade, em alguns laboratórios clínicos, poder-se-ão estabelecer interfaces de colaboração e de complementaridade com outras tecnologias, também importantes na área do diagnóstico das hemopatias malignas, como a hibridação in situ de fluorescência (FISH) e a biologia molecular, em particular, e ainda em fase de implementação, a sequenciação de nova geração (NGS). Estes separadores celulares já são largamente utilizados por muitos grupos de investigação, sendo uma ferramenta fundamental para os novos avanços científicos em diferentes áreas.

Estes e outros avanços serão abordados na 15.ª edição do Congresso da Sociedade Ibérica de Citometria (SIC), que vai ter lugar entre os dias 25 e 27 de maio, em Lisboa. Os detalhes sobre o evento poderão ser consultados no website oficial: http://www.transalpino-eventos.com.  

Prof.Doutor Artur Paiva - Coordenador da Unidade de Gestão Operacional de Citometria Centro Hospitalar Universitário de Coimbra
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.