Petição em defesa dos cuidados paliativos em Portugal

É para alertar para a necessidade imediata de cuidados com qualidade e dignidade até ao último momento que a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lançou esta semana a petição “Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente”.
A petição apela a um compromisso concreto da parte do Governo, exigindo para tal:
1. A expansão das equipas comunitárias e intra-hospitalares de cuidados paliativos em todo o território nacional;
2. O reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados;
3. A criação de incentivos e condições de fixação para profissionais especializados;
4. O reconhecimento oficial da Medicina Paliativa como especialidade médica autónoma;
5. O investimento estruturado na formação dos profissionais de saúde em Cuidados Paliativos.
Nas palavras da presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, enfermeira Catarina Pazes, “é urgente que exista um compromisso efetivo do Governo e do Ministério da Saúde com os cuidados paliativos. Portugal continua há mais de um ano sem a constituição de uma Comissão Nacional de Cuidados Paliativos que possa orientar e fazer umprir uma estratégia clara para esta área tão essencial”.
Num momento em que Portugal enfrenta desafios graves como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crónicas e a sobrecarga dos serviços de urgência, a ausência de uma visão estratégica para os cuidados paliativos continua a ser considerada pela APCP como “inaceitável”. “Atualmente não temos um modelo organizacional que responda às necessidades reais dos doentes e perpetua-se um modelo que falha nos cuidados de proximidade”, afirma Catarina Pazes.
A APCP reforça a sua total disponibilidade para colaborar com as entidades decisoras e reguladoras na procura de soluções concretas, para que quem necessita de acesso aos cuidados paliativos não tenha de continuar à espera.
A petição pode ser consultada e subscrita aqui: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT131164
