Direção-Geral da Saúde

Casos de legionella dispararam. Sífilis e gonorreia também estão a aumentar

Os casos de legionella dispararam em 2014 no nosso país: mais de 500, quando no ano anterior não chegaram a uma centena. E a doença dos legionários continua a somar casos este ano, com um surto registado no Porto, em setembro, com 12 casos, e agora novo registo da presença da bactéria no centro de saúde de Vila Real de Santo António, no Algarve.

Mas os casos de legionella não foram os únicos a subir, escreve o Diário de Notícias. De acordo com o relatório Doenças de Declaração Obrigatória 2011-2014, publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), houve também um "aumento substancial" dos casos de doenças sexualmente transmissíveis - gonorreia e sífilis.

No ano passado, o surto de legionella em Vila Franca de Xira, que matou 14 pessoas, fez disparar as notificações que chegaram à DGS, já que esta doença faz parte da lista de declaração obrigatória. Foram 550 notificações, quando no ano anterior tinham sido apenas 97. Os dados fazem parte do relatório da DGS com informação de 2011 a 2014. Nestes quatro anos o número total de notificações foi de 884.

Já este ano registou-se mais um surto de legionella, mas de proporções muito inferiores. Em setembro, no Porto, registaram-se 12 casos que estariam associados à presença da bactéria num hotel. Ontem, o Correio da Manhã, dava conta da presença da Doença dos Legionários no centro de saúde de Vila Real de Santo António. A delegada regional de saúde, Ana Cristina Guerreiro explicou que a bactéria foi detetada no âmbito das "análises periódicas" que as autoridades de saúde fazem a vários edifícios e que neste caso foi encontrada "numa canalização antiga".

A delegada regional de saúde explicou que pediram "para não serem prestados cuidados nessa zona e para serem utilizados outros gabinetes do centro de saúde para essa função". Ana Cristina Guerreiro garantiu que "não há risco para os utentes" e que "estão a ser tomadas as medidas necessárias" para que a situação normalize.

Doenças sexuais aumentam
Da análise do relatório Doenças de Declaração Obrigatória 2011-2014, além do elevado acréscimo dos casos de legionella em 2014, a DGS aponta ainda "aumento substancial de infeções sexualmente transmissíveis, nomeadamente as infeções gonocócicas (gonorreia) e sífilis (excluindo Sífilis congénita). Quanto à primeira, a média entre 2011 e 2013 foi de 118 casos. Mas no ano passado foram notificados 206 (mais 90 casos do que no ano anterior). Em relação à sífilis o salto é ainda maior: 367 notificações, mais 181 casos.

A DGS registou ainda um aumento de casos de Salmoneloses não Typhi e não Paratiphy - a salmonella, provocada pela ingestão de água e alimentos contaminados, pode causar gastroenterite e infeção localizada - e da incidência de casos de infeção e meningite por Haemophilus influenza, a causa mais comum de meningite nas crianças.

Em sentido contrário, em 2014 registou-se uma "diminuição da incidência de casos de tosse convulsa, parotidite epidémica, doença de Creutzfeldt-Jakob e infeção e meningite meningocócica".

Fonte: 
Diário de Notícias Online
Nota: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.