Oftalmologistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da principal causa de cegueira irreversível a nível mundial

Em Portugal, estima-se que o glaucoma afete cerca de 250 mil pessoas. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada se for diagnosticada atempadamente em consulta de oftalmologia, permitindo travar a sua progressão e preservar a visão, sublinha Fernando Trancoso Vaz, oftalmologista e coordenador do Grupo Português de Glaucoma da SPO.
Sob o lema “Sem dor, sem sintomas — não arrisque perder a sua visão”, os especialistas alertam para o caráter silencioso da doença, que não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por esse motivo, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos irreversíveis na visão.
Entre as principais mensagens da campanha está a recomendação do Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Pedro Menéres, da realização de observações regulares por médicos oftalmologistas a partir dos 40 anos, com observação do nervo ótico e medição das tensões oculares,devendo esta avaliação ser antecipada em pessoas com fatores de risco acrescidos, como hipertensão ocular, miopia elevada, histórico familiar de glaucoma ou uso prolongado de corticoides. A população afrodescendente apresenta igualmente um risco aumentado de desenvolver a doença.
A Semana Mundial do Glaucoma culmina com uma reunião científica que reúne médicos oftalmologistas em Vila do Conde, nos dias 13 e 14 de março, onde serão debatidos os meios de diagnóstico e os tratamentos médicos e cirúrgicos mais recentes.
