Veterinária explica sinais, sintomas e prevenção em cães e gatos

Leishmaniose e dirofilariose

Com a chegada dos meses mais quentes, aumenta a atividade de mosquitos e flebótomos, responsáveis pela transmissão de doenças que podem afetar gravemente a saúde dos cães. Entre as mais relevantes em Portugal destacam-se a leishmaniose e a dirofilariose, duas patologias que exigem atenção por parte dos tutores ao longo de todo o ano, mas especialmente na primavera e no verão.

“A prevenção é fundamental nestas doenças, uma vez que a transmissão ocorre de forma silenciosa e os sinais podem demorar a surgir”, explica Elena Díaz, médica veterinaria da Kivet, clínicas veterinarias da Kiwoko

“Quanto mais cedo forem identificadas, maiores são as hipóteses de controlo e qualidade de vida do animal”, conclui.

 

Uma ameaça silenciosa com maior incidência na primavera e verão

A leishmaniose é transmitida pela picada de flebótomos infetados e afeta principalmente cães, podendo também ocorrer em gatos, embora com menor frequência. Já a dirofilariose, conhecida como “verme do coração”, é transmitida por mosquitos e também pode afetar ambas as espécies, ainda que nos gatos a doença se manifeste de forma diferente e, muitas vezes, mais difícil de diagnosticar.

Estas doenças podem evoluir de forma progressiva e afetar vários órgãos, sobretudo em animais com maior exposição ao exterior, em zonas húmidas ou com vegetação abundante.

 

O que observar no dia a dia

Os sinais clínicos variam entre espécies e tendem a surgir de forma gradual. Nos cães com leishmaniose, podem surgir alterações na pele, perda de peso, queda de pelo, crescimento anormal das unhas ou apatia. Nos gatos, os sinais são frequentemente mais discretos, incluindo lesões cutâneas e alterações do estado geral.

No caso da dirofilariose, os cães podem apresentar tosse persistente, cansaço ou dificuldade respiratória. Nos gatos, os sinais respiratórios podem ser confundidos com outras doenças, o que torna a atenção aos detalhes ainda mais importante.

 

A importância do diagnóstico precoce

A identificação destas doenças é feita através de exames laboratoriais específicos, ajustados a cada espécie. Nos gatos, o diagnóstico pode ser mais complexo, sobretudo na dirofilariose, devido à variabilidade dos sinais e à menor presença do parasita.

Consultas regulares e exames de rotina permitem detetar precocemente possíveis infeções, facilitando o acompanhamento e a definição de estratégias adequadas.

 

Proteção contínua ao longo do ano

A prevenção continua a ser a forma mais eficaz de reduzir o risco de infeção. O uso de desparasitantes e produtos repelentes adaptados a cães e gatos é essencial, sobretudo em períodos de maior atividade dos insetos.

A gestão do ambiente também desempenha um papel importante, incluindo a redução da exposição a mosquitos e flebótomos, especialmente ao amanhecer e ao entardecer, e a proteção dos espaços onde os animais permanecem. No caso dos cães, a vacinação contra a leishmaniose pode ser considerada como parte de um plano preventivo.

 

O papel do tutor na deteção precoce

A observação diária continua a ser uma ferramenta essencial. Alterações no comportamento, na energia ou no estado físico, tanto em cães como em gatos, devem motivar uma avaliação por um veterinário.

A combinação entre prevenção, acompanhamento regular e atenção aos sinais permite reduzir o impacto destas doenças e garantir uma melhor qualidade de vida aos animais.

 

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