Vacinação e prevenção: como proteger os animais contra a raiva

Embora a raiva não circule atualmente em Portugal, a doença continua presente noutras regiões do mundo e pode ser introduzida através da entrada de animais provenientes de zonas onde o vírus circula. No âmbito do Dia Mundial contra a Raiva, assinalado a 28 de setembro, a AniCura reforça a importância da prevenção e da vacinação dos animais de companhia, bem como dos cuidados a ter durante as viagens.
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso dos mamíferos e pode ser transmitida entre animais através da saliva, sobretudo através de mordeduras. Depois do aparecimento dos sinais clínicos, a doença é quase sempre fatal, o que torna a prevenção particularmente importante.
“A prevenção continua a ser essencial, mesmo quando o risco de exposição é reduzido. A vacinação e o cumprimento dos requisitos sanitários nas deslocações são medidas importantes para proteger os animais e evitar a reintrodução da doença”, explica Susana Beira, Medical Business Partner de Anicura Portugal.
Viajar com um animal também exige preparação
As viagens internacionais podem representar uma situação de risco quando envolvem a circulação de animais entre países com diferentes níveis de prevalência da doença. Dependendo do destino, podem existir requisitos específicos relacionados com a vacinação antirrábica, identificação e documentação do animal.
Por isso, a preparação da viagem deve incluir uma avaliação veterinária prévia, permitindo confirmar se a vacinação está atualizada e quais os requisitos aplicáveis ao país de destino. Esta antecipação é particularmente importante porque alguns procedimentos têm de ser realizados dentro de determinados prazos.
“As regras europeias para viajar com animais foram reforçadas em 2026, o que torna ainda mais importante garantir que a vacinação, o microchip e a documentação estão em conformidade antes de qualquer deslocação.”, sublinha Susana Beira.
Uma mordedura não deve ser desvalorizada
Para além da prevenção através da vacinação, é importante saber como agir perante uma situação de possível exposição. Uma mordedura por um animal desconhecido ou potencialmente infetado deve ser avaliada por um médico veterinário, que poderá determinar os procedimentos adequados de acordo com a situação e com as orientações das autoridades competentes.
O mesmo se aplica quando um animal de companhia esteve em contacto próximo com um animal suspeito de estar infetado. Nestas situações, o cuidador não deve tentar capturar ou manipular um animal desconhecido, devendo procurar orientação profissional.
Diferenças entre cães, gatos e outras espécies
Em Portugal, a vacinação antirrábica é obrigatória para os cães, enquanto para os gatos é recomendada, sobretudo em animais com acesso ao exterior ou que viajam. Para outras espécies, as recomendações variam consoante o risco e a legislação aplicável, devendo o cuidador consultar o médico veterinário.
Esta diferenciação reflete o facto de o risco não ser igual para todas as espécies ou em todos os contextos. A região geográfica, a circulação da doença e o tipo de contacto com outros animais são fatores que devem ser considerados na definição das medidas de prevenção.
“A prevenção da raiva começa antes de uma possível exposição. Estar atento aos riscos, cumprir as medidas de proteção adequadas e procurar aconselhamento veterinário perante qualquer situação suspeita, são passos importantes para proteger os animais de companhia”, conclui Susana Beira.
