"O Legado que nos Une"

Portugal assinala o Dia Nacional da Doação e Transplantação de Órgãos

A Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) assinala o Dia Nacional da Doação e da Transplantação no próximo dia 20 de julho, numa cerimónia que decorrerá na Fundação Eng.º António de Almeida, no Porto. O tema deste ano, "O Legado que nos Une", presta homenagem a toda a comunidade da transplantação, incluindo dadores falecidos e vivos, as suas famílias, pessoas transplantadas, profissionais de saúde e instituições parceiras.

O evento servirá como um momento de reflexão sobre a evolução do bem-sucedido modelo português de doação e transplantação e contará com testemunhos na primeira pessoa de quem viveu este percurso. O tema sublinha que cada transplante representa uma história de generosidade, esperança e continuidade.

Em 2025, Portugal demonstrou a força do seu programa nacional com 948 órgãos transplantados, atingindo máximos históricos nos transplantes cardíacos (70) e pulmonares (90). O sucesso do país é um testemunho do esforço coletivo, que resultou em 370 dadores falecidos, 88 dadores vivos e um total de 1.180 órgãos colhidos. Estes resultados colocam Portugal entre os países líderes na atividade de doação de órgãos por milhão de habitantes, segundo o Registo Internacional de Doação e Transplantação de Órgãos (IRODaT).

"A doação e a transplantação de órgãos estão entre as mais notáveis expressões de solidariedade humana", afirma a Dr.ª Cristina Jorge, presidente da SPT. "Este dia é uma oportunidade para honrar o contributo coletivo de cada indivíduo que torna possível este percurso que salva vidas. Ao mesmo tempo que celebramos a posição de Portugal como uma referência global nesta área, mantemo-nos focados no futuro e na importância de continuar a investir na inovação, na qualidade assistencial e na melhoria do acesso à transplantação para todos os doentes que dela necessitam."

A cerimónia destacará o trabalho contínuo que acontece além da sala de operações, desde a identificação de potenciais dadores e a coordenação hospitalar até à preservação de órgãos, logística e acompanhamento dos doentes a longo prazo. Este esforço integrado permite que centenas de pessoas recuperem, anualmente, a sua qualidade de vida.

Olhando para o futuro, a Sociedade Portuguesa de Transplantação considera importante continuar a promover o desenvolvimento da doação após paragem circulatória, a incorporação de novas tecnologias de preservação de órgãos e o reforço dos sistemas de informação, contribuindo para a qualidade, segurança e sustentabilidade da atividade de doação e transplantação em Portugal. 

Fonte: 
Burson
Nota: 
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Foto: 
Pixabay