Como combater os agentes infeciosos

Celulite infeciosa: aquela que nem sempre se vê

A pele é um tecido altamente dinâmico cuja principal função é a proteção do organismo, impedindo a fuga de substâncias celulares e a penetração de elementos perigosos. Ao estabelecerem o limite entre o organismo e o ambiente, a pele e as mucosas são responsáveis por desencadear fenómenos biológicos quando detetam agentes estranhos provenientes do exterior.

A infeção cutânea surge frequentemente devido a qualquer dano que altere a integridade da epiderme, ocorrendo de seguida a invasão da derme e do tecido celular subcutâneo por um agente patogénico. Nestas situações os mecanismos imunitários do nosso corpo são solicitados como resposta a esta invasão.

Caso a infeção atinja a derme profunda e o tecido subcutâneo, podem desencadear-se diversas condições patológicas, entre as quais a Celulite. Esta condição apresenta dificuldades na distinção entre o tecido infetado e o não infetado, que nem sempre é clara.

As infeções dos tecidos moles são caraterizadas por inflamações agudas, difusas, edematosas, supurativas e disseminadas, e estão frequentemente associadas a sintomas sistémicos como mal-estar, febre e arrepios. Caso a infeção atinja tecidos mais profundos, pode resultar em necrose dos tecidos, o que requer o desbridamento cirúrgico extensivo.

S.aureus e estreptococos do grupo A são os agentes etiológicos mais comuns da Celulite, mas ocasionalmente bactérias como Haemophilus Influenzae, bacilos Gram-negativos e ainda fungos como Cryptococcus Neoformans, podem estar implicados na celulite. Por outro lado, os agentes patogénicos transportados pelo sangue que causam celulite são o Streptococcus Pneumoniae, o Vibrio Vulnificus e o Criptococcus Neoformans.

A entrada dos agentes patogénicos é favorecida pela presença de cortes na pele, pé de atleta, picadas de inseto, insuficiência venosa crónica, síndrome nefrótica, úlceras no membro inferior, úlceras de pressão, diabetes, obesidade, doença hepática, excesso de álcool, feridas cirúrgicas, queimaduras, uso de drogas por via endovenosa. Há casos em que a “porta de entrada” não é aparente, não sendo evidentes os focos da infeção.

Com o alojamento da infeção os pacientes têm maior risco de propagação por via sanguínea e através dos vasos linfáticos. Nestes casos, a evolução pode ocorrer de forma muito rápida, originando alterações como edema (acumulação de liquídos), eritema (rubor da pele), aumento da temperatura local e dor, associados a vários graus de sintomas sistémicos resultantes exatamente da disseminação da infeção.

Nestes casos, o primeiro passo deve ser realizar um diagnóstico diferencial, o que auxilia na exclusão de outras patologias como Dermatite Atópica, Urticária, Erisipela, reação inflamatória a picadas de insetos e Tromboflebite Superficial.

O tipo de tratamento é aplicado de acordo com o grau de Celulite presente. A nível local é recomendado o repouso, imobilização e elevação da área para reduzir o edema, bem como é fundamental o tratamento das “portas de entrada”. Se a infeção for ligeira ou moderada é utilizada antibioterapia oral, no caso de ser mais severa é utilizada antibioterapia endovenosa.

Dra. Fátima Carvalho - Podologista responsável pelo Centro Clínico do Pé
Fonte: 
Miligrama
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.