A qualidade da resposta ao AVC depende da robustez de toda a sua cadeia de valor

Portugal é hoje reconhecido internacionalmente pela qualidade da sua resposta ao AVC. Este percurso é o resultado de mais de duas décadas de investimento, inovação e dedicação dos profissionais de saúde, das instituições e das autoridades de saúde, assente numa visão integrada do percurso do doente e numa melhoria contínua da organização dos cuidados.
A Via Verde AVC foi concebida como um modelo integrado de organização dos cuidados ao AVC, e não como um conjunto de atos clínicos isolados. Cada etapa contribuiu para o resultado final e a solidez do sistema depende da articulação eficaz entre todos os seus intervenientes, num processo assistencial complexo, exigente e particularmente sensível a qualquer fragilização dos seus diferentes elos.
O sucesso da resposta ao AVC não resulta de um único procedimento nem da intervenção de um único grupo profissional. Resulta da robustez de toda a cadeia assistencial do AVC: da promoção da saúde e da prevenção, à literacia da população e reconhecimento precoce dos sintomas; da ativação da Via Verde AVC e do transporte diferenciado às Unidades de AVC; dos tratamentos de reperfusão — incluindo a trombólise e a trombectomia, sempre que indicadas e sem demora — à reabilitação precoce, à prevenção secundária e ao regresso da pessoa à sua vida familiar, social e profissional.
O doente com AVC deve permanecer no centro de todas as decisões. Foi essa visão que permitiu construir o atual modelo nacional de resposta ao AVC e deverá continuar a orientar a sua evolução futura.
